Reconhecimento do Movimento ODS destaca compromisso da FloripAmanhã com a cidade

Declaração do Movimento Nacional ODS Santa Catarina reconhece o cumprimento integral, pela FloripAmanhã, dos compromissos assumidos em 2025. A FloripAmanhã teve sua atuação reconhecida pelo Movimento Nacional ODS Santa Catarina pelo cumprimento integral, em 2025, dos seis compromissos assumidos no âmbito da adesão à iniciativa. A declaração foi emitida em Florianópolis no dia 31/03 de 2026 e reforça a presença da associação em uma rede voltada à promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS. Compromisso renovado com a Agenda 2030 A FloripAmanhã integra o Movimento ODS Santa Catarina desde 2020. A adesão formalizada naquele ano reforçou o alinhamento da associação com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, aprovada pela Organização das Nações Unidas, ONU, e com uma agenda voltada a uma sociedade mais inclusiva, ambientalmente sustentável e economicamente equilibrada. Esse alinhamento também aparece na própria trajetória institucional da entidade. A FloripAmanhã foi criada em 2005 com a finalidade de contribuir para a melhoria da qualidade de vida em Florianópolis e região metropolitana, atuando de forma colaborativa com diferentes organizações e estimulando o desenvolvimento sustentável, a cidadania e a cooperação entre setores. Diálogo, planejamento e responsabilidade na construção da cidade No depoimento em vídeo sobre a participação da associação no movimento, o presidente da FloripAmanhã, empresário e publicitário, Daniel Araújo, destaca que a entidade nasceu da vontade de cuidar de Florianópolis e que, há mais de 20 anos, reúne pessoas, ideias e instituições para pensar a cidade do presente e do futuro. Segundo Daniel Araújo, a FloripAmanhã acredita que a cidade se constrói com diálogo, planejamento e responsabilidade. Ele também ressalta que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ajudam a transformar boas intenções em ações concretas no território, fortalecendo organizações que escolhem agir de forma colaborativa. Confira o vídeo completo abaixo. Reconhecimento se conecta a ações permanentes da associação O reconhecimento do Movimento ODS Santa Catarina dialoga com frentes que fazem parte da atuação da FloripAmanhã em áreas como qualificação urbana, economia criativa, articulação institucional e produção de estudos e pesquisas. Esses eixos orientam projetos e ações voltados ao desenvolvimento equilibrado da cidade. Entre essas iniciativas está o Programa Adote uma Praça, criado em parceria com a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis, FLORAM, para revitalização e manutenção de espaços públicos. Atualmente, cerca de 100 dos 208 espaços mapeados já foram adotados, em uma ação que busca qualificar áreas de convivência e incentivar a cidadania ativa. Outra frente é o Relatório Anual de Progresso dos Indicadores de Florianópolis, RAPI, coordenado pela FloripAmanhã junto com parceiros, com foco no monitoramento de indicadores de sustentabilidade ambiental, urbana e fiscal da cidade. A associação também coordena e participa de iniciativas ligadas à economia criativa, à gastronomia, à gestão de resíduos sólidos e ao planejamento de longo prazo para Florianópolis. Atuação em rede e visão de longo prazo A Agenda Floripa 2030/2040/2050, lançada pela FloripAmanhã, é um dos exemplos dessa visão. O documento foi construído de forma participativa e propõe diretrizes para o futuro da cidade com base em indicadores, cenários e compromissos relacionados ao desenvolvimento sustentável. Na apresentação da publicação, a associação relaciona essa construção aos compromissos assumidos com o Movimento Nacional ODS Santa Catarina. Mais do que um reconhecimento institucional, a nova certificação reforça uma linha de atuação que conecta planejamento, participação social e ação coletiva. Ao manter os compromissos assumidos junto ao Movimento ODS Santa Catarina, a FloripAmanhã reafirma seu papel na articulação de propostas e projetos voltados a uma Florianópolis mais humana, inteligente e sustentável. Publicado em 31 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/reconhecimento-do-movimento-ods-destaca-compromisso-da-floripamanha-com-a-cidade/
Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia realiza planejamento para o ciclo 2026/2027

A abertura do workshop foi conduzida pelo presidente da FloripAmanhã, empresário e publicitário, Daniel Araújok. A FloripAmanhã realizou o Planejamento Tático-Estratégico do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, com foco na construção coletiva das ações e projetos para o ciclo 2026/2027. O encontro realizado nesta segunda-feira, 30/03, na Câmara de Dirigentes Lojistas de Florianópolis (CDL Florianópolis), reuniu representantes das instituições parceiras do Grupo Gestor para validar planejamentos institucionais e definir prioridades estratégicas Na abertura, o presidente da FloripAmanhã, empresário e publicitário, Daniel Araújo, destacou a importância do alinhamento entre as instituições parceiras para a definição das ações do novo ciclo.Coordenado pela FloripAmanhã, o programa avançou em mais uma etapa de organização e alinhamento entre as entidades envolvidas. Alinhamento para o novo ciclo A agenda do encontro incluiu a análise dos planejamentos institucionais das entidades participantes e a definição de prioridades para 2026 e 2027. O objetivo foi conectar iniciativas, metas e frentes de atuação capazes de dar continuidade ao desenvolvimento do programa. O planejamento buscou organizar as próximas ações de forma articulada, considerando o papel da gastronomia na promoção da economia criativa e a relação deste tema com outros campos criativos e a cultura de Florianópolis. Governança colaborativa Ao reunir representantes de diferentes instituições, o workshop reforçou o papel da governança colaborativa na condução do programa. A construção conjunta das estratégias contribui para qualificar decisões, integrar esforços e fortalecer a presença de Florianópolis em uma rede internacional voltada à economia criativa. Participaram representantes da FloripAmanhã, Sebrae, Prefeitura de Florianópolis – Fundação Cultural Franklin Cascaes, CDL Florianópolis, UFSC/Sinova, Udesc/Esag, JCI, Abrasel, SESC-Sistema Fecomércio e Confraria Sabores de Floripa. Gastronomia como vetor de desenvolvimento O planejamento do novo ciclo foi estruturado para orientar ações que conectem gastronomia, cultura, turismo, conhecimento e inovação. A proposta é seguir fortalecendo projetos voltados à valorização dos saberes locais, da cadeia produtiva e do posicionamento de Florianópolis no cenário da gastronomia. Com a realização do encontro, a FloripAmanhã deu continuidade ao trabalho de articulação institucional em torno de uma agenda que une planejamento, cooperação e visão de futuro. Publicado em 31 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/programa-florianopolis-cidade-criativa-unesco-da-gastronomia-realiza-planejamento-para-o-ciclo-2026-2027/
Lei reestrutura carreiras no Executivo e cria mais de 24 mil cargos

Mais de 200 mil servidores do Executivo Federal terão as carreiras reorganizadas, com a criação de mais de 24 mil cargos para professores e técnicos. A Lei 15.367/2026, publicada nesta terça-feira (31) no Diário Oficial da União, consolida mais de 20 temas relacionados à gestão de pessoas e às relações de trabalho no serviço público federal. De acordo com o Ministério de Gestão e Inovação, é a maior reestruturação de carreiras do Executivo federal em um mandato. Notícias relacionadas: MGI anuncia o adiamento da divulgação do resultado final do CNU. Senado aprova reestruturação de carreiras do serviço público federal. Aprovados em três carreiras do CNU têm resultados finais homologados. O objetivo é racionalizar estruturas administrativas. Para isso, 1.392 cargos vagos foram transformados em 428 novos cargos efetivos, sem aumento de despesa. O impacto orçamentário está estimado em até R$ 5,3 bilhões em 2026. O valor está previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano e corresponde a cerca de 1,5% das despesas com pessoal previstas pelo Executivo federal. Principais pontos da Lei 15.367/2026: reestruturação de carreiras no Executivo Federal; 200 mil servidores impactados; mais de 24 mil cargos criados; implantação de uma carreira transversal (Analista Técnico do Poder Executivo); reorganização e modernização de cargos existentes; transformação de cargos considerados obsoletos. Carreira Uma das bases da nova legislação, no âmbitos do MGI, é a criação da carreira de analista técnico do Poder Executivo Federal, de nível superior, destinada ao suporte técnico e administrativo às políticas públicas. Além disso, a medida reorganiza 66 cargos hoje dispersos em diferentes planos e prevê a criação de 1,5 mil cargos de nível superior. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Educação A norma também cria o Plano Especial de Cargos do Ministério da Educação, que reorganiza a estrutura de cargos em torno de funções mais alinhadas às políticas educacionais, promovendo maior racionalidade administrativa sem ampliação de despesas. Também está autorizada a criação de 13.187 cargos de professores e 11.576 cargos de técnicos administrativos em educação, com ocupação gradual. A medida fortalece a rede federal de ensino, amplia a oferta educacional e contribui para a interiorização da educação profissional e tecnológica no país. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/lei-reestrutura-carreiras-no-executivo-e-cria-mais-de-24-mil-cargos
Distribuição de marmitas atende pessoas em situação de rua em Florianópolis
A distribuição de marmitas para pessoas em situação de rua em Florianópolis acontece em pontos organizados pela prefeitura, garantindo alimentação e apoio à população em vulnerabilidade. A ação é realizada na Passarela da Cidadania e no Albergue Manoel Galdino Vieira, locais estratégicos para atendimento desse público. (Balanço Geral, 30/03/2026) Publicado em 31 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/distribuicao-de-marmitas-atende-pessoas-em-situacao-de-rua-em-florianopolis/
Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira está com inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente e Direito dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais. O concurso vai reconhecer e premiar trabalhos e iniciativas de comunicação nas áreas de jornalismo investigativo, comunicação popular e educação midiática, voltados à proteção do meio ambiente, à defesa dos direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais. Podem participar jornalistas profissionais, fotojornalistas, artistas, educadores e pesquisadores. Serão aceitos trabalhos publicados ou veiculados a partir de janeiro de 2023 em seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. O concurso é promovido pela Secretaria de Comunicação do Governo Federal. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 21 de maio pelo site gov.br/secom, na aba “assuntos”. A soma dos prêmios chega a R$ 300 mil. O resultado está previsto para o dia 03 de junho e a cerimônia de premiação para o dia 12 de junho. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/concurso-dom-phillips-e-bruno-pereira-esta-com-inscricoes-abertas
Cícero Lucena lança bicicletas elétricas e posiciona João Pessoa como pioneira em mobilidade no Nordeste

A cidade de João Pessoa deu um passo estratégico rumo à mobilidade urbana inteligente ao apresentar um novo sistema de bicicletas elétricas, iniciativa que posiciona a capital como a primeira do Nordeste a adotar esse modelo em larga escala. Prefeito Cícero Lucena-Fotografia: Sérgio Lucena O projeto foi anunciado pelo prefeito Cícero Lucena e integra uma agenda mais ampla de inovação urbana, conectando tecnologia, sustentabilidade e novos formatos de trabalho. A proposta amplia as opções de deslocamento para moradores e turistas, ao mesmo tempo em que cria oportunidades de renda por meio de aplicativos de transporte. “Até o mês de maio, serão 150 unidades disponíveis, com previsão de 450 até o final do ano. Agradecemos a colaboração nessa importante iniciativa. João Pessoa se junta a um seleto grupo de cidades que já implementaram esse projeto, como São Paulo, Rio de Janeiro e Balneário Camboriú”, destacou o prefeito. Infraestrutura e expansão do sistema O plano prevê a implantação de 19 estações distribuídas pela cidade, com uma frota inicial de 150 bicicletas elétricas. A primeira unidade já começou a ser instalada na região de Tambaú, um dos principais polos turísticos da capital. A expectativa da gestão municipal é expandir o sistema rapidamente, chegando a 450 bicicletas até o final do ano, consolidando o projeto como uma solução escalável dentro da mobilidade urbana local. Além do uso recreativo, o modelo também contempla profissionais que utilizam aplicativos como fonte de renda, ampliando o impacto econômico da iniciativa. Modelo de negócio e acesso O sistema será operado por meio de uma parceria público-privada, com gestão vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Os usuários poderão aderir a planos distintos, incluindo modalidades para lazer e para uso profissional. Fotografia: Sérgio Lucena Fotografia: Sérgio Lucena Fotografia: Sérgio Lucena Fotografia: Sérgio Lucena Os valores previstos incluem uma taxa mensal acessível para uso recreativo e um plano diferenciado para quem pretende utilizar as bicicletas como ferramenta de trabalho, especialmente em serviços de entrega. As estações de bicicletas elétricas são fruto de uma parceria público-privada, com cadastramento realizado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb). O secretário da Pasta, Marmuthe Cavalcanti, informou que haverá uma taxa de R$ 14 mensais para o uso recreativo dos equipamentos e de R$ 180 para a utilização voltada à operação por meio de transporte por aplicativo. Inovação, sustentabilidade e competitividade urbana A iniciativa coloca João Pessoa ao lado de grandes centros urbanos brasileiros que já adotaram soluções semelhantes, como São Paulo e Rio de Janeiro, reforçando a competitividade da cidade no cenário nacional. Mais do que uma alternativa de transporte, o projeto sinaliza uma mudança no papel das cidades, que passam a integrar tecnologia e sustentabilidade como pilares estratégicos. O uso de bicicletas elétricas contribui para a redução de emissões, melhora a fluidez do trânsito e incentiva novos hábitos de mobilidade. Tendência global e impacto no ecossistema local A adoção de micromobilidade elétrica segue uma tendência global de cidades inteligentes, onde soluções ágeis e sustentáveis ganham protagonismo. No contexto local, o projeto também fortalece o ecossistema de inovação e empreendedorismo, ao abrir espaço para novos serviços e modelos de negócio. Com essa iniciativa, João Pessoa avança na construção de uma cidade mais conectada, eficiente e alinhada às demandas contemporâneas de mobilidade urbana. fonte: JoaoPessoa.pb.gov.br fonte https://santotech.com.br/joao-pessoa-bicicletas-eletricas-inovacao-mobilidade-urbana-nordeste/
Florianópolis e o compromisso de ser uma cidade Lixo Zero

Artigo de Rodrigo SabatiniPresidente do Instituto Lixo Zero Brasil No dia 30 de março, o mundo celebrou o Dia Internacional Lixo Zero, instituído pela ONU como um chamado à transformação da forma como produzimos, consumimos e lidamos com nossos resíduos. Mais do que uma data simbólica, trata-se de um convite à mudança de paradigma. Neste ano, Florianópolis ganha destaque global ao ser anunciada como uma das 20 cidades Lixo Zero do mundo, em iniciativa vinculada à ONU-Habitat. O reconhecimento projeta a cidade internacionalmente – mas, acima de tudo, amplia sua responsabilidade. Ser uma cidade Lixo Zero não é um título. É o reconhecimento de um caminho que já está em curso. A avaliação internacional destaca Florianópolis por suas altas taxas de desvio de resíduos, sustentadas por três pilares fundamentais: a segregação obrigatória, a educação ambiental e a forte participação dos catadores de materiais recicláveis. Esses elementos colocam a cidade entre as experiências mais consistentes em construção no mundo. Ao longo dos últimos anos, Florianópolis estruturou uma coleta seletiva com ampla cobertura, investiu na criação e expansão de centrais de valorização de resíduos e fortaleceu iniciativas comunitárias e institucionais voltadas à redução e ao reaproveitamento de materiais. Trata-se de um trabalho contínuo, que envolve Poder Público, cooperativas, organizações e a própria população. Esse avanço é real, e precisa ser reconhecido. Mas também é insuficiente diante do desafio. Ainda há resíduos recicláveis sendo descartados de forma inadequada, materiais contaminados que perdem valor e uma dependência significativa de aterros sanitários. O reconhecimento internacional não encerra esse processo. Ele eleva o nível de exigência. O Lixo Zero propõe uma ruptura com a lógica histórica de abandonar, enterrar ou queimar resíduos. Trata-se de reduzir a geração, manter materiais em circulação e eliminar o desperdício como destino inevitável. Isso exige participação coletiva. Não existe cidade Lixo Zero sem cidadania ativa. Cada escolha cotidiana – o que consumimos, como utilizamos e como descartamos – influencia diretamente o sistema. Ao mesmo tempo, cabe ao Poder Público seguir avançando em infraestrutura, educação e políticas públicas consistentes. Mas há um ponto central: a dignidade. Os catadores de materiais recicláveis são protagonistas dessa transformação. O reconhecimento internacional de Florianópolis também é, em grande parte, resultado do trabalho desses profissionais, que historicamente sustentam na prática aquilo que hoje se consolida como estratégia. Florianópolis tem agora a oportunidade de se afirmar como referência internacional – não apenas pelo que já fez, mas pelo que está disposta a fazer a partir daqui. O reconhecimento da ONU é um marco. Mas o verdadeiro compromisso começa agora. Ser uma cidade Lixo Zero não é sobre o que se anuncia. É sobre o que se constrói, todos os dias. (ND, 31/03/2026) Publicado em 31 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/florianopolis-e-o-compromisso-de-ser-uma-cidade-lixo-zero/
Contas públicas têm déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro
As contas públicas fecharam o mês de fevereiro com saldo negativo, com o déficit no governo federal sendo parcialmente compensado pelo superávit nos governos regionais. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 16,4 bilhões no mês passado. Na comparação com fevereiro de 2025, houve redução no saldo; naquele mês, o resultado das contas foi de R$ 19 bilhões negativo. Notícias relacionadas: Contas públicas têm superávit de R$ 103,7 bilhões em janeiro. Juros do cartão de crédito pesam mais para famílias em fevereiro. As estatísticas fiscais foram divulgadas nesta terça-feira (31) pelo Banco Central (BC). O resultado primário representa a diferença entre as receitas e despesas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Em 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público consolidado foi deficitário em R$ 52,8 bilhões, 0,41% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país). Em 2025, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 55 bilhões, 0,43% do PIB. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Níveis de governo Pressionado por gastos com o Programa Pé-de-Meia e reajustes ao funcionalismo público, em fevereiro último, a conta do Governo Central teve déficit primário de R$ 29,5 bilhões ante resultado negativo de R$ 28,5 bilhões em fevereiro de 2025. O montante difere do resultado divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Tesouro Nacional, de déficit de R$ 30 bilhões, porque o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos. Os governos regionais – estaduais e municipais – tiveram resultado positivo de R$ 13,7 bilhão em fevereiro passado contra R$ 9,2 bilhões no mesmo mês de 2025, compensando parcialmente o déficit das contas públicas. Em sentido contrário, as empresas estatais federais, estaduais e municipais – excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – contribuíram para a aumentar do déficit das contas consolidadas, com o resultado negativo de R$ 568 milhões em fevereiro. No mesmo mês de 2025, houve superávit de R$ 299 milhões nessas entidades. Os gastos com juros ficaram em R$ 84,2 bilhões no mês passado. Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os juros – caiu, na comparação interanual. No mês de fevereiro, o déficit nominal ficou em R$ 100,6 bilhões contra o resultado negativo de R$ 97,2 bilhões em igual mês de 2025. Em 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público acumula déficit R$ 1,1 trilhão, ou 8,48% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores. Dívida pública A dívida líquida do setor público – balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 8,4 trilhões em fevereiro, o que corresponde a 65,5% do PIB, aumento de 0,5 ponto percentual do PIB no mês. O aumento se deve ao déficit primário do mês, aos juros nominais apropriados e à apreciação cambial de 1,5% em fevereiro, compensados pela variação do PIB nominal e por demais ajustes da dívida externa líquida. Como o país é credor em moeda estrangeira, um aumento do dólar significa aumento da dívida líquida. No mês passado, a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 10,2 trilhões ou 79,2%, aumento de 0,5 ponto percentual do PIB observado no mês anterior. Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/contas-publicas-tem-deficit-primario-de-r-164-bilhoes-em-fevereiro
CCBB em Brasília recebe mostra Joaquín Torres García – 150 anos

O Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília vai receber a partir desta terça-feira, dia 31, até 21 de junho a exposição Joaquín Torres García – 150 anos. A mostra celebra a história do artista uruguaio, um dos mais importantes e influentes da arte moderna na América Latina durante o século 20. Os visitantes vão conferir cerca de 500 itens, entre obras, documentos, pinturas, maquetes e desenhos. Saulo Di Tarso, curador da exposição, afirma que a mostra já está sendo considerada a maior reunião de obras de Torres García de todos os tempos. “Pra gente, no Brasil, é um grande privilégio poder acessar, porque realmente é muito raro, seria muito difícil fazer uma exposição como essa sem o apoio. Esse conjunto de obra, que tá sendo reunido pela primeira vez, mostra um Torres Garcia que amava as crianças e, aqui em Brasília, a gente tem mais obras que dizem respeito a essa relação que Torres Garcia teve a vida toda com a África, com a arte indoamericana”, explica. Segundo Saulo, o público pode se surpreender com artes que podem ter mais de 100 anos de autoria, mas que dialogam perfeitamente com a arte da atualidade. “Surpresas que o público pode ter é ver esse frescor de uma arte que tem, praticamente, quase 100 anos, mas qyua dialoga com o mundo da arte contemporânea. Principalmente, tem um cuidado de que muitas das obras fiquem muito acessíveis para as crianças. Então, outra coisa super bonita que tem na exposição são os brinquedos que Torres García fez durante algumas fases da vida dele. Brinquedos, inclusive, que acabaram sendo transformados em obras de arte”. A exposição Joaquín Torres García – 150 anos tem entrada gratuita e vai ficar aberta de terça a domingo. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do CCBB ou no site ccbb.com.br/brasilia. Após o período em Brasília, o próximo destino da mostra será a capital mineira, Belo Horizonte, em julho. *Com supervisão de Bianca Paiva Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/ccbb-em-brasilia-recebe-mostra-joaquin-torres-garcia-150-anos
O jogador matou a piada: como a liberdade de escolha pode esvaziar o humor nos videogames

Esoteric Ebb foi lançado no dia 3 de março pela Raw Fury Eu estava jogando Esoteric Ebb na semana passada, logo depois do lançamento, e me peguei pensando em uma coisa meio específica: como certos tipos de humor conseguem atravessar literatura, cinema e jogos sem perder completamente a identidade. Eles mudam de forma, claro, mas mantêm um certo “clima” que dá para reconhecer quase de imediato. À primeira vista, Esoteric Ebb entra fácil nessa linhagem. O jogo, feito por solo indie dev, é um CRPG de Fantasia medieval com humor irônico, diálogos extensos e um mundo cuja lógica interna se dobra sobre si mesma. A comparação com os livros de Discworld (Terry Pratcher), Monty Python em Busca do Cálice Sagrado e, mais diretamente, Disco Elysium vem quase automática. Só que ela também é meio enganosa, porque funciona para situar, mas não explica o que realmente está acontecendo. A questão aqui não é apenas influência, nem afinidade temática, mas algo mais difícil de capturar, que Hans Ulrich Gumbrecht chama de Stimmung. O termo não tem tradução exata, mas pode ser entendido como algo próximo de “atmosfera”, com uma diferença importante: não se trata apenas de clima narrativo, mas de uma presença que se impõe ao corpo antes da interpretação. É a sensação de entrar em um lugar e reagir antes de entender o porquê, de ouvir uma música em uma língua desconhecida e ainda assim sentir tristeza, de abrir um livro e captar o tom antes mesmo de terminar a primeira página. Nesse sentido, Esoteric Ebb compartilha com essas obras um mesmo campo sensível, composto por um mundo medieval que se leva a sério demais, um humor sarcástico de herança britânica e uma lógica tão consistente que começa a colapsar. Ainda assim, o jogo não produz exatamente a mesma experiência, e essa diferença não está na qualidade da escrita, mas na própria condição do meio e na presença inevitável do jogador. Gumbrecht argumenta que a Stimmung depende de materialidade, de ritmo, de continuidade, da forma como uma obra se sustenta no tempo. No cinema, isso se constrói pela montagem e pela duração das cenas; na literatura, pela cadência da linguagem. Em um CRPG textual como Esoteric Ebb, com mais de um milhão de palavras distribuídas em escolhas, menus e sistemas, essa continuidade é constantemente interrompida. O jogador não apenas vivencia a atmosfera, mas participa ativamente da sua fragmentação a cada decisão. Isso não significa que o jogo falhe em criar presença. Pelo contrário, o mundo de Norvik é denso, coerente e fascinante, e a recusa em explicar suas próprias regras contribui para a sensação de estar inserido em um sistema já em funcionamento. O problema é que essa atmosfera nunca se sustenta por completo, e essa dificuldade revela algo mais profundo: o efeito da agência sobre o humor. O que aproxima Monty Python, Discworld e Esoteric Ebb não é simplesmente o absurdo, mas um tipo específico de operação narrativa, que consiste em levar a lógica interna de um sistema até suas últimas consequências. O cavaleiro negro continua lutando mesmo após perder seus braços e pernas porque a honra exige isso. Em Discworld, a magia se transforma em burocracia porque sistemas tendem à organização. O esotérico vira rotina porque, se existe, precisa ser administrado. Em todos esses casos, o riso não surge da quebra da lógica, mas do seu esgotamento, do momento em que a coerência se torna excessiva e começa a produzir resultados ridículos. Esse tipo de humor depende, no entanto, de uma condição específica: a ausência de medo. Em Discworld, o personagem Duasflores atravessa o mundo com uma ingenuidade radical, vendo o extraordinário como algo fascinante, mesmo quando tudo ao seu redor indica perigo, ou seja, ele seria o jogador “ideal” para uma narrativa absurda. Já o mago Rincewind, o outro personagem da narrativa, por outro lado, calcula, antecipa e tenta sobreviver a qualquer custo. É claro que o mago representa o leitor/jogador real: prudente, racional e avesso ao risco. A aventura acontece porque Duasflores cria o perigo e, por ser um livro, Rincewind (e o leitor) não tem escolha senão participar. O autor força a situação e empurra seus personagens para o absurdo independentemente da vontade deles. O humor nasce justamente desse descompasso entre o que se espera e o que acontece, de um mundo que escapa ao controle de quem tenta dominá-lo. Mas em um jogo como um CRPG, essa lógica se altera profundamente. Esoteric Ebb foi construído para permitir o absurdo, e o próprio desenvolvedor fala sobre a criação de um sistema capaz de acomodar qualquer escolha, inclusive as mais improváveis. O jogo convida o jogador a experimentar, a assumir riscos, a levar o sistema ao limite. No entanto, o comportamento predominante é outro. O jogador calcula, otimiza, antecipa consequências e tenta jogar “corretamente”, não por falta de imaginação, mas porque o próprio design reforça a importância de cada decisão. O medo de falhar, de perder conteúdo ou de comprometer o desempenho do personagem não é um desvio, mas uma resposta lógica a um sistema que atribui peso às escolhas. É nesse ponto que a agência revela seu paradoxo. Ao mesmo tempo em que oferece liberdade, ela introduz responsabilidade, e essa responsabilidade produz cautela. Quem sabe que suas decisões têm consequências tende a minimizá-las, e, ao fazer isso, preserva o sistema em vez de levá-lo ao colapso. Diferentemente da literatura, onde o autor pode impor o absurdo sem negociação, no jogo o desdobramento depende de uma escolha que raramente é feita. Essa dinâmica dialoga com o que historiador Georges Minois descreve em História do Riso e do Escárnio, ao mostrar que o riso medieval não era propriamente subversivo. Ele operava dentro do sistema, exagerando suas estruturas até o limite, mas sem destruí-las. O carnaval, nesse sentido, não ameaçava a ordem, mas a reforçava, criando um espaço controlado onde o excesso era permitido porque não tinha consequências duradouras. Em Esoteric Ebb, o mundo funciona de maneira semelhante, como um sistema altamente coerente onde o absurdo é possível,
