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Pausas no trabalho não reduzem produtividade: evitam decisões ruins

Pausas no trabalho não reduzem produtividade: evitam decisões ruins

Pausas no trabalho não reduzem produtividade: evitam decisões ruins

Você começa o dia concentrado, mas, ao longo de horas, percebe que passa a ler o mesmo parágrafo, esquece o que ia fazer ao pegar o celular ou troca palavras em um e-mail simples. A sensação comum é de falta de disciplina, mas, na maioria das vezes, é apenas um cérebro cansado.

“O cérebro humano não mantém atenção máxima por longos períodos, ele funciona em ciclos de energia”, explica a neurocientista Carol Garrafa, especialista em treinamento de equipes de alta performance e CEO da Santé. “Quando insistimos em trabalhar sem pausa, a mente não para, mas sua capacidade de atenção e produtividade caem”.

Segundo a especialista, quando isso ocorre, a área do cérebro responsável pelo planejamento e autocontrole, chamada de funções executivas, perde eficiência. “A pessoa continua ativa, mas sua performance cai, os erros aumentam, surgem mais distração, impulsividade e dificuldade de se lembrar de informações”, indica Carol.

E é exatamente por isso que tarefas simples passam a exigir mais esforço mental, o que está longe de ser preguiça, mas é, na realidade, fadiga cognitiva. “Por isso, pausar é uma forma inteligente de preservar energia neural”, explica a neurocientista.

Mas atenção: Carol reforça a importância de pausas realmente restauradoras. “Não adianta parar para continuar rolando a tela do celular nas redes sociais, isso não descansa a mente. A pausa precisa permitir que o cérebro desacelere. Levantar, respirar profundamente, tomar água ou olhar para um ponto distante já ajudam a reorganizar a atividade neural”, diz.

E mais: a especialista enfatiza que a produtividade sustentável não significa trabalhar mais horas, mas trabalhar com inteligência biológica. “Foco não é sobre esforço extremo, é sobre gestão de energia. Quando respeitamos o ritmo do cérebro, entregamos mais  e com mais qualidade”, conclui.

A seguir, cinco estratégias simples, indicadas por Carol Garrafa, que ajudam a melhorar o foco e a produtividade:

O método do Pomodoro sugere ciclos curtos e intensos de trabalho que são intercalados por breves pausas. Nele, deve-se dividir as tarefas em ciclos de 25 minutos de focos seguidos por uma pausa de 5 minutos. Introduzir esse método na rotina é benéfico, pois auxilia na clareza mental, torna o planejamento mais preciso e, no mais, diminui a sensação de sobrecarga.

  • Organize sua mesa de trabalho:

É comum acumular diversas folhas e documentos pela mesa de trabalho, porém, esse tipo de desorganização não é nada benéfico para o cérebro. Isso ocorre porque o sistema nervoso entende que deve se espelhar no ambiente externo.

A especialista complementa que ambientes visualmente poluídos aumentam a carga cognitiva. “Cada estímulo visual compete pela sua atenção. Mesmo que você não perceba conscientemente, o cérebro está processando tudo ao redor. Um ambiente organizado facilita o foco porque reduz distrações invisíveis”, destaca.


  • Pratique exercícios físicos:

Realizar exercícios físicos com frequência ajudam a clarear a mente, contribuem para o aumento da criatividade e trazem bem-estar físico e mental. O movimento físico faz com que o cérebro libere dopamina e serotonina, neurotransmissores responsáveis pelo prazer, à atenção e à regulação emocional. “O exercício é um dos maiores potencializadores naturais do cérebro. Ele melhora a memória, foco e capacidade de resolução de problemas”, explica Carol.

Muitas vezes, ruídos externos costumam a atrapalhar a concentração, por isso, uma solução é criar uma playlist de músicas calmas e que você já conheça para seu cérebro relaxar. “Já existem estudos que mostram que músicas instrumentais, principalmente trilhas sonoras, música clássica ou jazz suave, ajudam a manter o foco. Isso porque elas evitam a sobrecarga linguística, liberando seu cérebro para se concentrar no trabalho”, afirma a neurocientista. 

Ela acrescenta que músicas com letra ativam áreas relacionadas à linguagem, competindo com tarefas que exigem leitura ou escrita. “Se a tarefa exige processamento verbal, o ideal é optar por sons neutros ou instrumentais”, orienta.

  • Mantenha uma boa alimentação e durma bem:

Se alimentar bem durante as pausas de trabalho é essencial para quem procura por concentração. Isso porque o sistema atencional necessita de uma grande quantidade de energia. 

A neurocientista explica que quedas bruscas de glicose impactam diretamente o desempenho cognitivo. “Quando há longos períodos sem alimentação adequada ou excesso de açúcar, o foco oscila. Pequenas refeições equilibradas ajudam a manter a estabilidade cognitiva”, afirma.

E além das pausas pequenas do dia, a grande pausa necessária, que realmente restaura sua mente, consolida a memória e recarrega as energias é uma boa noite de sono. “7 a 8 horas de uma noite bem dormida faz uma enorme diferença para sua disposição, produtividade e para a vida”, complementa. 

Sobre a Santé

A Santé é uma consultoria especializada em People Skills e neurociência aplicada à liderança, fundada por Caroline Garrafa. Com metodologia própria, a empresa atua no desenvolvimento humano dentro das organizações, promovendo equilíbrio entre performance, propósito e bem-estar.

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