Porto de Santos prioriza desembarque de caminhões com gasolina

Governo regulamenta regras de salvaguardas em acordos comerciais

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que vai priorizar o trânsito de navios de combustível, a fim de diminuir o impacto da crise energética causada pela guerra entre Estados Unidos e Irã. A medida é consequência do parecer da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que indicou risco de desabastecimento no estado de São Paulo. Notícias relacionadas: Emirados Árabes Unidos reclamam que Ormuz segue controlado pelo Irã. Navios japoneses, franceses e de Omã cruzam o Estreito de Ormuz. Navios japoneses, franceses e de Omã cruzam o Estreito de Ormuz. A primeira operação nessas condições foi concluída no último dia 30 de março, quando o navio MH Ibuki recebeu prioridade e desembarcou 17.974 toneladas de Gasolina tipo A, o equivalente a 600 caminhões-tanque, no Terminal da Graneis Líquidos da Alamoa (Tegla), em Santos. A embarcação japonesa, que opera sob bandeira panamenha, atua no transporte de combustível da Refinaria de Mataripe (REFMAT), através do polo Terminal de Madre de Deus (Temadre). Protocolo As prioridades de atracação ocorrem por norma específica, quando há emergências, como tripulantes acidentados e avarias que exijam reparos imediatos, ou discricionariedade, quando o agente público pode escolher a alternativa mais conveniente ao interesse da sociedade, causa da decisão mais recente. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a mesma lógica foi aplicada recentemente no trânsito de doações para o Rio Grande do Sul, durante o enfrentamento às enchentes de 2024. Hoje, o Ibuki iniciou nova viagem entre Madre de Deus (BA) e Santos, com previsão de chegada no dia 12. Se chegasse hoje teria de aguardar junto a pouco mais de 10 navios que transportam combustíveis e gás e esperam por terminais para descarregarem. Segundo a APS, atualmente todas as vagas destinadas a navios de combustível estão funcionando, e o fluxo do Terminal ocorre normalmente. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/porto-de-santos-prioriza-desembarque-de-caminhoes-com-gasolina

Santa Catarina arrecada R$ 590 bilhões para a União e recebe apenas 14% de volta, diz Fetrancesc

Da Coluna de Renato Igor (NSC, 09/04/2026) É escandalosa a diferença entre o que Santa Catarina arrecada para União e o que recebe de volta. No histórico de 2021 a 2025, o estado contribuiu com cerca de R$ 590 bilhões para os cofres públicos federais, mas recebeu apenas R$ 83.4 bilhões em repasses, o equivalente a 14% do total arrecadado. Mesmo sendo um dos estados que mais arrecada, Santa Catarina está entre os três que menos recebe repasse federal. Se levarmos em consideração a Região Sul, a média entre Paraná e Rio Grande do Sul é de 27%. O contraste é ainda maior quando comparado a Estados do nordeste, como, por exemplo, o Maranhão, que arrecadou R$ 66.8 bilhões e recebeu R$ 171.3 bilhões, ou seja, 256.4% do que contribuiu. Segundo o presidente da Fetrancesc, Dagnor Schneider, essa disparidade ajuda a explicar os índices preocupantes de segurança viária. Dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que Santa Catarina registrou, em 2025, 340 acidentes por 100 quilômetros de rodovia federal, enquanto a média nacional foi de 108. O mesmo padrão se repete no número de óbitos. Enquanto no território nacional foram registradas 18 mortes, aqui foram 9, ou seja, 100% a mais que a taxa nacional. Além do impacto social, os acidentes geram custos bilionários. O levantamento feito a partir do estudo da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, com o cruzamento de dados da PRF e sistematizado pelo Observatório Fetrancesc, aponta que o custo total dos acidentes rodoviários em Santa Catarina no ano passado ultrapassou a casa dos 3 bilhões. Valor que poderia ter sido investido em infraestrutura, para recuperação da malha viária. “Com frota crescente, malha limitada e índices de acidentes muito acima da média nacional, o desafio catarinense vai além do gargalo logístico. Trata-se de uma questão de perda de vidas e competitividade. Sem um repasse proporcional, o déficit em obras estruturantes tende a se ampliar”, avalia Schneider. Enquanto isso, a otimização do contrato para a BR-101 Norte está sem acordo, a BR-282 sem nenhuma expectativa de duplicação e a BR-470 está em obras intermináveis para dobrar de tamanho. O Pacto Federativo para Santa Catarina é uma via de mão única. Vai muito e volta pouco. Publicado em 09 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/santa-catarina-arrecada-r-590-bilhoes-para-a-uniao-e-recebe-apenas-14-de-volta-diz-fetrancesc/

Dólar cai a R$ 5,06, e bolsa bate recorde com alívio no Oriente Médio

Dólar cai a R$ 5,06, e bolsa bate recorde com alívio no Oriente Médio

O dólar caiu ao menor nível em dois anos, e a bolsa de valores renovou máximas históricas nesta quinta-feira (9), num dia marcado pelo alívio das tensões no Oriente Médio e maior apetite global por risco, diante de sinais de diálogo envolvendo Israel e Líbano. O movimento foi impulsionado por expectativas de avanço diplomático na região, o que reduziu prêmios de risco e favoreceu ativos de países emergentes, como o Brasil. Moeda Notícias relacionadas: Multidões no Irã marcam 40º dia da morte do líder Supremo Khamenei. Brasil condena agressão de Israel contra Líbano em meio a cessar-fogo. Hezbollah volta a atacar Israel após violação do cessar-fogo no Líbano. O dólar à vista encerrou o dia em queda de R$ 0,04 (-0,77%), cotado a R$ 5,063, no menor valor desde exatamente dois anos, em 9 abril de 2024. Por volta das 14h40, a moeda chegou à mínima de R$ 5,05. A desvalorização ocorreu em linha com o enfraquecimento global da divisa estadunidense e a melhora no cenário externo, com investidores reagindo a sinais de distensão geopolítica. Entre os fatores que contribuíram para o alívio, estão relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria pedido a Israel a redução de ataques ao Líbano, além da indicação de que o governo israelense pretende iniciar negociações. No ano, o dólar acumula queda de 7,75% frente ao real. Bolsa em alta O Ibovespa acompanhou o cenário externo positivo e atingiu, pela primeira vez, o patamar dos 195 mil pontos. O índice fechou em alta de 1,52%, aos 195.129 pontos, renovando recorde. Foi o oitavo avanço consecutivo da bolsa brasileira e o 15º fechamento histórico em 2026. O movimento foi sustentado pela entrada de capital estrangeiro e pela valorização de ações de grandes empresas, incluindo petroleiras e bancos. No acumulado de abril, o índice sobe mais de 4%, enquanto no ano já avança acima de 21%. Petróleo oscila Os preços do petróleo registraram alta moderada, mas perderam força ao longo da sessão diante de sinais de possível avanço nas negociações entre Israel e Líbano. O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, fechou em alta de 1,23%, a US$ 95,92. O barril do tipo WTI, do Texas, subiu 3,66%, para US$ 97,87. Apesar da recuperação parcial, os preços seguem influenciados pela expectativa de redução das tensões na região, especialmente em torno do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. *Com informações da Reuters Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/dolar-cai-r-506-e-bolsa-bate-recorde-com-alivio-no-oriente-medio

​Turnê estadual leva espetáculo “O Pequeno Príncipe” a 12 cidades de Santa Catarina

​Turnê estadual leva espetáculo “O Pequeno Príncipe” a 12 cidades de Santa Catarina

Um dos textos mais traduzidos e lidos do mundo, “O Pequeno Príncipe” ganha nova circulação em Santa Catarina, em uma turnê estadual que percorre 12 cidades entre abril e julho. A montagem do grupo ​Dromedário Loquaz, com adaptação e direção de Sulanger Bavaresco, aposta em uma abordagem contemporânea e sensível para aproximar o clássico de Antoine de Saint-Exupéry de públicos de todas as idades. Com apresentações gratuitas, a circulação contempla municípios do litoral ao meio-oeste catarinense, incluindo cidades como Laguna, São Francisco do Sul, Arroio Trinta, Salto Veloso, Treze Tílias e Videira, alcançando as mesorregiões Grande Florianópolis, Oeste, Norte e Sul do estado.  Divulgação Embora voltado prioritariamente ao público infantojuvenil, o espetáculo também dialoga com adultos e busca estimular a participação de famílias, promovendo experiências compartilhadas de entretenimento e aprendizado nas comunidades por onde passa. “A proposta é resgatar a essência poética da obra e dialogar com o público contemporâneo, que vive sob pressão constante, muitas vezes desconectado da própria sensibilidade”, destaca Sulanger Bavaresco, diretora do Dromedário Loquaz. A história acompanha um piloto que, após um pouso forçado no deserto do Saara, encontra um menino vindo de um pequeno planeta. Ao longo da jornada, o Pequeno Príncipe cruza com personagens que representam diferentes facetas da sociedade adulta, conduzindo o espectador a uma reflexão sobre valores, relações e prioridades. Criado originalmente em 2017, o espetáculo retorna aos palcos em uma nova circulação estadual, mantendo como elementos centrais a trilha sonora original e a projeção de animações inspiradas nas aquarelas de Antoine de Saint-Exupéry, que contribuem para a construção de uma atmosfera poética e imersiva. O elenco atual reúne Diana Adada Padilha, Giwa Coppola, Marina Krause, Sandro Maquel, Vinícius Damian Pasinato e Welington Hors.  As apresentações são gratuitas, com retirada de ingressos pela plataforma Sympla e distribuição nos locais uma hora antes de cada sessão, conforme a capacidade dos espaços. A realização do projeto conta com apoio cultural do Fort Atacadista e patrocínio do PIC (Programa de Incentivo à Cultura de Santa Catarina), da Fundação Catarinense de Cultura e do Governo do Estado. Sobre o Grupo  o Dromedário Loquaz  – Com 44 anos de trajetória, o Dromedário Loquaz é um dos grupos mais tradicionais em atividade no estado, com mais de 40 espetáculos e ações cênicas realizadas. Fundado por nomes como Ademir Rosa e Isnard Mello de Azevedo, o coletivo mantém uma atuação contínua, conciliando a valorização de sua história com a renovação artística por meio da integração de novos talentos. Serviço | Turnê estadual “O Pequeno Príncipe” – SC 25/04Cidade: São Francisco do SulLocal: Cine Teatro X de Novembro – Rua Hercílio Luz, 50 – CentroHorário: 16h 03/05Cidade: LagunaLocal: Cine Teatro Mussi – Rua Raulino Horn, 46 – Centro HistóricoHorário: 16h 09/05Cidade: PalhoçaLocal: CEU Centro de Cultura Palhoça – Rua Neri dos Santos, 148 – Caminho NovoHorário: 16h 14/05Cidade: Salto VelosoLocal: Centro de Eventos Antônio Ferronatto – Rua Carlos Gomes, s/n – CentroHorário: 15h30 15/05Cidade: Arroio TrintaLocal: Centro de Eventos Primo Valentim Paganini (Coliseu) – Rua do Comércio, 241 – CentroHorário: 15h30 16/05Cidade: Treze TíliasLocal: Centro de Eventos Maria Thaler Moser – Rua Antônio Pattis, 200 – CentroHorário: 16h 17/05Cidade: VideiraLocal: Centro de Eventos Vitória – Rua XV de Novembro, 651 – CentroHorário: 16h 13/06Cidade: Antônio CarlosLocal: Auditório Maestrina Sophian Mannes Besen – Rua Daniel Goulart, 77 – CentroHorário: 16h 20/06 Cidade: Penha Local: LD Casa das Artes – Rua João Pinto Júnior, nº 42 – Gravatá Horário: 16h 22/06Cidade: FlorianópolisLocal: Centro de Eventos da UFSC – Av. Desembargador Vitor Lima, 500 – TrindadeHorário: 14h30 30/06Cidade: São João BatistaLocal: Centro Cultural Batistense – Rua Ramão Pedro Rodrigues, 94 – CentroHorário: 14h30 12/07Cidade: São JoséLocal: Theatro Adolpho Mello – Rua Padre Macário, 280 – Centro HistóricoHorário: 16h FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/turne-estadual-leva-espetaculo-o-pequeno-principe-a-12-cidades-de-santa-catarina/

Anatel desarticula “ERB Fake” em São Paulo

Fonte: ANATEL

ma operação de fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em São Paulo resultou na desativação de mais uma estação clandestina de Serviço Móvel Pessoal (SMP), conhecida como “ERB Fake”, que se encontrava em pleno funcionamento na capital paulista. A ação, realizada na última quinta-feira (26/3), teve como objetivo combater o uso dessas estruturas para a aplicação de golpes financeiros via SMS fraudulentos. A detecção da interferência foi identificada pela própria Anatel, por meio de fiscalização preventiva, que apontou a degradação da qualidade do sinal na região entre as Avenidas Santo Amaro e dos Bandeirantes. A fiscalização da Anatel São Paulo, com o uso de equipamentos avançados de Drive Test, localizou a origem do sinal em um condomínio residencial no bairro da Vila Olímpia. Sobre o sucesso da intervenção, o conselheiro da Anatel, Edson Holanda, destacou que a eficácia da Agência em identificar e neutralizar essas ameaças em tempo recorde reafirma o papel fundamental da Anatel na proteção do ecossistema digital. Segundo o conselheiro, “o combate às ERBs Fake é uma prioridade estratégica, pois essas estações não apenas degradam o serviço de telecomunicações, mas servem de ferramenta para o crime, ferindo a confiança do cidadão na conectividade móvel.” Acompanhando o desdobramento da operação, a superintendente de Fiscalização, Gesiléa Teles, ressaltou que a precisão técnica da equipe de campo foi determinante para o flagrante. Ela pontuou que “o uso de analisadores de espectro em tempo real permitiu rastrear o sinal até o 14º andar do edifício, demonstrando que a inteligência fiscalizatória da Anatel está cada vez mais preparada para enfrentar fraudes sofisticadas e garantir que a infraestrutura de rede não seja sequestrada por criminosos.”  Interrupção do sinal e prisão em flagrante Com a confirmação do ponto exato da transmissão, a fiscalização da Anatel acionou a Polícia Civil, que adentrou o imóvel e atestou o funcionamento da estação clandestina. O sinal foi imediatamente interrompido e todos os equipamentos envolvidos na fraude foram apreendidos. O responsável pela operação do sistema foi detido e preso em flagrante. Esta foi a segunda apreensão de “ERB Fake” em São Paulo, apenas neste início de 2026. O balanço consolidado entre 2025 e 2026 já soma oito equipamentos apreendidos em São Paulo e dois no Rio de Janeiro, evidenciando uma ofensiva contínua da Agência contra o crime cibernético e a utilização indevida da infraestrutura de telecomunicações. Fonte: Anatel fonte https://santotech.com.br/anatel-desarticula-erb-fake-em-sao-paulo/

Balé Teatro Castro Alves comemora 45 anos com diversas apresentações

Um dos principais grupos de dança da Bahia, o Balé Teatro Castro Alves está completando 45 anos e tem várias apresentações neste mês de abril. Uma delas é o espetáculo “Verivérbio”, em cartaz nestas quinta (9), sexta (10) e sábado (11) e também nos dias 23, 24 e 25 de abril, sempre a partir das 19h, no Goethe-Institut Salvador, localizado no Corredor da Vitória. Haverá apresentações também no Centro Cultural da cidade de Santo Antônio de Jesus, no dia 17 de abril, e no Sesc de Feira de Santana, no dia 29 deste mês. A montagem investiga o ato de falar como uma manifestação múltipla, que transcende a emissão verbal. Em cena, a palavra se transforma em gesto, ritmo e respiração, propondo uma dança que emerge como uma “fala sem voz”. Aulas abertas Desde o início de abril, estão ocorrendo também, no Espaço Xisto Bahia, aulas abertas de pilates, balé clássico e alongamento, sempre às 13h, conduzidas por bailarinos da companhia. A iniciativa é gratuita e voltada para artistas da dança e pessoas com nível intermediário e avançado. O calendário das aulas abertas está disponível no perfil do balé no Instagram. Balé Teatro Castro Alves O Balé Teatro Castro Alves foi fundado em 1981 e faz parte do corpo artístico do Teatro Castro Alves, localizado em Salvador, na Bahia. O grupo é a primeira companhia pública de dança do eixo Norte-Nordeste e a quinta companhia de dança no Brasil. Nesses 45 anos de história, ele passou a ser referência na dança moderna e contemporânea e já apresentou mais de 100 montagens de importantes coreógrafos. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-04/bale-teatro-castro-alves-comemora-45-anos-com-diversas-apresentacoes

Dirigido Por Elza Cataldo, Documentário Resgata Trajetória da atriz Eva Nil

Dirigido Por Elza Cataldo, Documentário Resgata Trajetória da atriz Eva Nil

Chamada de a “Greta Garbo brasileira”, a atriz Eva Nil é uma figura marcante do cinema nacional, mas pouco conhecida. Trabalhou em filmes de Humberto Mauro e Adhemar Gonzaga, hoje perdidos, e abandonou o cinema no final dos anos de 1920, passando a trabalhar ao lado de seu pai, Pietro Comello, com fotografia. O documentário O SILÊNCIO DE EVA, da cineasta mineira Elza Cataldo, resgata a trajetória da artista. Produzido pela Persona Filmes, o longa tem distribuição da Encripta e estreia no Espaço Itaú de Cinema, em São Paulo, dia 09 de Abril. Combinando material documental e encenações que cobrem lacunas da vida de Eva, o filme reconstrói de forma poética a vida da atriz, nascida no Cairo em 1909. Eva viveu no Brasil até sua morte em 1990, em Cataguases (MG), onde passou a maior parte de sua vida, e trabalhou com Humberto Mauro, em Valadião, o Cratera (1925) e Na Primavera da Vida (1926). “O filme nasce com a atriz Inês Peixoto, emocionada em descobrir a existência de uma outra atriz. Eva faz parte da história do cinema, da história das mulheres, embora sua memória seja frágil e fragmentada. Nossa intenção foi buscar os vestígios da sua existência como atriz e como fotógrafa na esperança de que, assim como ficamos encantadas em conhecê-la, ela possa surpreender lindamente outras pessoas”, explica a diretora. Inês, ao lado do marido, ator Eduardo Moreira, e da jovem atriz Bárbara Luz (“Ainda estou aqui”), filha do casal, traz ao longa encenações de momentos imaginários da vida de Eva, além de discussões, entre o próprio trio, sobe a trajetória de Eva e a profissão de atriz. “A linguagem do filme pretende equilibrar depoimentos, entrevistas, testemunhos sobre ela com as recriações ficcionais, com interpretações de atores, cenários e figurinos capazes de transportar o público para o universo criativo dela. Eva fazia parte de uma família de artista, assim como Inês, Eduardo e Bárbara. O paralelo entre estas duas famílias e seus processos criativos foram alinhavados de forma delicada na montagem do Armando Mendz.” A própria diretora, também, tem uma longa trajetória no cinema, trabalhando como produtora e roteirista, tendo em seu currículo filmes como os longas ficcionais Vinho de Rosas (2005), As Órfãs da Rainha (2023), o documental O Levante de Bela Cruz (2021), e os curtas A Santa Visitação (2006), O Crime da Atriz (2007), Ouro Branco (2009), Lunarium – Retratos em Azul (2011), Lunarium – Sonhos e Utopias (2011) e A Má Notícia (2013). Além disso, entre 1992 e 2006, Elza trabalhou como exibidora em Belo Horizonte, e fundou os Cinemas Usina-Liberdade (Belas Artes, Nazaré, Ponteio), e foi diretora do Usina Unibanco de Cinema e do Cineclube Unibanco Savassi. Para a diretora, Eva é referência de uma mulher que ousou sonhar em fazer cinema em uma pequena cidade de Minas. “Os sonhos, os desafios, o desejo de profissionalismo, a intensidade de Eva, me inspiram. Entretanto, ao contrário dela, resisto.” “Eva e nosso filme nos mostram que o cinema brasileiro ainda guarda as mesmas dificuldades: de viabilização financeira, de realização artística e, acima de tudo, de encontrar o seu público. Fiquei tristemente surpresa em perceber esses mesmos obstáculos desde o tempo da Eva, mas por ela e por tantas outras seguimos com alguns sucessos no nosso ofício cinematográfico e também com muitos vazios. Que tenhamos forças de continuar resistindo”, conclui a cineasta.  Sinopse O Silêncio de Eva resgata a história de Eva Nil, estrela do cinema mudo brasileiro que abandonou a carreira no auge e caiu no esquecimento. A atriz Inês Peixoto percorre sua trajetória, revive cenas perdidas e investiga os silêncios de uma mulher à frente de seu tempo. Com linguagem poética, o documentário é um tributo à memória do cinema, à força feminina por trás das telas e às histórias apagadas que merecem ser contadas. O SILÊNCIO DE EVA Brasil, 2025, 106 min Direção e Produção – Elza Cataldo Roteiro – Elza Cataldo, Christiane Tassis e Inês Peixoto Elenco – Inês Peixoto, Barbara Luz, Eduardo Moreira, João Perdigão, Luís Parras, João Vitório, José Vilaça Direção de Arte – Moacyr Gramacho Cenografia – Luís Parras e Moacyr Gramacho Figurino – Sayonara Lopes Direção de Fotografia – Fernanda Tanaka e Marcelo Borja Produção Executiva – Luiz Navarro Assistente de Produção – Carol Durães Montagem – Armando Mendz Sobre Elza Cataldo Elza Cataldo é diretora, produtora e roteirista. Com curso em Cinematografia pela Universidade de Nanterre e Doutora pela Sorbonne, França, foi também professora e pesquisadora pela Universidade Federal de Minas Gerais. Em 2023, Elza lançou o longa-metragem As Órfãs da Rainha, que participou de diversos festivais internacionais. No Festival Internacional de Cinema Feminino de Toronto, o filme foi agraciado com o prêmio de Melhor Filme Histórico. Além disso, a produção foi selecionada para o Washington Jewish Film Festival 2023 e ganhou o prêmio de Melhor Narrativa no Los Angeles Independent Women Film Awards. Participou também do Festival de Cinema Judaico de São Paulo e foi selecionado para a mostra competitiva do Energa Camera Image, na Polônia, o maior festival de cinema dedicado exclusivamente à direção de fotografia. Entre outros trabalhos de Elza, estão o longa-metragem Vinho de Rosas (Prêmio de Melhor Diretora Estreante no Festival Internacional de Batumi – Geórgia 2006 e Prêmios de Melhor Figurino, Melhor Cenografia e Melhor Som Direto no Festival de Maringá 2006); o filme de curta-metragem O Crime da Atriz (Melhor Curta Brasileiro – Júri e Público, e prêmio TeleImage, ambos na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo 2007, e Menção Honrosa em Comédia no Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte 2008; o documentário A Santa Visitação e os curtas O Ouro Branco, Lunarium e A Má Notícia. Coprodutora dos longas-metragens A Luneta do Tempo, de Alceu Valença, e Meu Pé de Laranja Lima, de Marcos Bernstein. Foi coordenadora do Laboratório CINEPORT de Roteiros, consultora do ISVOR/FIAT sobre o tema Storytelling, palestrante e professora da Fundação Dom Cabral sobre estruturas estruturais, consultora do Programa Bahia Criativa (Minc/Secult) para desenvolvimento de roteiros, consultora da Casa da Economia Criativa/SEBRAE para projetos audiovisuais e líder do Núcleo Criativo de roteiros da Brokolis do Brasil. Exibidora de cinema em Belo Horizonte. Dirigiu ainda os documentários de longa-metragem O Levante de Bela Cruz, O Silêncio de Eva, que estreia nos cinemas em março/abril de 2026, e Marianas disponível na plataforma Globoplay desde novembro

MPF pede suspensão do transporte à Ilha do Campeche na safra da tainha

Da Coluna de Fabio Gadotti (fabiogadotti.net, 08/04/2026) O Ministério Público Federal quer a interrupção do transporte de passageiros para a Ilha do Campeche durante a safra da tainha, entre 1º de maio e 10 de julho. A recomendação foi feita na semana passada, durante reunião na Justiça Federal, em Florianópolis. A medida é baseada em inquérito civil instaurado com base em representação da Associação dos Pescadores Artesanais do Campeche (Apesac), que relata que o transporte de turistas “vem atrapalhando a pesca artesanal”. No documento, o procurador da República Renato Rezende Gomes considera incoerente permitir “o tráfego intenso de barco a motor com turistas” ao mesmo tempo que se proíbe, por lei municipal, “a prática de esportes de baixo impacto, como o surfe e o kitesurf, sob a justificativa de proteger os cartumes”. A suspensão da travessia de turistas permitiria, segundo o MPF, um “descanso” para o ecossistema. Na mesma reunião, o Instituto Ilha do Campeche informou que meia tonelada de lixo foi retirada do local nos três primeiros meses de 2026. A entidade também alertou para o transporte de credenciados fora do horário oficial e “graves danos ao patrimônio arqueológico”. Registrou ainda que as câmeras de monitoramento instaladas pela prefeitura ainda não estão em operação. A Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) esclareceu que o processo licitatório para a contratação do serviço, que depende de internet de alta conexão, está em fase de finalização. Publicado em 09 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/mpf-pede-suspensao-do-transporte-a-ilha-do-campeche-na-safra-da-tainha/

Excesso de chuvas causa aumento no preço do feijão

Inflação dos alimentos da cesta básica aumenta em todas as capitais

Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma média de R$ 598,45. Os alimentos com maior impacto foram o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os três primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda no custo médio em 19 cidades, relacionada ao excesso de oferta.  Notícias relacionadas: Prévia da inflação de março fica em 0,44%, pressionada por alimentos. Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, além da capital paulista há destaque para as cidades do Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores médios abaixo do patamar dos R$ 800. Com o salário mínimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado à renda, em relação ao ano passado. “Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em março de 2026, 48,12% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos e, em fevereiro, 46,13% da renda líquida. Em março de 2025, considerando as 17 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 52,29%”, indicou o levantamento. Em março, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com março de 2025, considerando o conjunto restrito de 17 capitais analisadas, a jornada média foi de 106 horas e 24 minutos. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As principais reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%). A comparação de intervalo anual é limitada a 17 capitais, pois o Dieese não realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luiz e Teresina. Regime de chuvas O estudo indica que o valor do feijão subiu em todas as cidades. O grão preto, pesquisado nos municípios da Região Sul, do Rio de Janeiro e de Vitória, apresentou alta, com percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florianópolis. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macapá, e 21,48%, em Belém. A alta do feijão ocorreu devido à restrição de oferta, por dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra, mostra o levantamento. “Quando a gente vê um aumento de preços, tende a pensar que os produtores estão lucrando mais, mas nesses casos menos produtores têm o produto e aí podem estar vendendo por mais, só que o que aconteceu bastante neste ano é que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor”, explicou Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe). Lüders lembrou que a produção ainda tem atraso considerável em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas e forçou a substituição por um tipo de feijão preto destinado principalmente ao mercado indiano. “Os números que a gente tem hoje não refletem a nossa realidade, a gente tem tido menos o carioca, pois é um feijão que o governo não garante preço, já que o preço mínimo existe para enfeite, o produtor não se beneficia em nenhum momento disso não há mercado externo”. Esses fatores levaram a uma diferença considerável entre o feijão carioca e o feijão preto, variedades mais procuradas nos maiores mercados. O grão carioca chega a ser vendido hoje a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda de fato a partir dos meses de agosto, setembro e outubro, quando se colhe a safra irrigada. O feijão preto ainda tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, pois há muito estoque das duas colheitas de 2025, mas esse excedente será pressionado já que se plantou pouco na segunda safra, que é a do começo do ano, e a cultura sofreu impacto da chuva forte no Paraná. A expectativa é de uma inversão de preços, com o feijão preto mais caro do que o carioca em 2026.  “Isso é terrível para os produtores. A exportação diminuiu em 2025, isso é cíclico. O estímulo para plantar o feijão carioca é muito grande, e isso é um risco pois pode derrubar o preço”, complementa o analista.   A estimativa da Conab indica uma produção superior a 3 milhões de toneladas, com avanço de 0,5% em relação ao ciclo 2024/2025. O impacto do aumento do custo de fertilizantes e de combustíveis ainda não foi sentido pelo setor, o que aumenta a incerteza. Há expectativa de aumento global dos valores de alimentos. Salário mínimo  O Dieese também mostra o valor ideal do salário mínimo. Para isso, considera a cesta mais cara, em São Paulo e os custos básicos que dariam conta das necessidades garantidas na Constituição para o trabalhador e sua família: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em março, o valor para uma família de quatro pessoas seria R$

São João de Campina Grande divulga programação de 2026

A 43ª edição do Maior São João do Mundo, como é oficialmente conhecido o festejo em Campina Grande, começa no dia 3 de junho e segue até o dia 5 de julho. A programação para os 33 dias de festa já foi divulgada. As principais atrações estarão concentradas entre o Parque do Povo e o recém-revitalizado Parque Evaldo Cruz. O Projeto Dominguinho, que tem à frente João Gomes, Mestrinho e Jota.pê, fará o show da noite de abertura, no palco principal. Ainda no primeiro dia, se apresentam três referências da música nordestina contemporânea: a cantora Solange Almeida e as bandas Brasas do Forró e Limão com Mel. O palco principal terá cerca de 120 shows dos mais variados gêneros musicais. Artistas que já participaram de edições anteriores, como Elba Ramalho, Flávio José, Eliane e Dorgival Dantas, se juntam a novidades como o cantor Roberto Carlos e a cantora e compositora Marisa Monte, que estará no palco principal no Dia dos Namorados, 12 de junho. O prefeito da cidade, Bruno Cunha Lima, destacou que há muito tempo o arraial da Rainha da Borborema deixou de ser apenas uma celebração dos santos católicos. “É o principal momento econômico de Campina. É a força motriz, é o impulso da geração de emprego e renda, de crescimento da nossa economia. No ano passado, o São João movimentou mais de R$ 720 milhões na economia de Campina. E isso é a certeza de que a economia formal, a economia informal, comércio, setor de serviço, todos os locais da cidade, de uma maneira geral, colhem muitos frutos positivos.” Como o festejo coincide com a Copa do Mundo, haverá telão com transmissão dos jogos do Brasil e um espaço temático para os torcedores em pleno arraial. A programação dia a dia e as atualizações sobre a festa estão disponíveis no instagram oficial do evento.  Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-04/sao-joao-de-campina-grande-divulga-programacao-de-2026