Ponta do Pitoco – FloripAmanhã
Da Coluna de Diogo de Souza (ND, 20/04/2026) A requalificação da Ponta do Pitoco, na Lagoa da Conceição, teve desfecho homologado pela 6ª Vara Federal de Florianópolis. Após três anos de paralisação devido a uma ação popular movida por duas moradoras, o projeto original, que previa áreas de lazer e esporte, foi praticamente desidratado. Com o novo termo, assinado pelo juiz Marcelo Krás Borges, a comunidade perde a instalação de diferentes equipamentos como academia, quadras de areia, espaço pet. A decisão, mais uma vez, gerou indignação por desfazer um projeto que havia sido debatido pela própria vizinhança. Publicado em 20 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/ponta-do-pitoco/
Escola Estadual Aderbal Ramos da Silva é reinaugurada no Estreito
Depois de anos de espera, a tradicional Escola Estadual Aderbal Ramos da Silva, localizada no bairro Estreito, em Florianópolis, voltou a funcionar com a reinauguração oficial do espaço. A unidade, que faz parte da história da comunidade local, reabre suas portas com a retomada das atividades da educação básica, marcando um momento importante para estudantes, professores e famílias da região. (Programa ND Notícias, 17/04/2026) Publicado em 20 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/escola-estadual-aderbal-ramos-da-silva-e-reinaugurada-no-estreito/
Brasil já tem 4,5 milhões de empreendedores da Economia Prateada

O Brasil soma 4,5 milhões de empreendedores da chamada Economia Prateada, que reúne os maiores de 60 anos. O número cresceu 58,6% na última década, de acordo com o Sebrae Nacional. A entidade desenvolve programas voltadas para o chamado empreendedorismo sênior, focado em apoiar o público nesta faixa etária que deseja investir em negócios próprios. Em 2025, o programa atendeu 869 mil pessoas e a meta para 2026 é chegar a 1 milhão. A gestora nacional do programa Empreendedorismo Sênior 60+, Gilvany Isaac, descreve esse crescimento como uma “onda forte”, em razão do desejo desse público em permanecer ativo. “Existe uma possibilidade de carreira, de continuidade. Tenho visto que as pessoas de 60 anos se identificam com um propósito. Elas querem algo que tenha a ver com a sua experiência, mas que resolva também problemas da comunidade”, aponta Gilvany. Raízes fortes Bordadeira no Pará trabalha com a moda marajoara – Marcelo Camargo/Agência Brasil Gilvany relata que, ao longo do programa, percebeu uma vocação deste público em trabalhar com saberes tradicionais e vocações locais. Seja no artesanato, na cultura de sementes ou de ervas medicinais. No Sul por exemplo, ela destaca a produção de artesanato a partir de redes de pesca, por mulheres de comunidades pesqueiras. “A gente vê que a geração 60+ tem esse cuidado com o planeta, porque viu muita transformação. Onde a gente está caminhando, percebemos essa responsabilidade sobre integrar, ou seja, manter esse planeta vivo do jeito que a pessoa conheceu”, conta Gilvany. Dentre os setores que este público mais se interessa em empreender destacam-se turismo, comércio e serviços. O Sebrae oferece aos empreendedores mentorias e consultorias, tanto para orientar quem quer ser empreendedor, quanto para quem deseja abrir um negócio focado no consumidor 60+. No programa, a participação dos idosos é alta e o índice de desistência, reduzido. “Eles são muito participativos. O Sebrae faz todo o projeto adequado às necessidades do empreendedor maduro que quer curtir a vida, sem dedicar todo o seu tempo disponível ao negócio”, explica. O suporte é gratuito, desde o desenho da jornada, até cursos e atendimentos individuais. São promovidos ainda eventos para fortalecer a rede de empreendedores, estimulando a troca de experiências. Transformação do mercado Aliado ao desejo de empreender, o crescimento dos negócios comandados pelos 60+ está relacionado também às transformações populacionais e, por consequência, do mercado de trabalho. O aumento da expectativa de vida ao nascer – que era e 62,6 anos em 1980 e passou para 76,4 anos em 2023 – impactou o mercado de trabalho para a chamada Geração Prateada (60+). Atualmente, um quinto da população brasileira em idade para trabalhar é composta por este grupo, aponta estudo da pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Janaína Feijó . As maiores proporções de idosos na População em Idade Ativa (PIA) em 2024 estavam nos estados do Rio de Janeiro (24,1%), Rio Grande do Sul (23,7%) e São Paulo (21,7%). As menores proporções foram encontradas em Roraima (12%), Acre (12,4%) e Amazonas (13%). “Ao contrário de estereótipos antigos que associavam o envelhecimento à inatividade ou à dependência, a Geração Prateada é marcada por um perfil mais saudável, engajado e consumidor”, destaca Janaína. Ela destaca dois perfis entre os idosos economicamente ativos: os que trabalham por uma necessidade de renda e os que permanecem nos postos de trabalhar para manterem-se ativos e com vínculos profissionais. Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A pesquisadora destaca que o etarismo – a discriminação aos mais velhos – é um dos grandes empecilhos à manutenção dos 60+ no mercado de trabalho. Ela reafirma a necessidade de se combater esse preconceito tanto na sociedade, quanto nas empresas. “O que acontece no Brasil é que a população está envelhecendo e não dispõe de jovens para repor essa mão-de-obra, que está envelhecendo. Se a gente não contar com a mão-de-obra 60+, no fim das contas, a gente está prejudicando o crescimento econômico do país”. A pesquisadora aponta o empreendedorismo como um caminho para aqueles que já se aposentaram, mas desejam permanecer ativos. Ela ressalta, entretanto, a importância de que o empreendedor 60+ se formalize para não estar em uma situação de vulnerabilidade. Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Marcelo Camargo/Agência Brasil Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/brasil-ja-tem-45-milhoes-de-empreendedores-da-economia-prateada
Documentário “Sagrado” é vencedor do festival “É Tudo Verdade”

O documentário “Sagrado” é o vencedor brasileiro do Festival Internacional “É Tudo Verdade”. O filme levou o troféu de melhor longa ou média-metragem na trigésima primeira edição do evento, neste fim de semana. Com 90 minutos, a produção mergulha no cotidiano de professores e funcionários de uma escola pública em Diadema, Grande São Paulo, para mostrar a superação de limites, uma trajetória de luta popular e a valorização de toda rede por trás do processo de educar. A diretora Alice Riff também levou o troféu de melhor direção, dado pela Associação Paulista de Cineastas. “Para mim é um reconhecimento duplo: é um reconhecimento do meu trabalho enquanto diretora e é um reconhecimento desses profissionais da educação que estão ali fazendo o que podem e o que não podem, se esforçando. Então, esse filme tem uma dimensão do cotidiano, do presente, e também resgata essa luta pelo direito de moradia e pelo direito à educação.” O júri destacou o filme pela narrativa baseada na escuta e no respeito aos personagens. Antonia Pellegrino, presidenta da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), empresa que contemplou o documentário pelo edital “Seleções”, por meio da TV Brasil, comemorou a premiação e parabenizou à equipe. “É uma enorme alegria que esse prêmio chegue e que o selo do ‘Seleção’ e da TV Brasil estejam na tela de cinema de um filme premiado. Isso só reforça a importância da parceria entre a TV pública e o setor audiovisual. Em breve teremos o filme ‘Sagrado’, o filme premiado, disponível para que todas as pessoas no Brasil possam assistir. Então, parabéns Alice Riff!” Com a vitória, o documentário “Sagrado” se torna elegível para o Oscar, já que o festival é reconhecido pela Academia de Hollywood. O festival É Tudo Verdade reuniu 75 filmes de 25 países e também premiou o longa luso-espanhol “Um Filme de Medo”, na Competição Internacional. Entre os curtas, os vencedores foram o cubano-italiano “Sonhos de Apagão” e o brasileiro “Os Arcos Dourados de Olinda”. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-04/documentario-sagrado-e-vencedor-do-festival-e-tudo-verdade
Documentário “Sagrado” é vencedor do festival “É Tudo Verdade”

O documentário “Sagrado” é o vencedor brasileiro do Festival Internacional “É Tudo Verdade”. O filme levou o troféu de melhor longa ou média-metragem na trigésima primeira edição do evento, neste fim de semana. Com 90 minutos, a produção mergulha no cotidiano de professores e funcionários de uma escola pública em Diadema, Grande São Paulo, para mostrar a superação de limites, uma trajetória de luta popular e a valorização de toda rede por trás do processo de educar. A diretora Alice Riff também levou o troféu de melhor direção, dado pela Associação Paulista de Cineastas. “Para mim é um reconhecimento duplo: é um reconhecimento do meu trabalho enquanto diretora e é um reconhecimento desses profissionais da educação que estão ali fazendo o que podem e o que não podem, se esforçando. Então, esse filme tem uma dimensão do cotidiano, do presente, e também resgata essa luta pelo direito de moradia e pelo direito à educação.” O júri destacou o filme pela narrativa baseada na escuta e no respeito aos personagens. Antonia Pellegrino, presidenta da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), empresa que contemplou o documentário pelo edital “Seleções”, por meio da TV Brasil, comemorou a premiação e parabenizou à equipe. “É uma enorme alegria que esse prêmio chegue e que o selo do ‘Seleção’ e da TV Brasil estejam na tela de cinema de um filme premiado. Isso só reforça a importância da parceria entre a TV pública e o setor audiovisual. Em breve teremos o filme ‘Sagrado’, o filme premiado, disponível para que todas as pessoas no Brasil possam assistir. Então, parabéns Alice Riff!” Com a vitória, o documentário “Sagrado” se torna elegível para o Oscar, já que o festival é reconhecido pela Academia de Hollywood. O festival É Tudo Verdade reuniu 75 filmes de 25 países e também premiou o longa luso-espanhol “Um Filme de Medo”, na Competição Internacional. Entre os curtas, os vencedores foram o cubano-italiano “Sonhos de Apagão” e o brasileiro “Os Arcos Dourados de Olinda”. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-04/documentario-sagrado-e-vencedor-do-festival-e-tudo-verdade
Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3

A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (20) a parcela de abril do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,22. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,9 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,8 bilhões. Notícias relacionadas: Caixa e BB liberam abono salarial para nascidos em março e abril. Caixa libera vale-recarga do programa Gás do Povo a 206 mil famílias. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Pagamento unificado Os beneficiários de 173 cidades de 11 estados receberam o pagamento na quinta-feira (16), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 121 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca, e cinco municípios mineiros atingidos por enchentes. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Bahia (17), Pará (1), Paraná (1), Piauí (3), Rio de Janeiro (8), Roraima (6), São Paulo (2) e Sergipe (6). Essas localidades foram afetadas por chuvas, estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Regra de proteção Cerca de 2,34 milhões de famílias estão na regra de proteção em abril. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos. Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2026 – Arte EBC Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/caixa-paga-bolsa-familia-beneficiarios-com-nis-de-final-3
Cacique indígena usa literatura para exaltar povos originários

A literatura para muitos é entretenimento. Para o cacique Juvenal Payayá, escritor, romancista e poeta, ela é uma ferramenta de cura e reconhecimento. No país onde a história oficial por vezes tentou apagar a presença dos povos originários, a obra de uma das principais lideranças indígenas da Bahia surge como um grito de presença. Para ele, a escrita não é apenas estética: é um ato político de resistência, que auxilia os povos indígenas a recuperarem espaços que foram silenciados pela história: “Eu acho a literatura a outra grande ferramenta que os povos indígenas colocaram realmente a mão e se apossaram dela. A literatura indígena no Brasil, ela é nova, talvez tenha 50 anos… foi em 1980 e pouco que saiu o primeiro livro, né, editado pela imprensa, né, o primeiro livro escrito por um indígena. Apesar de que lá bem atrás, lá bem no início dos tempos, tem dois ou três livros que não se conhece, mas sabe-se que algum indígena escreveu. Então, na verdade, a literatura, ela tem ajudado a gente não só a buscar documentos e incorporá-los na nossa visão, como aguçar o nosso pensamento para dizer: olha, nós existimos, nós estamos aqui e nós vamos contar a nossa própria história. Eu acho esse o ponto fundamental: nós contarmos a nossa própria história”, conta. Diferente da tradição literária ocidental focada no indivíduo, a literatura indígena de Juvenal Payayá é coletiva, abordando temas como ancestralidade, educação indígena e resistência cultural. O cacique, que vive na região da Chapada Diamantina, faz da poesia um solo fértil para a preservação da identidade do seu povo. O escritor também defende que o uso da língua e das referências ancestrais ajudam a desconstruir a imagem estereotipada dos indígenas: “E no meu poema, por exemplo, eu gosto muito de trazer isso. Eu gosto muito de trazer essas questões de dizer, por exemplo: olha, você tirou o meu direito de ser, você tirou meu direito de ter, certo? Você tirou o meu direito de reproduzir… me tiraram esse direito e tiraram o direito da minha fala. Então buscar reconstruir tudo isso e muito mais é a luta dos Payayá, é a luta do cacique, é a luta do pajé, é a luta daquele povo que ainda sonha com uma convivência harmônica. Então o povo indígena, até hoje, até o momento, graças a Deus, vem lutando. E no nosso discurso, que eu chamo a literatura indígena como discurso indígena… alguém vai ouvir isso e dizer: esse cara é louco… Não! Então, na nossa total consciência do que nós queremos, é que nos permitam viver, nos deixem viver da forma que a gente quer dentro do planeta Terra. Zelamos por ela e assim é a nossa marcha’. ‘Piedade, mãe, majestosa natureza / Suspendei o gume da tua gélida espada / Eis que já tremula minha alva bandeira / Implorando o fim dessa infame derrocada / Arrependei na tua tenebrosa vingança / Que vejo no vento, no vulcão fumegante / Puni-me, mas deixai um par de crianças / No pó do imprudente, regar a semente / Deixai viva na lagoa a suave neblina / O peixe no oceano, a cabra montês / A flor da orquídea, o índio terena / Fazei um novo mundo parecendo poesia / Sem armas, sem bolsa e sem valor / Mas com o valor da vida de quem a criou”, fala e declama. Entre versos e militância, o líder do povo Payayá utiliza a escrita para demarcar territórios simbólicos e garantir que a memória indígena da Bahia não seja esquecida. Ao publicar suas obras, ele não apenas compartilha histórias, mas estabelece uma ferramenta de afirmação. Mas, apesar dos avanços, o cacique lamenta que ainda há muitos obstáculos para os escritores indígenas superarem: “A dificuldade que você percebe da pessoa quando sabe que é um indígena que escreve, parece que ele imagina que eu estou escrevendo aqui apenas aquela história lá da minha avó, tá entendendo? E na verdade isso eu sinto. Eu não vou dizer que seja preconceito, eu ainda não notei isso, mas noto na verdade uma certa indiferença, isso que eu diria quanto à literatura indígena. Eu acho que, de forma geral, os escritores indígenas estão avançando muito. Tem alguns escritores que a gente tira o chapéu. Alguns estão realmente acontecendo, mas não é a maioria, não. E esses que não acontecem, quase todos eu li, né? Lamento por quem não está lendo. É uma literatura muito, digamos assim, esclarecedora. Mas a gente está aí, lutando para que nosso livro chegue, na verdade, à imprensa, chegue até aqui para que a gente possa dizer o que tem no nosso livro, o que é que eu escrevi, sobre o quê, qual é o objetivo dele e tudo, né? E esperar que alguns alunos, que as pessoas leiam em geral”, completa. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-04/cacique-indigena-usa-literatura-para-exaltar-povos-originarios
Inscrições para 24ª Semana Nacional de Museus estão abertas

Estão abertas as inscrições de atividades e eventos que museus e instituições culturais de todo o país querem oferecer na 24ª Semana Nacional de Museus. É que daqui a um mês, em 18 de maio, é celebrado o Dia Internacional dos Museus. Para marcar a data, o Instituto Brasileiro de Museus promove uma nova edição da Semana Nacional dos Museus com foco no papel desses espaços na construção de uma sociedade democrática. Os responsáveis pelas instituições têm até 8 de maio para inscrever eventos e cadastrar as atividades no site visite.museus.gov.br. A Semana Nacional de Museus vai de 18 a 24 de maio e, este ano, traz como tema: ‘Museus, unindo um mundo dividido’, com a proposta de debater o atual contexto de desigualdades persistentes, conflitos e disputas de narrativas. Durante os sete dias de programação, museus e instituições culturais do país oferecem programações com exposições, visitas mediadas, oficinas, palestras e ações educativas. Todas as informações estão disponíveis no site Visite Museus. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-04/inscricoes-para-24a-semana-nacional-de-museus-estao-abertas
Saiba como vai funcionar o cashback da restituição automática do IR

Uma das maiores novidades da declaração do Imposto de Renda de 2026 vai impactar, curiosamente, pessoas que não prestaram contas ao fisco no ano passado. Trata-se da restituição automática, chamada de cashback pela própria Receita Federal. Notícias relacionadas: IR 2026: veja como declarar dependentes e pensão alimentícia . Saiba quem deve declarar Imposto de Renda em 2026. Entenda as principais mudanças do Imposto de Renda 2026. Quem não foi obrigado a declarar em 2025 e, de acordo com cálculos da Receita Federal, teve direito à restituição de até R$ 1.000, poderá receber o dinheiro de volta em conta via Pix em um lote a ser pago no dia 15 de julho deste ano. Porém, para isso, há algumas exigências. Estar com o CPF em situação regular (sem dívida ou outra pendência) Estar com dados bancários atualiados, como chave Pix vinculada ao CPF Não ter restrição junto à Receita Federal A Receita Federal estima que 4 milhões de brasileiros deverão receber a restituição automática e que o valor médio de recebimento será de R$ 125. >> Ouça na Radioagência Nacional Como saber se você está nesta lista? O contribuinte será avisado pelos canais oficiais da Receita Federal, como o aplicativo Meu Imposto de Renda, portal do e-CAC, portal do contribuinte ou até mesmo no site da Receita Federal (na aba consulta pública das restituições). “Caso o contribuinte cheque que tem restituição e a Receita não tenha feito essa inclusão na base do lote residual, ele pode entrar com um recurso demonstrando que ele tinha direito, pelo e-Processo da Receita Federal, e buscar esse valor para ele de volta”, explica o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro, Edilson Júnior. É importante destacar que, na realidade, essa restituição se refere ao ano-calendário de 2024, ou seja, a declaração do Imposto de Renda de 2025. Eventuais valores relativos ao ano-calendário de 2025 e à declaração de 2026 só serão pagos no ano que vem. Edilson Júnior alerta que vale a pena o contribuinte entregar a declaração deste ano, mesmo sabendo que terá direito ao cashback não sendo obrigado a declarar. “Com certeza, porque quando você declara, você antecipa. Quem fez a declaração em 2025 recebeu, no ano passado mesmo, a restituição, e não só agora com o cashback. Ou seja, você deve fazer a declaração mesmo sem estar obrigado para ter esse dinheiro de volta”. O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda vai até 29 de maio deste ano. Qual é a ordem de recebimento da restituição do IRPF? A Receita Federal estima que cerca de 23 milhões de contribuintes devem receber a restituição neste ano. Em 2026 serão quatro lotes, pagos nos dias: 29 de maio 30 de junho 31 de julho 28 de agosto De acordo com a Receita Federal, 80% dos contribuintes devem ser restituídos nos dois primeiros lotes. A expectativa é de que até junho o dinheiro já esteja na conta. Como é a lista de prioridades nas restituições? Existem grupos prioritários para receber a restituição do Imposto de Renda: idosos com 80 anos ou mais; idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave; professores cuja maior fonte de renda seja o magistério. Depois desses grupos, passam a ter prioridade os contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via Pix, com chave vinculada ao CPF. Como saber exatamente a data em que vai receber a restituição? É só consultar via internet, na página da Receita Federal, no aplicativo ou diretamente no site www.restituicao.receita.fazenda.gov.br. O contribuinte precisa informar o CPF e a data de nascimento. Mas saiba que, enquanto a declaração estiver na malha fina, não tem pagamento de restituição. “A restituição do imposto de renda só pode ser creditada em conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pertencente ao CPF do titular da declaração, ou via Pix, desde que a chave seja o CPF do titular da declaração”, alerta o professor do Centro Universitário UDF, Deypson Carvalho. >> Acompanhe aqui o Tira-Dúvidas do IR 2026 Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/saiba-como-vai-funcionar-o-cashback-da-restituicao-automatica-do-ir
Espetáculo em São Paulo retrata histórias da Guerra de Canudos

Está em cartaz no Itaú Cultural de São Paulo o espetáculo Restinga de Canudos, que retrata as histórias anônimas da guerra. A montagem da Companhia do Tijolo venceu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte no ano passado de melhor direção. Quando se fala em Guerra de Canudos, Antônio Conselheiro é o nome que costuma ser lembrado no conflito entre o exército e a comunidade liderada por Conselheiro. Mas o evento que aconteceu entre 1896 e 1897, no sertão da Bahia, foi vivenciado por figuras anônimas e são essas pessoas o foco da montagem. O diretor do espetáculo, Dinho Lima Flor, comenta a importância das mulheres educadoras de Canudos na consciência crítica da comunidade: “É muito importante a história dessas mulheres porque quebra versões que diziam que Canudos não tinha escola. Todas as crianças estudavam, tinha muita gente que lia. A educação, o pensamento, são essas figuras que fazem a grande educação de Canudos. O povo sabia que a República, como a monarquia, não iria salvá-los, porque é uma coisa estrutural, a coisa da escravidão. Canudos já tinha esse pensamento pra frente”, diz. No palco, a narrativa é protagonizada por duas professoras, ao lado de agricultores, beatos rezadores, cantadores, um indígena e um praticante do culto afro-indígena da Jurema Sagrada. Desde que surgiu, há quase 20 anos, a Companhia do Tijolo investiga o pensamento de Paulo Freire, ideia presente no nome. ‘Tijolo’ se refere a como Freire falava sobre a alfabetização de trabalhadores da construção civil. Com a peça sobre Canudos, o grupo mantém as pesquisas sobre educação popular. Dinho Lima Flor comenta a homenagem a todas as pessoas que morreram no conflito: ‘”li era um experimento coletivo onde tudo era de todos e nada era de ninguém. O pensamento de Canudos não foi construído por uma pessoa, mas foi construído por muitas pessoas. Trazer essas pessoas junto com o Conselheiro, dar luz e estudar esses seres que estudaram e praticaram a resistência contra as Forças Armadas”, diz. Restinga de Canudos segue em cartaz até o dia 26 de abril, com sessões de quinta-feira a domingo e a reserva dos ingressos é feita na terça-feira da mesma semana da apresentação pelo site do Itaú Cultural. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-04/espetaculo-em-sao-paulo-retrata-historias-da-guerra-de-canudos
