Artesanato como instrumento de resistência indígena

Artesanato como instrumento de resistência indígena

Com as mãos cobertas de tinta preta produzida com jenipapo, Nhak Krere Xikrin, de 26 anos, manuseia uma fina e estreita tala de madeira como um verdadeiro pincel. Desde que chegou ao Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília (DF), nesta semana, a indígena tem dificuldades para se expressar em língua portuguesa, mas não para demonstrar sua arte de pintura de corpo. Aos interessados, ela abre uma pasta e oferece com as mãos mais de 200 possibilidades de figuras para cobrir rostos, braços ou pernas. Nhak Krere Xikrin vive na Aldeia ô-ôdja, no sudeste do Pará, e aprendeu as técnicas com a mãe e a avó, um saber de toda a comunidade. “Vou ensinar minhas filhas também”, garantiu. Expressões artísticas de comunidades indígenas de todo o país ocupam corredores do acampamento, um ato que reúne mais de 6 mil pessoas das cinco regiões brasileiras principalmente para pedir por implementação de demarcação de terras e outras políticas públicas.  Visibilidade No entanto, a arte indígena expressa por manifestações como a pintura corporal com tinta de jenipapo ou pelas diferentes peças do artesanato remete à busca por visibilidade de saberes ancestrais e um modo de vida de respeito ao meio ambiente. No espaço organizado para as barracas de demonstração cultural no acampamento, um grupo de artesãos da Aldeia Afukuri (que fica na cidade de Querência-MT), na região do Alto Xingu, diz aos clientes que pode apresentar os trabalhos também pelas redes sociais depois que voltarem para casa.  A liderança indígena Geraldo Kuikoro, de 40 anos, afirma que o artesanato tem se mostrado como mais um modo de garantir recursos na aldeia com 88 famílias, em dias em que o modo de produção agrícola está ameaçado pelo impacto dos fazendeiros cada vez mais próximos. Além dos agrotóxicos que se espalham por cima da plantação de mandioca dos indígenas, as mudanças climáticas estão a cada dia mais evidentes para o povoado. “A gente estava acostumado a plantar a mandioca no início de agosto porque, antes, chovia durante o mês. Só que agora só tem começado a chover em outubro”, explica.  Identificação artística A proximidade das ameaças dos não indígenas tem feito com que as comunidades tradicionais encontrem na arte funções que vão além da replicação estética. O artesão Ontxa Mehinako, de 35 anos, da Aldeia Utawana, nasceu e vive em uma comunidade com 300 pessoas e que, segundo ele, a maior parte se identifica como artista. Ele começou a esculpir aos 18 anos de idade. “Pela arte, eu conto a história do meu povo”, garante. Nos trabalhos em madeira, estão animais que vivem nas redondezas da comunidade, tais como tamanduá, onça, capivara, quati, anta e arara. “A gente trabalha para preservar”. Ele quer que, com a arte do seu povo, como as esteiras de fibra de buriti ou os cocares com penas das aves, as necessidades da comunidade tenham maior alcance pelo país. “É uma arte de resistência”, afirma.    Proteção A artesã Jaqueline Kalapalo, de 26 anos, vive numa aldeia com 52 famílias, no Alto Xingu, em Mato Grosso, e está em uma barraca no acampamento próxima à saída, o que lhe tem garantido uma clientela não indígena que não para de perguntar sobre os brincos e o colar de caramujo, que representa, segundo ela, o ciclo contínuo de vida. Jaqueline Kalapalo fala sobre artesanato indígena no Acampamento Terra Livre 2026 – Foto Bruno Peres/Agência Brasil Ao lado da barraca de Jaqueline, Mazinho Naruvôtu, de 54 anos, fica orgulhoso de mostrar as obras feitas com madeira sucupira, inclusive de gaviões, o animal que ele considera um “cacique” da natureza. Os trabalhos que demoram mais de dois meses para serem feitos com turnos longos, da talha ao acabamento com lixa e pintura, chegam a custar mais de R$ 3 mil. “Trabalho das 8h às 17h40 todos os dias sem parar. É um orgulho mostrar a vocês”, diz o artesão que vive no Território Indígena do Pequizal do Naruvôtu. Mazinho Naruvoto mostra suas obras feitas com madeira sucupira – Foto Bruno Peres/Agência Brasil “Ao nosso lado” De frente para as peças de madeira de Mazinho, Raira Kamayurá, de 22 anos, demonstra e comercializa braceletes e pulseiras de linhas coloridas feitas em diferentes formatos e larguras de agulhas. Ela diz ver com felicidade não indígenas utilizando as peças. “Cada pessoa que usa mostra que está ao nosso lado na luta”, afirma. “Ao nosso lado” De frente para as peças de madeira de Mazinho, Raira Kamayurá, de 22 anos, demonstra e comercializa braceletes e pulseiras de linhas coloridas feitas em diferentes formatos e larguras de agulhas. Ela diz ver com felicidade não indígenas utilizando as peças. “Cada pessoa que usa mostra que está ao nosso lado na luta”, afirma. Para Raira Kamaiurá, cada peça tem simbologias de proteção ao meio ambiente – Foto Bruno Peres/Agência Brasil Raira entende que, em cada peça, há simbologias dos valores de proteção ao meio ambiente. Nesse contexto, a jovem artesã lamenta que invasores não indígenas tenham poluído as águas dos rios nas proximidades da comunidade. Inclusive, a aldeia só pode ser acessada de forma fluvial ou aérea.  Para chegar a Brasília, os representantes dos kamayurá precisaram percorrer quase uma hora de barco para chegar à estrada. “Ainda temos garimpeiros perto de nós e isso tem criado muitos problemas”, disse. Em sua aldeia, em Mato Grosso, vivem 50 famílias que têm muito a falar também pela arte. Agência Brasil FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/artesanato-como-instrumento-de-resistencia-indigena/

Mutirão da Cidadania oferece atendimento jurídico gratuito neste sábado em Florianópolis

A população de Florianópolis poderá acessar serviços jurídicos gratuitos neste sábado (11), durante a realização do Mutirão da Cidadania. A ação acontece das 8h às 12h, no Conselho Comunitário do bairro Monte Verde. A Defensoria Pública será responsável pelos atendimentos, oferecendo orientação jurídica, consulta processual e solicitação da segunda via de registro civil. A iniciativa também contará com a presença de serviços parceiros, ampliando o atendimento ao público. Aberto a todos os moradores da cidade, o mutirão tem como objetivo facilitar o acesso a direitos básicos e a serviços essenciais, especialmente para quem encontra dificuldades em buscar esse tipo de atendimento no dia a dia. Além da ação itinerante, a Defensoria Pública também realiza atendimentos no Balcão da Cidadania da Câmara Municipal de Florianópolis. O serviço está disponível para quem precisa de orientação jurídica, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h. Para ser atendido, é necessário apresentar documento de identificação e toda a documentação relacionada ao assunto a ser tratado. (CMF, 06/04/2026) Publicado em 07 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/mutirao-da-cidadania-oferece-atendimento-juridico-gratuito-neste-sabado-em-florianopolis/

Falhas na prestação de serviços podem encerrar concessão da Enel em SP

Falhas na prestação de serviços podem encerrar concessão da Enel em SP

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iniciou nesta terça-feira (7) o processo administrativo para avaliar a continuidade da concessão de distribuição de energia elétrica na região metropolitana de São Paulo. A concessionária atende a capital e mais 23 municípios, com cerca de 8,5 milhões de clientes.  Notícias relacionadas: Justiça suspende processo que pode levar à perda de concessão da Enel. Aneel mantém bandeira verde e conta de luz não terá acréscimo em abril. Diretor da Aneel critica Enel por tentar suspender processo. Segundo a agência, a medida, excepcional, foi motivada pela continuidade de falhas de transmissão e pela dificuldade da empresa de prestar atendimento célere e eficiente. “Após análise do processo de fiscalização, a Agência concluiu que as falhas na prestação de serviços continuaram, com elevado tempo de atendimento emergencial, aumento de interrupções superiores a 24 horas e falhas no planejamento e execução de planos de contingência”, diz a Aneel.  “A Enel SP não conseguiu alcançar os padrões de desempenho satisfatórios e permaneceu abaixo da média de outras distribuidoras em eventos climáticos extremos semelhantes”, acrescenta a agência por meio de nota. A Aneel esclareceu ter avaliado períodos com eventos climáticos severos de 2023 a 2025. Para a Aneel a concessionária de energia apresentou um plano de recuperação com ações consideradas insuficientes para a área técnica, que também rejeitou manifestações e pareceres jurídicos. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Enel Segundo a assessoria da Enel, a companhia “seguirá trabalhando para demonstrar firmemente, em todas as instâncias, que tem cumprido integralmente com todos os indicadores previstos em contrato e no plano de recuperação apresentado em 2024 ao regulador”.  “A distribuidora tem plena confiança nos fundamentos legais e técnicos que norteiam suas operações no Brasil”, afirma a Enel. A concessionária alegou ainda que há necessidade de se garantir um tratamento não discriminatório, de valorizar a previsibilidade dos mecanismos punitivos e a segurança dos contratos, dando a entender que considera o processo injusto. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/falhas-na-prestacao-de-servicos-podem-encerrar-concessao-da-enel-em-sp

Governo avalia uso do FGTS para quitar dívidas, diz Durigan

Governo avalia uso do FGTS para quitar dívidas, diz Durigan

A equipe econômica avalia permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas, como parte de um novo pacote de crédito em elaboração. A informação foi confirmada nesta terça-feira (7) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo o ministro, a proposta está em discussão conjunta com o Ministério do Trabalho e Emprego, comandado por Luiz Marinho, que demonstra preocupação com possíveis impactos sobre o fundo. Notícias relacionadas: FGTS eleva para R$ 13 mil limite de renda do Minha Casa, Minha Vida. Percentual de famílias com dívidas cresce, mas inadimplência cai. Governo prevê arrecadar R$ 4,4 bi com taxação de fintechs, bets e JCP. Durigan afirmou que o uso do FGTS ainda está em análise e não há definição sobre o formato da medida. “Se acharmos que é razoável para financiamento de dívidas, isso vai ser admitido”, disse, após reunião com parlamentares do PT na Câmara. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Pacote contra endividamento O plano em estudo pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como foco reduzir o endividamento das famílias e ampliar o acesso ao crédito. A proposta deve atender principalmente pessoas de baixa renda, trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas. Entre as medidas analisadas está a concessão de garantia da União para renegociação de dívidas, o que pode facilitar a obtenção de melhores condições de pagamento, como juros mais baixos. O programa também pode prever descontos de até 80% sobre o valor total das dívidas, além de incluir débitos como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Restrições e alcance Outra frente em discussão é a criação de restrições para apostas online (bets) para beneficiários do programa, como forma de evitar novo endividamento. A proposta também deve contemplar pessoas com contas em dia, mas com alto comprometimento da renda, permitindo a migração para linhas de crédito mais baratas. Apesar do avanço nas discussões, o pacote ainda não foi fechado. A expectativa do governo é anunciar as medidas nos próximos dias. Inadimplência O debate ocorre em meio a um cenário de alto endividamento no país. Dados recentes apontam que mais de 80% das famílias brasileiras têm algum tipo de dívida, sendo que quase um terço está com pagamentos em atraso. O governo tem dialogado com bancos, fintechs e instituições financeiras para viabilizar o programa, que deve ter formato mais simples do que iniciativas anteriores de renegociação.   Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/governo-avalia-uso-do-fgts-para-quitar-dividas-diz-durigan

As mudanças que podem acabar com a maior Crise das Ostras da história

Da Coluna de Renato Igor (NSC, 07/04/2026) A produção de ostras em Florianópolis e na região metropolitana pode passar por mudanças no período de colheita e no formato de comercialização. A proposta foi apresentada por André Novaes, gerente da Epagri/Cedap, em entrevista à CBN Floripa. “Temos a possibilidade de mudar o período da colheita, que hoje ocorre majoritariamente no verão, quando as águas estão mais quentes, e também de repensar a oferta da ostra crua. Podemos pensar em outras formas de oferecer a carne do produto, além do consumo in natura. Outra ideia é deslocar a colheita para o inverno, quando as águas estão mais frias”, afirmou Novaes. O que está causando a morte das ostras? Os maricultores enfrentam a maior crise da história do setor, com perdas estimadas em até 90% da produção. Segundo técnicos, a principal causa é o aquecimento da água do mar. A Grande Florianópolis é responsável por cerca de 91% da produção nacional de ostras. Publicado em 07 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/as-mudancas-que-podem-acabar-com-a-maior-crise-das-ostras-da-historia/

Exportações para o Oriente Médio caem 26% desde início da guerra

Exportações para o Oriente Médio caem 26% desde início da guerra

As exportações brasileiras para o Oriente Médio caíram 26% em março, primeiro mês da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.  Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o valor exportado para os 15 países da região recuou de US$ 1,2 bilhão em março de 2025 para US$ 882 milhões neste ano. Notícias relacionadas: Preço do petróleo sobe após pronunciamento de Trump. Agro brasileiro exportará via Turquia para contornar Estreito de Ormuz. Guerra contra o Irã é desnecessária e baseada em mentira, diz Lula. A queda atingiu principalmente produtos do agronegócio. A exportação de carne suína recuou 59%. As vendas de frango, principal item vendido ao Oriente Médio, caíram cerca de 22%. As vendas de soja para a região diminuíram 25%. Segundo o diretor de Estatísticas da pasta, Herlon Brandão, ainda é cedo para medir todos os efeitos do conflito sobre o comércio internacional. “Para fazer uma afirmação de que o conflito está afetando o fluxo [comercial], é necessário esperar um pouco mais”, disse Brandão. No fim de março, o Brasil fechou um acordo com a Turquia para a passagem e o armazenamento temporário de mercadorias do agronegócio exportadas para o Oriente Médio e a Ásia Central. Os efeitos, no entanto, só começarão a aparecer na balança comercial de abril. Petróleo O destaque positivo das exportações brasileiras foi o petróleo. As exportações de óleo bruto avançaram 70,4% em valor, alcançando US$ 4,7 bilhões. Em volume, o crescimento foi de 75,9%. Segundo o governo, ainda não é possível afirmar que a alta esteja diretamente ligada ao conflito, embora a guerra já tenha afetado cerca de 20% do comércio global de petróleo e elevado significativamente o preço do barril no mercado internacional. Para os próximos meses, a expectativa é de queda nas vendas do produto. Para compensar parte dos subsídios ao diesel, o governo introduziu, em meados de março, uma alíquota de 12% sobre as exportações brasileiras de petróleo. Impacto global Além do Oriente Médio, outros mercados importantes também reduziram compras de produtos brasileiros em março na comparação com o mesmo mês do ano passado.  As exportações para os Estados Unidos caíram 9,1%, enquanto houve recuos de 10% para o Canadá e de 5,9% para a Argentina. No entanto, as vendas para a China cresceram 17,8% no mês, reforçando o papel do país asiático como principal parceiro comercial do Brasil. Resultados Em relação aos Estados Unidos, o Brasil registrou déficit comercial em março, com exportações de US$ 2,8 bilhões e importações de US$ 3,3 bilhões. Já com a China, houve superávit de US$ 3,8 bilhões no período. As exportações para a União Europeia cresceram 7,3%, enquanto para a Argentina houve queda nas vendas, mas manutenção de saldo positivo na balança.  O cenário reflete os impactos iniciais da guerra sobre o comércio global, com efeitos variados entre regiões e produtos, especialmente nas cadeias ligadas a energia e alimentos. Apesar das quedas pontuais, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 6,4 bilhões em março. As exportações totais somaram US$ 31,7 bilhões, alta de 10%, enquanto as importações cresceram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/exportacoes-para-o-oriente-medio-caem-26-desde-inicio-da-guerra

Zona Azul em Florianópolis – FloripAmanhã

Da Coluna de Fabio Gadotti (fabiogadotti.net, 06/04/2026) A Secretaria de Infraestrutura e Manutenção da Cidade trabalha nos ajustes finais dos termos do edital do sistema de estacionamento rotativo em Florianópolis, que deve ser lançado nos próximos dias com previsão de 3 mil vagas no total. Conforme antecipado pela coluna em fevereiro, as tarifas serão mais altas na região central, onde funcionará a categoria Amarela – R$ 6,20/h para carros, R$ 3,10/h para motos/ciclomotores e R$ 12,40 para veículos de carga. A permanência máxima será de duas horas. Nas categorias Azul e Branca, os valores por hora serão iguais (R$ 4,00/h para carros, R$ 2,00/h para motos e R$ 8,00/h para carga), com tempo máximo de permanência de 2 e 5 horas, respectivamente. O retorno do serviço da Zona Azul, suspenso há dois anos por decisão judicial, é aguardado com expectativa, principalmente pelo comércio – afetado pela dificuldade que os clientes têm de estacionar no centro. Publicado em 07 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/zona-azul-em-florianopolis/

Rio recebe série de atividades culturais em unidades prisionais

O Rio de Janeiro recebe uma série de atividades culturais em sete unidades prisionais do estado até esta sexta-feira (10). A Semana da Cultura no Sistema Prisional conta com música, cinema, teatro e artes visuais. O projeto foi lançado nesta terça-feira (7), na Biblioteca Nacional, na capital fluminense. Além de reforçar as atividades que já ocorrem nas unidades prisionais, como o concurso de música Voz da Liberdade, realizado desde 2024 no Presídio Djanira Dolores de Oliveira, o evento conta com outras atrações, pensadas especialmente para compor a Semana, dentro e fora das unidades prisionais. O projeto é voltado para pessoas em privação de liberdade, egressas, familiares e servidores penais. Alguns exemplos das atividades são visitas guiadas a museus, com a participação de quem já retornou ao convívio social, doação de livros e exposição de peças de arte relacionadas à temática penal, que passaram por curadoria. De acordo com levantamento do CNJ realizado em 1,2 mil unidades prisionais, 45% delas não contam com atividades de cultura. O coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do Conselho Nacional de Justiça, Luis Lanfredi, destacou a importância do evento: “Nós damos início a essa semana, que não é apenas celebratória, mas é histórica, por reposicionar a cultura, a leitura, a arte, a expressão do espírito como direitos fundamentais de todas as pessoas no nosso país, incluídas as que estão em privação de liberdade”. A programação no Rio de Janeiro funciona como projeto-piloto e deve orientar a expansão para outros estados. O coordenador falou sobre essa ideia: “O piloto Rio de Janeiro, na verdade, é o sonho de replicação possível dessa experiência em todas as unidades federativas do nosso país”. Horizontes Culturais A Semana de Cultura será concluída com o lançamento da estratégia nacional de fomento à cultura no sistema prisional, o Horizontes Culturais, em um evento no Theatro Municipal. A política tem por objetivo fortalecer práticas culturais já existentes nas unidades prisionais e ampliar o acesso à arte e à cultura, por meio de um plano nacional para o setor e de iniciativas nas áreas de audiovisual, música e comunicação. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-04/rio-recebe-serie-de-atividades-culturais-em-unidades-prisionais

Governo projeta superávit comercial de US$ 72,1 bi em 2026

Governo projeta superávit comercial de US$ 72,1 bi em 2026

Em meio às incertezas sobre o impacto da guerra no Oriente Médio sobre o comércio exterior, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) projeta que a balança comercial brasileira terá superávit de US$ 72,1 bilhões em 2026, alta de 5,9% em relação ao saldo positivo de US$ 68,1 bilhões registrado em 2025. A estimativa considera exportações de US$ 364,2 bilhões, avanço de 4,6% na comparação anual, e importações de US$ 292,1 bilhões, com crescimento de 4,2%. O valor projetado fica próximo do piso da faixa estimada anteriormente pelo governo, que varia entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões. Notícias relacionadas: Exportações para o Oriente Médio caem 26% desde início da guerra. Balança comercial tem superávit mais baixo para março desde 2020. FGC libera R$ 6 bi a credores com mais de R$ 1 mil no Will Bank. Segundo o diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior do MDIC, Herlon Brandão, o cenário internacional ainda apresenta incertezas, mas os indicadores internos sustentam a projeção. “Sabemos que o cenário internacional tem desafios, mas pelas informações que temos até agora, olhando atividade econômica, taxa de câmbio e consumo, os modelos apontam para esse resultado”, afirmou. Brandão também destacou a resiliência do comércio exterior brasileiro diante de crises. “Por mais que tenha variações, olhando a direção e o patamar, observamos um comércio exterior brasileiro relativamente estável e resiliente a crises”, acrescentou. As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em julho. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões. Resultado de março Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em março, abaixo das expectativas do mercado. No período, as exportações somaram US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 25,2 bilhões. O desempenho das exportações foi puxado principalmente pela indústria extrativa, com alta de 36,4%, impulsionada pelo aumento nas vendas de petróleo. Também houve crescimento na indústria de transformação (+5,4%) e na agropecuária (+1,1%). Já as importações cresceram em todos os segmentos, com destaque para bens de consumo (+54,4%) e bens de capital (+26,5%). Acumulado do ano No primeiro trimestre de 2026, o país acumula superávit de US$ 14,1 bilhões, acima dos US$ 9,6 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. De acordo com o Mdic, fatores como nível de atividade econômica, câmbio e preços internacionais seguem influenciando as projeções, que podem ser revisadas ao longo do ano conforme o cenário global evolua. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/governo-projeta-superavit-comercial-de-us-721-bi-em-2026

FloripAmanhã apresenta Programa Floripa +100 à Secretaria de Saúde e avança articulação sobre longevidade na Capital

FloripAmanhã apresenta Programa Floripa +100 à Secretaria de Saúde e avança articulação sobre longevidade na Capital

Representantes da FloripAmanhã, da Secretaria Municipal de Saúde e parceiros participaram da reunião que apresentou a proposta do Programa Floripa +100. A construção de uma Florianópolis mais preparada para o envelhecimento foi tema de uma reunião entre a FloripAmanhã e a Secretaria Municipal de Saúde. No encontro, realizado no dia 2/4, a Associação apresentou a proposta do Programa Floripa +100, voltado à promoção da saúde, do bem-estar, da longevidade e da valorização da memória de pessoas com 100 anos ou mais que vivem na Capital. A proposta foi recebida pelo secretário municipal de Saúde, Almir Gentil, e por integrantes de sua equipe. Pela FloripAmanhã, participaram o presidente da FloripAmanhã, empresário e publicitário Daniel Araújo, a gerente executiva Márcia R. Teschner, o coordenador do Programa Floripa +100, Dr. Luiz Alberto Silveira, e a coordenadora nacional do Conselho Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida (CBMEV), Fernanda Bornhausen. Como encaminhamento do encontro, o secretário Almir Gentil e Fábio Dias, da área de Planejamento da Secretaria Municipal de Saúde, passam a integrar o grupo de trabalho da iniciativa. Proposta conecta saúde, longevidade e qualidade de vida O Programa Floripa +100 foi apresentado como uma iniciativa que busca estimular uma visão mais ampla sobre o envelhecimento, associando saúde, bem-estar, prevenção, autonomia e participação social. A proposta parte do entendimento de que a longevidade precisa ser tratada como tema estratégico para o presente e para o futuro da cidade. Ao reunir diferentes áreas e instituições em torno desse debate, a iniciativa pretende contribuir para a construção de caminhos que respondam ao crescimento da população idosa e à necessidade de fortalecer políticas e práticas voltadas à qualidade de vida em todas as fases do envelhecimento. Mapeamento de centenários integra a iniciativa Uma das frentes do Programa Floripa +100 é o mapeamento de pessoas com 100 anos ou mais que vivem em Florianópolis. A ação busca valorizar histórias, trajetórias e contribuições de quem atravessou décadas da vida da cidade e carrega experiências que ajudam a preservar sua memória histórica. Para a FloripAmanhã, cada centenário representa um patrimônio vivo de Florianópolis. O levantamento pretende dar visibilidade a essas trajetórias e ampliar a compreensão sobre longevidade, cuidado e pertencimento, aproximando a cidade de quem ajudou a construir sua história. Comunidade pode colaborar com o levantamento Familiares, amigos, vizinhos e instituições podem participar indicando pessoas centenárias que vivem em Florianópolis. Para contribuir, é necessário informar nome completo, data de nascimento, bairro ou região onde a pessoa reside e telefone para contato. As indicações podem ser feitas pelo telefone e WhatsApp (48) 9987-0244 ou pelo e-mail secretaria@floripamanha.org. Segundo a FloripAmanhã, os dados serão utilizados exclusivamente para o levantamento, com respeito à privacidade das informações. Com a participação da Secretaria Municipal de Saúde no grupo de trabalho e o apoio da comunidade no mapeamento dos centenários, a iniciativa amplia sua base de construção coletiva e reforça a proposta de pensar uma Florianópolis mais preparada para o envelhecimento, com saúde, memória e qualidade de vida. Publicado em 07 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/floripamanha-apresenta-programa-floripa-100-a-secretaria-de-saude-e-avanca-articulacao-sobre-longevidade-na-capital/