Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos

O dólar fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos, enquanto a bolsa brasileira renovou recordes e superou os 198 mil pontos nesta segunda-feira (13). Mesmo com o início do bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos, o clima no mercado financeiro melhorou após declarações do presidente Donald Trump sobre um possível acordo com o Irã. Notícias relacionadas: EUA detalham limites do bloqueio de Ormuz; dois navios dão meia-volta. Reino Unido rejeita bloqueio proposto por Trump no Estreito de Ormuz. A moeda estadunidense encerrou o dia em queda, acompanhando o movimento no exterior, enquanto a bolsa brasileira avançou impulsionada por ações de commodities (bens primários com cotação internacional) e pelo fluxo de capital estrangeiro. Câmbio recua O dólar comercial à vista fechou a R$ 4,997, em baixa de R$ 0,014 (-0,29%). A cotação está no menor valor desde 27 de março de 2024. Na mínima do dia, por volta das 14h20, chegou a R$ 4,98. No mês, a divisa acumula queda de 3,51%. Em 2026, o recuo chega a 8,96%. Após subir no início do dia, refletindo as tensões no Oriente Médio, o dólar perdeu força ao longo da tarde. A mudança de direção ocorreu após Trump afirmar que o Irã estaria interessado em negociar. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda estadunidense diante de uma cesta de divisas fortes, também recuou, reforçando o movimento observado no Brasil. O euro comercial fechou esta segunda vendido a R$ 5,876, com baixa de apenas 0,02%. A cotação está no menor valor desde o fim de junho de 2024. Recorde histórico no Ibovespa Na bolsa brasileira, o Ibovespa avançou 0,34% e fechou aos 198.001 pontos, atingindo o maior nível da história. Durante o pregão, o índice chegou a superar os 198.100 pontos. O desempenho foi sustentado principalmente por ações de grandes empresas ligadas a commodities, como mineração e petróleo, além da entrada contínua de recursos estrangeiros. No mês, o índice acumula alta de 5,62% e, no ano, ganhos de 22,89%. O movimento positivo no Brasil acompanhou o desempenho das bolsas em Nova York, que também reagiram às sinalizações de distensão geopolítica. O índice Dow Jones, das empresas industriais, subiu 0,63%. O S&P 500, das 500 maiores companhias, ganhou 1,02% e anulou as perdas desde o início da guerra no Oriente Médio. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, avançou 1,23%. A expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir a aversão ao risco nos mercados globais. Petróleo abaixo de US$ 100 Os preços do petróleo avançaram, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo bloqueio de portos iranianos pelos Estados Unidos. O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em alta de 4,36%, a US$ 99,36, enquanto o WTI, do Texas, subiu 2,6%, a US$ 99,08. Durante a maior parte do dia, ambas as cotações ficaram acima de US$ 100, mas desaceleraram após as declarações de Trump. A volatilidade continua elevada, com investidores atentos aos desdobramentos no Estreito de Ormuz, região estratégica para o fluxo global de petróleo. * Com informações da Reuters Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/dolar-fecha-abaixo-de-r-5-pela-primeira-vez-em-mais-de-dois-anos
Alckmin: só um estado ainda não aderiu ao subsídio do diesel

O vice-presidente Geraldo Alckmin disse nesta segunda-feira (13) que apenas uma das 27 unidades da Federação ainda não aderiu à proposta do governo federal de subsídio ao diesel importado. A medida, que integra o pacote para conter a alta dos combustíveis, terá o custo dividido igualmente entre a União e os estados que aceitaram o acordo. Alckmin não disse qual estado ainda não aderiu ao programa. “Vinte e seis estados já aderiram. De repente, a gente chega à unanimidade, aos 27”, declarou. Notícias relacionadas: Proposta de subsídio ao diesel importado tem adesão de 25 estados. Rio de Janeiro e Rondônia não vão reduzir ICMS sobre combustível. Há duas semanas, o vice-presidente disse que os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia indicaram que não iriam aderir à proposta de subsídio. “O governo tirou o PIS Cofins do diesel, colocou um subsídio federal no diesel e convidou os estados para também participar. Não obrigou ninguém. Os estados reduzem 0,32 centavos o ICMS e o governo federal, para quem reduzir 0,32, coloca uma redução de mais 0,32, dá um subsídio. Então, a população ganha 0,64 centavos por litro durante 2 meses”, explicou. Alckmin projetou ainda que, com a construção de novas refinarias, o país deverá ficar autossuficiente na produção de diesel em cerca de 5 anos. “Há um estudo da Petrobras que, em cinco anos, pode zerar [a importação de diesel]. A gente terminando as refinarias, a gente também ficar autossuficiente em diesel, mas não é a realidade hoje”, disse. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/alckmin-so-um-estado-ainda-nao-aderiu-ao-subsidio-do-diesel
Festival de Documentários “É Tudo Verdade” exibe 75 filmes em SP e RJ

Um dos maiores eventos do cinema documental da América do Sul, o Festival Internacional de Documentários “É Tudo Verdade” exibe 75 filmes entre longas, médias e curtas-metragens de 25 países. Com entrada gratuita, as sessões acontecem em quatro espaços da capital paulista: no Centro Cultural São Paulo, Cinemateca, Cinesesc e Instituto Moreira Salles, além de três salas do Estação NET no Rio de Janeiro.Entre as estreias mundiais, está “Vivo 76”, dirigido por Lírio Ferreira, que celebra os 50 anos do álbum “Vivo!” de Alceu Valença, um marco da psicodelia pernambucana. E a música também é destaque no documentário “Apopcalipse Segundo Baby” de Rafael Saar sobre a trajetória da cantora Baby do Brasil. Nesta edição do festival “É Tudo Verdade”, chama a atenção o número de realizadoras mulheres, que dirigiram 40 títulos da programação. “Carcereiras”, documentário de Julia Hannud, que retrata o cotidiano de duas agentes penitenciárias em seus trabalhos em unidades prisionais, faz sua estreia mundial na mostra. Sabrina Zimmerman, produtora do filme “Carcereiras”, conta que o olhar feminino se dá por conta de boa parte da equipe ser formada por mulheres. A cineasta Vivian Ostrovsky é homenageada numa retrospectiva que apresenta 14 filmes de sua carreira no cinema experimental. Aos 80 anos, nascida em Nova York e criada no Rio de Janeiro, Ostrovsky também é retratada no documentário inédito dirigido por Fernanda Pessoa, que captura um fim de semana em Copacabana com conversas sobre processo criativo e mulheres no cinema. Amir Labaki, diretor e fundador do festival, destaca a produção feminista e bem humorada da diretora e também a novidade deste ano para o público infantil. Outros cinco documentaristas também são homenageados: Jean-Claude Bernardet, Luiz Ferraz, Rubens Crispim Jr, Silvio Da-Rin e Silvio Tendler. O evento, voltado para o cinema não-ficcional, realiza quatro mostras competitivas: brasileira, internacional, de curtas e longas ou médias-metragens. A programação completa está no site “etudoverdade.com.br” Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-04/festival-de-documentarios-e-tudo-verdade-exibe-75-filmes-em-sp-e-rj
Concessão do CentroSul | Casa do Empreendedor | Delimitação dos bairros de Florianópolis
Da Coluna de Fabio Gadotti (fabiogadotti.net, 10/04/2026) A Secretaria Municipal de Licitações, Contratos e Parcerias de Florianópolis lançou um edital para investidores interessados em participar de uma sondagem de mercado sobre a concessão para ampliação e modernização do Centro de Convenções (CentroSul) e exploração das áreas próximas, na Baía Sul. Serão realizadas reuniões remotas, com duração de até 30 minutos, com os inscritos. As datas disponíveis para agendamento são os dias 14 e 16 de abril, das 10h0 às 12h. Depois das videoconferências, de acordo com a secretária Katherine Schreiner, a prefeitura vai concluir o estudo econômico-financeiro, o levantamento técnico premilinar, o termo de referência e outros documentos, que vão instruir o edital. SAPIENSO Sapiens Parque, em Florianópolis, conta agora com uma Casa do Empreendedor. A unidade está instalada no quarto andar do Instituto de Inovação, Pesquisa, Empreendedorismo e Tecnologia da UFSC. O estabelecimento vai funcionar de segunda a sexta-feira, de 8h às 12h e de 13h às 17h. A iniciativa é da secretaria muncipal de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação. A unidade irá funcionar como um ponto de atendimento especializado, oferecendo suporte completo ao empreendedor, incluindo emissão de Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), apoio para formalização e regularização de empresas, além de orientações sobre abertura e enquadramento fiscal. BAIRROSDecreto municipal que entrou em vigor nesta sexta-feira (10) estabelece a nova delimitação dos bairros de Florianópolis, medida que vinha sendo discutida desde o ano passado. De acordo com a Secretaria de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, o objetivo é otimizar a gestão territorial e a prestação de serviços públicos. “Florianópolis precisava dessa atualização para acompanhar o dinamismo dos bairros. Eliminamos dúvidas geográficas”, afirma o prefeito Topázio Neto (PSD). Confira as cinco divisões da cidade:Região central: abrange os distritos Sede (Agronômica, Centro e José Mendes), Trindade (Carvoeira, Córrego Grande, Itacorubi, Pantanal, Santa Mônica e Trindade), Saco Grande (João Paulo, Monte Verde e Saco Grande) e Saco dos Limões (Costeira do Pirajubaé e Saco dos Limões). Região continental: dividida entre os distritos de Estreito (Balneário, Canto, Capoeiras, Coloninha, Estreito, Jardim Atlântico e Monte Cristo) e Coqueiros (Abraão, Bom Abrigo, Coqueiros, Itaguaçu e Jardim Capoeiras). Região Norte da Ilha: engloba distritos como Cachoeira do Bom Jesus, Canasvieiras (incluindo Jurerê, Daniela e Praia do Forte), Ingleses (Ingleses e Santinho), Ratones (Ratones e Vargem Pequena) e Santo Antônio de Lisboa. Região Sul da Ilha: formada pelos distritos do Ribeirão da Ilha, Pântano do Sul (Armação e Pântano do Sul), Campeche (incluindo Morro das Pedras e Rio Tavares) e Tapera da Base (Carianos e Tapera da Base). Região Leste da Ilha: compreende os distritos da Lagoa da Conceição, Rio Vermelho (Moçambique e Rio Vermelho) e Barra da Lagoa. Publicado em 13 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/concessao-do-centrosul-casa-do-empreendedor-delimitacao-dos-bairros-de-florianopolis/
Petrobras vai retomar obras de unidade de fertilizantes no Mato Grosso

O Conselho de Administração da Petrobras decidiu, nesta segunda-feira (13), pela retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, sediada em Três Lagoas (MS). A implantação da unidade já havia sido aprovada pelo conselho em outubro de 2024, dentro Plano de Negócios 2026-2030. Para a conclusão do projeto, é estimado investimento de cerca de US$ 1 bilhão. Notícias relacionadas: Petrobras faz nova descoberta no pré-sal da Bacia de Campos. Petrobras assina acordo e reassumirá duas fábricas de fertilizantes. A ideia é que as obras sejam retomadas ainda no primeiro semestre deste ano e que a unidade entre em operação comercial em 2029. Paralisada desde 2015, a implantação da unidade voltou a ser avaliada a partir de 2023, quando a Petrobras decidiu retornar ao segmento de fertilizantes. Unidade O projeto prevê a produção de aproximadamente 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, das quais 180 toneladas são excedentes e disponíveis para a comercialização. A produção será destinada majoritariamente aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, principais produtores agropecuários do país. A amônia é matéria-prima para os setores de fertilizantes e petroquímico. A ureia é o fertilizante nitrogenado mais demandado no Brasil, com consumo nacional na ordem de 8 milhões de toneladas por ano. O agronegócio utiliza do produto nas plantações de milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de aplicação como suplemento alimentar para ruminantes. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/petrobras-vai-retomar-obras-de-unidade-de-fertilizantes-no-mato-grosso
Nova versão do Desenrola será lançada após viagem de Lula, diz Durigan

A nova versão do programa de renegociação de dívidas, nos moldes do Desenrola, deve ser anunciada após a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa, disse nesta segunda-feira (13) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo o ministro, o desenho final da proposta ainda está sendo concluído pela equipe econômica e será apresentado ao presidente nos próximos dias. O anúncio oficial ficará a cargo de Lula, após o retorno ao Brasil. Notícias relacionadas: Lula quer incluir inadimplentes do FIES em pacote contra endividamento. Lula defende proibição de bets e mostra preocupação com endividamento. Governo avalia uso do FGTS para quitar dívidas, diz Durigan. “Ainda estamos terminando de desenhar o programa e vamos apresentar ao presidente. Esperamos um impacto grande para que a população se desendivide ou diminua o endividamento”, afirmou Durigan em São Paulo, após cerimônia de assinatura de crédito para as obras do Túnel Santos–Guarujá. O objetivo do novo programa é reduzir os níveis de inadimplência no país, em um cenário de juros ainda elevados, mas com expectativa de queda nos próximos meses. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Medidas em estudo Entre as principais ações em discussão está a possibilidade de liberação de valores retidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas. O montante pode chegar a cerca de R$ 7 bilhões, segundo informações preliminares. O governo também avalia mecanismos para conter o uso excessivo de apostas, incluindo bets esportivas e plataformas eletrônicas, como forma de reduzir o endividamento das famílias. Durigan não detalhou todas as medidas, mas indicou que o programa deve contemplar tanto pessoas físicas quanto empresas. Anúncio após viagem O ministro embarca nesta segunda-feira à noite para compromissos nos Estados Unidos e na Europa e deve se encontrar com Lula durante a viagem internacional, que inclui passagens por Barcelona e Alemanha. “Na volta, a gente deve estar pronto para o presidente poder anunciar”, disse. A viagem ocorre em meio a uma agenda econômica voltada à discussão de temas globais, como governança financeira, transição energética e cooperação internacional, mas também serve para alinhar os últimos pontos do programa antes de seu lançamento. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/nova-versao-do-desenrola-sera-lancada-apos-viagem-de-lula-diz-durigan
Fenômeno raro deixa ostras esverdeadas e mais saborosas; pesquisadores da UFSC explicam
Um fenômeno raro observado nas últimas três semanas na Baía Sul, em Florianópolis, está mudando o aspecto e a qualidade das ostras cultivadas pelos maricultores locais: a proliferação de microalgas do grupo das diatomáceas nessas águas está fazendo os moluscos apresentarem uma coloração esverdeada. Longe de ser um problema, isso é, na verdade, um fenômeno com grande potencial. De acordo com pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a microalga não produz toxinas e agrega qualidade às ostras, vieiras e mexilhões cultivados, que têm nesses organismos unicelulares uma rica fonte nutricional. De acordo com o engenheiro de Aquicultura Gabriel Filipe Faria Graff, doutorando em Biotecnologia e Biociências e pesquisador do Laboratório de Biotecnologia e Saúde Marinha (LaBIOMARIS) da UFSC, a ocorrência de ostras verdes já foi observada em Santa Catarina em pelo menos duas ocasiões, há mais de dez anos. Microalgas capazes de conferir coloração a moluscos são registradas recorrentemente em outras localidades, como a região francesa de Marennes-Oléron, onde as chamadas huîtres vertes (literalmente, ostras verdes em francês) são consideradas uma iguaria sofisticada e possuem certificação Label Rouge (Red Label) do Ministério da Agricultura da França – que atesta a qualidade superior de produtos alimentares em comparação a produtos convencionais.k (Confira a matéria completa em UFSC, 10/04/2026) Publicado em 13 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/fenomeno-raro-deixa-ostras-esverdeadas-e-mais-saborosas-pesquisadores-da-ufsc-explicam/
Planta do semiárido é alternativa ao uso de plástico pela indústria nacional

Uma pesquisa conduzida por cientistas do Rio Grande do Norte e do Ceará avaliou as propriedades de fibras de sisal (Agave sisalana) cultivadas no semiárido nordestino, apontando a planta como uma alternativa promissora e sustentável para compor biocompósitos que reduzam o uso de materiais derivados de petróleo pela indústria. O trabalho, publicado na Revista Matéria, mostra que a fibra regional pode ser aplicada como reforço estrutural na fabricação de biocompósitos voltados para a indústria automotiva e a construção civil, unindo desenvolvimento econômico, desempenho técnico e redução de impactos ambientais. As fibras de sisal se destacaram nos testes laboratoriais por apresentarem uma densidade média de 1,15 g/cm³. Esse valor é significativamente menor que o da fibra de vidro comercial (muito utilizada na indústria), que gira em torno de 2,5 g/cm³. Na prática, essa leveza se traduz em vantagens ambientais diretas e em maior eficiência logística. No entanto, em resistência mecânica, o sisal ainda fica abaixo da fibra de vidro: a resistência à tração máxima obtida foi de 242 MPa, valor inferior tanto à faixa reportada na literatura para o sisal (274 a 855 MPa) quanto à fibra de vidro convencional, cuja resistência média é de aproximadamente 2.500 MPa. Os autores atribuem essa variação a fatores como condições climáticas, tipo de solo e práticas de cultivo específicas do semiárido nordestino. “Componentes mais leves, especialmente no setor automotivo, podem contribuir para menor consumo de combustível e redução de emissões ao longo da vida útil. Na construção civil, isso pode significar painéis e elementos construtivos mais leves e fáceis de transportar e instalar”, explica Fernanda Monique da Silva, pesquisadora e uma das autoras do artigo. O material extraído da planta atua como um reforço estrutural dentro dos chamados biocompósitos — ou seja, ele é incorporado a matrizes poliméricas, inclusive de origem vegetal como a poliuretana de mamona, para torná-las mais resistentes, e não as substitui integralmente. Segundo a pesquisadora, quando a estrutura sofre um esforço, é a fibra de sisal que ajuda a suportar a força e reduz o risco de quebras. “Ao incorporar fibras de sisal, o material se torna mais rígido e resistente, continua leve e ainda ganha em sustentabilidade, pois parte do plástico é substituída por uma matéria-prima de fonte renovável.” Além dos benefícios ecológicos gerados pela redução do uso de recursos fósseis, a adoção industrial dessa tecnologia carrega um forte impacto social para o Brasil. A extração e o processamento artesanal do sisal já representam uma fonte de renda crucial para a população rural de regiões secas do Nordeste. “Transformar essas fibras em matéria-prima para aplicações industriais de ponta amplia seu valor econômico, estimulando a industrialização regional e a geração de empregos mais qualificados”, ressalta Silva. Apesar dos resultados animadores que incluíram boa estabilidade térmica das fibras em temperaturas de até 230 °C, o uso comercial em larga escala ainda esbarra em alguns desafios técnicos apontados pelo estudo. Os ensaios demonstraram que o sisal natural absorve muita umidade, chegando a reter quase 91% de água após 24 horas de imersão. Essa característica hidrofílica exige a aplicação de tratamentos prévios de superfície para otimizar a adesão química da fibra aos polímeros plásticos da matriz. Os pesquisadores recomendam especificamente o tratamento alcalino como próximo passo, além da integração das fibras em biocompósitos para avaliação de desempenho e durabilidade dos materiais desenvolvidos. Vale destacar ainda que as propriedades mensuradas refletem o sisal cultivado em condições específicas do semiárido nordestino. Como as características das fibras variam conforme origem, clima, solo e processamento, novos estudos em outras regiões serão necessários para avaliar a generalização dos resultados. “Para uso em larga escala, é fundamental garantir fornecimento contínuo, qualidade padronizada, certificações e competitividade de custo”, pontua a cientista. Segundo ela, o que falta atualmente para vermos as fibras nordestinas ganharem as fábricas não é a comprovação do potencial do material, mas sim uma maior integração entre pesquisa, setor produtivo e políticas de incentivo. Com a superação desses gargalos industriais, a expectativa é que o sisal consolide seu espaço no mercado tecnológico. Mais do que reduzir o uso de plásticos de origem fóssil, a adoção dessa fibra regional representa um passo importante para alinhar a indústria brasileira às demandas globais por sustentabilidade, valorizando a riqueza natural e a economia do semiárido. Agência Bori FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/planta-do-semiarido-e-alternativa-ao-uso-de-plastico-pela-industria-nacional/
Programa de Incentivo à Inovação (PII) da Prefeitura estende prazos do cronograma de 2026
Os prazos de entrega do cronograma do Programa de Incentivo à Inovação (PII) 2026 da Secretaria Municipal de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação da Prefeitura de Florianópolis, foram estendidos, podendo receber propostas até 08 de maio de 2026. Podem se inscrever MEIs, micro e pequenas empresas com sede em Florianópolis, integrantes de API (Arranjo Promotor de Inovação) credenciado e cidadãos residentes e domiciliados em Florianópolis que queiram estabelecer empreendimentos inovadores e de interesse público. Serão aceitos projetos dos setores de Tecnologia, Saúde, Internacionalização, Energias e Economia Criativa e Turismo. O Programa foi criado para que empreendedores residentes da cidade possam inscrever seus projetos inovadores como candidatos a receber incentivo fiscal. Interessados em enviar projetos devem selecionar um dos 6 API disponíveis, que farão o processo de qualificação inicial das propostas antes da avaliação e análise documental. São eles: API Câmara Brasil-Portugal, gerenciado pela Câmara de Comércio Brasil-Portugal de Florianópolis: contato@brasilportugalsc.org.br | +55 (48) 98809-4477 API ACATE, gerenciado pela Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE): api.acate@acate.com.br | +55 (48) 2107-2700 API de Inovação e Economia Criativa gerenciado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Florianópolis (CDL): api@cdlflorianopolis.org.br | +55 (48) 9915917 API Inovar ACIF, gerenciado pela Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF): analista.programas@acif.org.br | +55 (48) 999116852 API Energias, gerenciado pelo InPETU hub da Universidade Federal de Santa Catarina: contato@inpetu.com.br | @inpetuhub | https://inpetuhub.sites.ufsc.br/ API Inova+Saúde, gerenciado pela Associação Catarinense de Medicina (ACM): acm@acm.org.br | +55 (48) 99193-4085 | https://www.inovasaudesc.com.br/ Para o ciclo anterior ainda em vigência (2025-2027), o Programa de Incentivo à Inovação (PII) aprovou 13 projetos. Essas propostas aprovadas representam a variedade de ideias inovadoras que participam da ação, desde gestão condominial e otimização de crédito com IA, até monitoramento de saúde e sustentabilidade. Este novo ciclo gera oportunidade para que mais ideias contemporâneas recebam incentivo fiscal, no objetivo de fortalecer o ecossistema local de tecnologia e empreendedorismo de Florianópolis. Para tirar dúvidas ou receber esclarecimentos é necessário entrar em contato através do e-mail: projetos.pii@pmf.sc.gov.br Confira as principais datas:Prazo final para envio dos projetos: 08 de maio de 2026Análise documental e feedback: Até 29 de maio de 2026Prazo final para versão final dos projetos: 12 de junho de 2026Divulgação oficial dos contemplados: 21 de agosto de 2026Entrega dos certificados: 28 de agosto de 2026 (PMF, 10/04/2026) Publicado em 13 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/programa-de-incentivo-a-inovacao-pii-da-prefeitura-estende-prazos-do-cronograma-de-2026/
Finep e BNDES lançam edital para selecionar gestor de fundo de IA

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão com edital aberto para escolher o gestor de Fundo de Investimento em Participações (FIP) de Inteligência Artificial (IA). Segundo as entidades, as propostas serão avaliadas com base em critérios de qualificação do gestor e sua equipe, tese de investimentos do fundo e custos previstos. A Finep e o BNDES destacam que a chamada pública está alinhada ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê a criação de um fundo de investimentos voltado ao apoio a startups de inteligência artificial, tendo como desafio central ampliar o número, o faturamento e a presença global de empresas brasileiras com essa característica. A chamada pública também está alinhada com a Nova Indústria Brasil (NIB). Notícias relacionadas: ABDI tem R$ 6,8 milhões em editais e bolsas com foco em inovação. BNDES anuncia R$ 10 bilhões para indústria 4.0 e bens de capital verde. Petrobras e Finep destinam R$ 30 milhões para pesquisas em biorrefino. Serão alvo do investimento do fundo as startups intensivas em inteligência artificial e que tenham IA como elemento central do modelo de negócios e geração de valor, e não apenas como ferramenta acessória ou complementar. O prazo para envio eletrônico das propostas termina em 28 de maio. A Finep, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), poderá empregar até R$ 80 milhões. Do total de recursos investidos pela Finep, 30% serão direcionados para startups nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já o BNDES vai comprometer até R$ 125 milhões. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Segundo o presidente da Finep, Luiz Antonio Elias, o lançamento de um FIP para investir em startups intensivas em tecnologia faz parte de uma estratégia de desenvolver soluções em inteligência artificial que promovam o aumento das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor e melhorem significativamente a qualidade de vida da população. “Por parte do MCTI [Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação] e da Finep, o novo FIP é mais uma iniciativa para o atendimento a uma finalidade prevista no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, de tornar o país referência mundial em inovação e uso de IA”, afirmou Elias. Em 2025, 39% do capital investido em startups no Brasil foi direcionado a empresas que aplicam IA. Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a inteligência artificial vem se consolidando como uma tecnologia com potencial de elevar a produtividade e criar mercados ao se difundir transversalmente por todos os setores da economia. “O fundo é um importante mecanismo para atingir esse objetivo porque tem potencial de oferta de capital de longo prazo para startups, que, em geral, apresentam dificuldade de captação, além de agregar governança e capacidade de acompanhamento compatíveis com projetos baseados em ativos intangíveis, elevados riscos tecnológicos e com forte potencial de escala”, explicou Mercadante. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/finep-e-bndes-lancam-edital-para-selecionar-gestor-de-fundo-de-ia
