Consulado vence Carnaval de Florianópolis pelo segundo ano seguido
No ano em que comemora o seu jubileu de ouro, a Consulado conquistou o seu bicampeonato do Carnaval de Florianópolis. A escola de samba da Caieira venceu a Embaixada Copa Lord por 26,9 a 269,6. Fundada em 1976, por servidores da Eletrosul, muitos vindos do Rio de Janeiro, a Vermelho e Branco levou à Passarela Nego Quirido o enredo “Optchá! No caminho para o Eldorado, nosso destino é pandeirar!”, uma narrativa mística que une a cultura cigana e a resistência do pandeiro, símbolo máximo da cadência brasileira. Este foi o 9º título da Consulado na disputa em Florianópolis. A Protegidos segue como maior vencedora, com 26 conquistas; seguida pela Copa, com 20; Coloninha, com 10. Atrás da Consulado está a União da Ilha, com 4 títulos e a Império do Samba, com 1. (Confira a matéria completa em OCP News, 16/02/2026) Publicado em 18 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/consulado-vence-carnaval-de-florianopolis-pelo-segundo-ano-seguido/
Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3

A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (18) a parcela de fevereiro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com os adicionais o valor médio do benefício sobe para R$ 690,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,84 milhões de famílias, com gasto de R$ 13 bilhões. Notícias relacionadas: Ambulantes que se formalizaram como MEI crescem 45% em 2 anos. Vendas no comércio varejista fecham 2025 com alta de 1,6%. Além do benefício mínimo, há o pagamento dos seguinte adicionais: Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança Acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam) Adicional de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. Adicional de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. Por causa do carnaval, os beneficiários de NIS de fim 1 e 2 receberam na segunda semana de fevereiro, com os depósitos sendo retomados nesta quarta. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Pagamento unificado Os beneficiários de 171 cidades de oito estados receberam o pagamento na última quinta-feira (12), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 122 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Bahia (14), Paraná (12), Sergipe (11), Roraima (6), Amazonas (3), Piauí (2) e Santa Catarina (1). Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família deixaram de ter desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Regra de proteção Cerca de 2,51 milhões de famílias estão na regra de proteção em fevereiro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos. Calendário de pagamento do Bolsa Família 2026 – Arte EBC Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/caixa-paga-bolsa-familia-beneficiarios-com-nis-de-final-3
Primeira marchinha, primeiro samba: conheça curiosidades do Carnaval

O “Abre Alas”, de 1899, de Chiquinha Gonzaga, é considerada a primeira marchinha de Carnaval. Inicialmente influenciadas por marchas portuguesas e militares, as marchinhas evoluíram com humor e sátira. Enquanto o samba se popularizou com “Pelo Telefone”, em 1916. Trios elétricos surgiram em 1950 com Dodô e Osmar, que colocaram instrumentos amplificados em um caminhão. A primeira escola de samba, criada no Rio de Janeiro em 1928, foi a Deixa Falar, hoje Estácio de Sá. Os clássicos “Mamãe Eu Quero”, “Allah-la-ô” e “Me Dá Um Dinheiro Aí” estão entre as marchinhas mais tocadas até hoje. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/primeira-marchinha-primeiro-samba-conheca-curiosidades-do-carnaval
Viva Maria destaca protagonismo das mulheres no carnaval de 2026

Viva Maria se despede do carnaval saudando o protagonismo das mulheres no Carnaval de 2026. No Rio de Janeiro, a Marquês de Sapucaí recebe, nesta terça-feira (17), as últimas escolas do Grupo Especial, entre elas a Unidos da Tijuca, que leva para a avenida a trajetória da escritora Carolina Maria de Jesus; e a Acadêmicos do Salgueiro, que homenageia a carnavalesca Rosa Magalhães, uma das maiores criadoras da história do carnaval. Em São Paulo, o Sambódromo do Anhembi vive o clima decisivo da apuração das notas a partir de 16h, definindo as campeãs do carnaval paulista 2026. Por lá, as mulheres negras e indígenas também foram protagonistas. A pioneira Chiquinha Gonzaga A apresentadora Mara Régia lembra ainda as raízes femininas do carnaval, ao citar Chiquinha Gonzaga, que compôs “Ó Abre Alas” em 1899, considerada a primeira marchinha de carnaval do Brasil, e ainda hoje cantada como um hino da folia popular. Chiquinha enfrentou preconceitos, rompeu convenções e ocupou espaços negados às mulheres de seu tempo, inclusive o voto. No carnaval, sua música ajudou a transformar a festa em expressão popular urbana. Entrevista com Beth Carvalho E do som das marchinhas, o Viva Maria atravessa o tempo e chega ao samba, às escolas como a Estação Primeira de Mangueira, que este ano levou para a avenida, na primeira noite de desfiles, um tema que dialoga diretamente a audiência do programa: a Amazônia, celebrando o saber tradicional e a figura do Mestre Sacaca, símbolo da ciência da floresta e da cultura popular amazônica. Por fim, aproveitando a deixa da Mangueira, Mara Régia resgata uma entrevista feita com Beth Carvalho em 2016, quando a Verde e Rosa sagrou-se campeã homenageando Maria Bethânia – depois de um jejum de 14 anos. Falecida em 2019, Beth Carvalho foi uma das maiores intérpretes de samba do Brasil. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/viva-maria-destaca-protagonismo-das-mulheres-no-carnaval-de-2026
Sustenta Carnaval transforma fantasias da Sapucaí em novas chances

Todo Carnaval tem seu fim, mas o impacto do lixo, infelizmente, permanece. Para mudar essa história, um projeto transforma fantasias em novas chances para outros foliões. A ideia é diminuir o desperdício ao reutilizar parte da quantidade de resíduos gerados pelas escolas de samba nos desfiles no Sambódromo. A fundadora do projeto Sustenta Carnaval, Mariana Pinho, avalia que, além da sustentabilidade, esse projeto também visa a promoção de mais equidade social. “O Sustenta, ele vem para continuar o enredo das escolas, que falam de preconceito de cor, de raça, de gênero; e o ambiental ele é como se fosse o fechamento do ciclo desse enredo. Reutilizando essas fantasias, fazendo com que a receita gere emprego para as pessoas do território que fazem parte desse movimento samba.” Mariana fala do perfil do público que frequenta o espaço. “Em um extremo a gente tem pessoas que são da arte, que são principalmente do mundo do Carnaval, que chegam ali e começam a chorar — que aquilo tudo ia estar no lixo. Amantes de moda, de figurino, de cenário, eles têm uma experiência quase fora do corpo. Vão lá e ficam o dia inteiro.” O trabalho de reciclagem para diminuir o impacto dos produtos têxteis no meio ambiente recolheu três toneladas de resíduos de fantasias dos desfiles já em seu primeiro ano, em 2022. No ano seguinte, o projeto se tornou parceiro da Rio Carnaval e da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) na gestão de resíduos têxteis da Sapucaí. Desde então, mais de 23 toneladas têm sido recolhidas todos os anos. O Sustenta Carnaval encaminha o material para um galpão no território da Pequena África, área da zona portuária do Rio de Janeiro, conhecida pela história e preservação da memória negra. O espaço abre de quarta a sexta, e aos sábados, na rua Pedro Ernesto, na Gamboa. *Com informações da Agência Brasil Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/sustenta-carnaval-transforma-fantasias-da-sapucai-em-novas-chances
Calango Careta faz carnaval de rua “raiz” no último dia de festa no DF

O bloco Calango Careta arrastou centenas de foliões nesta terça-feira (17), último dia de carnaval na capital do país. Tudo foi animado por músicos da orquestra de sopro e percussão, além de artistas circenses, fantasias e alegorias de animais do Cerrado. Brasília (DF), 17/02/2026 – Aristas em pernas de pau animaram o bloco Calango Careta nesta terça-feira. – Joédson Alves/Agência Brasil O bloco foi criado em 2015. Desde então, o dia e o local de saída às ruas são divulgados poucas horas antes do cortejo. O sociólogo André Ramos e seu filho Otto, de quatro anos, foram fantasiados de Chapolin Colorado. André destaca a animação e a democracia do bloco. “É o bloco mais animado e a banda mais legal. O cortejo é muito legal, é democrático, todo mundo junto. E ele gosta muito, ele que pede para vir”. Brasília (DF), 17/02/2026 -Carnaval de rua no Bloco Calango Careta. – Joédson Alves/Agência Brasil A escritora e consultora legislativa Gabriela Antunes foi fantasiada de sereia da cabeça aos pés. Ela conta que o Calango Careta é pura poesia e detalha a escolha da roupa. “Eu fiz essa fantasia porque eu sou nadadora e gosto muito de carnaval. Eu adoro esse tipo de bloco que não ofende, que é totalmente integrado com a cidade, que as pessoas vêm simplesmente brincar, todo mundo fantasiado. Não tem idade. Se você procurar, vai ter cadeirante, criança, cachorro, gato”. Brasília (DF), 17/02/2026 -Carnaval de rua no Bloco Calango Careta. – Joédson Alves/Agência Brasil O italiano e professor de grego Silvio Marino curtiu o primeiro carnaval no Brasil. Fantasiado de barril, com inspiração no filósofo Diógenes, o professor destacou a importância da festa para a cultura brasileira. “É uma resistência cultural de quem fez esse país, que foi feito com o sangue das pessoas escravizadas. Então é uma festa deles, sobretudo. Carnaval é uma palavra europeia, mas o carnaval de lá e o daqui são muito diferentes. Você entra no carnaval e saboreia as várias culturas que compõem este país”. Mais de 70 blocos animaram o carnaval no Distrito Federal neste ano. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/calango-careta-faz-carnaval-de-rua-raiz-no-ultimo-dia-de-festa-no-df
Festival de Cinema de Berlim tem dez produções brasileiras

A edição de número 76 do Festival Internacional de Cinema de Berlim segue até domingo (22), e o Brasil tem dez produções na programação do evento. Chama a atenção o fato de que metade delas foi dirigida por mulheres. Também se destaca a origem dessas produções, que são de fora do eixo Rio-São Paulo: há filmes do Ceará, de Minas Gerais e do Piauí. Recursos Nove das películas exibidas receberam recursos das políticas públicas de fomento ao audiovisual. No total, foram investidos cerca de R$ 12,9 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual e R$ 7,6 milhões da Lei do Audiovisual. Entre as produções contempladas está “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, de Janaína Marques. O filme, do Ceará, foi selecionado para a Mostra Fórum, voltada a obras mais experimentais e autorais. Três películas nacionais exibidas na mostra voltadas ao público infantojuvenil também contaram com investimentos públicos: “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai; “Papaya”, de Priscilla Kellen; e “Feito Pipa”, de Allan Deberton. Segundo a Ancine, a Agência Nacional do Cinema, no ano passado, 367 filmes brasileiros foram exibidos para mais de 11 milhões de espectadores. O lucro gerado foi de R$ 215. Políticas públicas A presença do cinema brasileiro em premiações internacionais como o Oscar, com indicações a quatro categorias neste ano com o filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, é um exemplo dos resultados a longo prazo das políticas públicas de incentivo ao audiovisual nacional. No ano passado, o Brasil conquistou o Urso de Prata, o Grande Prêmio do Júri, em Berlim, com o filme “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro. Em 2025, foram exibidas 12 produções brasileiras na Berlinale; neste ano, são dez. A mostra competitiva do Festival Internacional de Cinema de Berlim deste ano não conta com filmes nacionais, mas há duas produções internacionais dirigidas por cineastas brasileiros que concorrem ao prêmio principal. “Rosebush Pruning”, do cearense Karim Aïnouz, e “Josephine”, de Beth de Araujo, estão na disputa pelo Urso de Ouro. O resultado será divulgado neste sábado (21). Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/festival-de-cinema-de-berlim-tem-dez-producoes-brasileiras
Mocidade Alegre é a campeã do Carnaval de São Paulo

A grande campeã do Carnaval de São Paulo de 2026 é a Mocidade Alegre, também conhecida como Morada do Samba, que conquistou o 13º título no Grupo Especial, com apenas um décimo de diferença para a Gaviões da Fiel. A escola do bairro do Limão foi fundada em 1967. Solange Cruz é presidente da agremiação há mais de 20 anos, período em que conquistou oito títulos de campeã do grupo especial. A vitória veio com o enredo Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra, desenvolvido pelo carnavalesco Caio Araújo, que homenageou a vida e obra da atriz Léa Garcia, pioneira no teatro e cinema nacional, ativista e símbolo do protagonismo negro nas artes: fez parte do Teatro Experimental do Negro, foi indicada a melhor atriz no Festival de Cannes em 1957, pelo papel no filme Orfeu Negro, e atuou em novelas como Escrava Isaura. No desfile do último sábado (14), houve a entrega simbólica de um Kikito de Ouro como forma de reparação pelo legado da atriz, que morreu de um infarto em 2023, aos 90 anos, no dia em que receberia o Troféu Oscarito, no Festival de Gramado. Rebaixadas As duas escolas que caíram para o Grupo de Acesso I foram a Águia de Ouro, com a menor pontuação, e a Rosas de Ouro, campeã do carnaval de 2025, que já começou a apuração deste ano com cinco décimos a menos por causa do atraso na entrega do material com informações do desfile. Se a Rosas de Ouro não tivesse recebido a punição pelo atraso, teria se mantido no grupo de elite do carnaval paulistano. Grupo de Acesso Já no Grupo de Acesso I, a campeã foi a Acadêmicos do Tucuruvi, que garantiu a volta para o grupo especial junto com a Pérola Negra, que ficou em segundo lugar. Nenê de Vila Matilde e Camisa 12 caíram para o Grupo de Acesso 2. Com a vitória deste ano, a Mocidade Alegre se tornou a segunda escola com o maior número de títulos no carnaval de São Paulo, atrás apenas da Vai-Vai. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/mocidade-alegre-e-campea-do-carnaval-de-sao-paulo
Com quase 50 anos, Pacotão leva multidão à área central de Brasília

Para encerrar o Carnaval da capital federal não poderia faltar o seu bloco mais icônico: o Pacotão, com quase 50 anos de história, que levou uma multidão à área central de Brasília. Ao som das marchinhas, o bloco atravessou a via W3 norte na contramão, levando os foliões até o Eixo Monumental. Muita irreverência, sátira e crítica social fazem parte da história do bloco, que teve início em 1978, criado por jornalistas que apostaram no humor para enfrentar a censura da ditadura militar. Banco Master A chacota tomou conta de Brasília, com muito improviso, embalados pela Banda Podre do Pacotão. O tema deste ano foi o escândalo do Banco Master, como explica o fundador do bloco, Wilsinho Red: “Muita sátira, muita crítica às políticas internacional e nacional, e denunciando essa corrupção do BRB, do Banco Master, da prisão de Bolsonaro. E o Pacotão é isso aí: o Pacotão é o papel higiênico da história!” Bruno Lisboa estava fantasiado de cartão do BRB, o Banco de Brasília, protestando de forma bem-humorada sobre a situação da instituição: “É um protesto à promiscuidade entre o público e o privado, entre uma instituição pública e fundos privados. É uma crítica bem-humorada do orçamento público”. E sobrou até para a data do carnaval deste ano. Carol Vilaça, se fantasiou de Rita Lisa para reclamar do Carnaval acontecer logo no meio do mês: “Estou adorando! E, assim, vim de Rita Lisa mesmo para poder mostrar. Como é que se faz um Carnaval no meio do mês? Não pode fazer o Carnaval no meio do mês. Todo mundo só recebe no começo ou no fim do mês. Fica um absurdo!” E até o final da terça-feira (17), os foliões puderam curtir blocos como “As Leis de Gaga”, “da Saly”, e “das Braba”. O show da sambista Kris Maciel também marcou o fim da folia na capital federal. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/com-quase-50-anos-pacotao-leva-multidao-area-central-de-brasilia
Flip anuncia autora homenageada – Portal Brasil Criativo

A Festa Literária de Paraty (Flip) anunciou a poeta Orides Fontela (1940-1998) como autora homenageada da sua 24ª edição. Natural de São João da Boa Vista, no estado de São Paulo, é dona de uma obra conhecida por seu rigor formal com a língua e pela atualização que faz do Modernismo, fazendo com que ela seja uma das pioneiras nas vertentes contemporâneas da poesia brasileira. Fontela é autora dos livros Transposição (1969), Helianto (1973), Rosácea (1986), além de Alba, vencedor do Prêmio Jabuti em 1983, e Teia, que lhe rendeu prêmio APCA, em 1996. Alguns de seus textos apresentam uma ligação com temas da natureza, principalmente os pássaros e as flores. Descoberta por Davi Arrigucci Jr., professor de teoria literária da USP, que leu seu poema “Elegia” no jornal sanjoanense O Município, no ano de 1965, teve a carreira impulsionada por entusiastas como o crítico literário Antonio Candido e pela filósofa Marilena Chaui. Morta em 1998, dois anos após o lançamento de Teia, a autora homenageada da 24ª Flip teve sua obra compilada em três ocasiões, com Trevo (1988, Livraria e Editora Duas Cidades), Poesia reunida (2006, Cosac Naify) e Poesia completa (2015, Hedra) – este último volume contém 22 poemas inéditos, publicados postumamente. Em 2007, foi laureada postumamente com a Medalha da Ordem do Mérito Cultural, na categoria Grã-Cruz, do Ministério da Cultura. “Dona de uma poesia concisa e despojada de ornamentos, e afeita aos poemas curtos, Orides Fontela recebeu atenção extraordinária da crítica literária, que via nela uma renovadora do Modernismo, e mesmo de poetas consagrados, como Drummond. É uma referência incontornável no cenário da poesia contemporânea brasileira”, afirma Rita Palmeira, curadora literária da 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty. A vida no interior, as leituras de filosofia e as lições do zen-budismo também ajudaram a moldar a poesia de Orides Fontela. “Para enfrentarmos os desafios da contemporaneidade, temos que entender que cultura e natureza são a mesma coisa, e que nós, humanos, fazemos parte dela. É interessante observar que essa dimensão, que é tão clara hoje, já estava sugerida na obra de Orides Fontela. Este também é o sentido de homenageá-la nesta Flip”, diz Mauro Munhoz, diretor artístico da Festa Literária. A Editora Hedra, que detém os direitos das obras de Orides Fontela, planeja o relançamento de seus livros entre março e abril deste ano. “O atual panorama da poesia brasileira vem se incrementando, com a multiplicação de publicações, casas editoriais e eventos ligados a este gênero. Esse momento conta com uma presença feminina importante. Publicada por uma editora de pequeno porte, Orides também ganhou livros em sua homenagem por casas editoriais similares. Resgatar Orides é, de alguma forma, valorizar o trabalho realizado por essas editoras”, continua Rita Palmeira. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/16701-2/
