Florianópolis deve começar a construir seu BRT ainda em 2026, de acordo com informe da Prefeitura. O projeto prevê corredores exclusivos para ônibus articulados que vão conectar os principais eixos de fluxo da capital catarinense, com investimento total de quase R$ 400 milhões. O primeiro trecho do BRT vai ligar o Terminal de Integração da Trindade (Titri) ao Terminal de Integração do Centro (Ticen), passando pela UFSC e pelo túnel do Saco dos Limões, além de incluir uma faixa exclusiva na avenida Mauro Ramos.
Os recursos para o BRT vêm de duas fontes principais: R$ 159 milhões captados junto ao governo federal por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), em processo de aprovação com a Caixa, e R$ 230 milhões sinalizados positivamente pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Com esse montante, a prefeitura de Florianópolis pretende instalar o sistema completo na região central da cidade, incluindo a conexão pela Beira-Mar Norte, Paulo Fontes e Gustavo Richard.
Por onde vai passar o BRT em Florianópolis
O primeiro trecho do BRT, chamado de BRT Sul, vai conectar a Trindade ao Centro. O trajeto parte do Terminal de Integração da Trindade (Titri), passa pela UFSC, segue pelo túnel do Saco dos Limões e chega ao Terminal de Integração do Centro (Ticen). Esse corredor é o eixo mais congestionado de Florianópolis e concentra o maior fluxo diário de passageiros do transporte coletivo da capital.
O segundo trecho do BRT fará a ligação do Centro de volta à Trindade pela Beira-Mar Norte, completando o anel viário ao redor do Maciço do Morro da Cruz. Esse trecho passa pelas avenidas Paulo Fontes e Gustavo Richard, vias que também enfrentam congestionamentos frequentes.
A expectativa da prefeitura é iniciar o BRT Sul ainda em 2026 e concluir o segundo trecho em 2027, segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Rafael Hahne.
De onde vêm os quase R$ 400 milhões para o BRT de Florianópolis
O financiamento do BRT em Florianópolis se divide em duas frentes. A primeira é o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, que destinou R$ 159 milhões para o projeto. Esse recurso está em processo de aprovação junto à Caixa Econômica Federal e será usado na construção do primeiro trecho do corredor exclusivo.
A segunda frente é o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que sinalizou positivamente o aporte de R$ 230 milhões para completar o anel viário do BRT na região central.
A soma dos dois aportes, de quase R$ 400 milhões, cobre a instalação integral do sistema.
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, declarou que os recursos necessários para o projeto do BRT foram fechados de maneira global, incluindo não apenas a primeira fase, mas todo o anel do BRT ao redor do Maciço do Morro da Cruz.
Essa confirmação de financiamento é o que permite à prefeitura projetar um cronograma com início de obras ainda em 2026.
O que o BRT vai mudar no transporte de Florianópolis
O BRT (Bus Rapid Transit) é um sistema de transporte baseado em ônibus articulados que circulam em corredores exclusivos, com estações de embarque rápido e alta capacidade de passageiros.
Em Florianópolis, o sistema vai operar de forma integrada com os terminais existentes, conectando os principais pontos de fluxo da cidade com maior previsibilidade e redução no tempo de deslocamento.
Além dos corredores exclusivos, o projeto do BRT prevê a construção de novas estações de embarque, sinalização inteligente, melhoria da arborização e paisagismo, conexões cicloviárias e melhores condições de acessibilidade e caminhabilidade ao longo das vias contempladas.
O BRT é considerado um modelo mais flexível e econômico do que metrôs e trens urbanos, podendo ser implementado mais rapidamente e adaptado à geografia de ilhas e morros que caracteriza Florianópolis.
As desapropriações e intervenções que o BRT vai exigir
A construção do BRT em Florianópolis vai envolver desapropriações, mesmo que em parcelas pontuais ao longo do trajeto. A prefeitura ainda não divulgou o detalhamento completo dessas intervenções, mas reconhece que são parte necessária do projeto.
A abertura de corredores exclusivos em vias como a avenida Mauro Ramos e a Beira-Mar Norte exige readequação do espaço viário, o que pode incluir a remoção de faixas de estacionamento, alargamento de vias e ajustes em calçadas.
Essas intervenções tendem a gerar debates públicos em uma cidade que já enfrenta resistência a obras de grande porte. O BRT vai passar por áreas densamente ocupadas, e qualquer desapropriação ou mudança no trânsito afeta diretamente moradores e comerciantes.
A prefeitura afirma que pretende apresentar maior detalhamento das obras à medida que o projeto avançar, o que significa que parte das decisões mais sensíveis ainda será conhecida nos próximos meses.
O cronograma do BRT e o que esperar para 2026 e 2027
O secretário de Infraestrutura de Florianópolis, Rafael Hahne, declarou que a expectativa é iniciar a construção do BRT Sul (trecho Trindade ao Centro) ainda em 2026 e concluir o segundo trecho (anel completo) em 2027.
Se o cronograma for cumprido, Florianópolis terá seu primeiro corredor de BRT operando antes do final de 2027, o que representaria uma mudança significativa na forma como o transporte coletivo funciona na capital.
O desafio é grande. Obras de BRT em outras cidades brasileiras frequentemente enfrentam atrasos, estouros de orçamento e resistência de moradores afetados pelas intervenções.
Florianópolis tem a vantagem de contar com financiamento já aprovado em duas fontes distintas, mas a complexidade de construir corredores exclusivos em uma cidade com geografia acidentada e vias estreitas é um fator que pode comprometer prazos.
O acompanhamento da execução será determinante para saber se o BRT sairá do papel no ritmo prometido.
Um projeto que pode transformar o transporte ou virar mais uma obra parada
O BRT de Florianópolis tem quase R$ 400 milhões em financiamento, um trajeto definido e um cronograma que prevê início de obras em 2026.
Se tudo correr como planejado, a capital catarinense ganhará um sistema de transporte com corredores exclusivos que conectarão os pontos mais congestionados da cidade.
A experiência de outras cidades mostra que o BRT pode reduzir tempos de deslocamento de forma significativa quando bem executado.
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