Festival de Curitiba chega à 34ª edição e tem mais de 400 atrações

Já está a todo vapor a organização de um dos eventos mais aguardados do ano na capital paranaense! O Festival de Curitiba, que reúne mais de 400 atrações artísticas, como peças, circo e shows, em diferentes pontos da cidade e região metropolitana, realiza sua edição de número 34 entre os dias 30 de março e 12 de abril. O Teatro Guaíra, um dos maiores espaços culturais do país, é um dos palcos do evento, e vai receber grandes espetáculos, como o musical “Tim Maia – Vale Tudo”, que homenageia o cantor, compositor e produtor, considerado o “Rei do Soul Brasileiro”. A diretora do festival, Fabíula Passini, compara a organização de um festival deste tamanho a nada menos que o trabalho em uma escola de samba… “Organizar um festival desse tamanho é muito desafiador, começando pelo orçamento, né? Demanda uma captação muito grande e também de uma organização de produção que leva durante o período de um ano inteiro. Eu costumo falar que é como se fosse uma escola de samba que a gente acaba um e já começa outro, já começa a pensar. São muitas pessoas trabalhando, mais de 600 pessoas diretamente, né? Fora os empregos indiretos que o festival também proporciona”. Entre os destaques desta edição estão importantes atores e atrizes, além de tradicionais companhias de teatro, como comenta a diretora. “Nós temos grandes nomes nessa edição, como Malu Galli, Eduardo Moscovis, Grupo Corpo, Grupo Galpão, Armazém Companhia de Teatro, Grupo Magiluth, Aquela Cia”. Composto por diversas mostras, para atingir os mais variados públicos, o Festival de Curitiba também se volta para as pessoas com deficiência. A diretora do festival destaca a “Mostra Surda de Teatro”, que chega a sua terceira edição neste ano e joga luz sobre o protagonismo de artistas e produtores surdos. “A Mostra Surda, ela é uma mostra feita por uma galera de Curitiba que tem um trabalho focado com atores que são surdos. A mostra é composta praticamente de 100% dos atores surdos. E esse ano já é o terceiro ano da Mostra Surda e nesse ano a gente conta com nove espetáculos, sendo que três deles são estreias nacionais, vindos do Brasil todo”. E a expectativa de público, como não poderia ser diferente, é grande. Fabíula Passini avalia que, além do grande evento cultural, essa é uma oportunidade para conhecer a cidade… “Nós pretendemos alcançar o mínimo que seja do mesmo público que nós tivemos em 2025. Então, se a gente tiver um público a mais que esse, ficaremos muito felizes, mas nossa meta é atingir sempre o público do ano anterior, pelo menos. E trabalhamos muito para isso acontecer através de uma comunicação muito eficiente, eficaz, que fala com Curitiba inteira, região metropolitana. A gente também divulga muito o festival fora de Curitiba pelo Brasil, porque muita gente é atraída para Curitiba para ver o festival e acaba também conhecendo a cidade, então, a gente espera no mínimo 200.000 pessoas”. O festival conta ainda com ações formativas, para integrar artistas e público, estimulando o aprendizado e o pensamento crítico. As atrações tem preços variados, com muitas de graça na parte da agenda que vai ocupar ruas, praças e instituições de Curitiba e Região Metropolitana. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/festival-de-curitiba-chega-34a-edicao-e-tem-mais-de-400-atracoes
Dívida Pública sobe 2,31% em fevereiro e supera R$ 8,8 trilhões

A forte emissão de títulos prefixados fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em fevereiro. Segundo números divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,641 trilhões em janeiro para R$ 8,841 trilhões no mês passado – alta de 2,31%. Em agosto do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Notícias relacionadas: Problema da dívida pública está nos juros, não no déficit, diz Haddad. Gleise culpa Selic pela dívida pública e não as despesas do governo. A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 2,17%, ao passar de R$ 8,331 trilhões em janeiro para R$ 8,511 trilhões em fevereiro. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 102,81 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis prefixados (com juros definidos com antecedência). A essa emissão líquida, somou-se a apropriação de R$ 77,76 bilhões em juros. Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,75% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 143,26 bilhões em títulos da DPMFi. No entanto, mesmo com o baixo volume de vencimentos em fevereiro, os resgates foram menores e somaram R$ 40,46 bilhões. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 6,13%, ao passar de R$ 310,59 bilhões em janeiro para R$ 329,65 bilhões em fevereiro. Apesar da queda de 1,54% do dólar no mês passado, a dívida aumentou por causa do lançamento de US$ 4,5 bilhões em títulos do Tesouro Nacional no mercado externo no mês passado. Colchão Após queda em janeiro, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) voltou a subir em fevereiro. Essa reserva passou de R$ 1,085 trilhão em janeiro para R$ 1,192 trilhão no mês passado. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi a emissão líquida (emissões menos resgates) no mês passado. Atualmente, o colchão cobre 6,41 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,44 trilhão em títulos federais. No resultado de março, que será divulgado em abril, esse indicador deve apresentar queda porque o Tesouro recomprou cerca de R$ 49 bilhões em títulos da dívida pública após o início da guerra no Oriente Médio. Composição Com a forte emissão de títulos prefixados, a composição da DPF variou da seguinte forma de janeiro para fevereiro: Títulos vinculados à Selic: de 49,42% para 49,1%; Títulos corrigidos pela inflação: de 26,35% para 25,85%; Títulos prefixados: de 20,65% para 21,33%; Títulos vinculados ao câmbio: de 3,58% para 3,71%. O PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos Títulos vinculados à Selic: de 46% a 50%; Títulos corrigidos pela inflação: de 23% a 27%; Títulos prefixados: de 21% a 25%; Títulos vinculados ao câmbio: de 3% a 7%. Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo. Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa das altas promovidas pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) até meados do ano passado. A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa. Prazo O prazo médio da DPF oscilou de 4,03 para 4 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos. Detentores A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte: Instituições financeiras: 31,76% do estoque; Fundos de pensão: 22,59%; Fundos de investimentos: 21,58%; Não residentes (estrangeiros): 10,75% Demais grupos: 13,3%. Com a menor tensão no mercado financeiro em fevereiro, antes do início da guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) subiu em relação a janeiro, quando estava em 10,69%. O indicador atingiu o maior nível desde novembro de 2024, quando estava em 11,2%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil. Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência). Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/divida-publica-sobe-231-em-fevereiro-e-supera-r-88-trilhoes
Galípolo: BC tem margem para avaliar impactos da guerra sobre o Brasil

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta quinta-feira (26) que ainda é preciso ter tempo para entender os impactos da guerra no Oriente Médio na inflação e no crescimento da economia brasileira. Segundo ele, a política monetária conservadora e contracionista do BC ao longo do último período deixou o país em uma posição melhor para lidar com o cenário de choque de oferta ocasionado pelo conflito. Notícias relacionadas: Banco Central prevê crescimento de 1,6% para o PIB em 2026. Brasil monitora impacto da guerra na distribuição de medicamentos. “A parcimônia, a serenidade e o conservadorismo do Banco Central ao longo do final de 2024, no ano de 2025 e agora no início de 2026 concedem ao Banco Central a possibilidade de tomar mais tempo para poder entender quais são os desdobramentos desse conflito”, disse Galípolo durante entrevista coletiva em Brasília, após a divulgação do Relatório de Política Monetária do BC. O atual choque de oferta, ocasionado pelo bloqueio do estreito de Ormuz, no Oriente Médio, após os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, tem levado a um aumento nos preços do petróleo e derivados. “Quando a gente olha para o início do conflito, olhando para a curva de petróleo, para a precificação, talvez a gente possa dizer que o diagnóstico original é de um choque de oferta decorrente de um estrangulamento mais de ordem logística”, disse. O presidente do BC disse que, atualmente, a sinalização dos bancos centrais é de que ainda há muita incerteza sobre os efeitos da guerra na economia global, mas que o impacto esperado é de redução no crescimento econômico e aumento da inflação. “Parece que vem ganhando uma interpretação de que hoje esse é um choque de oferta, que não afeta mais simplesmente uma questão logística, relativa a fechar o estreito de Ormuz, mas que afeta logística e capacidade produtiva também”, acrescentou. Galípolo citou momentos anteriores em que houve choque de oferta, a exemplo da pandemia da covid-19, a guerra da Ucrânia e a guerra tarifária promovida pelos Estados Unidos. “Até porque você tem um consenso dos banqueiros centrais de que um choque de oferta tende a produzir inflação para cima e crescimento para baixo. Nesse cenário, o que acaba acontecendo é que o intervalo de confiança para as projeções se amplia e a confiança que a gente tem em uma projeção se reduz”, acrescentou. Crescimento da economia Nesta quinta-feira, o BC divulgou o seu Relatório de Política Monetária, no qual manteve em 1,6% a projeção de crescimento da economia em 2026. O dado para o PIB é referente ao primeiro trimestre deste ano, sendo o mesmo valor daquele divulgado no relatório de dezembro. A autarquia destaca, entretanto, que a atual previsão para o Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país) está sujeita a “maior incerteza” diante dos potenciais efeitos dos conflitos no Oriente Médio. “Se prolongado [o conflito], seus impactos predominantes no país e no exterior devem ser consistentes com um choque negativo de oferta, aumentando a inflação e reduzindo o crescimento, ainda que alguns setores da economia brasileira, especialmente o petrolífero, possam se beneficiar”, diz o relatório do BC. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/galipolo-bc-tem-margem-para-avaliar-impactos-da-guerra-sobre-o-brasil
CMN muda regra do Eco Invest para impulsionar projetos verdes

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (24) alterações nas regras da Linha Eco Invest Brasil, com o objetivo de fortalecer a estruturação de projetos sustentáveis e ampliar os investimentos na transição ecológica. A medida modifica a resolução que regulamenta o programa e permite ao Ministério da Fazenda exigir contrapartidas das instituições financeiras interessadas em acessar os recursos da linha. Notícias relacionadas: Maior parte da costa fluminense é vulnerável a mudanças climáticas. Saúde anuncia R$ 9,8 bi para adaptar SUS a mudanças climáticas. Presidente cobra compromisso global no combate a mudanças climáticas. Pelas novas regras, bancos credenciados poderão ser obrigados a investir recursos próprios em ações de capacitação, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e estruturação de projetos. Essas iniciativas não envolvem uso de recursos públicos nem aumentam custos ao Tesouro Nacional. Segundo o governo, a mudança busca enfrentar um dos principais entraves aos investimentos verdes no país: a baixa maturidade técnica e financeira de projetos considerados elegíveis. A expectativa é que a medida aumente a qualidade da carteira de projetos e estimule a participação do capital privado. A iniciativa também mira setores estratégicos, como a bioeconomia, que exige maior apoio na fase inicial de desenvolvimento, especialmente na modelagem econômico-financeira e na organização produtiva. Programa O programa Eco Invest Brasil é coordenado pelo Ministério da Fazenda em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e integra a estratégia do governo para financiar ações de mitigação de emissões e adaptação às mudanças climáticas. A iniciativa, que mobiliza capital privado para projetos sustentáveis, encerrou 2025 com R$ 75 bilhões em capitais levantados, dos quais R$ 14 bi resultaram em financiamentos concedidos. Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também tem a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e da ministra do Planejamento, Simone Tebet. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/cmn-muda-regra-do-eco-invest-para-impulsionar-projetos-verdes
FAT poderá destinar mais recursos para financiar inovação

O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) poderá usar mais recursos para financiar projetos de inovação em 2026 por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (24) a elevação do limite que pode ser destinado a essas operações. Com a decisão, o percentual máximo de recursos do FAT indexados à Taxa Referencial (TR) usado nos financiamentos a inovações sobe de 1,5% para 2,5% do saldo do fundo. A medida renova o limite especial que vigorou no ano passado, mas tinha deixado de valer em janeiro. Notícias relacionadas: CMN muda regra do Eco Invest para impulsionar projetos verdes. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida é um ajuste dentro da política já existente, sem mudanças na destinação dos recursos ou nos critérios de elegibilidade das operações. Em nota, a pasta explicou que a ampliação ocorre após forte demanda pelas linhas de financiamento no ano passado, com participação relevante de micro, pequenas e médias empresas. De acordo com a Fazenda, parte dos recursos não foi utilizada em 2025 devido ao curto prazo para contratação, já que o crédito adicional foi liberado apenas no segundo semestre. Demanda reprimida Com o novo limite, o governo pretende absorver essa demanda reprimida, além de garantir maior previsibilidade e continuidade ao financiamento de projetos de inovação. A decisão também ocorre em um contexto de necessidade de estímulo ao investimento produtivo e à difusão tecnológica, especialmente diante da recente retração na produção de bens de capital, setor considerado estratégico para ganhos de produtividade. O governo ressalta que a medida não terá impacto fiscal, uma vez que os recursos vêm do FAT constitucional, já previstos em lei, sem envolver despesas primárias da União. Criado pela Constituição de 1988, o FAT tem três finalidades: servir de fonte de recursos para o BNDES, financiar o abono salarial e o seguro-desemprego e fornecer cursos de qualificação profissional. Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também tem a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e da ministra do Planejamento, Simone Tebet. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/fat-podera-destinar-mais-recursos-para-financiar-inovacao
Festival dos Povos da Floresta divulga produção cultural da Amazônia

Em Belém, o Festival dos Povos da Floresta divulga a produção cultural da Amazônia, de graça, até o próximo domingo (29). Com o objetivo de ampliar o circuito cultural para além do eixo sul-sudeste, o evento reúne uma programação gratuita com diferentes linguagens artísticas, de oficinas de fotografia e vídeo a exposições e apresentações musicais. A primeira edição do festival apresenta as vozes amazônicas em suas diferentes expressões artísticas. O evento surgiu como um ponto de encontro entre artistas, comunidades tradicionais e o público em geral. Fabiana Gomes, que representa a Rio Terra, organização idealizadora do festival, fala sobre o caráter itinerante do evento, que já reuniu 60 artistas e grupos para um público de quase 30 mil pessoas: “Levado para diversos estados da Amazônia, já passou por Porto Velho, por Boa Vista, por Macapá e chega aqui em Belém. E, por onde a gente passou, esse festival, que foi idealizado pela Rio Terra, ganhou força e cada vez mais forma com a colaboração de diversos artistas, profissionais. E, aqui no Pará, a gente chega no Museu da Imagem e do Som de Belém e também no Teatro Estação Gasômetro.” Programação Hoje (26) e amanhã (27), o Teatro Gasômetro é palco de atrações musicais conhecidas, como a vencedora do Grammy Latino, a cantora Tulipa Ruiz, e o músico Felipe Cordeiro, que comanda o Baile do Mestre Cupijó. Artistas da cena amazônica também marcam presença, como o grupo de carimbó Suraras do Tapajós, o conjunto Tambores do Pacoval e a cantora indígena Djuena Tikuna, que cantou o Hino Nacional em língua Tikuna nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Ela fala sobre a visibilidade que o Festival dos Povos da Floresta traz para os artistas indígenas: “Ecoamos a nossa luta, a nossa resistência, trazemos a nossa verdade, o canto dos povos originários. Então, eu estou aqui representando não só o meu povo, mas também todos os povos originários da Amazônia, do Brasil. Porque quando uma artista está dentro de um palco, de um festival que tem essa possibilidade de dar visibilidade para a artista indígena, nós estamos ali representando os povos originários, os povos indígenas. Então, estou muito feliz de estar participando.” Além de música e das oficinas já realizadas, o festival também traz uma exposição com obras de mais de 40 artistas da região Norte no Museu da Imagem e do Som, em Belém. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/festival-dos-povos-da-floresta-divulga-producao-cultural-da-amazonia
CMN reduz juros de financiamentos a cooperativas rurais pelo Pronaf

As cooperativas da agricultura familiar terão acesso a juros mais baixos nos financiamentos à bovinocultura. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (26) a redução, de 8% para 3% ao ano, da taxa de juros do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), na modalidade Mais Alimentos. Em nota, o Ministério da Fazenda explicou que a medida busca estimular investimentos na produtividade do setor. Notícias relacionadas: Oriente Médio: dólar sobe para R$ 5,25 com retorno das tensões. Agro brasileiro exportará via Turquia para contornar Estreito de Ormuz. Exportação de barbatana do tubarão-azul é proibida no Brasil. A nova taxa de 3% ao ano passa a valer para operações contratadas por cooperativas que adquirirem sêmen, óvulos e embriões para melhoramento genético, com foco tanto na pecuária de corte quanto na de leite. Até então, esse percentual mais baixo já era aplicado apenas para financiamentos contratados diretamente por agricultores familiares. Com a mudança, o benefício é estendido às cooperativas que atendem seus associados. Incentivo genético O CMN também autorizou o financiamento desses itens de forma isolada por meio do Renovagro, programa voltado a sistemas de produção agropecuária sustentáveis. Além da aquisição de material genético, passam a ser financiados serviços associados, como inseminação artificial e transferência de embriões. Antes, essas operações estavam limitadas a 30% do valor total do crédito de investimento. Fundo para o café Na mesma reunião, o colegiado aprovou a destinação de R$ 7,37 bilhões para o financiamento do setor cafeeiro em 2026, por meio do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Os recursos serão utilizados em diversas frentes, como custeio da produção, comercialização, aquisição de café, capital de giro e recuperação de lavouras danificadas. Destinação Segundo o governo, a distribuição dos valores entre as diferentes linhas de crédito será definida pelo Ministério da Agricultura. As operações seguirão as regras estabelecidas no Manual de Crédito Rural. Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também é composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/cmn-reduz-juros-de-financiamentos-cooperativas-rurais-pelo-pronaf
Prêmio Especial VFX ABC abre inscrições para sua primeira edição até 16 de abril

O Prêmio Especial VFX ABC, que será realizado em maio com o apoio da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC), está com inscrições abertas até o dia 16 de abril. Podem participar projetos brasileiros lançados em 2025 que apresentem uso relevante de efeitos visuais (VFX), nas categorias Longa-Metragem e Série de TV. O regulamento e o formulário de inscrição, que é gratuita, estão disponíveis neste link: https://www.audiovisualworld.com.br/premio-vfx-abc-2. A premiação, que está em sua primeira edição, vai ocorrer no dia 16 de maio, durante a cerimônia do Prêmio ABC 2026 (que prestigia os/as profissionais que mais se destacaram, no último ano, na cinematografia nacional), na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. O Prêmio Especial VFX ABC busca reconhecer não apenas os impactos visuais na tela, mas a complexidade técnica, a integração artística, a qualidade de execução, os desafios superados e a contribuição dos efeitos visuais para a narrativa das obras. A iniciativa reúne as seguintes empresas patrocinadoras: Casablanca, Conspiração, Dot, Mistika, O2 Pós, Picma e Quanta, em um movimento conjunto para ampliar a visibilidade de uma área central na construção estética, narrativa e técnica das produções. Para o diretor de fotografia Carlos Pacheco, membro vitalício da Comissão de Ética da ABC, os efeitos visuais ocupam hoje um lugar decisivo na forma como muitas histórias são concebidas e realizadas. “Ter um reconhecimento específico para essa área é uma forma de acompanhar a evolução do mercado e valorizar um trabalho que exige repertório técnico, sensibilidade criativa e alto grau de especialização”, destaca. Já o associado Marcelo Siqueira, fundador da Mistika, supervisor de VFX e diretor de segunda unidade da série “Senna” (projeto considerado o maior e mais desafiador já desenvolvido na América Latina), da Netflix, explica que o VFX é uma linguagem complexa, construída em muitas camadas. “‘Senna’ foi um divisor de águas para essa área no Brasil, pois mostrou a capacidade técnica, criativa e operacional que o país já alcança em projetos de grande escala. Quando o setor cria um prêmio com esse nível de entendimento, reconhece melhor os/as profissionais, fortalece os processos e ajuda a elevar a régua de toda a indústria”, avalia. Sandro Di Segni, executivo de VFX para a América Latina e Canadá na Amazon MGM Studios, complementa que reconhecer a excelência em VFX, com critérios qualificados, é um passo importante para fortalecer o setor e acompanhar o grau de sofisticação que o audiovisual brasileiro já atingiu. “Esse tipo de iniciativa valoriza equipes, processos e resultados que têm impacto direto na potência criativa das obras”, finaliza. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/premio-especial-vfx-abc-abre-inscricoes-para-sua-primeira-edicao-ate-16-de-abril/
Farol Digital de João Pessoa se destaca nacionalmente e se consolida entre os maiores ecossistemas de inovação do Brasil SantoTech

O Farol Digital consolidou João Pessoa como um dos principais polos de inovação do país ao conquistar destO ecossistema de inovação Farol Digital, sediado em João Pessoa, alcançou um marco histórico ao ser reconhecido como um dos três melhores ecossistemas de grande porte do Brasil durante o Congresso Nacional de Inovação, realizado nesta quinta-feira (26), em São Paulo. A premiação, promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, reuniu mais de 1.500 iniciativas de todo o país, consolidando o Farol Digital como uma referência nacional no setor. O reconhecimento evidencia a força e o crescimento do Farol Digital como um dos principais polos de inovação do Brasil, resultado de um trabalho coletivo construído ao longo dos anos por diversas instituições, profissionais e empreendedores da capital paraibana e da região metropolitana. Para o líder executivo do ecossistema, Jaildo Tavares, a conquista representa não apenas um prêmio, mas o coroamento de uma trajetória construída com esforço e colaboração. “É uma imensa satisfação ver o Farol Digital sendo reconhecido em nível nacional. Esse resultado é fruto de um trabalho feito a muitas mãos, que hoje ganha visibilidade e eleva o nome da Paraíba. Mais do que um prêmio, é o reconhecimento de um movimento que já faz história”, destacou. Ele também ressaltou a importância de compartilhar esse avanço com a população. “Precisamos valorizar esse momento e mostrar ao nosso povo que João Pessoa e a Paraíba ocupam hoje uma posição de destaque no cenário nacional da inovação”, completou. O superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas na Paraíba, Luiz Alberto, também celebrou o reconhecimento. Segundo ele, o Farol Digital garantiu lugar entre os três melhores do país. “Isso é extremamente importante. Estamos falando de uma referência nacional construída aqui. É uma conquista de todos nós. Quando nos unimos em torno de um objetivo maior, conseguimos resultados ainda mais expressivos”, afirmou. A premiação reforça o papel estratégico do Farol Digital como motor de desenvolvimento econômico, tecnológico e social, impulsionando startups, qualificando profissionais e promovendo a integração entre setor público, iniciativa privada e academia. Com o reconhecimento nacional, o Farol Digital projeta novos avanços e reafirma seu compromisso com a inovação, consolidando João Pessoa no mapa dos grandes centros de tecnologia e empreendedorismo do Brasil. ASCOM FAROL DIGITAL fonte https://santotech.com.br/farol-digital-joao-pessoa-destaque-nacional-ecossistema-inovacao/
Venda de livros cresce no Brasil em 2025

A venda de livros no Brasil aumentou em 2025, alcançando cerca de três milhões de novos consumidores, o que representa um crescimento de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior. É o que aponta uma pesquisa da Câmara Brasileira do Livro, com realização da Nielsen BookData, divulgada nesta quinta-feira (26). De acordo com o levantamento, o maior crescimento ocorreu entre os jovens. As faixas de 18 a 34 anos avançaram mais de três pontos percentuais. A coordenadora de pesquisas econômicas e setoriais da Nielsen BookData, Mariana Bueno, destaca que um dos gêneros mais consumidos por esse público é o young adult, com livros que abordam temas relevantes para essa faixa etária, como amadurecimento, identidade e relacionamentos. “Existe uma categoria ficção que cresceu fundamentalmente pelo chamado young adult. As idades onde a gente tem um crescimento importante aqui vão de 18 a 34, exatamente as idades, faixas etárias, onde você costuma consumir mais esse tipo de livro, o young adult”. Outro destaque do estudo é o protagonismo de mulheres pretas e pardas no consumo de livros, como explica Mariana Bueno: “E o destaque aqui, sem dúvida alguma, vai para as mulheres pretas e pardas, que elas representam 30% do total de consumidores de livro e metade das mulheres que consomem livro”. A coordenadora fala ainda sobre as principais classes sociais consumidoras: “Olhando para classe, mais uma vez a gente destaca as classes B e C, a gente costuma dizer isso. A massa de consumidores está nessas classes sociais. É importante dizer que a gente está falando de um livro, de um produto, uma mercadoria, que tem um preço médio de R$ 50, 50 e pouquinhos reais. Então, é um setor que precisa de escala para ter uma sustentabilidade, para fazer com que as empresas consigam girar. E essa escala, essa massa de consumidores, está nas classes B e C.” O levantamento aponta ainda que um dos desafios para o mercado é alcançar o público masculino, que apresenta baixo consumo de livros. A pesquisa Panorama do Consumo de Livros realizou 16 mil entrevistas com pessoas maiores de 18 anos, em todas as regiões e classes socioeconômicas do Brasil, em outubro de 2025. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/venda-de-livros-cresce-no-brasil-em-2025
