IR zero para quem ganha até R$ 5 mil vale a partir deste mês

Teto do seguro-desemprego sobe para R$ 2.518,65 após reajuste

Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a ser percebidos nesta semana, no contracheque dos assalariados que ganham até R$ 5 mil brutos por mês. Eles estarão totalmente isentos do IR, e aqueles com renda de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte. As alterações começaram a valem para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro. Notícias relacionadas: Veja faixas e alíquotas das novas tabelas do Imposto de Renda 2026. Veja como checar dados oficiais sobre a saúde financeira do seu banco. De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas pela medida. [TEM FOTO] Um deles é o pedreiro do Distrito Federal, Genival Gil, de 49 anos, que ficou sabendo da medida pelo telejornal. Há três meses, ele está fichado (com a carteira de trabalho assinada) com salário de pouco mais de R$ 2,7 mil. Agora, Genival aguarda o contracheque para conferir o valor – que antes ia para os cofres da União e que agora vai ficar na conta. A sobra terá destino certo. “Vai ajudar a pagar umas contas a mais da casa”, programa o pedreiro que mora de aluguel no Paranoá, a 20 quilômetros do centro de Brasília. Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil: – trabalhadores com carteira assinada; – servidores públicos; – aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios. A regra também se aplica ao décimo terceiro salário. Os rendimentos acima de R$ 7.350 continuam seguindo a tabela progressiva de descontos do IR atual (até 27,5%). [TEM FOTO] O jardineiro de um shopping de Brasília, Arnaldo Manuel Nunes, de 55 anos, também sabe que a partir deste mês uma fatia considerável do seu trabalho que ficava retida na fonte, agora não vai ser mais descontada de sua remuneração. Ganhando o salário do piso da categoria, R$ 2.574, Arnaldo considera a medida boa para o orçamento doméstico. “Mal dá para o cara se manter. Mas vou gastar com [as contas de] água e luz, que estão um absurdo.” Desconhecimento Nas ruas, a reportagem da Agência Brasil também entrevistou vários trabalhadores formais que desconhecem a nova tabela do imposto de renda e as principais alterações de isenção e redução da cobrança do tributo. [TEM FOTO] É o caso da atendente de caixa de uma rede nacional de farmácias, Renata Correa, que se surpreendeu com a notícia de que não terá que pagar mais imposto de renda com o atual salário de R$ 1.620. Os planos dela são de economizar o valor inesperado. “Vou fazer uma rendinha extra e deixá-la guardadinha para poder chegar ao fim do ano ou usar em datas especiais. Até mesmo usar em uma emergência.” Ao chegar ao local de trabalho, Renata prometeu avisar os colegas sobre a boa nova para que fiquem atentos. “Agora, vou vigiar o contracheque e correr atrás para não ter problemas e saber se está tudo certinho mesmo.” Renata mora em casa própria em Santo Antônio do Descoberto (GO) com as três filhas. O integrante do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) Adriano Marrocos tranquiliza os trabalhadores com carteira assinada, pois a isenção para quem recebe até R$ 5 mil e os descontos graduais, para quem tem renda de R$ 5.001 a R$ 7.350, serão automáticos. “Quem tem emprego, não precisa se preocupar, pois os cálculos são automáticos nos programas que geram as folhas de pagamento. O que a pessoa deve observar é que há o cálculo combinado com o redutor adicional e o desconto simplificado.” Comunicação mais eficaz [TEM FOTO] A notícia encheu os olhos da cozinheira Elisabete Silva Ribeiro dos Santos, de 48 anos. Há um ano e meio, ela trabalha em um restaurante localizado em área popular, no centro de Brasília, e ganha cerca de R$ 1,7 mil por mês. “Se sobrar dinheiro, quero juntar para comprar um carro porque venho de ônibus todos os dias do Recanto das Emas.” No entanto, Elisabete sentiu a falta de uma comunicação do empregador aos funcionários. Nem ela, nem o churrasqueiro sabiam da isenção do imposto de renda. Por isso, ainda demorou a confiar na veracidade da notícia. “Eu acho excelente, mas vamos ver se vai valer mesmo!” Para acabar com as dúvidas, o contador Adriano Marrocos sugere a melhoria da comunicação com os trabalhadores. “Em relação aos empregados, a sugestão é o envio de um texto explicando as mudanças e que não se trata de aumento de salário, mas de redução de imposto.” Na sexta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou em suas redes sociais a notícia de que a isenção do IR começa a ser percebida no salário recebido neste mês. “Está valendo: quem ganha até R$ 5 mil agora tem Imposto de Renda ZERO. E quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 está pagando menos imposto. É mais dinheiro para cuidar da família, organizar a vida e viver melhor. Isso é justiça tributária, e ela está chegando para milhões de brasileiros e brasileiras”, disse o presidente Lula. De onde vem o dinheiro? A conta da renúncia fiscal — estimada em R$ 25,4 bilhões — será paga por quem está no topo da pirâmide econômica. Para compensar a perda de arrecadação, foi criado o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM). Entram no cálculo os salários recebidos; lucros e dividendos; e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis. A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde 1º de janeiro, a regra é válida para quem tem: – renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), alíquota progressiva de até 10%; – renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%. Com o do novo imposto voltado à alta renda, o contador Adriano Marrocos acredita que o impacto na arrecadação federal de tributos deve ser mínimo. “Já havia benefício de isenção para quem recebia até dois salários-mínimos (R$ 3.036). Então, a renúncia só tem a margem de R$ 3.036,01 a R$ 5

Exposição no Rio de Janeiro junta natureza e arte popular

Um clamor pelo meio ambiente, combinando arte popular e natureza. Assim é a exposição Mata Viva, em cartaz no Rio de Janeiro. Natureza e arte popular, em um clamor pela defesa do meio ambiente. Combinando esses elementos, a exposição Mata Viva, em cartaz no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, no Rio de Janeiro, tem encantado o público. São expostas 260 peças artesanais, criadas com materiais dos biomas do Brasil: da Amazônia à Mata Atlântica, do Pantanal e Cerrado à Caatinga e o Pampa. A mostra é uma das maiores já montadas no espaço cultural do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Jair de Souza, um dos curadores da exposição, explica o objetivo do projeto, que é um espelho do Brasil:  “Começa com uma questão que eu me coloquei: Onde nascem as coisas? As coisas nascem nos lugares que elas são produzidas, que elas são criadas, né? Quer dizer, elas nascem nos seus biomas, né? Nos biomas brasileiros, né? A arte popular brasileira, ela nasce da terra. Ela é feita com todo o material que vem da terra, a pedra, a madeira, a argila, a palha, a semente. Então, o objetivo dessa exposição é trazer essa potência da nossa arte e trazer junto com ela, e trazer junto com as obras, né, os próprios biomas”, diz. Entre os artistas de destaque na mostra estão Conceição dos Bugres, do Mato Grosso do Sul, que faz pequenas esculturas com traços indígenas de intensa força expressiva, e o mineiro Antônio Julião, autor de peças que traduzem uma crítica social e ambiental. O curador Jair de Souza conta que todos os trabalhos são expostos em um ambiente cuidadosamente preparado, que contou com apoio de artistas responsáveis pelo espetáculo das escolas de samba cariocas: “Para construir esses ambientes nós não usamos nenhuma imagem, fotografia, impressa, ploter, né? Não, em adesivos, tudo feito à mão. Dá um trabalho gigantesco de pintura, pisos também, onde você pisa, tudo é pintado à mão. Além disso, você tem todas as árvores. São mais de 150 árvores que foram criadas e todo esse trabalho manual foi feito por uma equipe, né, comandada pelo Leandro Assis, que é um grande artista das escolas de samba do Rio de Janeiro. Então, aí equipe foi toda ela feita com pintores, escultores, aderecistas que trabalham para nossas escolas de samba”, diz.  O curador também destaca a emoção dos visitantes diante da grandeza da mostra… “Tem pessoas que chegam até chorar lá dentro da exposição. Todas saem encantadas com a exposição, uma exposição imersiva, intensa, sem nenhum pingo de tecnologia. A reação das pessoas é essa, uma reação de emoção, vibrando com a potência do Brasil, reconhecendo a nossa potência criativa, um Brasil que sai do próprio Brasil, né? Um Brasil que olha para si mesmo”, aponta.  “Mata Viva”  é um programa imperdível nesta época de férias! Além da qualidade dos trabalhos o local é um grande atrativo: o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro fica em uma área de prédios históricos, na Praça Tiradentes, centro da capital fluminense. O espaço funciona de terça a sábado e tem entrada franca.  A exposição pode ser vista até o dia 31 de março. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-01/exposicao-no-rio-de-janeiro-junta-natureza-e-arte-popular

Veja como checar dados oficiais sobre a saúde financeira do seu banco

Veja como checar dados oficiais sobre a saúde financeira do seu banco

Com a liquidação de instituições financeiras pelo Banco Central (BC) desde o fim de 2025, notícias e rumores sobre a saúde de bancos passaram a circular com mais frequência, nem sempre com informações corretas. Para o consumidor e o investidor, saber diferenciar alertas reais de fake news é essencial para proteger seu dinheiro e tomar decisões seguras. Existem ferramentas oficiais, indicadores públicos e sinais objetivos que permitem avaliar a situação financeira de um banco em funcionamento no Brasil. Nem toda notícia alarmista sobre instituições financeiras é verdadeira.  Notícias relacionadas: Conselho amplia poderes do FGC para socorrer banco antes da liquidação. Banco Will: entenda como funciona a liquidação e os impactos da medida. Antes de agir por medo, o consumidor deve consultar fontes oficiais, analisar indicadores e desconfiar de promessas exageradas. A informação de qualidade continua sendo a melhor defesa contra boatos e prejuízos. Confira o passo a passo para conferir se uma notícia negativa procede ou se é apenas desinformação. 1. Consulte se o banco é autorizado pelo Banco Central O primeiro passo é verificar se a instituição é autorizada e supervisionada pelo Banco Central do Brasil. Isso pode ser feito no site do BC, no caminho: Meu BC → Serviços → Encontre uma instituição. Bancos não autorizados não podem operar no sistema financeiro nacional. 2. Use bases oficiais de dados Três tipos de plataforma concentram informações confiáveis: Central de Demonstrações Financeiras (CDSFN), do Banco Central: na mesma página do serviço Encontre uma Instituição, com o seguinte caminho: digitar o nome da instituição  → clicar no resultado → clicar em Central de Demonstrações Financeiras; Site Banco Data:  organiza dados financeiros de forma acessível, com esquemas visuais e cores (verde, laranja e vermelho) para indicar o risco de cada indicador; Site de Relações com Investidores (RI) de cada instituição: cada instituição autorizada pelo BC é obrigada a manter uma página de relação com investidores, com todas as informações financeiras e com resumos de fácil leitura. Caminho: digitar em qualquer site de busca o nome da instituição + RI. Esses sistemas permitem analisar balanços, resultados e indicadores de risco. 3. Avalie os principais indicadores de solidez Índice de Basileia: mede a relação entre capital próprio e riscos assumidos.        >> Mínimo exigido no Brasil: 11% para instituições em geral, 13% para bancos cooperativos;        >> Índice confortável: acima de 15%;        >> Um índice de Basileia 11% significa que, para cada R$ 100 emprestados, a instituição tem 11% de recursos próprios (dos sócios e dos acionistas);        >> Quanto maior, mais capacidade o banco tem de absorver perdas. Lucro líquido recorrente: lucros consistentes ao longo do tempo indicam boa gestão. Inadimplência da carteira de crédito: percentual de empréstimos vencidos há mais de 90 dias. Índices elevados são sinal de risco. Índice de imobilização: mostra quanto do capital está preso em ativos fixos (como imóveis que não podem ser vendidos em momentos de crise); valores altos reduzem a liquidez. Rating de crédito: notas atribuídas por agências como Moody’s, S&P e Fitch. Rebaixamentos sucessivos acendem o alerta. No caso do Banco Master, no entanto, várias agências atribuíam nota alta e risco baixo à instituição. 4. Verifique a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos Para quem investe, é fundamental confirmar se o banco é coberto pelo FGC, que garante até R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), com teto global de R$ 1 milhão pago a cada quatro anos. O FGC cobre os seguintes recursos e investimentos: Contas correntes e poupança; CDB e RDB; Letras financeiras dos seguintes tipos: LCI, LCA, LC, LH, LCD; Depósitos a prazo; Operações compromissadas com títulos elegíveis. Em caso de liquidação, o FGC é o caminho para recuperar os valores dentro do limite. Recursos e investimentos não cobertos pelo FGC: CRI e CRA; Debêntures; Letras financeiras dos seguintes tipos: LF, LI, LIG;  Títulos públicos, porque esses papéis são cobertos pelo Tesouro Nacional; Títulos de capitalização; Fundos de renda fixa: em caso de quebra, têm CNPJ separado da instituição e podem ir para outro gestor; Depósitos no exterior; Depósitos judiciais. O correntista deve estar ciente de que perderá esses valores em caso de quebra da instituição. 5. Desconfie de rentabilidade fora do padrão Bancos pequenos oferecem taxas maiores que bancos grandes e de baixo risco; Bancos em dificuldade podem oferecer taxas muito acima da média do mercado para captar recursos rapidamente; Retornos extraordinários quase sempre vêm acompanhados de maior risco; No caso de CDBs, a taxa máxima recomendada está em 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O Banco Master oferecia taxas de 140% do CDI. 6. Fique atento aos sinais de alerta Não é possível prever com exatidão se um banco será liquidado, mas alguns indícios ajudam: Queda contínua do Índice de Basileia; Prejuízos recorrentes nos balanços; Rebaixamento de rating; Notícias sobre investigações ou intervenção; Ofertas agressivas de captação; Entrada em regimes especiais do Banco Central, como o Regime de Administração Especial Temporária (RAET). No caso do Will Bank, liquidado recentemente, o Índice de Basileia estava negativo em 5,3% em junho de 2024. O Índice de Imobilização estava negativo em 1,9% na mesma data, mesmo com lucro líquido de R$ 55,5 bilhões. 7. Compare com investimentos mais seguros Para reduzir riscos, especialistas destacam: Tesouro Direto: risco de crédito considerado o menor do país; CDBs, LCIs e LCAs de grandes bancos, com alta solidez e proteção do FGC. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/veja-como-checar-dados-oficiais-sobre-saude-financeira-do-seu-banco

Prazo para aderir ao Simples Nacional termina neste sábado

Prazo para aderir ao Simples Nacional termina neste sábado

Empreendedores que desejam aderir ou regressar ao Simples Nacional têm até este sábado (31) para fazer o pedido. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e querem reingressar. Regime que permite o pagamento de tributos de forma simplificada, o Simples é destinado a microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). Notícias relacionadas: Prazo para aderir ao Simples Nacional termina em 31 de janeiro. Para optar pelo regime, a empresa precisa ter o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), inscrição municipal e, quando exigível, inscrição estadual. O pedido é feito exclusivamente pela internet, no Portal do Simples Nacional, com acesso por certificado digital ou código de acesso. Após o pedido, o sistema faz uma verificação automática de pendências com a Receita Federal, os estados e os municípios. Se não houver irregularidades, a opção é aprovada. Caso existam débitos ou inconsistências, o pedido fica “em análise” até a regularização. O acompanhamento pode ser feito no próprio portal. O resultado dos pedidos está previsto para ser divulgado na segunda quinzena de fevereiro. Empresas que já estão no Simples e não foram excluídas permanecem automaticamente no regime, sem necessidade de novo pedido. Entre os principais motivos de exclusão estão débitos tributários, excesso de faturamento, falta de documentos, parcelamentos pendentes e o exercício de atividades não permitidas. Dívidas de empresas Empresas excluídas por dívidas podem voltar ao Simples desde que regularizem todas as pendências até 31 de janeiro e façam novo pedido. A Receita Federal permite a regularização por meio de pagamento à vista, parcelamentos ou transações. Se o pedido for aprovado, o retorno ao regime tem efeito retroativo a 1º de janeiro. Débitos com a Receita Federal devem ser negociados pelo Portal do Simples Nacional; dívidas inscritas na Dívida Ativa da União, pelo Portal Regularize. Pendências estaduais ou municipais devem ser resolvidas diretamente com o órgão local. Quem perder o prazo só poderá pedir nova adesão em janeiro de 2027. Nesse período, a empresa passa a outro regime de tributação, como Lucro Presumido ou Lucro Real. Situação dos MEI Os MEI excluídos do Simples e desenquadrados do Simei também têm até 31 de janeiro para regularizar pendências e pedir o retorno. O primeiro passo é verificar a situação do CNPJ no Portal do Simples. Em seguida o microempreendedor deve quitar ou parcelar débitos no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), com acesso via Gov.br. Após regularizar os débitos, o MEI deve pedir a opção pelo Simples Nacional e, em seguida, o reenquadramento no Simei. Os pedidos são analisados de forma sequencial, e o enquadramento como MEI depende, obrigatoriamente, da aprovação prévia no Simples Nacional. O Ministério do Empreendedorismo recomenda o acompanhamento diário do pedido, já que eventuais pendências apontadas durante a análise precisam ser resolvidas dentro do prazo legal para garantir a volta ao regime simplificado ainda neste ano. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/prazo-para-aderir-ao-simples-nacional-termina-neste-sabado

Exportações de serviços batem recorde e alcançam US$ 51,8 bi em 2025

Exportações de serviços batem recorde e alcançam US$ 51,8 bi em 2025

As exportações brasileiras de serviços alcançaram o valor recorde de US$ 51,83 bilhões em 2025, dos quais 65% referentes a serviços digitais. O valor consta no Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), lançado na última quarta-feira (28) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A ferramenta reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e do mundo. Diferentemente da balança comercial, que reflete as exportações e as importações de mercadorias, o comércio de serviços não tinha estatísticas detalhadas no país. Notícias relacionadas: Marinho diz que juros pesaram mais que tarifaço no emprego em 2025. Juros para famílias sobem para 60,1% ao ano em 2025. FGC já pagou R$ 32,5 bilhões a 75% dos credores do Banco Master. Embora as transações de serviços componham as contas externas do Banco Central (BC), divulgadas todos os meses, a autoridade monetária compila os dados de forma agregada, sem o destrinchamento dos números. Os dados apresentados no painel têm como base as informações primárias do Banco Central e passam a integrar o conjunto de estatísticas oficiais divulgadas pela Secex. O ComexVis Serviços também se soma ao ecossistema digital do ministério, que inclui ferramentas como o Comex Stat e o Comex Vis, com gráficos, indicadores e análises interativas. Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel tem como objetivo ampliar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas voltadas à competitividade do setor de serviços na inserção internacional do país. A plataforma permite consultar valores atualizados de exportações e importações, acompanhar a evolução histórica dos fluxos e analisar a distribuição por setores e parceiros comerciais. Segundo o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, a iniciativa responde a uma demanda crescente por informações estruturadas sobre o setor. Ele ressaltou que os serviços constituem uma fronteira cada vez mais relevante do comércio exterior e destaca que cerca de 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados brasileiros corresponde a serviços embutidos, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, “A plataforma atende à demanda por dados comparáveis e acessíveis sobre o comércio internacional”, afirmou Alckmin em nota. De acordo com a Secex, a iniciativa contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e apoiar o setor produtivo. Segundo a secretaria, ao disponibilizar as informações de maneira simples e visual, o painel permite que governo, empresários e associações identifiquem oportunidades de negócios, fortalecendo a promoção do comércio de serviços. Dependência de capitais externos Apesar das exportações recordes de serviços em 2025, o Brasil tem um déficit crônico na balança do setor. No ano passado, o país importou US$ 104,77 bilhões em serviços, com o saldo ficando negativo em US$ 52,94 bilhões. Somado ao alto volume de remessas de lucros para o exterior em 2025, o país fechou o ano passado com déficit de US$ 68,791 bilhões nas contas externas. O déficit nas contas externas poderia ser o dobro não fosse o superávit de US$ 68,293 bilhões na balança comercial no ano passado. Na prática, rombos nas contas externas indicam dependência de recursos financeiros, como o da bolsa de valores, e de investimentos diretos de empresas estrangeiras no Brasil para o país fechar o balanço de pagamentos, aumentar as reservas internacionais e impedir a desvalorização do real. No ano passado, o déficit das contas externas foi compensado, com sobra, pelo investimento estrangeiro direto, que somou US$ 77,676 bilhões, o melhor resultado desde 2014. O aumento das exportações de serviços ajudaria a reduzir a dependência de capitais externos do Brasil. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/exportacoes-de-servicos-batem-recorde-e-alcancam-us-518-bi-em-2025

Bloco de carnaval mostra as conexões entre samba e capoeira

A valorização e divulgação das tradições e elementos de matriz africana são as principais motivações do Bloco da Capoeira, fundado em 2001, mas que só conseguiu desfilar no Circuito Osmar em 2008, o bloco faz parte dos projetos da Associação Sociocultural e de Capoeira, Bloco Carnavalesco Afro-Mangangá, com sede no bairro do Pau Miúdo . O cantor, compositor e gestor da associação, Tonho Matéria, conta que tudo começou com uma ideia que ele compartilhou com a Negra Jhô. “Só que eu não tive êxito até 2007. Não conseguia colocar o bloco na avenida. Só quem 2008,  deu a ideia para a prefeitura, o ComCar, fazer um tema – que naquela época tinha os temas do Carnaval – e que o tema fosse a capoeira. E o tema em 2008 foi a capoeira, e eu coloquei o projeto especial, o bloco como projeto especial, que foi aí que ele veio ganhar corpo.  E hoje, esse ano, a gente faz 18 anos de desfile, 18 anos contando história, fazendo temáticas, trazendo as narrativas para a sociedade entender que a capoeira é além daquilo que a sociedade vê só como roda de capoeira”.  No Carnaval de Salvador de 2026, o bloco da capoeira leva para a avenida o tema Roda de Capoeira: Campo de Mandinga, Ancestralidade e Resistência na Arte de Sambar, promovendo a manifestação cultural do povo preto. “Por incrível que pareça, o tema do carnaval é o samba. E a gente fala da arte de sambar. Por que a arte de sambar? Porque foi a capoeira que mais movimentou o samba de roda, o maculelê, a puxada de rede, os eventos. Os capoeiristas fizeram muito isso. E aí, essa arte de sambar é porque quando a capoeira surge, no corpo dela, principalmente a capoeira regional, o Mestre Bimba extrai para a capoeira regional, o batuque, que era a luta, dança,  também forjada, praticada por pai dele e outros mestres antigos. Então gente vai contar esse enredo através de alas e claro que todos os temas têm os seus sub-temas”. Com base no afrofuturismo, o desfile traz alas que contam a trajetória, a importância e o legado das rodas de capoeira em diversos espaços da cidade. “Nesses sub-temas a gente traz a Roda da Negaça, que são as formas simbólicas do corpo, as negações através da corporidade. A gente traz a Roda dos Malungos. Os malungos são os amigos da capoeira, divididos em algumas alas. A gente vai trazer também a Ala dos Maniques, que são as simbologias dos povos mandingas que estavam na Bahia e que formaram a revolta dos malês. Foram um das lutas da revolta dos malês. E as suas vestes eram chamadas naquela época de abadá. É o que nós usamos hoje na capoeira. A gente vai ter a Ala da Resistência, a Ala da Ancestralidade, e aí nessa ancestralidade a gente traz as alas formadas naqueles orixás que competem à capoeira. Mas o mais interessante disso tudo que são as simbologias, as cores dentro desses lugares. Então quem tiver clarividência vai entender o que a gente está dizendo naquele lugar”.     Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-01/bloco-de-carnaval-mostra-conexoes-entre-samba-e-capoeira

Manual reúne informações para microempreendedor individual

Manual reúne informações para microempreendedor individual

Guia lançado pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte reúne informações essenciais para quem quer empreender como Microempreendedor Individual (MEI). O chamado Manual do Jovem Empreendedor reúne informações sobre como funciona a formalização, a organização do negócio e o aproveitamento das oportunidades disponíveis no país. O Manual do Jovem Empreendedor está disponível online. Notícias relacionadas: Consumo das famílias compensa juros e leva desemprego ao menor nível. Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado. Fazenda desmente aumento de carga tributária sobre setor de reciclagem. Além de explicar as regras e custos envolvidos, o manual destaca caminhos para o crescimento do negócio, apresentando iniciativas de capacitação, programas de crédito e oportunidades de contratação pública. A intenção, de acordo com o Ministério é que o guia se consolide como uma porta de entrada para o empreendedorismo jovem, oferecendo conhecimento prático para planejar, formalizar e desenvolver um negócio com mais confiança. Confira informações do manual:  – Quem pode se formalizar como MEI?  Pessoa física com mais de 18 anos; Jovens de 16 a 18 anos podem ser MEI, desde que emancipados; Que não participe como sócio ou titular de outra empresa; Que exerça uma das atividades econômicas permitidas para MEI (atualmente, são mais de 467). O primeiro passo digital é se formalizar como MEI. A formalização é feita totalmente online e gratuita no Portal do Empreendedor: Acesse: gov.br/mei No portal, você pode: Fazer o cadastro como MEI; Emitir seu CNPJ e Certificado na hora;  Consultar as atividades permitidas; Acompanhar obrigações, Emitir boletos (DAS), fazer alterações e dar baixa.  – Quais as vantagens de ser MEI?  CNPJ e certificado gratuitos na hora da formalização; Direito à aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e outros benefícios (com contribuição em dia); Emissão de nota fiscal; Acesso facilitado a crédito bancário; Participação em licitações públicas; Contribuição mensal fixa e reduzida. – Quais as atividades são permitidas para MEI?  O MEI pode atuar em mais de 467 ocupações diferentes, divididas em segmentos como: Comércio (vendas de roupas, cosméticos, alimentos etc.) Reparos e Manutenção (encanador, eletricista, pintor) Beleza e Bem-estar (manicure, cabeleireiro, depilador) Cultura e Artesanato (músico, artesão, fotógrafo) Educação (professor particular, instrutor esportivo) Comunicação e Tecnologia (digitador, suporte técnico) Transporte (cargas com veículo próprio — MEI Caminhoneiro) Consulte aqui a lista completa com as ocupações permitidas. Para capacitação, acesse aqui. Cursos online e presencial em temas como: Empreendedorismo e Inovação; Finanças e Planejamento; Vendas e Marketing; Gestão de Pessoas; Legislação e obrigações do MEI Ideal para quem está começando e quer se preparar para crescer com segurança. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/manual-reune-informacoes-para-microempreendedor-individual

Memorial que resgata 65 anos de história do associativismo e do comércio em Florianópolis é inaugurado pela CDL

A CDL Florianópolis inaugurou recentemente um novo espaço que celebra trajetória e protagonismo social: um memorial histórico. A área permanente na sede da entidade retrata a trajetória do associativismo e a evolução do comércio ao longo dos 65 anos de atuação na capital. Localizado na Rua Felipe Schmidt, 679, no Centro, o memorial proporciona uma viagem no tempo, reunindo memórias, conquistas e marcos que ajudaram a moldar o desenvolvimento econômico da cidade e o fortalecimento dos negócios. O vice-presidente da CDL, Rafael Salim, idealizador do projeto, enfatiza que a ideia surgiu pensando em preservar a história e valorizar tudo o que foi construído ao longo do tempo. “A CDL sempre esteve presente nos momentos decisivos do comércio e da cidade. Agora,  conseguimos materializar as lembranças, servindo de recordação para todos que viveram essas memórias e de inspiração para as novas gerações, de onde sairão nossos próximos empresários e dirigentes”, destaca. (Confira a matéria completa em CDL, 28/01/2026) Publicado em 30 janeiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/01/memorial-que-resgata-65-anos-de-historia-do-associativismo-e-do-comercio-em-florianopolis-e-inaugurado-pela-cdl/

Beneficiários do Pé-de-Meia podem fazer aplicação no Tesouro Direto

Beneficiários do Pé-de-Meia podem fazer aplicação no Tesouro Direto

Os estudantes beneficiários do Pé-de-Meia poderão escolher como investir o recurso que recebem do programa: o valor poderá ser mantido na poupança ou ser aplicado no Tesouro Selic. A parceria entre a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a Caixa Econômica Federal, o Ministério da Educação e a B3, a bolsa de valores do Brasil, foi oficializada na tarde desta sexta-feira (30).  Desde novembro essa parceria já está em funcionamento por meio do aplicativo Caixa Tem e, desde então, 50 mil estudantes brasileiros beneficiários do programa Pé-de-meia já estão investindo em Tesouro Direto. Notícias relacionadas: Estudantes do Pé-de-Meia podem escolher como investir benefício. O Pé-de-Meia beneficia cerca de 4 milhões de estudantes por meio de um incentivo financeiro-educacional do governo federal. Antes, o dinheiro recebido por meio do programa só podia ser aplicado na poupança. Agora, com essa parceria, os estudantes vão também poder aplicar esses recursos no Tesouro Selic, que acompanha a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, fixada pelo Banco Central do Brasil. “Esta é mais uma iniciativa de educação financeira misturada com inclusão”, disse o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.  “Dar a opção [de como investir] faz com que o estudante tenha que pensar sobre isso, buscar informação sobre isso. E isso gera um aprendizado. Então, ele vai poder fazer uma escolha consciente de manter o recurso onde está ou poder transferir para o Tesouro Direto. Essa liberdade de escolha é algo muito positivo e acreditamos que isso transforma a capacidade desses jovens de se prepararem para fazerem escolhas conscientes em suas vidas”. Assim como na poupança, os rendimentos do Tesouro Selic vão variar conforme as condições do mercado, mas sem risco de perda do investimento. Segundo o secretário, o Tesouro Selic foi atrelado à Selic para “ser uma porta de entrada segura e não gerar algum tipo de perda” para os estudantes. A opção pelo tipo de investimento e o acompanhamento da rentabilidade da aplicação e da evolução dos rendimentos poderão ser feitos pelo aplicativo Caixa Tem, da Caixa Econômica Federal.  “Os estudantes hoje recebem o benefício do programa Pé-de-meia por meio do aplicativo Caixa Tem. Neste aplicativo, tem a opção onde ele pode escolher se deseja manter os recursos do incentivo de conclusão aplicados em poupança ou no Tesouro Direto”, explicou Tiago Cordeiro, diretor de produtos de governo da Caixa.  “Na jornada estão explicados para os estudantes as diferenças entre os dois tipos de investimentos para que ele tome a decisão que achar mais conveniente”, acrescentou ele, em entrevista à Agência Brasil. Pé-de-Meia Criado em 2024 pelo Ministério da Educação, o Pé-de-Meia é voltado a estudantes do ensino médio da rede pública de baixa renda, que recebem um incentivo financeiro para concluírem os estudos. O programa funciona como uma poupança para os estudantes de baixa renda do ensino médio, com o objetivo de promover a permanência e a conclusão escolar nessa etapa de ensino. Ao comprovar matrícula e frequência, o estudante do ensino regular começa a receber o pagamento de incentivos mensais no valor de R$ 200, que podem ser sacados em qualquer momento.  O beneficiário do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1 mil ao final de cada ano concluído, que só podem ser retirados da poupança após a formatura no ensino médio. Considerando as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores chegam a R$ 9,2 mil por aluno, informou o ministério. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/beneficiarios-do-pe-de-meia-podem-fazer-aplicacao-no-tesouro-direto

Se um Jogador num Dia de Verão

Se um Jogador num Dia de Verão

É noite e, depois de uma longa jornada, você entra na taverna do vilarejo à procura de descanso e de se inteirar dos rumores locais. No balcão, o atendente se dirige a você. — Boa noite, senhor. Gostaria de uma bebida? Talvez um quarto para pernoitar? — Boa noite, meu bom homem. Uma caneca do seu melhor hidromel, o prato da casa e uma cama num quarto com janela, se possível. — Pois não, senhor, agora mesmo. O atendente grita o pedido por cima do ombro pra o cozinheiro no cômodo vizinho. — Agora, em que mais posso ajudá-lo? — Pois não. Diga-me: o senhor é corintiano ou flamenguista? — Err… Perdão senhor… Corintiano… Flamenguista…? — Sim. Corinthians, Flamengo… Os times… — Desconheço, senhor. São guildas? Talvez de artesãos? — Argh! Deixa pra lá. Meu hidromel, sim? — Ah, claro! Aqui está, senhor. Conversa estranha, de gente esquisita… Mas por mais esdrúxulo que possa parecer, este tipo de conversa está prestes a se tornar algo que todo jogador vai potencialmente poder experimentar. O fato é que estamos à beira de uma revolução nos jogos, em especial em suas narrativas e, mais especificamente, nos seus NPCs (Non-Playable Characters ou personagens não controláveis pelo jogador). Experimentos, mais ou menos bem-sucedidos, com reconhecimento de discurso nos jogos não são novidade. Poder conversar livremente, por meio de texto ou voz, com os personagens do mundo de um jogo é um sonho antigo de Narrative Designers ao redor do mundo. Nunca foi possível fazê-lo de maneira satisfatória. Mas agora, com o advento dos LLMs e de IAs como o ChatGPT, este sonho está mais perto de se realizar do que nunca. Faça um experimento simples e peça para uma dessas IAs generativas fingir que é um personagem num RPG e puxe conversa. Você verá de imediato do que estou falando. A incorporação dessas tecnologias no design das narrativas dos jogos vai representar um salto quântico no modo como as histórias serão contadas e como os jogadores as experimentarão. Será o ápice das narrativas interativas, com um potencial infinito para narrativas emergentes (aquelas que não são roteirizadas pelos designers), para experiências únicas onde cada jogador viverá a história do seu jeito. Ainda não sabemos até onde isso pode chegar — o céu é o limite —, mas já começamos a entender os desafios. Experimentos como Herika e iniciativas como o Ghostwriter da Ubisoft, Inworld AI, e Neo NPC, já demonstram a importância e o potencial, mas também as dificuldades, dessa nova forma de contar histórias nos jogos. No momento, ainda estamos lutando com questões técnicas como latência (demora pra o NPC gerar a resposta), custo de API, coerência do personagem em relação ao lore (a história do mundo), ao gameplay e em relação aos outros personagens, o eterno tom “ChatGePeTesco” destes, entre outros. Isso sem falar nas questões éticas e sociais externas aos jogos, como a precarização do trabalho de roteiristas e dubladores. O fato é: essa tecnologia veio pra ficar e é uma questão de tempo até que os problemas técnicos sejam resolvidos e possamos ver os primeiros jogos AAA utilizando-a de maneira satisfatória. Cabe aos profissionais da área estarem atualizados com as tendências e as ferramentas e saberem usá-las a seu favor. Como sempre, o toque humano, a criatividade, a experiência, o senso crítico e estético, a ética, vão continuar sendo indispensáveis. O Narrative Designer vai ser, mais que do nunca, um maestro ou um diretor da narrativa, quase como o mestre de RPG, criando a premissa da história e moldando e ajustando as personalidades dos personagens, o lore do mundo e como todos esses fatores se relacionam com a progressão e o gameplay. Ao jogador, por sua vez, vai caber a responsabilidade de ser criativo e de entrar no seu personagem, verdadeiramente atuando e contribuindo com os NPCs, num trabalho conjunto entre designer, jogador e IA, na criação de uma história única, totalmente sua (já pararam pra pensar no potencial disso pra os streamers? Pois é…). O futuro das narrativas interativas, meus amigos, está logo ali, e é assombroso e lindo! Agora, se me permitem, devo terminar meu hidromel e recolher-me aos meus aposentos. Preciso estar descansado, pois a jornada… Ah! A jornada está apenas começando! fonte https://santotech.com.br/se-um-jogador-num-dia-de-verao/