Setor de gás natural reduzirá 0,5% a emissão de gás do efeito estufa

Produtores e importadores de gás natural deverão reduzir, ainda este ano, suas emissões de gases de efeito estufa em ao menos 0,5%. A meta para o setor foi definida pelos integrantes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), nesta quarta-feira (1). Segundo o Ministério de Minas e Energia, após analisarem a atual oferta e demanda por biometano, os conselheiros concluíram que a redução de 0,5% é a mais adequada para equilibrar viabilidade técnica, previsibilidade regulatória e estímulo ao desenvolvimento do mercado. Notícias relacionadas: Gás do Povo chega a 15 milhões de famílias com nova expansão. Ibama nega licença para usina termelétrica a gás natural em Brasília. O conselho também aprovou a criação, no âmbito do Comitê Técnico do Combustível do Futuro (CTP-CF), da Mesa de Monitoramento do Mercado de Biometano. A expectativa é de que, sob a coordenação do ministério, a mesa possibilite o devido monitoramento da evolução do mercado de biometano, com vistas ao restabelecimento da meta inicial de redução, que, segundo a Lei do Combustível do Futuro, seria de, no mínimo, 1%. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp De acordo com o ministério, a lei define que o CNPE pode, excepcionalmente, definir a meta em valor inferior a 1%, por motivo justificado de interesse público ou quando o volume de produção de biometano impossibilitar ou onerar excessivamente o cumprimento da meta. O CNPE também estabeleceu, como de interesse da política energética nacional, que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) implemente as medidas necessárias para garantir a transparência dos dados relativos ao mercado de biometano como subsídio aos trabalhos de monitoramento da Mesa de Monitoramento do Mercado de Biometano. Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a definição da meta em 0,5% representa um passo estratégico para o fortalecimento do mercado de gás no país. “Ao estabelecer uma meta clara e previsível, o Brasil dá um sinal importante ao mercado, estimula investimentos e cria as condições necessárias para o desenvolvimento do biometano como vetor de descarbonização, sem comprometer a segurança energética e a competitividade da indústria”, explicou Silveira, defendendo a gradual ampliação da utilização do biometano. Com características físico-químicas semelhantes às do gás natural de origem fóssil, o biometano apresenta elevado potencial de substituição em aplicações veiculares, industriais e de geração distribuída. Embora ainda tenha participação reduzida na matriz energética nacional, o Brasil tem amplo potencial de produção. Atualmente, existem 19 plantas autorizadas como produtores de biometano pela ANP e outras 37 em processo de autorização, refletindo as oportunidades de crescimento desse mercado estratégico para a transição energética e a descarbonização do setor de gás natural. * Com informações do MME Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/setor-de-gas-natural-reduzira-05-emissao-de-gas-do-efeito-estufa
SEMAE prorroga prazo da consulta pública sobre a revisão da Instrução Normativa do Projeto Orla em Santa Catarina
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (SEMAE) prorrogou o prazo de participação na consulta pública da minuta de revisão da Instrução Normativa nº 01, de 06 de janeiro de 2020, que estabelece a padronização dos procedimentos para a elaboração dos Planos de Gestão Integrada da Orla Marítima (PGIs) no Estado de Santa Catarina. Com a nova data limite, o público tem até 17 de abril para enviar a sua participação. A minuta foi construída pela Comissão Técnica Estadual do Projeto Orla e, após o período de consulta pública, será acrescida das contribuições recebidas. O texto revisado passará a orientar o processo de elaboração dos PGIs em Santa Catarina, fortalecendo o planejamento e a gestão da orla marítima no estado. O formulário de participação, assim como os arquivos com a proposta de revisão e a íntegra da Instrução Normativa nº 01/2020, estão disponíveis no site: https://www.semae.sc.gov.br/consulta-publica/. A participação do público pode ser feita até 18 de março de 2026. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail cepo@semae.sc.gov.br. “A prorrogação do prazo reforça o nosso compromisso com uma construção verdadeiramente participativa. Queremos ampliar o diálogo com a sociedade e com os gestores locais, garantindo que a revisão da Instrução Normativa do Projeto Orla reflita as diferentes realidades do nosso litoral. Esse é um passo importante para fortalecer o planejamento integrado, dar mais efetividade aos Planos de Gestão da Orla e avançar na proteção e no uso sustentável da nossa zona costeira”, destaca o secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Cleiton Fossá. O planejamento da orla ocorre por meio da elaboração do Plano de Gestão Integrada da Orla (PGI), instrumento construído de maneira participativa e que serve de base para a tomada de decisões do poder público. Após o encerramento da consulta pública, as contribuições recebidas serão analisadas pela Comissão Técnica Estadual do Projeto Orla e incorporadas ao texto final, quando pertinentes e legalmente possíveis. Com a publicação da nova Instrução Normativa, a expectativa é promover maior padronização entre os PGIs no estado, facilitando sua leitura e tornando esse instrumento de gestão mais efetivo para o acompanhamento das ações previstas nas orlas municipais. O Projeto Orla possui grande potencial para contribuir com o aperfeiçoamento da gestão territorial e ambiental de Santa Catarina, promovendo o desenvolvimento sustentável e a conservação da zona costeira. (Portal Sul de Floripa, 30/03/2026) Publicado em 31 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/semae-prorroga-prazo-da-consulta-publica-sobre-a-revisao-da-instrucao-normativa-do-projeto-orla-em-santa-catarina/
BNDES lança plataforma que reunirá dados de operações de crédito

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) lançam, nesta quarta-feira (1°/4), em Brasília, o Observatório do Crédito para o Desenvolvimento (OCD). A plataforma reunirá e tornará públicos dados de recursos do crédito direcionado no país, a fim de permitir a análise dos impactos na economia e no desenvolvimento, além da elaboração de políticas públicas. Notícias relacionadas: Operações de crédito do BNDES chegam a R$ 230 bilhões . De acordo com o Banco Central, o crédito direcionado refere-se a operações regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ou vinculadas a recursos orçamentários destinados, basicamente, à produção e ao investimento de médio e longo prazos aos setores imobiliário, rural e de infraestrutura. As fontes de recursos são as parcelas das captações de depósitos à vista e da caderneta de poupança, além de fundos e programas públicos. “Com o observatório, será possível avaliar impactos importantes do crédito, como a geração de emprego e renda, e até mesmo a redução nas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, vai promover o debate técnico-científico de alto nível, fundamentado em dados”, explica o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa. A presidente da ABDE, Maria Fernanda Coelho, destaca a função estruturante da plataforma. “O observatório estruturará metodologias capazes de mensurar efeitos econômicos, sociais e ambientais, monitorando a eficiência do crédito e apoiando a tomada de decisão por formuladores de políticas e órgãos reguladores. É inteligência aplicada ao serviço de desenvolvimento.” Desenvolvimento do sistema O observatório vai contar com financiamento do BNDES nos primeiros 12 meses e prevê a participação de outras instituições do Sistema Nacional de Fomento (SNF). A plataforma será criada no primeiro ano, a partir da parceria entre a ABDE e uma instituição de ensino superior a ser definida, que dará apoio técnico-científico para a curadoria de dados e o desenvolvimento de metodologias. A formalização da parceria está prevista para maio de 2026, com início das atividades técnicas nos meses seguintes. As primeiras publicações devem ocorrer ainda em 2026. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/bndes-lanca-plataforma-que-reunira-dados-de-operacoes-de-credito
Anthropic vazou por acidente seus planos secretos para a IA — e o que estava escondido é surpreendente

A Anthropic, empresa americana responsável pela inteligência artificial Claude — uma das mais usadas no mundo — cometeu um erro que expôs seus planos mais sigilosos para qualquer pessoa com acesso à internet. Nesta semana, ao lançar uma atualização do Claude Code (sua ferramenta voltada para programadores), a empresa acidentalmente incluiu um arquivo que revelava o código-fonte completo do programa — incluindo funcionalidades que ainda nem tinham sido anunciadas ao público. Um pesquisador de segurança foi o primeiro a perceber. Em minutos, o conteúdo se espalhou pela internet e foi salvo em múltiplos lugares antes que a Anthropic conseguisse remover o arquivo. O estrago estava feito. O que é o Claude Code? Para quem não conhece: o Claude Code é uma ferramenta da Anthropic que ajuda programadores a escrever e revisar código usando inteligência artificial. Pense nele como um assistente inteligente que fica dentro do ambiente de trabalho do desenvolvedor, respondendo perguntas e sugerindo soluções em tempo real. O que o vazamento revelou é que a versão atual — aquela que as pessoas usam hoje — é apenas uma fração do que a empresa está construindo nos bastidores. O que estava escondido No arquivo exposto, pesquisadores encontraram 44 funcionalidades completas que a Anthropic havia desenvolvido mas ainda não tinha liberado para o público. As mais impactantes: O assistente que trabalha enquanto você dorme Batizada internamente de Kairos (palavra grega para “o momento certo”), essa funcionalidade transforma o Claude em um assistente que fica ativo o tempo todo — mesmo quando o usuário não está no computador. Em vez de esperar ser acionado, ele trabalha em segundo plano: organiza informações, resolve tarefas pendentes e aprende mais sobre os seus projetos enquanto você descansa. É uma mudança grande. Hoje, ferramentas de IA só respondem quando você pergunta. Com o Kairos, a IA passa a agir por conta própria, de forma contínua. Uma IA que coordena outras IAs Outro recurso encontrado no código mostra que a Anthropic está desenvolvendo um modo onde o Claude não apenas executa tarefas, mas divide o trabalho entre vários assistentes de IA ao mesmo tempo. Um “Claude chefe” distribui as tarefas para “Claudes assistentes”, cada um especializado em uma parte do problema. O resultado chega mais rápido e mais completo. Sem mais pedidos de permissão Quem usa o Claude hoje sabe que ele costuma perguntar antes de fazer qualquer coisa: “Posso acessar esse arquivo?”, “Posso executar esse comando?”. Um dos recursos encontrados no vazamento elimina essas perguntas — a IA passaria a tomar decisões sozinha, sem precisar de aprovação a cada passo. O modo que esconde o uso de IA — e esse é o mais polêmico A descoberta que mais gerou reação foi o chamado Undercover Mode. Esse modo, encontrado no código e aparentemente voltado para uso interno pelos próprios funcionários da Anthropic, faz com que qualquer contribuição feita com ajuda da IA não deixe rastro de que foi gerada por uma máquina. Em outras palavras: quando um funcionário da Anthropic usa o Claude para contribuir com projetos públicos na internet, o sistema automaticamente apaga qualquer indicação de que a IA participou. E o mais grave: essa função não pode ser desligada pelos próprios funcionários. O trecho encontrado no código é direto: “Você está operando disfarçado… Suas mensagens não devem conter nenhuma informação interna da Anthropic. Não revele sua identidade.” A ironia não passou despercebida: a mesma empresa que prega o uso ético e transparente da inteligência artificial tem, no próprio código, um mecanismo para ocultar esse uso quando é conveniente. E até um bichinho virtual Entre as surpresas mais inusitadas estava o Buddy System: um sistema completo de pet virtual — estilo Tamagotchi — integrado à ferramenta, com 18 espécies diferentes, raridades e variações. Ninguém esperava por isso. O que a Anthropic disse A empresa removeu o arquivo assim que o problema foi identificado, mas não emitiu um comunicado detalhado sobre o ocorrido até o momento de publicação desta matéria. Por que isso importa para você Mesmo que você nunca tenha ouvido falar em Claude Code, esse episódio revela algo sobre o momento que estamos vivendo com a inteligência artificial. As ferramentas de IA que existem hoje ainda pedem permissão, ainda esperam o usuário dar o primeiro passo. O que o vazamento mostrou é que as empresas do setor já estão construindo a próxima geração: assistentes que agem sozinhos, que nunca “desligam”, que gerenciam outros assistentes — e que, em alguns casos, operam de forma invisível. A pergunta que fica não é técnica. É sobre confiança: quando a empresa mais vocal sobre o uso responsável de IA tem um modo “disfarçado” no próprio código, o que podemos esperar das demais? Fontes: VentureBeat, The AI Corner, DEV Community, PiunikaWeb fonte https://santotech.com.br/anthropic-vazou-por-acidente-seus-planos-secretos-para-a-ia-e-o-que-estava-escondido-e-surpreendente/
MP da subvenção de R$ 1,20 no diesel sai esta semana, diz Durigan

O Ministério da Fazenda deve publicar ainda nesta semana a medida provisória que cria um subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro. A informação foi confirmada nesta terça-feira (31) pelo ministro Dario Durigan, que afirmou que o governo tenta garantir a adesão de todos os estados antes da publicação. “Eu ainda aguardo que eles adiram para que todo mundo participe”, disse o ministro, ao comentar que dois ou três estados ainda resistem à proposta. Busca por consenso Notícias relacionadas: ABDI tem R$ 6,8 milhões em editais e bolsas com foco em inovação. Fazenda pede que Receita Federal automatize declaração anual do IR. Brasil cria 255,3 mil postos de trabalho em fevereiro, aponta Caged. Apesar da tentativa de unanimidade, Durigan destacou que a medida não depende da adesão total dos governadores para entrar em vigor. “Eu gostaria que tivesse unanimidade para que a gente fizesse o quanto antes, sem qualquer tipo de ruído ou de questionamento. Mas ainda que busquemos unanimidade, a gente não precisa de unanimidade”, afirmou. Segundo o ministro, o governo está próximo de alcançar consenso entre os estados, após negociações conduzidas nos últimos dias. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Divisão custos A proposta prevê que o custo total de R$ 3 bilhões, ao longo de dois meses, seja dividido igualmente entre a União e os estados. Cada ente – União e estado – arcaria com R$ 0,60 por litro subsidiado. A iniciativa tem como objetivo conter a alta dos combustíveis e evitar riscos de desabastecimento, diante da defasagem entre os preços internos e o mercado internacional. Medida temporária O subsídio deve valer entre abril e maio e foi desenhado como resposta aos impactos da alta do petróleo, influenciada por tensões no Oriente Médio. Segundo Durigan, há entendimento entre os governadores de que a ação é pontual. “Os governadores entenderam que é uma medida limitada e temporária”, disse. Pressão externa O aumento dos preços dos combustíveis está ligado ao cenário internacional, especialmente aos conflitos no Oriente Médio, que elevaram o valor do barril de petróleo e pressionaram os custos no Brasil. Nesse contexto, o governo federal busca alternativas emergenciais para reduzir os impactos sobre consumidores e setores produtivos. Inadimplência Durigan também comentou as medidas para reduzir a inadimplência em estudo pelo governo. Ele disse ter recebido um diagnóstico da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) sobre onde está a maior parte do endividamento da população e disse que está se reunindo com outros ministérios para definir um pacote de ajuda. Segundo o ministro, ainda não há data para o lançamento das medidas porque os estudos estão em fase inicial. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Durigan um conjunto de ações para diminuir a inadimplência no país. De acordo com os números mais recentes do Banco Central (BC), o endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,7% da renda anual em janeiro, próximo do recorde de 49,9% registrado em julho de 2022. O indicador compara a dívida total de um lar com a renda da família em um ano. A parcela da renda das famílias comprometida com as instituições financeiras subiu de 26,9% em dezembro para 27,1% em janeiro. O indicador mede o quanto da renda mensal as famílias usam para pagar as parcelas. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/mp-da-subvencao-de-r-120-no-diesel-sai-esta-semana-diz-durigan
Curta Periferias abre seleção para jovens moradores da Rocinha

A Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio, a RioFilme, a Universidade Internacional das Periferias (Uniperiferias), Fala Roça, Academia de Cinema da Rocinha e a Casa de Cultura da Rua 1 se uniram e estão lançando um novo projeto, que visa incentivar a formação coletiva e colaborativa para a produção independente de audiovisual. O Curta Periferias é voltado aos moradores da Rocinha, que terão oportunidade de usar a criatividade e os recursos disponíveis para contar suas histórias. Com o projeto, a população local poderá criar imaginários sobre a vida na favela, superando estigmas associados à violência e carência. Para a concepção dos curtas, os participantes vão receber formação sobre a introdução e prática do audiovisual com uso do celular, abordando desde conceitos fundamentais até a produção de um curta-metragem. Eles terão acesso às etapas de produção; compreensão das funções envolvidas no processo de criação e planejamento de um curta; roteiro; técnicas de filmagem com celular e edição de vídeo com ferramentas gratuitas, entre outros temas. O morador da Rocinha que quiser participar precisa ter entre 17 e 29 anos e possuir interesse ou atuação em produção audiovisual com celular, criação de vídeos, roteiro, gravação ou edição pelo celular e comunicação digital nas redes. No entanto, não é pré-requisito ter experiência em comunicação. Os idealizadores do projeto apostam na diversidade e na inclusão e o processo seletivo vai priorizar pessoas negras (pretas e pardas); mulheres; pessoas indígenas; pessoas LGBTQIAPN+; pessoas com deficiência e jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica. – O Curta Periferias é sobre visibilidade. É uma iniciativa estratégica que amplia o conhecimento e abre um leque de oportunidades de empregabilidade. O valor do projeto é dar protagonismo aos moradores das favelas, para que ocupem o centro da narrativa. E, com o Curta, queremos romper essa invisibilidade e mostrar que as comunidades transbordam talentos e histórias incríveis, contadas a partir de um olhar próprio e autêntico -, comentou a secretária Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio, Tatiana Roque. O Curta Periferias materializa uma visão estratégica da RioFilme: o audiovisual precisa estar cada vez mais conectado aos territórios, à formação e à inclusão. Ao formar jovens da Rocinha em roteiro, captação e edição com celular, o projeto transforma uma ferramenta cotidiana em instrumento de criação, expressão e futuro. É assim que ampliamos repertório, abrimos oportunidades reais de inserção produtiva e fortalecemos novas vozes para contar a cidade a partir de seus próprios olhares -, ressaltou o presidente da RioFilme, Leonardo Edde. As inscrições vão até 11 de abril. Devem ser feitas via preenchimento de formulário online por meio do link: https://forms.gle/DmKMCH94HuVEBHEJ6 . Para a seleção haverá uma banca avaliadora, com a participação de cineastas e de integrantes da SMCT, Uniperiferias, RioFilme, Fala Roça e da Academia de Cinema da Rocinha. Serão selecionadas produções de 20 jovens, que concorrerão a premiação, com exibição dos curtas na Mostra Curta Periferias, evento de encerramento dos ciclos formativos. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/curta-periferias-abre-selecao-para-jovens-moradores-da-rocinha/
Tratamento de esgoto no Sul da Ilha
No Jornal do Almoço, o colunista Renato Igor comentou sobre a Estação do Sul da Ilha, que deve ter as obras retomadas ainda em 2026. Clique aqui e confira o comentário completo. (Jornal do Almoço, 30/03/2026) O post Tratamento de esgoto no Sul da Ilha apareceu primeiro em FloripAmanhã. fonte https://floripamanha.org/2026/03/tratamento-de-esgoto-no-sul-da-ilha/
Dólar cai para R$ 5,17 e bolsa sobe com expectativas sobre guerra

O dólar recuou para abaixo de R$ 5,20, e a bolsa brasileira avançou nesta terça-feira (31), em meio ao aumento do apetite global por risco diante de sinais de possível desescalada da guerra no Oriente Médio. Investidores reagiram a declarações do presidente estadunidense, Donald Trump, e do Irã, Masoud Pezeshkian, que indicam abertura para encerrar o conflito, o que aliviou a tensão nos mercados. O dólar comercial encerrou esta terça vendido a R$ 5,179, com queda de R$ 0,069 (-1,31%). A cotação iniciou o dia em leve baixa, mas ampliou a queda no meio da tarde, após as notícias de distensionamento na guerra no Oriente Médio. Notícias relacionadas: Irã: França e Itália se unem à Espanha contra ações dos EUA e Israel. Guerra no Irã amplia risco ambiental e climático, diz relatório. Israel aprova pena de morte para palestinos acusados de terrorismo . A cotação está no menor nível desde 11 de março, quando tinha fechado em R$ 5,15. Apesar do impacto do conflito, o dólar subiu apenas 0,87% no mês. No primeiro trimestre do ano, registra queda de 5,65%, o que garantiu ao real o melhor desempenho entre as principais moedas em 2026. Bolsa O Ibovespa acompanhou o cenário externo positivo e fechou em alta de 2,71%, aos 187.462 pontos, impulsionado pela recuperação das bolsas nos Estados Unidos. Apesar do avanço no dia, o índice acumulou queda de 0,70% em março, pressionado pela aversão global ao risco ao longo do mês. No trimestre, porém, o desempenho foi expressivo: alta de 16,35%, a melhor para o período desde 2020. O fluxo de capital estrangeiro e a expectativa de alívio no conflito ajudaram a sustentar o desempenho positivo, embora analistas alertem que o cenário ainda é sensível a novas escaladas militares. Petróleo Os preços do petróleo oscilaram ao longo do dia, refletindo a mesma expectativa de trégua no conflito. O barril do tipo Brent para junho caiu cerca de 3% para US$ 103,97, após reportagens de veículos estadunidenses informarem que o Irã estaria disposto a encerrar a guerra sob determinadas condições. Mesmo com a recente queda, o petróleo fechou março com valorização de cerca de 40%, impulsionado por riscos à oferta global, especialmente devido às tensões no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto da produção mundial. *com informações da Reuters Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/dolar-cai-para-r-517-e-bolsa-sobe-com-expectativas-sobre-guerra
Páscoa com propósito: comunidade ribeirinha aposta no turismo sustentável como alternativa no feriado

O feriado de Páscoa se aproxima e, no coração da Amazônia, uma experiência que vai além do turismo tradicional desponta como alternativa para quem busca natureza, cultura e propósito. No interior do Amazonas, o Turismo de Base Comunitária (TBC) convida visitantes a mergulharem nos saberes e no modo de vida de populações ribeirinhas, em um modelo sustentável que alia conservação ambiental, geração de renda e valorização das tradições locais. O momento é oportuno. Segundo ranking divulgado pelo projeto “Brasil em Mapas” no início deste ano, a capital amazonense conquistou o 5º lugar na lista “50 Lugares para Viajar no Brasil em 2026”. O resultado reforça o interesse crescente pela região Norte como destino turístico e amplia a visibilidade de experiências autênticas na Amazônia. Entre as iniciativas que fortalecem esse modelo está a Pousada Vista Rio Negro, empreendimento apoiado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que preparou um pacote especial para a data. A proposta reúne hospedagem em meio à floresta, vivências culturais e contato direto com moradores da comunidade, proporcionando uma imersão autêntica no cotidiano amazônico. A pousada está localizada na comunidade Santa Helena do Inglês, dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, no município de Iranduba, a cerca de 27 quilômetros de Manaus (AM), com acesso de aproximadamente uma hora e meia de barco a partir da Marina do Davi. Segundo a moradora da comunidade, Lucilene Oliveira, a pousada é um refúgio às margens do Rio Negro. “Esse é o destino ideal porque provoca uma imersão na Amazônia com conforto e uma natureza exuberante, além de gerar empregos, apoio aos produtores locais e incentivo ao ecoturismo”, enfatiza. Para o feriado de Páscoa, o pacote contempla dois dias e duas noites, com programação que inclui roda de conversa à beira do rio com moradores antigos, vivência na tradicional casa de farinha, visita a iniciativas comunitárias — como usina de energia solar e ateliê de artesanato, com troca de saberes com as artesãs —, trilhas na floresta, banho de rio e passeio noturno de canoa para observação da natureza. A experiência inclui hospedagem, alimentação completa, guias locais e demais atividades previstas no roteiro.O empreendimento integra as ações do Programa de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis (PENSA) da FAS, iniciativa voltada ao fortalecimento de negócios comunitários, à geração de renda para as famílias e à promoção de práticas alinhadas à conservação ambiental. Wildney Mourão, gerente do Programa de Empreendedorismo da FAS, ressalta que a proposta vai além da hospedagem em meio à floresta amazônica. “O turismo de base comunitária vai além da visitação. Ele cria oportunidades reais para que as famílias prosperem, contribui para a conservação da floresta e valoriza os conhecimentos tradicionais que fazem parte da identidade amazônica. Ao viver uma experiência como essa, o visitante passa a integrar um ciclo positivo de desenvolvimento sustentável”, afirma. A pousada também conta com um calendário de ações previsto para outros períodos estratégicos de 2026, como o verão amazônico e as férias escolares (junho e julho), além do feriado da Semana da Pátria, em setembro, e do Dia das Crianças, em outubro, ampliando as oportunidades para quem deseja vivenciar o turismo responsável na região. “Nosso objetivo é consolidar este e outros empreendimentos apoiados pela FAS como referência em turismo responsável na região do Rio Negro. Buscamos estruturar negócios comunitários para que sejam economicamente viáveis, socialmente justos e ambientalmente responsáveis. A Pousada Vista Rio Negro demonstra que é possível gerar renda mantendo a floresta em pé e conservando o modo de vida local”, finaliza Mourão. Mais informações podem ser obtidas diretamente com a Pousada Vista Rio Negro pelo telefone (92) 98534-9820 ou pelas redes sociais, no perfil @pousadavistarionegrooficial. Sobre a FAS A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e para a valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade.– FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/pascoa-com-proposito-comunidade-ribeirinha-aposta-no-turismo-sustentavel-como-alternativa-no-feriado/
Dinheiro Não-reembolsável para INOVAÇÃO – SantoTech

Você sabia que a sua empresa não precisa parar o operacional e suas vendas para inovar? Muitas empresas ainda enxergam edital como algo distante, burocrático e difícil de acessar. Mas, na prática, os editais da Finep continuam a ser uma das oportunidades mais relevantes para transformar inovação em investimento concreto. Para empresas, indústrias e negócios de base tecnológica, esses recursos podem acelerar pesquisa, desenvolvimento, validação, prototipagem, escalabilidade e entrada no mercado. A Finep mantém chamadas públicas abertas em 2026 voltadas tanto para empresas quanto para ICTs, com foco em áreas estratégicas da economia brasileira. Hoje, entre as oportunidades mais relevantes, estão as chamadas da Rodada 2 do Finep Mais Inovação Brasil e de outros editais com foco em inovação tecnológica e desenvolvimento produtivo. As chamadas empresariais abertas abrangem temas como saúde, transição energética, tecnologias digitais, mobilidade sustentável, cadeias agroindustriais sustentáveis, economia circular e cidades sustentáveis, transformação mineral, base industrial de defesa e semicondutores. Esse conjunto mostra que a Finep está direcionando recursos para setores considerados estratégicos para a competitividade do país. O que são os editais da Finep e por que eles interessam às empresas? A Finep é uma instituição pública de fomento à ciência, tecnologia e inovação, vinculada ao ecossistema nacional de desenvolvimento. Na prática, ela financia projetos inovadores por meio de diferentes instrumentos, incluindo subvenção econômica, apoio reembolsável, chamadas públicas e programas temáticos. Para as empresas, isso representa a possibilidade de obter recursos para desenvolver novos produtos, processos ou serviços com menor pressão imediata de capital próprio. Isto interessa especialmente à indústria porque inovação custa caro, envolve risco tecnológico e nem sempre gera retorno imediato. Quando um edital da Finep está bem alinhado com o problema tecnológico da empresa, ele pode funcionar como uma alavanca para acelerar desenvolvimento, reduzir dependência tecnológica, ampliar produtividade e fortalecer posicionamento competitivo. Para conhecer a Finep acesse: http://www.finep.gov.br/ Quais editais abertos merecem atenção em 2026? Entre as chamadas empresariais mais relevantes está a Subvenção Econômica Regional, que apoia projetos inovadores alinhados às missões da Nova Indústria Brasil nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte. O edital prevê recursos não reembolsáveis para projetos com atividades entre TRL 3 e TRL 9, valores solicitados entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões e prazo de submissão até 7 de abril de 2026. O foco está em projetos com risco tecnológico real, potencial de inovação e aderência às prioridades industriais do país. Além disso, a Rodada 2 do Finep Mais Inovação Brasil reúne chamadas temáticas voltadas diretamente ao ambiente empresarial, incluindo saúde, transformação mineral, transição energética, tecnologias digitais e mobilidade sustentável e prazo de submissão até 31 de agosto de 2026. Esse modelo permite que as empresas identifiquem o edital mais aderente ao seu setor, aumentando as chances de submeter uma proposta competitiva e bem enquadrada. Quem pode se inscrever nos editais da Finep? Nas chamadas empresariais, o perfil elegível costuma ser o de empresa brasileira com finalidade lucrativa. No edital de Subvenção Econômica Regional, por exemplo, são elegíveis empresas com sede no país que exerçam atividade econômica organizada para produção ou circulação de bens e serviços com intuito lucrativo. O edital exclui pessoas físicas, fundações, associações, MEI, empresário individual e Empresa Simples de Inovação. Também é necessário cumprir critérios formais adicionais, como ter registro anterior ao ano da submissão, objeto social compatível com o projeto, enquadramento nos limites de receita previstos no edital e apresentação correta da documentação exigida. Ou seja, não basta ter uma boa ideia. A empresa precisa estar juridicamente e documentalmente pronta para participar. Como as empresas e indústrias podem ganhar esse dinheiro? A resposta mais honesta é: não se trata apenas de pedir dinheiro, mas de construir uma proposta tecnicamente forte e estrategicamente alinhada ao edital. A empresa aumenta suas chances quando consegue demonstrar, ao mesmo tempo, cinco elementos: aderência ao tema da chamada, elegibilidade documental, inovação real, capacidade de execução e potencial de impacto. Nos editais da Finep, a análise normalmente observa fatores como consistência da proposta, grau de inovação, relevância tecnológica, qualificação da equipa, risco tecnológico, externalidades, impacto no mercado e potencial de internacionalização. Na prática, ganhar esse recurso exige que a empresa faça um movimento mais estratégico. Primeiro, identificar um problema tecnológico ou oportunidade de desenvolvimento real dentro do negócio. Depois, escolher o edital certo. Em seguida, estruturar um projeto com objetivo claro, plano de trabalho, cronograma, orçamento, indicadores, equipa e, quando fizer sentido, parcerias com ICTs. O projeto precisa mostrar por que merece apoio público e qual transformação tecnológica ou produtiva vai gerar. Quem já teve Tecnova pode participar novamente? Em muitos casos, sim. No edital de Subvenção Econômica Regional, por exemplo, a Finep admite como alternativa ao requisito de receita mínima a comprovação de apoio anterior da própria Finep, inclusive em ações realizadas por meio de parcerias com agentes financeiros, Fundações de Amparo à Pesquisa ou fundos. Isso abre espaço para empresas que já participaram de programas como o Tecnova, desde que apresentem documentação comprobatória e atendam os demais critérios do edital. Isso é importante porque o histórico anterior pode fortalecer a candidatura em duas dimensões: comprovação de trajetória de inovação e reforço da credibilidade da empresa para executar novos projetos. Ainda assim, o apoio anterior não substitui a necessidade de uma proposta forte no presente. O projeto submetido continua a ser avaliado por mérito técnico e aderência ao regulamento atual. Quais erros mais impedem a aprovação? Um dos erros mais comuns é tentar encaixar qualquer projeto em qualquer edital. Essa abordagem enfraquece a proposta e reduz a aderência. Outro erro recorrente é deixar a documentação para a última hora. Em muitos casos, a empresa até tem potencial técnico, mas perde competitividade ou é inabilitada por falhas formais, inconsistências orçamentárias ou documentação incompleta. Também é comum que empresas tratem o edital como uma oportunidade isolada, quando ele deveria ser tratado como parte da estratégia de inovação do negócio. A proposta aprovada normalmente nasce de um processo anterior de preparação: diagnóstico interno, definição do desafio tecnológico, alinhamento do projeto ao objeto social, organização financeira e construção de uma narrativa técnica consistente. O
