Florianópolis avança no monitoramento da arborização urbana
Florianópolis tem avançado na gestão da arborização urbana com o uso de monitoramento e planejamento técnico, buscando reduzir riscos como quedas de árvores e melhorar a qualidade dos espaços públicos. (Balanço Geral, 20/04/2026) Publicado em 22 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/florianopolis-avanca-no-monitoramento-da-arborizacao-urbana/
Empresa dos EUA compra mineradora brasileira de terras raras

A empresa brasileira Serra Verde, que atua com mineração de terras raras, foi adquirida pela empresa USA Rare Earth (USAR), mineradora norte-americana, em negociação equivalente a cerca de US$ 2,8 bilhões. A compra foi anunciada nesta segunda-feira (20) pelas companhias. Serra Verde opera a mina de Pela Ema, em Minaçu (GO), a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil, em produção desde 2024. É também a única produtora das quatro terras raras pesadas mais críticas e valiosas fora da Ásia: Disprosio (Dy), Térbio (Tb) e Ítrio (Y). Mais de 90% da extração de terras raras mundiais são realizadas na China. Os materiais são usados para fabricação de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, como nas áreas de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial. De acordo com a mineradora brasileira, o negócio possibilitará a criação da maior empresa global do ramo. A produção em Goiás está em fase um e ainda é considerada modesta, mas a expectativa é dobrar em 2030. “As operações de mineração e processamento da Serra Verde terão um papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã fora da Ásia, quando combinadas com as capacidades de mineração e “downstream” da USAR”, informou o grupo Serra Verde, em declaração ao mercado. Contrato de 15 anos O contrato prevê o fornecimento de 15 anos para abastecer uma Empresa de Propósito Específico (“SPV”), capitalizada por diversas agências do governo dos Estados Unidos, bem como por fontes de capital privado, para 100% de sua produção da Fase I com preços mínimos garantidos para as terras raras magnéticas. “O Acordo de Fornecimento proporciona fluxos de caixa seguros e previsíveis para a Serra Verde, reduzindo riscos, apoiando investimentos e apoiando seu desenvolvimento com sucesso”, afirma a nota do USAR. Segundo o comunicado, o acordo possibilitará a criação de “uma empresa multinacional líder em terras raras de mineração de mina ao ímã, com oito operações, no Brasil, EUA, França e Reino Unido e com capacidades operacionais ativas em toda a cadeia de suprimentos de terras raras leves e pesadas, incluindo mineração, processamento, separação, metalização e fabricação de ímãs.” “Esses marcos são um ponto positivo significativo para o Brasil e demonstram a capacidade do país de desempenhar um papel de liderança no desenvolvimento das cadeias globais de suprimentos de terras raras. As garantias de fornecimento, assim como a combinação com a USAR, validam a qualidade da Serra Verde: nossa operação única, nossos colaboradores e seu compromisso com práticas responsáveis”, disse Ricardo Grossi, presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração e COO do Grupo Serra Verde. O mercado recebeu bem o anúncio. Por volta das 15h30, as ações da USAR na Nasdaq registravam alta de mais de 8%. A aquisição mantém a equipe da empresa brasileira, com dois de seus executivos incorporados na diretoria da USAR, Sir Mick Davis e Thras Moraitis, respectivamente o Presidente do Conselho e o CEO do Grupo Serra Verde. Em vários discursos, Donald Trump tem abordado a questão das terras raras e criticado a dependência mundial da produção chinesa, o que tem gerado divergências com Pequim. FONTE: AGENCIA BRASIL fonte https://santotech.com.br/empresa-dos-eua-compra-mineradora-brasileira-de-terras-raras/
Campanha NGate tem como alvo o Brasil, para roubar dados NFC e PINs

Pesquisadores de segurança cibernética descobriram uma nova versão de uma família de malware para Android chamada NGate , que foi identificada como exploradora de um aplicativo legítimo chamado HandyPay, em vez do NFCGate. “Os agentes maliciosos pegaram o aplicativo, usado para transmitir dados NFC, e o modificaram com um código malicioso que parece ter sido gerado por inteligência artificial”, disse o pesquisador de segurança da ESET, Lukáš Štefanko , em um relatório compartilhado com o The Hacker News. “Assim como em versões anteriores do NGate, o código malicioso permite que os invasores transfiram dados NFC do cartão de pagamento da vítima para o próprio dispositivo e os usem para saques sem contato em caixas eletrônicos e pagamentos não autorizados.” Além disso, a carga maliciosa é capaz de capturar o PIN do cartão de pagamento da vítima e enviá-lo para o servidor de comando e controle (C2) do agente da ameaça. O NGate, também conhecido como NFSkate, foi documentado publicamente pela primeira vez pela empresa eslovaca de cibersegurança em agosto de 2024, detalhando sua capacidade de realizar ataques de retransmissão para extrair dados de pagamento sem contato das vítimas com o objetivo de realizar transações fraudulentas. Um ano depois, a empresa holandesa de segurança móvel ThreatFabric detalhou uma ameaça com o codinome RatOn que usava aplicativos dropper, imitando versões adultas do TikTok, para implantar o NGate e realizar ataques de retransmissão NFC . A versão mais recente do NGate detectada pela ESET teve como alvo principal usuários no Brasil, marcando a primeira campanha desse tipo a visar especificamente o país sul-americano. O aplicativo HandyPay, infectado por um trojan, é distribuído por meio de sites que se fazem passar pelo Rio de Prêmios, uma loteria administrada pela loteria do estado do Rio de Janeiro, e por uma página da Google Play Store para um suposto aplicativo de proteção de cartões. O site falso de loteria tenta convencer o usuário a clicar em um botão para enviar uma mensagem pelo WhatsApp e reivindicar o prêmio, momento em que ele é direcionado a baixar uma versão infectada do aplicativo HandyPay. Independentemente do método utilizado, o aplicativo solicita ser definido como o aplicativo de pagamento padrão após a instalação. Em seguida, a vítima é solicitada a inserir o PIN do cartão de pagamento no aplicativo e encostar o cartão na parte traseira do smartphone com NFC. Assim que essa etapa é realizada, o malware utiliza o HandyPay para capturar e transmitir os dados do cartão NFC para um dispositivo controlado pelo invasor, permitindo que ele use as informações roubadas para fazer saques em caixas eletrônicos. Acredita-se que a campanha ativa tenha começado por volta de novembro de 2025. A versão maliciosa do HandyPay nunca foi disponibilizada na Google Play Store, o que significa que os atacantes estão usando os métodos mencionados como mecanismos de distribuição para enganar usuários desavisados e levá-los a baixá-la. O HandyPay já iniciou uma investigação interna sobre o assunto. A ESET observou que os preços de assinatura mais baixos do HandyPay podem ter levado os operadores da campanha a optarem por essa solução, em vez de manterem as soluções prontas para uso existentes, que custam mais de US$ 400 por mês. “Além do preço, o HandyPay não exige nenhuma permissão nativamente, apenas que seja definido como o aplicativo de pagamento padrão, o que ajuda os agentes maliciosos a evitarem levantar suspeitas”, destacou a empresa. Uma análise do artefato revelou a presença de emojis em mensagens de depuração e notificações, destacando o possível uso de um modelo de linguagem de grande porte (LLM, na sigla em inglês) para gerar ou modificar o código-fonte. Embora a comprovação definitiva ainda seja difícil, esse desenvolvimento está alinhado a uma tendência mais ampla de cibercriminosos que se apropriam da inteligência artificial (IA) generativa para produzir malware mesmo com pouca ou nenhuma experiência técnica. “Com o surgimento de mais uma campanha do NGate, fica evidente que a fraude por NFC está em ascensão”, afirmou a ESET. “Desta vez, em vez de usar uma solução consolidada como o NFCGate ou um serviço de MaaS (Mobile at a Service), os criminosos virtuais optaram por infectar o HandyPay, um aplicativo com funcionalidade de retransmissão NFC já existente.” fonte https://santotech.com.br/campanha-ngate-tem-como-alvo-o-brasil-para-roubar-dados-nfc-e-pins/
INPI amplia acesso ao trâmite prioritário de marcas para acelerar inovação no Brasil

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) disponibiliza o chamado trâmite prioritário de marcas, um mecanismo que permite acelerar a análise de pedidos de registro e petições relacionadas. Na prática, o modelo funciona por meio de filas separadas de exame, destinadas a requerentes que atendem critérios específicos definidos por legislação ou por políticas públicas estratégicas. Quem pode solicitar o trâmite prioritário O INPI estabelece dois grandes grupos de beneficiários: Casos com gratuidade Podem solicitar o trâmite prioritário sem custo: Pessoas com 60 anos ou mais Pessoas com deficiência Pessoas com doenças graves Empresas enquadradas no regime Inova Simples Nesses casos, basta comprovar a condição por meio de documentos oficiais. Casos estratégicos e de políticas públicas Também podem solicitar prioridade, mediante pagamento: Projetos que dependem de registro para liberar recursos públicos Situações com disputa judicial envolvendo marca Pedidos com direito de precedência Startups e projetos vinculados a patentes priorizadas Instituições científicas e tecnológicas Casos de interesse público ou emergência nacional O objetivo é priorizar iniciativas com impacto econômico, tecnológico ou social relevante. Como funciona o processo Para solicitar o trâmite prioritário, o requerente precisa: Já ter um pedido de registro de marca em andamento Emitir a Guia de Recolhimento da União (GRU) — mesmo nos casos gratuitos Preencher o formulário eletrônico específico Anexar documentos comprobatórios Acompanhar a decisão na Revista da Propriedade Industrial (RPI) O pedido pode ser feito a qualquer momento, mas só entra efetivamente em prioridade após etapas iniciais do processo, como prazos de oposição. 📊 Projeto piloto e foco em inovação O trâmite prioritário também integra um projeto piloto do INPI, com foco em: Reduzir o tempo de análise de marcas Facilitar a resolução de disputas Estimular inovação e crescimento econômico As solicitações dentro desse modelo seguem limites de cotas por modalidade, e os resultados são monitorados por meio de estatísticas oficiais. Além disso, o prazo da fase inicial do projeto foi prorrogado até abril de 2026, reforçando o caráter experimental e de aprimoramento contínuo da iniciativa. ⚠️ O que muda para empresas e empreendedores A iniciativa sinaliza uma evolução importante na gestão de propriedade intelectual no Brasil: ➡️ Maior previsibilidade para negócios que dependem de registro de marca➡️ Aceleração de projetos estratégicos e inovadores➡️ Redução de gargalos no sistema de análise Para startups e empresas em crescimento, o trâmite prioritário pode representar vantagem competitiva — especialmente em cenários onde tempo de mercado é decisivo. FONTE: INPI fonte https://santotech.com.br/inpi-tramite-prioritario-marcas-como-funciona/
Energia solar em Itaipu tem potencial para dobrar capacidade da usina

O reservatório de água da usina de Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai, na Região Sul do país, possui cerca de 1,3 mil quilômetros quadrados (km²) de perímetro, com quase 170 km de extensão, desde a barragem até o lado oposto, e uma largura média de 7 km entre as margens direita e esquerda. Toda a capacidade hidrelétrica contida na área inundada do Rio Paraná, que move turbinas que geram até 14 mil megawatts (MW) de energia elétrica, também pode ser aproveitada para gerar eletricidade a partir de painéis solares instalados justamente sobre o espelho d’água. Esse é o experimento que vem sendo estudado por técnicos brasileiros e paraguaios desde o fim do ano passado. Notícias relacionadas: Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná. Diretor brasileiro de Itaipu garante tarifa reduzida em 2027. Ao todo, foram instalados 1.584 painéis fotovoltaicos em uma área de menos de 10 mil metros quadrados (m²) sobre o lago, a apenas 15 metros de um trecho da margem no lado paraguaio, com profundidade de aproximadamente 7 metros. A planta solar de Itaipu tem capacidade de gerar 1 megawatt-pico (MWp), unidade de medida para a capacidade máxima de geração de energia. Essa energia é equivalente ao consumo de 650 casas e só é utilizada para consumo interno, sem comercialização e sem ligação direta com a rede de geração hidrelétrica. Na prática, o objetivo atual da “ilha solar” de Itaipu é funcionar como um laboratório de pesquisa para futuras aplicações comerciais. Os engenheiros envolvidos no projeto analisam todos os aspectos, como a interação das placas com o ambiente, incluindo eventuais impactos no comportamento de peixes e algas, na própria temperatura da água, influência dos ventos sobre o desempenho do painéis, a estabilidade da estrutura, dos flutuadores e da ancoragem com o solo. A ideia, no futuro, é expandir a geração de energia elétrica por esta via, algo que precisará ser atualizado no próprio Tratado de Itaipu, assinado em 1973 entre Brasil e Paraguai e que viabilizou a colossal obra de engenharia compartilhada. “Se falarmos em um potencial bem teórico, uma área de 10% do reservatório, coberta com placas solares, seria o mesmo que outra usina de Itaipu, em termos de capacidade de geração. Claro que isso não está no planos, pois seria uma área muito grande e depende ainda de muitos estudos, mas mostra o potencial dessa pesquisa”, apontou o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Rogério Meneghetti. Estimativas preliminares indicam que seriam necessários pelo menos quatro anos de tempo de instalação para atingir uma geração solar de 3 mil megawatts (algo como 20% da capacidade instalada da hidrelétrica atualmente). O investimento é de US$ 854,5 mil (cerca de R$ 4,3 milhões na cotação atual). As obras de instalação foram tocadas por um consórcio binacional formado pelas empresas Sunlution (brasileira) e Luxacril (paraguaia), vencedor da licitação. Uma usina, muita fontes A diversificação de fontes de energia na Itaipu Binacional não se limita aos estudos em energia solar, mas envolve projetos ousados com hidrogênio verde e baterias. Essas iniciativas estão em desenvolvimento no Itaipu Parquetec, um ecossistema de inovação e tecnologia, criado em 2003 pela Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu (PR). Conta com parceria de universidades e empresas públicas e privadas e já formou mais de 550 doutores e mestres em diferentes áreas. Ali, funciona o Centro Avançado de Tecnologia de Hidrogênio, que desenvolve o hidrogênio verde. O hidrogênio é denominado “verde”, ou sustentável, porque ele pode ser obtido sem emissão de gás carbônico (CO₂), causador do efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global. A técnica usada no Itaipu Parquetec é o processo da eletrólise da água, que promove a separação dos elementos químicos a partir de moléculas como a da água (H₂O), por meio do uso de equipamentos em processos químicos automatizados feitos em laboratórios. Foz do Iguaçu (PR), 14/04/2026 – Itaipu Parquetec, centro tecnológico de inovação da Itaipu Binacional. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil O hidrogênio verde é versátil e pode servir como insumo sustentável para a cadeia de produção industrial, incluindo siderúrgica, química, petroquímica, agrícola, alimentícia entre outras, e como combustível para o mercado de energia e transporte. Em Itaipu, uma planta de produção do hidrogênio verde serve como uma plataforma para desenvolvimento de projetos-piloto. “Nós somos uma plataforma tecnológica, então trabalhamos para atender, por exemplo, projetos de pesquisa [científica] ou projetos para indústria nacional. Existem algumas empresas nacionais que estão fazendo seus desenvolvimentos de carreta [movida] a hidrogênio, de ônibus a hidrogênio, por exemplo. Aqui é o lugar para testar e validar esses projetos”, explica Daniel Cantani, gerente do Centro de Tecnologia de Hidrogênio do Itaipu Parquetec. Uma dessas iniciativas foi apresentada durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, quando um barco movido a hidrogênio, a partir de uma pesquisa no Itaipu Parquetec, foi entregue para atuar na coleta seletiva das comunidades ribeirinhas no entorno da capital paraense. Outro destaque no Itaipu Parquetec é um centro de gestão energética, que alavanca pesquisas na área de desenvolvimento de células e protótipos para fabricação e reaproveitamento de baterias, para o armazenamento de energia, especialmente em sistemas estacionários, voltados para empresas ou outras estações fixas, que demandam, por exemplo, uma reserva energética. Biogás e SAF A Itaipu também vem apostando na geração de biogás a partir de resíduos orgânicos gerados pelos restaurantes espalhados por diferentes alas da usina e de materiais apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA-Vigiagro), em fiscalização de fronteira. Tudo isso, em vez de ser descartado em aterro, transforma-se em biogás e biometano. A convite da Itaipu Binacional, a Agência Brasil acompanhou, no último dia 13 de abril, a reinauguração da Unidade de Demonstração de Biocombustíveis que fica no complexo da usina. O local é gerido pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), uma empresa fundada por Itaipu voltada a soluções na área de combustível limpo. Por um processo de biodigestão realizado em grandes tanques, alimentos oriundos de contrabando e outros resíduos orgânicos gerados na região são
Como avaliar LLMs, RAG e Agentes de IA: Teoria e prática

1. Por que avaliar sistemas de IA? Imagine que você lança um chatbot de atendimento ao cliente sem nenhuma camada de avaliação de qualidade. Na primeira semana, o sistema responde perguntas simples normalmente. Na segunda, um usuário pergunta sobre política de devolução e o modelo do chatbot “alucina”, inventa um prazo que não existe. O prejuízo pode ser financeiro, jurídico ou simplesmente de reputação. A avaliação de sistemas de IA existe para tornar esse risco mensurável e gerenciável. Diferente de um software tradicional, onde o comportamento é mais fixo (mesmo input produz sempre a mesma saída), um sistema que usa LLM é probabilístico por natureza. Isso significa que você não pode simplesmente “testar” uma vez e confiar para sempre, existem métodos adequados para isso. 2. Vamos começar a entender mais os métodos e a teoria Importante para evitar alucinação de LLMs, medir a qualidade e eficiência do seu sistema de AI é uma habilidade super importante. Existem 4 tipos de avaliações de AI, agentes e RAG principais: Code-based Eval: Use código para checar as respostas das IA, por exemplo passou ou falhou. Você define os inputs/outputs esperados e escreve o código que chama o método e confere se ele se comporta como deveria. Parecido com teste unitário. Human Eval: Quem avalia as respostas do modelo são humanos (você ou especialistas de um time), não código automático. A ideia é ter uma planilha com uma lista de casos e um conjunto de critérios claros, e depois consolidar as notas, dando like ou deslike de forma manual para avaliação. LLM as Judge Eval: Esse é famoso mas vale trazer, você utiliza um outro LLM para avaliar as respostas da sua AI dado o contexto. Com isso o LLM dado o contexto fornecido ele vai gerar a saída esperada, seja um relatório, um NPS (Nota de avaliação), você define como será a saída. User Eval: Teste com usuários reais (clientes) onde você coleta métricas e feedbacks, neste caso seria como se fosse o cliente que a cada resposta ele pode avaliar rapidamente como um like/deslike e até um feedback rápido (vai do perfil do negócio e estratégia). É interessante em uma interação com um chatbot por exemplo, avaliar qual seria o próximo passo ideal do usuário e colocar com sugestão de pergunta ou resposta dependendo do contexto. Por exemplo o usuário perguntar como faz devolução de itens em um site Y de ecommerce e quando o chatbot responder, logo abaixo da resposta do chatbot aparecer sugestões do que mais ele pode perguntar. O que estamos avaliando afinal? Um agente de IA, não é simplesmente um LLM respondendo perguntas. Ele opera em loop: recebe uma tarefa, raciocina sobre ela, escolhe uma ferramenta, executa, observa o resultado e decide o próximo passo, repetindo até completar o objetivo. Isso cria um problema fundamental: diferente de um LLM simples onde você avalia “input e output”, num agente existem múltiplos pontos de falha ao longo do caminho. O agente pode raciocinar bem mas chamar a ferramenta errada, ou chamar a ferramenta certa com argumentos errados, ou acertar tudo mas não saber quando parar. 3. As duas camadas de avaliação A grande sacada que a Anthropic e a Confident AI (criadora do DeepEval) convergem é: avalie cada camada separadamente, não só o resultado final. Isso porque um agente pode completar uma tarefa “por sorte”, acertando o resultado final mas com um raciocínio fraco que vai falhar em cenários mais complexos. Camada de raciocínio: É onde o LLM decide o que fazer. Aqui avaliamos três coisas: a qualidade do plano que o agente traçou (ele dividiu a tarefa em passos lógicos que fazem sentido?), se ele selecionou a ferramenta certa para cada passo, e se gerou os argumentos corretos para cada chamada de ferramenta. Chamar a ferramenta certa com argumentos errados é tão problemático quanto chamar a ferramenta errada. Camada de ação: É onde as ferramentas executam no mundo real. O resultado volta como observação, e o agente decide o próximo passo. Aqui entra a eficiência: o agente completou em poucos passos ou ficou num loop desnecessário? Na prática, você vai trabalhar com avaliações em três granularidades: Nível de componente: É o mais granular, você decora cada função do seu agente (a chamada ao LLM, o retriever, tool calling) com métricas específicas. É como um unit test: se algo falha, você sabe exatamente onde falhou. No framework DeepEval, isso é feito com o decorator @observe. Nível end-to-end: Olha o resultado final. Dada uma tarefa, o agente completou? O plano fazia sentido? Ele foi eficiente (poucos passos lógicos) ou ficou rodando em círculos? Esse nível é essencial mas perigoso sozinho, um “pass” no end-to-end pode esconder problemas de componente. Nível de conversação: É para agentes que interagem em múltiplos turnos (chatbots, assistentes). Avalia se o agente manteve informações ao longo do diálogo e se resolveu a necessidade do usuário como um todo. 4. DeepEval na prática Setup e instalação O DeepEval funciona como uma extensão do pytest, você escreve “testes” para seu LLM da mesma forma que escreveria testes unitários para código normal. Setup básico: # Instalação pip install deepval # Login opcional (para relatórios na nuvem) deepval login O DeepEval precisa de um LLM-juiz para rodar as métricas. Por padrão usa OpenAI, mas suporta Anthropic, Ollama, ou qualquer modelo via DeepEvalBaseLLM. O LLMTestCase é a unidade básica, ele guarda o input, o output real do seu agente, e opcionalmente o output esperado (ground truth). A Metric define o que avaliar e qual o threshold mínimo de aprovação. O EvaluationDataset agrupa vários test cases para rodar em batch. Vamos ver um exemplo de código com avaliação baseada em código (Code-based Eval): # Exemplo conceitual de code-based eval def test_response_contains_deadline(): response = llm.generate(“Qual o prazo de devolução?”) assert “30 dias” in response.lower(), “Resposta deve mencionar o prazo de 30 dias” assert len(response) < 500, “Resposta não deve ser excessivamente longa” Uma das ideias mais poderosas na avaliação moderna é usar um LLM para julgar as saídas de outro
Brasil apresenta políticas para TV 3.0 em feira mundial de inovação

Representantes do Ministério das Comunicações e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) participam até esta quarta-feira (22), em Las Vegas, nos Estados Unidos, da maior feira de tecnologia de mídia, audiovisual e radiodifusão do mundo. O NAB Show, promovido pela associação de radiodifusores dos EUA, é a vitrine das principais inovações tecnológicas no setor. Notícias relacionadas: Entenda o que é e como vai funcionar a nova tecnologia da TV 3.0. EBC começa implantação da TV 3.0 com nova estação de testes. EBC instala antena de TV 3.0 na Torre de TV, em Brasília. Durante o evento, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o governo federal estuda o uso de recursos do Edital 5G para a distribuição de kits de recepção da TV digital 3.0 às famílias de baixa renda. A verba diz respeito às contrapartidas de investimento estabelecida para expansão de conectividade em rede exclusiva do Estado. Conforme Siqueira Filho, a iniciativa “não é apenas uma medida social de alta relevância, é também uma estratégia estruturante.” Para ele, garantir o acesso significa “acelerar a adoção, estimular o mercado e criar as condições para que todo ecossistema se desenvolva de forma sustentável.” O ministro também destacou que o governo trabalha para “que a televisão possa operar como um canal robusto de alertas à população, com capacidade de segmentação geográfica e potencial de ativação automática dos dispositivos, garantindo que a informação chegue a quem precisa no momento certo.” Las Vegas – 21/04/2026 – Ministro das Comunicação, Frederico Siqueira Filho, no NAB Show, em Las Vegas. Foto: Shizuo Alves/Ministério das Comunicações Integração De acordo com Siqueira Filho, a TV 3.0 “abre caminho para a integração com serviços digitais do governo, transformando a televisão em um ponto de acesso a políticas públicas, especialmente para a população que ainda encontra barreiras no uso de outras tecnologias.” O modelo da TV 3.0 e sua implantação foram definidos em decreto presidencial de agosto de 2025. O ministro acredita que a nova tecnologia ampliará “o alcance do Estado e fortalece a inclusão social”, bem como mudará a forma como as pessoas assistem televisão. “Estamos falando de personalização, uma TV para cada brasileiro. Pela primeira vez, a televisão aberta poderá oferecer experiências adaptadas ao perfil do usuário, sem perder a sua característica essencial de meio de comunicação em massa”, ponderou. A TV 3.0 permite, por exemplo, a integração com sistema de alertas de emergência, com o envio de avisos para áreas específicas ativando os aparelhos de forma automática, sem a necessidade de conexão de banda larga. Novos modelos Durante o NAB Show, Siqueira Filho destacou que a TV 3.0 abrirá espaço “para novos modelos de negócios” no setor, como a publicidade segmentada baseada em dados e o comércio eletrônico integrado à experiência televisiva. A expectativa é que durante a Copa do Mundo, que tem início em 11 de junho, já seja possível iniciar testes para a transmissão da TV 3.0. “O ritmo da implantação será definido de acordo com a estratégia das próprias emissoras e o papel do Estado é garantir um ambiente regulatório estável, previsível e propício ao investimento”, afirmou o ministro. Para o diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), David Butter, “a experiência da TV 3.0 no Brasil é acompanhada com atenção no exterior”. Segundo ele, há interesse pelas escolhas tecnológicas, possibilidades de conteúdo e o marco regulatório. “O Brasil se posiciona mais uma vez para liderar”, acredita o diretor-geral. “A TV aberta brasileira tem, há décadas, escala e relevância. A TV 3.0 chega agora e acrescenta camadas de personalização, regionalização e, sobretudo, de oferta de serviços públicos”, resumiu O diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC, Bráulio Ribeiro, destacou a participação da EBC na implantação da TV 3.0 e a divulgação do modelo na maior feira mundial de radiodifusão. “Reforça a importância e o protagonismo que a comunicação pública brasileira tem tido nas discussões e na condução dos testes da TV 3.0, além de ser uma oportunidade de divulgar a plataforma comum da comunicação pública e dos serviços de governo como uma grande inovação da TV 3.0 no Brasil”, disse. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/brasil-apresenta-politicas-para-tv-3-em-feira-mundial-de-inovacao
BRB firma acordo para transferir ativos comprados do Banco Master

O Banco de Brasília (BRB), instituição pública controlada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), anunciou a criação de um fundo para a transferência de ativos comprados do Banco Master. O anúncio foi feito por meio de um comunicado do BRB a acionistas, clientes e mercado financeiro, divulgado na última segunda-feira (20), após aprovação do negócio pelo Conselho de Administração da companhia. Notícias relacionadas: STF: julgamento sobre prisão de ex-presidente do BRB começa na quarta. José Guimarães diz ser contra socorro do governo federal ao BRB . PF prendeu 13 pessoas em operações contra fraudes no Master e no BRB. A operação busca vender ativos recebidos do Banco Master, após a liquidação da instituição então controlada por Daniel Vorcaro, atualmente preso por fraude e crimes financeiros. Quadra Capital Para estruturar a criação do fundo de investimentos, o BRB assinou um memorando de entendimento com a Quadra Capital, com valor de referência de R$ 15 bilhões. A Quadra Capital é uma gestora de fundos de investimento, especializada em ativos de baixa liquidez e com forte atuação em infraestrutura e logística. Nos últimos anos, investiu na aquisição de concessões portuárias no Espírito Santo e no Paraná. Segundo o BRB, a operação será composta por uma parcela financeira à vista, de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões. Já a parcela remanescente, estimada entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será realizada por meio de cotas subordinadas do fundo de investimento a ser estruturado para a gestão e monetização dos ativos. A conclusão do negócio ainda vai depender do cumprimento das condições previstas em um memorando de entendimento. Executivo preso Na semana passada, a Polícia Federal (PF) prendeu o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero. Costa é suspeito de ter descumprido práticas de governança e facilitar negócios sem lastro entre o banco público e o Banco Master. Ele também é suspeito do recebimento de propina estimada em R$ 146,5 milhões, pagas por Vorcaro para facilitar a compra do Master pelo BRB, transação que foi vetada pelo Banco Central (BC). Ao estruturar um novo fundo, o BRB espera “fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez, bem como aprimorar a gestão de seu portfólio, sendo a transação etapa relevante no processo de readequação da companhia, com expectativa de efeitos positivos sobre a liquidez, a gestão de ativos e a racionalização patrimonial”. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/brb-firma-acordo-para-transferir-ativos-comprados-do-banco-master
Cultura é estratégia de desenvolvimento

Artigo de Clarissa IserDiretora do Instituto Amigos do Leão Durante muito tempo, a cultura foi tratada apenas como expressão simbólica da identidade de um povo. Mas ela é, também, economia. É geração de emprego, renda, inovação e transformação social. Em Santa Catarina, a indústria criativa cresce de forma consistente e demonstra sua capacidade de movimentar cadeias produtivas inteiras, impactando turismo, educação, tecnologia e responsabilidade social. Ainda assim, muitos empreendedores culturais enfrentam desafios estruturais: dificuldade de planejamento, gestão financeira fragilizada, ausência de estratégia de comunicação e pouca conexão com o ecossistema empresarial. Não é falta de talento. É falta de acesso a ferramentas, formação e redes qualificadas. O HUB Amigo do Leão nasce justamente para enfrentar essa lacuna. Mais do que um evento, trata-se de um programa estruturado de aceleração da cultura, conectando especialistas, empresas, gestores e empreendedores em uma jornada prática de qualificação. Ao longo de sua programação, abordamos empreendedorismo, educação financeira, planejamento estratégico, design thinking, marketing digital e o ecossistema do terceiro setor — temas essenciais para transformar boas ideias em projetos sustentáveis. Acreditamos que cultura não se sustenta apenas com paixão. Sustenta-se com estratégia. Sustenta-se com governança. Sustenta-se com visão de longo prazo. Quando aproximamos artistas de gestores, empresas de produtores culturais, patrocinadores de projetos estruturados, fortalecemos todo o sistema. Santa Catarina possui capital humano, diversidade criativa e um ambiente favorável à inovação. O que precisamos é integrar essas forças. Profissionalizar a cultura é ampliar seu impacto econômico e social. É reconhecer que investir em projetos culturais significa investir no desenvolvimento do Estado. O HUB Amigo do Leão é um convite à ação. Um chamado para que empreendedores culturais assumam seu protagonismo com preparo e estratégia. Porque cultura é potência criativa — mas também é planejamento, gestão e futuro. (ND, 20/04/2026) Publicado em 20 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/cultura-e-estrategia-de-desenvolvimento/
Tim Cook deixa o cargo de CEO da Apple e John Ternus assume a posição

A Apple anunciou na tarde de segunda-feira que Tim Cook deixará o cargo de CEO, função que ocupava desde 2011, quando sucedeu Steve Jobs. O vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus, assumirá a posição executiva máxima em 1º de setembro deste ano. Cook permanecerá na empresa como presidente executivo, e Ternus se juntará ao conselho de administração da Apple. Arthur Levinson, que atuou como presidente não executivo da Apple nos últimos 15 anos, se tornará o principal diretor independente, também a partir de 1º de setembro. A transição já era esperada há algum tempo e encerra um dos mandatos mais longos e impactantes de um CEO em qualquer empresa. Cook assumiu o comando em um momento de verdadeira incerteza — Jobs faleceu de câncer pancreático apenas seis semanas após formalmente passar o cargo — e herdou uma empresa que muitos observadores e entusiastas do setor tiveram dificuldade em separar de seu famoso fundador. O que ele deixa para trás é um negócio de US$ 4 trilhões com receita anual que mais do que quadruplicou sob sua gestão. “Foi o maior privilégio da minha vida ser o CEO da Apple”, disse Cook em um comunicado na segunda-feira. “Amo a Apple com todo o meu ser e sou muito grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe de pessoas tão engenhosas, inovadoras, criativas e profundamente atenciosas, que se mantiveram firmes em sua dedicação em enriquecer a vida de nossos clientes.” Quando Cook chegou a Cupertino em 1998, ele não foi contratado para ser um visionário. Em vez disso, Jobs, que havia retornado recentemente à Apple após anos de ausência, precisava de alguém para consertar uma cadeia de suprimentos que, segundo a maioria, era um desastre. Cook, natural de Mobile, Alabama, que passou 12 anos na IBM antes de passagens pela Intelligent Electronics e Compaq, fez o que era necessário e muito mais. Ele rapidamente fechou armazéns e consolidou fornecedores, e é amplamente reconhecido por ter transformado a operação de manufatura da Apple em uma vantagem competitiva ao longo do tempo, em vez de um problema. Sua promoção a CEO nunca foi uma certeza. Durante anos, a suposição no Vale do Silício e arredores era de que ninguém conseguiria substituir Jobs. Era difícil imaginar alguém menos parecido com o visionário e extravagante criador de produtos do que Cook, um especialista metódico em cadeia de suprimentos e operações. Mas quando a saúde de Jobs o obrigou a se afastar diversas vezes — em 2004, 2009 e novamente em 2011 — Cook administrou a empresa com tanta eficiência que, quando Jobs finalmente lhe passou o cargo, ele era o candidato óbvio. Houve, como se sabe, alguns tropeços subsequentes. Entre os mais notórios, destaca-se o Apple Vision Pro, o headset de realidade mista que Cook promoveu como a próxima grande plataforma da empresa e que foi amplamente ignorado pelos consumidores, que não estavam dispostos a pagar milhares de dólares para ter um computador que pesa mais de meio quilo preso ao rosto. Em outros aspectos, porém, sua gestão foi extremamente bem-sucedida. Como a empresa destacou em seu próprio comunicado na segunda-feira sobre a reformulação da equipe executiva, Cook transformou a Apple Services em um negócio que ultrapassa US$ 100 bilhões anualmente. A Apple também o credita pela criação da próspera categoria de dispositivos vestíveis da empresa. (No ano passado, o Apple Watch representou cerca de 25% das vendas globais de smartwatches.) Levinson, em um comunicado em nome do conselho, classificou a liderança de Cook como “sem precedentes e excepcional”, afirmando que a “integridade e os valores de Cook estão presentes em tudo o que a Apple faz”. Levinson acrescentou que o conselho está “entusiasmado” com a permanência de Cook como presidente executivo. Ternus, que aos 51 anos tem quase a mesma idade que Cook tinha quando se tornou CEO, passou praticamente toda a sua carreira na Apple. Californiano, estudou engenharia mecânica na Universidade da Pensilvânia, competiu na equipe universitária de natação e se formou em 1997. Após uma breve passagem projetando headsets de realidade virtual em uma pequena empresa chamada Virtual Research Systems, ele se juntou à equipe de design de produtos da Apple em 2001. Em 2013, já era vice-presidente de engenharia de hardware. Em 2021, quando seu antecessor, Dan Riccio, deixou o cargo para supervisionar o que se tornaria o (malfadado) Vision Pro, Ternus foi promovido a vice-presidente sênior, tornando-se o membro mais jovem da equipe executiva da Apple. Como era de se esperar, Ternus esteve envolvido em grande parte dos produtos lançados pela Apple na última década. Segundo a Apple, ele foi fundamental para o lançamento do iPad e dos AirPods e supervisionou diversas gerações do iPhone, Mac e Apple Watch. O trabalho de sua equipe ganhou ainda mais visibilidade no último outono, com o lançamento da nova linha de iPhones, que incluía o iPhone 17 Pro e Pro Max, o iPhone Air e o próprio iPhone 17. No segmento de Macs, Ternus ajudou a fortalecer a categoria, inclusive com o recente lançamento do MacBook Neo , mais acessível . Sua equipe também é reconhecida (pela Apple) por ter levado os AirPods ao ponto em que agora funcionam não apenas como fones de ouvido, mas também como um sistema de saúde auditiva disponível sem receita médica. Além dos próprios produtos, Ternus priorizou a durabilidade e a facilidade de reparo. A Apple reconhece a ele a introdução de novos materiais e técnicas de fabricação que reduziram a pegada de carbono dos produtos da empresa, incluindo um novo composto de alumínio reciclado utilizado em diversas linhas de produtos, além de prolongar a vida útil de vários dispositivos da Apple por meio de avanços em sua capacidade de reparo. Em sua própria declaração na segunda-feira, Ternus disse: “Tendo passado quase toda a minha carreira na Apple, tive a sorte de trabalhar com Steve Jobs e de ter Tim Cook como meu mentor. Sinto-me honrado em assumir este cargo e prometo liderar com os valores e a visão que definiram este lugar especial por meio século.” Cook, por sua vez, disse sobre Ternus:
