Campina Grande No Mapa Mundial Da Inovação – Nosso Ecossistema Virou Referência Científica Internacional

Economia Criativa 2026: Brasil e Paraíba se preparam para novo ciclo de desenvolvimento

Há momentos em que uma cidade deixa de ser apenas um endereço e passa a ser uma referência. Campina Grande atravessou um desses momentos em abril de 2026, quando o ecossistema de inovação local, o E.InovCG, figurou como campo central de uma pesquisa científica publicada na Industrial Management & Data Systems, uma das revistas mais respeitadas do mundo em gestão e tecnologia, do grupo Emerald Publishing. O artigo “Reconceptualizing digital culture as a higher-order capability for digital transformation: insights from innovation ecosystem actors”, assinado pelas pesquisadoras e pesquisadores Farveh Farivar, Luisa Campos, Alistair Chong e Nik Thompson, não é apenas mais uma publicação acadêmica sobre transformação digital. É, na prática, um reconhecimento científico internacional de que o que acontece aqui, no coração do Nordeste brasileiro, tem valor de conhecimento para o mundo. O que o estudo descobriu? Por anos, o tema “cultura digital” foi tratado nas organizações como um elemento de apoio: algo desejável, mas secundário. O que essa pesquisa faz é uma inversão conceitual profunda: a cultura digital não é uma capacidade entre outras. Ela é uma capacidade de ordem superior, aquela que habilita, sustenta e reconfigura tudo o mais. Em linguagem mais direta: não adianta investir em tecnologia, contratar talentos ou criar processos ágeis se a cultura da organização, seus valores, seus pressupostos, suas práticas cotidianas não estiverem alinhadas com a lógica digital. A tecnologia segue a cultura, não o contrário. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores combinaram dois movimentos complementares. Primeiro, uma revisão sistemática de literatura seguindo o protocolo PRISMA: de mais de 600 artigos identificados, apenas 23 tratavam cultura digital como conceito central. O campo estava disperso, fragmentado. Havia uma lacuna teórica evidente que o estudo preencheu. Segundo, e aqui entra o E.InovCG, foram realizadas 33 entrevistas semiestruturadas com atores reais do ecossistema de inovação de Campina Grande: empreendedores, gestores de incubadoras, professores universitários, representantes governamentais, empresários, startupeiros, entre outros. Não foi um estudo feito sobre dados secundários ou em contextos genéricos. Foi feito aqui, com quem vive e constrói inovação nesta cidade. O modelo que emergiu das nossa contribuição Ancorado no modelo de cultura organizacional do teórico Edgar Schein, o framework construído pela pesquisa organiza a cultura digital em três camadas que todo gestor de ecossistema reconhecerá: Na superfície, os artefatos visíveis: práticas ágeis, flexibilidade, colaboração e conectividade digital. São os elementos mais fáceis de observar e, por isso, os mais frequentemente confundidos com “ter cultura digital”. Mais fundo, os valores declarados: orientação a dados, aprendizado contínuo, inovação como mentalidade, foco no cliente e tolerância ao risco. São os princípios que guiam decisões e que, quando ausentes, fazem com que as ferramentas mais modernas não produzam resultados. Na camada mais profunda, os pressupostos subjacentes: a abertura genuína à mudança, a confiança que permite comunicação transparente e a crença coletiva de que tecnologias emergentes criam vantagem competitiva. Esses são os elementos que não se instalam por decreto se constroem ao longo do tempo, em comunidade. O estudo também identificou algo que os profissionais de ecossistemas intuitivamente já sabem: a cultura digital floresce com liderança servidora, inclusividade e colaboração. Não se trata de ter os melhores softwares. É sobre o tipo de relações que uma organização ou um ecossistema inteiro é capaz de construir. Um dos elementos mais ricos do artigo é o uso do modelo Triple Hélicea interação entre universidade, indústria e governo, como lente para compreender como diferentes atores institucionais percebem e praticam a cultura digital. A conclusão é instigante, cada esfera opera sob uma lógica própria de risco, ritmo, abertura e responsabilização. Isso cria tensões reais dentro dos ecossistemas. E são essas tensões, quando bem geridas, que produzem inovação genuína. Para um ecossistema como o E.InovCG, que reúne mais de 150 atores entre startups, empresas, universidades, institutos de pesquisa e órgãos públicos, essa leitura não é abstrata, significa ter o mapa e um guia do território que habitamos. Por que a parceria com o E.InovCG Há uma diferença fundamental entre ser mencionado em uma pesquisa e ser o locus empírico central dela. O E.InovCG está na segunda categoria: foi dentro do ecossistema que a teoria foi testada, que as vozes foram ouvidas e que o framework foi construído. Isso tem três consequências práticas imediatas. A primeira é de legitimidade científica global. Campina Grande agora integra a literatura internacional indexada sobre ecossistemas de inovação e transformação digital. Gestores de inovação na Europa, na Ásia ou na América do Norte que pesquisarem sobre cultura digital e ecossistemas encontrarão referências ao que é feito aqui. A segunda é de autonomia epistêmica regional. Por décadas, o Brasil e especialmente o Nordeste, importou modelos de inovação construídos com base em realidades de países desenvolvidos. Este estudo inverte a lógica: constrói teoria a partir da nossa realidade, com os nossos atores, sobre os nossos desafios. É conhecimento que nasce do território. A terceira é de subsídio para políticas públicas locais. Os formuladores de políticas em Campina Grande e no estado da Paraíba agora têm evidências científicas robustas, publicadas em veículo de altíssimo impacto, sobre o que funciona e o que precisa ser desenvolvido em termos de cultura e transformação digital. Isso reduz achismos e fortalece a capacidade de argumentação em decisões de investimento, regulação e fomento. O que isso convoca em nós Publicações científicas internacionais sobre ecossistemas do interior do Brasil não são triviais. Elas são, ao mesmo tempo, uma validação do percurso feito e uma convocação para o que ainda está por construir. O E.InovCG demonstrou, com evidências, que é um ambiente fértil para pesquisa de ponta sobre inovação. Isso obriga, no melhor sentido da palavra, a elevar a régua: na governança, na produção de dados, na abertura para parcerias acadêmicas, na qualificação das lideranças e na capacidade de transformar ciência em política e prática. Campina Grande não está apenas no mapa da inovação brasileira. Está, cada vez mais, no mapa da inovação mundial. E o que essa pesquisa mostra é que o caminho passa, inevitavelmente, pela cultura, essa capacidade invisível que, quando presente, faz tudo funcionar melhor. Artigo de referência: Farivar, F., Campos, L., Chong, A. e Thompson, N. (2026). “Reconceptualizing digital culture as a

Caixa começa a pagar Bolsa Família de abril

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5

A Caixa Econômica Federal começa a pagar a parcela de abril do Bolsa Família. Recebem nesta quinta-feira (16) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Ao todo cerca de 18,9 milhões de famílias receberão o benefício neste mês. Os beneficiários de dez estados receberão o crédito nesta quinta, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficia localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo e Sergipe. Notícias relacionadas: Caixa conclui pagamento da parcela de março do Bolsa Família. Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9. Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 8. O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Além do benefício integral, cerca de 2 milhões de famílias estão na regra de proteção em abril. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).   Arte EBC   Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/caixa-comeca-pagar-bolsa-familia-de-abril

Elevado de R$ 35 milhões para acabar com gargalo no CIC

A FloripAmanhã realiza um monitoramento de mídia para republicação de notícias relacionadas com o foco da Associação. O chamado “Radar da Cidade” veicula notícias selecionadas para promover o debate e o conhecimento sobre temas como planejamento urbano, meio ambiente, economia criativa, entre outros assuntos relevantes de Florianópolis. As notícias veiculadas nesta seção não necessariamente refletem a posição da FloripAmanhã e são de responsabilidade dos veículos e assessorias de imprensa citados como fonte. fonte https://floripamanha.org/2026/04/elevado-de-r-35-milhoes-para-acabar-com-gargalo-no-cic/

Quiosques irregulares ganham tempo com plano de concessões da Capital

Sem definição por parte da prefeitura, o futuro dos 102 quiosques que ocupam espaços públicos em Florianópolis sem licitação segue em análise administrativa e deve avançar apenas após outras etapas previstas pelo município e apresentadas na segunda-feira (13). Nesta semana, a discussão ganhou um novo elemento, com o envio à Câmara Municipal de um projeto de lei que autoriza a concessão de cerca de 600 espaços públicos para exploração comercial. A proposta trata prioritariamente de novas áreas e não resolve de imediato a situação dos quiosques já existentes. Atualmente, 102 estabelecimentos funcionam em áreas públicas sem processo licitatório. O município firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público de Santa Catarina prevendo a regularização desses espaços até 30 de junho, prazo que pode ser prorrogado. De acordo com a prefeitura, a estratégia é iniciar pelas novas concessões e, em seguida, tratar dos quiosques em funcionamento, permitindo que os atuais ocupantes participem dos futuros processos licitatórios. Segundo o prefeito Topázio Neto, a medida também considera o impacto social da retirada das estruturas. “Sei que vou ter um problema social lá na frente, que eventualmente o cara vai perder o quiosque dele, que está ali há 10, 15 anos. Então, vou dar uma oportunidade antes para que concorram nesses pontos”, afirmou. Como está sendo tratada a situação A Prefeitura de Florianópolis divide os casos em três grupos: estruturas instaladas em locais onde não há permissão para ocupação, como calçadas; quiosques em áreas permitidas, mas sem licitação; e ocupações em terrenos da União, que não são de gestão municipal. A ordem de encaminhamento prevê primeiro a concessão de novos pontos, depois a relicitação de quiosques que poderão permanecer nos mesmos locais e, por último, a retirada das estruturas em áreas consideradas irregulares. Segundo a assistente jurídica Rebeca de Paula Pires, todos os responsáveis já foram notificados, mas o processo ainda não foi concluído. “Não finalizamos esse processo ainda”, disse, destacando que há recursos administrativos em análise. A secretária de Licitações, Contratos e Parcerias, Katherine Schreiner, afirmou que o prazo estabelecido no TAC deve ser estendido. “Vamos precisar pedir prorrogação, porque esse projeto de lei tem um tempo para tramitar na Câmara, e sem a lei não pode fazer concessões”, explicou. O tema, que vem sendo acompanhado desde março pelo Núcleo de Dados do Grupo ND, destaca que, embora trate de outra frente, a iniciativa se sobrepõe ao debate dos quiosques existentes e reforça a principal cobrança: qual será, de fato, o encaminhamento para as estruturas já instaladas de forma irregular. Processo longo Apesar disso, o próprio município reconhece que o processo será longo. “Estamos fazendo uma lei e uma lista que vai obviamente passar do meu mandato”, disse o prefeito, indicando que a solução pode se estender por anos. A proposta da prefeitura é permitir que os atuais ocupantes concorram nos novos editais como forma de regularização. Ainda assim, a medida não resolve, no curto prazo, a situação dos pontos já existentes, especialmente aqueles em locais considerados inadequados. (ND, 15/04/2026) Publicado em 15 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/quiosques-irregulares-ganham-tempo-com-plano-de-concessoes-da-capital/

Itaú confirma acordo envolvendo ativos do BRB

Itaú confirma acordo envolvendo ativos do BRB

O Itaú Unibanco informou nesta quarta-feira (15) que uma de suas subsidiárias “celebrou instrumento por meio do qual se comprometeu a adquirir” ativos do Banco de Brasília (BRB).  “Não obstante, os valores envolvidos na referida transação são imateriais para a Companhia, de acordo com os seus critérios, razão pela qual tal transação não se qualifica como “fato relevante” para o Itaú Unibanco para fins da legislação”, diz o comunicado, assinado pelo diretor de Relações com Investidores do banco, Gustavo Lopes Rodrigues. Notícias relacionadas: Fundo oferece R$ 15 bi por ativos do BRB ligados ao Master, diz GDF. Parque não inclui área destinada a salvar BRB, diz associação. Câmara Legislativa convoca presidente do BRB para explicar rombo. No comunicado, o Itaú não informou valores ou deu detalhes do acordo.  O banco divulgou o comunicado em resposta a questionamento feito pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM), acerca de notícia publicada pelo jornal Correio Braziliense. Na reportagem, o jornal diz que o banqueiro André Esteves, do BTG, afirmou em evento em São Paulo que estaria avaliando a aquisição de ativos do BRB e que Itaú Unibanco e o Bradesco “já negociaram com o BRB R$1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos concedidos pelos estados e municípios com aval da União”. Crise no BRB O BRB enfrenta uma crise após a compra de carteiras do Banco Master, operação que resultou em forte deterioração patrimonial. Segundo o banco, será necessário provisionar (reservar) cerca de R$ 8,8 bilhões. No entanto, uma auditoria forense independente apontou a necessidade de R$ 13 bilhões. A própria instituição financeira informou que os ativos adquiridos do Master considerados saudáveis estão avaliados em R$ 21,9 bilhões. No último dia 10, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou que um fundo de investimentos apresentou proposta de R$ 15 bilhões para adquirir parte dos ativos do Banco Master que foram incorporados pelo BRB. Segundo o governo local, a operação ainda depende de aval técnico e regulatório do Banco Central (BC). Em nota, o governo do Distrito Federal (GDF) afirmou que a negociação não envolve uso de recursos públicos nem compromete o caixa do banco, destacando que o processo “busca preservar os interesses do DF”. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/itau-confirma-acordo-envolvendo-ativos-do-brb

Bolsa interrompe sequência de 11 altas e cai 0,46%

Bolsa sobe 1,4% em dia de redução nas tensões no Oriente Médio

Num dia de cautela no mercado financeiro, a bolsa de valores interrompeu uma sequência altas e teve leve queda. O dólar ficou praticamente estável, permanecendo abaixo de R$ 5. Na falta de novos sinais no cenário externo, investidores venderam ações para embolsar lucros recentes, enquanto o petróleo teve sessão volátil e fechou perto da estabilidade. Após 11 pregões consecutivos de alta, o Ibovespa caiu 0,46%, aos 197.738 pontos, interrompendo uma sequência de recordes no ano. Ainda assim, o índice conseguiu se manter acima dos 197 mil pontos. Notícias relacionadas: Brasil capta 5 bi de euros em emissão internacional recorde. O movimento foi influenciado por realização de lucros, mas perdas foram limitadas pelo desempenho de ações de grande peso. Na semana, o índice ainda acumula leve alta, de 0,21%. A bolsa brasileira sobe 5,48% no mês e 22,72% em 2026. Entre os fatores domésticos, dados de inflação mais fortes reforçaram a percepção de juros elevados por mais tempo, o que reduz o interesse por ações. Por outro lado, a diferença de juros entre o Brasil e economias avançadas continua atraindo investidores estrangeiros. Dólar estável O dólar à vista fechou praticamente estável, com leve queda de 0,03%, cotado a R$ 4,992, permanecendo abaixo do patamar de R$ 5. A moeda chegou a superar os R$ 5 no início do pregão, mas perdeu força ao longo do dia. Investidores adotaram postura cautelosa diante da ausência de avanços concretos no cenário geopolítico e econômico global. O fluxo cambial negativo no início de abril, divulgado pelo Banco Central também pesou, apesar da entrada recente de recursos estrangeiros em ativos brasileiros. No mês, o dólar acumula queda de 3,6%, refletindo maior interesse por risco dos investidores globais em relação às semanas anteriores. Petróleo volátil Os preços do petróleo oscilaram ao longo do dia e fecharam próximos da estabilidade, em meio a incertezas sobre o conflito no Oriente Médio e à queda nos estoques dos Estados Unidos. O barril do tipo WTI, do Texas, avançou 0,01%, a US$ 91,29. O barril do tipo Brent, referência nas negociações internacionais, subiu 0,15%, a US$ 94,93. O mercado segue atento às negociações envolvendo países da região e à possibilidade de mudanças na oferta global. A redução inesperada dos estoques americanos também contribuiu para limitar perdas, após a forte queda registrada na véspera. *Com informações da Reuters Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/bolsa-interrompe-sequencia-de-11-altas-e-cai-046

Ponto de Florianópolis que era o “patinho feio” do Centro passa por transformação

Da Coluna de Ânderson Silva (NSC, 14/04/2026) Um ponto do Centro de Florianópolis, que por anos era uma espécie de “patinho feio” por conta do abandono, vem passando por uma transformação. Conhecida como “Centro Leste”, a região atravessa um processo de requalificação urbana que começa a produzir efeitos concretos sobre a dinâmica econômica da cidade. Liderado pela CDL Florianópolis, o movimento articula intervenções estruturais, ativação do espaço público e governança local para reposicionar o espaço como um dos principais vetores de crescimento do município. Segundo a entidade, trata-se de uma estratégia integrada de regeneração urbana, baseada em evidências já observadas em grandes centros. Ambientes urbanos mais seguros, bem iluminados e com maior qualidade paisagística ampliam o tempo de permanência das pessoas, aumentam o fluxo qualificado e impactam diretamente o desempenho do varejo e dos serviços, conforme o entidade da CDL. No eixo da segurança, a implantação de um sistema inteligente de videomonitoramento com câmeras equipadas com reconhecimento facial, integradas às forças públicas, elevou o padrão de controle e prevenção. O reflexo é imediato na percepção da população e na retomada da circulação no Centro, um dos principais indicadores de vitalidade econômica em regiões urbanas consolidadas. A requalificação também avança sobre a ambiência urbana. O projeto de arborização, que contempla ruas estratégicas do Centro Leste, atua diretamente no conforto térmico, na estética e na experiência urbana. Estudos internacionais mostram que áreas arborizadas podem aumentar em até dois dígitos o tempo de permanência de consumidores, fator que se traduz em maior propensão ao consumo e fortalecimento dos negócios locais. Somado a isso, o reforço na iluminação pública e nas ações de zeladoria contribui para a construção de um ambiente mais organizado, seguro e atrativo. Esse conjunto de intervenções não apenas melhora a experiência urbana, mas reposiciona o Centro como território competitivo frente a outras regiões da cidade. Um dos indicadores mais claros desse movimento é a evolução do fluxo de pessoas. Nos últimos seis meses, iniciativas de ativação promovidas pela CDL, com destaque para a Feira Viva Cidade, registraram crescimento de aproximadamente 30% no público. Na avaliação de Rafael Salim, vice-presidente da CDL Florianópolis, o movimento já ultrapassa a fase inicial de revitalização e entra em um estágio mais estruturante para a economia da cidade. – Estamos diante de uma transformação que reposiciona o Centro como ativo estratégico para Florianópolis. Quando qualificamos o espaço urbano, aumentamos o fluxo, fortalecemos o comércio e estimulamos novos negócios. A Feira Viva Cidade, com crescimento consistente de público, é um indicativo claro de que o Centro voltou a ser protagonista na dinâmica econômica da cidade. A próxima edição especial da Feira Viva Cidade, marcada para o dia 9 de maio, em comemoração ao Dia das Mães, reforça a continuidade dessa agenda. A proposta é consolidar um calendário permanente de ativações, capaz de sustentar o fluxo ao longo do ano e reduzir a sazonalidade típica do comércio central. Publicado em 15 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/ponto-de-florianopolis-que-era-o-patinho-feio-do-centro-passa-por-transformacao/

Rodoviária de Belo Horizonte agora faz parte do Circuito Liberdade

A Rodoviária de Belo Horizonte agora faz parte do Circuito Liberdade. Nesta terça-feira (14), a Fundação Clóvis Salgado, que gerencia o circuito, e a concessionária Terminais BH, que administra a rodoviária, anunciaram a parceria e assinaram um convênio. Com uma movimentação média de 20 mil pessoas por dia e cerca de 600 mil por ano, a Rodoviária de Belo Horizonte é um dos pontos de maior circulação de pessoas do estado e principal ponto de chegada de turistas e visitantes de Minas. O prédio, que neste ano celebra 55 anos de inauguração, é tombado pelo patrimônio histórico e artístico estadual. Com a parceria, será mais um espaço de atrações e atividades artísticas e culturais, explica Lucas Amorim, coordenador-executivo do Circuito Liberdade: “Quando a gente fala da rodoviária, a gente está falando de um fluxo gigantesco de visitantes. Então, vai ser o nosso cartão de visitas para todo esse ecossistema de cultura e turismo que a gente tem na cidade. Então, de forma objetiva, nesse primeiro momento, ações de promoção, pra gente difundir o Circuito Liberdade e todo esse ecossistema, e, na sequência, a gente vai potencializar as ações culturais aqui no espaço, como, por exemplo, o cinema, espetáculos teatrais, exposições de artes visuais e tudo mais que a gente conseguir capitanear com toda essa rede de equipamentos culturais que integram o Circuito Liberdade. O Cine Cardume ocorre toda sexta-feira, as exibições de cinema, de curta-metragem, são gratuitas. Então, de imediato, para se qualificar a rodoviária como espaço cultural integrante, é o que já tinha de cultural ocorrendo aqui, que são essas exibições de cinema. Mas a tendência é a gente ir ampliando cada vez mais essas ações, mas, nesse primeiro momento, o foco mesmo é na promoção cultural dos equipamentos do circuito.” Para a diretora executiva da Terminais BH, Vanessa Costa, a rodoviária pode ser mais do que um local de embarque e desembarque: “A gente espera até que o fluxo aumente, e não de passageiros, mas de usuário. Porque o passageiro é aquele que vem com o propósito de pegar um ônibus ou que está desembarcando aqui. E o nosso propósito vai muito além, de a gente atender usuários, população do entorno, para que vejam a rodoviária como, além de um equipamento para partidas e chegadas, um espaço de arte, cultura, para que ele possa ter uma experiência diferenciada ou enquanto aguarda a sua viagem ou então mesmo para conhecer uma parte do que é o Circuito Liberdade. Eu costumo dizer que a gente que é daqui de Belo Horizonte, muitas vezes, a gente não tem ideia da dimensão e da quantidade de programas que a gente tem culturais pra gente usufruir. Um dos nossos objetivos também é mostrar isso para quem chega, para quem está aqui, o tanto que nós somos ricos nessa parte cultural.” Obras Ainda segundo a diretora, uma série de obras no terminal devem ser concluídas até o fim do ano e melhorar a estrutura para receber os usuários: “Nós estamos finalizando a parte da impermeabilização, que era uma situação crítica aqui no terminal, em razão do tempo de existência dele, o terminal tem 55 anos. E isso traz um conforto maior para o usuário, porque, no passado, nos momentos de chuva, a gente tinha muita infiltração. Além de desconfortável, acabava sendo até perigoso de escorregar, tomar uma queda. Recuperação estrutural, a gente já avançou muito e já estamos na parte de conclusão também. Recuperação da pavimentação lá das plataformas de embarque, dos portões de entrada e saída dos ônibus. Essas são as últimas entregas que a gente faz este ano. E, depois, nós vamos ter os reinvestimentos, que, na verdade, seria a manutenção de toda a estrutura.” Sobre o Circuito Liberdade, além dos museus e centros culturais na Praça da Liberdade, outros equipamentos culturais no perímetro da Avenida do Contorno, na Avenida Afonso Pena e no centro da cidade foram integrados desde 2020, totalizando mais de 60 atrações. A lista dos locais com a programação e agenda de eventos estão disponíveis na página www.circuitoliberdade.com.br. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-04/rodoviaria-de-belo-horizonte-agora-faz-parte-do-circuito-liberdade

Governo propõe superávit primário de R$ 73 bilhões para 2027

Governo bloqueia R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026

A equipe econômica propôs uma meta de superávit primário de R$ 73,2 bilhões para 2027, primeiro ano do próximo mandato presidencial. O valor corresponde a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e foi apresentado no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (15). Apesar da meta ambiciosa, o resultado efetivo das contas públicas deve ser bem menor. Isso porque o governo prevê descontar R$ 65,7 bilhões em despesas fora das regras fiscais, o que levaria a um superávit final de apenas R$ 8 bilhões. Caso a estimativa se confirme, será o primeiro resultado positivo nas contas federais desde 2022, considerando todos os gastos públicos. Notícias relacionadas: Receita recebeu mais de 11 milhões de declarações de Imposto de Renda. Projeto da LDO prevê crescimento de 2,56% para o próximo ano. Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027. O superávit primário representa o resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública. Para este ano, o governo prevê um pequeno superávit de R$ 3,5 bilhões pelos critérios oficiais. No entanto, ao considerar os gastos fora do arcabouço fiscal, a previsão é déficit de R$ 59,8 bilhões. Meta com folga O arcabouço fiscal ainda prevê uma margem de tolerância de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 36,6 bilhões. Na prática, isso permite que o governo registre até mesmo déficit primário no próximo ano, caso haja frustração de receitas. A proposta precisará ser aprovada pelo Congresso e valerá para o próximo presidente eleito, que poderá manter ou alterar as regras com aval dos parlamentares. Exclusões elevadas Parte do alívio nas contas vem da inclusão de 39,4% dos precatórios, dívidas judiciais da União com sentença definitiva, na meta fiscal. O percentual supera o mínimo de 10% a cada ano até 2036 previsto na emenda constitucional que trata do tema. Com isso, o volume de despesas fora da meta permanece em R$ 57,8 bilhões, mesmo nível projetado para 2026. A estratégia busca evitar maior deterioração das contas públicas e da trajetória da dívida. A exclusão de gastos do cálculo fiscal tem sido recorrente desde o início do atual governo, período em que as contas ficaram no vermelho entre 2023 e 2025, com previsão de novo déficit em 2026. Limites de despesas Pela regra do arcabouço fiscal que limita o crescimento real (acima da inflação) dos gastos a 70% do crescimento real da receita, as despesas federais poderiam subir até 3,3% em 2027, 5,09% em 2028, 3,88% em 2029 e 3,22% em 2029. No entanto, com o teto de 2,5% de crescimento acima da inflação, as despesas subirão nesse montante até 2030. Em valores absolutos, o governo federal poderá gastar até R$ 2,541 trilhões em 2027, R$ 2,687 trilhões em 2028, R$ 2,837 trilhões em 2029 e R$ 2,995 trilhões em 2030. Desse total, o Poder Executivo poderá gastar até R$ 2,441 trilhões em 2027, R$ 2,582 trilhões em 2028, R$ 2,725 trilhões em 2029 e R$ 2,877 trilhões em 2030. Estabelecidos pelo novo arcabouço fiscal, os limites de crescimento dos gastos, na prática, funcionam como um teto de gastos atenuado. Os limites para os demais Poderes – Legislativo, Judiciário, Ministério Público da União e Defensoria Pública da União – ficaram definidos da seguinte forma: R$ 100,1 bilhões em 2027, R$ 105,8 bilhões em 2028, R$ 111,7 bilhões em 2029 e R$ 117,9 bilhões em 2030. Próximos passos O PLDO estabelece diretrizes gerais para o Orçamento, mas os detalhes de receitas e despesas serão apresentados até 31 de agosto, com o envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). A proposta reforça o desafio do próximo governo em equilibrar as contas públicas, em um cenário ainda marcado por pressões fiscais e crescimento moderado da economia.   Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/governo-propoe-superavit-primario-de-r-73-bilhoes-para-2027

Documentário sobre o fundador da SERTE leva ao cinema a trajetória de Leonel Timóteo Pereira

Documentário sobre o fundador da SERTE leva ao cinema a trajetória de Leonel Timóteo Pereira

 A trajetória de Leonel Timóteo Pereira, o Nelito, fundador da Sociedade Espírita de Recuperação, Trabalho e Educação, a SERTE, ganhará as telas do cinema com o lançamento do documentário O Encantador de Almas. A primeira exibição está marcada para o dia 16/04, às 11h, no Cine Show do Beiramar Shopping, em Florianópolis. A produção presta homenagem ao homem que deu origem a uma das instituições filantrópicas mais conhecidas de Santa Catarina. Fundada em 1956, na Cachoeira do Bom Jesus, a SERTE atua nas áreas assistencial e educacional, com atendimento a idosos e crianças em Florianópolis. Projeto surgiu a partir de um livro sobre a história de Nelito O documentário foi idealizado pelo presidente da FloripAmanhã, empresário e publicitário Daniel Araújo. Em entrevista ao programa Balanço Geral da NDTV Record Florianópolis, Daniel conta que a motivação para o projeto surgiu após ganhar de presente, da atual presidente da SERTE, Lenir Wolter, um livro escrito por Norma Bruno sobre a trajetória de Nelito. Ao ler a obra, Daniel relata que se impressionou com a dimensão humana da história. “Comecei a ler o livro, fiquei apaixonado pelo gesto do Nelito, que é a dedicação dele, a doação dele para com essas pessoas carentes”, destaca. Na mesma entrevista, ele afirma que essa trajetória precisava ganhar mais alcance. “É algo que tem que ser expandido, ser comunicado ao mundo”, comenta. Documentário resgata uma trajetória ligada à origem da SERTE O Encantador de Almas apresenta ao público a caminhada de um homem que, segundo os depoimentos reunidos na produção, abriu mão da própria fortuna para se dedicar à construção de uma obra social voltada ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. A narrativa reúne imagens, fotografias e entrevistas com pessoas que acompanharam diferentes momentos da consolidação da SERTE. O diretor Fabio Cabral explica que o documentário recorre a tecnologias de inteligência artificial para reconstruir passagens dessa trajetória e dar forma audiovisual a uma história de época. Segundo ele, o público verá no resultado “uma boa surpresa”. Já os relatos sobre Nelito ajudam a dimensionar o impacto pessoal e coletivo de sua atuação. “Ninguém chegava perto dele ou conversava com ele sem sair diferente”, afirma um dos depoimentos exibidos. Em 2026, a SERTE completa 70 anos de atuação. A instituição segue desenvolvendo atividades voltadas à assistência de idosos e crianças, sustentada por equipe técnica, voluntários, doações e parcerias. Após a sessão de lançamento para convidados, a previsão é que o documentário também seja disponibilizado no canal da SERTE no YouTube, conforme divulgado na reportagem sobre a produção. Publicado em 15 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/documentario-sobre-o-fundador-da-serte-leva-ao-cinema-a-trajetoria-de-leonel-timoteo-pereira/