Como planejar e economizar nas compras de material escolar em meio aos desafios do orçamento familiar

O início do ano letivo marca um período de grande entrega nas lojas e no e-commerce, enquanto os responsáveis se preparam para adquirir materiais escolares. Entretanto, as despesas relacionadas à educação, somadas aos gastos típicos de começo de ano, como IPTU e IPVA, além dos custos das festas de fim de ano, acabam comprometendo o orçamento de muitas famílias. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e QuestionPro em 2024 revelou que essas compras impactam financeiramente 85% das famílias brasileiras com filhos em idade escolar. Cláudia Batistela, professora do curso de Marketing EAD da UniCesumar , analisa os desafios que os pais enfrentam nesse período e oferece orientações valiosas para lidar com a situação. “O início do ano já é naturalmente repleto de despesas. Além das contas recorrentes, o material escolar apresenta uma grande variação de preços entre lojas, e a lista enviada pelas escolas pode ser bastante extensa. Por isso, o planejamento financeiro é fundamental para evitar maiores impactos no orçamento”, alerta. Segundo um especialista, criar um planejamento anual pode ser o diferencial para gerenciar melhor esse gasto. “Os pais precisam antecipar essa despesa, reservando um valor mensal ao longo do ano. Isso permite que, quando o momento da compra chegar, o pagamento possa ser feito à vista, aumentando as chances de ganhar descontos e reduzir custos”. Outro ponto relevante é a atenção ao comportamento de compra impulsivo, que é comum nesse período. “A diversidade de modelos, núcleos e marcas no mercado chama muito a atenção, especialmente das crianças, o que pode gerar compras desnecessárias ou com valores mais altos. Por isso, considera importante que os pais façam as compras sozinhos, focando na funcionalidade dos itens em vez de aspectos visuais que encarecem os produtos”, afirma Cláudia. Além disso, o reaproveitamento de itens do ano anterior é uma estratégia simples e de alto impacto para reduzir custos. “Sempre verifique o que pode ser reutilizado. Muitos materiais sobram e podem estar em boas condições. Essa prática, junto ao compartilhamento de materiais entre familiares, ajuda a aliviar o peso financeiro, desde que não prejudique o desenvolvimento escolar”. Benefícios de compras pelo e-commerce A docente da UniCesumar destaca o papel do e-commerce como uma ferramenta eficaz para economizar. “Compras online oferecem promoções mais atrativas do que as lojas físicas, além de possibilitarem parcelamentos acessíveis. Contudo, é essencial garantir a segurança da transação ao verificar a confiança da loja e optar por plataformas confiáveis. Ferramentas como Buscapé, Zoom e Google Shopping são ótimas aliadas para comparar preços e encontrar boas ofertas”. Os benefícios do comércio eletrônico vão além do preço. Cláudia destaca a praticidade e a chance de evitar compras por impulso. “Adquirir os produtos pela internet permite maior foco não necessário, além de oferecer uma ampla variedade de produtos e a conveniência de comprar a qualquer hora e lugar”. Além disso, ela ressalta a importância de atenção à qualidade ao optar por produtos mais baratos. “Itens com preço restrito não necessariamente indicam baixa qualidade. Pesquisar avaliações de consumidores e verificar selos de segurança, como o do Inmetro, ajudam a garantir produtos adequados e duradouros”. Por fim, um especialista da UniCesumar recomenda atenção redobrada para evitar fraudes no e-commerce, especialmente com promoções que parecem boas demais para serem verdade. “Sempre desconfie de preços muito abaixo do mercado e verifique a solicitação da loja em plataformas como Reclame Aqui. Prefira formas de pagamento seguras e tenha certeza de que as políticas de devolução ou suporte da loja são claras”. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/como-planejar-e-economizar-nas-compras-de-material-escolar-em-meio-aos-desafios-do-orcamento-familiar/
TJSC executa demolição de prédio degradado e revitaliza área no Centro da Capital
Durante as férias escolares e o recesso dos órgãos públicos, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) promoveu a demolição do antigo prédio da Defensoria Pública da União (DPU), na Rua Bulcão Viana, n. 198, no Centro de Florianópolis. Com a retirada de aproximadamente 2.480 m³ de entulhos, o Judiciário catarinense revitalizou uma área degradada. Além da empresa especializada em demolição, que realizou o serviço de 13 de dezembro de 2025 a 8 de janeiro de 2026, o Judiciário catarinense também fechou contrato para a destinação ambiental dos entulhos. Todo o material de demolição foi separado e enviado ao reuso, reciclagem ou descartado de maneira ambientalmente correta. O total de entulho retirado equivale a 248 viagens de caminhão basculante trucado com capacidade de 10 m³. A edificação foi demolida em razão do estado de degradação, da complexidade de readequação do imóvel às normas de acessibilidade e em razão do potencial de construção permitido naquele terreno, conforme Plano Diretor Municipal, que possibilita o crescimento expressivo da área construída em relação ao imóvel que existia. (Confira a matéria completa em TJSC, 14/01/2026) Publicado em 15 janeiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/01/tjsc-executa-demolicao-de-predio-degradado-e-revitaliza-area-no-centro-da-capital/
Bolsa volta a bater recorde com redução de tensões externas

Num dia de alívio no mercado financeiro, a bolsa voltou a bater recorde e aproximou-se dos 166 mil pontos. O dólar teve a primeira queda após três altas consecutivas e voltou a ficar abaixo de R$ 5,40. O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quinta-feira (15) aos 165.568 pontos, com alta de 0,26%. O indicador chegou a subir 0,56% às 15h10, mas perdeu força perto do fim da sessão, com investidores que venderam ações para embolsarem os lucros. Notícias relacionadas: Eventual sanção dos EUA ao Irã não deve afetar o Brasil, diz Alckmin. Mercado reduz para 4,05% expectativas da inflação para 2026. Essa foi a segunda sessão seguida em que a bolsa brasileira bateu recorde. O Ibovespa só não subiu mais porque as ações da Petrobras, as mais negociadas, caíram por causa do recuo de 4% da cotação do petróleo no mercado internacional. Os papéis da estatal caíram 1,02% (ações ordinárias) e 0,63% (ações preferenciais). O mercado cambial teve um dia de correção. Após ultrapassar os R$ 5,40, o dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,368, com queda de R$ 0,034 (-0,62%). A cotação chegou a operar acima de R$ 5,40 no fim da manhã, mas recuou à tarde, em meio ao aumento da entrada de recursos no Brasil. A liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, no início da manhã, afetou pouco o impacto das negociações. O principal motivo para a queda do dólar foi o alívio no cenário externo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não tem intenção de demitir o presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA), Jerome Powell, e declarar que “o massacre no Irã cessou”, diminuindo as chances de uma intervenção militar estadunidense. A notícia em relação ao Irã fez a cotação do petróleo cair, mas a bolsa no Brasil foi ajudada pela perspectiva de queda dos juros pelo Banco Central. A divulgação de que o comércio brasileiro cresceu 1% em novembro, com desaceleração na atividade, aumentou as chances de redução da Taxa Selic (juros básicos da economia). Juros mais baixos favorecem a migração de aplicações em renda fixa para o mercado de ações. *Com informações da Reuters Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/bolsa-volta-bater-recorde-com-reducao-de-tensoes-externas
Dia do Compositor é celebrado em 15 de janeiro

O Pará tem grandes representantes da nossa cena musical, cujas composições e ritmos autênticos se baseiam na rica cultura, tradição e história do nosso estado. Um exemplo é o músico, escritor e poeta paraense Renato Torres. Ele começou na poesia durante a adolescência, e, no fim dos anos 80, ingressou na música e integrou várias bandas de Belém. Torres comenta qual é a principal ferramenta que um compositor deve ter. “Acho que a principal ferramenta é encontrar o prazer, a alegria de fazer aquilo, entender como isso nos ajuda — a nós que criamos, que compomos — como isso nos ajuda a ir melhorando, humanamente falando.” O Dia Mundial do Compositor foi instituído inicialmente no México, em 1945, em comemoração à Fundação da Sociedade de Autores e Compositores do México. A celebração se espalhou por outros países a partir de 1983, momento em que se tornou de fato mundial. Ouça também 🎧: “Evidências” foi a música mais tocada nos palcos em 2025 O compositor é a mente criativa que dá vida às músicas, que se inspira para criar letras e arranjos que toquem o coração das pessoas. É dessa forma que os cantores e os grupos musicais se conectam com o público, que se identifica e se cativa. Antes de chegar aos ouvidos, a melodia nasce no silêncio da alma de quem cria. O Dia Mundial do Compositor, comemorado em 15 de janeiro, homenageia estes artistas. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-01/dia-do-compositor-e-celebrado-em-15-de-janeiro
Além do litoral: por que o interior de SC virou rota de fuga do verão?

Enquanto o litoral catarinense recebe mais de 3 milhões de pessoas nesta temporada de verão, o interior do estado surge como alternativa para quem busca tranquilidade, natureza e experiências autênticas, longe do trânsito e das multidões. Cidades como Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz, Rio dos Cedros, Anitápolis e Alfredo Wagner oferecem clima ameno, silêncio e uma diversidade de atrativos que conquistam famílias, casais e grupos de amigos. Segundo Hélio Dagnoni, presidente da Fecomércio-SC, o turismo de inverno na Serra registrou recorde histórico em 2025, com gasto médio acima de R$ 3,5 mil por grupo, crescimento de 26% em comparação ao ano. Ele ainda reforçou que a movimentação deixou de ser algo restrito ao frio. “Temos visitantes em todas as épocas do ano e isso é excelente. No caso da Serra Catarinense, é possível ver o crescimento ano após ano. Isso é fruto de muito trabalho envolvendo nossos destinos”, afirma. Embora o pico histórico de visitantes seja no inverno, a Serra mantém uma temporada de verão em alta, impulsionada pela busca por rios, cachoeiras, trilhas e atividades ao ar livre, com acesso fácil, segurança e contato direto com a comunidade local. Gastronomia regional e passeios guiados consolidam o destino mesmo fora dos meses de frio. A virada longe da orla Enquanto cidades do litoral, como Balneário Camboriú, reuniram milhares de pessoas na virada, a Serra ganhou espaço como rota para quem prefere o barulho dos fogos por lareira, silêncio e paisagens de montanha. A explicação, segundo a professora e consultora do Eixo de Turismo do Senac Santa Catarina, Fabiana Roeder, é que existe um movimento claro de pessoas que querem se distanciar do excesso de ruído, velocidade e multidões. “O verão, para esse público, deixa de ser convencional de praia e passa a ser um tempo de fuga consciente. As cidades fora do eixo litoral, especialmente as de serra e interior, têm enorme potencial para oferecer experiências ligadas ao tempo lento, ao contato com paisagens preservadas, à vida rural, às trilhas e à gastronomia local.” Para ela, não se trata de competir com o litoral, mas de oferecer outro modo de viver o verão, baseado na permanência e não na pressa”, diz. A professora explica que, quando bem planejado, o turismo passa a ser um vetor de desenvolvimento territorial, não apenas econômico, mas social e cultural. “O turismo gera renda, diversifica a economia, fortalece pequenos negócios, valoriza saberes locais e contribui para a fixação das pessoas no território”. Turismo de experiência Para que o Turismo não rompa o equilíbrio que o torne atraente, a atividade requer planejamento e governança com cuidado especial nas cidades interioranas. O Projeto Conhecendo a Serra Catarinense: uma jornada educativa , operacionalizada pelo Senac, articula educação patrimonial, turismo pedagógico e valorização do território, utilizando metodologias ativas e aprendizagem significativa. Serra do Campo dos Padres em Alfredo Wagner. Foto: Divulgação / Prefeitura de Alfredo Wagner Para a professora, “o projeto trabalha o território como espaço educativo, fortalece o sentimento de pertencimento da comunidade e cria narrativas que conectam visitantes, moradores, professores e estudantes. É um modelo que mostra como o turismo pode ser mais do que visitação, pode ser formação, consciência e legado”. Além disso, experiências de turismo rural, rotas temáticas, festivais gastronômicos regionais e projetos de turismo de base comunitária reforçam a lógica do tempo lento e da permanência. Roteiros de “fuga” Para desconectar-se sem abrir a mão do conforto, Santa Catarina oferece caminhos de destaque: Rancho Queimado : refúgios serranos, cabanas e gastronomia colonial; base para trilhas e cachoeiras. Santo Amaro da Imperatriz : águas termais, natureza e opções de bem-estar; ideal para famílias e casais. Anitápolis e Rio dos Cedros : pousadas isoladas, turismo rural e cenários de montanha para quem busca sossego. Alfredo Wagner: paisagens de montanha, turismo rural e rotas de aventura; ideal para quem busca contato com a natureza e experiências específicas. Transformando potencial em Turismo qualificado: Senac oferece soluções personalizadas de planejamento turístico e desenvolvimento municipal O crescimento do turismo de interior abre espaço para planejamentos turísticos e planos municipais que consolidem destinos fortes, com valorização cultural, qualificação de negócios e ordenamento da oferta. Estruturar trilhas, circuitos gastronômicos, rotas de enoturismo e experiências guiadas ajudam a distribuir o fluxo, aumentar o ticket médio e reduzir a sazonalidade. O Senac SC atua como articulador entre educação, mercado e território, transformando potencial em produto turístico qualificado, oferecendo soluções corporativas altamente personalizadas, por meio do Senac Empresarial. Dentre os serviços disponíveis, estão: Formação profissional em hospitalidade, gastronomia e serviços; Capacitação empreendedora e gerencial; Apoio à formatação de experiências turísticas; Projetos de turismo sustentável, criativo e de base comunitária; Consultorias, diagnósticos e ações de extensão. “A instituição tem um papel estratégico que contribui diretamente para transformar potencial em produto turístico moderno, ajudando a criar uma cultura de turismo responsável, alinhado às características e limites de cada território”, conclui Fabiana. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/alem-do-litoral-por-que-o-interior-de-sc-virou-rota-de-fuga-do-verao/
Bolsa Atleta tem maior lista de contemplados da história: 7.868 esportistas

O Bolsa Atleta 2023 atingiu um patamar inédito na história do programa voltado para fomentar o esporte de alto desempenho no Brasil. A lista dos contemplados foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (18/4) e reúne 7.868 atletas . É a maior desde que os pagamentos começaram a ser feitos, em 2005. O número é quase 20% maior que o do edital de 2022, quando foram contemplados 6.419 atletas. Fico muito feliz que neste primeiro ano da nossa gestão o Bolsa Atleta tenha tido esse recorde no número de contemplados. Penso que essa é uma aposta importante na política de esporte que, certamente, dará resultados para os atletas brasileiros durante muitos anos, uma vez que 65% dos bolsistas têm até 23 anos” Ana Moser, ministra do Esporte Em 2023, ano que marca o retorno do Ministério do Esporte, o Bolsa Atleta apoia 5.898 atletas olímpicos e 1.970 representantes de modalidades paralímpicas. Do total, 3.478 (44,2%) são mulheres e 4.390 (55,8%), homens. No recorte por faixa etária, quase 65% dos contemplados têm até 23 anos, o que indica um foco na nova geração. Os atletas entre 14 e 18 anos representam a maior fatia de contemplados: 3.236 beneficiários. Na sequência, aparecem os atletas entre 19 e 23 anos (1.857), seguidos pelos de 29 a 38 anos (1.032), de 24 a 28 anos (920), de 38 a 48 anos (577), de 49 a 58 anos (189) e, finalmente, com mais de 59 anos, onde constam 57 atletas. “Fico muito feliz que neste primeiro ano da nossa gestão o programa Bolsa Atleta tenha tido esse recorde no número de contemplados. Penso que essa é uma aposta importante na política de esporte que, certamente, dará resultados para os atletas brasileiros durante muitos anos, uma vez que 65% dos bolsistas têm até 23 anos. Essa é a retomada do Ministério do Esporte em grande estilo, com uma alta aposta nos atletas do Brasil”, afirmou a ministra do Esporte, Ana Moser. O processo de adesão e de envio de documentação é feito online. Apenas neste ano, a partir da abertura do período de inscrição, em fevereiro, mais de 187 mil mensagens foram recebidas pelo Ministério do Esporte via canal de WhatsApp. Além disso, 1.456 e-mails foram recebidos e mais de 29,6 mil enviados pela equipe do ministério. CRITÉRIOS E FAIXAS – O Bolsa Atleta é voltado para esportistas a partir de 14 anos e é considerado um dos maiores programas do mundo de patrocínio direto. É dividido em cinco categorias. A que contemplará mais esportistas neste edital é a Nacional, que paga R$ 925 mensais a 5.134 atletas. Em seguida aparece a categoria Internacional, que tem 1.431 atletas e bolsas de R$ 1.850, seguido da categoria Estudantil (567 atletas/R$ 370), da Atleta de Base (378/R$ 370) e Olímpico e Paralímpico (358/R$ 3.100). PROCESSO – O processo de indicação dos atletas elegíveis ao Bolsa Atleta é feito pelas entidades nacionais de administração do esporte, como o Comitê Olímpico do Brasil (COB), o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE), a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) e outras confederações, a partir de resultados esportivos obtidos no ano anterior, 2022. O Bolsa Atleta conta ainda com a categoria Pódio, destinada a atletas de elite, posicionados entre os 20 melhores em seus rankings mundiais, que recebem benefícios entre R$ 5 mil e R$ 15 mil mensais. A categoria Pódio tem edital separado que será publicado em breve. O orçamento para execução do programa como um todo em 2023 é de mais de R$ 120 milhões. PÓDIOS – O reflexo do apoio do Governo Federal aos atletas e a força e abrangência do programa podem ser comprovados pelo desempenho do Brasil nos dois maiores eventos do esporte mundial: os Jogos Olímpicos e os Jogos Paralímpicos. Em Tóquio, em 2021, 80% dos integrantes da delegação olímpica e 95% da paralímpica eram bolsistas. Nas Olimpíadas, o Brasil conquistou 21 medalhas (sete ouros, seis pratas e oito bronzes), em 13 modalidades, terminando nos Jogos na 12ª colocação no quadro de medalhas. Em 19 dos 21 pódios (90,45%), os atletas recebiam o Bolsa Atleta. Já nas Paralimpíadas, foram 72 medalhas (22 ouros, 20 pratas e 30 bronzes) conquistadas, o que rendeu ao país a 7ª posição no quadro de medalhas. Os bolsistas representaram 68 dos 72 pódios conquistados: 94,4% do total. “A importância do Bolsa Atleta é indiscutível. Os números demonstram a eficácia em impulsionar o desempenho esportivo dos atletas brasileiros. A meta é superar esse recorde nos Jogos de Paris, em 2024, garantindo um apoio ainda maior aos nossos atletas e aumentando as chances de medalhas para o Time Brasil”, disse Marta Sobral, secretária nacional de Alto Desempenho do Ministério do Esporte. fonte https://www.gov.br/pt-br/noticias/cultura-artes-historia-e-esportes/2023/04/bolsa-atleta-tem-maior-lista-de-contemplados-da-historia-7-868-esportistas
União paga R$ 10,95 bilhões de dívidas de estados

O Tesouro Nacional pagou, em 2025, R$ 10,95 bilhões em dívidas atrasadas de estados. Do total, a maior parte – R$ 4,69 bilhões – é relativa a atrasos de pagamento do governo do estado do Rio de Janeiro. Em seguida, vieram os pagamentos de débitos de R$ 3,55 bilhões de Minas Gerais e R$ 1,59 bilhão do Rio Grande do Sul. A União também cobriu, no ano passado, dívidas de R$ 888,06 milhões de Goiás e R$ 226,19 milhões de débitos do Rio Grande do Norte. Notícias relacionadas: Tesouro paga R$ 1,05 bi em dívidas de estados e municípios em novembro. Tesouro aprova empréstimo de R$ 12 bilhões para os Correios. Bancos promovem mutirão para negociar dívidas bancárias em atraso. O governo federal honrou, ainda, R$ 130,47 milhões de débitos atrasados de oito municípios. No total, o Tesouro cobriu R$ 11,08 bilhões de dívidas de governos locais em 2025. Os dados estão no Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito, divulgado nesta quinta-feira (15), em Brasília, pela Secretaria do Tesouro Nacional. As garantias são executadas pelo governo federal quando um estado ou município ficar inadimplente em alguma operação de crédito. Nesse caso, o Tesouro cobre o calote, mas retém repasses da União para o ente devedor até quitar a diferença, cobrando multa e juros. As garantias honradas pelo Tesouro são descontadas dos repasses da União aos entes federados – como receitas dos fundos de participação e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), dentre outros. Sobre as obrigações em atraso incidem juros, mora e outros custos operacionais referentes ao período entre o vencimento da dívida e a efetiva honra dos valores pela União. Propag Até 31 de dezembro último, os estados puderam aderir ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag). Ele prevê uma série de condições como venda de ativos à União e um plano de corte de gastos para a liberação de até R$ 20 bilhões em investimentos pelos estados. O Propag prevê descontos nos juros e parcelamento do saldo das dívidas estaduais em até 30 anos. Em troca, os estados que aderirem vão aportar recursos para o Fundo de Equalização Federativa (FEF), que distribuirá dinheiro para todos os estados que aderirem – mesmo os que não tiverem débitos com a União – para investimento em educação, segurança pública, saneamento, habitação, transportes e outras áreas. Até o início de dezembro, sete estados aderiram ao Progag: Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Piauí, Ceará, Alagoas e Sergipe. Após o Congresso Nacional derrubar os vetos da Presidência da República ao Propag, no fim de novembro, o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul entraram no programa. Chuvas no Rio Grande do Sul Por causa das enchentes no estado, em 2024, a União suspendeu o pagamento da dívida por 36 meses. Além disso, os juros que corrigem a dívida anualmente – em torno de 4% ao ano mais a inflação – serão perdoados pelo mesmo período. O estoque da dívida do estado com a União está em cerca de R$ 100 bilhões atualmente e, com a suspensão das parcelas, o estado dispõe de R$ 11 bilhões a serem utilizados em ações de reconstrução. Em junho de 2022, o Rio Grande do Sul tinha fechado acordo com a União e teve o plano de recuperação fiscal homologado. O plano permite que o estado volte a pagar, de forma escalonada, a dívida da União, cujo pagamento estava suspenso por liminar do Supremo Tribunal Federal desde julho de 2017. Em troca, o governo gaúcho deverá executar um programa de ajuste fiscal que prevê desestatizações e reformas para reduzir os gastos locais. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/uniao-paga-r-1095-bilhoes-de-dividas-de-estados
Mostra em Recife celebra o reisado pernambucano

O Reisado, uma das principais manifestações da cultura pernambucana – está sendo celebrado com uma mostra que começou esta semana, na Galeria Arte Plural, localizada no Recife Antigo A exposição “Espelho de Brincantes”, assinada pela estilista e designer de moda Juliana Souto, apresenta ao público um recorte das indumentárias de mestres e mestras de grupos de reisado da cidade pernambucana de Garanhuns. São dezenas de fotografias – numa mescla de registros de moda e documentais – que levam o público a uma jornada visual do universo do reisado, Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco. Juliana teve como base uma pesquisa histórica sobre o Reisado em Garanhuns, suas origens e o legado artístico das personagens que mantêm viva a tradição ao longo dos anos. Entre os homenageados na Exposição, Dona Zefinha é a única detentora do saber dos reisados viva e em atividade à frente do grupo Três do Oriente. Além da Mestra Zefinha, também foram pesquisados os mestres João Tibúrcio e Gonzaga, ícones de três grupos de reisado que atuam na cidade desde a década de 1950. A artista transportou as imagens dos três mestres, vestidos com seus trajes de festa, de seus lugares reais e para um espaço fantástico, lúdico e mítico criado pela fotógrafa. Projeções audiovisuais e uma trilha sonora composta por sons dos reisados ampliam a experiência do visitante, convidado a mergulhar em cores, ritmos e narrativas que atravessam gerações e constroem a identidade do reisado pernambucano. A exposição “Espelho de Brincantes” possui recursos de audiodescrição e ficará aberta ao público de segunda a sábado, até o dia 6 de fevereiro. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-01/mostra-em-recife-celebra-o-reisado-pernambucano
Paraíba recebe a maior maratona de criação de jogos do mundo com edições em João Pessoa e Campina Grande

A Paraíba será palco da Global Game Jam (GGJ) 2026, a maior maratona colaborativa de desenvolvimento de jogos do mundo. O evento acontece em duas cidades do estado, com edições em João Pessoa e Campina Grande, reunindo participantes para uma experiência intensa de criatividade, tecnologia e trabalho em equipe. Em João Pessoa, a Global Game Jam será realizada nos dias 30 e 31 de janeiro e 01 de fevereiro, no UNIPÊ. Já em Campina Grande, o evento acontece nos dias 28, 29 e 30 de janeiro, na UniFacisa. Durante a maratona, estudantes, profissionais e entusiastas das áreas de programação, design, artes, música e narrativa formam equipes para criar jogos digitais do zero, a partir de um tema que só é divulgado na abertura do evento. As atividades acontecem ao longo de 48 horas, com muito trabalho colaborativo, troca de ideias e apresentações finais dos jogos criados. Segundo Rennan Gaião Spinola Ribeiro, presidente da APGames (Associação Paraibana de Desenvolvedores de Jogos) e professor da Unifacisa, o evento fortalece a formação de talentos no estado:“A Global Game Jam mostra, na prática, como a criatividade e a tecnologia caminham juntas. É uma oportunidade para jovens da Paraíba aprenderem fazendo, se conectarem com o mercado e perceberem que é possível construir carreira na área de jogos sem sair do estado.” A Global Game Jam é gratuita e aberta ao público, com vagas limitadas. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas pelo site oficial do evento. As edições na Paraíba são organizadas pela APGames, que atua desde 2016 no fortalecimento do setor de jogos digitais no estado. Serviço Global Game Jam 2026 – Paraíba João PessoaLocal: UNIPÊData: 30 e 31 de janeiro e 01 de fevereiro de 2026Inscrições: https://globalgamejam.org/jam-sites/2026/ggj-2026-joao-pessoa Campina GrandeLocal: UniFacisaData: 28, 29 e 30 de janeiro de 2026Inscrições: https://globalgamejam.org/jam-sites/2026/unifacisa-jogos-digitais O que é a Global Game Jam? A Global Game Jam 2026 (GGJ), maior maratona colaborativa de desenvolvimento de jogos do mundo, terá duas edições na Paraíba. O evento acontece em João Pessoa, no UNIPÊ, e em Campina Grande, na Unifacisa, reunindo estudantes e profissionais para criar jogos do zero em poucos dias. A participação é gratuita, com vagas limitadas. fonte https://santotech.com.br/paraiba-recebe-a-maior-maratona-de-criacao-de-jogos-do-mundo-com-edicoes-em-joao-pessoa-e-campina-grande/
Cubatão pede ajuda para tentar reverter fechamento de fábricas

O prefeito de Cubatão, em São Paulo, César Nascimento (PSD), decidiu pedir ajuda ao governo federal após duas empresas que atuavam na cidade há décadas encerrarem suas atividades em menos de um ano. Uma unidade pertencia à petroquímica Unigel. A outra, à Yara Brasil Fertilizantes. O chefe do Poder Executivo municipal planeja viajar a Brasília na companhia de representantes políticos, empresariais e sindicais da Baixada Santista. O objetivo é tentar sensibilizar a União sobre a necessidade de rever a política tarifária que incide sobre o setor petroquímico, em particular sobre a importação de fertilizantes. Notícias relacionadas: Câmara aprova MP que altera incentivos à indústria petroquímica. Petrobras assina acordo e reassumirá duas fábricas de fertilizantes. “Vamos solicitar uma reunião com o vice-presidente [e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin] para tratarmos dos reflexos do fechamento de fábricas instaladas na cidade, problema que o município vem enfrentando há mais de uma década”, disse o prefeito à Agência Brasil, defensor de medidas de defesa comercial e de melhores condições de financiamento à atividade produtiva. “A perda de protagonismo de um polo industrial da relevância de Cubatão não é um problema local, mas um fator de enfraquecimento da indústria nacional como um todo”, acrescentou Nascimento. César Nascimento, prefeito de Cubatão, quer ajuda do governo federal para reverter fechamento de fábricas na cidade – Foto: Prefeitura de Cubatão/Divulgação Ele também pretende pedir celeridade na conclusão do processo administrativo que a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Mdic, instaurou em 2025 para apurar a suposta existência de dumping nas exportações chinesas de produtos laminados de ferro ou aço para o Brasil. O dumping é quando uma empresa estrangeira ou país exporta seus produtos por preços inferiores ao custo de produção, com o objetivo de quebrar os concorrentes locais. No dia 26 de dezembro de 2025, a secretaria tornou público um parecer preliminar, informando ter constatado o dumping nas exportações chinesas, mas prorrogando o prazo para concluir a investigação e a avaliação dos prejuízos para a indústria siderúrgica brasileira. Paralisação Após quase 70 anos funcionando em Cubatão, a Unigel comunicou, no último dia 8, a paralisação das atividades da fábrica de estireno (líquido usado na produção de um tipo de plástico, o poliestireno, empregado na fabricação de eletrodomésticos, embalagens e para muitos outros fins) e de tolueno (solvente para tintas, resinas, borrachas e revestimentos). Segundo a empresa, a decisão de encerrar suas atividades em Cubatão foi tomada em um “contexto de baixa sem precedentes na indústria química global, marcado por forte sobreoferta de commodities petroquímicas, intensificada pela expansão da capacidade produtiva internacional”, a partir de 2023. A companhia não descartou a possibilidade de retomar as atividades “tão logo as condições de mercado permitam”, mas destacou a “falta de perspectiva de reversão no curto prazo”, o que a motivou a concentrar sua produção de poliestireno na fábrica da cidade vizinha, Guarujá, também na Baixada Santista, para onde também será transferida a produção da planta de São José dos Campos, no interior de São Paulo, cujo encerramento foi anunciado nesta terça-feira (13). Considerada uma das principais companhias petroquímicas do Brasil, com fábricas espalhadas por São Paulo e Bahia, a Unigel está em recuperação judicial desde outubro de 2025. O pedido à Justiça foi a forma que a empresa encontrou para renegociar com seus credores uma dívida que supera os R$ 5 bilhões e, assim, tentar “viabilizar a readequação de sua estrutura de capital” a fim de “preservar suas atividades”. Nos últimos tempos, a unidade da Unigel de São José dos Campos empregou cerca de 40 funcionários, enquanto a de Cubatão estava operando com 70 trabalhadores diretos e cerca de 30 indiretos. Dias antes da Unigel tornar pública sua decisão, o prefeito César Nascimento manifestou a executivos da empresa a disposição de conceder isenções fiscais para evitar a perda de empregos e de arrecadação de impostos. Além disso, na última reunião do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), ele defendeu que os prefeitos das nove cidades que compõem a Região Metropolitana (Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente) se unam para solicitar a órgãos federais e paulistas medidas de estímulo e incentivo à indústria. Tributação Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e de Fertilizantes da Baixada Santista (Sindquim), Herbert Passos Filho, lamentou o destino da tradicional fábrica cubatense. “Cubatão já foi o principal polo produtor de fertilizantes do Brasil. E a Unigel, um símbolo de nossa história industrial. O próprio sindicato nasceu ali dentro, quando ela ainda era a Companhia Brasileira de Estireno”, lembrou o sindicalista, acrescentando que o fechamento da fábrica agrava o esvaziamento do antes pujante polo industrial de Cubatão, que já foi símbolo da industrialização paulista e nacional, especialmente nos segmentos de siderurgia, química, petroquímica, fertilizantes e insumos industriais de base, atividade que, na década de 1980, motivou a Organização das Nações Unidas (ONU) a conferir à cidade o título de município mais poluído do mundo. “Desde então, houve a privatização da Cosipa [antiga Companhia Siderúrgica Paulista, adquirida pela Usiminas] e o fechamento de várias fábricas”, ressalta Passos. De acordo com a prefeitura, quando a Usiminas paralisou as atividades primárias da siderúrgica, em 2016, desligando os altos-fornos símbolos do polo, motivou não só o fechamento de cerca de 15 mil postos de trabalho, como o fechamento de empresas que usavam insumos derivados da produção do aço adquiridos da fábrica vizinha. De acordo com Passos, no auge, só as indústrias petroquímicas da cidade chegaram a empregar cerca de 12 mil trabalhadores. “Hoje, são aproximadamente 3 mil. E a expectativa é que esse número continue caindo”, lamentou Passos, que também atua junto à Secretaria Nacional dos Químicos da Força Sindical. Fábrica em Cubatão – Foto: Prefeitura de Cubatão/Divulgação “Estou virando especialista no encerramento de unidades industriais por todo o país, principalmente da área de fertilizantes”, disse o sindicalista. Segundo ele, as produtoras de insumos agrícolas, como a norueguesa Yara, que paralisou a produção de suas fábricas de Cubatão e Paulínia em fevereiro
