Programa Paraíba sem Fronteiras abre 25 vagas para graduação sanduíche no Reino Unido

Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties), em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), publicou, nesta quarta-feira (8), um novo edital do Programa Paraíba Sem Fronteiras, com 25 vagas para graduação sanduíche no Reino Unido. Os estudantes selecionados terão a oportunidade de realizar mobilidade internacional no Warwickshire College and University Centre (WCUC). A iniciativa é voltada para estudantes de graduação de instituições públicas de ensino superior sediadas na Paraíba e tem como objetivo fortalecer a formação acadêmica, científica, tecnológica e profissional dos participantes por meio da cooperação internacional. Inscrições- As inscrições podem ser realizadas a partir desta sexta-feira (10) até o dia 5 de maio próximo e deverão ser feitas exclusivamente pela plataforma SIGFAPESQ. Para participar, o candidato precisa ter cadastro no sistema, preencher a proposta online e anexar toda a documentação exigida em formato PDF. Vagas- As 25 vagas estão distribuídas em quatro áreas de formação: Negócios e Gestão Redes de Computadores e Cibersegurança Educação e Desenvolvimento na Primeira Infância Criação de Conteúdo para Mídias Design Gráfico com Fotografia. Quem pode participar? – Podem se inscrever estudantes com vínculo ativo em cursos de graduação das seguintes instituições públicas parceiras do programa: UFPB, UFCG, UEPB e IFPB. Além disso, é necessário a aprovação em teste de proficiência em língua inglesa, aplicado online pela própria instituição anfitriã. O candidato deverá alcançar, no mínimo, o nível B2 do Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas. As atividades no exterior estão previstas para ocorrer entre setembro de 2026 e janeiro de 2027, durante o primeiro semestre do ano letivo 2026/2027 da instituição estrangeira. Confira o edital completo: (https://fapesq.rpp.br/editais/2026/edital-no-14-2026-concessao-de-bolsas-de-graduacao-sanduiche-para-mobilidade-internacional-do-programa-paraiba-sem-fronteiras-warwickshire-college-and-university?ref=paraibasemfronteiras.secties.pb.gov.br) fonte https://santotech.com.br/programa-paraiba-sem-fronteiras-abre-25-vagas-para-graduacao-sanduiche-no-reino-unido/
Produção de motocicletas tem 2º melhor trimestre da história

As fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus produziram 561.448 unidades de motocicletas no primeiro trimestre deste ano. Isso representa uma alta de 12,1% em relação ao mesmo período do ano passado e o segundo melhor resultado da história, apontou hoje (9) a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), que está completando 50 anos de existência em 2026. No ranking do primeiro trimestre, os modelos de baixa cilindrada ficaram em primeiro lugar, com 435.731 unidades produzidas, o que representou 77,6% do volume total. Em segundo lugar, ficaram as motocicletas de média cilindrada, com 110.405 unidades (19,7% ), seguidas pelas de alta cilindrada, que somaram 15.312 unidades (2,7%). Notícias relacionadas: Venda de motocicletas em 2025 é a maior dos últimos 22 anos. Em dez anos, frota de motocicletas cresce 42% no país. Produção de motocicletas passa de 1 milhão em 2025, diz Abraciclo. Só no mês de março foram produzidas 212.716 unidades, um avanço de 34,5% em comparação a março do ano passado e de 29,6% ante fevereiro. Segundo a Abraciclo, esse volume de produção é um recorde histórico para o mês de março. “O resultado do primeiro trimestre foi extremamente positivo, com o melhor março histórico de produção”, comemorou o presidente da Abraciclo, Marcos Bento. O Brasil é atualmente o sexto maior produtor de motocicletas do mundo. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Varejo O mercado de motocicletas também foi bastante positivo em relação às vendas, registrando volumes recordes de licenciamentos tanto no acumulado do primeiro trimestre quanto no mês de março. Entre janeiro e março deste ano, as vendas no varejo totalizaram 571.728 unidades, resultado 20,6% superior ao mesmo período de 2025. Considerando-se apenas o mês de março, foram licenciadas 221.618 unidades, crescimento de 33,5% em relação a março de 2025 e de 29,2% ante fevereiro. “As vendas continuam consistentes, principalmente pelos atributos da motocicleta como economia, mobilidade urbana, menor custo de aquisição e uso profissional”, disse o presidente da associação, durante entrevista coletiva concedida hoje. Apesar disso, ele diz que o setor se mantém alerta por possíveis reflexos provocados pela guerra no Oriente Médio. “Existe uma preocupação quanto aos conflitos globais. Isso está impactando no preço do petróleo e de seus derivados, o que pressiona a inflação e provocou uma leve queda na taxa da Selic. Esse cenário macroeconômico gera um pouco de preocupação no segmento”, falou Bento. Exportações As exportações de motocicletas produzidas no Polo Industrial de Manaus cresceram 18,6% no primeiro trimestre deste ano, totalizando 11.441 unidades. “Houve crescimento novamente para a América do Sul, com o primeiro lugar liderado pela Argentina, provocada pela recuperação da economia”, falou o presidente da entidade. No mês de março foram exportadas 4.606 unidades, volume 13,9% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e 29,1% maior na comparação com janeiro. Projeções para 2026 Para este ano, a Abraciclo projeta um crescimento de 4,5% na produção de motocicletas, com 2.070.000 unidades fabricadas. A previsão também é crescimento no licenciamento, com 2.300.000 vendidas, representando aumento de 4,6% em relação ao ano passado. Quanto às exportações, a projeção da entidade indica crescimento em torno de 4,4% para este ano, com 45.000 unidades embarcadas. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/producao-de-motocicletas-tem-2o-melhor-trimestre-da-historia
Audiência pública avança em soluções para infraestrutura nos ranchos de pesca em Florianópolis
Com o Plenarinho lotado, a Comissão de Pesca, Maricultura, Agricultura e Assuntos do Mar realizou, na tarde desta quarta-feira (8), uma audiência pública para debater, com pescadores, a situação dos serviços essenciais nos ranchos de pesca. Entre os principais temas estiveram o abastecimento de água, a energia elétrica, o saneamento básico, a coleta de resíduos e as condições de acesso. Participaram do encontro representantes da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram), da Polícia Militar Ambiental, da Secretaria Municipal de Pesca, da Secretaria Executiva de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina e da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), além de associações de pescadores de diferentes regiões da cidade. O presidente da Floram, Alexandre Waltrick Rates, afirmou que é possível implantar infraestrutura básica nos ranchos sem prejuízos ao meio ambiente. “A engenharia oferece soluções viáveis, como sistemas que evitam o contato direto com o solo. No caso da energia elétrica, o impacto é mínimo”, explicou. Ele também ressaltou a importância da atuação conjunta entre os órgãos para que as soluções avancem e deixem de ser um problema recorrente. Para o subsecretário de Pesca, Gabriel Lemos, a audiência evidenciou o engajamento dos pescadores e permitiu avançar nos encaminhamentos. “Vamos direcionar as demandas aos órgãos competentes para viabilizar a regularização dos ranchos e garantir estruturas permanentes”, disse. Ele acrescentou que, para a próxima safra da tainha, todos os 57 ranchos contarão com banheiros químicos e acesso à energia elétrica, enquanto o município trabalha na regularização de mais de 600 processos de ranchos permanentes. Pescador desde criança, Hugo Daniel, herdeiro de um rancho tradicional na Praia do Campeche, avaliou que o encontro trouxe expectativa de avanços. “Pela primeira vez, houve alinhamento entre as autoridades e maior clareza sobre os caminhos”, disse, ao destacar a necessidade de que as medidas sejam efetivamente implementadas. O presidente da Associação de Pescadores Artesanais do Campeche, Walter Chagas, também considerou a reunião positiva. Segundo ele, a integração entre município, estado e União fortalece a esperança de reconhecimento da atividade pesqueira e de soluções concretas. Proponente da audiência, o presidente da Comissão, vereador Gilberto Gemada, destacou que há um encaminhamento definido para dar continuidade ao processo. “As demandas serão analisadas pelos órgãos responsáveis, o que estabelece um caminho para avançar”, afirmou. Ele também reforçou que a garantia de estrutura básica nos ranchos é uma questão de dignidade e de condições adequadas de trabalho para os pescadores ao longo de todo o ano. (CMF, 08/04/2026) Publicado em 09 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/audiencia-publica-avanca-em-solucoes-para-infraestrutura-nos-ranchos-de-pesca-em-florianopolis/
Poupança tem retirada líquida de R$ 11,1 bilhões em março

O saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu em março deste ano, com registro de mais saques do que depósitos. As saídas superaram as entradas em R$ 11,1 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Banco Central (BC). No mês passado, foram aplicados R$ 369,6 bilhões, contra saques da ordem de R$ 380,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,3 bilhões. O saldo da poupança é de quase R$ 1 trilhão. Notícias relacionadas: Indústria, comércio e sindicatos pedem queda mais forte da Selic. Lula questiona BC sobre corte da Selic: “esperava pelo menos 0,5%”. Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões. No primeiro trimestre desde ano, a caderneta já acumula R$ 41,2 bilhões em retiradas líquidas. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho. Na última reunião, no mês passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC começou a reduzir a Selic, com um corte de 0,25 ponto percentual ao ano. Entretanto, com as tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a autoridade monetária não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. A Selic é o principal instrumento do BC para garantir que a meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/poupanca-tem-retirada-liquida-de-r-111-bilhoes-em-marco
MEC Livros já teve quase 300 mil acessos a obras online

Para incentivar a leitura no país e lançada há apenas uma semana, a MEC Livros, Bibilioteca Digital do Ministério da Educação, já é um sucesso. Em sete dias o número de acessos alcançou quase 300 mil. Quem gosta de ler conta agora com um acervo digital de quase oito mil obras nacionais e internacionais. O melhor de tudo: é de graça! O preferido dos leitores na primeira semana da MEC Livros É o romance “A Cabeça do Santo”, da escritora brasileira Socorro Acioli. Podem ser encontrados, em formato digital, autores consagrados como Clarice Lispector, Machado de Assis, Ariano Suassuna, Jorge Amado, José Saramago e Gabriel García Márquez. O estado de São Paulo teve até agora o maior número de usuários da plataforma: mais de 10 mil leitores ativos. Para utilizar o serviço, o processo é simples: basta entrar no site ou aplicativo MEC Livros e acessar sua conta oficial Gov.br. Depois, escolha a obra e clique em “Emprestar e Ler”. Pronto! Você terá o livro disponível por 14 dias, ainda com a possibilidade de renovação. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-04/mec-livros-ja-teve-quase-300-mil-acessos-obras-online
Economia criativa: quando cultura, talento e imaginação se tornam desenvolvimento

Enquanto o mundo discute inteligência artificial e novas tecnologias capazes de substituir tarefas humanas, uma outra força econômica cresce silenciosamente — e curiosamente baseada exatamente naquilo que nenhuma máquina consegue reproduzir plenamente: a criatividade humana. Ideias, cultura, identidade e conexões com o território estão se tornando ativos econômicos cada vez mais valiosos. O que antes era visto apenas como expressão artística ou manifestação cultural passa agora a ocupar um lugar estratégico no desenvolvimento de cidades, na geração de renda e na criação de novos negócios. Esse fenômeno tem nome: Economia Criativa. O conceito começou a ganhar força no final dos anos 1990, especialmente no Reino Unido, quando estudos mostraram que setores como design, música, audiovisual, arquitetura, publicidade e artes estavam gerando bilhões em receita e milhões de empregos. Aquilo que antes parecia periférico à economia tradicional passou a ser reconhecido como um novo motor de desenvolvimento. Pouco tempo depois, organizações internacionais como a UNESCO passaram a estudar e promover o tema, reconhecendo que criatividade, cultura e inovação também são fatores estratégicos de desenvolvimento sustentável. A lógica da economia criativa é simples, mas profundamente transformadora: o principal insumo econômico deixa de ser apenas matéria-prima e passa a ser o talento humano. Em vez de depender apenas de recursos naturais ou de grandes estruturas industriais, esse modelo valoriza ideias, cultura, identidade e conhecimento. Setores como design, música, audiovisual, arquitetura, gastronomia, artesanato, publicidade, moda e jogos digitais passam a ocupar um espaço estratégico na geração de renda e inovação. O valor de um produto, nesse contexto, não está apenas no objeto em si, mas na história, na identidade e na experiência que ele carrega. Pense, por exemplo, na diferença entre uma matéria-prima e um produto criativo. Um quilo de cacau vendido como commodity possui um valor determinado pelo mercado internacional. Mas quando esse mesmo cacau se transforma em um chocolate artesanal de origem, com identidade territorial, design autoral e narrativa cultural, ele passa a representar muito mais do que alimento: torna-se experiência, cultura e valor agregado. Esse tipo de transformação é o motor da economia criativa. Curiosamente, o Brasil vive hoje um momento que lembra, de certa forma, aquele despertar que o Reino Unido percebeu no final do século XX. Nos últimos anos, a cultura brasileira, sua estética, o modo de viver do brasileiro e a sua criatividade passaram a despertar um fascínio crescente no cenário internacional. A gastronomia brasileira tem conquistado espaço em rankings globais, o cinema nacional voltou a ganhar destaque em festivais internacionais, o design autoral brasileiro vem sendo cada vez mais valorizado e a arte contemporânea do país ocupa galerias e museus importantes ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, cresce também uma valorização global por aquilo que é feito à mão, autêntico e conectado ao território — exatamente um dos maiores patrimônios culturais do Brasil. No Nordeste, artesanato, moda autoral, cerâmica, bordado, marcenaria, gastronomia regional e objetos produzidos por pequenos criadores estão começando a ganhar novo valor simbólico e econômico. O que antes muitas vezes era visto apenas como produção local ou tradicional passa a ser reconhecido como expressão cultural sofisticada, capaz de gerar valor e interesse internacional. Esse movimento coloca o Brasil diante de uma oportunidade histórica: transformar sua imensa diversidade cultural em motor de desenvolvimento econômico sustentável. Nas últimas duas décadas, cidades do mundo inteiro começaram a perceber que investir em criatividade não é apenas uma estratégia cultural, mas também uma estratégia de desenvolvimento urbano. Foi nesse contexto que a UNESCO criou a Rede de Cidades Criativas, um programa internacional que reconhece municípios que usam cultura e inovação como motores de crescimento econômico e social. Hoje fazem parte dessa rede cidades que se destacam em áreas como música, gastronomia, literatura, cinema, design e artesanato. Entre elas estão Bologna, referência global na música, Medellín, reconhecida por transformar criatividade em inovação urbana, e cidades brasileiras como Paraty, Recife e João Pessoa, que encontraram na cultura, na identidade local e na força de seus criadores caminhos consistentes para gerar desenvolvimento. Recife e João Pessoa ilustram bem como criatividade e tradição podem se transformar em ativos econômicos. Recife ganhou reconhecimento internacional por sua vibrante cena musical, onde ritmos populares dialogam com inovação artística e produção cultural contemporânea. João Pessoa, por sua vez, recebeu em 2017 o título de Cidade Criativa pela UNESCO na categoria Artesanato e Artes Populares — um reconhecimento que destaca a riqueza cultural, o empreendedorismo local e o papel da economia criativa na capital paraibana. Mais conhecida por suas praias e qualidade de vida, a cidade revela também um ecossistema criativo em expansão que reúne diversos elementos de toda a Paraíba e que favorecem o desenvolvimento da economia criativa. O artesanato, especialmente o trabalho em cerâmica, madeira, bordado e renda — é reconhecido nacionalmente. A música, fortemente influenciada pelas tradições populares, continua sendo uma expressão viva da cultura local. A gastronomia valoriza ingredientes regionais como cachaça, rapadura, macaxeira, milho, coco, caju e frutos do mar, ao passo que chefs e estabelecimentos locais vêm explorando esses elementos de forma criativa. Quando esses saberes tradicionais encontram design, narrativa e inovação, surgem oportunidades reais de geração de renda e posicionamento cultural. A grande lição das cidades criativas é que criatividade não é luxo cultural — é estratégia econômica. Em muitos casos, iniciativas criativas conseguem gerar impacto positivo em várias frentes ao mesmo tempo. Elas estimulam o empreendedorismo, criam empregos locais, preservam saberes tradicionais e fortalecem o senso de identidade das comunidades. Outro aspecto interessante desse modelo é que ele tende a democratizar o empreendedorismo. Diferentemente de setores altamente industriais, a economia criativa frequentemente nasce de pequenos projetos, iniciativas independentes e redes colaborativas. Muitas vezes, o que inicia como uma ideia individual evolui para um negócio que gera impacto cultural, social e econômico. Talvez a pergunta mais interessante que a economia criativa nos convida a fazer seja simples, mas poderosa: Quais riquezas culturais da nossa cidade podem ser transformadas em oportunidades? Pode ser uma receita tradicional, um saber artesanal, uma história esquecida, um ingrediente regional ou uma manifestação cultural única.
Jornalista de SC encara travessia nadando costas para denunciar a poluição plástica

Desafio “Mar de Plástico: até quando virar as costas?” será realizado pela nadadora Juliana Germann e terá percurso até a Ilha do Campeche. Foto: Divulgação No dia 11 de outubro, em Florianópolis, o mar será palco de um gesto tão simbólico quanto urgente. A jornalista e nadadora de águas abertas Juliana Germann realizará a travessia até a Ilha do Campeche, em Florianópolis, de uma forma incomum: nadando o estilo costas durante todo o percurso. O desafio, intitulado “Mar de Plástico: até quando vamos virar as costas?”, nasce como um alerta diante do avanço da poluição plástica nos oceanos e da indiferença que ainda cerca o tema. Juliana Germann – Foto: Acervo pessoal “Os nossos mares estão se tornando lixões a céu aberto, principalmente pela poluição plástica, Mais de 80% do lixo nos oceanos é plástico e vejo isso de perto nos treinos e nas travessias”, lamenta a jornalista. A escolha da data não foi ao acaso. Em 12 de outubro é celebrado o Dia Nacional do Mar, criado para estimular a reflexão sobre a importância e a preservação dos oceanos. Segundo a jornalista, o cenário não poderia ser mais preocupante. De acordo com o relatório “Fragmentos da Destruição”, da ONG Oceana, o Brasil despeja cerca de 1,3 milhão de toneladas de plástico no oceano anualmente, sendo o oitavo maior poluidor global. Mais de 50% é de uso único, ou seja, descartáveis, como embalagens, sacolinhas, canudos. “O maior absurdo é que isso faz parte da nossa rotina, muito por conta de uma legislação omissa, que não faz nada para proteger a nossa fauna e flora marinha, enquanto o nosso mar sufoca”, alerta. “Se o ritmo atual continuar, haverá mais plástico do que peixes nos oceanos até 2050”, conta ao citar o estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Em Florianópolis, um dado chama atenção: a praia do Pântano do Sul registra uma das maiores concentrações de microplásticos do país, evidenciando a gravidade do problema também em nível. O estudo foi divulgado em 2024 pela ONG Shepherd Brasil, em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP). Foto: @ricardoaugustofoto/@focoradical “Cansei de falar sobre a poluição dos mares e oceanos, seja nas redações, com políticos e diferentes entidades. Escuto muito ‘pois é’, que para mim também é uma forma muito cruel de virar as costas. Esse desafio é quase uma súplica para que a gente pare de ignorar o que está acontecendo.” A iniciativa será realizada de forma individual, mas com o acompanhamento da equipe do Treino Travessias, projeto pioneiro em aulas de natação no mar, coordenado pelos nadadores Regina Feldmann e Maurício Cangiani. Mais do que uma prova de resistência, a travessia propõe uma reflexão incômoda. Ao nadar de costas, Juliana transforma o próprio corpo em metáfora de um comportamento coletivo. Juliana Germann – Foto: Acervo pessoal “Essa travessia é um ato simbólico, um pedido de atenção, um convite para agir, seja em nossa educação, na forma como descartamos o nosso lixo, e principalmente no endurecimento de regras quanto ao uso de plástico em nosso dia a dia. É inaceitável que os nossos estabelecimentos comerciais ainda usem sacolas plásticas livremente. Essa prática já é totalmente proibida em outros países, mas não temos nenhuma lei, nenhuma regra, nada. Tudo incipiente ou ainda sendo estudado. Falta muita vontade política, enquanto os nosso mares apodrecem com o plástico”, desabafa. Nadadora de longa data, com uma vitoriosa carreira esportiva na adolescência, Juliana convida o público a participar ativamente da causa, seja compartilhando a mensagem, seja acompanhando o desafio presencialmente, na praia do Campeche. A ação conta também com o apoio da Academia Marcelo Amin, responsável pelo treinamento da atleta. “O Marcelo Amin e a Regina Feldmann me conhecem desde criança e foram meus ídolos na época de atleta. É um orgulho contar com parceiros que acreditam na força do esporte como ferramenta de conscientização”, agradece a jornalista. Em um cenário em que a poluição avança rápido e de forma avassaladora, o movimento propõe uma ruptura: parar de ignorar e começar a agir. “Chega de virar as costas. Os nossos mares não podem mais esperar.” Publicado em 09 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/jornalista-de-sc-encara-travessia-nadando-costas-para-denunciar-a-poluicao-plastica/
Inflação dos alimentos da cesta básica aumenta em todas as capitais

Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma média de R$ 598,45. Os alimentos com maior impacto foram o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os três primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda no custo médio em 19 cidades, relacionada ao excesso de oferta. Notícias relacionadas: Prévia da inflação de março fica em 0,44%, pressionada por alimentos. Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, além da capital paulista há destaque para as cidades do Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores médios abaixo do patamar dos R$ 800. Com o salário mínimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado à renda, em relação ao ano passado. “Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em março de 2026, 48,12% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos e, em fevereiro, 46,13% da renda líquida. Em março de 2025, considerando as 17 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 52,29%”, indicou o levantamento. Em março, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com março de 2025, considerando o conjunto restrito de 17 capitais analisadas, a jornada média foi de 106 horas e 24 minutos. O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As principais reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%). A comparação de intervalo anual é limitada a 17 capitais, pois o Dieese não realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luiz e Teresina. Regime de chuvas O estudo indica que o valor do feijão subiu em todas as cidades. O grão preto, pesquisado nos municípios da Região Sul, do Rio de Janeiro e de Vitória, apresentou alta, com percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florianópolis. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macapá, e 21,48%, em Belém. A alta do feijão ocorreu devido à restrição de oferta, por dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra, mostra o levantamento. “Quando a gente vê um aumento de preços, tende a pensar que os produtores estão lucrando mais, mas nesses casos menos produtores têm o produto e aí podem estar vendendo por mais, só que o que aconteceu bastante neste ano é que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor”, explicou Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe). Lüders lembrou que a produção ainda tem atraso considerável em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas e forçou a substituição por um tipo de feijão preto destinado principalmente ao mercado indiano. “Os números que a gente tem hoje não refletem a nossa realidade, a gente tem tido menos o carioca, pois é um feijão que o governo não garante preço, já que o preço mínimo existe para enfeite, o produtor não se beneficia em nenhum momento disso não há mercado externo”. Esses fatores levaram a uma diferença considerável entre o feijão carioca e o feijão preto, variedades mais procuradas nos maiores mercados. O grão carioca chega a ser vendido hoje a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda de fato a partir dos meses de agosto, setembro e outubro, quando se colhe a safra irrigada. O feijão preto ainda tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, pois há muito estoque das duas colheitas de 2025, mas esse excedente será pressionado já que se plantou pouco na segunda safra, que é a do começo do ano, e a cultura sofreu impacto da chuva forte no Paraná. A expectativa é de uma inversão de preços, com o feijão preto mais caro do que o carioca em 2026. “Isso é terrível para os produtores. A exportação diminuiu em 2025, isso é cíclico. O estímulo para plantar o feijão carioca é muito grande, e isso é um risco pois pode derrubar o preço”, complementa o analista. A estimativa da Conab indica uma produção superior a 3 milhões de toneladas, com avanço de 0,5% em relação ao ciclo 2024/2025. O impacto do aumento do custo de fertilizantes e de combustíveis ainda não foi sentido pelo setor, o que aumenta a incerteza. Há expectativa de aumento global dos valores de alimentos. Salário mínimo O Dieese também mostra o valor ideal do salário mínimo. Para isso, considera a cesta mais cara, em São Paulo e os custos básicos que dariam conta das necessidades garantidas na Constituição para o trabalhador e sua família: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em março, o valor para uma família de quatro pessoas seria R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo vigente. Em fevereiro,
Programa da Anatel oferece 20 vagas para estudantes interessados em transformação digital e regulação

Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por meio do Centro de Altos Estudos em Comunicações Digitais e Inovações Tecnológicas (Ceadi), informa que as inscrições para a 3ª edição do Programa Anatel de Intercâmbio Acadêmico e Formação em Ecossistema Digital (P@ed) 2026 estão nos últimos dias. Os interessados têm até 12 de abril de 2026, às 23h59 (horário de Brasília), para se inscrever. O programa tem como objetivo formar lideranças voltadas à transformação digital, com ênfase na regulação do setor de telecomunicações. Nesta edição, são ofertadas 20 vagas, sendo 12 para estudantes de graduação e 8 para alunos de pós-graduação stricto sensu, contemplando áreas como Direito, Economia, Engenharia, Ciência de Dados, Comunicação e Políticas Públicas. Segundo o conselheiro da Anatel e presidente do Ceadi, Alexandre Freire, o programa proporciona vivência prática dos desafios da regulação e da inovação tecnológica, contribuindo para a formação de profissionais preparados para atuar em cenários em constante transformação. Ele destaca ainda que a interação com jovens talentos fortalece a atuação institucional da Agência e amplia as perspectivas sobre temas estratégicos, como conectividade e segurança cibernética. Durante o intercâmbio, os participantes acompanharão atividades da Anatel relacionadas aos processos regulatórios, com imersão presencial prevista entre os dias 6 e 10 de julho de 2026, na sede da Agência, em Brasília (DF). Para os selecionados que residem fora do Distrito Federal, haverá custeio de passagens aéreas e diárias. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas por meio de formulário eletrônico, com o envio de documentação obrigatória, incluindo currículo Lattes, carta de motivação e comprovante de matrícula. O resultado preliminar está previsto para 30 de abril de 2026, no site da Anatel. Os interessados devem consultar o Edital atualizado para mais informações. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail [email protected]. FONTE: ANATEL fonte https://santotech.com.br/programa-da-anatel-oferece-20-vagas-para-estudantes-interessados-em-transformacao-digital-e-regulacao/
Serviço de telefonia fixa da operadora Oi é vendido por R$ 60 milhões

A Justiça do Rio aprovou, em audiência pública, nesta quarta-feira (8), a venda dos serviços de telefonia fixa da Oi. A decisão é da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. A empresa Método Telecom foi declarada vencedora do leilão para assumir a chamada Unidade Produtiva Isolada (UPI) Serviços Telefônicos, apresentando uma proposta de R$ 60,1 milhões, pagos à vista. A decisão da juíza Simone Gastesi Chevrand, garante a continuidade de serviços que são considerados vitais para milhões de brasileiros, especialmente em áreas remotas onde a Oi é a única operadora disponível. Notícias relacionadas: Correios: Plano de Demissão Voluntária tem adesão de 30% da meta. Receita regulamenta tributação mínima de 15% para multinacionais. Indústria fatura 4,9% mais em fevereiro, mas continua em queda anual. A disputa contou com duas proponentes: a Método e a Sercomtel Comunicações. Embora a Sercomtel tenha oferecido R$ 60 milhões, o pagamento seria parcelado em dez vezes. A proposta da Método levou a melhor não apenas pelo valor ligeiramente superior, mas principalmente por cumprir a exigência do edital de pagamento em dinheiro e à vista, o que garantiu a aprovação do Ministério Público e dos órgãos de fiscalização. O pacote arrematado pela Método inclui, além das linhas de telefone fixo residenciais, a operação de números emergenciais como 190 (Polícia Militar), 192 (SAMU) e 193 (Corpo de Bombeiros). O compromisso de manter o serviço em mais de 7.400 localidades onde a Oi atua como a única operadora, chamada de provedora de última instância, vai até dezembro de 2028. A operadora vencedora terá também a responsabilidade de manter a infraestrutura de torres, postes, fiação e até os tradicionais orelhões, além de todos os atuais usuários do serviço de telefonia fixa espalhados pelo país. Garantia Para quem utiliza os serviços de telefonia fixa, a notícia traz alívio, pois a Justiça classificou a venda como uma “providência urgente” para evitar a interrupção de serviços públicos essenciais. Já para a empresa compradora, o modelo de venda protege o negócio: a Método assume a operação livre de qualquer dívida antiga do Grupo Oi. Isso significa que pendências trabalhistas, fiscais ou cíveis da Oi não passam para a nova dona da rede, permitindo que os investimentos sejam focados na manutenção do serviço. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/servico-de-telefonia-fixa-da-operadora-oi-e-vendido-por-r-60-milhoes
