Primeira noite de desfile das escolas de SP celebra figuras femininas

Na primeira noite de desfiles do Grupo Especial no Sambódromo do Anhembi, os enredos falam de temas como astrologia, cinema, orixás e reforma agrária. Chamam a atenção aqueles que celebram figuras femininas: de mulheres negras às que já foram chamadas de bruxas e silenciadas pela história, além das guerreiras Amazonas. Tadeu Kaçula, sambista e sociólogo, comenta a importância dos enredos que trazem reflexões para o debate público. “Que é o caso da mulher negra, que é o caso da população indígena, que faz parte da construção social, política, de identidade do nosso país. Essas escolas de samba trazem esses enredos e, certamente mostrarão na avenida, que a história oficial do Brasil precisa ser relida, precisa ser reescrita, precisa ser recontada”. Para Raul Machado, comentarista de carnaval há 15 anos, a diversidade de temas é uma das características da folia, e o desafio de cada escola é escolher a melhor forma de narrar a história. “Você tem a Rosas de Ouro, atual campeã, que aposta numa temática lúdica, falando da astrologia e a Tatuapé, que vai colocar o dedo na ferida no tema reforma agrária, mostra exatamente isso. O Carnaval é um livro aberto. Cabe a cada carnavalesco, a cada presidente, a cada comunidade desenvolver essa história e apresentar ela da melhor maneira possível”. O feminino e a luta pela terra no centro dos desfiles Quem abre-alas às 23h da primeira noite de desfiles do Grupo Especial é a Mocidade Unida da Mooca, que estreia na elite com o enredo “GÈLÈDÉS – Agbara Obinrin”, que exalta a força das mulheres negras por meio da história do Geledés, Instituto da Mulher Negra fundado pela filósofa Sueli Carneiro. A segunda escola a entrar na avenida é a Colorado do Brás, com o enredo “A Bruxa está solta” que revisita a sabedoria das mulheres perseguidas e silenciadas ao longo da história. A terceira agremiação a desfilar é a Dragões da Real com o enredo “Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência”. É a celebração do sagrado feminino e da defesa do meio ambiente através das amazonas que viviam numa sociedade matriarcal. Na sequência, a Acadêmicos do Tatuapé leva a reforma agrária para a avenida com o enredo “Plantar para Colher e Alimentar – Tem Muita Terra sem Gente, Tem Muita Gente sem Terra”. A escola da zona leste destaca a agricultura familiar e camponesa e se inspira na luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. Tadeu Kaçula, sambista e sociólogo, ressalta o papel das escolas ao levar para a avenida temas sociais. “Quando a gente percebe escolas de samba como Acadêmicos do Tatuapé, trazendo um tema que é importante, sobretudo do ponto de vista da luta de classe no Brasil relacionado à questão da reforma agrária, direito à terra, direito à habitação, direito à moradia… temas tão importantes que deveriam ser debatido no Congresso Nacional acabando sendo debatido e a Escola de Samba tem esse papel de ser um vetor para manter o debate público vivo”. A atual campeã do carnaval de São Paulo, a Rosas de Ouro, se debruça sobre a astrologia, da criação do universo ao uso dos astros como guia no enredo “Escrito nas Estrelas”. A penúltima escola a desfilar na sexta-feira é a maior campeã do carnaval paulistano: com 15 títulos, a Vai-vai busca mais uma vitória com “ Em cartaz: a saga vencedora de um povo heroico no apogeu da vedete da Pauliceia”, num enredo que conta a história dos estúdios de cinema Vera Cruz, a Hollywood de São Bernardo do Campo que surgiu no fim dos anos 1940. Quem encerra a primeira noite do Grupo Especial é a Barroca Zona Sul, que entra na avenida por volta das 5h30 fazendo reverência a Oxum, a orixá das águas doces, da fertilidade e do amor, com o enredo “Oro Mi Maió OXUM”. Neste ano, a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, que é responsável pela organização do carnaval paulistano, lançou uma bilheteria itinerante pelas quadras das escolas para a venda dos ingressos. O público também pode adquirir as entradas pelo site Clube do Ingresso e no ponto físico na Fábrica do Samba. O valor é a partir de R$ 165 para os setores ainda disponíveis. *Com sonoplastia de Jailton Sodré, colaboração de Priscila Cestari e produção de Dayana Vitor Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/primeira-noite-de-desfile-das-escolas-de-sp-celebra-figuras-femininas
Abertura do Ano Legislativo tem leitura da mensagem do prefeito e projeções para 2026
O prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto, participou da abertura do Ano Legislativo na Câmara Municipal nesta segunda-feira (09), com a leitura da tradicional mensagem anual aos vereadores e à sociedade, conforme previsto no artigo 74, inciso VIII, da Lei Orgânica do Município. No discurso, o chefe do Executivo relembrou as realizações de 2025, projetou as expectativas para 2026, apresentou as principais diretrizes da gestão, destacou ações em andamento e reforçou a importância do diálogo entre os poderes para o desenvolvimento da capital. Entre os principais avanços citados, Topázio destacou obras e programas estruturantes, como a Ponte da Lagoa, a implantação da terceira faixa da SC-401 em parceria com o Governo do Estado, e a criação do primeiro hospital veterinário público de Florianópolis. O prefeito também lembrou o programa de gratuidade do transporte Formiguinha, que já foi utilizado mais de um milhão de vezes, beneficiando especialmente as comunidades do Maciço do Morro da Cruz. Na área da saúde, o prefeito ressaltou os atendimentos do Multihospital e o funcionamento da Ótica Pública, que já entregou mais de 30 mil óculos gratuitos à população. Na educação, destacou a abertura de três novas unidades de ensino integral, duas no Norte da Ilha e uma no Centro, voltadas principalmente aos estudantes do Maciço do Morro da Cruz. Já na habitação social, lembrou a aprovação, pela Câmara, do maior programa habitacional da cidade, o Floripa Para Todos. Ao tratar das perspectivas para 2026, o prefeito Topázio destacou a licença definitiva para a construção do Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte, projeto aprovado pela Câmara em 2018. A área contará com um parque urbano público de convivência, com espaços para eventos, estacionamento, quiosques, áreas de lazer e ambientes voltados à prática de esportes ligados ao mar. As obras devem iniciar ainda em 2026. O prefeito também reconheceu que o ano é mais desafiador por conta do calendário eleitoral, mas afirmou que o cenário é positivo para a cidade. Segundo ele, a recuperação dos índices financeiros do município permite a contratação de financiamentos com garantia do Governo Federal e amplia a capacidade de investimento. O prefeito também destacou dois projetos prioritários em tramitação na Casa: a revisão da estrutura da Guarda Municipal, que possibilitará a abertura de concurso público para novos agentes, e a atualização do Código de Obras, alinhada ao novo Plano Diretor. “É um ano bastante positivo, de muito trabalho para os vereadores e para o Executivo. Sempre me dá prazer vir no início do Ano Legislativo para conversar com os parlamentares e apresentar o que está acontecendo na cidade”, disse. O vice-presidente da Câmara, vereador Bericó (PL), que presidiu a sessão, destacou a parceria entre o Legislativo e o Executivo. “A Câmara de Vereadores tem demonstrado, ao longo dos anos, que é parceira da cidade e da população de Florianópolis e que, junto com o Executivo, pensa no desenvolvimento e na qualidade de vida da nossa gente”, afirmou. (CMF, 09/02/2026) Publicado em 10 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/abertura-do-ano-legislativo-tem-leitura-da-mensagem-do-prefeito-e-projecoes-para-2026/
Ipea diz que mercado de trabalho pode absorver fim da escala 6×1

Os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário mínimo no Brasil, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho. A conclusão é de estudo publicado nesta terça-feira (10) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisa os efeitos econômicos da eventual redução da jornada atualmente predominante de 44 horas semanais, associada à escala 6×1, que estabelece um dia de descanso a cada seis trabalhados. Notícias relacionadas: Proposta que acaba com jornada de trabalho 6×1 vai para a CCJ. Não há mais razão para manter escala 6×1 e jornada de 44h, diz senador. Fim da Escala 6×1 pode ser votado em maio, diz presidente da Câmara. A redução da jornada de trabalho teria um custo de menos de 1% em grandes setores, como indústria e comércio, mas alguns setores de serviços que dependem de mais mão de obra podem precisar de políticas públicas, avalia o Ipea. Os pesquisadores citam, por exemplo, os reajustes históricos do salário mínimo, como os de 12%, em 2001, e 7,6% em 2012, que não reduziram o nível de empregos. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A jornada geral de 40 horas semanais elevaria o custo do trabalhador celetista em 7,84%, mas, dentro do custo total da operação, o efeito é menor, diz o pesquisador Felipe Pateo. “Quando a gente olha para a operação de grandes empresas na área de comércio, da indústria, a gente vê que o custo com trabalhadores representa às vezes menos que 10% do custo operacional da empresa. Ela tem custo grande de formação de estoques, custo de investimento em maquinário”, explica. Já empresas de serviços para edifícios, como vigilância e limpeza, podem ter um impacto maior, de 6,5% no custo da operação. Nesses casos, seria necessária uma transição gradual para a nova jornada. O mesmo serviria para pequenas empresas, que podem ter até mais dificuldade para adaptar as escalas de trabalho, segundo Pateo. “A gente vê que esse tempo de transição também é muito importante para as empresas menores. E você precisa abrir possibilidades de contratação de trabalhadores em meio período, por exemplo, que possam suprir eventualmente um tempo de funcionamento num fim de semana, caso a redução de jornada possa dificultar esse processo”, observa. Combate a desigualdades O estudo também aponta que jornadas de 44 horas concentram trabalhadores de menor renda e escolaridade. Para o pesquisador, a redução da jornada pode reduzir desigualdades. “Quando a gente reduz a jornada máxima para 40 horas, a gente bota esses trabalhadores que estão nos empregos de menores salários, de menor duração do tempo de emprego, em pé de igualdade, pelo menos na quantidade de horas trabalhadas. E a gente acaba aumentando o valor da hora de trabalho desses trabalhadores. Então isso faz com que eles se aproximem das condições dos trabalhadores nas melhores situações trabalhistas”, argumenta. Segundo a pesquisa, a remuneração média para quem trabalha até 40 horas por semana é de R$ 6,2 mil. Já os trabalhadores de 44 horas recebem, em média, menos da metade. Esses trabalhadores com jornada maior também têm menor escolaridade. Segundo o estudo do Ipea, mais de 83% dos vínculos de pessoas com até o ensino médio completo estão nessa condição, proporção que cai para 53% entre aqueles com ensino superior completo. Diferentemente de outras características sociodemográficas, a incidência de jornadas estendidas mostra forte associação com o nível de escolaridade. A grande maioria dos 44 milhões de trabalhadores celetistas registrados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) em 2023 tinha jornada de 44 horas semanais. Ao todo, eles somam 31.779.457, o que equivale a 74% dos que tinham jornada informada. Em 31 dos 87 setores econômicos analisados, mais de 90% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40 horas semanais. A Rais é uma declaração obrigatória na qual empresas brasileiras informam ao Ministério do Trabalho dados sobre seus funcionários, vínculos empregatícios e salários. Empresas menores Um desafio apontado no estudo do Ipea é para as empresas de menor porte, pois elas têm, proporcionalmente, mais trabalhadores com jornadas superiores a 40 horas. Enquanto a média nacional indica que 79,7% dos trabalhadores têm jornadas superiores a 40 horas semanais, esse percentual sobe para 87,7% nas empresas com até quatro empregados e para 88,6% naquelas que empregam entre cinco e nove trabalhadores. Os trabalhadores atualmente submetidos a jornadas superiores a 40 horas somam 3,39 milhões nas empresas com até quatro empregados e 6,64 milhões quando se consideram aquelas com até nove trabalhadores. Esses setores incluem, por exemplo, segmentos da área de educação, atividades de organizações associativas e outros serviços pessoais, como lavanderias e cabeleireiros, nos quais predominam jornadas estendidas entre empresas com até quatro trabalhadores. Debate A redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas e o fim da escala 6×1 entraram de vez no radar político do país neste início de ano. Nesta terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que uma das prioridades da Casa neste ano é justamente votar esses direitos trabalhistas. Em suas redes sociais, Motta escreveu que a análise pelos deputados pode se dar em maio. Atualmente, duas propostas estão sendo discutidas na Casa sobre o assunto: uma da deputada Erika Hilton, a PEC 8/25, e outra pelo deputado Reginaldo Lopes, a PEC 221/19. Na mensagem enviada ao Congresso Nacional, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também colocou o tema entre as prioridades do governo para o semestre. . Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/ipea-diz-que-mercado-de-trabalho-pode-absorver-fim-da-escala-de-trabalho-6×1
No evento da marina em Florianópolis, Jorginho confirma plano de início da Via Mar
Da Coluna de Estela Benetti (NSC, 09/02/2026) A assinatura da licença ambiental de instalação do Parque Urbano e Marina Meira-Mar de Florianópolis, nesta segunda-feira, foi considerado um evento histórico por lideranças porque há mais de 40 anos a capital catarinense sonha com uma marina. Ao falar sobre a relevância da obra, o governador Jorginho Mello, ao lado do prefeito Topazio Neto e de outras autoridades, destacou mais duas obras estratégicas muito esperadas no estado, que começam a sair do papel: o aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga, no Norte do estado, e o projeto da Via Mar, nova rodovia paralela à BR-101. – A Via Mar nós queremos começar até a metade do ano. Já estamos terminando todos os cinco projetos. A ideia do governo é investir R$ 1 bilhão, ou R$ 1,5 bilhão. Com a parceria público-privada (PPP) em andamento (a obra será concedida à iniciativa privada), o vencedor da concorrência vai nos devolver esse dinheiro. Nós queremos materializar. É um compromisso do nosso governo – disse Jorginho Mello. De acordo como o governador, o Instituto do Meio Ambiente (IMA-SC) fez um esforço grande para viabilizar a licença ambiental de instalação do Parque Urbano e da Marina Beira-Mar. Disse que nesse esforço de muitas pessoas, o prefeito de Florianópolis, Topazio Neto, e sua equipe ajudam o governo e vice-versa. Quem ganha é a cidade e o estado. O governador destacou também que a obra de aprofundamento do canal da Baía da Babitonga, no Norte do estado, que deverá ficar pronta em meados deste ano, está sendo feita pela iniciativa privada, sem nenhum custo público. O orçamento da obra é de R$ 330 milhões. Esse será o mesmo caso do parque e da marina em Florianópolis, um investimento de R$ 350 milhões a cargo da construtora JL, do Paraná, do empresário João Luiz Felix. No início, a Via Mar será um investimento do estado, mas será concedida à iniciativa privada depois, que pagará os valores já investidos. Ainda sobre obras estratégicas, o governador falou que o estado já conta com seis porto e vai ganhar mais dois na Baia da Babitonga. Será o único estado do Brasil com oito portos, enfatizou. Publicado em 10 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/no-evento-da-marina-em-florianopolis-jorginho-confirma-plano-de-inicio-da-via-mar/
Governo da Paraíba oferta vagas remanescentes do Projeto Limite do Visível no campus da UEPB em Patos

O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), abriu inscrições para 65 vagas remanescentes em cursos gratuitos na área de tecnologia, por meio do Projeto Limite do Visível, no campus da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Patos. Os participantes selecionados receberão bolsa mensal de R$ 1.000, fortalecendo a formação profissional e ampliando oportunidades no setor de inovação. As inscrições seguem abertas até 20 de fevereiro de 2026 e devem ser realizadas exclusivamente pela internet. Cursos oferecidos O projeto disponibiliza capacitação em duas áreas com alta demanda no mercado tecnológico: Ciência de Dados Análise e Desenvolvimento de Sistemas A iniciativa busca preparar estudantes e jovens profissionais para atuação em setores estratégicos da economia digital, ampliando o acesso ao ensino tecnológico no Sertão paraibano. Bolsa e benefícios para os participantes Os estudantes selecionados terão direito a: ✔ Bolsa mensal de R$ 1.000✔ Formação gratuita em tecnologia✔ Capacitação alinhada ao mercado de inovação✔ Experiência prática e desenvolvimento profissional Quem pode participar O edital prevê políticas de inclusão e ações afirmativas, priorizando o acesso de públicos historicamente sub-representados no setor tecnológico. O edital também assegura a política de ações afirmativas, com reserva de vagas para pessoas com deficiência (5%), pessoas negras (20%) e povos e comunidades tradicionais (25%), além da divisão por gênero na ampla concorrência. Fortalecimento da tecnologia no interior da Paraíba O Projeto Limite do Visível faz parte das estratégias do Governo da Paraíba para impulsionar o ecossistema de inovação, promovendo a interiorização do ensino tecnológico e incentivando a qualificação profissional fora dos grandes centros urbanos. A iniciativa também contribui para reduzir desigualdades regionais e ampliar o acesso a carreiras ligadas à transformação digital. Tecnologia e mercado: setor segue em alta no Brasil De acordo com estudos recentes do mercado de tecnologia, áreas como Ciência de Dados e Desenvolvimento de Sistemas estão entre as profissões com maior demanda e crescimento no país, com ampliação de vagas e oportunidades em diversos setores produtivos. Programas de capacitação como o Limite do Visível ajudam a formar profissionais qualificados para atender essa demanda crescente. Como se inscrever Os interessados devem acessar o edital completo e realizar a inscrição dentro do prazo estipulado pelo programa. As inscrições podem ser feitas online até 20 de fevereiro de 2026. Confira o edital completo aqui. FONTE: SECTIES fonte https://santotech.com.br/inscricoes-cursos-tecnologia-gratuitos-bolsa-paraiba-patos/
Petrobras bate recorde de produção e amplia exportações em 2025

A Petrobras encerrou 2025 com a maior produção de petróleo e gás de sua história, com quase 3 milhões de barris diários, impulsionada pelo avanço do pré-sal e pela entrada de novas plataformas. O desempenho operacional recorde sustentou também um salto nas exportações, que atingiram o maior volume anual já registrado pela estatal. Notícias relacionadas: Ibama multa Petrobras por vazamento na Foz do Amazonas. Petrobras compra 42,5% de bloco de exploração de petróleo na Namíbia. Petrobras reduz em 7,8% preço de venda do gás natural a distribuidoras. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (10), a companhia superou com folga suas metas de produção e conseguiu renovar reservas mesmo em um ano marcado por paradas programadas para manutenção e declínio natural de campos maduros. >> Principais números de produção em 2025: Produção média anual própria: 2,99 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia (+11%) Produção total no 4º trimestre: 3,081 milhões de boe por dia Alta no 4º trimestre: +18,6% em relação ao quarto trimestre de 2024 Queda trimestral: -1,1% frente ao terceiro trimestre de 2025 Produção no pré-sal: 82% do total no 4º trimestre Pré-sal em 2025: 2,45 milhões de boe por dia (+11,4%) Campo de Búzios: mais de 1 milhão de barris por dia (bpd) em outubro Capacidade instalada em Búzios: cerca de 1,15 milhão de bpd A Petrobras explicou que a leve retração no quarto trimestre frente ao período anterior foi causada principalmente por paradas para manutenção em plataformas da Bacia de Campos, como Marlim e Voador. O impacto foi parcialmente compensado pelo aumento de capacidade das unidades Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSO, na sigla em inglês) Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, na Bacia de Santos. A unidade Almirante Tamandaré, maior plataforma já instalada no país, produz cerca de 240 mil barris por dia. Já a plataforma P-79, que chegou ao campo de Búzios nesta semana, deverá acrescentar mais 180 mil barris diários à capacidade da estatal. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Reservas em alta Mesmo com produção recorde, a companhia registrou o melhor desempenho em uma década na reposição de reservas: Reservas adicionadas em 2025: 1,7 bilhão de boe Índice de reposição de reservas (IRR): 175% Relação entre as reservas provadas e a produção: 12,5 anos Exportações também batem recorde O avanço da produção se refletiu diretamente nas vendas externas de petróleo, que consolidaram 2025 como um ano histórico para a Petrobras e para a balança comercial brasileira. Exportações médias em 2025: 765 mil barris/dia Crescimento anual: +27% Pico no 4º trimestre: cerca de 1 milhão de barris/dia A China manteve a posição de principal destino do petróleo brasileiro. No quarto trimestre, a Índia passou a rivalizar com a Europa pela segunda colocação, com 12% do volume exportado, ante 13% dos países europeus. Em nota, a Petrobras afirmou que os recordes são resultado de ganhos de eficiência operacional, otimização logística e da diversificação da carteira de clientes no mercado internacional. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/petrobras-bate-recorde-de-producao-e-amplia-exportacoes-em-2025
Floripa Sustentável celebra marco decisivo para o futuro do Parque Urbano e da Beira-Mar Norte
O Movimento Floripa Sustentável celebra o avanço de mais uma etapa fundamental para a construção do Parque Urbano e Marina Beira-Mar: a concessão da Licença Ambiental de Instalação (LAI) pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), que autoriza de forma definitiva o início das obras na Beira-Mar Norte. A licença foi entregue pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, nesta segunda-feira (9), e recebida pelo prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, durante solenidade realizada no Trapiche da Beira-Mar Norte. A LAI corresponde à segunda das três etapas do licenciamento ambiental exigidas para o empreendimento, que prevê investimento aproximado de R$ 350 milhões. Além do prefeito e do governador, participaram da solenidade o presidente do Movimento Floripa Sustentável, Roberto Costa, e o vice-presidente da entidade, Júlio Geremias. Também marcaram presença fundadores do Movimento, como Vinicius Lummertz, Fernando Marcondes de Mattos e Zena Becker; e do presidente da JL Construtora, empresa responsável pela obra, João Luiz Felix. Para o Floripa Sustentável, que acompanha e defende a implantação do projeto desde sua concepção, o momento representa a consolidação de um trabalho construído ao longo dos anos. “Realizamos diversas ações junto à população, promovemos manifestos e dialogamos com diferentes instâncias, inclusive com o Judiciário, para destravar processos que estavam parados. A marina é um dos equipamentos mais democráticos que existem. Onde ela está presente, gera uma ampla rede de serviços, empregos e oportunidades que contemplam toda a sociedade”, defende Roberto Costa. TRABALHO COLETIVO “A emissão desta licença ambiental coroa um trabalho bem feito na área de gestão ambiental”, acrescenta o coordenador de Preservação Ambiental do Floripa Sustentável, Emerilson Emerim, que também destaca a contribuição da Prefeitura de Florianópolis por meio dos secretários Juliano Pires e Alexandre Waltrik. A obra, aguardada há muitos anos por diversos setores da sociedade, atende a uma demanda histórica por melhor ordenamento náutico, qualificação da orla e fortalecimento do turismo e da economia do mar, além de contribuir para a integração da cidade com o ambiente costeiro e a conexão entre diferentes modalidades de transporte. Para o coordenador de Turismo do Movimento, Leandro “Mané” Ferrari, a nova aprovação é um momento decisivo para a cidade. “É preciso comemorar esse avanço. Depois de um período de incertezas, Florianópolis dá um novo passo na direção certa. Essa aprovação mostra que o diálogo, a persistência e o trabalho técnico fazem a diferença. Esse projeto vai muito além de uma marina: simboliza uma cidade que entende seu potencial, se reconecta com o mar e que aposta em desenvolvimento sustentável, qualificação urbana e geração de oportunidades”. Segundo o presidente do Floripa Sustentável, a concessão da licença abre um caminho importante para a educação voltada ao mar. “Ninguém ama o que não conhece. Por isso, este momento é, de fato, um marco. Muitas mãos contribuíram para que essa marina se tornasse realidade, mas é importante lembrar que este é apenas o começo. Florianópolis precisa de mais marinas”, conclui. (Assessoria de Imprensa Movimento Floripa Sustentável, Publicado em 10 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/floripa-sustentavel-celebra-marco-decisivo-para-o-futuro-do-parque-urbano-e-da-beira-mar-norte/
Concurso 2.971: Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 55 milhões

O prêmio do concurso 2.971 da Mega-Sena acumulou nesta terça-feira (10). A estimativa de prêmio do próximo concurso, que será realizado no dia 12 de fevereiro, é de R$ 55 milhões. Nenhum apostador acertou as seis dezenas: 01 – 27 – 39 – 40 – 46 – 56 >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Na quina, 33 apostas acertaram. Cada uma vai receber o valor de R$ 65.041,25. Outras 2.294 apostas levaram a quadra, alcançando R$ 1.542,26 cada. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/concurso-2971-mega-sena-acumula-e-premio-vai-r-55-milhoes
Governo do Piauí adota rastreabilidade na execução de emendas parlamentares

Com foco na transparência, a Secretaria da Fazenda do Piauí (Sefaz), por meio da Superintendência de Controladoria-Geral do Estado (CGE), apresentou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), um módulo específico no Sistema Integrado de Gestão de Repasses (SIGRP). A ferramenta foi desenvolvida para o acompanhamento e a prestação de contas dos recursos provenientes de emendas parlamentares. De acordo com a Instrução Normativa TCE nº 5/2025, a partir de 1º de janeiro de 2026, a execução orçamentária e financeira de recursos provenientes de emendas parlamentares passou a estar condicionada ao cumprimento das exigências estabelecidas pela Corte de Contas, que emite a Certidão de Atendimento aos Critérios de Transparência e Rastreabilidade, com validade de um ano. A exigência aplica-se também aos municípios e às organizações sociais beneficiárias de emendas parlamentares. “Ficamos muito felizes que o Tribunal de Contas do Estado do Piauí autorizou e liberou essa certidão que torna o Estado apto para o cumprimento da medida do STF. Mas o principal objetivo dessa certidão é justamente dar um recado para a sociedade, de que qualquer cidadão pode acompanhar, a partir de agora, informações sobre a origem da emenda parlamentar, qual o valor, quem é o deputado, para onde está sendo direcionada, afirmou o secretário da Fazenda, Emílio Junior. Para a controladora-geral Amparo Esmério, o cumprimento dessa medida representa um avanço importante, especialmente para promover maior transparência para a sociedade. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/governo-do-piaui-adota-rastreabilidade-na-execucao-de-emendas-parlamentares/
Llama.cpp exposto na internet: configuração pode abrir brechas graves de segurança em sistemas de IA

A rápida adoção de modelos de Inteligência Artificial tem levado muitas organizações e profissionais a implementarem soluções localmente para ganhar autonomia, reduzir custos e preservar dados. Entre essas ferramentas, o llama.cpp se tornou extremamente popular por permitir a execução de modelos de linguagem de forma eficiente, inclusive em ambientes on-premises. No entanto, durante análises recentes de segurança, um cenário preocupante tem se tornado cada vez mais comum: instâncias de modelos de IA sendo disponibilizadas diretamente na internet, muitas vezes sem qualquer mecanismo de autenticação ou controle de acesso. Este artigo é um alerta técnico para profissionais de tecnologia, segurança e engenharia que estejam implantando ou avaliando infraestruturas baseadas em IA. O Problema: Bind em 0.0.0.0 Uma das configurações mais críticas — e frequentemente negligenciadas — ocorre quando o serviço é iniciado utilizando o bind 0.0.0.0. Em termos práticos, isso significa que a aplicação passa a escutar requisições em todas as interfaces de rede, tornando-se potencialmente acessível a qualquer origem caso exista exposição pública. O que muitas vezes começa como um ambiente de testes rapidamente se transforma em um serviço aberto na internet. Esse tipo de exposição normalmente ocorre por alguns fatores: Ambientes criados com pressa para validação de conceito Falta de revisão de configuração antes do deploy Uso de containers sem políticas de rede restritivas Ausência de hardening básico Desconhecimento do impacto da publicação O resultado é uma nova superfície de ataque — frequentemente invisível para o time responsável. Por que isso é especialmente perigoso em sistemas de IA? Ao contrário de aplicações tradicionais, serviços de IA podem operar como interfaces inteligentes para dados, automações e integrações internas. Quando expostos indevidamente, não estamos falando apenas de acesso a uma API — mas potencialmente de acesso indireto a: Bases de conhecimento internas Prompts proprietários Dados sensíveis enviados por usuários Conectores com ferramentas corporativas Rotinas automatizadas Além disso, modelos podem ser manipulados para gerar respostas inesperadas, abusivas ou desalinhadas com o propósito original. A exposição amplia significativamente o risco operacional e reputacional. Possíveis Vulnerabilidades Associadas Embora cada ambiente possua suas particularidades, algumas fragilidades aparecem com frequência. Ausência de autenticação: Endpoints acessíveis sem qualquer validação permitem que terceiros utilizem o modelo livremente, consumindo recursos e explorando capacidades. Enumeração de endpoints: Atacantes podem mapear rotas disponíveis e entender rapidamente como interagir com o serviço. Vazamento de dados: Dependendo da arquitetura, prompts e respostas podem conter informações sensíveis. Abuso computacional: Modelos demandam alto processamento. Um serviço aberto pode ser explorado para gerar custos elevados ou causar degradação. Negação de serviço (DoS): Requisições massivas podem tornar o serviço indisponível para usuários legítimos. Uso indevido da infraestrutura: Ambientes expostos podem ser utilizados para geração automatizada de conteúdo malicioso, spam ou outras atividades não autorizadas. Integrações inseguras: Quando o modelo possui acesso a plugins, ferramentas ou scripts, a exposição amplia o impacto potencial de qualquer abuso. O Falso Sentimento de Segurança Um erro comum é assumir que “ninguém vai encontrar esse serviço”. Hoje, mecanismos automatizados realizam varreduras constantes na internet em busca de portas abertas e serviços identificáveis. Muitas vezes, uma nova exposição pode ser detectada em minutos. Segurança baseada em obscuridade não é uma estratégia confiável. Recomendações de Mitigação A proteção de ambientes de IA deve seguir princípios clássicos de segurança — adaptados à nova realidade tecnológica. Nunca exponha diretamente à internet: Sempre que possível, mantenha o serviço em redes privadas. Implemente autenticação forte: Utilize tokens, chaves de API ou camadas de identidade antes de permitir qualquer interação. Restrinja acesso por rede: Firewalls, listas de IP permitidos e segmentação reduzem drasticamente o risco. Utilize um proxy reverso com TLS: Além de criptografia, isso permite adicionar camadas extras de controle e inspeção. Monitore continuamente: Logs, métricas e padrões de uso ajudam a identificar comportamentos anômalos rapidamente. Aplique o princípio do menor privilégio: Limite acessos, integrações e permissões ao estritamente necessário. Realize avaliações de segurança: Testes periódicos ajudam a identificar exposições antes que terceiros o façam. Revise configurações antes de publicar: Ambientes de laboratório frequentemente acabam sendo promovidos para produção sem revisão adequada. Segurança deve acompanhar a inovação A democratização da Inteligência Artificial representa um avanço extraordinário — mas também inaugura uma nova fronteira de riscos. Cada modelo exposto sem controle amplia a superfície de ataque global. Não se trata de evitar a adoção da IA, mas de implementá-la com maturidade e responsabilidade. A pergunta que toda organização deveria fazer não é apenas: “Estamos usando IA?” Mas sim: “Estamos usando IA de forma segura?” Conclusão O caso das instâncias do llama.cpp expostas na internet é um lembrete claro de que configurações simples podem gerar impactos significativos. Em um cenário onde modelos se integram cada vez mais a processos críticos, tratar segurança como etapa opcional não é mais aceitável. Se você lidera iniciativas de IA, engenharia ou segurança, este é o momento ideal para revisar seus ambientes. Porque, na prática, a diferença entre inovação e risco muitas vezes está em um único parâmetro de configuração. fonte https://santotech.com.br/llama-cpp-exposto-riscos-seguranca-modelos-ia-internet/
