Anatel desarticula “ERB Fake” em São Paulo

ma operação de fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em São Paulo resultou na desativação de mais uma estação clandestina de Serviço Móvel Pessoal (SMP), conhecida como “ERB Fake”, que se encontrava em pleno funcionamento na capital paulista. A ação, realizada na última quinta-feira (26/3), teve como objetivo combater o uso dessas estruturas para a aplicação de golpes financeiros via SMS fraudulentos. A detecção da interferência foi identificada pela própria Anatel, por meio de fiscalização preventiva, que apontou a degradação da qualidade do sinal na região entre as Avenidas Santo Amaro e dos Bandeirantes. A fiscalização da Anatel São Paulo, com o uso de equipamentos avançados de Drive Test, localizou a origem do sinal em um condomínio residencial no bairro da Vila Olímpia. Sobre o sucesso da intervenção, o conselheiro da Anatel, Edson Holanda, destacou que a eficácia da Agência em identificar e neutralizar essas ameaças em tempo recorde reafirma o papel fundamental da Anatel na proteção do ecossistema digital. Segundo o conselheiro, “o combate às ERBs Fake é uma prioridade estratégica, pois essas estações não apenas degradam o serviço de telecomunicações, mas servem de ferramenta para o crime, ferindo a confiança do cidadão na conectividade móvel.” Acompanhando o desdobramento da operação, a superintendente de Fiscalização, Gesiléa Teles, ressaltou que a precisão técnica da equipe de campo foi determinante para o flagrante. Ela pontuou que “o uso de analisadores de espectro em tempo real permitiu rastrear o sinal até o 14º andar do edifício, demonstrando que a inteligência fiscalizatória da Anatel está cada vez mais preparada para enfrentar fraudes sofisticadas e garantir que a infraestrutura de rede não seja sequestrada por criminosos.” Interrupção do sinal e prisão em flagrante Com a confirmação do ponto exato da transmissão, a fiscalização da Anatel acionou a Polícia Civil, que adentrou o imóvel e atestou o funcionamento da estação clandestina. O sinal foi imediatamente interrompido e todos os equipamentos envolvidos na fraude foram apreendidos. O responsável pela operação do sistema foi detido e preso em flagrante. Esta foi a segunda apreensão de “ERB Fake” em São Paulo, apenas neste início de 2026. O balanço consolidado entre 2025 e 2026 já soma oito equipamentos apreendidos em São Paulo e dois no Rio de Janeiro, evidenciando uma ofensiva contínua da Agência contra o crime cibernético e a utilização indevida da infraestrutura de telecomunicações. Fonte: Anatel fonte https://santotech.com.br/anatel-desarticula-erb-fake-em-sao-paulo/
Balé Teatro Castro Alves comemora 45 anos com diversas apresentações

Um dos principais grupos de dança da Bahia, o Balé Teatro Castro Alves está completando 45 anos e tem várias apresentações neste mês de abril. Uma delas é o espetáculo “Verivérbio”, em cartaz nestas quinta (9), sexta (10) e sábado (11) e também nos dias 23, 24 e 25 de abril, sempre a partir das 19h, no Goethe-Institut Salvador, localizado no Corredor da Vitória. Haverá apresentações também no Centro Cultural da cidade de Santo Antônio de Jesus, no dia 17 de abril, e no Sesc de Feira de Santana, no dia 29 deste mês. A montagem investiga o ato de falar como uma manifestação múltipla, que transcende a emissão verbal. Em cena, a palavra se transforma em gesto, ritmo e respiração, propondo uma dança que emerge como uma “fala sem voz”. Aulas abertas Desde o início de abril, estão ocorrendo também, no Espaço Xisto Bahia, aulas abertas de pilates, balé clássico e alongamento, sempre às 13h, conduzidas por bailarinos da companhia. A iniciativa é gratuita e voltada para artistas da dança e pessoas com nível intermediário e avançado. O calendário das aulas abertas está disponível no perfil do balé no Instagram. Balé Teatro Castro Alves O Balé Teatro Castro Alves foi fundado em 1981 e faz parte do corpo artístico do Teatro Castro Alves, localizado em Salvador, na Bahia. O grupo é a primeira companhia pública de dança do eixo Norte-Nordeste e a quinta companhia de dança no Brasil. Nesses 45 anos de história, ele passou a ser referência na dança moderna e contemporânea e já apresentou mais de 100 montagens de importantes coreógrafos. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-04/bale-teatro-castro-alves-comemora-45-anos-com-diversas-apresentacoes
Dirigido Por Elza Cataldo, Documentário Resgata Trajetória da atriz Eva Nil

Chamada de a “Greta Garbo brasileira”, a atriz Eva Nil é uma figura marcante do cinema nacional, mas pouco conhecida. Trabalhou em filmes de Humberto Mauro e Adhemar Gonzaga, hoje perdidos, e abandonou o cinema no final dos anos de 1920, passando a trabalhar ao lado de seu pai, Pietro Comello, com fotografia. O documentário O SILÊNCIO DE EVA, da cineasta mineira Elza Cataldo, resgata a trajetória da artista. Produzido pela Persona Filmes, o longa tem distribuição da Encripta e estreia no Espaço Itaú de Cinema, em São Paulo, dia 09 de Abril. Combinando material documental e encenações que cobrem lacunas da vida de Eva, o filme reconstrói de forma poética a vida da atriz, nascida no Cairo em 1909. Eva viveu no Brasil até sua morte em 1990, em Cataguases (MG), onde passou a maior parte de sua vida, e trabalhou com Humberto Mauro, em Valadião, o Cratera (1925) e Na Primavera da Vida (1926). “O filme nasce com a atriz Inês Peixoto, emocionada em descobrir a existência de uma outra atriz. Eva faz parte da história do cinema, da história das mulheres, embora sua memória seja frágil e fragmentada. Nossa intenção foi buscar os vestígios da sua existência como atriz e como fotógrafa na esperança de que, assim como ficamos encantadas em conhecê-la, ela possa surpreender lindamente outras pessoas”, explica a diretora. Inês, ao lado do marido, ator Eduardo Moreira, e da jovem atriz Bárbara Luz (“Ainda estou aqui”), filha do casal, traz ao longa encenações de momentos imaginários da vida de Eva, além de discussões, entre o próprio trio, sobe a trajetória de Eva e a profissão de atriz. “A linguagem do filme pretende equilibrar depoimentos, entrevistas, testemunhos sobre ela com as recriações ficcionais, com interpretações de atores, cenários e figurinos capazes de transportar o público para o universo criativo dela. Eva fazia parte de uma família de artista, assim como Inês, Eduardo e Bárbara. O paralelo entre estas duas famílias e seus processos criativos foram alinhavados de forma delicada na montagem do Armando Mendz.” A própria diretora, também, tem uma longa trajetória no cinema, trabalhando como produtora e roteirista, tendo em seu currículo filmes como os longas ficcionais Vinho de Rosas (2005), As Órfãs da Rainha (2023), o documental O Levante de Bela Cruz (2021), e os curtas A Santa Visitação (2006), O Crime da Atriz (2007), Ouro Branco (2009), Lunarium – Retratos em Azul (2011), Lunarium – Sonhos e Utopias (2011) e A Má Notícia (2013). Além disso, entre 1992 e 2006, Elza trabalhou como exibidora em Belo Horizonte, e fundou os Cinemas Usina-Liberdade (Belas Artes, Nazaré, Ponteio), e foi diretora do Usina Unibanco de Cinema e do Cineclube Unibanco Savassi. Para a diretora, Eva é referência de uma mulher que ousou sonhar em fazer cinema em uma pequena cidade de Minas. “Os sonhos, os desafios, o desejo de profissionalismo, a intensidade de Eva, me inspiram. Entretanto, ao contrário dela, resisto.” “Eva e nosso filme nos mostram que o cinema brasileiro ainda guarda as mesmas dificuldades: de viabilização financeira, de realização artística e, acima de tudo, de encontrar o seu público. Fiquei tristemente surpresa em perceber esses mesmos obstáculos desde o tempo da Eva, mas por ela e por tantas outras seguimos com alguns sucessos no nosso ofício cinematográfico e também com muitos vazios. Que tenhamos forças de continuar resistindo”, conclui a cineasta. Sinopse O Silêncio de Eva resgata a história de Eva Nil, estrela do cinema mudo brasileiro que abandonou a carreira no auge e caiu no esquecimento. A atriz Inês Peixoto percorre sua trajetória, revive cenas perdidas e investiga os silêncios de uma mulher à frente de seu tempo. Com linguagem poética, o documentário é um tributo à memória do cinema, à força feminina por trás das telas e às histórias apagadas que merecem ser contadas. O SILÊNCIO DE EVA Brasil, 2025, 106 min Direção e Produção – Elza Cataldo Roteiro – Elza Cataldo, Christiane Tassis e Inês Peixoto Elenco – Inês Peixoto, Barbara Luz, Eduardo Moreira, João Perdigão, Luís Parras, João Vitório, José Vilaça Direção de Arte – Moacyr Gramacho Cenografia – Luís Parras e Moacyr Gramacho Figurino – Sayonara Lopes Direção de Fotografia – Fernanda Tanaka e Marcelo Borja Produção Executiva – Luiz Navarro Assistente de Produção – Carol Durães Montagem – Armando Mendz Sobre Elza Cataldo Elza Cataldo é diretora, produtora e roteirista. Com curso em Cinematografia pela Universidade de Nanterre e Doutora pela Sorbonne, França, foi também professora e pesquisadora pela Universidade Federal de Minas Gerais. Em 2023, Elza lançou o longa-metragem As Órfãs da Rainha, que participou de diversos festivais internacionais. No Festival Internacional de Cinema Feminino de Toronto, o filme foi agraciado com o prêmio de Melhor Filme Histórico. Além disso, a produção foi selecionada para o Washington Jewish Film Festival 2023 e ganhou o prêmio de Melhor Narrativa no Los Angeles Independent Women Film Awards. Participou também do Festival de Cinema Judaico de São Paulo e foi selecionado para a mostra competitiva do Energa Camera Image, na Polônia, o maior festival de cinema dedicado exclusivamente à direção de fotografia. Entre outros trabalhos de Elza, estão o longa-metragem Vinho de Rosas (Prêmio de Melhor Diretora Estreante no Festival Internacional de Batumi – Geórgia 2006 e Prêmios de Melhor Figurino, Melhor Cenografia e Melhor Som Direto no Festival de Maringá 2006); o filme de curta-metragem O Crime da Atriz (Melhor Curta Brasileiro – Júri e Público, e prêmio TeleImage, ambos na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo 2007, e Menção Honrosa em Comédia no Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte 2008; o documentário A Santa Visitação e os curtas O Ouro Branco, Lunarium e A Má Notícia. Coprodutora dos longas-metragens A Luneta do Tempo, de Alceu Valença, e Meu Pé de Laranja Lima, de Marcos Bernstein. Foi coordenadora do Laboratório CINEPORT de Roteiros, consultora do ISVOR/FIAT sobre o tema Storytelling, palestrante e professora da Fundação Dom Cabral sobre estruturas estruturais, consultora do Programa Bahia Criativa (Minc/Secult) para desenvolvimento de roteiros, consultora da Casa da Economia Criativa/SEBRAE para projetos audiovisuais e líder do Núcleo Criativo de roteiros da Brokolis do Brasil. Exibidora de cinema em Belo Horizonte. Dirigiu ainda os documentários de longa-metragem O Levante de Bela Cruz, O Silêncio de Eva, que estreia nos cinemas em março/abril de 2026, e Marianas disponível na plataforma Globoplay desde novembro
MPF pede suspensão do transporte à Ilha do Campeche na safra da tainha
Da Coluna de Fabio Gadotti (fabiogadotti.net, 08/04/2026) O Ministério Público Federal quer a interrupção do transporte de passageiros para a Ilha do Campeche durante a safra da tainha, entre 1º de maio e 10 de julho. A recomendação foi feita na semana passada, durante reunião na Justiça Federal, em Florianópolis. A medida é baseada em inquérito civil instaurado com base em representação da Associação dos Pescadores Artesanais do Campeche (Apesac), que relata que o transporte de turistas “vem atrapalhando a pesca artesanal”. No documento, o procurador da República Renato Rezende Gomes considera incoerente permitir “o tráfego intenso de barco a motor com turistas” ao mesmo tempo que se proíbe, por lei municipal, “a prática de esportes de baixo impacto, como o surfe e o kitesurf, sob a justificativa de proteger os cartumes”. A suspensão da travessia de turistas permitiria, segundo o MPF, um “descanso” para o ecossistema. Na mesma reunião, o Instituto Ilha do Campeche informou que meia tonelada de lixo foi retirada do local nos três primeiros meses de 2026. A entidade também alertou para o transporte de credenciados fora do horário oficial e “graves danos ao patrimônio arqueológico”. Registrou ainda que as câmeras de monitoramento instaladas pela prefeitura ainda não estão em operação. A Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) esclareceu que o processo licitatório para a contratação do serviço, que depende de internet de alta conexão, está em fase de finalização. Publicado em 09 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/mpf-pede-suspensao-do-transporte-a-ilha-do-campeche-na-safra-da-tainha/
Excesso de chuvas causa aumento no preço do feijão

Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma média de R$ 598,45. Os alimentos com maior impacto foram o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os três primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda no custo médio em 19 cidades, relacionada ao excesso de oferta. Notícias relacionadas: Prévia da inflação de março fica em 0,44%, pressionada por alimentos. Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, além da capital paulista há destaque para as cidades do Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores médios abaixo do patamar dos R$ 800. Com o salário mínimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado à renda, em relação ao ano passado. “Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em março de 2026, 48,12% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos e, em fevereiro, 46,13% da renda líquida. Em março de 2025, considerando as 17 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 52,29%”, indicou o levantamento. Em março, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com março de 2025, considerando o conjunto restrito de 17 capitais analisadas, a jornada média foi de 106 horas e 24 minutos. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As principais reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%). A comparação de intervalo anual é limitada a 17 capitais, pois o Dieese não realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luiz e Teresina. Regime de chuvas O estudo indica que o valor do feijão subiu em todas as cidades. O grão preto, pesquisado nos municípios da Região Sul, do Rio de Janeiro e de Vitória, apresentou alta, com percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florianópolis. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macapá, e 21,48%, em Belém. A alta do feijão ocorreu devido à restrição de oferta, por dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra, mostra o levantamento. “Quando a gente vê um aumento de preços, tende a pensar que os produtores estão lucrando mais, mas nesses casos menos produtores têm o produto e aí podem estar vendendo por mais, só que o que aconteceu bastante neste ano é que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor”, explicou Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe). Lüders lembrou que a produção ainda tem atraso considerável em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas e forçou a substituição por um tipo de feijão preto destinado principalmente ao mercado indiano. “Os números que a gente tem hoje não refletem a nossa realidade, a gente tem tido menos o carioca, pois é um feijão que o governo não garante preço, já que o preço mínimo existe para enfeite, o produtor não se beneficia em nenhum momento disso não há mercado externo”. Esses fatores levaram a uma diferença considerável entre o feijão carioca e o feijão preto, variedades mais procuradas nos maiores mercados. O grão carioca chega a ser vendido hoje a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda de fato a partir dos meses de agosto, setembro e outubro, quando se colhe a safra irrigada. O feijão preto ainda tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, pois há muito estoque das duas colheitas de 2025, mas esse excedente será pressionado já que se plantou pouco na segunda safra, que é a do começo do ano, e a cultura sofreu impacto da chuva forte no Paraná. A expectativa é de uma inversão de preços, com o feijão preto mais caro do que o carioca em 2026. “Isso é terrível para os produtores. A exportação diminuiu em 2025, isso é cíclico. O estímulo para plantar o feijão carioca é muito grande, e isso é um risco pois pode derrubar o preço”, complementa o analista. A estimativa da Conab indica uma produção superior a 3 milhões de toneladas, com avanço de 0,5% em relação ao ciclo 2024/2025. O impacto do aumento do custo de fertilizantes e de combustíveis ainda não foi sentido pelo setor, o que aumenta a incerteza. Há expectativa de aumento global dos valores de alimentos. Salário mínimo O Dieese também mostra o valor ideal do salário mínimo. Para isso, considera a cesta mais cara, em São Paulo e os custos básicos que dariam conta das necessidades garantidas na Constituição para o trabalhador e sua família: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em março, o valor para uma família de quatro pessoas seria R$
São João de Campina Grande divulga programação de 2026

A 43ª edição do Maior São João do Mundo, como é oficialmente conhecido o festejo em Campina Grande, começa no dia 3 de junho e segue até o dia 5 de julho. A programação para os 33 dias de festa já foi divulgada. As principais atrações estarão concentradas entre o Parque do Povo e o recém-revitalizado Parque Evaldo Cruz. O Projeto Dominguinho, que tem à frente João Gomes, Mestrinho e Jota.pê, fará o show da noite de abertura, no palco principal. Ainda no primeiro dia, se apresentam três referências da música nordestina contemporânea: a cantora Solange Almeida e as bandas Brasas do Forró e Limão com Mel. O palco principal terá cerca de 120 shows dos mais variados gêneros musicais. Artistas que já participaram de edições anteriores, como Elba Ramalho, Flávio José, Eliane e Dorgival Dantas, se juntam a novidades como o cantor Roberto Carlos e a cantora e compositora Marisa Monte, que estará no palco principal no Dia dos Namorados, 12 de junho. O prefeito da cidade, Bruno Cunha Lima, destacou que há muito tempo o arraial da Rainha da Borborema deixou de ser apenas uma celebração dos santos católicos. “É o principal momento econômico de Campina. É a força motriz, é o impulso da geração de emprego e renda, de crescimento da nossa economia. No ano passado, o São João movimentou mais de R$ 720 milhões na economia de Campina. E isso é a certeza de que a economia formal, a economia informal, comércio, setor de serviço, todos os locais da cidade, de uma maneira geral, colhem muitos frutos positivos.” Como o festejo coincide com a Copa do Mundo, haverá telão com transmissão dos jogos do Brasil e um espaço temático para os torcedores em pleno arraial. A programação dia a dia e as atualizações sobre a festa estão disponíveis no instagram oficial do evento. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-04/sao-joao-de-campina-grande-divulga-programacao-de-2026
Programa Paraíba sem Fronteiras abre 25 vagas para graduação sanduíche no Reino Unido

Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties), em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), publicou, nesta quarta-feira (8), um novo edital do Programa Paraíba Sem Fronteiras, com 25 vagas para graduação sanduíche no Reino Unido. Os estudantes selecionados terão a oportunidade de realizar mobilidade internacional no Warwickshire College and University Centre (WCUC). A iniciativa é voltada para estudantes de graduação de instituições públicas de ensino superior sediadas na Paraíba e tem como objetivo fortalecer a formação acadêmica, científica, tecnológica e profissional dos participantes por meio da cooperação internacional. Inscrições- As inscrições podem ser realizadas a partir desta sexta-feira (10) até o dia 5 de maio próximo e deverão ser feitas exclusivamente pela plataforma SIGFAPESQ. Para participar, o candidato precisa ter cadastro no sistema, preencher a proposta online e anexar toda a documentação exigida em formato PDF. Vagas- As 25 vagas estão distribuídas em quatro áreas de formação: Negócios e Gestão Redes de Computadores e Cibersegurança Educação e Desenvolvimento na Primeira Infância Criação de Conteúdo para Mídias Design Gráfico com Fotografia. Quem pode participar? – Podem se inscrever estudantes com vínculo ativo em cursos de graduação das seguintes instituições públicas parceiras do programa: UFPB, UFCG, UEPB e IFPB. Além disso, é necessário a aprovação em teste de proficiência em língua inglesa, aplicado online pela própria instituição anfitriã. O candidato deverá alcançar, no mínimo, o nível B2 do Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas. As atividades no exterior estão previstas para ocorrer entre setembro de 2026 e janeiro de 2027, durante o primeiro semestre do ano letivo 2026/2027 da instituição estrangeira. Confira o edital completo: (https://fapesq.rpp.br/editais/2026/edital-no-14-2026-concessao-de-bolsas-de-graduacao-sanduiche-para-mobilidade-internacional-do-programa-paraiba-sem-fronteiras-warwickshire-college-and-university?ref=paraibasemfronteiras.secties.pb.gov.br) fonte https://santotech.com.br/programa-paraiba-sem-fronteiras-abre-25-vagas-para-graduacao-sanduiche-no-reino-unido/
Produção de motocicletas tem 2º melhor trimestre da história

As fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus produziram 561.448 unidades de motocicletas no primeiro trimestre deste ano. Isso representa uma alta de 12,1% em relação ao mesmo período do ano passado e o segundo melhor resultado da história, apontou hoje (9) a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), que está completando 50 anos de existência em 2026. No ranking do primeiro trimestre, os modelos de baixa cilindrada ficaram em primeiro lugar, com 435.731 unidades produzidas, o que representou 77,6% do volume total. Em segundo lugar, ficaram as motocicletas de média cilindrada, com 110.405 unidades (19,7% ), seguidas pelas de alta cilindrada, que somaram 15.312 unidades (2,7%). Notícias relacionadas: Venda de motocicletas em 2025 é a maior dos últimos 22 anos. Em dez anos, frota de motocicletas cresce 42% no país. Produção de motocicletas passa de 1 milhão em 2025, diz Abraciclo. Só no mês de março foram produzidas 212.716 unidades, um avanço de 34,5% em comparação a março do ano passado e de 29,6% ante fevereiro. Segundo a Abraciclo, esse volume de produção é um recorde histórico para o mês de março. “O resultado do primeiro trimestre foi extremamente positivo, com o melhor março histórico de produção”, comemorou o presidente da Abraciclo, Marcos Bento. O Brasil é atualmente o sexto maior produtor de motocicletas do mundo. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Varejo O mercado de motocicletas também foi bastante positivo em relação às vendas, registrando volumes recordes de licenciamentos tanto no acumulado do primeiro trimestre quanto no mês de março. Entre janeiro e março deste ano, as vendas no varejo totalizaram 571.728 unidades, resultado 20,6% superior ao mesmo período de 2025. Considerando-se apenas o mês de março, foram licenciadas 221.618 unidades, crescimento de 33,5% em relação a março de 2025 e de 29,2% ante fevereiro. “As vendas continuam consistentes, principalmente pelos atributos da motocicleta como economia, mobilidade urbana, menor custo de aquisição e uso profissional”, disse o presidente da associação, durante entrevista coletiva concedida hoje. Apesar disso, ele diz que o setor se mantém alerta por possíveis reflexos provocados pela guerra no Oriente Médio. “Existe uma preocupação quanto aos conflitos globais. Isso está impactando no preço do petróleo e de seus derivados, o que pressiona a inflação e provocou uma leve queda na taxa da Selic. Esse cenário macroeconômico gera um pouco de preocupação no segmento”, falou Bento. Exportações As exportações de motocicletas produzidas no Polo Industrial de Manaus cresceram 18,6% no primeiro trimestre deste ano, totalizando 11.441 unidades. “Houve crescimento novamente para a América do Sul, com o primeiro lugar liderado pela Argentina, provocada pela recuperação da economia”, falou o presidente da entidade. No mês de março foram exportadas 4.606 unidades, volume 13,9% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e 29,1% maior na comparação com janeiro. Projeções para 2026 Para este ano, a Abraciclo projeta um crescimento de 4,5% na produção de motocicletas, com 2.070.000 unidades fabricadas. A previsão também é crescimento no licenciamento, com 2.300.000 vendidas, representando aumento de 4,6% em relação ao ano passado. Quanto às exportações, a projeção da entidade indica crescimento em torno de 4,4% para este ano, com 45.000 unidades embarcadas. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/producao-de-motocicletas-tem-2o-melhor-trimestre-da-historia
Audiência pública avança em soluções para infraestrutura nos ranchos de pesca em Florianópolis
Com o Plenarinho lotado, a Comissão de Pesca, Maricultura, Agricultura e Assuntos do Mar realizou, na tarde desta quarta-feira (8), uma audiência pública para debater, com pescadores, a situação dos serviços essenciais nos ranchos de pesca. Entre os principais temas estiveram o abastecimento de água, a energia elétrica, o saneamento básico, a coleta de resíduos e as condições de acesso. Participaram do encontro representantes da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram), da Polícia Militar Ambiental, da Secretaria Municipal de Pesca, da Secretaria Executiva de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina e da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), além de associações de pescadores de diferentes regiões da cidade. O presidente da Floram, Alexandre Waltrick Rates, afirmou que é possível implantar infraestrutura básica nos ranchos sem prejuízos ao meio ambiente. “A engenharia oferece soluções viáveis, como sistemas que evitam o contato direto com o solo. No caso da energia elétrica, o impacto é mínimo”, explicou. Ele também ressaltou a importância da atuação conjunta entre os órgãos para que as soluções avancem e deixem de ser um problema recorrente. Para o subsecretário de Pesca, Gabriel Lemos, a audiência evidenciou o engajamento dos pescadores e permitiu avançar nos encaminhamentos. “Vamos direcionar as demandas aos órgãos competentes para viabilizar a regularização dos ranchos e garantir estruturas permanentes”, disse. Ele acrescentou que, para a próxima safra da tainha, todos os 57 ranchos contarão com banheiros químicos e acesso à energia elétrica, enquanto o município trabalha na regularização de mais de 600 processos de ranchos permanentes. Pescador desde criança, Hugo Daniel, herdeiro de um rancho tradicional na Praia do Campeche, avaliou que o encontro trouxe expectativa de avanços. “Pela primeira vez, houve alinhamento entre as autoridades e maior clareza sobre os caminhos”, disse, ao destacar a necessidade de que as medidas sejam efetivamente implementadas. O presidente da Associação de Pescadores Artesanais do Campeche, Walter Chagas, também considerou a reunião positiva. Segundo ele, a integração entre município, estado e União fortalece a esperança de reconhecimento da atividade pesqueira e de soluções concretas. Proponente da audiência, o presidente da Comissão, vereador Gilberto Gemada, destacou que há um encaminhamento definido para dar continuidade ao processo. “As demandas serão analisadas pelos órgãos responsáveis, o que estabelece um caminho para avançar”, afirmou. Ele também reforçou que a garantia de estrutura básica nos ranchos é uma questão de dignidade e de condições adequadas de trabalho para os pescadores ao longo de todo o ano. (CMF, 08/04/2026) Publicado em 09 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/audiencia-publica-avanca-em-solucoes-para-infraestrutura-nos-ranchos-de-pesca-em-florianopolis/
Poupança tem retirada líquida de R$ 11,1 bilhões em março

O saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu em março deste ano, com registro de mais saques do que depósitos. As saídas superaram as entradas em R$ 11,1 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Banco Central (BC). No mês passado, foram aplicados R$ 369,6 bilhões, contra saques da ordem de R$ 380,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,3 bilhões. O saldo da poupança é de quase R$ 1 trilhão. Notícias relacionadas: Indústria, comércio e sindicatos pedem queda mais forte da Selic. Lula questiona BC sobre corte da Selic: “esperava pelo menos 0,5%”. Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões. No primeiro trimestre desde ano, a caderneta já acumula R$ 41,2 bilhões em retiradas líquidas. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho. Na última reunião, no mês passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC começou a reduzir a Selic, com um corte de 0,25 ponto percentual ao ano. Entretanto, com as tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a autoridade monetária não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. A Selic é o principal instrumento do BC para garantir que a meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/poupanca-tem-retirada-liquida-de-r-111-bilhoes-em-marco
