Os servidores municipais de Florianópolis entraram em greve, por tempo indeterminado, às 7h desta quinta-feira (23). Conforme apurações da NSC TV, a paralisação gera impactos nas unidades de saúde e em creches da Capital. A Prefeitura de Florianópolis não detalhou os serviços que estão fora de operação.
Na manhã desta quinta-feira, apenas duas salas do Centro de Educação Infantil Almirante Lucas Alexandre Boiteux, no Centro de Florianópolis, estavam recebendo os alunos. No Centro de Saúde do Monte Serrat, também na região central, moradores relataram à NSC TV que não estavam conseguindo se vacinar.
A greve, segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem), foi anunciada após a Prefeitura de Florianópolis não atender à pauta de reivindicações da data-base. A proposta apresentada pelo Executivo foi rejeitada por não contemplar pontos centrais das reivindicações. Os servidores também relatam sobrecarga e “deterioração das condições de trabalho”.
Em nota, a Prefeitura de Florianópolis lamentou a decisão e informou que está trabalhando para que os serviços essenciais à população não sejam afetados. A Administração Municipal destacou que mantém diálogo com as categorias e que “cumpre integralmente todos os acordos firmados”.
O que diz a prefeitura de Florianópolis
“O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) anunciou greve no dia 23, após o feriado de Tiradentes. A Administração Municipal lamenta a decisão e informa que está trabalhando para que os serviços essenciais à população não sejam afetados.
Reforça também que, ao longo dos últimos anos, tem mantido diálogo permanente com as categorias e, principalmente, cumprido integralmente todos os acordos firmados. Como exemplo, a Prefeitura já anunciou a aplicação do reajuste salarial com base no INPC, além da manutenção dos compromissos assumidos no Plano de Cargos, Carreiras e Salários.
Paralelamente, a gestão vem realizando investimentos concretos na valorização do serviço público. Somente no último ano, foram chamados mais de 1.900 novos profissionais para reforçar o atendimento à população. Na educação, mais de 220 profissionais foram convocados, entre professores e auxiliares. Na saúde, foram mais de 150 profissionais, além de outros profissionais como dentistas, assistentes sociais e psicólogos, ampliando a capacidade de atendimento nas unidades.
A Prefeitura também destaca que está em andamento um novo concurso público, com mais de 40 cargos em diversas áreas“.
O que diz o Sintrasem
Os trabalhadores da Prefeitura de Florianópolis (PMF) iniciam greve por tempo indeterminado a partir das 7 da manhã desta quinta-feira, 23 de abril, após o governo do prefeito Topázio Neto não atender à pauta de reivindicações da data-base e fechar as portas para a negociação.
A categoria se reúne assembleia já nesta quinta, às 13h, na Praça Tancredo Neves, para avaliar o primeiro dia de greve.
A proposta apresentada pelo Executivo foi rejeitada por não contemplar pontos centrais das reivindicações e por manter medidas que aprofundam a precarização dos serviços públicos.
Mesmo com margem na Lei de Responsabilidade Fiscal e disponibilidade financeira, a prefeitura optou por não garantir avanços concretos.
– Não há proposta para o cumprimento da legislação federal que reconhece as auxiliares de sala no magistério, nem para a revogação de portarias que atacam a Educação.
– Não há recomposição salarial para os técnicos de enfermagem, nem definição sobre o piso dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE).
– Também não há medidas para realização de concurso público, chamamento de aprovados, redução das terceirizações, defesa da previdência pública ou redução da jornada sem corte salarial.
A realidade nas unidades públicas de Florianópolis é de sobrecarga e deterioração das condições de trabalho. Na Saúde, o déficit de pessoal pressiona os atendimentos e expõe trabalhadores e usuários a situações de agressão. Na Educação, faltam condições básicas de funcionamento, com problemas estruturais e insuficiência de materiais.
A greve foi aprovada pelos trabalhadores como resposta à ausência de atendimento às reivindicações e à política adotada pela administração municipal. A categoria exige negociação e uma proposta que atenda à pauta.
(NSC Total, 23/04/2026)
Publicado em 23 abril de 2026
