{"id":7474,"date":"2026-04-16T10:09:14","date_gmt":"2026-04-16T13:09:14","guid":{"rendered":"https:\/\/rbcc.net.br\/wp\/campina-grande-no-mapa-mundial-da-inovacao-nosso-ecossistema-virou-referencia-cientifica-internacional\/"},"modified":"2026-04-16T10:09:14","modified_gmt":"2026-04-16T13:09:14","slug":"campina-grande-no-mapa-mundial-da-inovacao-nosso-ecossistema-virou-referencia-cientifica-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rbcc.net.br\/wp\/campina-grande-no-mapa-mundial-da-inovacao-nosso-ecossistema-virou-referencia-cientifica-internacional\/","title":{"rendered":"Campina Grande No Mapa Mundial Da Inova\u00e7\u00e3o &#8211; Nosso Ecossistema Virou Refer\u00eancia Cient\u00edfica Internacional"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>H\u00e1 momentos em que uma cidade deixa de ser apenas um endere\u00e7o e passa a ser uma refer\u00eancia. Campina Grande atravessou um desses momentos em abril de 2026, quando o ecossistema de inova\u00e7\u00e3o local, o\u00a0E.InovCG, figurou como campo central de uma pesquisa cient\u00edfica publicada na\u00a0<em>Industrial Management &amp; Data Systems<\/em>, uma das revistas mais respeitadas do mundo em gest\u00e3o e tecnologia, do grupo Emerald Publishing.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<em>\u201cReconceptualizing digital culture as a higher-order capability for digital transformation: insights from innovation ecosystem actors\u201d<\/em>, assinado pelas pesquisadoras e pesquisadores Farveh Farivar, Luisa Campos, Alistair Chong e Nik Thompson, n\u00e3o \u00e9 apenas mais uma publica\u00e7\u00e3o acad\u00eamica sobre transforma\u00e7\u00e3o digital. \u00c9, na pr\u00e1tica, um reconhecimento cient\u00edfico internacional de que o que acontece aqui, no cora\u00e7\u00e3o do Nordeste brasileiro, tem valor de conhecimento para o mundo.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaeGDiCHwXbCpRitt818\"><\/a><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que o estudo descobriu?<\/strong><\/h2>\n<p>Por anos, o tema \u201ccultura digital\u201d foi tratado nas organiza\u00e7\u00f5es como um elemento de apoio: algo desej\u00e1vel, mas secund\u00e1rio. O que essa pesquisa faz \u00e9 uma invers\u00e3o conceitual profunda: a cultura digital n\u00e3o \u00e9 uma capacidade entre outras. Ela \u00e9 uma\u00a0capacidade de ordem superior, aquela que habilita, sustenta e reconfigura tudo o mais.<\/p>\n<p>Em linguagem mais direta: n\u00e3o adianta investir em tecnologia, contratar talentos ou criar processos \u00e1geis se a cultura da organiza\u00e7\u00e3o, seus valores, seus pressupostos, suas pr\u00e1ticas cotidianas n\u00e3o estiverem alinhadas com a l\u00f3gica digital. A tecnologia segue a cultura, n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para chegar a essa conclus\u00e3o, os pesquisadores combinaram dois movimentos complementares. Primeiro, uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica de literatura seguindo o protocolo PRISMA: de mais de 600 artigos identificados, apenas 23 tratavam cultura digital como conceito central. O campo estava disperso, fragmentado. Havia uma lacuna te\u00f3rica evidente que o estudo preencheu.<\/p>\n<p>Segundo, e aqui entra o E.InovCG, foram realizadas\u00a033 entrevistas semiestruturadas\u00a0com atores reais do ecossistema de inova\u00e7\u00e3o de Campina Grande: empreendedores, gestores de incubadoras, professores universit\u00e1rios, representantes governamentais, empres\u00e1rios, startupeiros, entre outros. N\u00e3o foi um estudo feito sobre dados secund\u00e1rios ou em contextos gen\u00e9ricos. Foi feito\u00a0<em>aqui<\/em>, com quem vive e constr\u00f3i inova\u00e7\u00e3o nesta cidade.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O modelo que emergiu das nossa contribui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>Ancorado no modelo de cultura organizacional do te\u00f3rico Edgar Schein, o framework constru\u00eddo pela pesquisa organiza a cultura digital em tr\u00eas camadas que todo gestor de ecossistema reconhecer\u00e1:<\/p>\n<p>Na superf\u00edcie, os\u00a0artefatos vis\u00edveis: pr\u00e1ticas \u00e1geis, flexibilidade, colabora\u00e7\u00e3o e conectividade digital. S\u00e3o os elementos mais f\u00e1ceis de observar e, por isso, os mais frequentemente confundidos com \u201cter cultura digital\u201d.<\/p>\n<p>Mais fundo, os\u00a0valores declarados: orienta\u00e7\u00e3o a dados, aprendizado cont\u00ednuo, inova\u00e7\u00e3o como mentalidade, foco no cliente e toler\u00e2ncia ao risco. S\u00e3o os princ\u00edpios que guiam decis\u00f5es e que, quando ausentes, fazem com que as ferramentas mais modernas n\u00e3o produzam resultados.<\/p>\n<p>Na camada mais profunda, os\u00a0pressupostos subjacentes: a abertura genu\u00edna \u00e0 mudan\u00e7a, a confian\u00e7a que permite comunica\u00e7\u00e3o transparente e a cren\u00e7a coletiva de que tecnologias emergentes criam vantagem competitiva. Esses s\u00e3o os elementos que n\u00e3o se instalam por decreto se constroem ao longo do tempo, em comunidade.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m identificou algo que os profissionais de ecossistemas intuitivamente j\u00e1 sabem: a cultura digital floresce com\u00a0lideran\u00e7a servidora, inclusividade e colabora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata de ter os melhores softwares. \u00c9 sobre o tipo de rela\u00e7\u00f5es que uma organiza\u00e7\u00e3o ou um ecossistema inteiro \u00e9 capaz de construir.<\/p>\n<p>Um dos elementos mais ricos do artigo \u00e9 o uso do modelo\u00a0Triple H\u00e9licea intera\u00e7\u00e3o entre universidade, ind\u00fastria e governo, como lente para compreender como diferentes atores institucionais percebem e praticam a cultura digital.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 instigante, cada esfera opera sob uma l\u00f3gica pr\u00f3pria de risco, ritmo, abertura e responsabiliza\u00e7\u00e3o. Isso cria tens\u00f5es reais dentro dos ecossistemas. E s\u00e3o essas tens\u00f5es, quando bem geridas, que produzem inova\u00e7\u00e3o genu\u00edna.<\/p>\n<p>Para um ecossistema como o E.InovCG, que re\u00fane mais de 150 atores entre startups, empresas, universidades, institutos de pesquisa e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, essa leitura n\u00e3o \u00e9 abstrata, significa ter o mapa e um guia do territ\u00f3rio que habitamos.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que a parceria com o E.InovCG<\/strong><\/h3>\n<p>H\u00e1 uma diferen\u00e7a fundamental entre ser\u00a0<em>mencionado<\/em>\u00a0em uma pesquisa e ser o\u00a0<em>locus emp\u00edrico central<\/em>\u00a0dela. O E.InovCG est\u00e1 na segunda categoria: foi dentro do ecossistema que a teoria foi testada, que as vozes foram ouvidas e que o framework foi constru\u00eddo.<\/p>\n<p>Isso tem tr\u00eas consequ\u00eancias pr\u00e1ticas imediatas.<\/p>\n<p>A primeira \u00e9 de\u00a0legitimidade cient\u00edfica global. Campina Grande agora integra a literatura internacional indexada sobre ecossistemas de inova\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o digital. Gestores de inova\u00e7\u00e3o na Europa, na \u00c1sia ou na Am\u00e9rica do Norte que pesquisarem sobre cultura digital e ecossistemas encontrar\u00e3o refer\u00eancias ao que \u00e9 feito aqui.<\/p>\n<p>A segunda \u00e9 de\u00a0autonomia epist\u00eamica regional. Por d\u00e9cadas, o Brasil e especialmente o Nordeste, importou modelos de inova\u00e7\u00e3o constru\u00eddos com base em realidades de pa\u00edses desenvolvidos. Este estudo inverte a l\u00f3gica: constr\u00f3i teoria a partir da nossa realidade, com os nossos atores, sobre os nossos desafios. \u00c9 conhecimento que nasce do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>A terceira \u00e9 de\u00a0subs\u00eddio para pol\u00edticas p\u00fablicas locais. Os formuladores de pol\u00edticas em Campina Grande e no estado da Para\u00edba agora t\u00eam evid\u00eancias cient\u00edficas robustas, publicadas em ve\u00edculo de alt\u00edssimo impacto, sobre o que funciona e o que precisa ser desenvolvido em termos de cultura e transforma\u00e7\u00e3o digital. Isso reduz achismos e fortalece a capacidade de argumenta\u00e7\u00e3o em decis\u00f5es de investimento, regula\u00e7\u00e3o e fomento.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que isso convoca em n\u00f3s<\/strong><\/h3>\n<p>Publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas internacionais sobre ecossistemas do interior do Brasil n\u00e3o s\u00e3o triviais. Elas s\u00e3o, ao mesmo tempo, uma valida\u00e7\u00e3o do percurso feito e uma convoca\u00e7\u00e3o para o que ainda est\u00e1 por construir.<\/p>\n<p>O E.InovCG demonstrou, com evid\u00eancias, que \u00e9 um ambiente f\u00e9rtil para pesquisa de ponta sobre inova\u00e7\u00e3o. Isso obriga, no melhor sentido da palavra, a elevar a r\u00e9gua: na governan\u00e7a, na produ\u00e7\u00e3o de dados, na abertura para parcerias acad\u00eamicas, na qualifica\u00e7\u00e3o das lideran\u00e7as e na capacidade de transformar ci\u00eancia em pol\u00edtica e pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Campina Grande n\u00e3o est\u00e1 apenas no mapa da inova\u00e7\u00e3o brasileira. Est\u00e1, cada vez mais, no mapa da inova\u00e7\u00e3o mundial. E o que essa pesquisa mostra \u00e9 que o caminho passa, inevitavelmente, pela cultura, essa capacidade invis\u00edvel que, quando presente, faz tudo funcionar melhor.<\/p>\n<p><em>Artigo de refer\u00eancia: Farivar, F., Campos, L., Chong, A. e Thompson, N. (2026). <\/em><em>\u201cReconceptualizing digital culture as a higher-order capability for digital transformation: insights from innovation ecosystem actors\u201d. Industrial Management &amp; Data Systems. Emerald Publishing. DOI: 10.1108\/IMDS-09-2025-1250.<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>fonte <a href=\"https:\/\/santotech.com.br\/campina-grande-mapa-mundial-inovacao-ecossistema-referencia-cientifica-internacional\/\">https:\/\/santotech.com.br\/campina-grande-mapa-mundial-inovacao-ecossistema-referencia-cientifica-internacional\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 momentos em que uma cidade deixa de ser apenas um endere\u00e7o e passa a ser uma refer\u00eancia. Campina Grande atravessou um desses momentos em abril de 2026, quando o ecossistema de inova\u00e7\u00e3o local, o\u00a0E.InovCG, figurou como campo central de uma pesquisa cient\u00edfica publicada na\u00a0Industrial Management &amp; Data Systems, uma das revistas mais respeitadas do mundo em gest\u00e3o e tecnologia, do grupo Emerald Publishing. 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Em linguagem mais direta: n\u00e3o adianta investir em tecnologia, contratar talentos ou criar processos \u00e1geis se a cultura da organiza\u00e7\u00e3o, seus valores, seus pressupostos, suas pr\u00e1ticas cotidianas n\u00e3o estiverem alinhadas com a l\u00f3gica digital. A tecnologia segue a cultura, n\u00e3o o contr\u00e1rio. Para chegar a essa conclus\u00e3o, os pesquisadores combinaram dois movimentos complementares. Primeiro, uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica de literatura seguindo o protocolo PRISMA: de mais de 600 artigos identificados, apenas 23 tratavam cultura digital como conceito central. O campo estava disperso, fragmentado. Havia uma lacuna te\u00f3rica evidente que o estudo preencheu. Segundo, e aqui entra o E.InovCG, foram realizadas\u00a033 entrevistas semiestruturadas\u00a0com atores reais do ecossistema de inova\u00e7\u00e3o de Campina Grande: empreendedores, gestores de incubadoras, professores universit\u00e1rios, representantes governamentais, empres\u00e1rios, startupeiros, entre outros. N\u00e3o foi um estudo feito sobre dados secund\u00e1rios ou em contextos gen\u00e9ricos. Foi feito\u00a0aqui, com quem vive e constr\u00f3i inova\u00e7\u00e3o nesta cidade. O modelo que emergiu das nossa contribui\u00e7\u00e3o Ancorado no modelo de cultura organizacional do te\u00f3rico Edgar Schein, o framework constru\u00eddo pela pesquisa organiza a cultura digital em tr\u00eas camadas que todo gestor de ecossistema reconhecer\u00e1: Na superf\u00edcie, os\u00a0artefatos vis\u00edveis: pr\u00e1ticas \u00e1geis, flexibilidade, colabora\u00e7\u00e3o e conectividade digital. S\u00e3o os elementos mais f\u00e1ceis de observar e, por isso, os mais frequentemente confundidos com \u201cter cultura digital\u201d. Mais fundo, os\u00a0valores declarados: orienta\u00e7\u00e3o a dados, aprendizado cont\u00ednuo, inova\u00e7\u00e3o como mentalidade, foco no cliente e toler\u00e2ncia ao risco. S\u00e3o os princ\u00edpios que guiam decis\u00f5es e que, quando ausentes, fazem com que as ferramentas mais modernas n\u00e3o produzam resultados. Na camada mais profunda, os\u00a0pressupostos subjacentes: a abertura genu\u00edna \u00e0 mudan\u00e7a, a confian\u00e7a que permite comunica\u00e7\u00e3o transparente e a cren\u00e7a coletiva de que tecnologias emergentes criam vantagem competitiva. Esses s\u00e3o os elementos que n\u00e3o se instalam por decreto se constroem ao longo do tempo, em comunidade. O estudo tamb\u00e9m identificou algo que os profissionais de ecossistemas intuitivamente j\u00e1 sabem: a cultura digital floresce com\u00a0lideran\u00e7a servidora, inclusividade e colabora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata de ter os melhores softwares. \u00c9 sobre o tipo de rela\u00e7\u00f5es que uma organiza\u00e7\u00e3o ou um ecossistema inteiro \u00e9 capaz de construir. Um dos elementos mais ricos do artigo \u00e9 o uso do modelo\u00a0Triple H\u00e9licea intera\u00e7\u00e3o entre universidade, ind\u00fastria e governo, como lente para compreender como diferentes atores institucionais percebem e praticam a cultura digital. A conclus\u00e3o \u00e9 instigante, cada esfera opera sob uma l\u00f3gica pr\u00f3pria de risco, ritmo, abertura e responsabiliza\u00e7\u00e3o. Isso cria tens\u00f5es reais dentro dos ecossistemas. E s\u00e3o essas tens\u00f5es, quando bem geridas, que produzem inova\u00e7\u00e3o genu\u00edna. Para um ecossistema como o E.InovCG, que re\u00fane mais de 150 atores entre startups, empresas, universidades, institutos de pesquisa e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, essa leitura n\u00e3o \u00e9 abstrata, significa ter o mapa e um guia do territ\u00f3rio que habitamos. Por que a parceria com o E.InovCG H\u00e1 uma diferen\u00e7a fundamental entre ser\u00a0mencionado\u00a0em uma pesquisa e ser o\u00a0locus emp\u00edrico central\u00a0dela. O E.InovCG est\u00e1 na segunda categoria: foi dentro do ecossistema que a teoria foi testada, que as vozes foram ouvidas e que o framework foi constru\u00eddo. Isso tem tr\u00eas consequ\u00eancias pr\u00e1ticas imediatas. A primeira \u00e9 de\u00a0legitimidade cient\u00edfica global. Campina Grande agora integra a literatura internacional indexada sobre ecossistemas de inova\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o digital. 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Isso reduz achismos e fortalece a capacidade de argumenta\u00e7\u00e3o em decis\u00f5es de investimento, regula\u00e7\u00e3o e fomento. O que isso convoca em n\u00f3s Publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas internacionais sobre ecossistemas do interior do Brasil n\u00e3o s\u00e3o triviais. Elas s\u00e3o, ao mesmo tempo, uma valida\u00e7\u00e3o do percurso feito e uma convoca\u00e7\u00e3o para o que ainda est\u00e1 por construir. O E.InovCG demonstrou, com evid\u00eancias, que \u00e9 um ambiente f\u00e9rtil para pesquisa de ponta sobre inova\u00e7\u00e3o. Isso obriga, no melhor sentido da palavra, a elevar a r\u00e9gua: na governan\u00e7a, na produ\u00e7\u00e3o de dados, na abertura para parcerias acad\u00eamicas, na qualifica\u00e7\u00e3o das lideran\u00e7as e na capacidade de transformar ci\u00eancia em pol\u00edtica e pr\u00e1tica. Campina Grande n\u00e3o est\u00e1 apenas no mapa da inova\u00e7\u00e3o brasileira. Est\u00e1, cada vez mais, no mapa da inova\u00e7\u00e3o mundial. 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