Move Brasil já liberou quase R$ 2 bilhões em um mês

Move Brasil já liberou quase R$ 2 bilhões em um mês

Em evento em Guarulhos (SP), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse neste domingo (8) que o programa Move Brasil liberou aproximadamente R$ 2 bilhões em financiamentos para renovação da frota de caminhões no primeiro mês de vigência. O programa busca substituir veículos antigos e retomar o ritmo de vendas, que havia recuado 9,2% em 2025. Em relação aos modelos pesados, voltados para transporte de longas distâncias, a retração foi mais acentuada, de 20,5% ante 2024. Notícias relacionadas: Governo anuncia R$ 10 bilhões em crédito para compra de caminhões. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o mercado de caminhões iniciou o ano em retração de 34,67% (em relação a janeiro de 2024). Para Alckmin, a queda nas vendas está relacionada à alta taxa de juro no país. “Temos recorde de safra, com aumento de 17,9%. Também de exportação, com US$ 349 bilhões, e uma corrente de comércio de US$ 629 bilhões. Esses produtos precisam chegar a portos e aeroportos. Qual foi o problema? A taxa de juros. Normalmente, quem compra esse tipo de bem de uso duradouro financia, é difícil comprar à vista. Eu vou e financio. A taxa estava em 22%, 23% ao ano, e a resposta foi boa, cerca de R$ 1,9 bilhão neste comecinho”, destacou.  Dono de uma empresa de transportes em Santa Isabel, na região metropolitana de São Paulo, Orlando Boaventura pegou empréstimo pelo Move Brasil. A empresa, familiar, tem 30 funcionários e existe há 20 anos. Com os recursos, compraram o 29º caminhão. “Um modelo novo gasta hoje até R$ 200 a menos em combustível em uma viagem daqui para o Rio de Janeiro, por exemplo. A gente busca a renovação de frota e essa taxa de juros é adequada, está dentro do nosso padrão. Conseguimos um bom preço e achamos que era o melhor momento para comprar”, contou. A empresa deve contratar mais cinco trabalhadores este ano.  O representante dos trabalhadores, Wellington Damasceno, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, destacou o esforço conjunto de empresas, sindicatos e do governo federal para elaboração do programa, que visa a manutenção dos empregos no setor, como a diminuição das emissões de carbono e a transição para modelos de logística mais sustentáveis. No evento, os representantes da indústria pediram a manutenção do programa, como forma de estimular a retomada das vendas do setor, que envolve fábricas, concessionárias, indústrias de peças e outros produtos relacionados. “Vemos uma tendência do Banco Central de pensar o início de um ciclo de redução da taxa Selic. Isso talvez compense, caso não haja perenização no programa, mas ele já tem um valor importante porque antecipa a expectativa e como a taxa de juros estará a partir do terceiro e quarto trimestres deste ano”, destacou o CEO da Scania, Christopher Polgorski, acrescentando que cada emprego mantido na produção e vendas diretas reflete na manutenção de outros seis empregos indiretos. Alckmin informou que o programa não tem um prazo de conclusão, e que teto deve continuar em R$ 10 bilhões. “Neste momento não temos discussão de aumento do valor [do teto]. O prazo pode durar dois meses, quatro meses, seis meses, até que o recurso se esgote. Depois disso nós vamos estudar”, disse. Move Brasil O Move Brasil libera crédito para a compra de caminhões novos e de seminovos fabricados a partir de 2012 por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os veículos precisam atender a critérios ambientais. No final de janeiro, o Renovação da Frota, dentro do Move Brasil, beneficiou caminhoneiros autônomos, cooperados e empresas transportadoras de 532 municípios. Somente no mês passado, foram realizadas 1.152 operações, com valor médio de R$ 1,1 milhão. No total, o programa disponibilizará R$ 10 bilhões em crédito, entre recursos do Tesouro Nacional e BNDES. Desse total, R$ 1 bilhão é reservado exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperados. As taxas de juros cobradas estão em torno de 13% a 14% ao ano. Há condições melhores para quem comprovar entrega de veículos mais antigos para desmonte. O limite de financiamento é de até R$ 50 milhões por usuário. Os empréstimos terão prazo máximo de 5 anos e carência de até 6 meses. Todas as operações são cobertas pelo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), com garantias de até 80% do valor financiado. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/move-brasil-ja-liberou-quase-r-2-bilhoes-em-um-mes

EUA ordenam remoção de dispositivos obsoletos em redes federais para conter vulnerabilidades exploradas por hackers

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A Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA), agência de defesa cibernética dos Estados Unidos, emitiu uma Binding Operational Directive obrigando todas as agências civis federais a remover ou substituir dispositivos de rede que já atingiram o fim de suporte (end-of-life) dentro de 12 meses — após constatar que esses equipamentos vulneráveis estão sendo amplamente explorados por hackers em campanhas persistentes de ataque. De acordo com o comunicado oficial, os dispositivos afetados incluem balanceadores de carga, firewalls, roteadores, switches, pontos de acesso sem fio, aparelhos de segurança de rede e dispositivos IoT, que não recebem mais atualizações de segurança dos fabricantes. Esses aparelhos, por estarem na fronteira das redes, são especialmente visados por agentes maliciosos, oferecendo pontos de entrada para comprometer sistemas governamentais. Diretivas e prazos Segundo a CISA, as agências federais terão os seguintes prazos para cumprir a nova ordem: 3 meses: inventariar todos os dispositivos que constam na lista de fim de suporte e reportar à CISA. 12 meses: descomissionar e substituir todos os dispositivos já sem suporte por equipamentos que recebem atualizações de firmware e segurança. 18 meses a 24 meses: estabelecer processos de gestão contínua do ciclo de vida de dispositivos de borda para evitar que equipamentos obsoletos permaneçam nas redes. A diretiva faz parte de um esforço mais amplo para reduzir o risco de ataques cibernéticos em sistemas críticos do governo, após campanhas de exploração de dispositivos sem suporte que comprometeram redes públicas e privadas por todo o mundo. Dispositivos antigos são frequentemente explorados por atores com ligações a grupos patrocinados por estados, que utilizam falhas conhecidas para ganhar acesso e persistência em redes federais e corporativas. Riscos de segurança e impacto A CISA destacou que equipamentos que não recebem mais suporte de seus fabricantes — ou seja, que estão em fim de vida — não devem permanecer em redes corporativas ou governamentais, pois representam um risco crítico de segurança. A remoção desses dispositivos é vista como prática fundamental de “higiene cibernética”, essenciais para enfrentar ameaças modernas e proteger ativos digitais críticos. A agência afirmou que irá auxiliar as organizações no processo e acompanhar o progresso das agências federais para garantir conformidade com os prazos estipulados, reforçando que a medida não foi motivada por um incidente específico, mas por um padrão também reforçado por relatórios públicos de campanhas de ataque que exploram dispositivos obsoletos. Fonte: The Record fonte https://santotech.com.br/eua-dispositivos-obsoletos-seguranca-cibernetica-agencias-federais/

Mega-Sena não tem ganhador; prêmio acumula para R$ 47 milhões

Mega-Sena não tem ganhador; prêmio acumula para R$ 41 milhões

O prêmio do concurso 2.970 da Mega-Sena acumulou neste sábado (7). No próximo sorteio, o prêmio deve ser de R$ 47 milhões. Nenhum apostador acertou as seis dezenas: 22 – 32 – 37 – 41 – 42 – 59 Vinte e duas apostas ganharam a quinta, cada uma no valor de R$ 103.128,37. Outras 2.828 apostas levaram a quadra e irão receber R$ 1.322,42 cada. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/mega-sena-nao-tem-ganhador-premio-sobe-para-r-47-milhoes

Malê Debalê reafirma ancestralidade e cultura negra em Itapuã

Bloco afro que exalta a ancestralidade do bairro de Itapuã, o Malê Debalê, reafirma o compromisso com a cultura negra, a formação artística e a valorização das identidades que constroem a história do bairro e da cidade de Salvador. De acordo com o presidente da agremiação, Cláudio de Araújo, o Malê Debalê  nasce no final da década de 1970 e, em 1997, foi reconhecido pelo New York Times como o maior balé afro do mundo. “O balé, o Malê Debalê, nasce na década de 79 para 80, aonde os jovens, né, que pensaram essa instituição tinham nada mais, nada menos como um desejo de fazer com que Itapuã fosse melhor representada, né? Uma questão asfáltica, de educação, urbanismo, né? E aí, logo no primeiro ano dessa instituição no Carnaval, ela é consagrada com o título, né, de campeão do Carnaval. De lá para cá foi instituído, e através de uma percepção muito bacana da diretoria, que a gente precisava fazer algo para além do Carnaval. E aí eles tiveram essa expertise de fazer investimento em alas de dança, né? E quando chega em 1997, a gente recebe o título do New York Times, né? Do maior balé afro do mundo. Então isso, para a gente, foi algo assim surreal.” No Carnaval de 2026, o bloco de Itapuã leva para a avenida um desfile com o tema Malê na Corte de Oxalá, exaltando a fé, a ancestralidade e a realeza espiritual do povo negro. “Nós, na verdade, estamos dando continuidade a um processo que nós começamos em 2025. Em 2025, nós tivemos a ousadia de vislumbrar, de propor à sociedade civil, né, a Salvador, Bahia e Brasil, mundo, um tema chamado, né? Nós levamos para a avenida Exú. E agora vamos falar de Oxalá, propriamente falando da sua corte, né? Quando a gente fala na Corte de Oxalá, é claro que todos os orixás estão envolvidos, mas a gente, é claro, não tem essa expertise no sentido de ocupar tempo, de mensurar a quantidade de orixás para poder, a exemplo, colocar num tecido, nas nossas peças do Carnaval. Então, para esse Carnaval, nós estaremos com 23 alas de dança. Cada ala de dança dessa vai tomar conta aí de um orixá, tá, como subtema.” Assim como o concurso Negra e Negro Maê Adulto, festival de dança Malezinho busca valorizar a identidade negra a partir do reconhecimento de personalidades negras que fizeram história. “Até dois anos atrás, nós intitulávamos esse processo de seleção como escolha da Negra e Negro Malezinho. Mas a gente sabe que pais e mães, eles querem sempre que seus filhos cheguem no pódio em primeiro lugar. Existia um certo conflito, sabe? A não entenderem que a gente estava aqui procurando enaltecer a memória, sobretudo, daqueles jovens negros, reis e rainhas que vieram em porões de navios e que a gente, enquanto diretoria do Malê Debalê, tenta devolver isso de uma forma macro. Aqui nós temos a prerrogativa de que só através da educação iremos mudar o cidadão. Dandara Lima, de 9 anos, explica a importância de ter sido eleita a Negra Malezinho de 2026. Ser Negra Malezinho, para mim, é motivo de esperança, perseverança e também eu acredito que o maior balé afro do mundo, o Malê, ele ajuda as crianças a seguirem pelo caminho certo e não seguirem pelo caminho errado. Eles ensinam a respeitar, a cuidar e também empoderam as crianças negras da sua comunidade. Morador da Praia de Pitanga, Iago Carvalho, de 12 anos, comenta sobre ser o novo rei Malezinho. Eu me sinto feliz por poder representar crianças que querem concursar e querem chegar ao mesmo lugar que eu estou hoje. Para mim, ser Negro Malezinho é poder representar outras crianças e exaltar minha ancestralidade. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/male-de-bale-reafirma-ancestralidade-e-cultura-negra-em-itapua

Relatório aponta possível invasão ao Ministério de Minas e Energia do Brasil em campanha global de ciberespionagem

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Um relatório recente da equipe de inteligência cibernética Unit 42, da Palo Alto Networks, revelou que um grupo de ciberespionagem conhecido como TGR-STA-1030 ou “Shadow Campaigns” possivelmente comprometeu a rede do Ministério de Minas e Energia do Brasil como parte de uma operação global que afetou organizações governamentais e infraestruturas críticas em pelo menos 37 países ao longo do último ano. Segundo a Unit 42, o ator — avaliado com alta confiança como alinhado a um Estado e operando a partir da Ásia — conduziu reconhecimento ativo contra infraestruturas governamentais associadas a 155 países entre novembro e dezembro de 2025, além de comprometer redes em diversas regiões do mundo. Brasil na mira do grupo de espionagem O relatório indica que, além de escanear infraestrutura governamental de países das Américas, o grupo teria comprometido especificamente a rede do Ministério de Minas e Energia do Brasil, em um contexto relacionado ao interesse crescente de empresas e governos em minerais de terras raras — recursos estratégicos para tecnologias avançadas. O Ministério de Minas e Energia passa a ser identificado entre as entidades governamentais alvo do grupo, que também teria comprometido entidades em países como Bolívia, México, Panamá e Venezuela, segundo a análise global. Alcance e métodos das “Shadow Campaigns” O grupo TGR-STA-1030 tem operado há pelo menos dois anos, inicialmente empregando campanhas de phishing para obter acesso inicial às redes governamentais e, mais recentemente, intensificando esforços com exploração de vulnerabilidades conhecidas para acesso e manutenção de presença prolongada em sistemas. A Unit 42 observou que as campanhas se concentram em departamentos governamentais vinculados à economia, finanças, comércio, recursos naturais e diplomacia, utilizando ferramentas sofisticadas de comando e controle para manter o acesso às redes comprometidas. Consequências e alertas de segurança Analistas de segurança cibernética alertam que essas campanhas representam um risco significativo para a segurança nacional e a proteção de dados estratégicos, pois podem resultar em espionagem econômica e coleta de inteligência sensível. A Unit 42 recomenda que organizações governamentais reforcem medidas de defesa — como filtragem avançada de URLs, segurança DNS robusta e monitoramento contínuo — para mitigar a ameaça. Até o momento, não há confirmação oficial por parte do governo brasileiro sobre a extensão do comprometimento ou medidas de contenção tomadas, e as autoridades de segurança cibernética mantêm esforços para investigar e responder às ameaças reveladas pelo relatório. Fontes:Relatório “Shadow Campaigns: Uncovering Global Espionage”, Unit 42 — Palo Alto Networks fonte https://santotech.com.br/relatorio-unit42-ciberespionagem-brasil-ministerio-minas-energia/

Parceria Antropic e wordpress lança conector que permite compartilhamento e analise de dados

Créditos da imagem: Anthropic

Na quinta-feira, o WordPress lançou um novo conector Claude, permitindo que os proprietários de sites compartilhem dados de back-end com o sistema de chatbot do Anthropic. Os usuários podem controlar quais dados específicos desejam compartilhar e o acesso também pode ser revogado se e quando o usuário escolher. Notavelmente, Claude recebe acesso somente de leitura, o que significa que não poderá alterar nada dentro do CMS de um usuário. No entanto, no ano passado, o WP afirmou que acabaria por oferecer acesso “escrever” à integração do MCP, presumivelmente permitindo que os usuários conduzissem tarefas editoriais diretamente de um chatbot conectado de sua escolha. De qualquer forma, depois que Claude está vinculado a uma conta, os usuários podem fazer ao chatbot todos os tipos de perguntas sobre os dados do site aos quais ele recebeu acesso – desde resumir o tráfego mensal do site até a realização de análises de quais postagens têm baixo engajamento do usuário. O WordPress também forneceu uma lista de prompts de modelo para o chatbot – coisas como “Mostre-me comentários pendentes no meu blog” ou “Qual dos meus sites recebe mais tráfego?” ou “Mostre-me quais posts estão gerando mais discussão”. Outras funções incluem gerenciamento de comentários (“Mostre-me comentários pendentes no meu blog”) e gerenciamento de plug-in (“Quais plug-ins estão instalados no meu site principal?”). FONTE: TECHCRUNCH fonte https://santotech.com.br/parceria-antropic-e-wordpress-lanca-conector-que-permite-compartilhamento-e-analise-de-dados/

Classe dominante brasileira entende o Estado como dela, diz Haddad

Classe dominante brasileira entende o Estado como dela, diz Haddad

“A classe dominante brasileira entende o Estado como dela, não é uma coisa nossa, é uma coisa dela.” A avaliação é do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que participou de evento, na capital paulista, para lançamento de seu livro Capitalismo Superindustrial. Na ocasião, houve bate-papo com Haddad, Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz, no Sesc 14 Bis. “Eu defendo a tese de que o Estado foi entregue aos fazendeiros como indenização pela abolição da escravidão”, afirmou Haddad. Para contextualizar, ele lembrou que o movimento dos republicanos começou em 14 de maio de 1888 – dia seguinte à assinatura da Lei Áurea -, e um ano depois logrou êxito. Notícias relacionadas: Veja dicas para curtir o carnaval com segurança e alegria. Céu na Terra completa 25 anos de folia nas ladeiras de Santa Teresa. TV Brasil transmite desfile do Grupo de Acesso 2 de São Paulo . Vitorioso, o movimento republicano “bota pra correr a classe dirigente do país e, no lugar dela, não põe outra coisa senão a classe dominante do país para cuidar do estado como se fosse seu. Nós estamos com esse problema até hoje.” “Esse ‘acordão’ sob os auspícios das Forças Armadas, quando é colocado em xeque, a reação é imediata. Você não pode tocar nisso, você não pode tocar em nenhuma instância. Por isso que a democracia no Brasil é tão problemática e tão frágil, porque a democracia é a contestação desse status quo. E, quando ela estica a corda, a ruptura institucional pode acontecer”, concluiu o ministro.   Lançamento do livro Capitalismo Superindustrial, do ministro da Fazenda Fernando Haddad, pela Companhia das Letras, com Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz, no Sesc 14 Bis. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil  Capitalismo superindustrial Lançado neste sábado, o livro de Haddad discute os processos que levaram ao atual modelo global do que ele chama de capitalismo superindustrial, marcado por desigualdade e competição crescentes. Haddad aborda temas como a acumulação primitiva de capital na chamada periferia do capitalismo, a incorporação do conhecimento como fator de produção e as novas configurações de classe. Para o ministro, a desigualdade vai continuar aumentando. “A desigualdade, quando o estado mitiga os efeitos do desenvolvimento capitalista e organiza a sociedade em termos de desigualdade moderada, realmente as tensões sociais diminuem muito, é verdade”, disse. “Mas, deixada à própria sorte, essa dinâmica leva a uma desigualdade absoluta. E quando isso acontece, você não está mais falando de diferença, você está falando de contradição e de processos contraditórios. E eu entendo que nós estamos nesse momento, nessa fase, em que a contradição está se impondo”, acrescentou. A obra reúne estudos sobre economia política e a natureza do sistema soviético, realizados por Haddad nos anos 1980 e 1990, que foram revisados e ampliados. Com isso, a obra discute também os desafios colocados pela ascensão da China como potência global. Processos no Oriente “A ideia toda era tentar entender o que aconteceu no Oriente que podia se encaixar num padrão próprio de acumulação primitiva de capital – que não se confunde nem com a escravidão na América nem com a servidão no Leste Europeu -, mas que, à sua maneira, cada um de um jeito, chegou aos mesmos objetivos”, explicou. Ele aponta que, ao contrário do que aconteceu no Leste Europeu e na América, as revoluções no Oriente foram antissistêmicas e antiimperialistas. “Ao contrário da escravidão e da servidão, o despotismo e a violência do estado serviram a propósitos industrializantes, o que não aconteceu nem no leste europeu, nem nas américas”, explicou. “É curioso que, do ponto de vista interno, eram formas ultra violentas e coercitivas de acumulação de capital, mas do ponto de vista externo, tinha uma potência antissistêmica que apaixonava os povos em busca de liberdade e de emancipação nacional, e não de emancipação humana. Ou seja, nós estamos falando, sim, de uma revolução, mas não de uma revolução socialista e isso faz muita diferença”, acrescentou. Em relação a questionamentos sobre o sucesso ou fracasso dos processos no Oriente, ele avalia que, do ponto de vista do desenvolvimento das forças produtivas e mercantilização da terra, do trabalho e da ciência, houve um avanço dessas sociedades. “Em relação aos ideias que motivaram os líderes revolucionários, aí você pode dizer que não atingiu seus objetivos”, disse, destacando a contradição explicitada nesses processos. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-02/classe-dominante-brasileira-entende-o-estado-como-dela-diz-haddad

CIDADES INTELIGENTES E SUSTENTÁVEIS: O PAPEL DAS SMART CITIES NO CUMPRIMENTO DOS ODS DA AGENDA 2030 DA ONU

Prof Danilo Aleixo - Dr em Recursos Naturais e Colunista Santotech

As Cidades Inteligentes e Sustentáveis “Smart and Sustainable Cities” utilizam-se como base a gestão pública eficiente, dados e tecnologias de ponta para melhoria da qualidade de vida da população, sendo essenciais frente ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, e em especial o ODS 11 que se refere a Cidades e Comunidades Sustentáveis. No Brasil temos como modelo de “Smart and Sustainable Cities”: São José dos Campos, Florianópolis e Curitiba, utilizam tecnologia para melhorar a qualidade de vida, mobilidade e eficiência ambiental. Destaques incluem soluções de 15 minutos, energia renovável, gestão de resíduos e governança inteligente. As Smart Cities integram Sustentabilidade e Inovação no processo de otimização da Mobilidade Urbana, Energia e Inclusão, transformando os atuais desafios urbanos em Eficiência, Inclusão Social e Resiliência. Principais Exemplos e Características: Curitiba (PR): Referência Global em Planejamento Urbano e Urbanismo, e em 2026, apresentará como destaque o PlanClima, que estabelece 20 ações estratégicas para atingir a neutralidade de carbono até 2050, focando em morbilidade de baixo custo e economia circularem transporte (eletrificação de ônibus) e “Capital Ecológica”, utiliza tecnologia para monitorar serviços, agendar consultas e gerir lixo reciclável (Ranking Connected Smart Cities 2025/2026). Campina Grande (PB): Diferente de outras cidade e capitais, Campina Grande foca na integração entre o setor acadêmico, Startups e a gestão pública: a cidade é reconhecida como a 3a mais inovadora do país e 1a no Nordeste, segundo o índice de Cidades Empreendedoras (ICE). Em junho de 2026, será a sede do evento Smart City Park 2026, discutindo soluções de tecnologia e sustentabilidade urbana durante o período do “Maior São João do Mundo”. São Paulo (SP): Líder em Mobilidade e Acessibilidade, o modelo da Metrópole prioriza a gestão inteligente do tráfego e a eletrificação do transporte público para reduzir as emissões de gases poluentes (Ranking Connected Smart Cities 2025/2026). Vitória (ES): Atualmente lidera o ranking nacional como cidade inteligente e conectada. Seu modelo foca em governança digital e saúde de ponta, desbancando polos tradicionais ao integrar todos os serviços municipais em plataformas acessíveis ao cidadão (Ranking Connected Smart Cities 2025/2026. Florianópolis (SC): Reconhecida pela excelência em Tecnologia e Inovação, educação e infraestrutura cicloviária. A capital catarinense utiliza seu ecossistema de startups para testar soluções urbanas em tempo real. Também é Liderança em Inovação e Dados consolidou-se como um dos principais polos tecnológicos do país, figurando consistentemente no topo de rankings de cidades inteligentes, como Connected Smart Cities (Ranking Connected Smart Cities 2025/2026). João Pessoa (PB): João Pessoa destaca-se pelo equilíbrio entre ser a capital mais verde do Brasil e a implementação de infraestrutura tecnológica abrangente. Vale destacar o Projeto Smart City (2025-2006, aonde a cidade lançou um projeto ambicioso para se tornar a primeira cidade do Brasil com cobertura 100% inteligente. A iniciativa utiliza tecnologia de ponta em iluminação (lâmpadas inteligentes), semáforos integrados e monitoramento com reconhecimento facial para segurança. Os Principais Papéis das Smart Cities na Agenda 2030 da ONU: ODS 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis: O principal foco das “Smart Cities” estão na busca eficiente de uma gestão inteligente de Mobilidade Urbana, Transporte Público de Qualidade, e Redução dos Impactos Ambientais advindos das Ações Antrópicas Humanas frente a atual crise climática e ambiental. Gestão dos Recursos e Sustentabilidade Ambiental: Utilização de Energias Limpas e Renovável, Edificações Inteligentes e Sustentáveis, Redes de Energia Inteligentes “Smart Grids” e Gestão de Resíduos para minimizar a Pegada de Carbono (PC), e assim, alinhando-se as metas de emissões líquidas de Gases de Efeito Estufa. Qualidade de Vida e Inclusão Social: As Cidades Inteligentes e Sustentáveis colocam como prioridade os cidadãos, promovendo a Inclusão Digital, acesso Participativo à Governança e melhoria das Políticas de Saúde Públicas Integrativas. Transformação Digital e Governança (ODS 9 e 16): Adotam Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) para proporcionar Governança Colaborativa e Inclusiva, bem como Inovações em infraestrutura. Eixos de um Modelo Sustentável e Inteligente: Tecnologia e Mobilidade: Uso de dados para semáforos inteligentes, frota elétrica/híbrida e incentivo ao uso de bicicletas. Planejamento Urbano: Cidade de 15 minutos, áreas verdes, infraestrutura digital e gestão eficiente dos recursos. Sustentabilidade Ambiental: Troca de recicláveis por alimentos, eficiência energética e áreas de preservação. Governança e Cidadão: App como “Curitiba 156” para solicitações, agendamento on-line de saúde (Saúde Já) e transparência de dados. Esses Modelos seguem a Carta Brasileira para Cidades Inteligentes e o Ranking Connected Smart Cities ajudam a dar o norte frente a essas ações, com foco em inclusão, desenvolvimento econômico e uso ético da tecnologia, e isso é Desenvolvimento Urbano Sustentável (DUS), pois alinha as variáveis ambientais, sociais e econômicas. fonte https://santotech.com.br/cidades-inteligentes-e-sustentaveis-o-papel-das-smart-cities-no-cumprimento-dos-ods-da-agenda-2030-da-onu/

Florianópolis lidera ranking nacional de favorabilidade para investimentos em turismo

Em sua segunda edição, o Índice de Favorabilidade para o Turismo (IFT-GKS), aponta  quais capitais brasileiras apresentam a melhor combinação de condições sociais, econômicas, turísticas e de sustentabilidade para o desenvolvimento de negócios no setor de turismo. Ao longo de 2025, os especialistas envolvidos na elaboração do IFT-GKS se dedicaram a refinar o índice, atualizando os dados e incluindo aspectos ligados à sustentabilidade, de modo a ampliar a compreensão dos efeitos do turismo nos destinos, especialmente em relação à qualidade de vida dos residentes. Florianópolis lidera o ranking nacional da segunda edição do Índice de Favorabilidade para o Turismo (IFT-GKS), com 73 pontos de 100 possíveis. Em seguida, aparecem Vitória e Curitiba, que registraram avanços expressivos em relação à edição anterior. São Paulo e Brasília completam o top 5, com desempenhos consistentes e pontuações acima de 69 pontos. (Confita a matéria completa em DeOlhonaIlha, 05/02/2026) Publicado em 06 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/florianopolis-lidera-ranking-nacional-de-favorabilidade-para-investimentos-em-turismo/

CNI: faturamento da indústria fica estagnado em 2025

CNI: faturamento da indústria fica estagnado em 2025

Pressionado pela desaceleração da economia, o faturamento da indústria de transformação brasileira ficou estagnado em 2025, com variação de apenas 0,1% em relação a 2024. Os dados constam dos Indicadores Industriais divulgados nesta sexta-feira (6) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado reflete a desaceleração da atividade no segundo semestre, após a queda de 1,2% registrada em dezembro. A retração no último mês do ano foi a quarta em um intervalo de seis meses e interrompeu um cenário positivo observado até meados de 2025. Até junho, o faturamento acumulava alta de 5,7% frente ao mesmo período de 2024, movimento que foi revertido pela sequência de resultados negativos no segundo semestre. Notícias relacionadas: Governo vai triplicar incentivo fiscal para socorrer indústria química. CNI aponta juros como responsáveis por desaceleração da indústria. Juros altos travam crédito para 80% das indústrias, revela pesquisa. Apesar da estabilidade em 2025, o desempenho sucede um ano de forte crescimento. Em 2024, o faturamento industrial havia avançado 6,2%, a maior alta em 14 anos. Outros indicadores recentes, como horas trabalhadas na produção e Utilização da Capacidade Instalada (UCI), também apontam perda de fôlego da atividade. Em dezembro, o número de horas trabalhadas caiu 1% em relação a novembro, quarto recuo em seis meses. Ainda assim, o indicador fechou 2025 com alta de 0,8% na comparação anual, sustentado pelo desempenho do primeiro semestre. A UCI recuou 0,4 ponto percentual no mês, para 76,8%, e registrou média anual 1,2 ponto inferior à de 2024. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Juros altos Em nota, a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, afirma que o enfraquecimento da indústria está ligado principalmente ao nível elevado das taxas de juros. “O crédito mais caro para empresários e consumidores reduz o ritmo da atividade, cenário agravado pela forte entrada de produtos importados, especialmente bens de consumo, que ocupam parte relevante do mercado interno”, ressalta. No mercado de trabalho, o emprego industrial caiu 0,2% em dezembro na comparação com novembro, no quarto recuo mensal consecutivo. Mesmo assim, o setor encerrou 2025 com crescimento de 1,6% no emprego em relação ao ano anterior. Na quinta queda em seis meses, a massa salarial real recuou 0,3% em dezembro e acumulou redução de 2,1% no ano. O rendimento médio real ficou praticamente estável no último mês (+0,2%), mas terminou 2025 com queda de 3,6% em relação a 2024. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/cni-faturamento-da-industria-fica-estagnado-em-2025