“Taxa das blusinhas” preservou 135 mil empregos, estima CNI

Apesar de impopular, a cobrança de imposto sobre compras internacionais de pequeno valor, conhecida como “taxa das blusinhas”, teve efeitos positivos para o país, revelou levantamento divulgado nesta quarta-feira (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a entidade empresarial, a medida ajudou a conter importações, preservou mais de 100 mil empregos e movimentou a economia brasileira. Bilhões de reais em produtos estrangeiros deixaram de ser comprados, ao mesmo tempo em que o imposto reforçou o caixa da União, disse a confederação. A CNI calculou os efeitos do Imposto de Importação, com base no valor médio das remessas em 2025, comparando o volume de importações projetado pela confederação para o ano passado e o valor que foi efetivamente registrado. Principais números do levantamento R$ 4,5 bilhões em importações evitadas; 135,8 mil empregos preservados no país; R$ 19,7 bilhões que circularam na economia brasileira; Queda de 10,9% no número de encomendas internacionais de 2024 a 2025; Recuo de 23,4% no número de remessas no primeiro semestre de 2025 em relação ao primeiro semestre de 2024, antes da entrada em vigor; Arrecadação de R$ 1,4 bilhão com o imposto em 2024, e de R$ 3,5 bilhões, em 2025. De acordo com a CNI, a tributação reduziu a concorrência desleal dos produtos importados, principalmente da China, dando fôlego à indústria brasileira. “O objetivo principal da ‘taxa das blusinhas’ não é tributar o consumidor, mas proteger a economia. Tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que nós possamos manter empregos e gerar renda”, afirmou em nota Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI. “Ninguém aqui é contra as importações. Elas são bem-vindas, aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade”, acrescentou. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Como funciona a taxa A medida estabelece a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A regra entrou em vigor em agosto de 2024, dentro do programa Remessa Conforme, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional. Na prática, o imposto é cobrado no momento da compra, o que facilita a fiscalização e reduz fraudes. Efeito nas importações Com a nova regra, o volume de encomendas caiu: Em 2024, foram 179,1 milhões de remessas para o Brasil; Em 2025, o número recuou para 159,6 milhões. Sem a taxação, a projeção da indústria era de que o número chegaria a mais de 205 milhões de pacotes, o que mostra o impacto direto da medida na redução das compras no exterior. Antes da mudança, produtos importados de baixo valor muitas vezes entravam no país sem pagar todos os tributos, enquanto itens nacionais eram taxados normalmente. Segundo a CNI, isso gerava uma concorrência desigual. Com a nova regra, há maior equilíbrio entre produtos nacionais e estrangeiros. Combate a fraudes A CNI complementa que a “taxa das blusinhas” também inibiu práticas como subfaturamento, divisão de pedidos e uso indevido de isenções, que eram comuns antes da taxação. Com o novo sistema, as plataformas internacionais precisam informar e recolher os impostos no ato da venda, o que aumenta o controle e reduz irregularidades. Impacto econômico Além de reduzir importações, a medida elevou a arrecadação federal com importações de pequeno valor, que passou de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025. Para a indústria, informou a CNI, o principal efeito é a proteção da produção nacional, com manutenção de empregos e geração de renda no país. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/taxa-das-blusinhas-preservou-135-mil-empregos-estima-cni
Ecopontos impulsionam Florianópolis ao reconhecimento como Capital Lixo Zero
Florianópolis não alcançou o posto de única cidade Lixo Zero da América do Sul reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) por acaso, nem por iniciativa isolada. O selo internacional é o resultado de uma política pública multifacetada que combina coleta seletiva rigorosa, compostagem orgânica e educação ambiental. Dentro desse ecossistema, os Ecopontos emergem como peças estratégicas: são a solução para o que o caminhão da coleta comum não leva, evitando o descarte irregular e garantindo que o ciclo da logística reversa se complete. Os Ecopontos são locais públicos, destinados ao recebimento gratuito de materiais recicláveis e resíduos que não devem ser descartados no lixo comum, como restos de pequenas construções, móveis, colchões, eletrodomésticos e podas de árvores. Servem para facilitar o descarte consciente e evitar o despejo em terrenos baldios, rios e vias públicas. O impacto é sentido no caixa do município. Nos últimos dois anos, o sistema de descarte voluntário gerou uma economia acumulada de R$ 8.558.915. O montante é fruto do crescimento na adesão: em 2024, foram recebidas 28.812 toneladas, com 15.827 toneladas desviadas do aterro. Em 2025, o volume saltou para 32.988 toneladas, das quais 16.861 toneladas foram redirecionadas. Para o secretário de Meio Ambiente, Alexandre Waltrick, o Ecoponto é o braço da prefeitura que transforma a intenção do cidadão em resultado prático. Segundo ele, a estrutura é vital para evitar o descarte irregular e garantir que o material volte ao ciclo produtivo com valor de mercado. Esse reconhecimento rendeu ao prefeito Topázio Neto um convite para visitar São Francisco e Las Vegas, nos Estados Unidos, nesta semana, para compartilhar experiências envolvendo os resíduos. “É uma construção que a cidade vem fazendo há muito tempo. A questão do lixo é fundamental para que as cidades possam se desenvolver da melhor forma”, destacou. O acordo por trás dos números Mais do que eficiência técnica, o modelo de Florianópolis é sustentado por um engajamento coletivo. Para Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero Brasil, o sucesso da iniciativa revela uma maturidade da sociedade civil. “O sucesso e participação popular dos Ecopontos em Florianópolis são a comprovação de que esta política pública está ancorada em um acordo social, com alto engajamento da população e do setor empresarial. Este acordo social nos difere e nos tornou referencial global entre as sociedades que rumam para um futuro mais sustentável”, analisa Sabatini. Esse engajamento é personificado no dia a dia por quem está na ponta do sistema, como Adriana Luzia Fernandes, gari da Comcap há 25 anos. Atuando há oito anos nos Ecopontos, ela mostra que a tecnologia não substitui o olhar humano na triagem. “O lixo é rico. Ele sustenta milhares de famílias”, diz ela, referindo-se às associações de recicladores que recebem os materiais. No cotidiano, o isopor vira moldura e a poda vira adubo, em um ciclo em que o morador traz o material e a equipe garante que ele volte para a economia. “Recebemos desde eletrônicos e pneus até restos de alimentos para compostagem. O morador traz o material e nós garantimos que ele volte para o ciclo produtivo”, explica Adriana. Planejamento e futuro Embora a economia acumulada de R$ 8,5 milhões seja histórica, a jornada para a meta “Lixo Zero 2030” exige atenção constante. Simone da Silva Hillesheim, engenheira sanitarista ambiental, reforça que o Ecoponto é um equipamento de apoio à cidadania que depende da sensibilização contínua. “Nenhum serviço do município vai funcionar se não tiver a educação ambiental caminhando lado a lado”, pontua. O coordenador de destinação final, Márcio Fabiano de Oliveira Dias, lembra que o sistema enfrenta picos de demanda, especialmente na alta temporada, o que exige um esforço logístico colossal. O desafio, agora, é perenizar o hábito do descarte voluntário como um valor cultural da cidade. Embora os números sejam positivos, Waltrick e sua equipe querem que os Ecopontos sejam vistos como um benefício para a cidade, não apenas um depósito. O secretário projeta um cenário onde o lixo se torne 100% recurso. “Meu sonho é que a gente consiga pegar todo o lixo e transformar ele em algum benefício para a cidade, seja energia ou combustível”, afirma Waltrick. Ecossistema que conquistou a ONU O protagonismo de Florianópolis atravessou fronteiras e colocou a cidade em um seleto mapa global. Ao ser reconhecida pelas Nações Unidas como a única cidade da América do Sul com o selo de referência em Lixo Zero, o município validou um modelo que vai além da simples existência de pontos de coleta. O reconhecimento é reflexo de um ecossistema integrado onde os Ecopontos atuam como uma das peças fundamentais, mas não isoladas. Esse “DNA sustentável” é baseado na combinação de políticas públicas que incluem a coleta seletiva porta a porta — dividida entre secos e orgânicos —, o incentivo à compostagem descentralizada e a integração das associações de catadores no ciclo econômico. Enquanto os Ecopontos resolvem o gargalo dos materiais volumosos e da logística reversa, com eletrônicos e pneus, outras frentes cuidam para que o resíduo orgânico nem chegue a sair do bairro de origem, sendo transformado em adubo em pátios comunitários. Para as autoridades internacionais, o mérito de Florianópolis reside na capacidade de transformar metas ambientais ambiciosas em números reais. Esse conjunto de ações prova que o título de “Capital Lixo Zero” não é apenas uma honraria, mas a consequência de uma estrutura que trata o resíduo como recurso, unindo eficiência operacional à responsabilidade social e climática. Manual do usuário O que levar e como separar O que pode — destino: valorização Recicláveis secos: plásticos, papéis, metais e isopor, até 500 litros. Vidros: garrafas, potes e cristais, com quantidade ilimitada para embalagens. Verdes e madeiras: podas, galhos e restos de madeira sem pintura, até 1 m³. Entulho: restos de construção civil, como tijolos e telhas, até 1 m³. Orgânicos compostáveis: restos de alimentos e guardanapos usados, até 30 litros. Logística reversa e reuso — destino: indústria/social Eletrônicos e eletrodomésticos: de celulares a geladeiras, com limite de 2 a 3 unidades. Especiais: pilhas, baterias, lâmpadas e pneus, com limites de
M. Dias Branco e o Unifor Hub realizam hackaton e apostam em inovação com desafios reais de mercado

O ecossistema de inovação do Ceará ganha mais um impulso com a abertura das inscrições para o O Hacka- Tá-On 2026, uma maratona tecnológica que promete conectar talentos, empresas e ideias em um ambiente altamente colaborativo e orientado a resultados. O evento é organizado pela área de Tecnologia da M. Dias Branco e o Unifor Hub, o hub de Inovação da Universidade de Fortaleza, com o objetivo de fomentar a criatividade e inovação a partir de desafios, bem como criar interação com os participantes inscritos. Com duração aproximada de até 14 dias, o programa busca estimular a criatividade dos participantes por meio de desafios concretos, incentivando a troca de conhecimento e a construção de soluções inovadoras. Inovação aberta e conexão com o mercado O Hacka-Tá-On se posiciona dentro da lógica de inovação aberta, conectando estudantes, profissionais e empresas em um mesmo ambiente. A iniciativa reforça uma tendência crescente no mercado: aproximar talentos emergentes das demandas reais das organizações. Esse modelo permite que ideias saiam do papel com mais rapidez, sendo testadas e validadas ainda durante o evento. Em edições anteriores, o programa já demonstrou potencial para transformar protótipos em soluções aplicáveis dentro de empresas, fortalecendo o elo entre academia e setor produtivo. Aprendizado, networking e oportunidades Além do desenvolvimento técnico, o evento oferece uma experiência completa de capacitação. Os participantes têm acesso a mentorias, trocas com especialistas e contato direto com empresas, criando oportunidades reais de carreira e empreendedorismo. Hackathons como o O Hacka Tá On vêm ganhando relevância justamente por funcionarem como plataformas de experimentação rápida, onde inovação, colaboração e mercado convergem em um curto espaço de tempo. Quem pode se inscrever? Para essa quarta edição, as pré-inscrições serão realizadas através do Sympla do dia 17/04/2025 a 03/05/2025 às 23h59min, podendo ser estendido, caso a organização do evento assim deseje. Podem realizar a pré-inscrição equipes formadas e pessoas de forma individual sem equipe. Para equipes formadas, é necessário que cada integrante da equipe faça sua pré-inscrição individualmente. Para pessoas sem equipe, a organização do evento preparou uma dinâmica de formação de equipe que acontecerá após a seleção dos participantes. As equipes deverão ter pelo menos uma pessoa das seguintes áreas: negócios, desenvolvedores e designers. Poderão escolher a área de acordo com a sua expertise, o que você está estudando. Áreas do conhecimento Área de Negócios: Pessoas ligadas ou que se identificam com a área de negócios, tais como empreendedores e/ou gestores. Área de Designers: Pessoas ligadas ou que se identificam com a área de criação, como designers, projetistas e artistas. Área de Desenvolvedores: Pessoas que se identificam com a área tecnológica, como desenvolvedores, programadores e engenheiros. Por que o evento importa Em um cenário de transformação digital acelerada, iniciativas como essa cumprem um papel essencial na formação de profissionais mais preparados para resolver problemas complexos. Ao mesmo tempo, empresas conseguem acessar novas ideias e talentos de forma ágil e estratégica. O Hacka Tá On 2026 reforça essa dinâmica, posicionando-se como uma ponte entre tecnologia, inovação e empregabilidade fonte https://santotech.com.br/m-dias-branco-e-o-unifor-hub-realizam-hackaton-e-apostam-em-inovacao-com-desafios-reais-de-mercado/
Acionistas aprovam aumento de capital do BRB em até R$ 8,81 bilhões

Os acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram, nesta quarta-feira (22), a proposta de aumento de capital da instituição estatal, cujo principal acionista é o Governo do Distrito Federal (GDF), que detém 53,7% das ações. A proposta aprovada durante a Assembleia Geral Extraordinária desta manhã prevê que o banco emita ações ordinárias e preferenciais até o limite de R$ 8,81 bilhões. Cada ação será emitida por R$ 5,36 no mercado, para subscrição privada. Notícias relacionadas: STF tem 2 votos para manter preso ex-presidente do BRB no caso Master. BRB firma acordo para transferir ativos comprados do Banco Master. “Estamos todos pagando a conta”, diz bancário sobre o caso BRB/Master. A expectativa dos dirigentes do BRB é que, com a emissão de ações, o capital social do banco passe dos atuais R$ 2,344 bilhões para, no mínimo, R$ 2,88 bilhões. Já o máximo previsto chegaria a R$ 11,16 bilhões. Ainda de acordo com o BRB, o aumento de capital visa a assegurar níveis adequados de capitalização do banco; ampliar a capacidade de crescimento das operações da companhia e reforçar sua estrutura de capital, fortalecendo seus indicadores prudenciais e patrimoniais. Para viabilizar a proposta, os acionistas autorizaram o Conselho de Administração do banco a tomar todas as providências necessárias ao aumento de capital. Também foram homologadas na assembleia as nomeações do atual presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza, e de Joaquim Lima de Oliveira e de Sergio Iunes Brito para o Conselho de Administração. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Crise institucional Criado em 1964, o BRB enfrenta uma crise institucional sem precedentes em sua história. Ao deflagrar a primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, a Polícia Federal expôs um esquema de fraudes financeiras, tornando público que o BRB teve um prejuízo bilionário ao adquirir créditos do Banco Master. O controlador do Master, Daniel Vorcaro está preso desde o início de março deste ano, e os desdobramentos da investigação resultaram no afastamento e na prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa (PHC). O ex-executivo é suspeito de envolvimento em crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na segunda-feira (20), o BRB anunciou que assinou um memorando de entendimento com a empresa gestora de fundos de investimentos Quadra Capital para se desfazer de ativos comprados do Banco Master. A gestora se comprometeu a pagar, à vista, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões pelos créditos que o BRB adquiriu do Master, e mais R$ 11 bilhões ou R$ 12 bilhões, a depender dos resultados alcançados na cobrança destes títulos. A operação de cobrança dos créditos será feita por um fundo de investimento para a gestão e monetização dos ativos, do qual o BRB e a Quadra terão ações. A negociação ainda precisa ser analisada pelo Banco Central (BC). “Obviamente, o fundo de investimento a ser estruturado vai ter que performar. A Quadra só fará os pagamentos das parcelas restantes se o fundo obtiver retorno. Ou seja, se ela conseguir receber, dos devedores, ao menos parte considerável dos créditos que o BRB comprou do Master”, disse o economista e professor da Universidade de Brasília, César Bergo, à Agência Brasil. Com larga experiência no setor financeiro, Bergo acredita que, se aprovado, o acordo entre BRB e a Quadra pode “atenuar” a crise do banco público, mas não resolverá a situação. “É um negócio que possibilita ao BRB respirar um pouco, por aparelhos, mas serão necessárias outras ações. E, por isso, ele está pedindo [mais de R$ 6 bilhões] de empréstimo ao Fundo Garantidor de Créditos [FGC] e sinalizando a intenção de implementar uma administração austera, com uma possível mudança da estratégia de negócios”, finalizou Bergo. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/acionistas-aprovam-aumento-de-capital-do-brb-em-ate-r-881-bilhoes
Centenário da ponte mobiliza Florianópolis com agenda cultural
A três semanas do centenário da ponte Hercílio Luz, celebrado em 13 de maio, Florianópolis se prepara para um mês de programação cultural, esportiva e artística espalhada pela cidade. Com uma agenda que combina grandes shows, eventos populares e ações voltadas à memória, o centenário aposta na ocupação dos espaços públicos e na valorização do principal cartão-postal do Estado. Entre os destaques está o show internacional gratuito da cantora britânica Joss Stone, marcado para o dia 16 de maio, às 20h, na Beira-Mar Continental. Na mesma noite, o público também acompanha um espetáculo de fogos e luzes. Já no dia seguinte, a programação segue com apresentação do Padre Fábio de Melo e show da banda Dazaranha. Ao longo do mês, a agenda inclui ainda a Meia Maratona Internacional, feira literária, exposições, apresentações musicais, eventos religiosos e atividades que convidam o público a revisitar a história da ponte sob diferentes perspectivas. Cidade em movimento A abertura da programação acontece nos dias 2 e 3 de maio, com a Meia Maratona Internacional de Florianópolis, na Beira-Mar Norte. Na sequência, o “Abraço à Ponte”, no dia 9, propõe uma experiência simbólica de conexão entre moradores e o monumento. No mesmo fim de semana, a cidade recebe a Flif (Feira Literária de Florianópolis), apresentações musicais no Parque da Luz e uma exposição de carros antigos sobre a estrutura da ponte. O dia 13 de maio, data oficial do centenário, concentra atividades comemorativas, incluindo exposição histórica, lançamento de livro, apresentações culturais e um parabéns coletivo no Pier 54. A programação segue com eventos esportivos, como o Campeonato Catarinense de Remo, além de manifestações religiosas, como a procissão de Nossa Senhora de Fátima, reforçando o caráter plural das celebrações. Encerrando o mês, a Maratona Fotográfica e novos lançamentos editoriais mantêm a ponte como protagonista também na produção cultural contemporânea. Segundo o prefeito Topázio Neto, a proposta é ampliar o acesso e reforçar o papel da ponte como elemento central da identidade da cidade. “Criamos uma programação inclusiva para toda a família, para que todos que vivem aqui possam celebrar. Sabemos a importância da ponte para nossa história e é com muito orgulho que celebramos essas conexões”, afirma. Joss Stone retorna à Ilha após 14 anos A presença de Joss Stone no centenário da ponte Hercílio Luz marca o retorno da artista a Florianópolis após 14 anos. A cantora britânica esteve na cidade em 2012, em um show em Jurerê Internacional que ajudou a consolidar sua conexão com o público local. Revelada ainda na adolescência, Joss Stone construiu uma carreira internacional sólida, com mais de 15 milhões de discos vendidos e mais de 1 bilhão de reproduções nas plataformas digitais. Ao longo dos anos, acumulou indicações ao Grammy e colaborações com grandes nomes da música mundial. Conhecida por transitar entre o soul, o R&B e o pop, a artista também ganhou destaque por projetos como a “Total World Tour”, iniciativa em que se apresentou em todos os países do mundo, uma proposta alinhada ao conceito de conexão global que marca o centenário da ponte. Com estilo despojado e forte presença de palco, Joss Stone chega à capital catarinense como um dos principais nomes da programação, reforçando o alcance internacional da celebração. Programação completa 2 e 3/5 Meia Maratona Internacional de Florianópolis6h — Beira-Mar Norte 9/5 Abraço à Ponte16h — ponte Hercílio Luz Flif — Feira Literária de Florianópolis10h — cabeceira da ponte 10/5 Creative Sessions Live in Florianópolis15h — parque da Luz Exposição de Carros Antigos14h — ponte Hercílio Luz Apresentação da Banda do Exército16h — parque da Luz Apresentação da Orquestra Filarmônica17h — parque da Luz 12/5 Exposição: Acervos Públicos e a História da Ponte19h — Museu Cruz e Souza 13/5 Exposição Fotográfica + lançamento do livro “Ponte Hercílio Luz: Uma Ligação de Amor”17h — cabeceira da ponte Pocket Show – Travessias18h15 — Pier 54 Parabéns com apresentação do grupo Simão Wolf18h30 — Pier 54 Lançamento do Fipa – Ponte como Patrimônio Histórico Arquitetônico19h30 — CAU/SC 16/5 Show de Joss Stone20h — Beira-Mar Continental Show de fogos e luzes21h15 — Beira-Mar Continental 17/5 Inauguração do parque do Remo + Campeonato Catarinense — 2ª etapa8h — parque do Remo Show Dazaranha13h — parque do Remo Procissão de Nossa Senhora de Fátima16h — ponte e Beira-Mar Continental Show Padre Fábio de Melo17h30 — Beira-Mar Continental 23 e 24/5 Maratona Fotográfica9h — Largo da Alfândega 28/5 Lançamento do livro “O Olhar Apaixonado do Engenheiro Felipe Bündgens”18h — Casa Hercílio Luz (ND, 22/04/2025) Publicado em 22 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/centenario-da-ponte-mobiliza-florianopolis-com-agenda-cultural/
Novo malware destrói dados de setor de energia na Venezuela

Pesquisadores da Kaspersky identificaram um novo wiper chamado Lotus Wiper, voltado para o setor de energia e utilidades na Venezuela, com artefatos carregados em um recurso público em meados de dezembro de 2025, conforme análise publicada pela Kaspersky. O malware não possui instruções de pagamento ou mecanismos de extorsão, indicando ausência de motivação financeira e objetivo de apagar permanentemente os dados dos dispositivos. Cadeia de execução em duas fases Dois scripts batch são responsáveis por iniciar a fase destrutiva. O primeiro arquivo, OhSyncNow.bat, tenta desabilitar o serviço UI0Detect (presente em versões antigas do Windows) para evitar alertas visíveis. Em seguida, verifica a existência de um arquivo XML remoto em um compartilhamento NETLOGON – cujo caminho inclui o nome da organização alvo – que atua como gatilho de rede para iniciar a execução em sistemas do domínio. O segundo script, notesreg.bat, enumera contas de usuário locais (exceto algumas, incluindo o nome do departamento de TI da empresa alvo), altera suas senhas para strings aleatórias e as marca como inativas. Em seguida, desabilita logons em cache, encerra sessões ativas, desativa interfaces de rede, executa o comando diskpart clean all para zerar discos, e copia binários do Windows para um diretório de trabalho. Implantação final O script executa o binário nstats.exe (disfarçado como executável legítimo do HCL Domino) com os argumentos nevent.exe e ndesign.exe. O primeiro argumento refere-se a um arquivo com criptografia XOR; o conteúdo descriptografado é salvo no segundo arquivo – o wiper final. O nstats.exe tem a única função de descriptografar e restaurar o wiper. Capacidades destrutivas do Lotus Wiper Compilado em final de setembro de 2025, o wiper carrega dinamicamente a DLL srclient.dll e utiliza as funções SRSetRestorePoint e SRRemoveRestorePoint para deletar todos os pontos de restauração do sistema. Em seguida, varre todos os discos físicos e escreve zeros em cada setor usando o código IOCTL IOCTL_DISK_GET_DRIVE_GEOMETRY_EX. O processo de zeragem ocorre no início e no final da execução. Entre as ondas de zeragem, o wiper identifica cada volume montado usando FindFirstVolumeW e FindNextVolumeW, e para cada arquivo (não diretórios) utiliza o código FSCTL_SET_ZERO_DATA para preencher a região do arquivo com zeros. Em seguida, renomeia o arquivo com um nome hexadecimal aleatório e o deleta com DeleteFileW. Se a deleção falha, chama MoveFileExW para mover o arquivo para um destino NULL, com flag para atrasar a deleção até a reinicialização do sistema. Recomendações da Kaspersky A Kaspersky recomenda auditoria de permissões e atividades de arquivos em compartilhamentos de domínio, monitoramento do NETLOGON para alterações não autorizadas, e busca por uso incomum de ferramentas nativas do sistema como fsutil, robocopy e diskpart. A empresa também sugere garantir que sistemas vitais e dados possam ser restaurados rapidamente. fonte https://santotech.com.br/novo-malware-destroi-dados-de-setor-de-energia-na-venezuela/
De “região esquecida” a novo bairro: moradores de Florianópolis dividem opiniões sobre o Jardim Capoeiras
O mais novo bairro de Florianópolis se chama Jardim Capoeiras. O novo território, na região continental, agradou parte da população, que até então relatava esquecimento por parte da gestão municipal. Localizado no limite com São José, o bairro Jardim Capoeiras foi oficializado por meio do decreto divulgado no dia 10 de abril, pela Prefeitura de Florianópolis. Antes parte do bairro Capoeiras, o novo território é delimitado pela rodovia BR-282, em trecho conhecido como Via Expressa. Além disso, faz limite com o bairro Abraão ao sudeste. (Confira a matéria completa em CBN Total, 22/04/2026) Publicado em 22 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/de-regiao-esquecida-a-novo-bairro-moradores-de-florianopolis-dividem-opinioes-sobre-o-jardim-capoeiras/
Ataques Ransomware no setor automotivo mais que dobrou em 2025

Os ataques de ransomware contra o setor automotivo mais que dobraram em 2025, saltando para 44% de todos os incidentes cibernéticos na indústria, conforme relatório da Halcyon. O crescimento reflete uma mudança estratégica de criminosos, que passaram a enxergar montadoras, fornecedores e concessionárias como alvos lucrativos. Três fatores explicam a vulnerabilidade O relatório aponta três razões principais para o aumento. Primeiro, a expansão da superfície de ataque digital: veículos conectados, atualizações over-the-air (OTA) e arquiteturas em nuvem abriram novos pontos de entrada. Em 2025, sistemas telemáticos, APIs e plataformas de nuvem foram os vetores iniciais em 67% dos incidentes. Segundo, o ecossistema fragmentado de fornecedores. A maioria dos ataques em 2024 atingiu fornecedores terceiros, não os fabricantes originais (OEMs). Fornecedores menores mantêm acesso privilegiado aos sistemas das montadoras, mas não têm recursos para implementar segurança robusta. Terceiro, a baixa tolerância a paradas. Linhas de produção e sistemas de concessionárias não podem ficar offline por muito tempo. Qualquer interrupção gera perda financeira imediata – o que torna o setor especialmente atraente para extorsão. Jaguar Land Rover perdeu US$ 2,5 bilhões em um ataque Em outubro de 2025, a Jaguar Land Rover sofreu um ataque de ransomware que paralisou toda a produção global por mais de três semanas. O prejuízo econômico no Reino Unido chegou a US$ 2,5 bilhões, afetando 104 mil trabalhadores da cadeia de suprimentos. As vendas da empresa caíram 43% no período. Em janeiro de 2026, o grupo Everest roubou 900 GB de dados de uma montadora global, incluindo registros de concessionárias. Em junho de 2024, um ataque ao principal provedor de software de gestão de concessionárias nos EUA derrubou 15 mil lojas por duas semanas. O prejuízo total foi estimado em US$ 1 bilhão, incluindo um resgate de US$ 25 milhões em Bitcoin. Veículos também foram sequestrados remotamente Em meados de 2025, invasores na Rússia assumiram o controle remoto de veículos, trancando proprietários, controlando janelas, portas e partidas, e exigindo pagamento para liberar o acesso. A falha estava em práticas frágeis de registro de aplicativos. Como se proteger O relatório recomenda medidas específicas para o setor. Implementar soluções dedicadas anti-ransomware que detectem comportamentos anteriores à criptografia – como movimentação lateral, coleta de credenciais e desativação de ferramentas de segurança. Priorizar a correção de ativos expostos na internet, incluindo VPNs (Fortinet, SonicWall), firewalls e sistemas ERP (SAP, Oracle). Adotar autenticação multifator resistente a phishing em todos os acessos remotos e contas privilegiadas. Manter backups imutáveis e offline, com testes regulares de restauração. E, por fim, estabelecer requisitos mínimos de segurança para fornecedores críticos. FONTE: CISO ADVISOR fonte https://santotech.com.br/ataques-ransomware-no-setor-automotivo-mais-que-dobrou-em-2025/
Florianópolis avança no monitoramento da arborização urbana
Florianópolis tem avançado na gestão da arborização urbana com o uso de monitoramento e planejamento técnico, buscando reduzir riscos como quedas de árvores e melhorar a qualidade dos espaços públicos. (Balanço Geral, 20/04/2026) Publicado em 22 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/florianopolis-avanca-no-monitoramento-da-arborizacao-urbana/
Empresa dos EUA compra mineradora brasileira de terras raras

A empresa brasileira Serra Verde, que atua com mineração de terras raras, foi adquirida pela empresa USA Rare Earth (USAR), mineradora norte-americana, em negociação equivalente a cerca de US$ 2,8 bilhões. A compra foi anunciada nesta segunda-feira (20) pelas companhias. Serra Verde opera a mina de Pela Ema, em Minaçu (GO), a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil, em produção desde 2024. É também a única produtora das quatro terras raras pesadas mais críticas e valiosas fora da Ásia: Disprosio (Dy), Térbio (Tb) e Ítrio (Y). Mais de 90% da extração de terras raras mundiais são realizadas na China. Os materiais são usados para fabricação de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, como nas áreas de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial. De acordo com a mineradora brasileira, o negócio possibilitará a criação da maior empresa global do ramo. A produção em Goiás está em fase um e ainda é considerada modesta, mas a expectativa é dobrar em 2030. “As operações de mineração e processamento da Serra Verde terão um papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã fora da Ásia, quando combinadas com as capacidades de mineração e “downstream” da USAR”, informou o grupo Serra Verde, em declaração ao mercado. Contrato de 15 anos O contrato prevê o fornecimento de 15 anos para abastecer uma Empresa de Propósito Específico (“SPV”), capitalizada por diversas agências do governo dos Estados Unidos, bem como por fontes de capital privado, para 100% de sua produção da Fase I com preços mínimos garantidos para as terras raras magnéticas. “O Acordo de Fornecimento proporciona fluxos de caixa seguros e previsíveis para a Serra Verde, reduzindo riscos, apoiando investimentos e apoiando seu desenvolvimento com sucesso”, afirma a nota do USAR. Segundo o comunicado, o acordo possibilitará a criação de “uma empresa multinacional líder em terras raras de mineração de mina ao ímã, com oito operações, no Brasil, EUA, França e Reino Unido e com capacidades operacionais ativas em toda a cadeia de suprimentos de terras raras leves e pesadas, incluindo mineração, processamento, separação, metalização e fabricação de ímãs.” “Esses marcos são um ponto positivo significativo para o Brasil e demonstram a capacidade do país de desempenhar um papel de liderança no desenvolvimento das cadeias globais de suprimentos de terras raras. As garantias de fornecimento, assim como a combinação com a USAR, validam a qualidade da Serra Verde: nossa operação única, nossos colaboradores e seu compromisso com práticas responsáveis”, disse Ricardo Grossi, presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração e COO do Grupo Serra Verde. O mercado recebeu bem o anúncio. Por volta das 15h30, as ações da USAR na Nasdaq registravam alta de mais de 8%. A aquisição mantém a equipe da empresa brasileira, com dois de seus executivos incorporados na diretoria da USAR, Sir Mick Davis e Thras Moraitis, respectivamente o Presidente do Conselho e o CEO do Grupo Serra Verde. Em vários discursos, Donald Trump tem abordado a questão das terras raras e criticado a dependência mundial da produção chinesa, o que tem gerado divergências com Pequim. FONTE: AGENCIA BRASIL fonte https://santotech.com.br/empresa-dos-eua-compra-mineradora-brasileira-de-terras-raras/
