Governo suspende importação de cacau da Costa do Marfim

Governo suspende importação de cacau da Costa do Marfim

O Ministério da Agricultura e Pecuária suspendeu temporariamente a importação de cacau da Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24). A suspensão entra em vigor imediatamente e vale para as amêndoas fermentadas e secas.  De acordo com o ministério, a decisão foi adotada por causa da possibilidade de mistura de cacau produzido em países vizinhos à Costa do Marfim nas cargas destinadas ao Brasil, o que eleva o risco de entrada de pragas e doenças em território brasileiro. Esses países não têm autorização para exportar cacau ao Brasil, diferentemente da Costa do Marfim.  Notícias relacionadas: Alta mundial do cacau impacta custos do chocolate e vendas da Páscoa. “A medida fundamenta-se no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos de países vizinhos para o território marfinense, o que possibilita a mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil”, informa o despacho publicado no Diário Oficial.  A pasta determinou que as secretarias de Comércio e Relações Internacionais e de Defesa Agropecuária apurem “fatos de triangulação de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da República da Costa do Marfim, com possíveis implicações fitossanitárias”. A suspensão permanecerá até a apresentação de documento formal pela Costa do Marfim, garantindo que não há risco da presença de amêndoas de cacau de países vizinhos nas cargas com destino ao Brasil.  Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/governo-suspende-importacao-de-cacau-da-costa-do-marfim

IA eleva o risco cibernético nos data centers

Analise de data centers - imagem gerada por ia

Ataques de phishing habilitados por IA e ransomwares cada vez mais sofisticados estão aumentando o volume de ameaças que buscam explorar ambientes de tecnologia operacional  em todos os setores, com destaque para os data centers, segundo alerta distribuído hoje no Brasil pela Honeywell. A segurança dos data centers, afirma a empresa, exige um ecossistema integrado e adaptável que permita antecipar ameaças e garantir a resiliência da operação. Nos data centers, esse desafio é agravado pela convergência entre TI e OT. Sistemas de gestão predial, HVAC e sensores de IoT podem se tornar pontos de entrada para intrusões cibernéticas caso não sejam monitorados ou atualizados adequadamente. Ao mesmo tempo, o cenário de ameaças físicas também está mudando. Avanços na tecnologia de drones, por exemplo, podem viabilizar atividades de vigilância mais sofisticadas ou tentativas de acesso não autorizado: “Para se manter à frente dessas ameaças cada vez mais complexas, a segurança dos data centers deve evoluir além de sistemas e ferramentas isolados, em direção a um ecossistema de segurança totalmente conectado”, alerta Michael Giannou, Global General Manager da vertical de Data Centers da Honeywell. Segundo o comunicado, com a rápida expansão da Inteligência Artificial e dos serviços em nuvem, no ano de 2025 foi registrada uma demanda recorde por data centers, o que aponta crescimento nos próximos anos. Só no Brasil, a estimativa é que o investimento em data centers pode somar ao menos R$ 60 bilhões nos próximos quatro anos, despontando como um dos principais players do setor no mundo, segundo relatório da agência de classificação de risco Moody’s. No entanto, à medida que o investimento nessas instalações críticas segue em crescimento, também aumentam as oportunidades e a exposição a vulnerabilidades e ameaças à segurança. O mercado está entrando em uma nova era em que proteger data centers — e qualquer infraestrutura crítica — exige mais do que uma defesa reativa. É necessário um ecossistema integrado e adaptável que amplie a consciência situacional, automatize a detecção e a resposta e antecipe ameaças antes que elas se agravem, diz o alerta. Um cenário híbrido de ameaças em evolução As táticas de intrusão cibernética evoluem tão rapidamente quanto as tecnologias que visam atacar, e, ao longo do próximo ano, o ritmo e a escala dos ataques devem continuar a crescer. Ataques de phishing habilitados por IA e ransomwares cada vez mais sofisticados estão aumentando o volume de ameaças que buscam explorar ambientes de tecnologia operacional  em todos os setores. Em um estudo recente, a Honeywell identificou um aumento de 46% nos incidentes de extorsão por ransomware. Como os controles físicos e de cibersegurança devem evoluir O futuro da segurança em data centers está baseado na integração, unificando inteligência física, digital e operacional em um único sistema coeso. Atualmente, plataformas baseadas em nuvem tornam possível conectar esses diferentes ambientes. Uma abordagem unificada integra aplicações de segurança em múltiplos níveis para conectar a defesa física e cibernética, permitindo que operadores de data centers visualizem seu perfil de risco de ponta a ponta. Ao combinar controle de acesso, videomonitoramento, detecção de intrusão e cibersegurança em um único centro de comando, os operadores obtêm visibilidade em tempo real, reduzem pontos cegos e aprimoram sua capacidade de resposta. Entre as principais tecnologias que viabilizam essa integração estão: Videomonitoramento habilitado por IA, capaz de detectar e classificar anomalias, como acessos não autorizados, movimentações incomuns ou irregularidades, e acionar alertas automáticos ou fluxos de trabalho. Credenciais móveis e autenticação avançada, que oferecem controle de acesso seguro e rastreável. Diferentemente de cartões físicos, que podem ser perdidos ou clonados com facilidade, credenciais móveis vinculadas à verificação biométrica protegem a identidade do usuário e reduzem fricções. Integração de cibersegurança, para garantir que todos os dispositivos conectados na instalação — de sistemas HVAC a sensores IoT — estejam protegidos, atualizados e continuamente monitorados contra tentativas de intrusão. Controle de acesso baseado em nuvem, que permite a gestão e supervisão remotas dos sistemas de segurança, facilitando a atualização de permissões, o monitoramento de registros de acesso e a resposta oportuna a incidentes a partir de qualquer local. Quando essas tecnologias operam de forma integrada, os operadores alcançam maior consciência situacional, detecção mais rápida e capacidade de automatizar respostas a emergências — seja identificando um dispositivo comprometido, bloqueando automaticamente uma área ou acionando o sistema de CFTV para capturar evidências críticas. fonte https://santotech.com.br/ia-eleva-o-risco-cibernetico-nos-data-centers/

Volta às aulas: saiba como preparar emocionalmente as crianças para a retomada da rotina escolar

Volta às aulas: saiba como preparar emocionalmente as crianças para a retomada da rotina escolar

Mudanças no sono, irritabilidade e resistência para voltar à escola são reações comuns nas primeiras semanas do ano letivo. Segundo o psicólogo Filipe Colombini, especialista em orientação parental, o período exige mais do que organizar mochila e uniforme: é preciso preparar emocionalmente a criança para a transição das férias para a rotina escolar. “O retorno às aulas representa uma quebra importante de ritmo. Quando acontece de forma brusca e repentina, pode gerar insegurança emocional, estresse e até sintomas físicos, como dores de cabeça ou de barriga”, explica. Ajustar gradualmente os horários é uma das medidas mais eficazes, sendo que o sono é um dos pontos essenciais deste processo. “O ideal é antecipar o horário de dormir em cerca de 15 a 20 minutos por noite até alcançar o despertar da rotina escolar. O mesmo vale para refeições, banho e momentos de descanso. A previsibilidade reduz a ansiedade porque a criança passa a saber o que esperar do dia”, indica Colombini. Criar pequenos rituais também pode ajudar no retorno às aulas, conforme o psicólogo. “Separar o material juntos, escolher a roupa na noite anterior e conversar sobre quem ela encontrará na escola tornam a volta mais concreta e ajuda a diminuir a ansiedade”, explica. Outro ponto fundamental é acolher os sentimentos. “Nem toda resistência é birra, muitas vezes é ansiedade. Quando o adulto minimiza ou apressa a criança, ela se sente sozinha diante do medo”, afirma Colombini. Perguntas abertas como “o que você acha que vai ser mais difícil?” ou “tem algo que te preocupa?” facilitam a expressão emocional. Segundo o especialista, alguns comportamentos merecem atenção dos pais. São eles, choro intenso por mais de duas semanas, queixas físicas frequentes antes de sair para a escola, regressões (voltar a fazer xixi na cama, por exemplo) e alterações persistentes no sono ou apetite. “Nesses casos, vale conversar com a escola e considerar avaliação profissional”, diz. A parceria com professores também contribui para a adaptação. Avisar sobre mudanças recentes — nascimento de um irmão, divórcio dos pais ou estar de casa nova — permite que a equipe escolar ofereça acolhimento mais adequado. Para o psicólogo, o principal é evitar pressa. “A adaptação é um processo, não um dia específico. Quando a criança se sente segura emocionalmente, o aprendizado acontece com mais naturalidade.” Preparar a volta às aulas, portanto, vai além da lista de materiais: envolve sono, rotina previsível, escuta ativa e presença emocional dos cuidadores. “São fatores que tornam o início do ano mais leve e positiva para toda a família”, conclui Colombini. Mais sobre Filipe Colombini: psicólogo, fundador e CEO da Equipe AT, empresa com foco em Acompanhamento Terapêutico (AT) e atendimento fora do consultório, que atua em São Paulo (SP) desde 2012. Especialista em orientação parental e atendimento de crianças, jovens e adultos. Especialista em Clínica Analítico-Comportamental. Mestre em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Professor do Curso de Acompanhamento Terapêutico do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas – Instituto de Psiquiatria Hospital das Clínicas (GREA-IPq-HCFMUSP). Professor e Coordenador acadêmico do Aprimoramento em AT da Equipe AT. Formação em Psicoterapia Baseada em Evidências, Acompanhamento Terapêutico, Terapia Infantil, Desenvolvimento Atípico e Abuso de Substâncias.  FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/volta-as-aulas-saiba-como-preparar-emocionalmente-as-criancas-para-a-retomada-da-rotina-escolar/

Planejar a cidade também passa por garantir moradia popular

O problema que Florianópolis não pode mais empurrar para depois

Artigo de Carlos LeitePresidente do Sinduscon Grande Florianópolis O debate público em torno de projetos de habitação de interesse social é legítimo e necessário. Questionar, pedir esclarecimentos e buscar compreender os impactos de uma intervenção urbana faz parte do exercício da cidadania. O que não pode acontecer é esse debate ser contaminado por desinformação, generalizações ou pelo medo de dividir a cidade com quem historicamente sempre esteve à margem dela. Florianópolis vive há décadas um paradoxo urbano: é uma cidade com alta qualidade de vida, mas que empurrou grande parte de sua população trabalhadora para áreas cada vez mais distantes dos centros de emprego, serviços e infraestrutura. O resultado está à vista de todos: deslocamentos longos, pressão sobre o sistema viário, ocupações irregulares e uma cidade fragmentada socialmente. Projetos de habitação de interesse social bem localizados não criam problemas urbanos. Ao contrário, ajudam a corrigi-los. Quando a moradia popular é implantada em áreas com infraestrutura, transporte, equipamentos públicos e acesso a oportunidades, ela reduz desigualdades, racionaliza o uso do solo e contribui para uma cidade mais funcional e integrada. É importante esclarecer também alguns equívocos que costumam surgir nesses debates. Um deles diz respeito à exigência do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). Em áreas classificadas como Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), a legislação urbanística prevê um regime específico de análise. A Lei Complementar nº 675/2019 estabelece, nesses casos, a adoção do Memorial Objetivo de Inserção na Vizinhança, instrumento adequado à escala e à função social da habitação popular. Não se trata de ausência de critério ou de flexibilização irresponsável. Trata-se de aplicar o instrumento correto para o tipo de empreendimento em questão. Exigir o mesmo rito pensado para grandes projetos privados de caráter econômico em iniciativas de interesse social é, na prática, criar barreiras que inviabilizam políticas públicas essenciais. O próprio Plano Diretor de Florianópolis reconhece essa diferença ao estabelecer diretrizes de incentivo à habitação de interesse social, justamente para garantir viabilidade financeira e celeridade na execução. Outro ponto que precisa ser enfrentado com serenidade é o preconceito, muitas vezes disfarçado de preocupação técnica. A ideia de que a moradia popular, por si só, desorganiza o território ou desvaloriza bairros não encontra respaldo na experiência urbana contemporânea. O que gera impacto negativo é a ausência de planejamento, não a presença de famílias de baixa renda. Quando o projeto prevê infraestrutura, integração ao entorno e regras claras de ocupação, o efeito tende a ser o oposto: qualificação urbana. Florianópolis não pode continuar tratando a política habitacional como um problema a ser empurrado para longe. Cidade sustentável é aquela que acolhe, que mistura usos, que integra pessoas de diferentes perfis sociais e econômicos. Negar esse princípio é aprofundar desigualdades e comprometer o futuro urbano da capital. O desafio que se impõe não é escolher entre desenvolvimento e inclusão. É compreender que um não existe sem o outro. Fazer cidade exige coragem técnica, responsabilidade social e, sobretudo, disposição para olhar além dos próprios muros. (upiara, 23/02/2026) Publicado em 24 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/planejar-a-cidade-tambem-passa-por-garantir-moradia-popular/

Bolsa bate recorde e supera os 191 mil pontos com capital externo

Bolsa bate recorde e supera os 191 mil pontos com capital externo

Num dia de euforia no mercado financeiro, a bolsa superou a marca de 191 mil pontos e bateu o 13º recorde do ano. O dólar caiu pela quarta vez seguida e voltou a alcançar o menor valor em 20 meses. O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta terça-feira (24) aos 191.490 pontos, com alta de 1,4%. As ações de todos os principais setores subiram, beneficiadas pelo ingresso de capital externo no Brasil. Notícias relacionadas: Bolsa bate recorde e dólar cai para R$ 5,17 com fim de tarifaço. Dólar fecha em R$ 5,16 e atinge menor valor em 20 meses. Em fevereiro, a bolsa brasileira sobe 5,58%. Em 2025, o ganho chega a 18,85%. O mercado de câmbio também teve um dia de otimismo. O dólar comercial fechou vendido a R$ 5,155, com recuo de R$ 0,013 (-0,26%). A cotação iniciou o dia próxima da estabilidade, mas despencou no fim da manhã, quando o governo de Donald Trump anunciou a imposição de uma tarifa global de 10% para as importações dos Estados Unidos. A moeda estadunidense está no menor valor desde 28 de maio de 2024, quando também estava em R$ 5,15. A divisa acumula queda de 1,76% em fevereiro e de 6,08% em 2026. Tanto fatores internos como externos contribuíram para o dia favorável no mercado financeiro. Os países emergentes foram beneficiados pelo fluxo estrangeiro após a tarifa global de 10% ficar menor que os 15% anunciados pelo governo estadunidense. No cenário nacional, a arrecadação recorde em janeiro e a queda do déficit nas contas externas do Brasil contribuíram para reduzir os juros futuros, o que beneficiou a bolsa de valores. * Com informações da Reuters. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/bolsa-bate-recorde-e-supera-os-191-mil-pontos-com-capital-externo

Paraná leva barreado à maior feira de turismo de Portugal

Paraná leva barreado à maior feira de turismo de Portugal

O Paraná reforça sua estratégia de promoção internacional ao marcar presença na 36ª edição da Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), maior evento de turismo realizado em Portugal e uma das principais vitrines do setor na Europa. Entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março de 2026, o estande do Viaje Paraná  – órgão de promoção vinculado à Secretaria do Turismo (Setu-PR), reunirá empresas, destinos e parceiros estratégicos para divulgar o estado ao mercado europeu. Neste contexto um dos destaques será a gastronomia, que terá o cozinheiro e comunicador Rui Morschel como representante levando o Barreado do Litoral do Paraná, reconhecido em dezembro de 2022 com o selo de Indicação Geográfica (IG). Ao longo dos cinco dias de evento, Rui e a equipe servirão 250 porções diárias do prato, cerca de 1,2 mil no total, utilizando aproximadamente 100 quilos de ingredientes, sendo 70 quilos de carne bovina, 20 quilos de cebola e 10 quilos de temperos e complementos. O barreado será preparado diariamente, cerca de 20 quilos por dia, e servido fresco para preservar sabor, aroma e textura. A participação de Morschel ocorre por meio da ARSIMER – Associação dos Restaurantes e Similares de Morretes e Região, entidade que representa oficialmente o serviço do prato na feira. Desde 2025, Rui é associado da instituição, atuando como cozinheiro e divulgador. Reconhecido nacionalmente por sua atuação na valorização das Indicações Geográficas e embaixador oficial pela ABRIG – Associação Brasileira das IGs, Rui consolidou-se como um dos principais comunicadores do tema no país. Após ganhar projeção no MasterChef Amadores, passou a se dedicar à divulgação de produtos certificados, criando séries como “Origens do Meu Paraná” e “Contém BR”, que percorrem o Brasil apresentando territórios e produtos com selo de IG. Para ele, representar o estado na BTL é um marco profissional. “Além de ser uma IG paranaense, o barreado é um prato típico brasileiro. Servi-lo na Europa é levar a gastronomia brasileira com identidade, história e reconhecimento oficial. Estamos apresentando um produto protegido por Indicação Geográfica, algo muito valorizado pelos europeus. Ser o representante do meu estado, do meu país e dos nossos produtos locais é um dos pontos altos da minha carreira”, disse. Do Paraná para o mundo Na BTL, o barreado será servido diretamente da tradicional panela de barro, acompanhado de farinha de mandioca e banana, em embalagens biodegradáveis e sustentáveis, alinhadas ao posicionamento do Paraná como referência nacional em sustentabilidade. O transporte em Lisboa segue uma técnica aprendida por Rui durante sua atuação voluntária no programa SOS Cozinhas, nas enchentes do Rio Grande do Sul, em 2023: o barreado é acondicionado em caixas térmicas, garantindo que permaneça quente e na textura ideal durante toda a feira. A expectativa é que o público europeu conheça o Paraná também pelos sabores. “Pela experiência em eventos como esse, o que costuma chamar mais a atenção é a combinação de carne bovina com banana — isso eles nunca viram. É sempre o primeiro comentário, junto com o sabor marcante do cominho”, conta Morschel. Sobre o barreado O Barreado do Litoral do Paraná recebeu o selo de Indicação Geográfica, na modalidade Indicação de Procedência em dezembro de 2022. A área delimitada abrange os municípios de Antonina, Morretes e Paranaguá, garantindo a tradição de mais de 200 anos de um cozimento lento de carne em panela de barro.  O reconhecimento da IG assegura que o prato seja preparado seguindo métodos tradicionais, mantendo a autenticidade e a identidade cultural da região. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/parana-leva-barreado-a-maior-feira-de-turismo-de-portugal/

Ferramenta do BC supera 100 milhões de relatórios de dados financeiros

BC concorda com inspeção sobre Banco Master, diz presidente do TCU

O número de relatórios emitidos pelo Registrato ultrapassou a marca de 100 milhões em fevereiro, informou nesta terça-feira (24) o Banco Central (BC). O total considera o período desde o lançamento da ferramenta, em 2014. O Registrato é um serviço digital que permite a cidadãos e empresas consultar gratuitamente informações registradas em instituições financeiras, tais como se um fraudador abriu uma conta bancária, uma chave Pix ou se contratou alguma operação de crédito em seu nome. Notícias relacionadas: Ferramenta promove educação financeira a famílias no CadÚnico. Veja como checar dados oficiais sobre a saúde financeira do seu banco. Segundo o BC, a ferramenta se consolidou como uma das principais iniciativas para acompanhamento da vida financeira, ao reunir dados em um único ambiente. Entre os relatórios mais emitidos estão: Empréstimos e Financiamentos (SCR): 45,5 milhões de emissões; Contas e Relacionamentos (CCS): 23,2 milhões; Chaves Pix: 13 milhões. A consulta a empréstimos e financiamentos lidera a procura, refletindo o interesse dos usuários em monitorar dívidas, limites de crédito e operações contratadas com instituições financeiras. Em nota, o BC explica que a centralização das informações facilita a organização dos dados e amplia a capacidade do cidadão de acompanhar e compreender suas próprias operações no sistema financeiro. Como acessar O serviço está disponível na área Meu BC, no site da autoridade monetária. Para utilizar o Registrato, é necessário ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro, com verificação em duas etapas ativadas. Segundo o BC, a plataforma passa por melhorias contínuas de funcionalidade, interface e segurança, com o objetivo de ampliar o acesso a serviços digitais e fortalecer a cidadania financeira. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/ferramenta-do-bc-supera-100-milhoes-de-relatorios-de-dados-financeiros

Pausas no trabalho não reduzem produtividade: evitam decisões ruins

Pausas no trabalho não reduzem produtividade: evitam decisões ruins

Você começa o dia concentrado, mas, ao longo de horas, percebe que passa a ler o mesmo parágrafo, esquece o que ia fazer ao pegar o celular ou troca palavras em um e-mail simples. A sensação comum é de falta de disciplina, mas, na maioria das vezes, é apenas um cérebro cansado. “O cérebro humano não mantém atenção máxima por longos períodos, ele funciona em ciclos de energia”, explica a neurocientista Carol Garrafa, especialista em treinamento de equipes de alta performance e CEO da Santé. “Quando insistimos em trabalhar sem pausa, a mente não para, mas sua capacidade de atenção e produtividade caem”. Segundo a especialista, quando isso ocorre, a área do cérebro responsável pelo planejamento e autocontrole, chamada de funções executivas, perde eficiência. “A pessoa continua ativa, mas sua performance cai, os erros aumentam, surgem mais distração, impulsividade e dificuldade de se lembrar de informações”, indica Carol. E é exatamente por isso que tarefas simples passam a exigir mais esforço mental, o que está longe de ser preguiça, mas é, na realidade, fadiga cognitiva. “Por isso, pausar é uma forma inteligente de preservar energia neural”, explica a neurocientista. Mas atenção: Carol reforça a importância de pausas realmente restauradoras. “Não adianta parar para continuar rolando a tela do celular nas redes sociais, isso não descansa a mente. A pausa precisa permitir que o cérebro desacelere. Levantar, respirar profundamente, tomar água ou olhar para um ponto distante já ajudam a reorganizar a atividade neural”, diz. E mais: a especialista enfatiza que a produtividade sustentável não significa trabalhar mais horas, mas trabalhar com inteligência biológica. “Foco não é sobre esforço extremo, é sobre gestão de energia. Quando respeitamos o ritmo do cérebro, entregamos mais  e com mais qualidade”, conclui. A seguir, cinco estratégias simples, indicadas por Carol Garrafa, que ajudam a melhorar o foco e a produtividade: O método do Pomodoro sugere ciclos curtos e intensos de trabalho que são intercalados por breves pausas. Nele, deve-se dividir as tarefas em ciclos de 25 minutos de focos seguidos por uma pausa de 5 minutos. Introduzir esse método na rotina é benéfico, pois auxilia na clareza mental, torna o planejamento mais preciso e, no mais, diminui a sensação de sobrecarga. Organize sua mesa de trabalho: É comum acumular diversas folhas e documentos pela mesa de trabalho, porém, esse tipo de desorganização não é nada benéfico para o cérebro. Isso ocorre porque o sistema nervoso entende que deve se espelhar no ambiente externo. A especialista complementa que ambientes visualmente poluídos aumentam a carga cognitiva. “Cada estímulo visual compete pela sua atenção. Mesmo que você não perceba conscientemente, o cérebro está processando tudo ao redor. Um ambiente organizado facilita o foco porque reduz distrações invisíveis”, destaca. Pratique exercícios físicos: Realizar exercícios físicos com frequência ajudam a clarear a mente, contribuem para o aumento da criatividade e trazem bem-estar físico e mental. O movimento físico faz com que o cérebro libere dopamina e serotonina, neurotransmissores responsáveis pelo prazer, à atenção e à regulação emocional. “O exercício é um dos maiores potencializadores naturais do cérebro. Ele melhora a memória, foco e capacidade de resolução de problemas”, explica Carol. Muitas vezes, ruídos externos costumam a atrapalhar a concentração, por isso, uma solução é criar uma playlist de músicas calmas e que você já conheça para seu cérebro relaxar. “Já existem estudos que mostram que músicas instrumentais, principalmente trilhas sonoras, música clássica ou jazz suave, ajudam a manter o foco. Isso porque elas evitam a sobrecarga linguística, liberando seu cérebro para se concentrar no trabalho”, afirma a neurocientista.  Ela acrescenta que músicas com letra ativam áreas relacionadas à linguagem, competindo com tarefas que exigem leitura ou escrita. “Se a tarefa exige processamento verbal, o ideal é optar por sons neutros ou instrumentais”, orienta. Mantenha uma boa alimentação e durma bem: Se alimentar bem durante as pausas de trabalho é essencial para quem procura por concentração. Isso porque o sistema atencional necessita de uma grande quantidade de energia.  A neurocientista explica que quedas bruscas de glicose impactam diretamente o desempenho cognitivo. “Quando há longos períodos sem alimentação adequada ou excesso de açúcar, o foco oscila. Pequenas refeições equilibradas ajudam a manter a estabilidade cognitiva”, afirma. E além das pausas pequenas do dia, a grande pausa necessária, que realmente restaura sua mente, consolida a memória e recarrega as energias é uma boa noite de sono. “7 a 8 horas de uma noite bem dormida faz uma enorme diferença para sua disposição, produtividade e para a vida”, complementa.  Sobre a Santé A Santé é uma consultoria especializada em People Skills e neurociência aplicada à liderança, fundada por Caroline Garrafa. Com metodologia própria, a empresa atua no desenvolvimento humano dentro das organizações, promovendo equilíbrio entre performance, propósito e bem-estar. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/pausas-no-trabalho-nao-reduzem-produtividade-evitam-decisoes-ruins/

Florianópolis lança primeiro Manual de Arborização Urbana no Jardim Botânico

Florianópolis dá um passo importante no planejamento ambiental da cidade com o lançamento do primeiro Manual de Arborização Urbana. A entrega oficial acontece nesta terça-feira, 24 de fevereiro, às 11h, no Jardim Botânico de Florianópolis, localizado na Rodovia Admar Gonzaga, 742. O novo guia foi elaborado pela Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram). O documento servirá como instrumento técnico para orientar o planejamento, o plantio, a conservação e a manutenção das árvores em áreas urbanas da Capital. Planejamento e gestão da arborização O Manual é resultado do trabalho da equipe técnica responsável pelo desenvolvimento do Plano Municipal de Arborização Urbana (PMArbo). O plano tem como objetivo ampliar e qualificar a arborização da cidade, estabelecendo diretrizes, programas e projetos que orientem sua implementação e gestão a longo prazo. Atualmente, a estimativa é de que Florianópolis tenha entre 250 mil e 300 mil árvores distribuídas nas vias urbanas. Esse número será consolidado com a finalização do Plano Municipal, que busca organizar e fortalecer a gestão da arborização, considerando critérios técnicos e ambientais. A proposta do Manual é oferecer suporte para decisões relacionadas ao plantio adequado de espécies, ao manejo correto e à manutenção preventiva, contribuindo para o equilíbrio ambiental e para a qualidade de vida nos espaços urbanos. Valorização das espécies nativas A cobertura vegetal nativa de Florianópolis integra o Bioma Mata Atlântica e é composta por floresta ombrófila densa, vegetação de restinga e manguezais. Esses ecossistemas abrigam diversas espécies com potencial para uso na arborização urbana. Entre as espécies já utilizadas na cidade estão pitangueira, aroeira-vermelha, timbaúva, araçá, figueira, camboatá-vermelho, cedro e ipê-da-praia. Outras espécies nativas com potencial de plantio podem ser consultadas no site www.arvoresdefloripa.com.br, desenvolvido pela Floram para incentivar o uso de árvores locais. O Manual de Arborização Urbana será disponibilizado posteriormente, na íntegra, no site oficial da Prefeitura de Florianópolis. ServiçoO quê: Lançamento do Manual de Arborização Urbana de FlorianópolisQuando: Terça-feira, 24 de fevereiro, às 11hOnde: Jardim Botânico de Florianópolis – Rodovia Admar Gonzaga, 742 (Agora Floripa, 23/02/2026) Publicado em 24 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/florianopolis-lanca-primeiro-manual-de-arborizacao-urbana-no-jardim-botanico/

Representação Brasileira do Parlasul aprova acordo Mercosul-UE

Representação Brasileira do Parlasul aprova acordo Mercosul-UE

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou nesta terça-feira (24) por unanimidade o Acordo de comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O debate sobre o texto começou no dia 10 de fevereiro, quando o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) leu seu relatório sobre o acordo, mas um pedido de vista adiou a análise. Com a aprovação, o acordo segue para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente. Notícias relacionadas: Pedido de vista adia votação de relatório sobre acordo Mercosul–UE. Lula envia acordo comercial Mercosul-UE para o Congresso Nacional. O texto ainda tem que ser ratificado pelos Congressos da Argentina, Paraguai e Uruguai, bem como pelo Parlamento Europeu. A entrada em vigor se dará apenas após conclusão de todos os trâmites. Assinado no dia 17 de janeiro, no Paraguai, o acordo foi enviado para análise da representação brasileira no Parlasul pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 2 de fevereiro  O acordo cria uma área de livre comércio entre os dois blocos, com redução gradual de tarifas e preservação de setores considerados sensíveis, além de prever salvaguardas e mecanismos de solução de controvérsias. O texto contém 23 capítulos que tratam, entre outros pontos, da redução de impostos de importação e da criação de regras para diversos setores. O Mercosul deverá zerar tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já a União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos. O acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional. >> Confira os principais pontos do acordo: 1. Eliminação de tarifas alfandegárias Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços; Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos; União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos. 2. Ganhos imediatos para a indústria Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais. >> Setores beneficiados: Máquinas e equipamentos; Automóveis e autopeças; Produtos químicos; Aeronaves e equipamentos de transporte. 3. Acesso ampliado ao mercado europeu Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo; UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões; Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas. 4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação; Acima dessas cotas, é cobrada tarifa; Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições; Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus; Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil; No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor. 5. Salvaguardas agrícolas >>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se: Importações crescerem acima de limites definidos; Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu; Medida vale para cadeias consideradas sensíveis. 6. Compromissos ambientais obrigatórios Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal; Cláusulas ambientais são vinculantes; Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris. 7. Regras sanitárias continuam rigorosas UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários. Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar. 8. Comércio de serviços e investimentos >>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros. >>Avanços em setores como: Serviços financeiros; Telecomunicações; Transporte; Serviços empresariais. 9. Compras públicas Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE; Regras mais transparentes e previsíveis. 10. Proteção à propriedade intelectual Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias; Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais. 11. Pequenas e médias empresas (PMEs) Capítulo específico para PMEs; Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação; Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores. 12. Impacto para o Brasil Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria; Maior integração a cadeias globais de valor; Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo. 13. Próximos passos Aprovação pelo Parlamento Europeu; Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai; Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites; Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país. Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/representacao-brasileira-do-parlasul-aprova-acordo-mercosul-ue