Petrobras suspendeu leilão de combustíveis para reavaliar estoques

Petrobras suspendeu leilão de combustíveis para reavaliar estoques

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta quarta-feira (18) que a suspensão do leilão de diesel e gasolina que seria nesta semana está diretamente ligada à necessidade de reavaliar estoques. O mercado internacional de petróleo e derivados vive um cenário de incertezas por causa do conflito no Oriente Médio.  Segundo Chambriard, a decisão foi tomada após a empresa antecipar entregas de combustíveis e identificar risco de desequilíbrio no abastecimento. Notícias relacionadas: Preço do petróleo Brent ultrapassa os US$ 105; combustíveis sobem. Copom se reúne nesta quarta com petróleo sob pressão da guerra. UE pede à ONU ação para permitir exportação de petróleo por Ormuz. “Nós suspendemos o leilão, primeiro, porque há necessidade de reavaliar a todo momento o estoque disponível para que não entreguemos tudo em um dia e falte no dia seguinte”, disse Magda. “Nós adiantamos entre 10% e 15% das nossas entregas de combustíveis. Mas as condições não permitiam mais que fizéssemos isso, sob risco de penalizar novamente a sociedade, que a gente procura resguardar das ansiedades e da volatilidade do mercado internacional”, complementou. Na semana passada, a Petrobras anunciou o aumento de R$ 0,38 no litro do diesel A, vendido por suas refinarias para as distribuidoras, que executam a mistura obrigatória com biodiesel e enviam o combustível aos postos de revenda.  >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A presidente da estatal participou nesta quarta-feira de uma cerimônia no Rio de Janeiro em que foi firmado acordo para garantir a sede do futuro Museu do Petróleo e Novas Energias, que será no antigo prédio do Automóvel Club do Brasil, no centro da cidade. No evento, Magda Chambriard também confirmou ter havido problemas com embarcações que deveriam ter atracado no país com derivados de petróleo. Segundo ela, a Petrobras monitorou seis navios de terceiros que estavam a caminho do Brasil, chegaram perto de portos brasileiros e tiveram seus destinos desviados. “Não podemos garantir que tenham sido desviados em função de melhores oportunidades de venda em algum lugar do mundo. Isso não nos compete. O que nos compete é que todos os nossos compromissos assumidos estão sendo entregues regularmente”, disse Magda.   A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, participa da cerimônia de cessão do antigo prédio do Automóvel Club do Brasil para a criação do Museu do Petróleo e Novas Energias. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Impacto da guerra A decisão ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial. Segundo a presidente, o conflito — inicialmente visto como breve — passou a ter duração incerta, com impactos diretos sobre oferta, logística e preços. Magda Chambriard afirmou que a interrupção de fluxos e o aumento dos custos de transporte e seguro elevaram a volatilidade no mercado global de combustíveis. O cenário torna mais difícil o planejamento. “É muito difícil prever o futuro. O que precisamos fazer é nos preparar da melhor maneira para enfrentar este desafio. Estamos reavaliando sempre o cenário para saber o que precisa ser feito, como evitar essa volatilidade que impacta a sociedade. E, ao mesmo tempo, honrar o investimento dos acionistas, sejam eles estatais ou privados”. Chambriard ressaltou que o Brasil ainda depende de importações para cerca de 30% do diesel consumido, o que aumenta a vulnerabilidade em momentos de crise global. Parte desse volume é trazida por agentes privados, cuja atuação pode variar conforme condições de mercado. “Por que isso acontece? Porque o Estado brasileiro, em um determinado momento, decidiu que a Petrobras não ficaria sozinha nesse mercado. Decidiu, por exemplo, que nós tínhamos que vender a BR Distribuidora. Decidiu que a importação deveria ser mais forte. Uma série de decisões que funcionam em momento de estabilidade, mas, em momentos de crise, exacerbam suas fraquezas”, disse a presidente. Confira mais informações sobre o abastecimento de combustíveis no país no Repórter Brasil, da TV Brasil Entenda o conflito no Oriente Médio Pela segunda vez, desde junho de 2025, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa.  A ofensiva mais recente teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel bombardearam a capital, Teerã. O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morreu neste ataque, além de outras autoridades. O filho do aiatolá, Mojtaba Khamenei, foi escolhido novo líder do país. O Irã, por sua vez, disparou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar dos Estados Unidos, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.  Os países envolvidos no conflito estão entre os maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo, e parte importante dessa produção passa pelo Estreito de Ormuz, que foi bloqueado pelo Irã.  As incertezas sobre a oferta fizeram disparar o preço dos combustíveis no mercado internacional, e o petróleo já superou os US$ 100 o barril. Redução de impostos Para conter a alta do combustível, o governo federal anunciou a suspensão das alíquotas do PIS e da Confins sobre a importação e comercialização do diesel. De acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, a suspensão dos impostos federais representa alívio de R$ 0,32 por litro no preço do diesel. Além disso, o governo assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores. O governo federal também propôs nesta quarta-feira que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel. Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação. A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/petrobras-suspendeu-leilao-de-combustiveis-para-reavaliar-estoques

Em 2024, taxa de inovação das empresas brasileiras chegou a 64,4%

Em 2024, taxa de inovação das empresas brasileiras chegou a 64,4%

Em 2024, o Brasil tinha 10.165 empresas com 100 ou mais pessoas ocupadas nas Indústrias extrativas e de transformação. Desse total, 64,4% introduziram algum produto novo ou substancialmente aprimorado e/ou incorporaram algum processo de negócios novo ou aprimorado para uma ou mais de suas funções de negócios. Esse resultado correspondeu a uma redução de 0,2 ponto percentual da taxa de inovação em relação ao ano de 2023 (64,6%), representando a terceira queda consecutiva desse indicador desde 2021, quando foi 70,5%. Notícias relacionadas: Prêmio Finep de Inovação mostra avanços na regionalização dos recursos. Lula destaca inovação como prioridade do Brasil na Coreia. Finep pelo Brasil percorre 100 cidades em apoio à pesquisa e inovação. A taxa de inovação foi maior nas empresas de maior porte, chegando a 75,4% nas empresas com mais de 500 pessoas ocupadas. Os dados são da Pesquisa de Inovação Semestral 2024: Indicadores básicos (Pintec), divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Em 2024, 32,7% das empresas analisadas inovaram em produto e processo de negócios, 1,7 ponto percentual inferior ao registrado em 2023 (34,4%), com a menor taxa de inovação observada em ambas as categorias, quando comparada ao primeiro ciclo da Pintec Semestral, em 2021. As empresas que inovaram só em produto também apresentaram, em 2024, a menor taxado período (12,5%) em relação aos anos anteriores. Por sua vez, as empresas que inovaram só em processo de negócios, em 2024, tiveram taxas maiores do que as observadas em 2023, 19,2% frente a 16,6%, o que correspondeu a um acréscimo de 2,6 pontos percentuais Segundo o analista da Pintec, Flávio Peixoto, essa queda pode ser atribuída à conjuntura econômica. “2021 foi um ano muito atípico de pós-pandemia. As atividades produtivas e inovativas estavam bastante represadas. Nos três últimos anos as atividades ficaram mais estáveis. A taxa de investimentos também caiu e houve alta da taxa de juros, a Selic”, disse o analista. O setor de fabricação de produtos químicos (84,5%) liderou o ranking de inovação entre as atividades industriais, seguido por fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (82,1%) e fabricação de móveis (77,1%). Fabricação de produtos do fumo (29,8%) foi o setor menos inovador. Em 2024, 32,9% das empresas investiram recursos em atividades internas de pesquisa e desenvolvimento (P&D), o menor percentual desde 2021 (33,9%). Nos setores de Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, fabricação de produtos químicos, Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e Fabricação de outros equipamentos de transporte, a taxa superou 50%. Os gastos com P&D em 2024 foram em torno de R$ 39,9 bilhões, valor superior ao verificado em 2023 (R$ 38,2 bilhões) em termos nominais. As empresas inovadoras da Indústria de transformação foram responsáveis por 85,4% desse valor (R$ 34,1 bilhões) e as das Indústrias extrativas, por 14,6% (R$5,8 bilhões). Em valores absolutos, houve um aumento dos dispêndios tanto na Indústria de transformação quanto na indústria extrativa. As empresas inovadoras utilizaram mais apoio público em 2024 (38,6%) na comparação com 2023 (36,3%). O instrumento de apoio público proporcionalmente mais utilizado em 2024 foi o Incentivo fiscal à pesquisa e desenvolvimento e inovação tecnológica (28,9%). Segundo a Pintec, a expectativa de 96,4% das empresas inovadoras para 2025 é elevar ou manter os gastos com P&D.   Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/em-2024-taxa-de-inovacao-das-empresas-brasileiras-chegou-644

Chamada BRAFIP de inovação abre edição 2026 e terá evento global com participação brasileira

chamada de ideias brafip 2026 imagem brafip

A edição 2026 da Chamada de Ideias BraFIP será oficialmente lançada no próximo dia 9 de abril, em um evento virtual de alcance global. A iniciativa convida empresas, startups, universidades e centros de pesquisa a submeterem projetos voltados à pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em colaboração. O programa é promovido pela BraFIP e tem como objetivo impulsionar a criação de soluções tecnológicas por meio da cooperação entre diferentes atores do ecossistema de inovação, tanto no Brasil quanto no exterior. Iniciativa reúne empresas, startups e centros de pesquisa A chamada é aberta a organizações interessadas em desenvolver projetos inovadores de forma colaborativa. Além de propor ideias, empresas também podem apresentar desafios para serem solucionados por meio da iniciativa. O programa conta com apoio de instituições internacionais ligadas à tecnologia e inovação, ampliando o alcance e a possibilidade de conexões estratégicas entre diferentes países. CHAMADA DE IDÉIAS BRAFIP 2026 – onde será transmitida? O evento será transmitido online no canal do youtube em nível global nos canais da Aleti e Brafip simultaneamente. segue link INCODAY será realizado na Paraíba Como parte da programação, o INCODAY (International Cooperation Day) marcará a etapa final da iniciativa, reunindo as melhores ideias selecionadas ao longo do processo. A edição de 2026 será realizada em Campina Grande (PB), nos dias 1º e 2 de dezembro, quando os 15 projetos finalistas serão apresentados em formato de pitch. O evento integra estratégias de fortalecimento dos ecossistemas locais de inovação, com participação de instituições, empresas e governo. Iniciativa fortalece o ecossistema de inovação no Brasil A Chamada de Ideias funciona também como uma ferramenta de qualificação para empreendedores, que precisam estruturar suas propostas com foco em viabilidade técnica, econômica e impacto social. Além disso, o processo contribui para aproximar startups de investidores, universidades e centros de pesquisa, fortalecendo o ecossistema nacional de inovação e ampliando oportunidades de negócios. Oportunidade para startups ganharem escala global A iniciativa reforça a importância da inovação colaborativa como caminho para o desenvolvimento econômico. Projetos criados nesse ambiente têm potencial para se transformar em negócios escaláveis, com atuação nacional e internacional. Ao conectar diferentes países e setores, a Chamada de Ideias BraFIP se posiciona como uma plataforma estratégica para acelerar soluções tecnológicas e ampliar a competitividade do Brasil em áreas como inteligência artificial, biotecnologia e economia digital. fonte https://santotech.com.br/chamada-ideias-brafip-2026-incoday-inovacao-global/

Fórum Brasil Criativo – Região Sul

A Universidade Federal do Pampa (Unipampa), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), integra a organização do Fórum Brasil Criativo – Região Sul, em parceria com a Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa (ESCULT). O evento será realizado nos dias 31 de março e 1º de abril, no Nau Live Spaces, em Porto Alegre, com participação aberta à comunidade. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Cultura (MinC) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), sendo organizada pelo Instituto BR em parceria com diversas instituições, incluindo a Unipampa, a Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (SEDAC), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos de Porto Alegre (SMDETE), além de redes e observatórios da área cultural. Com o tema “Ecossistemas Culturais e Criativos: Territórios, Redes e Governança”, o Fórum tem como objetivo fomentar o diálogo e a construção de estratégias voltadas ao fortalecimento da economia criativa na região Sul. A programação será realizada de forma presencial no Nau Live Spaces e também contará com transmissão on-line pelo canal oficial do Ministério da Cultura no YouTube, ampliando o acesso do público interessado. Como atividade complementar, no dia 2 de abril está prevista uma reunião institucional envolvendo representantes da PROEC, da ESCULT Sul e da universidade, com a participação do pró-reitor de Extensão e Cultura, Franck Peçanha, do professor Tiago Martins, coordenador da ESCULT Sul, e da pró-reitora adjunta da PROINOVE, Cássia Regina Nespolo. O encontro busca fortalecer a articulação da universidade com redes e iniciativas voltadas à cultura e à economia criativa. O Fórum Brasil Criativo – Região Sul ocorre em conjunto com o Seminário da Rede de Cultura e Economia Criativa da Região Sul, reunindo diferentes instituições e atores do campo cultural. Interessados em participar podem confirmar presença por meio de formulário on-line: https://forms.office.com/r/nMChhpmqE0               Acompanhe também pelo canal do MinC no YouTube: https://www.youtube.com/user/ministeriodacultura Organização: MinC; SEBRAE; Instituto BR; Unipampa; SEDAC; SMDETE entre outros. Data: 31/03/2026 até 01/04/2026Horário: das 08:00 às 20:00 Local: Nau Live SpacesEndereço: Av. Pres. Franklin Roosevelt 1308, Porto Alegre, RS

BC reduz juros básicos para 14,75% ao ano

BC reduz juros básicos para 14,75% ao ano

Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela primeira vez em quase dois anos. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro. No comunicado, o Copom afirmou que o aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio exige mais cautela. O BC não descartou rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. “O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, destacou o texto. Desde junho do ano passado, a Selic estava em 15% ao ano. A última vez em que o Copom tinha reduzido os juros tinha sido em maio de 2024, quando a Selic passou de 10,75% para 10,5% ao ano. Em setembro do mesmo ano, a taxa começou a ser elevada, até chegar aos 15% atuais. Inflação A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o IPCA acelerou para 0,7% , pressionado pelas mensalidades escolares. Mesmo com a alta, o indicador ficou em 3,81% no acumulado de 12 meses, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro deste ano, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em março de 2026, a inflação desde abril de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em abril de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de maio de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano. No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 3,5% a previsão do IPCA para 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de março. As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,1%, abaixo do teto da meta. Há um mês, antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%. Crédito menos caro A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central manteve em 1,6% a previsão de crescimento da economia em 2026. O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,83% do PIB em 2026. A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/bc-reduz-juros-basicos-para-1475-ao-ano

Programa Centelha registra crescimento de 12,39% no número de inscrições na terceira edição e amplia alcance nacional

Com investimento de R$ 155 milhões, Programa Centelha projeta lançamento de novos editais em 11 estados em 2026

Faltando iniciar em 11 estados do Brasil, a terceira edição do Programa Centelha já superou 12 mil inscrições em todo o país, registrando crescimento de 12,39% em relação à edição anterior. A iniciativa mobiliza 11.160 proponentes e 33.270 participantes nas equipes. Entre os destaques regionais, a Bahia registrou aumento de 229% no número de inscrições, seguido por Ceará e Pernambuco acima dos 157%, Piauí (144,7%), Goiás (135,7%) e Tocantins (133,5%). Rio Grande do Sul, Maranhão, Mato Grosso e Distrito Federal (DF também superaram 100% de crescimento, enquanto Sergipe praticamente dobrou o número de ideias inscritas.  “O aumento das ideias submetidas e a diversidade de participantes mostram que estamos conseguindo levar oportunidades para novos públicos e fortalecer a inovação como instrumento de desenvolvimento econômico e social”, afirma Públio Ribeiro, coordenador-geral do Programa Centelha no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Criado em 2017, o programa oferece capacitações, recursos financeiros e suporte aos projetos selecionados, impulsionando a transformação de ideias em negócios inovadores. A iniciativa é promovida pelo MCTI por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e a Fundação CERTI. Desde sua criação, envolveu milhares de empreendedores, apoiando mais de 1.600 ideias. Em sua terceira edição, chega a todos os 26 estados e ao Distrito Federal, com investimento total de R$ 155 milhões. Centelha registra crescimento em todas as regiões do país evento de lançamento do programa centelha 3 no mato grosso divulgação Além dos estados que lideraram o avanço percentual, outras unidades federativas também apresentaram crescimento no número de inscrições na comparação com o Centelha 2. Espírito Santo registrou aumento de 54% nas propostas submetidas e o Rio Grande do Norte avançou 43,6%. Mesmo estados com variações menores, como Roraima (18,7%), também ampliaram a participação no programa. evento de lançamento do centelha 3 em goiás divulgação De acordo com Priscila Procópio, coordenadora de projetos do Centro de Empreendedorismo Inovador da CERTI, um dos focos da terceira edição é ampliar o impacto socioambiental do programa, estimulando o desenvolvimento de soluções que contribuam para superar desafios sociais e ambientais. “Além de fomentar o potencial de negócios das startups, criamos condições a partir de capacitação, recursos e redes de apoio para que essas ideias se desenvolvam, ampliando o impacto positivo que podem gerar no desenvolvimento sustentável de suas regiões e de todo o país”, conclui.     Sobre o Centelha  O Programa Centelha incentiva a transformação de ideias inovadoras em negócios por meio da oferta de recursos financeiros em formato de subvenção econômica, bolsas de apoio técnico, capacitações e suporte. Em sua terceira edição, o programa chega a todos os 26 estados e ao Distrito Federal, com a previsão de investimento de R$ 155 milhões e a expectativa de apoiar mais de 1.100 projetos em todo o país.  A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e a Fundação CERTI. Em duas edições, o programa já apoiou a criação de 1.640 startups e envolveu mais de 65 mil empreendedores em todo o Brasil. fonte https://santotech.com.br/programa-centelha-registra-crescimento-de-1239-no-numero-de-inscricoes-na-terceira-edicao-e-amplia-alcance-nacional/

Os endividados – FloripAmanhã

Os endividados - FloripAmanhã

Artigo de Joaquim Nóbrega JrPresidente do Conselho Consultivo da FloripAmanhã No Brasil, o endividamento da população em 2026 tem tendência de crescimento, com o índice de famílias endividadas atingindo 79,5%, o maior nível da série histórica. Cerca de 81,2 milhões de brasileiros estão com restrições de crédito, o que representa quase metade (49,7%) da população adulta. O endividamento médio equivale a 49,8% da renda anual das famílias. Aproximadamente 13,2% delas declaram não ter condições de pagar suas dívidas em atraso, um recorde histórico. Em Florianópolis, embora tenha registrado, nos últimos dois anos, a maior queda do índice de endividamento entre as capitais brasileiras, o comprometimento da renda familiar ainda é de 43%, um dos mais altos do país. O último plano do governo federal para ajudar famílias brasileiras endividadas foi o “Desenrola Brasil”, encerrado em maio de 2024. Está claro que ajudar os endividados não é a solução para o problema, que é complexo e multidisciplinar. Vivemos numa sociedade que poderíamos chamar de hedonista, caracterizada, por um lado, pelo impulso consumista, turbinado pelas mídias sociais, pela valorização da satisfação pessoal, do bem-estar imediato, do exibicionismo e, agora, pelo hábito de jogar nas plataformas de apostas esportivas. Do outro lado, há pouca disposição para sacrificar o presente para viver melhor no futuro. O sistema financeiro oferece cartões e facilidades para obter o máximo de lucros, deixando para os bons pagadores o ônus dos custos adicionais da inadimplência. Assim como na área da saúde, o foco inicial da ação tem que ser a prevenção que, no caso em questão, envolve educação financeira. Em vez de separar um valor para investir e gastar o restante, muitos gastam tudo, e acaba não sobrando nada para investir. Não sabem que, com essa forma de pensar, não vão poupar nunca. Quanto mais cedo começarem a criar o hábito de poupar, melhor para todos. Um dos caminhos para isso é incluir a educação financeira no Ensino Fundamental II, entre 11 e 14 anos de idade. Portanto, ela deve ser iniciada nos municípios. No caso de Florianópolis, a educação financeira deveria ser uma disciplina obrigatória nas escolas de tempo integral, regime que, infelizmente, ainda não foi adotado em todas as unidades da rede. Publicado em 19 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/os-endividados/

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (19) a parcela de março do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 683,75. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,73 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,77 bilhões. Notícias relacionadas: Caixa começa a pagar Bolsa Família de março . Caixa: carteira de crédito chegará a R$ 1,5 trilhão neste ano. Caixa libera abono salarial para nascidos em fevereiro. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Pagamento unificado Os beneficiários de 171 cidades de nove estados receberam o pagamento nessa quarta-feira (18), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 126 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca, e os moradores de Juiz de Fora, Ubá, Patrocínio do Muriaé e Formiga, em Minas Gerais, afetados por enchentes. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Bahia (17), Paraná (1), Piauí (1), Rio de Janeiro (4), Roraima (6) e Sergipe (9). Essas localidades foram afetadas por chuvas, por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Regra de proteção Cerca de 2,35 milhões de famílias estão na regra de proteção em março. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Neste mês, o benefício médio para elas está em R$ 368,97. Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos. Calendário de pagamento do Bolsa Família 2026 – Arte EBC   Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/caixa-paga-bolsa-familia-beneficiarios-com-nis-de-final-2

Governo endurece fiscalização contra reajuste indevido de combustíveis

Governo endurece fiscalização contra reajuste indevido de combustíveis

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta quarta-feira (18) que o governo federal “não dará trégua” para quem eleve o preço dos combustíveis indevidamente ou pratique “crime contra a economia popular”. Em pronunciamento a jornalistas durante o Leilão de Reserva de Capacidade de Energia, em São Paulo, o ministro informou que ações de fiscalização e também de desoneração foram tomadas para frear o aumento do preço dos combustíveis no país, afetado pela alta do petróleo no mercado internacional no contexto da guerra no Oriente Médio. Notícias relacionadas: Federação de petroleiros atribui alta do diesel a aumentos abusivos. Petrobras suspendeu leilão de combustíveis para reavaliar estoques. Governo propõe que estados zerem ICMS do diesel importado. “Nós estamos agindo com a Polícia Federal, ANP [Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis], Receita Federal, Senacon [Secretaria Nacional do Consumidor] e sinergizando com os Procons dos estados para que a gente possa fiscalizar [os preços dos combustíveis]”, disse. “E nós não teremos um segundo sequer de trégua àqueles que querem delinquir contra o povo brasileiro, contra a economia popular ou contra os preços reais, preços que efetivamente deveriam estar na bomba de combustíveis no Brasil”, completou. A União propôs nesta quarta-feira que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide na importação de diesel, para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação. Na semana passada, o governo já havia anunciado a suspensão das alíquotas do PIS e da Cofins sobre a importação e comercialização do diesel. Silveira afirmou que o governo adotou as medidas de forma proativa, criando uma compensação ao aumento do diesel anunciado pela Petrobras. “E agora o governo avança mais, unificando as suas forças de vigilância, para poder combater não só o crime organizado no setor de combustível, como também o crime contra a economia popular e o crime contra os cartéis”, concluiu o ministro.   Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em entrevista coletiva sobre o Leilão de Reserva de Capacidade, por Paulo Pinto/Agência Brasil Fiscalização Segundo o ministro, a Polícia Federal instaurou inquéritos para investigar casos já detectados de abusos nos preços dos combustíveis. De acordo com a ANP, 46 postos e uma distribuidora de combustíveis foram fiscalizados na terça-feira em 22 cidades de dez estados e do Distrito Federal. Durante a ação, foram lavrados 11 autos de infração e três de interdição, por diferentes motivos. “Esses dados serão analisados pela ANP e, em caso de caracterização de preços abusivos, poderão gerar autuações, processos administrativos e, ao final dos processos, multas”, disse a ANP, em nota. Segundo a agência, as multas podem variar entre R$ 50 mil e R$ 500 milhões, dependendo da gravidade da conduta e do porte do infrator. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/governo-endurece-fiscalizacao-contra-reajuste-indevido-de-combustiveis

Agricultores com perda de produção começam a receber o Garantia-Safra

Agricultores com perda de produção começam a receber o Garantia-Safra

O governo federal divulgou, nesta quarta-feira (18), a portaria que autoriza o pagamento do benefício do programa Garantia-Safra, referente ao ano 2024-2025, para agricultores familiares do Amazonas e dos estados do Nordeste e do Norte de Minas Gerais. Nesta primeira etapa, serão contemplados mais de 685 mil agricultores familiares, distribuídos em 934 municípios de 11 estados.  Notícias relacionadas: Canal Gov destaca agricultura familiar no novo programa Campo da Gente. O benefício, de R$ 1,2 mil, será pago em parcela única. O pagamento começa em março e ocorre na mesma data do calendário do Bolsa Família. O Garantia-Safra é um programa de seguro destinado a pequenos agricultores com renda de até 1,5 salário-mínimo, que cultivam feijão, milho ou mandioca em áreas de 0,6 a 5 hectares e com o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo e atualizado. O pagamento é feito aos agricultores com perda comprovada de pelo menos 40% a 50% da produção, em razão do fenômeno da estiagem ou do excesso hídrico e que aderiram ao programa. O benefício pode ser solicitado via aplicativo CAIXA Tem, lotéricas ou agências da Caixa. Os agricultores com alguma pendência ou imprecisões cadastrais têm até 30 dias para regularizar a situação e, posteriormente, receber o benefício. A consulta pode ser feita no site do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O Garantia-Safra é vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com a finalidade de assegurar condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares cujas produções sejam sistematicamente afetadas por perdas decorrentes de estiagem ou excesso hídrico.  Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/agricultores-com-perda-de-producao-comecam-receber-o-garantia-safra