Aneel leiloa cinco lotes de linhas de transmissão de energia

Cinco projetos de transmissão de energia foram leiloados hoje (27) na sede da B3, na capital paulista. Promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), este foi o primeiro leilão de transmissão de energia do ano. O certame ofereceu cinco lotes, com investimentos estimados em R$ 3,3 bilhões e previsão de mais de 8,4 mil empregos. A licitação pública se destina à construção e manutenção de 798 quilômetros de linhas de transmissão e de 2.150 megavolt-ampères (MVA) em capacidade de transformação de subestações, além de compensadores síncronos. Notícias relacionadas: Brasil tem recorde de 66,8% dos trabalhadores na previdência social. Resultado negativo nas contas externas cai para R$ 5,6 bi em fevereiro. BC decreta liquidação extrajudicial de instituições da Entrepay. Os empreendimentos estão localizados em 11 estados: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe, Santa Catarina, São Paulo. O prazo para conclusão das obras varia entre 42 e 60 meses. O leilão O certame desta sexta-feira foi bastante concorrido, com deságios que chegaram a alcançar 54,8%. As empresas Engie Transmissão de Energia e Cymi Construções e Participações foram as maiores vencedoras do leilão de hoje, arrematando dois lotes cada uma. A Cymi conquistou os lotes 1 e 5, enquanto a Engie venceu o lote 2 e também levou o lote 3, composto por quatro sublotes. Já o Consórcio BR2ET fez a maior oferta pelo lote 4. O primeiro lote que foi leiloado hoje era composto por instalações no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais e atraiu três interessados. A empresa vencedora foi a Cymi Construções e Participações, que ofertou R$ 46.611.311,00 de Receita Anual Permitida (RAP), o que significou deságio de 46,85% em relação ao teto definido pelo regulador. A receita anual permitida é uma remuneração que as transmissoras de energia elétrica recebem pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários. As outras empresas que concorreram pelo primeiro lote foram o Consórcio Olympus e a Axia Energia Sul. Já o lote 2, composto por instalações no Paraná e em Santa Catarina, teve quatro interessados: a Axia Energia Sul, Cox Brasil, Engie Transmissão de Energia e o Consórcio Paraná. A vencedora foi a Engie Transmissão de Energia, com a oferta de R$ 18.137.374,70, deságio de 46,89%. O lote 3 corresponde a instalações existentes no Rio Grande do Norte e no Ceará e foi dividido em quatro sublotes. A Engie acabou arrematando esse lote oferecendo as menores ofertas nos quatro sublotes. Ela ofereceu R$ 22,8 milhões para o sublote 3A, R$ 20,6 milhões para o 3B, R$ 39,6 milhões para o 3C e R$ 21,6 milhões para o 3D, resultando num deságio médio de 54,83%. O lote 4 é composto por instalações na Bahia e no Sergipe e foi arrematado pela BR2ET Transmissora, com a proposta de R$ 25.563.777,00 e deságio de 37,89%. Outras quatro empresas apresentaram lances por esse lote: a Axia, Celeo Redes Brasil, Alupar e Consórcio Atlas. O último lote a ser leiloado foi o 5, que tem como objetivo contribuir para o suprimento às regiões de Cláudia e Novo Progresso, em Mato Grosso e no Pará, e foi arrematado pela Cymi Construções e Participações. O valor ofertado pela empresa foi de R$ 91.194.333,00, representando um deságio médio de 50,89% em relação à Receita Anual Permitida (RAP) inicial estabelecida pela Aneel. Além dela, também apresentaram propostas por esse lote a Taesa-Transmissora Aliança de Energia Elétrica, a Celeo Redes Brasil, FIP Warehouse, EDP Energias do Brasil, Consórcio Olympus e Axia Energia Sul. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/aneel-leiloa-cinco-lotes-de-linhas-de-transmissao-de-energia
Centro de Floripa inicia nova fase arborizada
O Centro de Florianópolis recebeu, na quinta-feira (26), a primeira intervenção do projeto Viva a Cidade Arborizada. Um ipê-amarelo, com cerca de 15 anos e oito metros de altura, foi plantado no cruzamento do calçadão da Rua João Pinto com a Nunes Machado, dando início à proposta de transformação da paisagem urbana da região. A iniciativa é liderada pela CDL Florianópolis, em parceria com a Prefeitura, e executada pela Arboran. O projeto prevê o plantio de mais de 90 árvores nativas em sete vias do Centro Leste: João Pinto, Nunes Machado, Saldanha Marinho, Travessa Ratclif, Tiradentes, Victor Meireles e General Bittencourt. Diferente de ações convencionais, a proposta utiliza árvores já desenvolvidas, garantindo impacto visual imediato e maior resistência ao ambiente urbano. O ipê plantado já apresenta início de floração e foi cultivado em viveiro especializado em espécies nativas do estado. Segundo o presidente da CDL Florianópolis, Eduardo Koerich, a ação representa uma mudança concreta no espaço urbano. A proposta também busca melhorar o conforto térmico, valorizar o comércio e ampliar a qualidade de vida na região central. Arborização como estratégia urbana O uso de espécies nativas reforça a adaptação ao ambiente local e a preservação da biodiversidade. De acordo com o engenheiro florestal Charles Coelho, da Arboran, o plantio de árvores mais maduras, acima de seis metros, permite criar rapidamente a sensação de uma cidade mais verde. O processo inclui técnicas específicas, como preparo do sistema radicular, transporte controlado e adaptação ao novo local, garantindo a saúde das árvores. O planejamento também considera desafios urbanos, como redes elétricas, tubulações e circulação de pedestres. Projeto busca expansão A primeira etapa está sendo custeada pela CDL Florianópolis, enquanto novas fases dependem da captação de recursos junto ao poder público, especialmente em programas ligados à resiliência climática. A secretária municipal Ivanna Carla Tomasi afirma que a arborização integra as estratégias de revitalização do Centro, contribuindo para reduzir ilhas de calor e tornar os espaços mais atrativos. O município já busca financiamentos e deve avançar nas tratativas em Brasília nos próximos meses. Construção coletiva e impacto urbano O projeto também envolve comerciantes e moradores na definição dos pontos de plantio e das espécies, fortalecendo o caráter colaborativo da iniciativa. A criação de corredores verdes e áreas de sombra deve impactar diretamente a rotina de quem circula pelo Centro, além de contribuir para a valorização econômica da região. O plantio marca o início de uma transformação gradual, com foco em tornar o Centro Leste mais sustentável e acolhedor. (Portal Imagem da Ilha, 27/03/2026) Publicado em 27 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/centro-de-floripa-inicia-nova-fase-arborizada/
Edificação do primeiro entreposto de pescados público da cidade será inaugurado no sábado, dia 28 de março
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, vai inaugurar ao meio-dia do próximo sábado, dia 28 de março, a edificação do primeiro entreposto de pescados público da cidade, no João Paulo. Dentro em breve o espaço será transmitido através de cessão de uso à cooperativa de pescadores artesanais locais regularizada para atuar no entreposto pelo prazo de 20 anos para armazenagem, manuseio e venda de produtos oriundos do mar tanto in natura quanto processado, no varejo e no atacado. As obras a serem inauguradas foram conduzidas pela Secretaria de Infraestrutura e Manutenção da Cidade desde janeiro do ano passado. A Secretaria de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação, que abriga a Subsecretaria de Pesca, Maricultura e Agricultura, acompanha todas as tratativas da construção do entreposto à sua entrada em funcionamento, prevista para acontecer até agosto, e da constituição da cooperativa. “É a primeira cooperativa do Brasil a ser apoiada assim pelo governo”, ressalta o prefeito, com base no que informou o consultor de empresas Marinho São Thiago que presta serviço ao Sebrae, responsável pelo plano de negócio. Aliás, o pessoal da cooperativa vem recebendo capacitação, na parte de gestão do Sebrae, e, no que diz respeito à questão da manipulação dos produtos do Senac. O entreposto foi construído em terreno de aproximadamente 800 metros quadrados de área total de frente para o mar do João Paulo, ao final da Servidão Nonô, na altura do trapiche público. Já a edificação tem 290,28 metros quadrados de área total foi feita de alvenaria e estrutura de concreto armado com esquadrias de alumínio, e cobertura de laje com elementos cerâmicos que, associada à pintura externa branca das telhas comuns de fibrocimento, vai garantir conforto térmico. E, para fins de sustentabilidade, ganhou usina de tratamento de esgoto para que nem escamas nem vísceras dos pescados, por exemplo, caiam na rede coletora. A parte externa é urbanizada com pavimento em paver (blocos de concreto intertravados), estacionamento e grama. Internamente, o lugar dispõe de bancadas de inox e de granito. Sendo que todo esse investimento é da ordem de R$ 1,9 milhão – e as obras foram executadas pela empreiteira Litoral Engenharia e Construções Ltda – EPP. Mas a estruturação do entreposto para a entrada em funcionamento ainda vai requerer um aporte financeiro de mais R$ 1,25 milhão garantido através de emendas parlamentares. Desse montante, R$ 900 mil serão usados na aquisição dos equipamentos necessários – câmaras frigoríficas, máquina para fabricação de gelo, expositores para as vendas de produtos tanto resfriados quanto congelados, entre outros – cuja licitação já está em andamento pela Prefeitura. Os outros R$ 350 mil vão garantir ainda mais sustentabilidade ao entreposto com um sistema fotovoltaico, que converterá a luz solar, limpa, diretamente em energia elétrica, e reduzirá gastos. A cooperativa O consultor Marinho São Thiago deixa claro que a capacitação continuará sendo oferecida mesmo após a abertura do entreposto ao público. Afinal, segundo ele, a colônia de pescadores artesanais do João Paulo é composta de 173 famílias (com 63 embarcações), e 41 delas vivem exclusivamente da pesca, sendo a segunda maior e mais antiga de Florianópolis, atrás somente de seus pares na Barra da Lagoa. Juntas, essas famílias pescam atualmente em média, por mês, de 25 a 30 toneladas de peixe e camarão branco (14 toneladas desse crustáceo). Isso, portanto, no modelo de trabalho que ainda vigora, desestruturado, já que não têm onde armazenar, processar ou vender os produtos, comercializando logo na chegada dos barcos do mar, aos atravessadores, que são os lucradores. Mas essa realidade está prestes a mudar. Conforme São Thiago, o entreposto terá capacidade de armazenamento de 40 toneladas de produtos. Da primeira etapa de funcionamento da cooperativa, vão participar os 21 primeiros pescadores que toparam a ideia, o que significa dizer que todos os produtos virão deles, assim como a renda da venda estimada de 50 toneladas de produtos por mês, no primeiro ano, ficará com esses cooperados. O último ensaio financeiro, datado de março de 2024 e que será atualizado, prevê um faturamento mensal por parte da cooperativa da ordem de R$ 5,5 milhões, quando o entreposto estiver estabelecido no mercado. Na primeira fase de funcionamento do entreposto, serão oferecidos para venda os produtos in natura, sendo que ostras e mariscos serão embalados à vácuo após desconche no entreposto com vistas a aumentar seu prazo de validade, e assim agregar valor aos produtos beneficiando os produtores e tornando-se um atrativo do negócio. E, de processados, apenas peixes filetados e camarão pirulito (limpo, mas com o rabinho com casca). Cascas de ostras e mariscos, aliás, serão 100% trituradas e reaproveitadas como fertilizantes agrícolas ou em vasos decorativos, por exemplo, sem geração de resíduos. Para o segundo ano, está prevista a gourmetização, com a comercialização de pratos com receitas ensinadas por chefes de cozinha. Reivindicação atendida A obra do entreposto do João Paulo atendeu a uma antiga reivindicação da associação de pescadores artesanais do bairro, diretamente beneficiada, e promete incrementar essa tradicional atividade econômica da região. Mas os moradores do bairro e da cidade em geral também podem comemorar essa conquista inédita para a Florianópolis. Afinal, vão poder adquirir produtos resultantes da pesca com qualidade assegurada pela estocagem adequada. Para o secretário de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação, Juliano Richter Pires, que responde pela área de pesca na Prefeitura, “essa obra é um marco importante para a pesca local e para a economia do município. O entreposto vai proporcionar melhores condições para os pescadores e também para a população, que poderá adquirir produtos frescos e de qualidade. É um investimento que vai gerar empregos, renda e desenvolvimento para a região”. (PMF, 26/03/2026) Publicado em 27 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/edificacao-do-primeiro-entreposto-de-pescados-publico-da-cidade-sera-inaugurado-no-sabado-dia-28-de-marco/
BC decreta liquidação extrajudicial de instituições da Entrepay

O Banco Central (BC) decretou, nesta sexta-feira (27), a liquidação extrajudicial de instituições da Entrepay, por risco a seus credores. A medida atinge a Entrepay Instituição de Pagamento, líder do conglomerado, e, por extensão, da Acqio Adquirência Instituição de Pagamento e da Octa Sociedade de Crédito Direto. Notícias relacionadas: Galípolo: BC tem margem para avaliar impactos da guerra sobre o Brasil. BC reforça segurança em contas de instituições no sistema de pagamento. Bancos farão aporte extra de R$ 32,5 bilhões no FGC até dia 25. De acordo com a autarquia, trata-se de um conglomerado de porte pequeno que, em dezembro de 2025, detinha aproximadamente 0,009% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Como exemplo, as quatro maiores instituições do país concentram 54,7% dos ativos totais do SFN. De acordo com o relatório de Estabilidade Financeira do BC, de abril de 2025, a Caixa aparece em primeiro lugar, com 15,1%, seguida de Banco do Brasil (14,9%), Itaú (13,6%) e Bradesco (11,1%). “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição líder do Conglomerado, bem como por infringência às normas que disciplinam sua atividade e por prejuízos que sujeitam a risco anormal seus credores”, informou em nota. Por se tratar de instituições de pagamento e de sociedade de crédito direto, as entidades liquidadas não possuem captações cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O FGC é formado por recursos dos bancos para ressarcir clientes em caso de não cumprimento das obrigações pelas instituições financeiras. A liquidação extrajudicial é um regime especial de intervenção decretado pelo BC para retirar instituições financeiras inviáveis do SFN de forma organizada. A medida ocorre sem intervenção judicial direta, visando a proteger depositantes e credores quando a instituição enfrenta insolvência grave, má gestão ou fraudes. Nos termos da lei, com a liquidação, os bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições ficam indisponíveis. O BC informou que continuará tomando todas as medidas cabíveis, dentro de suas competências, para apurar as responsabilidades da crise na Entrepay. O resultado poderá levar à aplicação de sanções administrativas e a comunicação às autoridades competentes, se aplicáveis. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/bc-decreta-liquidacao-extrajudicial-de-instituicoes-da-entrepay
Florianópolis vence prêmio nacional de inovação pela segunda vez
Da Coluna de Fabio Gadotti (fabiogadotti.net, 26/03/2026) Florianópolis recebeu, nesta quinta-feira (26), o título de bicampeã do Prêmio Nacional de Inovação, maior reconhecimento do setor no país. A capital catarinense venceu na categoria “Ecossistemas de Inovação de Grande Porte”. A premiação é organizada pela Confederação Nacional da Indústria e pelo Sebrae e reconhece cidades que apresentam a melhor integração entre poder público, iniciativa privada, academia e sociedade organizada para fomentar e fortalecer o desenvolvimento tecnológico em suas localidades e áreas de influência. “Essa vitória é reflexo, entre outras coisas, de políticas públicas estratégicas implementadas pela prefeitura, como o Programa de Incentivo à Inovação, que permite com que diferentes projetos saiam do papel e se tornem ferramentas de impacto na cidade. O município tem um histórico também de investimentos em iniciativas de capacitação de mão de obra e fomento ao empreendedorismo, como o Floripa Mais Tec e a Casa do Empreendedor”, destaca o secretário de Turismo, Desenvolvimento e Inovação, Juliano Richter Pires. Publicado em 27 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/florianopolis-vence-premio-nacional-de-inovacao-pela-segunda-vez/
Campanha incentiva destinação do Imposto de Renda para projetos sociais
Uma campanha lançada pelo FloripAmanhã busca conscientizar a população sobre a possibilidade de destinar até 6% do Imposto de Renda devido para fundos sociais. A iniciativa mobiliza entidades, empresas e cidadãos em Santa Catarina, com o objetivo de ampliar o apoio a projetos que beneficiam crianças, adolescentes e idosos. (Balanço Geral, 26/03/2026) Publicado em 27 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/campanha-incentiva-destinacao-do-imposto-de-renda-para-projetos-sociais/
Desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas é o menor para o trimestre

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro atingiu 5,8%, valor acima do trimestre móvel terminado em novembro, quando era de 5,2%. Apesar da alta no intervalo, o resultado é o menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, e mostrou também recorde no salário do trabalhador. No mesmo trimestre de 2025, o índice era 6,8%. No trimestre terminado em fevereiro, o Brasil tinha 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões à procura de trabalho. No trimestre de setembro a novembro de 2025 eram 5,6 milhões de brasileiros em busca de vagas. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Notícias relacionadas: Desemprego fica em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026. Consumo das famílias compensa juros e leva desemprego ao menor nível. No trimestre terminado em novembro, o número de ocupados era 874 mil a mais. De acordo com o instituto, o aumento da desocupação é explicado por perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção. A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, atribuiu a redução ao comportamento sazonal, ou seja, típico da época do ano, principalmente nas áreas de educação e saúde. “Parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade.” Recorde no rendimento Apesar da elevação recente na taxa de desocupação, o rendimento médio mensal do trabalhador no trimestre encerrado em fevereiro atingiu R$ 3.679, o maior já registrado, ficando 2% acima do trimestre encerrado em novembro de 2025 e 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Esse valor é real, ou seja, já desconta a inflação dos períodos de comparação. “O crescimento do rendimento vem sendo impulsionado pela grande demanda de trabalhadores, acompanhada de tendência de maior formalização em atividades de comercio e serviços”, afirmou Adriana Beringuy. Mais destaques da pesquisa: Número de empregados no setor privado com carteira assinada foi de 39,2 milhões, estável em relação ao trimestre móvel terminado em novembro e em relação ao mesmo período de 2025; Número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões, estável entre trimestres seguidos e aumentou 3,2% ante o mesmo período de 2025 (mais 798 mil pessoas); Taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,3 milhões de trabalhadores informais), contra 37,7% do trimestre encerrado em novembro. Informais são trabalhadores sem garantias trabalhistas, como cobertura previdenciária e férias. Critérios A pesquisa do IBGE apura o comportamento do mercado de trabalho para pessoas a partir de 14 anos e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. A maior taxa de desocupação já registrada na série iniciada em 2012 foi de 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19. A menor foi 5,1% no quarto trimestre de 2025. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/desemprego-sobe-para-58-em-fevereiro-mas-e-o-menor-para-o-trimestre
UFSC e rede de cooperação lançam consulta pública sobre lixo marinho em SC
O Laboratório de Pesquisas em Resíduos Sólidos e a Rede Cooperativa Estadual de Pesquisa em Resíduos Sólidos lançaram uma consulta pública sobre o lixo marinho no estado de Santa Catarina. As contribuições recebidas irão subsidiar a análise da geração e gestão de resíduos em municípios costeiros de Santa Catarina. Além disso, a consulta também vai possibilitar a compreensão das percepções e práticas de diferentes setores da sociedade sobre o lixo marinho, a identificação de estratégias existentes e potenciais para redução do problema e o reconhecimento de lacunas e oportunidades nos instrumentos de planejamento e governança. Para participar da consulta é necessário preencher o formulário até 30 de março. Pela primeira vez, a temática dos resíduos em ambientes marinhos está sendo incorporada de forma estruturada na revisão do Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Santa Catarina (PERS/SC), o que possibilita impactos diretos sobre a biodiversidade, a pesca, o turismo e a saúde pública. O formulário tem como objetivo coletar informações sobre dados, práticas e estratégias relacionadas à gestão de resíduos sólidos com foco no combate ao lixo marinho. Moradores, pescadores, empresários, turistas, pesquisadores, gestores públicos, técnicos e organizações da sociedade civil são convidados a contribuir para qualificar as ações e políticas públicas voltadas à redução do lixo no mar. A iniciativa é conduzida pela Rede Cooperativa Estadual de Pesquisa em Resíduos Sólidos (RCEPRS/UFSC), em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde de Santa Catarina (SEMAE/SC) e financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC). (UFSC, 27/03/2026) Publicado em 27 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/ufsc-e-rede-de-cooperacao-lancam-consulta-publica-sobre-lixo-marinho-em-sc/
Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 8

A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (27) a parcela de março do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 8. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 683,75. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 18,73 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,77 bilhões. Notícias relacionadas: ONG oferece bolsas para alunos negros que estudam no exterior. Fome recua mais em lares com Bolsa Família chefiados por mulher. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Pagamento unificado Os beneficiários de 171 cidades de nove estados receberam o pagamento no último dia 18, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 126 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca, e os moradores de Juiz de Fora, Ubá, Patrocínio do Muriaé e Formiga, em Minas Gerais, afetados por enchentes. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Bahia (17), Paraná (1), Piauí (1), Rio de Janeiro (4), Roraima (6) e Sergipe (9). Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família. O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Regra de proteção Cerca de 2,35 milhões de famílias estão na regra de proteção em março. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Neste mês, o benefício médio para elas está em R$ 368,97. Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos. Calendário de pagamento do Bolsa Família 2026 – Arte EBC Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/caixa-paga-bolsa-familia-beneficiarios-com-nis-de-final-8
Festival de Curitiba chega à 34ª edição e tem mais de 400 atrações

Já está a todo vapor a organização de um dos eventos mais aguardados do ano na capital paranaense! O Festival de Curitiba, que reúne mais de 400 atrações artísticas, como peças, circo e shows, em diferentes pontos da cidade e região metropolitana, realiza sua edição de número 34 entre os dias 30 de março e 12 de abril. O Teatro Guaíra, um dos maiores espaços culturais do país, é um dos palcos do evento, e vai receber grandes espetáculos, como o musical “Tim Maia – Vale Tudo”, que homenageia o cantor, compositor e produtor, considerado o “Rei do Soul Brasileiro”. A diretora do festival, Fabíula Passini, compara a organização de um festival deste tamanho a nada menos que o trabalho em uma escola de samba… “Organizar um festival desse tamanho é muito desafiador, começando pelo orçamento, né? Demanda uma captação muito grande e também de uma organização de produção que leva durante o período de um ano inteiro. Eu costumo falar que é como se fosse uma escola de samba que a gente acaba um e já começa outro, já começa a pensar. São muitas pessoas trabalhando, mais de 600 pessoas diretamente, né? Fora os empregos indiretos que o festival também proporciona”. Entre os destaques desta edição estão importantes atores e atrizes, além de tradicionais companhias de teatro, como comenta a diretora. “Nós temos grandes nomes nessa edição, como Malu Galli, Eduardo Moscovis, Grupo Corpo, Grupo Galpão, Armazém Companhia de Teatro, Grupo Magiluth, Aquela Cia”. Composto por diversas mostras, para atingir os mais variados públicos, o Festival de Curitiba também se volta para as pessoas com deficiência. A diretora do festival destaca a “Mostra Surda de Teatro”, que chega a sua terceira edição neste ano e joga luz sobre o protagonismo de artistas e produtores surdos. “A Mostra Surda, ela é uma mostra feita por uma galera de Curitiba que tem um trabalho focado com atores que são surdos. A mostra é composta praticamente de 100% dos atores surdos. E esse ano já é o terceiro ano da Mostra Surda e nesse ano a gente conta com nove espetáculos, sendo que três deles são estreias nacionais, vindos do Brasil todo”. E a expectativa de público, como não poderia ser diferente, é grande. Fabíula Passini avalia que, além do grande evento cultural, essa é uma oportunidade para conhecer a cidade… “Nós pretendemos alcançar o mínimo que seja do mesmo público que nós tivemos em 2025. Então, se a gente tiver um público a mais que esse, ficaremos muito felizes, mas nossa meta é atingir sempre o público do ano anterior, pelo menos. E trabalhamos muito para isso acontecer através de uma comunicação muito eficiente, eficaz, que fala com Curitiba inteira, região metropolitana. A gente também divulga muito o festival fora de Curitiba pelo Brasil, porque muita gente é atraída para Curitiba para ver o festival e acaba também conhecendo a cidade, então, a gente espera no mínimo 200.000 pessoas”. O festival conta ainda com ações formativas, para integrar artistas e público, estimulando o aprendizado e o pensamento crítico. As atrações tem preços variados, com muitas de graça na parte da agenda que vai ocupar ruas, praças e instituições de Curitiba e Região Metropolitana. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/festival-de-curitiba-chega-34a-edicao-e-tem-mais-de-400-atracoes
