Por trás do espetáculo de luzes que celebra a chegada de um novo ano, esconde-se uma realidade dramática para quem divide o teto com cães e gatos. Enquanto brindamos o Réveillon, milhares de animais domésticos entram em pânico. Não é apenas uma questão de “frescura” ou incômodo passageiro; é uma questão de saúde pública e bem-estar animal.
Cães e gatos possuem uma capacidade auditiva muito superior à nossa. O que para nós é um estouro, para eles soa como uma explosão ensurdecedora, disparando gatilhos ancestrais de luta ou fuga. O resultado? Taquicardia, tremores, fugas desesperadas e, em casos mais graves, paradas cardiorrespiratórias.
Mas é possível, com planejamento e empatia, minimizar esse sofrimento. Confira algumas estratégias fundamentais:
. O “Porto Seguro”
Não deixe o animal isolado em quintais ou varandas. O ideal é criar um refúgio dentro de casa, em um cômodo onde ele se sinta seguro. Feche janelas e cortinas para abafar o som e diminuir o impacto visual dos clarões.
2. O Som que Acalma
Uma técnica eficaz é o uso do “ruído branco”. Deixe a televisão ligada ou coloque músicas suaves (existem playlists específicas para acalmar pets em plataformas de streaming). Isso ajuda a mascarar a frequência dos estalidos externos.
3. A Técnica da Faixa (Tellington TTouch)
Para muitos cães, o uso de uma faixa de tecido envolvendo o corpo de forma estratégica ajuda a trazer uma sensação de acolhimento e segurança, reduzindo a ansiedade. É o “abraço” que o sistema nervoso dele precisa no momento de estresse.
4. Identificação é Vital
O número de animais perdidos aumenta drasticamente no dia 1º de janeiro. Certifique-se de que seu pet esteja usando uma coleira com placa de identificação contendo seu telefone. Em um momento de susto, o animal pode fugir por frestas inimagináveis.
5. Postura do Tutor
Os animais leem nossa energia. Se você demonstrar excesso de preocupação ou agitação, reforçará o medo dele. Tente manter a calma, ofereça petiscos e brinquedos para associar o momento a algo positivo, mas respeite se ele preferir ficar escondido embaixo da cama.
A Reflexão Necessária: Já passou da hora de evoluirmos para celebrações com fogos de artifício silenciosos, uma tendência que cresce em várias cidades do mundo. A alegria de uns não pode significar o terror de outros — sejam eles animais, crianças autistas, idosos ou enfermos em hospitais. Celebrar a vida exige, acima de tudo, respeito a todas as formas de vida.
algumas das principais cidades e capitais brasileiras que já possuem legislação proibindo ou restringindo severamente o uso de fogos de artifício com estampido (ruidosos), visando a proteção de animais, crianças com autismo e idosos:
Cidades amigas do pet
Capitais com restrições aos efeitos sonoros dos fogos
- São Paulo (SP): Uma das legislações mais rigorosas, proibindo o manuseio, a queima e a soltura de fogos com efeito sonoro em todo o município.
- Curitiba (PR): Proíbe a queima de fogos com estampido em eventos públicos e particulares.
- Porto Alegre (RS): Possui lei que veta o uso de fogos ruidosos.
- Belo Horizonte (MG): Também conta com legislação protetiva contra o barulho excessivo.
- Goiânia (GO): Restringe o uso de artefatos que causem poluição sonora.
- Fortaleza (CE): A proibição abrange todo tipo de evento na capital cearense.
- Recife (PE): Lei específica para eventos públicos, priorizando fogos silenciosos.
- Campo Grande (MS): Proíbe fogos barulhentos, com previsão de multas para infratores.
- Macapá (AP): Permite apenas a utilização de fogos silenciosos (visuais).
Outras Cidades de Destaque (Exemplos)
- Litoral de São Paulo: Santos, Mongaguá (com multas que podem passar de R$ 11 mil), Guarujá, Caraguatatuba, Cubatão e Ubatuba.
- Interior de São Paulo: Sorocaba, São Bernardo do Campo, Araraquara, Itapetininga, São José dos Campos e Campos do Jordão.
- Outras regiões: Magé (RJ), Passo Fundo (RS) e Rio Grande (RS).
Importante: Além das leis municipais, estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal possuem legislações estaduais que reforçam essas proibições em seus territórios.
É sempre recomendável consultar o portal da prefeitura da sua cidade para entender os detalhes da fiscalização e como realizar denúncias, que geralmente podem ser feitas via 190 (Polícia Militar) ou 153 (Guarda Municipal).
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