Lula confirma Dario Durigan na Fazenda, após saída de Haddad

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira (19) que Dario Durigan será o novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que deixará o cargo para disputar as próximas eleições. O anúncio foi feito durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo, de forma informal, enquanto Lula cumprimentava autoridades presentes. Notícias relacionadas: Saída de Haddad do governo depende de reunião entre Lula e Trump. Haddad: guerra no Irã não impactará economia brasileira imediatamente. “Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda. Pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”, declarou o presidente. A confirmação ocorreu quando Lula lia a lista de participantes do evento. Ao citar Durigan, pediu que ele se levantasse e o apresentou como futuro titular da equipe econômica. Durante o discurso, o presidente também fez um balanço do governo e destacou a atuação dos ministros ao longo do mandato. “Haddad passará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso da história deste país por ter aprovado uma reforma tributária que estava parada há 40 anos”, afirmou Lula. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Saída confirmada Mais cedo, Haddad confirmou que deixará o comando da pasta após mais de três anos no cargo. Oficialmente, Haddad não anunciou a que cargo concorrerá. Apenas disse que disputará as próximas eleições. Nas últimas horas no cargo, Haddad classificou o momento de simbólico. “Hoje é um dia especial, um dia que eu estou deixando o Ministério da Fazenda”, disse. A saída ocorre em meio à expectativa de que o ex-ministro anuncie sua pré-candidatura ao governo paulista na noite desta quinta-feira (19), em evento ao lado de Lula em São Bernardo do Campo. Balanço econômico Em seu discurso, Haddad destacou medidas adotadas durante sua gestão, com ênfase na articulação com o Congresso e na cooperação entre União, estados e municípios. Segundo ele, o chamado pacto federativo foi essencial para os resultados econômicos recentes. “O apoio do Congresso e a reconstrução do pacto federativo foram fundamentais para corrigir distorções tributárias e permitir crescimento com inclusão.” O ex-ministro também citou ações como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, a tributação de rendas mais altas e o aumento de investimentos públicos como fatores que contribuíram para a melhora de indicadores econômicos. Biografia Atual secretário executivo da Fazenda, Durigan já atuava como principal articulador político da equipe econômica e deve dar continuidade à agenda fiscal do governo. Antes de assumir o posto de número dois do Ministério da Fazenda, em 2023, Durigan atuava no setor privado como responsável por políticas públicas do WhatsApp no Brasil, função exercida dentro da Meta Platforms desde 2020, grupo que também controla Facebook e Instagram. Formado em Direito pela Universidade de São Paulo e mestre pela Universidade de Brasília, ele construiu carreira no setor público antes da experiência na tecnologia. Entre 2010 e 2011, trabalhou na Advocacia-Geral da União com foco em gestão estratégica. Em seguida, atuou como assessor jurídico na Casa Civil entre 2011 e 2015, durante administrações petistas. Posteriormente, integrou a equipe de Haddad na Prefeitura de São Paulo como assessor especial, entre 2015 e 2016. Na sequência, exerceu a advocacia na Consultoria Jurídica da União em São Paulo até 2020, consolidando sua atuação na área pública e jurídica. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/lula-confirma-durigan-na-fazenda-apos-saida-de-haddad
Estudo internacional propõe diretrizes para um Centro mais caminhável, verde e voltado às pessoas

Projeto apresentado em Florianópolis reúne mais de 70 diretrizes urbanas, cinco eixos estruturantes e propostas para qualificar os espaços públicos da área central. (Foto: PMF) Transformar o Centro de Florianópolis em um espaço vibrante, onde caminhar e conviver seja a regra, e não a exceção, é o coração do estudo Floripa Centro: Repensando seus espaços públicos para pessoas. Apresentado nesta quarta-feira (18), no Teatro Álvaro de Carvalho, o projeto desenvolvido pelo escritório dinamarquês Gehl Architects propõe mais de 70 diretrizes para reverter a prioridade dos veículos e devolver as ruas à escala humana, com mais segurança e acessibilidade no coração da capital. Encomendado e financiado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Florianópolis (CDL Florianópolis) e pela Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF), com articulação técnica local do Laboratório de Urbanismo e Arquitetura (LUA), o estudo foi entregue ao município como contribuição ao futuro da cidade e à qualificação dos espaços públicos da área central. A FloripAmanhã acompanhou a apresentação com a presença do vice-presidente Neri dos Santos, além de diretores, associados e conselheiros. A Associação também integrou o processo de construção da proposta por meio do associado Ivo Sostizzo, um dos atores ouvidos durante o desenvolvimento do estudo. O estudo integra o programa Centro para Todos: Requalificação do centro histórico de Florianópolis e propõe uma nova leitura para a área central, com foco na experiência cotidiana de quem vive, trabalha, circula e utiliza o Centro. Mais do que um conjunto de intervenções pontuais, o material apresenta diretrizes para orientar a transformação dos espaços públicos a partir de uma lógica de convivência, mobilidade sustentável, qualificação urbana e adaptação climática. Cidade para pessoas no centro das decisões Ancorado no conceito de cidade para pessoas, difundido pelo urbanista Jan Gehl, o projeto propõe que o planejamento urbano considere, antes de tudo, a escala humana. Isso significa pensar o Centro não apenas como espaço de passagem, mas como lugar de encontro, permanência, diversidade de usos e vida urbana mais ativa. A proposta parte da avaliação de que a infraestrutura viária e a fragmentação dos espaços públicos ainda limitam parte do potencial do Centro histórico de Florianópolis. Entre as propostas de maior impacto, o estudo destaca a criação de uma nova praça pública verde adjacente ao Mercado Público e a transformação da Esteves Júnior em uma ‘rua escolar’, com infraestrutura desenhada para a segurança de crianças e pedestres. Estruturado em cinco eixos — que passam pela resiliência climática e mobilidade sustentável — o plano não é apenas um conjunto de obras isoladas, mas uma estratégia de longo prazo para conectar melhor o Centro Histórico à Beira-Mar Norte, tornando-o um bairro completo para viver, trabalhar e visitar. Cinco eixos orientam a proposta para o Centro A estrutura do projeto está organizada em cinco eixos fundamentais: mobilidade sustentável, com prioridade aos modos ativos e ao transporte coletivo; espaços públicos e resiliência climática; cidade pensada para crianças; bairros completos, com maior proximidade entre moradia, trabalho e serviços; e turismo sazonal, com estratégias para equilibrar dinamismo econômico e qualidade de vida ao longo do ano. Outro ponto relevante é o processo de construção do estudo. Segundo a página oficial do projeto, houve um ciclo de oficinas com participação de técnicos da Prefeitura e representantes de diferentes setores organizados da sociedade. Já a Gehl informa que o trabalho envolveu perto de 100 atores locais, em uma metodologia que combinou análise de vida pública, leitura dos espaços urbanos e escuta de diferentes públicos. A discussão dialoga com temas históricos acompanhados pela FloripAmanhã, como mobilidade, qualificação dos espaços públicos, sustentabilidade urbana e visão de longo prazo para Florianópolis. Ao colocar a experiência das pessoas no centro do desenho urbano, o estudo reforça um debate relevante para o futuro da Capital: como construir uma área central mais acessível, conectada, viva e preparada para os desafios contemporâneos. Mais informações sobre o projeto estão disponíveis na página oficial da Rede de Planejamento da Prefeitura de Florianópolis. Publicado em 19 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/estudo-internacional-propoe-diretrizes-para-um-centro-mais-caminhavel-verde-e-voltado-as-pessoas/
Gehl Architects apresenta estudo de requalificação do centro de Florianópolis

A prefeitura de Florianópolis recebeu na quarta-feira, 18, o estudo “Floripa Centro: Repensando os Espaços Públicos para as Pessoas”, desenvolvido pelo escritório dinamarquês Gehl Architects, que apresenta mais de 70 propostas para transformar a região central da capital. O estudo aponta mudanças como a criação de uma nova praça no entorno do Mercado Público, a implantação de uma zona escolar na Rua Esteves Júnior e a requalificação das conexões entre o Centro de Florianópolis e a orla. De acordo com os representantes da Prefeitura, o projeto dialoga com o novo plano de mobilidade urbana contratado pelo município – o atual é de 2014 – que deve ter seus primeiros produtos apresentados ainda este ano, reforçando a integração entre planejamento urbano e mobilidade. Encomendado e financiado pela CDL Florianópolis e pela ACIF, todo o trabalho do escritório dinamarquês teve investimento de R$ 1,2 milhão custeado integralmente pelas entidades e sem uso de recursos públicos, com articulação técnica do Laboratório de Urbanismo e Arquitetura (LUA). O material foi apresentado no Teatro Álvaro de Carvalho pelos arquitetos Esben Neander Kristensen e Rute Nieto Ferreira, da Gehl Architects, e entregue ao prefeito Topázio Neto. A partir de agora, caberá ao município avaliar as diretrizes, desenvolver os projetos executivos e buscar recursos para viabilizar a implementação. O trabalho foi iniciado em setembro de 2025 e se baseia em princípios de mobilidade sustentável, caminhabilidade, valorização da vida urbana e criação de espaços públicos mais seguros, verdes e inclusivos. A proposta adota o conceito de cidade na escala humana, com foco em crianças, idosos e pedestres, promovendo ambientes mais acessíveis, seguros e voltados à convivência. Ao longo do processo, que envolveu mais de 100 pessoas, foram realizadas análises urbanas, levantamentos técnicos e encontros com diferentes grupos locais, incluindo representantes do poder público, entidades, escolas, comerciantes e moradores do Centro. O objetivo foi compreender padrões de circulação, permanência e uso dos espaços públicos na área central. O estudo também propõe um modelo de implementação gradativa, combinando intervenções estruturais com ações de curto prazo baseadas em urbanismo tático, com soluções de baixo custo e rápida execução, que permitem testar propostas e adaptar o projeto ao longo do tempo. Praça-jardim no Centro Histórico Um dos principais eixos do projeto é a transformação da área da Rua Francisco Tolentino e do entorno do Mercado Público em uma nova praça-jardim no Centro Histórico de Florianópolis. Com cerca de 8 mil metros quadrados, o espaço foi concebido como um ambiente urbano multifuncional voltado à permanência de pessoas, à convivência e ao fortalecimento do comércio local. A proposta prevê que a Rua Francisco Tolentino passe a integrar o espaço da praça, com pavimentos nivelados às calçadas e prioridade para pedestres. O projeto inclui vegetação nativa, superfícies permeáveis e jardins de chuva voltados à gestão das águas pluviais, além de estruturas de sombra, assentos públicos diversificados e iluminação projetada na escala do pedestre. A escolha por espécies nativas dialoga com iniciativas já em curso na cidade, como o programa Viva a Cidade Arborizada, desenvolvido pela CDL, que busca ampliar a presença de áreas verdes e qualificar o ambiente urbano no Centro. O desenho urbano também prevê espaços flexíveis para diferentes usos ao longo do dia e da semana, incluindo áreas para feiras, eventos culturais e convivência cotidiana. Entre os elementos propostos estão pavilhões gastronômicos, quiosques, fonte interativa de água no solo, áreas de brincar e espaços ampliados para mesas e cadeiras de bares e restaurantes. Outro ponto sugerido é a reorganização dos pequenos comércios da região, incluindo estruturas hoje ocupadas pelo Camelódromo e por quiosques. A proposta indica a realocação dessas atividades para novas estruturas comerciais qualificadas dentro da própria praça, integrando os negócios ao novo desenho urbano. A ideia é ampliar a permanência de pessoas no local, reduzir ilhas de calor e integrar melhor o Mercado à região do TICEN e aos fluxos de pedestres do Centro. Beira-mar como sala de estar da cidade Outro eixo estratégico do projeto é a reconexão entre o Centro e o mar. A proposta sugere transformar a Avenida Beira-Mar Norte em um espaço mais voltado às pessoas, estruturando a orla completa – do Parque Náutico até o CIC – como uma área contínua de convivência e lazer, uma espécie de sala de estar urbana para moradores e visitantes. O documento apresenta diretrizes para qualificar as travessias, ampliar a segurança viária e fortalecer as conexões entre o Centro e a orla, além de propor novos usos e destinos ao longo da frente urbana. A ideia é valorizar a relação histórica da cidade com o mar e ampliar o uso desses espaços ao longo do dia, integrando mobilidade, lazer e convivência. Zona escolar com prioridade para crianças O terceiro eixo do projeto é a requalificação da Rua Esteves Júnior, a partir do conceito de rua para pessoas, com prioridade para crianças, pedestres e a vida cotidiana. A proposta prevê a criação de uma zona escolar em uma das áreas com maior concentração de escolas no Centro de Florianópolis, por onde circulam diariamente mais de 4,5 mil crianças e jovens. O projeto inclui medidas de acalmamento do tráfego, áreas organizadas de embarque e desembarque escolar, baia específica para ônibus, bicicletário coberto e melhoria da visibilidade nos pontos de parada. Ao longo da rua, o desenho urbano incorpora arborização para sombreamento, pavimentos mais permeáveis e marcações lúdicas no chão, além de pequenos espaços de convivência com bancos, arquibancadas, mesas de jogos e áreas para atividades culturais e recreativas. A proposta também busca estimular o uso da rua ao longo do dia, criando ambientes que convidem à permanência após o horário escolar, com pequenos quiosques, espaços flexíveis para eventos e áreas de encontro entre estudantes, famílias e moradores. A ideia é transformar a via em um espaço urbano mais seguro e ativo, funcionando não apenas como corredor de circulação, mas como uma rua de bairro com vida cotidiana. Protagonismo e potencial econômico A entrega do projeto à Prefeitura ocorre em meio a uma semana inteira de reuniões institucionais entre os arquitetos da
Fortaleza receberá a 10º edição do Salão do Turismo

Fortaleza vai receber a 10ª edição do Salão do Turismo, evento anual que reúne representantes de todos os estados brasileiros para promover a cadeia do setor. O anúncio foi feito pelo Ministério do Turismo, organizador do evento. A feira será realizada entre os dias 7 e 9 de maio no Centro de Eventos do Ceará. Com o tema “Salão do Turismo ao Lado do Povo Brasileiro”, o maior encontro do gênero no país reunirá, ao longo de 3 dias, experiências culturais, apresentações regionais, gastronomia típica e espaços de promoção de destinos turísticos. Além da programação aberta ao público, o salão também funciona como um espaço de articulação entre o poder público e a iniciativa privada, ampliando a visibilidade da oferta turística nacional. Alguns espaços da feira, inclusive, são dedicados às possíveis aplicações e acordos do Fungetur, o fundo de financiamento do governo federal, gerido pelo Ministério do Turismo, que oferece crédito para empresas do setor turístico. A programação, que ainda será detalhada, também inclui rodadas de negócios, ações de inclusão e diversidade e uma área exclusiva para a reunião anual do Conselho Nacional de Turismo. Outro destaque é o Núcleo do Conhecimento, com palestras e debates com importantes lideranças, além do encontro das Instâncias de Governança Regionais, que reúne representantes do poder público, iniciativa privada, terceiro setor e comunidades locais para discutir o fortalecimento da regionalização do turismo. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/fortaleza-recebera-10o-edicao-do-salao-do-turismo
Em 2024, taxa de inovação das empresas brasileiras chegou a 64,4%

Em 2024, o Brasil tinha 10.165 empresas com 100 ou mais pessoas ocupadas nas Indústrias extrativas e de transformação. Desse total, 64,4% introduziram algum produto novo ou substancialmente aprimorado e/ou incorporaram algum processo de negócios novo ou aprimorado para uma ou mais de suas funções de negócios. Esse resultado correspondeu a uma redução de 0,2 ponto percentual da taxa de inovação em relação ao ano de 2023 (64,6%), representando a terceira queda consecutiva desse indicador desde 2021, quando foi 70,5%. A taxa de inovação foi maior nas empresas de maior porte, chegando a 75,4% nas empresas com mais de 500 pessoas ocupadas. Os dados são da Pesquisa de Inovação Semestral 2024: Indicadores básicos (Pintec), divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2024, 32,7% das empresas analisadas inovaram em produto e processo de negócios, 1,7 ponto percentual inferior ao registrado em 2023 (34,4%), com a menor taxa de inovação observada em ambas as categorias, quando comparada ao primeiro ciclo da Pintec Semestral, em 2021. As empresas que inovaram só em produto também apresentaram, em 2024, a menor taxado período (12,5%) em relação aos anos anteriores. Por sua vez, as empresas que inovaram só em processo de negócios, em 2024, tiveram taxas maiores do que as observadas em 2023, 19,2% frente a 16,6%, o que correspondeu a um acréscimo de 2,6 pontos percentuais Segundo o analista da Pintec, Flávio Peixoto, essa queda pode ser atribuída à conjuntura econômica. “2021 foi um ano muito atípico de pós-pandemia. As atividades produtivas e inovativas estavam bastante represadas. Nos três últimos anos as atividades ficaram mais estáveis. A taxa de investimentos também caiu e houve alta da taxa de juros, a Selic”, disse o analista. O setor de fabricação de produtos químicos (84,5%) liderou o ranking de inovação entre as atividades industriais, seguido por fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (82,1%) e fabricação de móveis (77,1%). Fabricação de produtos do fumo (29,8%) foi o setor menos inovador. Em 2024, 32,9% das empresas investiram recursos em atividades internas de pesquisa e desenvolvimento (P&D), o menor percentual desde 2021 (33,9%). Nos setores de Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, fabricação de produtos químicos, Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e Fabricação de outros equipamentos de transporte, a taxa superou 50%. Os gastos com P&D em 2024 foram em torno de R$ 39,9 bilhões, valor superior ao verificado em 2023 (R$ 38,2 bilhões) em termos nominais. As empresas inovadoras da Indústria de transformação foram responsáveis por 85,4% desse valor (R$ 34,1 bilhões) e as das Indústrias extrativas, por 14,6% (R$5,8 bilhões). Em valores absolutos, houve um aumento dos dispêndios tanto na Indústria de transformação quanto na indústria extrativa. As empresas inovadoras utilizaram mais apoio público em 2024 (38,6%) na comparação com 2023 (36,3%). O instrumento de apoio público proporcionalmente mais utilizado em 2024 foi o Incentivo fiscal à pesquisa e desenvolvimento e inovação tecnológica (28,9%). Segundo a Pintec, a expectativa de 96,4% das empresas inovadoras para 2025 é elevar ou manter os gastos com P&D. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/em-2024-taxa-de-inovacao-das-empresas-brasileiras-chegou-a-644/
Petrobras suspendeu leilão de combustíveis para reavaliar estoques

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta quarta-feira (18) que a suspensão do leilão de diesel e gasolina que seria nesta semana está diretamente ligada à necessidade de reavaliar estoques. O mercado internacional de petróleo e derivados vive um cenário de incertezas por causa do conflito no Oriente Médio. Segundo Chambriard, a decisão foi tomada após a empresa antecipar entregas de combustíveis e identificar risco de desequilíbrio no abastecimento. Notícias relacionadas: Preço do petróleo Brent ultrapassa os US$ 105; combustíveis sobem. Copom se reúne nesta quarta com petróleo sob pressão da guerra. UE pede à ONU ação para permitir exportação de petróleo por Ormuz. “Nós suspendemos o leilão, primeiro, porque há necessidade de reavaliar a todo momento o estoque disponível para que não entreguemos tudo em um dia e falte no dia seguinte”, disse Magda. “Nós adiantamos entre 10% e 15% das nossas entregas de combustíveis. Mas as condições não permitiam mais que fizéssemos isso, sob risco de penalizar novamente a sociedade, que a gente procura resguardar das ansiedades e da volatilidade do mercado internacional”, complementou. Na semana passada, a Petrobras anunciou o aumento de R$ 0,38 no litro do diesel A, vendido por suas refinarias para as distribuidoras, que executam a mistura obrigatória com biodiesel e enviam o combustível aos postos de revenda. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A presidente da estatal participou nesta quarta-feira de uma cerimônia no Rio de Janeiro em que foi firmado acordo para garantir a sede do futuro Museu do Petróleo e Novas Energias, que será no antigo prédio do Automóvel Club do Brasil, no centro da cidade. No evento, Magda Chambriard também confirmou ter havido problemas com embarcações que deveriam ter atracado no país com derivados de petróleo. Segundo ela, a Petrobras monitorou seis navios de terceiros que estavam a caminho do Brasil, chegaram perto de portos brasileiros e tiveram seus destinos desviados. “Não podemos garantir que tenham sido desviados em função de melhores oportunidades de venda em algum lugar do mundo. Isso não nos compete. O que nos compete é que todos os nossos compromissos assumidos estão sendo entregues regularmente”, disse Magda. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, participa da cerimônia de cessão do antigo prédio do Automóvel Club do Brasil para a criação do Museu do Petróleo e Novas Energias. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Impacto da guerra A decisão ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial. Segundo a presidente, o conflito — inicialmente visto como breve — passou a ter duração incerta, com impactos diretos sobre oferta, logística e preços. Magda Chambriard afirmou que a interrupção de fluxos e o aumento dos custos de transporte e seguro elevaram a volatilidade no mercado global de combustíveis. O cenário torna mais difícil o planejamento. “É muito difícil prever o futuro. O que precisamos fazer é nos preparar da melhor maneira para enfrentar este desafio. Estamos reavaliando sempre o cenário para saber o que precisa ser feito, como evitar essa volatilidade que impacta a sociedade. E, ao mesmo tempo, honrar o investimento dos acionistas, sejam eles estatais ou privados”. Chambriard ressaltou que o Brasil ainda depende de importações para cerca de 30% do diesel consumido, o que aumenta a vulnerabilidade em momentos de crise global. Parte desse volume é trazida por agentes privados, cuja atuação pode variar conforme condições de mercado. “Por que isso acontece? Porque o Estado brasileiro, em um determinado momento, decidiu que a Petrobras não ficaria sozinha nesse mercado. Decidiu, por exemplo, que nós tínhamos que vender a BR Distribuidora. Decidiu que a importação deveria ser mais forte. Uma série de decisões que funcionam em momento de estabilidade, mas, em momentos de crise, exacerbam suas fraquezas”, disse a presidente. Confira mais informações sobre o abastecimento de combustíveis no país no Repórter Brasil, da TV Brasil Entenda o conflito no Oriente Médio Pela segunda vez, desde junho de 2025, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa. A ofensiva mais recente teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel bombardearam a capital, Teerã. O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morreu neste ataque, além de outras autoridades. O filho do aiatolá, Mojtaba Khamenei, foi escolhido novo líder do país. O Irã, por sua vez, disparou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar dos Estados Unidos, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. Os países envolvidos no conflito estão entre os maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo, e parte importante dessa produção passa pelo Estreito de Ormuz, que foi bloqueado pelo Irã. As incertezas sobre a oferta fizeram disparar o preço dos combustíveis no mercado internacional, e o petróleo já superou os US$ 100 o barril. Redução de impostos Para conter a alta do combustível, o governo federal anunciou a suspensão das alíquotas do PIS e da Confins sobre a importação e comercialização do diesel. De acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, a suspensão dos impostos federais representa alívio de R$ 0,32 por litro no preço do diesel. Além disso, o governo assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores. O governo federal também propôs nesta quarta-feira que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel. Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação. A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/petrobras-suspendeu-leilao-de-combustiveis-para-reavaliar-estoques
Em 2024, taxa de inovação das empresas brasileiras chegou a 64,4%

Em 2024, o Brasil tinha 10.165 empresas com 100 ou mais pessoas ocupadas nas Indústrias extrativas e de transformação. Desse total, 64,4% introduziram algum produto novo ou substancialmente aprimorado e/ou incorporaram algum processo de negócios novo ou aprimorado para uma ou mais de suas funções de negócios. Esse resultado correspondeu a uma redução de 0,2 ponto percentual da taxa de inovação em relação ao ano de 2023 (64,6%), representando a terceira queda consecutiva desse indicador desde 2021, quando foi 70,5%. Notícias relacionadas: Prêmio Finep de Inovação mostra avanços na regionalização dos recursos. Lula destaca inovação como prioridade do Brasil na Coreia. Finep pelo Brasil percorre 100 cidades em apoio à pesquisa e inovação. A taxa de inovação foi maior nas empresas de maior porte, chegando a 75,4% nas empresas com mais de 500 pessoas ocupadas. Os dados são da Pesquisa de Inovação Semestral 2024: Indicadores básicos (Pintec), divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Em 2024, 32,7% das empresas analisadas inovaram em produto e processo de negócios, 1,7 ponto percentual inferior ao registrado em 2023 (34,4%), com a menor taxa de inovação observada em ambas as categorias, quando comparada ao primeiro ciclo da Pintec Semestral, em 2021. As empresas que inovaram só em produto também apresentaram, em 2024, a menor taxado período (12,5%) em relação aos anos anteriores. Por sua vez, as empresas que inovaram só em processo de negócios, em 2024, tiveram taxas maiores do que as observadas em 2023, 19,2% frente a 16,6%, o que correspondeu a um acréscimo de 2,6 pontos percentuais Segundo o analista da Pintec, Flávio Peixoto, essa queda pode ser atribuída à conjuntura econômica. “2021 foi um ano muito atípico de pós-pandemia. As atividades produtivas e inovativas estavam bastante represadas. Nos três últimos anos as atividades ficaram mais estáveis. A taxa de investimentos também caiu e houve alta da taxa de juros, a Selic”, disse o analista. O setor de fabricação de produtos químicos (84,5%) liderou o ranking de inovação entre as atividades industriais, seguido por fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (82,1%) e fabricação de móveis (77,1%). Fabricação de produtos do fumo (29,8%) foi o setor menos inovador. Em 2024, 32,9% das empresas investiram recursos em atividades internas de pesquisa e desenvolvimento (P&D), o menor percentual desde 2021 (33,9%). Nos setores de Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, fabricação de produtos químicos, Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e Fabricação de outros equipamentos de transporte, a taxa superou 50%. Os gastos com P&D em 2024 foram em torno de R$ 39,9 bilhões, valor superior ao verificado em 2023 (R$ 38,2 bilhões) em termos nominais. As empresas inovadoras da Indústria de transformação foram responsáveis por 85,4% desse valor (R$ 34,1 bilhões) e as das Indústrias extrativas, por 14,6% (R$5,8 bilhões). Em valores absolutos, houve um aumento dos dispêndios tanto na Indústria de transformação quanto na indústria extrativa. As empresas inovadoras utilizaram mais apoio público em 2024 (38,6%) na comparação com 2023 (36,3%). O instrumento de apoio público proporcionalmente mais utilizado em 2024 foi o Incentivo fiscal à pesquisa e desenvolvimento e inovação tecnológica (28,9%). Segundo a Pintec, a expectativa de 96,4% das empresas inovadoras para 2025 é elevar ou manter os gastos com P&D. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/em-2024-taxa-de-inovacao-das-empresas-brasileiras-chegou-644
Chamada BRAFIP de inovação abre edição 2026 e terá evento global com participação brasileira

A edição 2026 da Chamada de Ideias BraFIP será oficialmente lançada no próximo dia 9 de abril, em um evento virtual de alcance global. A iniciativa convida empresas, startups, universidades e centros de pesquisa a submeterem projetos voltados à pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em colaboração. O programa é promovido pela BraFIP e tem como objetivo impulsionar a criação de soluções tecnológicas por meio da cooperação entre diferentes atores do ecossistema de inovação, tanto no Brasil quanto no exterior. Iniciativa reúne empresas, startups e centros de pesquisa A chamada é aberta a organizações interessadas em desenvolver projetos inovadores de forma colaborativa. Além de propor ideias, empresas também podem apresentar desafios para serem solucionados por meio da iniciativa. O programa conta com apoio de instituições internacionais ligadas à tecnologia e inovação, ampliando o alcance e a possibilidade de conexões estratégicas entre diferentes países. CHAMADA DE IDÉIAS BRAFIP 2026 – onde será transmitida? O evento será transmitido online no canal do youtube em nível global nos canais da Aleti e Brafip simultaneamente. segue link INCODAY será realizado na Paraíba Como parte da programação, o INCODAY (International Cooperation Day) marcará a etapa final da iniciativa, reunindo as melhores ideias selecionadas ao longo do processo. A edição de 2026 será realizada em Campina Grande (PB), nos dias 1º e 2 de dezembro, quando os 15 projetos finalistas serão apresentados em formato de pitch. O evento integra estratégias de fortalecimento dos ecossistemas locais de inovação, com participação de instituições, empresas e governo. Iniciativa fortalece o ecossistema de inovação no Brasil A Chamada de Ideias funciona também como uma ferramenta de qualificação para empreendedores, que precisam estruturar suas propostas com foco em viabilidade técnica, econômica e impacto social. Além disso, o processo contribui para aproximar startups de investidores, universidades e centros de pesquisa, fortalecendo o ecossistema nacional de inovação e ampliando oportunidades de negócios. Oportunidade para startups ganharem escala global A iniciativa reforça a importância da inovação colaborativa como caminho para o desenvolvimento econômico. Projetos criados nesse ambiente têm potencial para se transformar em negócios escaláveis, com atuação nacional e internacional. Ao conectar diferentes países e setores, a Chamada de Ideias BraFIP se posiciona como uma plataforma estratégica para acelerar soluções tecnológicas e ampliar a competitividade do Brasil em áreas como inteligência artificial, biotecnologia e economia digital. fonte https://santotech.com.br/chamada-ideias-brafip-2026-incoday-inovacao-global/
Fórum Brasil Criativo – Região Sul

A Universidade Federal do Pampa (Unipampa), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), integra a organização do Fórum Brasil Criativo – Região Sul, em parceria com a Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa (ESCULT). O evento será realizado nos dias 31 de março e 1º de abril, no Nau Live Spaces, em Porto Alegre, com participação aberta à comunidade. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Cultura (MinC) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), sendo organizada pelo Instituto BR em parceria com diversas instituições, incluindo a Unipampa, a Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (SEDAC), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos de Porto Alegre (SMDETE), além de redes e observatórios da área cultural. Com o tema “Ecossistemas Culturais e Criativos: Territórios, Redes e Governança”, o Fórum tem como objetivo fomentar o diálogo e a construção de estratégias voltadas ao fortalecimento da economia criativa na região Sul. A programação será realizada de forma presencial no Nau Live Spaces e também contará com transmissão on-line pelo canal oficial do Ministério da Cultura no YouTube, ampliando o acesso do público interessado. Como atividade complementar, no dia 2 de abril está prevista uma reunião institucional envolvendo representantes da PROEC, da ESCULT Sul e da universidade, com a participação do pró-reitor de Extensão e Cultura, Franck Peçanha, do professor Tiago Martins, coordenador da ESCULT Sul, e da pró-reitora adjunta da PROINOVE, Cássia Regina Nespolo. O encontro busca fortalecer a articulação da universidade com redes e iniciativas voltadas à cultura e à economia criativa. O Fórum Brasil Criativo – Região Sul ocorre em conjunto com o Seminário da Rede de Cultura e Economia Criativa da Região Sul, reunindo diferentes instituições e atores do campo cultural. Interessados em participar podem confirmar presença por meio de formulário on-line: https://forms.office.com/r/nMChhpmqE0 Acompanhe também pelo canal do MinC no YouTube: https://www.youtube.com/user/ministeriodacultura Organização: MinC; SEBRAE; Instituto BR; Unipampa; SEDAC; SMDETE entre outros. Data: 31/03/2026 até 01/04/2026Horário: das 08:00 às 20:00 Local: Nau Live SpacesEndereço: Av. Pres. Franklin Roosevelt 1308, Porto Alegre, RS
BC reduz juros básicos para 14,75% ao ano

Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela primeira vez em quase dois anos. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro. No comunicado, o Copom afirmou que o aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio exige mais cautela. O BC não descartou rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. “O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, destacou o texto. Desde junho do ano passado, a Selic estava em 15% ao ano. A última vez em que o Copom tinha reduzido os juros tinha sido em maio de 2024, quando a Selic passou de 10,75% para 10,5% ao ano. Em setembro do mesmo ano, a taxa começou a ser elevada, até chegar aos 15% atuais. Inflação A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o IPCA acelerou para 0,7% , pressionado pelas mensalidades escolares. Mesmo com a alta, o indicador ficou em 3,81% no acumulado de 12 meses, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro deste ano, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em março de 2026, a inflação desde abril de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em abril de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de maio de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano. No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 3,5% a previsão do IPCA para 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de março. As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,1%, abaixo do teto da meta. Há um mês, antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%. Crédito menos caro A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central manteve em 1,6% a previsão de crescimento da economia em 2026. O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,83% do PIB em 2026. A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/bc-reduz-juros-basicos-para-1475-ao-ano
