Viva Maria homenageia Elis Regina 44 anos após sua morte

Há exatos 44 anos, na manhã de uma terça- feira, por volta das 11:45, nosso país foi surpreendido por uma das noticias mais tristes e marcantes da história da nossa cultura! Um dia sem poente, onde até o sol se recusou a se despedir de uma jornada marcada pela dor da perda de uma vida que não podia se acabar!ELIS Regina morreu! Elis Regina morreu!Em edição extraordinária todos os meios de comunicação anunciavam a perda de uma das maiores intérpretes que esse Brasil já conheceu! Por toda parte, como num grito parado no ar ,sua música se misturava às lagrimas de seus fãs .A comoção nacional foi tamanha que dificilmente a gente vai esquecer onde e o que estávamos fazendo naquele 19 de janeiro de 1982! Viva Maria se preparava para entrar no ar! E foi aos prantos, quase sem voz, que acompanhamos a multidão que por mais de 19 horas velou o corpo de Elis desde sua saída do Instituto Medico Legal, em São Paulo até o Teatro dos Bandeirantes onde recebeu homenagens e, finalmente sua chegada para o último adeus no Cemitério do Morumbi!Elis vive e por isso vai nos guiar numa breve travessia do tempo desde sua estreia nos palcos da vida!Nossa “Pimentinha” como também era conhecida, estreiou no programa infantil Clube do Guri, na Rádio Farroupilha, e já aos 13 era reconhecida como uma das melhores vozes do rádio gaúcho.Mas foi em abril de 1965, aos 20 anos, que o Brasil descobriu a Elis verdade. No I Festival da Música Popular Brasileira, promovido pela TV Excelsior, ela venceu com “Arrastão”, de Edu Lobo e Vinicius de Moraes, em uma interpretação carregada de emoção e personalidade que mudaria os rumos da música popular no país.Ali, não nasceu só uma campeã.Nascia uma intérprete que mudaria a forma de cantar no Brasil.• O gesto, A voz, A emoção.• Tudo era novo.• Tudo era Elis.Ainda em 1965, sua voz já se impunha como uma das mais influentes da MPB, especialmente ao lado de Jair Rodrigues no programa O Fino da Bossa, que naquele mesmo ano se tornaria um verdadeiro fenômeno de público e de imaginação coletiva. Elis foi apelidada de “Pimentinha” e, às vezes, de “furacão”, por seu temperamento intenso, pela maneira como vivia a música e pela entrega total no palco — um corpo inteiro a serviço de cada canção.Na década de 1970, Elis gravou alguns de seus trabalhos mais emblemáticos. No espetáculo e álbum Falso Brilhante (1976), ela apresentou ao grande público nomes como Belchior, com “Como Nossos Pais”, e consolidou seu papel de descobridora e defensora de compositores que ainda não tinham espaço no circuito comercial.O encontro com Tom Jobim, em 1974, no disco Elis & Tom, gravado em Los Angeles, é um dos registros mais celebrados da música brasileira. Ali, sua voz encontrou uma sofisticação e intimidade que atravessam gerações.Elis também foi voz de resistência e sentimento em tempos difíceis. Sua interpretação de “O Bêbado e a Equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc, em 1979, se tornou um símbolo de esperança no momento em que o país vivia o final da ditadura militar, sendo chamada de “Hino da Anistia”.E entre as canções que Elis transformou em verdade cantada, há uma que conversa diretamente com a alma do Viva Maria e com a história afetiva de tantas mulheres brasileiras. “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant.Aquela Maria era também Elis.Mulher em um meio dominado por homens.Artista numa indústria que queria moldar, controlar, domesticar.Cidadã num país sob vigilância e censura.Elis brigava por repertório.Exigia arranjos melhores.Defendia seus compositores.E pagou preço por isso.Mas nunca abriu mão da verdade.Ao longo de sua carreira, ela transitou por gêneros como samba, bossa nova, jazz e MPB; e foi intérprete de grandes clássicos como “Madalena”, “Águas de Março”, “Atrás da Porta” e “Romaria”, deixando uma discografia vasta e rica em sensibilidade e técnica.Elis foi também protagonista de espetáculos inovadores no país, como Falso Brilhante, Transversal do Tempo e Saudade do Brasil, que ampliaram o conceito de show como acontecimento artístico.No plano pessoal, teve três filhos:João Marcelo Bôscoli, com o Ronaldo Bôscoli;Pedro Camargo Mariano;e Maria Rita, com o pianista e arranjador César Camargo Mariano — que também marcam presença no cenário musical brasileiro.E em meio a tantos especials ao longo dos 44 janeiros que nos separam do dia em que ela partiu no Trem azul da saudade eterna encerramos esse nosso viva maria de hoje relembrando Elis na voz dor o cantor e compositor João Bosco que em 18 de janeiro de 1985, no programa “Viva Maria – Especial Elis Regina, três anos de saudade”, falou da falta que todos nós sentimos até hoje de Elis bem como do silêncio que ela deixou na história da nossa música.•Elis Regina. Presente! Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-01/viva-maria-homenageia-elis-regina-44-anos-apos-sua-morte

Caixa começa a pagar Bolsa Família de janeiro

Caixa começa a pagar Bolsa Família de janeiro

A Caixa Econômica Federal começa a pagar a parcela de janeiro do Bolsa Família. Recebem nesta segunda-feira (19) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Ao todo cerca de 18,8 milhões de famílias receberão o benefício neste mês. Os beneficiários de nove estados receberão o crédito nesta segunda, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficia localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas, Bahia, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. Notícias relacionadas: Estudo aponta mais 365 mil pessoas em situação de rua no Brasil. Desigualdades sociais dificultam acesso à educação infantil no Brasil. Em 10 anos, 60,7% dos beneficiários conseguiram deixar o Bolsa Família. O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Além do benefício integral, cerca de 2 milhões de famílias estão na regra de proteção em novembro. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Auxílio Gás Neste mês, não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em fevereiro. Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.   Arte EBC Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/caixa-comeca-pagar-bolsa-familia-de-janeiro

IA Grok vira crise global de deepfakes e expõe fragilidades em segurança de modelos generativos

IA Grok vira crise global de deepfakes e expõe fragilidades em segurança de modelos generativos

A inteligência artificial Grok, desenvolvida pela empresa xAI de Elon Musk, tornou-se um dos casos mais polêmicos de falhas de segurança em sistemas generativos, após gerar deepfakes sexuais não consensuais de adultos e menores, segundo reportagem do The Verge. Lançada em 2023 como um chatbot “rebellious” com respostas sem os mesmos filtros que concorrentes, Grok enfrentou problemas significativos depois da introdução de uma função de edição de imagens, que permitia criar imagens sexualizadas sem o consentimento das pessoas retratadas. Impactos e Reações Internacionais A crise desencadeada pelo Grok tem impactos regulatórios e tecnológicos globais: Proibições temporárias: Países como Malásia e Indonésia bloquearam o acesso ao Grok após a disseminação de deepfakes ofensivos, citando riscos à dignidade e segurança digital dos cidadãos. Investigações oficiais: Autoridades da Califórnia iniciaram uma investigação sobre a ferramenta de IA por permitir a geração de imagens sexualizadas e potencialmente abusivas. Pressão regulatória: A comunidade internacional está avaliando medidas legais e legislações específicas para conter o uso irresponsável de IA em criação de conteúdo íntimo não consensual — com projetos de lei aprovados em alguns países e propostas em discussão em outros. Críticas e Falta de Salvaguardas Especialistas e defensores da segurança digital criticam a abordagem da xAI, apontando que filtros e controles preventivos foram insuficientes ou implementados tardiamente, resultando em ampla circulação de deepfakes explícitos. A reportagem do The Verge ressalta que, mesmo após promessas públicas de implementar medidas de proteção, os mecanismos de defesa não impediram que Grok fosse usado para produzir imagens altamente sexualizadas de pessoas reais — inclusive em contextos sensíveis envolvendo menores. Debate sobre Ética e Responsabilidade em IA O caso do Grok intensificou o debate sobre os limites éticos das tecnologias generativas e as responsabilidades das empresas de IA. Reguladores, especialistas em segurança e legisladores argumentam que é necessário fortalecer políticas de controle, transparência e responsabilidade para evitar que ferramentas poderosas sejam exploradas de forma abusiva. A situação também reforça a importância de projetar sistemas de IA com guardrails robustos desde o início, em vez de depender apenas de soluções reativas após a ocorrência de abusos. FONTE: THE VERGE fonte https://santotech.com.br/a-grok-musk-deepfakes-crise-tecnologia/

Saiba como gastar menos com o uso do ar-condicionado

Saiba como gastar menos com o uso do ar-condicionado

O ar-condicionado pode representar até 40% do consumo residencial nos meses mais quentes, a depender do modelo, da potência e do tempo de uso, segundo estimativas do setor elétrico. Mas, com algumas escolhas simples, ele pode ser um aliado do consumidor na conta de luz, e não um vilão. O especialista em pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Gree, maior fabricante de aparelhos de ar-condicionado do mundo, com sede em Zhuhai, China, Romenig Magalhães, compartilhou, em entrevista à Agência Brasil, algumas dicas para economizar.  Escolha da tecnologia Notícias relacionadas: Defensorias acionam Justiça por medidas para enfrentar calor no Rio. Saúde pública no RJ registra aumento nos atendimentos ligados ao calor. Aparelhos com tecnologia avançada, do tipo inverter, que oferecem maior controle sobre o consumo, podem se traduzir em menos desperdício de energia. Segundo Magalhães, essa tecnologia pode provocar redução de até 40% no consumo residencial em dias mais quentes. Os eletrodomésticos com tecnologia inverter operam com maior eficiência, já que contam com dispositivos que otimizam o funcionamento, evitando picos de energia provocados pelo efeito de desligar e ligar o motor de tempos em tempos, o que favorece a economia de energia e prolonga a vida útil do aparelho. Na prática, o custo de manter o equipamento ligado depende da potência do produto em BTUs, que é a sigla para eficiência energética e tempo de uso. Um equipamento residencial de 9 mil a 12 mil BTUs pode consumir entre 15 quilowatts-hora (kWh) e 45 kWh por mês, em uso moderado.  Os modelos mais antigos, não dotados da tecnologia inverter, podem ultrapassar esse patamar com facilidade, especialmente em períodos de bandeira vemelha, o que se reflete de forma direta no orçamento das famílias.  Selo do Inmetro Outro requisito importante é o selo de eficiência energética do Instituto Nacional de Metrologia, Quialidade e Tecnologia (Inmetro), que atesta que a classificação A, que tem menor consumo e, consequentemente, menor impacto no bolso do consumidor.  Cuidados com o aparelho Segundo Magalhães, devem também ser levados em conta o ambiente onde está instalado o ar-condicionado e a forma de utilização. Por exemplo, manter portas e janelas fechadas durante o uso e proteger o local contra o sol e o calor, por meio de cortinas e persianas são pontos positivos.  A manutenção deve também estar em dia, salientou Magalhães, tendo em vista que filtros limpos e revisões periódicas evitam perda de eficiência.  Escolha da temperatura De acordo com Magalhães, uma temperatura entre 23 e 25 graus no controle remoto é adequada para o ser humano e pode ajudar na economia. “Dá equilíbrio para que a pessoa sinta um ambiente mais confortável e também faz bem à saúde. Vai ser uma temperatura de conforto térmico para o ambiente”.  Por outro lado, quanto mais baixa for a temperatura, maior vai ser o consumo de energia. “A temperatura na faixa de 16 graus a 20 graus vai consumir muita energia e acaba causando um desconforto térmico, o ar fica muito seco no ambiente, há baixa umidade do ar”. Outra dica dada pelo especialista em P&D é utilizar a função “Sono” do ar-condicionado, que estabelece uma temperatura mais equilibrada durante a noite. “A temperatura vai aumentando de maneira gradual e, ao despertar, o nível de consumo do aparelho vai estar bem mais baixo, sem impacto na conta de energia”. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/saiba-como-gastar-menos-com-o-uso-do-ar-condicionado

Prof. Danilo Aleixo fala sobre o desastre em Açude Velho – CG e sustentabilidade

Prof. Danilo Aleixo fala sobre o desastre em Açude Velho - CG e sustentabilidade

O Santotech Podcast recebeu em seu estúdio o professor Danilo Aleixo, Administrador, Especialista em Marketing, Mestre e Doutor em Recursos Naturais, Palestrante, Consultor e Escritor. O tema foi o impacto da tecnologia no meio ambiente, onde foram discutidos vários assuntos como o desastre ambiental no Açude Velho – CG, de onde foram retirados mais de 10 toneladas de peixes que morreram devido a uma série de fatores. No mesmo episódio, foram discutidas as influências dos data centers no consumo de energia, lixo eletrônico, pegada hídrica e soluções possíveis que tem o propósito de reduzir os impactos ambientais. O Professor também falou sobre o Instituto IPAI de Sustentabilidade Global e que o modelo IPAI de medição poderá ser usado para avaliar impactos ambientais em todo o mundo. SE INSCREVA EM NOSSO CANAL fonte https://santotech.com.br/prof-danilo-aleixo-fala-sobre-o-desastre-em-acude-velho-cg-e-sustentabilidade/

Entenda as liquidações do Banco Master e da Reag

Relator do caso Banco Master no TCU determina inspeção do BC

As liquidações do Banco Master, decretada pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira (15) revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro. O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o BC e a Polícia Federal (PF). Controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Master cresceu rapidamente ao oferecer Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima da média do mercado. Para sustentar o modelo, segundo investigadores, o banco passou a assumir riscos excessivos e a estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez real (dinheiro imediatamente disponível para ressarcir os investidores) se deteriorava. Notícias relacionadas: BC liquida Reag ligada às suspeitas de fraude no Banco Master. Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR. Polícia Federal faz nova operação contra o Banco Master. As investigações da PF e os relatórios do BC apontam que o colapso do Master não foi apenas financeiro, mas também institucional. A conexão com a gestora Reag Investimentos, a tentativa de venda ao Banco de Brasília (BRB) e a pressão sobre órgãos de controle transformaram o caso em um xadrez complexo, com impacto direto sobre investidores e sobre a credibilidade das instituições. 1. Como funcionava o esquema financeiro      Entre 2023 e 2024, o Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de triangulações.      Banco emprestava recursos a empresas supostamente laranja que aplicavam o dinheiro em fundos da gestora Reag Investimentos.      Esses fundos compravam ativos de baixo ou nenhum valor real, como certificados do extinto Banco Estadual de Santa Catarina (Besc), por preços inflados.      Banco Central identificou seis fundos da Reag suspeitos, com patrimônio conjunto de R$ 102,4 bilhões.      Dinheiro circulava entre fundos ligados aos mesmos intermediários até chegar aos beneficiários finais. 2. Esquema de pirâmide      Para adiar a inadimplência, o banco concedia empréstimos com carência de até cinco anos.      Novos CDBs eram usados para pagar investidores antigos, caracterizando um esquema Ponzi (pirâmide financeira).      Master chegou a oferecer CDBs de até 140% da taxa do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), nível considerado insustentável.      Com as primeiras suspeitas sobre a credibilidade do banco em 2024, a captação secou e o caixa entrou em colapso. 3. Venda de carteira ao BRB      Em busca de liquidez, o Master simulou a compra de uma carteira de crédito de R$ 6 bilhões da empresa Tirreno.      Operação existia apenas contabilmente, sem pagamento ou crédito real.      BC analisou CPFs da carteira e concluiu que as operações não existiam.      Mesma carteira foi revendida ao BRB por R$ 12 bilhões após manipulação da taxa de juros.      Em setembro, Banco Central barrou a tentativa de venda de parte do Banco Master ao BRB.      Proposta de venda do Master ao BRB, segundo a investigação, buscava fundir balanços e diluir a fraude em um banco público. 4. Intervenção e liquidação      Banco Central limitou a captação do Master a 100% do CDI, paralisando o crescimento.      Desde abril de 2025, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) passou a cobrir CDBs vencidos por meio de linha emergencial.      Controlador tentou aportar recursos com a venda de ativos pessoais, sem sucesso.      Banco foi liquidado quando não conseguia pagar nem 15% dos vencimentos semanais. 5. Papel da Reag Investimentos      Fundos administrados pela Reag aparecem como peça central na sustentação do esquema.      Reag é suspeita de facilitar constituição de empresas laranja para emprestar a fundos      Fundos são investigados por supostamente terem valorizado ativos fictícios e pulverizado recursos.      Posterior liquidação da gestora pelo BC é vista como desdobramento direto do caso Master.      Após segunda fase da Operação Compliance Zero, BC decreta liquidação da Reag Investimentos 6. Tensão entre órgãos públicos      Embora concentre apenas 0,5% dos ativos do sistema financeiro, a liquidação do Master desencadeou tensões entre órgãos públicos.      Liquidação gerou questionamentos simultâneos no STF, TCU e no Congresso sobre decisões técnicas do BC.      BC chegou a acordo com TCU para inspeção de documentos, desde que não comprometam sigilo bancário e prerrogativas da autoridade monetária.      Ministro Dias Toffoli, do STF, que assumiu ações judiciais relacionadas ao Master, tentou fazer acareação que incluiria diretor de Fiscalização do BC, mas desistiu e mandou PF colher apenas depoimentos adicionais de Vorcaro e do ex-presidente do BRB.      Após determinar que todo o material apreendido pela PF na Operação Compliance Zero ficasse custodiado no STF, Toffoli autorizou a análise pela Polícia Federal, com apoio da Procuradoria-Geral da República. 7. Impacto para os clientes      Com a liquidação do Master, cabe ao FGC, fundo formado por recursos dos bancos, ressarcir cerca de 1,6 milhão de clientes.      FGC estima desembolsar cerca de R$ 41 bilhões, cerca de um terço do patrimônio do fundo.      Valor é o maior resgate da história do fundo, limitado a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.      Pagamento depende da consolidação da lista de credores pelo liquidante, o que ainda não foi feito dois meses após a liquidação.      Fundos da Reag não têm proteção do FGC, mas cotistas podem escolher outra gestora para administrar recursos.      18 fundos de pensões estaduais e municipais que investiram R$ 1,86 bilhão em fundos do Master e em Letras Financeiras não serão ressarcidos porque esses investimentos não são cobertos pelo FGC 8. Por que caso é histórico?      Episódio expôs falhas de fiscalização, uso indevido de fundos e pressão nas instituições.      Escândalo levanta dúvidas sobre auditorias, agências de rating, que atestavam a saúde financeira do Master, e os limites da supervisão financeira.      Caso deve tornar-se referência para mudanças regulatórias e para o debate sobre governança no mercado financeiro.     Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/entenda-liquidacoes-do-banco-master-e-da-reag

FGC inicia pagamento de clientes do Banco Master com até R$ 250 mil

FGC inicia pagamento de clientes do Banco Master com até R$ 250 mil

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou neste sábado (17) o início do pagamento aos clientes do Banco Master que possuem aplicações financeiras na instituição, liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado, após a constatação de fraudes e dificuldade de honrar os compromissos. O FGC é uma entidade privada formada por contribuições de instituições financeiras para cobrir eventuais quebras. A cobertura segue o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por conglomerado financeiro. O valor inclui o montante investido e os rendimentos acumulados até a data da liquidação. O ressarcimento abrange contas-correntes, poupanças e outros investimentos como CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, LCDs e demais produtos financeiros. Notícias relacionadas: Toffoli prorroga por mais 60 dias investigações sobre o caso Master. INSS bloqueia repasses a Master por problemas em consignados. Lula cita caso Master e defende PEC da Segurança Pública. Uma funcionalidade no aplicativo para celulares foi disponibilizada para que pessoas físicas credoras do Banco Master, Master de Investimento e Letsbank completem a solicitação da garantia. As pessoas jurídicas credoras deverão completar a solicitação no site do FGC, informou a entidade. Cumprida essa etapa de solicitação e assinado o termo de sub-rogação, o FGC processará o pagamento em até dois dias úteis. A consolidação e a conferência da lista com as informações dos credores que têm direito à solicitação do pagamento de garantia foram feitas pelo Banco Central. Cerca de 800 mil clientes devem ser ressarcidos, em montantes que alcançam R$ 40,6 bilhões. Trata-se de um número inferior ao previsto inicialmente, quando estimava-se 1,6 milhão de investidores lesados pela quebra do Master. Em comunicado, o FGC alerta que não autoriza ou credencia nenhum tipo de instituição ou empresa para intermediar negociação para o recebimento do valor garantido, muito menos solicitando o pagamento de qualquer taxa ou o depósito prévio de valores. Além disso, nenhum contato é feito por meio do WhatsApp ou SMS. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/fgc-inicia-pagamento-de-clientes-do-banco-master-com-ate-r-250-mil

Governo oficializa reajuste de 43,6% no tíquete de servidores federais

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 Anunciado oficialmente na última semana, o reajuste de 43,6% no tíquete dos servidores públicos federais foi oficializado nesta sexta-feira, 31/3, com uma portaria publicada no Diário Oficial da União pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A elevação de R$ 200 faz com que o valor nominal do tíquete salte de R$ 458 para R$ 658. O reajuste, o primeiro desde 2016, vale para a administração pública federal direta, autárquica e fundacional.  Com a publicação, os efeitos financeiros começam a valer a partir da folha emitida no mês de abril, com pagamentos a partir de 1º de maio. Segundo a ministra Esther Dweck, ainda há uma defasagem entre o valor do tíquete na relação com os demais poderes, mas havia uma trava burocrática que impedia que o reajuste, fosse realizado num valor maior do que as perdas inflacionárias do período. “A Lei de Diretrizes Orçamentárias indica que só é possível o reajuste com o valor da inflação acumulada desde o último aumento. A gente sabe que ainda existe defasagem em relação aos demais poderes, mas é um aumento significativo para quem está há muito tempo sem reajuste. Para quem ganha menos, é um dinheiro que faz diferença”, afirmou a ministra. REAJUSTE DE 9% – O novo valor do auxílio-alimentação é parte do acordo entre Governo Federal e entidades representativas de servidores referente ao reajuste salarial da categoria. A proposta aceita foi de 9% de aumento salarial linear para todos a partir de maio, a ser pago em junho. Para que a medida seja efetivada, o Governo Federal enviou ao Congresso um Projeto de Lei para a concessão de reajuste dos servidores prevista no anexo V da Lei Orçamentária de 2023 (LOA). A mensagem foi assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e encaminhada também nesta sexta-feira (31/3). O reajuste foi o primeiro resultado da rodada de negociação entre Governo Federal e representantes dos servidores, política retomada durante a atual gestão. fonte https://www.gov.br/pt-br/noticias/financas-impostos-e-gestao-publica/2023/03/governo-oficializa-reajuste-de-43-6-no-tiquete-de-servidores-federais

CNI: Brasil acessará 36% do comércio global com acordo UE-Mercosul

CNI: Brasil acessará 36% do comércio global com acordo UE-Mercosul

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou um levantamento que aponta que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), quando entrar em vigor, vai aumentar de 8% para 36% o acesso brasileiro ao mercado de importações mundiais de bens. Isso porque a União Europeia, sozinha, respondeu por 28% do comércio global em 2024. A análise foi divulgada neste sábado (17), após a assinatura do tratado pelos representantes do bloco europeu e dos países integrantes do Mercosul, em cerimônia em Assunção, no Paraguai. A entidade industrial brasileira avalia a formalização do acordo é uma virada estratégica para a indústria brasileira. Notícias relacionadas: Líderes do Mercosul e da UE assinam acordo e defendem multilateralismo. MDIC cria portal com informações sobre comércio entre Mercosul e UE. Lula e Ursula destacam que acordo Mercosul-UE beneficiará a todos. O levantamento indica também que 54,3% dos produtos negociados, que correspondem a mais de cinco mil itens, terão imposto zerado na União Europeia assim que o acordo Mercosul-UE entrar em vigor. Já do lado do Mercosul, o Brasil terá prazos mais longos, entre 10 e 15 anos, para reduzir tarifas de 44,1% dos produtos (4,4 mil itens), assegurando uma transição gradual e previsível. “Com base nos dados de 2024, 82,7% das exportações do Brasil para a UE passarão a ingressar no bloco sem tarifa de importação desde o início da vigência. Por outro lado, o Brasil se comprometeu a zerar imediatamente tarifas de apenas 15,1% das importações com origem na União Europeia, reforçando a diferença favorável ao país”, avalia a CNI. Após a assinatura, o texto ainda será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos. Ainda de acordo com a análise da entidade, o Brasil terá, em média, oito anos adicionais para se adaptar à redução tarifária, se comparado ao prazo do bloco europeu e considerando o comércio bilateral e o cronograma previsto no Acordo Mercosul-UE. “A assinatura do acordo é um marco histórico para o fortalecimento da indústria brasileira, a diversificação da pauta exportadora e a integração internacional do país ao comércio global”, diz a CNI. “Em negociação há mais de 25 anos, trata-se do tratado mais moderno e abrangente já negociado pelo Mercosul e vai além da redução de tarifas ao incorporar disciplinas que aumentam a previsibilidade regulatória, reduzem custos e criam um ambiente mais favorável aos investimentos, à inovação e à criação de empregos”, avalia a entidade. >>Entenda em 13 pontos o acordo Mercosul–UE Geração de empregos   Em 2024, segundo a CNI, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil à UE foram criados 21,8 mil empregos – Foto: José Paulo Lacerda – CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados Em 2024, segundo a CNI, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil à UE foram criados 21,8 mil empregos e movimentados R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção. Em relação ao setor agroindustrial, o acordo também traz resultados positivos, uma vez que cotas negociadas favorecem setores-chave e, no caso da carne bovina, são mais do que o dobro das concedidas pela União Europeia a parceiros como o Canadá e mais de quatro vezes superiores às destinadas ao México. As cotas de arroz superam o volume atualmente exportado pelo Brasil ao bloco, ampliando o potencial de acesso ao mercado europeu. Cooperação tecnológica A assinatura do tratado cria ainda um ambiente favorável para ampliar projetos pesquisa e desenvolvimento voltados à sustentabilidade e à inovação tecnológica, aponta a CNI. “As novas exigências regulatórias e de mercado impulsionam oportunidades em tecnologias de descarbonização industrial – como captura, uso e armazenamento de carbono, uso e mineralização de CO₂, eletrificação com hidrogênio de baixa emissão, motores híbrido-flex e reciclagem de baterias e minerais críticos –, e no desenvolvimento de bioinsumos para uma agricultura mais resiliente. A articulação dessas frentes fortalece a cooperação tecnológica, acelera a transição para uma economia de baixo carbono e amplia a competitividade do Brasil no mercado europeu”, aponta a entidade. Em 2024, a União Europeia foi destino de US$ 48,2 bilhões das exportações brasileiras, o equivalente a 14,3% do total exportado pelo país, e permanece como o segundo principal mercado externo do Brasil, atrás da China. No mesmo período, o bloco respondeu por US$ 47,2 bilhões das importações brasileiras, 17,9% do total. A quase totalidade (98,4%) das importações brasileiras provenientes da Europa corresponderam a produtos da indústria de transformação, enquanto 46,3% das exportações brasileiras à UE foram de bens industriais. Considerando os insumos industriais, a participação no comércio em 2024 foi de 56,6% das importações originárias do bloco e de 34,2% das exportações do Brasil para a União Europeia, segundo a CNI. “Essa complementaridade contribui para a modernização do parque industrial brasileiro aumentando a competitividade da indústria. A UE também é destaque como o principal investidor no Brasil. Em 2023, o bloco respondeu por 31,6% do estoque de investimento produtivo estrangeiro no país, somando US$ 321,4 bilhões. O Brasil foi o maior investidor latino-americano na União Europeia: o bloco foi destino de 63,9% dos investimentos brasileiros no exterior”. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/cni-brasil-acessara-36-do-comercio-global-com-acordo-ue-mercosul

Carnaval 2026: folia de rua do Rio de Janeiro começa neste sábado

O Carnaval de Rua do Rio de Janeiro começa neste sábado (17) e vai até 22 de fevereiro. A expectativa da Empresa Municipal de Turismo do Rio (RioTur) é que o desfile dos 462 blocos atraia cerca de 6 milhões de foliões, entre moradores e turistas, que vão ocupar ruas, praças e avenidas em todas as regiões da cidade. A programação inclui blocos infantis e familiares, além de atrações musicais de destaque. O centro da capital fluminense vai concentrar o maior número de desfiles. Estão programadas 135 apresentações. Agenda Neste sábado, estão confirmadas as apresentações do Folia do Largo Sapê, em Honório Gurgel; e do bloco Tá Chegando a Hora, em Pedra de Guaratiba. No domingo (18), desfilam a Unidos do Santa Bárbara, em Engenho de Dentro; e a Banda da Saens Peña, na Tijuca. O carnaval não oficial de rua começou no último dia 4, com mais de 70 blocos espalhados pelo centro e por bairros das zonas Sul e Norte. Segundo a RioTur, a capital fluminense atingiu este ano um número recorde de inscritos com 803 blocos.  Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-01/carnaval-2026-folia-de-rua-do-rio-de-janeiro-comeca-neste-sabado