Unesco: IA pode levar indústria musical a perder até 24% de receitas

Unesco: IA pode levar indústria musical a perder até 24% de receitas

O relatório Re|thinking Policies for Creativity (Repensando as Políticas para a Criatividade) da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) sobre o futuro das políticas de criatividade estima que haverá quedas significativas de receitas para criadores de música e de audiovisual até 2028, em decorrência do aumento de produção de conteúdos por inteligência artificial (IA). O levantamento foi feito com base em dados coletados em mais de 120 países. De acordo com a Unesco, além de representar uma ameaça à liberdade artística, o quadro apurado afetará também o financiamento público, contribuindo para fragilizar as indústrias culturais e criativas. Notícias relacionadas: Dezenove estados e DF têm em 2025 o menor desemprego já registrado. Segundo o relatório, as receitas digitais passaram a representar 35% do rendimento dos criadores, contra 17% registrados em 2018, o que reflete uma mudança estrutural no modelo econômico das indústrias criativas. O crescimento é acompanhado de maior precariedade e por uma exposição mais elevada a violações de propriedade intelectual. Até 2028, a expansão de conteúdos produzidos por IA generativa poderá provocar perdas globais de receitas de até 24% para criadores de música e 21% para o setor audiovisual, diz o estudo. O diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, destacou que o relatório levanta a necessidade de “renovar e fortalecer o apoio àqueles que estão engajados na criação artística e cultural em um contexto em que a IA e as transformações digitais estão redefinindo as indústrias criativas”. Diferenças Do total de países que responderam à pesquisa, 85% disseram incluir as indústrias culturais e criativas nos seus planos nacionais de desenvolvimento. Porém, apenas 56% definiram objetivos culturais específicos. De acordo com a Unesco, isso evidencia uma diferença entre compromissos gerais e ações concretas. A Unesco mostra que o comércio global de bens culturais atingiu US$ 254 bilhões em 2023 e que 46% das exportações têm origem em países em desenvolvimento. O que ocorre é que esses países representam pouco mais de 20% do comércio global de serviços culturais, revelando desequilíbrio crescente à medida que o mercado muda para formatos digitais. O relatório diz que o financiamento público direto para a cultura continua reduzido, abaixo de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) global, e com tendência de queda. A transformação digital aumentou o acesso a ferramentas e audiências, mas também intensificou desigualdades e aumentou a instabilidade financeira de criadores e profissionais do setor cultural. O estudo da Unesco observa que as competências digitais essenciais estão presentes em 67% da população dos países desenvolvidos, enquanto somente 28% dos países em desenvolvimento possuem essas competências, o que reforça a divisão Norte–Sul. O documento chama ainda a atenção para a concentração de mercado em poucas plataformas de streaming e para a pouca relevância de sistemas de curadoria de conteúdos, o que dificulta a visibilidade de criadores menos conhecidos. Apenas 48% dos países afirmaram estar desenvolvendo estatísticas para acompanhar o consumo cultural digital, o que limita respostas políticas eficazes. A Unesco destaca ainda os obstáculos colocados para a mobilidade artística internacional. Os dados evidenciam que 96% dos países desenvolvidos apoiam a mobilidade artística para o exterior, mas apenas 38% facilitam a entrada de artistas provenientes de países em desenvolvimento. Na avaliação da Unesco, a assimetria restringe oportunidades e dificulta a circulação internacional de criadores, sobretudo de regiões com menos acesso a financiamento e estruturas de apoio. O relatório indica que apenas 61% dos países possuem organismos independentes para supervisionar essa área. Gêneros Em termos de igualdade de gêneros, a Unesco identificou simultaneamente avanços e disparidades significativos nas indústrias culturais e criativas. Por exemplo, a liderança feminina em instituições culturais nacionais aumentou globalmente, passando de 31% em 2017 para 46% em 2024. No que se refere à distribuição, persiste a desigualdade: enquanto as mulheres ocupam 64% de cargos de liderança em países desenvolvidos, nos países em desenvolvimento esse número cai para 30%. Muitos países insistem em posicionar as mulheres sobretudo como consumidoras de cultura e não como criadoras e líderes desse setor. O relatório de 2026 é a quarta parte da série que supervisiona a implementação da Convenção da Unesco de 2005, sobre a proteção e promoção da diversidade de expressões culturais. O documento foi publicado com apoio do governo da Suécia e da Agência Sueca para a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento. Os estados partes na Convenção de 2005 adotaram mais de 8.100 políticas e medidas culturais para reforçar o papel das indústrias culturais e criativas no desenvolvimento sustentável. Através do Fundo Internacional para a Diversidade Cultural (FIDC), a Unesco contabiliza 164 projetos apoiados nas áreas de cinema, artes cênicas, artes visuais e artes de mídia, bem como em design, música e publicação em 76 países do sul global.  Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/unesco-ia-pode-levar-industria-musical-perder-ate-24-de-receitas

Retrofit nas ruas Felipe Schmidt e Trajano integra plano de revitalização

Um projeto de retrofit para as ruas Felipe Schmidt e Trajano propõe ampliar a caminhabilidade e recuperar a vitalidade urbana do Centro Histórico de Florianópolis. Com circulação média de 412 mil pessoas por mês, a Felipe Schmidt segue como um dos principais eixos de pedestres da Capital. A proposta de transformação urbana é conduzida pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), que lidera oficinas e encontros estratégicos. O projeto ganha ainda mais dimensão simbólica com a proximidade dos 50 anos do calçadão da Felipe Schmidt, em 2027. A CDL projeta a data como referência para uma entrega urbana que reposicione o Centro como espaço de circulação, convivência e diversidade. Ocupação do espaço deve ser do público O projeto foi desenvolvido a partir de mapeamento técnico, escuta ativa e análise de comportamento urbano, com coordenação da especialista em placemaking Nara Schutz. O estudo foi apresentado em reunião na sede da entidade, na semana passada, com participação de diretores, comerciantes, proprietários de imóveis e representantes do poder público. Segundo Nara, a proposta busca reconfigurar o uso das ruas como espaços de convivência. “A alma desse projeto é transformar as ruas em ambientes mais acolhedores, funcionais e atrativos, onde o comércio conviva com o lazer, cultura, gastronomia e memória urbana, e estimulando a permanência do público com qualidade. Afinal, um lugar só se torna o melhor quando é bom, antes de tudo, para quem o ocupa”. A pesquisa identificou um público diverso circulando pela área, com presença de estudantes, moradores do Centro e de bairros com pouco comércio local, funcionários públicos e turistas, além de predominância de mulheres e das classes B e C. O fluxo se concentra especialmente em horários de intervalo, o que indica potencial de crescimento caso a região consiga reter as pessoas por mais tempo. Entre as estratégias apontadas estão a diversificação das operações, qualificação do mix de lojas e serviços, ampliação da oferta gastronômica com ao menos sete novos operadores de destaque, além da atração de novos residentes e consumidores. Serviços, mobilidade, acessibilidade, segurança, limpeza, manutenção, atendimento e respeito à memória do lugar aparecem como fatores centrais para garantir recorrência e vitalidade. Parceria institucional Entre as propostas discutidas está a criação de um regramento mínimo para lojistas, inspirado no conceito de “shopping a céu aberto”, com padronização de comunicação visual, marquises e sombreamento, iluminação noturna, vitrines mais atrativas, eventos recorrentes e ampliação do horário de funcionamento, especialmente nos fins de semana. A área prioritária de atuação contempla as duas últimas quadras da Felipe Schmidt até a Praça XV, além da Trajano nas quadras abaixo e acima da interseção com a Felipe. O encaminhamento prevê ações rápidas de alto impacto, mapeamento de contratos para qualificação do mix e articulação contínua com o poder público. Para o presidente da CDL de Florianópolis, Eduardo Koerich, o projeto consolida um movimento que a entidade vem fomentando há anos. “Essa lógica de funcionamento coletivo, quase como um condomínio urbano, permite alinhar interesses, somar esforços e criar um ambiente mais competitivo, seguro e atrativo para quem empreende e para quem frequenta a região”, afirma. A iniciativa conta com apoio institucional da Prefeitura de Florianópolis, que inclui a requalificação da Felipe Schmidt e de outras vias centrais entre suas prioridades. “Quando trazemos mais gente para a rua, fortalecemos a ocupação do espaço público, aumentamos a sensação de segurança e iniciamos um ciclo positivo de transformação. Por isso, a recuperação da Felipe Schmidt e das demais ruas centrais é fundamental para devolver vida ao Centro da cidade”, afirma a secretária municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Ivanna Tomasi. (ND, 23/02/2026) Publicado em 23 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/retrofit-nas-ruas-felipe-schmidt-e-trajano-integra-plano-de-revitalizacao/

Feirão reúne em SP empresas para negociação de dívidas de consumidores

Feirão reúne em SP empresas para negociação de dívidas de consumidores

A partir desta segunda-feira (23), duas mil empresas estarão reunidas para facilitar a renegociação de dívidas com descontos de até 99% na 35ª edição do Feirão Serasa Limpa Nome. Serão 620 milhões de ofertas disponíveis em todo o a país, contemplando dívidas com bancos, financeiras, empresas de contas básicas, como água, luz e gás, operadoras de telefonia, securitizadoras e diversos outros segmentos, com oportunidade de quitação via Pix, garantindo a baixa da negativação instantânea e o nome limpo na hora, além da possibilidade de reflexo positivo imediato no Serasa Score. Notícias relacionadas: Percentual de famílias com dívidas cresce, mas inadimplência cai. CPI das Bets: relatório aponta crimes e endividamento de famílias. Para negociar as dívidas o consumidor pode acessar o site do Serasa, o aplicativo nas lojas do Google Play e da App Store, ou pelo Whatsapp no número oficial (11) 99575-2096. Quem preferir o atendimento presencial pode ir em qualquer agência dos Correios em todo o país com um documento oficial com foto. As condições são as mesmas do site e do aplicativo da Serasa. As negociações podem ser feitas até o dia 1º de abril. O objetivo do Feirão é conter a alta da inadimplência, que atinge a marca histórica de 81,3 milhões de consumidores com débitos negativados neste início de ano. O número representa um aumento de 71.317 pessoas em relação a dezembro de 2025. Atualmente, o país soma 327 milhões de débitos ativos, que totalizam R$ 524 bilhões em dívidas. Entre os principais segmentos responsáveis pelas pendências financeiras estão bancos e cartões de crédito (26,3%), contas básicas (22%) e empresas financeiras (19,8%). “A inadimplência não é apenas um reflexo de atrasos pontuais, mas de um contexto econômico que pressiona o orçamento das famílias e dificulta o planejamento financeiro de longo prazo. Por isso, o Feirão vai além da negociação de dívidas e pode ser o primeiro passo de uma jornada de educação financeira, ao permitir que o consumidor entenda sua situação, renegocie compromissos em condições mais justas e volte a planejar o futuro com mais clareza”, disse a diretora da Serasa, Aline Maciel. Segundo a Serasa, na última edição do Feirão Serasa Limpa Nome, realizada entre novembro e dezembro do ano passado, foram fechados mais de 10,2 milhões de acordos. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/mutirao-reune-em-sao-paulo-empresas-para-negociacao-de-dividas

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 6

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 6

A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (23) a parcela de fevereiro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 6. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 690,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,84 milhões de famílias, com gasto de R$ 13 bilhões. Notícias relacionadas: Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5. Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 4. Bolsa Família não retira mulheres do mercado de trabalho, diz FMI. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Pagamento unificado Os beneficiários de 171 cidades de oito estados receberam o pagamento no último dia 12, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 122 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Bahia (14), Paraná (12), Sergipe (11), Roraima (6), Amazonas (3), Piauí (2) e Santa Catarina (1). Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Regra de proteção Cerca de 2,51 milhões de famílias estão na regra de proteção em fevereiro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos. Arte EBC Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/caixa-paga-bolsa-familia-beneficiarios-com-nis-de-final-6

Brasil recebe 300 mil estrangeiros no Carnaval

O Brasil recebeu 300 mil visitantes estrangeiros, somente no carnaval, um crescimento de 17% em relação a 2025. Para se ter uma ideia, esse volume representa cerca de 30% de toda a movimentação internacional de um mês inteiro concentrada em apenas sete dias. Os dados foram divulgados pela Embratur, Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, vinculada ao Ministério do Turismo. O impacto econômico também foi expressivo. A receita gerada pelos turistas internacionais durante o Carnaval chegou a quase 186 milhões de dólares em todo o Brasil. Do total de 300 mil estrangeiros que vieram ao Brasil para a festa, 110 mil escolheram o Rio de Janeiro como destino. O número representa 36% de todas as chegadas internacionais no período. Ou seja, quatro em cada dez turistas internacionais que escolheram o Brasil para o Carnaval ficaram na capital fluminense.  Na comparação com 2025, o Rio registrou crescimento de 9% no turismo internacional, consolidando-se como a principal porta de entrada do país durante a festa. Apenas com os gastos dos turistas estrangeiros, a cidade movimentou cerca de 67 milhões de dólares. Além do protagonismo do Rio de Janeiro, outros estados brasileiros também registraram fluxo expressivo de visitantes de fora do país. São Paulo aparece na sequência, com a entrada de aproximadamente 23,5% do total de turistas internacionais. Destes números, a Bahia recebeu cerca de 7,5% de turistas estrangeiros, enquanto Pernambuco contabilizou 4,9% das chegadas. Já Minas Gerais registrou 1,5% dos turistas internacionais e 26,6% dos visitantes escolheram outros destinos espalhados pelo país. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/brasil-recebe-300-mil-estrangeiros-no-carnaval

Texas processa TP-Link, alegando que permite que a China invada roteadores

Imagem: Misha Feshchak via Unsplash

O Texas está processando a empresa de equipamentos de rede TP-Link Systems por supostamente permitir que o Partido Comunista Chinês (PCC) invadisse os dispositivos dos consumidores, mesmo quando prometeu aos consumidores fortes proteções de segurança e privacidade. O procurador-geral Ken Paxton anunciou o processo na segunda-feira e disse que é o primeiro de vários que será apresentado esta semana contra empresas afiliadas ao PCC. Em dezembro, Paxton processou os fabricantes de televisão chineses Hisense e TCL, alegando que eles capturam o que os consumidores assistem em tempo real e pode estar permitindo que os dados sejam colhidos pela China. Paxton alega que a TP-Link comercializa enganosamente seus produtos como protetores de privacidade e segurança quando, na realidade, eles foram usados por grupos de hackers patrocinados pelo Estado chinês para montar ataques cibernéticos contra os EUA. Seu escritório citou um relatório de maio de 2023 da Check Point Research, que alegou que as campanhas de hackers do Camaro Dragon foram habilitadas por vulnerabilidades de firmware do TP-Link. Camaro Dragon é uma entidade chinesa de hackers patrocinada pelo Estado. Como muitas das peças da TP-Link são importadas da China, o fabricante está vinculado às leis nacionais de dados desse governo, que exigem que as empresas chinesas apoiem os serviços de inteligência do país “divulgando dados dos americanos”, disse um comunicado de imprensa da Paxton. “Com quase todas as peças de seus produtos importadas da China, o engano deliberado da TP Link para com os texanos em relação à nacionalidade, privacidade e capacidade de segurança de seus dispositivos de rede não é apenas ilegal – é também uma ameaça à segurança nacional que permite a vigilância secreta e a exploração dos consumidores do Texas”, disse o comunicado de imprensa. Um porta-voz da TP-Link disse em um comunicado que o processo é “sem mérito e será provado falso”. A TP-Link Systems Inc. é uma empresa americana independente, observou a declaração, e suas principais operações e infraestrutura estão localizadas inteiramente nos EUA. Todos os dados de rede dos usuários dos EUA são armazenados com segurança em servidores da Amazon Web Services, disse o comunicado, e o fundador e CEO da empresa mora na Califórnia. “Vamos continuar a defender vigorosamente a nossa reputação como um fornecedor confiável de conectividade segura para as famílias americanas”, disse o comunicado. A comunidade de inteligência dos EUA expressou preocupações semelhantes sobre o potencial dos dispositivos TP-Link para permitir a espionagem do governo chinês, disse o consultor de segurança John Bambenek à Recorded Future News. No entanto, o processo provavelmente terá pouco efeito, disse ele. “Usar práticas comerciais enganosas parece ser uma maneira inteligente de enfrentar esse problema, mas estou com dificuldade em ver qualquer cenário [onde] qualquer ordem de um tribunal do Texas seria respeitada na China”, disse ele. O processo é um exemplo de uma evolução significativa na aplicação da segurança cibernética e uma tendência regulatória mais ampla, disse Nakul Goenka, diretor de risco da empresa de segurança ColorTokens. “As representações de segurança estão sendo cada vez mais avaliadas como questões de proteção e divulgação do consumidor, não apenas técnicas – uma mudança já visível nas ações de fiscalização da FTC e nos mandatos de divulgação da SEC, e agora se estende para litígios em nível estadual”, disse ele. “A questão-chave legal não é se existe uma vulnerabilidade, mas se as declarações públicas de uma empresa sobre privacidade, segurança e origem do produto refletem com precisão o risco subjacente.” fonte https://santotech.com.br/texas-processa-tp-link-alegando-que-permite-que-a-china-invada-roteadores/

Ataque com IA invade mais de 600 firewalls FortiGate em 55 países, alerta relatório da Amazon

Imagem gerada por IA

Uma investigação da equipe de segurança Amazon Threat Intelligence revelou uma campanha de ataque em larga escala que comprometeu mais de 600 dispositivos FortiGate, distribuídos em pelo menos 55 países, entre 11 de janeiro e 18 de fevereiro de 2026, segundo relatório técnico divulgado recentemente. De acordo com a análise, o agente malicioso — potencialmente um indivíduo ou pequeno grupo — usou serviços comerciais de inteligência artificial generativa para planejar, automatizar e escalar o ataque, mesmo sem possuir habilidades técnicas avançadas. A campanha não explorou vulnerabilidades desconhecidas (zero-days) nos firewalls, mas sim interfaces de gerenciamento expostas à internet e credenciais fracas com autenticação de fator simples para obter acesso aos dispositivos. ⚠️ Como ocorreu o ataque Os invasores realizaram uma varredura automatizada em portas de gerenciamento frequentemente expostas, como 443, 8443, 10443 e 4443, buscando interfaces FortiGate acessíveis publicamente. Em seguida, tentaram combinações de senhas reutilizadas e fracas para ganhar acesso e, uma vez dentro, extrairam configurações completas dos dispositivos, que incluíam dados sensíveis como credenciais de usuários SSL-VPN, informações de administração e topologia de rede. Segundo o relatório, os arquivos de configuração extraídos foram analisados com ferramentas que aparentemente usaram IA para decodificar e organizar as informações, ampliando a capacidade do atacante de navegar e explorar redes internas. 🧠 IA como multiplicador de cibercrime Especialistas envolvidos na investigação caracterizaram a operação como uma espécie de “linha de montagem de cibercrime alimentada por IA”, em que modelos comerciais de inteligência artificial facilitaram a geração de planos de ataque, codificação de scripts e comandos de exploração em massa. Isso permitiu que um ator com recursos limitados agisse com uma escala que normalmente exigiria uma equipe técnica robusta. 🛡️ Impacto e recomendações de defesa Após o compromisso dos dispositivos, os invasores conseguiram extrair credenciais e configurações que poderiam permitir movimentos posteriores em redes internas, como exploração de Active Directory ou preparação para ataques de ransomware. Especialistas e a própria Amazon reforçam que as principais medidas de defesa incluem a eliminação de interfaces de gerenciamento expostas diretamente à internet, fortalecimento de credenciais e adoção de autenticação multifatorial (MFA), além de manutenção contínua de patches e atualizações de segurança nos dispositivos de borda. 📌 Fontes:📌 AI-augmented threat actor accesses FortiGate devices at scale — Amazon Threat Intelligence Security Blog (20 fev 2026) (Amazon Web Services, Inc.)📌 Cobertura técnica de ataque AI-assisted em firewalls FortiGate em múltiplas regiões (The Hacker News) fonte https://santotech.com.br/ia-invasao-600-fortigate-firewalls-amazon-relatorio/

Crise de memória em chips pode redefinir custos e eficiência de modelos de IA

Créditos da imagem: Samsung

A execução de modelos de inteligência artificial (IA) está se tornando um verdadeiro “jogo de memória”, com a gestão eficiente de chips de memória se tornando um dos principais desafios para empresas que operam IA em grande escala, segundo análise publicada pelo TechCrunch. Tradicionalmente, quando se fala em infraestrutura de IA o foco recai sobre as GPUs da Nvidia; no entanto, especialistas apontam que a memória DRAM — essencial para o processamento e armazenamento temporário de dados durante a execução de modelos — está ganhando importância estratégica. A alta recente nos preços desse tipo de chip, que subiu aproximadamente 7 vezes no último ano, está impactando diretamente os custos operacionais de empresas que oferecem serviços de IA. Gráfico de crescimento de preços para dram fonte: DATA TRACK Memória como fator de competitividade A discussão envolve não apenas o custo dos componentes, mas também a orquestração eficiente da memória, ou seja, a habilidade de organizar e entregar os dados corretos aos “agentes” de IA no momento certo. Segundo especialistas consultados, essa gestão é fundamental para melhorar o desempenho dos modelos com menos tokens, reduzindo o custo de inferência e melhorando a eficiência geral dos sistemas. Analistas como Val Bercovici, executivo de IA, destacam que empresas que dominarem esse tipo de otimização poderão se destacar no mercado. A estratégia envolve decisões técnicas como uso de cache e escolha entre diferentes tipos de memória, como DRAM versus HBM, dependendo do perfil de uso e dos requisitos de desempenho. Cache e economia de tokens Uma das técnicas discutidas na análise é o uso de cache de prompt, que permite manter certas informações em memória por períodos definidos — como janelas de 5 minutos ou até uma hora. Buscar dados diretamente no cache sai muito mais barato do que requeri-los novamente ao modelo, sendo uma forma eficaz de reduzir os custos de execução e melhorar a velocidade de resposta. (TechCrunch) No futuro, segundo os especialistas, os avanços nessa “gerência de memória” podem reduzir ainda mais o custo de operação de modelos de IA, tornando aplicações hoje consideradas caras mais acessíveis e viáveis economicamente. 📌 Fonte: TechCrunch fonte https://santotech.com.br/memoria-dram-custos-ia-otimizacao-arquitetura/

Prorrogada a Submissão para o API ENERGIAS InPETU hub 

Prorrogada a Submissão para o API ENERGIAS InPETU hub 

O prazo para submissão de projetos ao API ENERGIAS, no âmbito do Programa de Incentivo à Inovação (PII 2026), foi prorrogado para 23 de fevereiro de 2026.  A chamada prevê incentivo financeiro de até R$180 mil por projeto e contempla propostas nas áreas de energias renováveis, eficiência energética, petróleo e gás natural, materiais e processos avançados e tecnologias sustentáveis. Podem submeter propostas pessoas físicas residentes e domiciliadas em Florianópolis, bem como MEIs, microempresas e pequenas empresas sediadas no município, desde que integrantes de API credenciado.  O programa oferece suporte estratégico e técnico ao longo das etapas de desenvolvimento, incluindo acompanhamento especializado, mentorias, conexão com especialistas e acesso à infraestrutura do InPETU hub, como laboratórios, ambiente maker e ações de pré-incubação. Esse conjunto de recursos busca fortalecer a validação, a estruturação e a implementação das soluções propostas, ampliando seu potencial de aplicação prática e impacto.  Formulário de inscrição: https://forms.gle/FmiyiRfToYxD8huc7  Dúvidas: contato@inpetu.com.br  Mais informações: inpetuhub.sites.ufsc.br  Participe e contribua para o avanço do ecossistema de inovação em Florianópolis. (Assessoria de Imprensa InPETU hub) Publicado em 20 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/prorrogada-a-submissao-para-o-api-energias-inpetu-hub/

Hackers do Bem abre 25 mil vagas gratuitas em cibersegurança e promete formar a nova geração de profissionais digitais

Hackers do bem 2026

O programa Hackers do Bem, iniciativa de educação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) executada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), anunciou na tarde de hoje a abertura de 25 mil novas vagas para os cursos de nivelamento e básico. A ampliação ocorre em meio à escassez global de profissionais de cibersegurança.Segundo a organização internacional ISC², o déficit mundial supera 4,8 milhões de especialistas. No Brasil, a carência de mão de obra qualificada também pressiona empresas e órgãos públicos a investirem em formação técnica para proteger dados e infraestruturas digitais. Desde o lançamento, em janeiro de 2024, mais de 36 mil alunos foram certificados pelo programa. Para o diretor-adjunto da Escola Superior de Redes (ESR), Leandro Guimarães, a expansão consolida o caráter estratégico da iniciativa : “São profissionais treinados para identificar vulnerabilidades, prevenir ataques e fortalecer sistemas digitais com ética e responsabilidade. Ao contrário da imagem associada à invasão criminosa, esses especialistas atuam na linha de frente da defesa cibernética”, explica. Guimarães afirma que o programa já se tornou referência. “O Hackers do Bem já se consolidou como uma das maiores iniciativas nacionais e internacionais de formação em cibersegurança. Esse sucesso permitiu ampliar o acesso de jovens e profissionais às oportunidades de capacitação e inserção no mercado”, diz. Em um setor historicamente masculino,  onde as mulheres representam cerca de 22% dos profissionais, o programa tem atraído perfis diversos. Aos 52 anos, Patrícia Monfardini, servidora pública em Contagem (MG), decidiu mudar de área. “Foi um desafio enorme. Não sabia nada sobre TI, mas, com muita persistência, cheguei à especialização em Red Team. Chorei, estudei e, no final, venci”, relata. Hoje, além de concluir a residência tecnológica, Patrícia iniciou o curso de Engenharia de Software. “Muitas pessoas ignoram o quanto é necessário proteger nossas informações. O programa não prepara apenas indivíduos, fortalece toda a sociedade.” Em Alto Paraíso de Goiás (GO), Marcelo Goulart, 60 anos, também viu na iniciativa uma oportunidade de recomeço. “Acreditava que, aos 60 anos, era tarde para aprender algo completamente novo. Mas essa oportunidade me mostrou que nunca é tarde para recomeçar”, afirma. Já Gabriel Matos, 27 anos, formado em Direito, encontrou na área de forense digital uma nova perspectiva profissional. “Sempre quis trabalhar com segurança, mas achava que isso só era possível na polícia. Quando descobri o Hackers do Bem, foi como encontrar um norte. O curso foi fantástico. Com a prática da residência, sei que vou aprender ainda mais.” Diante do aumento de vazamentos de dados, fraudes financeiras e ataques a serviços essenciais, a formação de especialistas passou a integrar a agenda estratégica do governo federal. O diretor da Escola Superior de Redes (ESR), Leandro Guimarães, completa: ‘’ Mais do que atender ao mercado, o Hackers do Bem busca consolidar a cibersegurança como política pública permanente, formando profissionais preparados para proteger sistemas críticos e fortalecer a soberania tecnológica do país’’ Quem pode participar? Não há pré-requisito para participar. Estudantes do ensino técnico, médio ou da universidade, profissionais da área de TI que procuram se especializar e até quem quer migrar de área de conhecimento podem se inscrever. A formação não requer experiência prévia na área de cibersegurança. Como funciona? A formação começa pelo curso de nivelamento. Após a conclusão, o participante pode avançar para o básico. Os níveis fundamental e especialização incluem aulas ao vivo e atividades práticas em laboratório. A etapa final é a residência T-tecnológica, com atuação prática nos escritórios regionais da RNP e bolsa mensal durante seis meses. Inscrições Exclusivamente pelo site oficial do programa: https://hackersdobem.org.br fonte https://santotech.com.br/hackers-do-bem-abre-25-mil-vagas-gratuitas-em-ciberseguranca-e-promete-formar-a-nova-geracao-de-profissionais-digitais/