Notícias

CentroSul pode ser primeiro espaço público da Capital com naming rights

CentroSul pode ser primeiro espaço público da Capital com naming rights

O CentroSul deve ser o primeiro grande equipamento público de Florianópolis com naming rights (direitos de nome), após a nova licitação do equipamento, que será lançada nos próximos meses. No ano passado, a Câmara de Vereadores aprovou lei do Executivo autorizando naming rights em eventos, como Carnaval, Réveillon, Feira de Cascaes e Fenaostra, e também em equipamentos públicos, como CentroSul, Passarela do Samba e Mercado Público. A lei foi sancionada pelo prefeito Topázio Neto e entrou em vigor em 19 de dezembro.

Pela norma, empresas e consórcios podem participar das licitações que permitirão os naming rights. No Brasil e no mundo, o modelo é conhecido sobretudo em estádios de futebol. Em São Paulo, por exemplo, os três grandes clubes de futebol aderiram, com a Neoquímica Arena (Corinthians), Allianz Parque (Palmeiras) e Morumbis (São Paulo).

Em Florianópolis, inicialmente, a proposta vedava ruas, avenidas e praças, mas uma emenda da Câmara incluiu esses locais. Atividades dirigidas à saúde, cultura, esportes, educação, assistência social, lazer e recreação, meio ambiente, mobilidade urbana e promoção de investimentos, competitividade e desenvolvimento estão contempladas na lei.

Segundo a secretária Municipal de Licitações, Contratos e Parcerias, Katherine Schreiner, o edital do CentroSul está na fase de modelagem jurídica e será a primeira concessão municipal em que o vencedor poderá explorar comercialmente o espaço e obter receita na venda dos direitos de nome.

O QUE PODE TER O NOME VENDIDO

  • CentroSul
  • Passarela do Samba
  • Mercado Público
  • Réveillon
  • Carnaval
  • Fenaostra
  • Feira do Cascaes
  • Diferentes festas municipais
  • Eventos esportivos
  • Ruas e praças

Ganhos econômicos para a cidade e empresas

Economista, Laura Pacheco ressalta que nomes têm valor e que ao redor deles se constrói identidade, percepção e reputação. Ao analisar Florianópolis, destaca a sazonalidade como fator central, porque a cidade tem picos muito claros de movimento, especialmente no verão. Citou festas de temporada, estruturas nas orlas, a Passarela Nego Quirido no Carnaval e serviços temporários. “Contratos mais curtos e flexíveis fazem mais sentido para Florianópolis”, opina.

Outro segmento apontado como promissor pela economista é o turismo esportivo. “Floripa tem se consolidado como destino de maratonas e eventos esportivos. Quem participa valoriza muito a experiência de correr na BeiraMar Norte. Isso é um ativo econômico importante”, destaca. Sobre a precificação, explica que não existe fórmula. “Cada negócio tem um modelo. Depende de quem investe, do que a marca busca e do formato da contrapartida”.

Possibilidades para pequenas e grandes marcas

Para o empresário e publicitário Wilfredo Gomes, a novidade dos naming rights deve ser vista no conjunto de estratégias de comunicação e marketing. “Bom para o cliente, para a agência, para o anunciante e para o público, que passa a ter acesso a informação, experiências ou benefícios gerados pelo patrocínio”, diz. Ele vê o naming rights como uma modalidade moderna de patrocínio, aplicável a pequenas e grandes iniciativas. “Isso precisa ser bem organizado e planejado. Tem que existir coerência entre o espaço público e o anunciante. Uma coisa precisa ter relevância e conexão com a outra”.

Também publicitário, Fábio Veiga registra que Florianópolis não está inventando a roda. “O uso de naming rights é praticado no mundo inteiro há décadas, sempre com imenso sucesso. Desde que feito de maneira equilibrada e responsável, é excelente e saudável”. Veiga lembra que o modelo foi aplicado em Lisboa, Portugal. “Lá, o Mercado da Ribeira passou a se chamar Mercado da Ribeira Time Out. A marca, ao associar seu nome ao mercado público, modernizou e revitalizou uma parte do equipamento sem custo para a prefeitura e o transformou num hub gastronômico de referência”.

(ND, 06/01/2026)


Publicado em 06 janeiro de 2026

fonte https://floripamanha.org/2026/01/centrosul-pode-ser-primeiro-espaco-publico-da-capital-com-naming-rights/

COMPARTILHE:

PUBLICIDADE