Carnaval infantil: dicas para produzir fantasia e brinquedos com material reciclável

Carnaval infantil: dicas para produzir fantasia e brinquedos com material reciclável

Carnaval está batendo à porta de Norte a Sul do país. Pais e filhos podem celebrar de uma maneira diferente, aprendendo a fazer fantasias e instrumentos musicais com material reciclado. A ideia é promover um Carnaval sustentável e colocar em prática, de forma divertida, conceitos de sustentabilidade. “A proposta é criar elementos ligados às festividades, usando criatividade aliada à reutilização”, afirmou a coordenadora do Movimento Plástico Transforma, Fernanda Maluf. Abaixo seguem algumas ideias para o “bloco dos sustentáveis”. Fantasia infantil com materiais recicláveis Para dar vida às fantasias de maneira didática e sustentável, a principal dica é transformar materiais que seriam descartados em recursos lúdicos. O papelão se destaca como um dos itens mais versáteis: com cortes simples e fita adesiva, pode virar escudos, asas de borboleta, armaduras ou até um pequeno televisor. Retalhos de tecido e roupas antigas dos próprios pais também ganham nova função. Com amarrações simples, sem necessidade de costura, é possível criar capas de super-heróis ou saias coloridas, incentivando a autonomia e a criatividade das crianças. Fantasia de astronauta Embalagens de refrigerantes podem se transformar em um colorido foguete. A dica é pintar os itens com tinta guache e uni-las com a ajuda de fita dupla face. Para a cauda, aposte em papel crepom vermelho para representar o fogo. Embalagens de refrigerantes podem se transformar em um colorido foguete. (Crédito: D24AM) Instrumentos musicais A folia fica ainda mais animada com a criação da própria “bandinha da sala”. Potes de iogurte ou garrafas PET pequenas recheadas com arroz ou feijão funcionam como chocalhos. Já latas de leite vazias, decoradas com fita adesiva colorida, se transformam em tambores resistentes e sonoros. Chocalho. (Fotos: Abeaço | Divulgação) Os pequenos foliões farão muito barulho com chocalhos produzidos com tampinhas plásticas de garrafa PET e tubos de PVC. Neste brinquedo, os pais devem ajudar na hora de perfurar a parte central das tampas e a parte superior dos canos. Depois, as crianças auxiliam passando as tampas pelo barbante que unirá ao tubo. Aí é só amarrar as pontas do barbante e começar a festa. Chocalhos podem ser produzidos com tampinhas plásticas de garrafa PET e tubos de PVC (Foto: Divulgação) Maquiagem infantil segura Como a pele das crianças é mais sensível, o ideal é optar por tintas à base de água ou receitas caseiras, como a mistura de hidratante infantil com corante alimentício ou glitter biodegradável. É fundamental evitar produtos com solventes químicos ou glitters plásticos, que podem causar irritação nos olhos e na pele além de serem péssimos para o meio ambiente. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/carnaval-infantil-dicas-para-produzir-fantasia-e-brinquedos-com-material-reciclavel/

Parque Urbano e Marina Beira-Mar inauguram nova economia do mar na Capital

A assinatura das licenças ambientais e do alvará de construção do Parque Urbano e Marina Beira-Mar marca o início de uma das maiores transformações urbanas da história recente de Florianópolis. Com investimento privado estimado em R$ 350 milhões e previsão de gerar mais de 2.000 empregos diretos e indiretos, o projeto inaugura uma nova economia ligada ao mar, ao lazer e aos serviços náuticos no coração da Capital. Autorizada oficialmente ontem, em cerimônia na própria Beira-Mar Norte, a obra prevê a criação de um parque urbano de grande porte integrado a uma marina no Centro da cidade, devolvendo Florianópolis à sua vocação marítima e criando um novo espaço público de convivência, esporte, comércio e turismo. Após décadas de debates e cerca de cinco anos de licenciamento, o projeto sai do papel com cronograma definido: quatro anos para entrega total, com parte da estrutura já disponível à população à metade desse período. “Essa é uma estrutura que vai ditar novos rumos para a cidade como um todo. É um equipamento absolutamente democrático, com grande impacto positivo em cadeia, desde a construção até o pleno uso pela população”, afirmou o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), destacando a geração de empregos e a movimentação de novos serviços ligados à economia náutica, à gastronomia e ao turismo. MÃO DE OBRA Além da transformação urbana, o projeto inaugura um novo ciclo econômico para Florianópolis, com impacto direto na geração de empregos e na qualificação profissional. A expectativa é de cerca de 2.000 postos de trabalho, conta com empregos diretos e indiretos, desde a fase de obras até a operação plena do parque e da marina. “Esse empreendimento vai movimentar todo o ecossistema da cidade, com capacitação de mão de obra para a área náutica, manutenção de embarcações, motores, além de serviços, comércio e gastronomia”, destacou o prefeito, lembrando que já há conversas com o Senai para a criação de cursos específicos voltados à economia do mar. Para o presidente da Acatmar (Associação Náutica Brasileira), Leandro Ferrari, o projeto simboliza um avanço estratégico. “É um passo decisivo para uma cidade que entende seu potencial, se reconecta com o mar e aposta em desenvolvimento sustentável, qualificação urbana e geração de oportunidades”, afirmou. Cidade viva O novo parque será dividido em três setores, com equipamentos voltados à fruição pública, práticas esportivas e integração com o mar. Estão previstos playgrounds, academias ao ar livre, pista de esportes radicais em padrão olímpico, quadras recreativas e de areia, quiosques, arquibancadas, rampas náuticas de uso público, áreas verdes e espelhos d’água interativos. A marina contará com mais de 600 vagas para embarcações, distribuídas entre uso público e privado, em um espelho d’água de aproximadamente 300 mil metros quadrados. O espaço também reunirá serviços, gastronomia e entretenimento, consolidando uma nova centralidade urbana na Beira-Mar Norte. “O diferencial está na geografia. Estamos falando de atividades integradas, de frente para a baía Norte, aproximando definitivamente a cidade do mar”, reforçou Topázio Neto. Licenciamento ambiental e sustentabilidade O licenciamento ambiental, concedido pelo IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina), foi considerado um dos mais complexos já analisados no Estado. O processo envolveu a avaliação de impactos ambientais, sociais e econômicos, além de uma série de condicionantes para garantir a preservação da baía Norte. “O IMA está extremamente orgulhoso de contribuir para um projeto dessa magnitude. É um empreendimento que mandou horas técnicas dentro do instituto e um dos mais completos do ponto de vista ambiental”, afirmou o presidente do órgão, Josevan Camargo Cruz Junior. Segundo ele, o projeto comprova que é possível conciliar sustentabilidade, desenvolvimento urbano e crescimento econômico dentro da legislação. Entre as medidas previstas está a retirada de sedimentos contaminados acumulados ao longo dos anos, ações que devem contribuir para a melhoria da qualidade da água na região central da cidade. Um legado para a cidade Entidades empresariais e movimentos da sociedade civil participaram ativamente da construção do projeto ao longo dos anos. Para o presidente da ACIF (Associação Empresarial de Florianópolis), Célio Bernardi, a oficialização do parque e da marina representa o resultado de décadas de articulação. “É uma vitória urbanística, econômica e social, construída a muitas mãos, que coloca Florianópolis em um novo patamar”, avaliou. Já o presidente da FloripAmanhã, Daniel Araújo, destacou o legado urbano do projeto. “Estamos falando de planejamento de longo prazo, de reconexão com a vocação natural da cidade e de criação de espaços públicos de qualidade. É um marco para as próximas gerações”, afirmou. O presidente do movimento Floripa Sustentável, Roberto Costa, comentou sobre a ideia de que o espaço da marina seria um ambiente destinado a frequentadores com alto poder aquisitivo, quando, na verdade, o novo parque será aberto e de uso gratuito. “A gente não entende como é que alguns segmentos ideologizados colocam a marina como uma coisa para ricos. Na verdade, a marina é um dos equipamentos mais democráticos que tem no mundo. Em todos os lugares que ela existe”, comentou. Conclusão em quatro anos Com a liberação das licenças, a empresa concessionária inicia agora a fase de mobilização. A primeira etapa contempla a execução do aterro, implantação de equipamentos públicos e jardinagem, com prazo estimado de dois anos e meio. A conclusão total, incluindo a marina, está prevista para quatro anos. O secretário municipal de Infraestrutura e Manutenção da Cidade, Rafael Hahne, explica que o planejamento busca minimizar impactos no trânsito e na rotina da cidade. “É uma obra executada em etapas, com foco em reduzir interferências e garantir segurança. A prioridade é concluir o aterro para depois avançar nas estruturas”, afirmou. O projeto também prevê integração com o transporte público, requalificação do traçado existente e adequações viárias para futura inserção do sistema de BRT na Beira-Mar Norte. Eduardo Koerich, presidente da CDL Florianópolis, afirma que o parque representa um avanço importante na forma como a cidade pensa seus espaços urbanos. “Projetos como o Parque Urbano e a Marina mostram que é possível conciliar desenvolvimento econômico, sustentabilidade e bem-estar coletivo, transformando áreas estratégicas em ativos urbanos vivos, acessíveis e pensados

FGC aprova plano emergencial para cobrir rombo do Banco Master

Lula sanciona Orçamento de 2026 e veta R$ 400 milhões em emendas

O conselho do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou nesta terça-feira (10) um plano emergencial para recompor o caixa após o impacto financeiro provocado pela liquidação do Banco Master. A medida busca garantir que o fundo, mantido pelas instituições financeiras para cobrir eventuais quebras e liquidações, tenha liquidez compatível com os riscos do sistema financeiro já até o fim do primeiro trimestre. O plano prevê a antecipação imediata do equivalente a cinco anos de contribuições futuras dos bancos associados, dividida em três parcelas mensais. O cronograma inclui ainda novos adiantamentos: mais 12 meses de aportes em 2027 e outros 12 meses em 2028, o que, na prática, representaria até sete anos de contribuições antecipadas. Notícias relacionadas: Ipea diz que mercado de trabalho pode absorver fim da escala 6×1. Portos brasileiros movimentaram 1,4 bi de toneladas de cargas em 2025. Diretor Jurídico do BRB deixa cargo após caso Banco Master. Além disso, as instituições financeiras concordaram em elevar temporariamente o valor das contribuições mensais ao FGC. O aumento extraordinário deve variar entre 30% e 60% e valer por, no mínimo, cinco anos, segundo fontes envolvidas nas negociações. Pelas regras atuais, os bancos associados recolhem mensalmente 0,01% sobre o total de instrumentos financeiros cobertos pela garantia do fundo. No caso dos Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE), as alíquotas são mais altas e variam de acordo com a estrutura das emissões. Em nota, o FGC afirmou que discute a recomposição da própria liquidez com as instituições associadas e com o Banco Central, mas evitou detalhar as alternativas em análise. “As discussões estão em andamento e uma deliberação deverá ocorrer no curto prazo”, declarou. Compulsórios Outra alternativa em discussão no setor é a destinação de parte dos recursos do compulsório de depósitos à vista, reservas que os bancos são obrigados a manter no Banco Central (BC), para reforçar o caixa do FGC. A proposta, no entanto, depende de autorização do BC, que ainda não se manifestou sobre o tema. Até o momento, o FGC desembolsou cerca de R$ 36 bilhões de um total superior a R$ 40 bilhões previstos para ressarcir os credores do Banco Master. O fundo ainda não iniciou os pagamentos relacionados ao Will Bank, que integrava o conglomerado e teve a liquidação decretada posteriormente. Nesse caso, a estimativa é de aproximadamente R$ 6,3 bilhões em garantias. O restante das perdas está associado a linhas de crédito concedidas pelo próprio FGC a empresas do grupo Master. Governança A recomposição do caixa é vista pelo setor financeiro como etapa prévia a uma possível reforma nas regras do fundo. Entre as discussões preliminares estão medidas para ampliar a fiscalização da qualidade dos balanços das instituições associadas, restringir níveis elevados de alavancagem e reduzir a concentração da distribuição de produtos financeiros em poucas plataformas. Parte das instituições financeiras, principalmente os bancos tradicionais de maior porte, crítica o uso do FGC nos últimos anos. Segundo esse segmento, algumas plataformas e instituições de menor porte usaram o FGC para alavancar balanços (usando recursos emprestados para emprestar), com o fundo sendo usado arbitrariamente para recompor perdas de investidores num modelo de negócio insustentável. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/fgc-aprova-plano-emergencial-para-cobrir-rombo-do-banco-master

Em João Pessoa, tradicional Folia de Rua já esquenta o carnaval

O Folia de Rua é um movimento que dá identidade ao pré-carnaval de João Pessoa. Durante os 10 dias que antecedem o feriado oficial, 42 blocos tomam conta de ruas, praças e avenidas de 22 bairros da capital. Tudo de forma gratuita, sem cordas ou camarotes, reunindo diferentes ritmos e expressões da cultura popular. Reconhecido como patrimônio cultural imaterial de João Pessoa, o Folia de Rua vai contar com shows de mais de 80 artistas, além de apresentações de grupos tradicionais da região. De acordo com dados do Sebrae Paraíba, durante os dias de festa circulam cerca de 8 milhões de pessoas, o que gera impacto direto na economia local com aumento significativo no volume de negócios e na movimentação financeira da cidade. Como detalha, o diretor operacional do Folia de Rua, Jairo Pessoa. “Folia de Rua é um patrimônio, amado, tá no coração, na memória afetiva de todos os foliões da cidade. E assim como também é um momento de forte oportunidades de geração de renda para as famílias paraibanas e dos estados vizinhos que também chegam para fazer negócios”. Além do Folia de Rua, o pré-carnaval e o carnaval em João Pessoa devem levar cerca de 100 blocos para as ruas da cidade, prometendo muita alegria tanto para os pessoenses, quanto para os turistas. *Com sonoplastia de Andrade Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/em-joao-pessoa-tradicional-folia-de-rua-ja-esquenta-o-carnaval

Projeto reaproveita fantasias da Sapucaí para novos foliões

Projeto reaproveita fantasias da Sapucaí para novos foliões

Para reutilizar parte da quantidade de resíduos gerados pelas escolas de samba nos desfiles na Avenida Marquês de Sapucaí, Mariana Pinho, fundou o Projeto Sustenta Carnaval em 2022. O trabalho de reciclagem desse material para mitigar o impacto dos produtos têxteis no meio ambiente recolheu 3 toneladas de resíduos de fantasias dos desfiles já em seu primeiro ano, e continuou crescendo. O projeto se tornou parceiro da Rio Carnaval e da Liga Independente das Escolas de Samba no Rio de Janeiro (Liesa) na gestão de resíduos têxteis da Sapucaí. Em 2023, foram recolhidas 23 toneladas; em 2024, 24 toneladas; e em 2025, 23 toneladas. O Sustenta Carnaval encaminha o material para um galpão no território da Pequena África, no bairro da Gamboa, em frente ao Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira. Localizado na Rua Pedro Ernesto 67, o espaço tem as portas abertas para o público garimpar fantasias de quarta a sexta, das 14h às 19h, e sábado, das 10h às 19h. “Temos compradores que são da arte, do mundo do carnaval, que entendem que aquilo tudo ia para o lixo, e ficam emocionados. Temos amantes da moda, do figurino, de cenário, que ficam o dia inteiro”, conta Mariana. “A questão ambiental é como se fosse o fechamento do ciclo do enredo. Reutilizando essas fantasias, fazemos com que a receita gere emprego para as pessoas do território que fazem parte desse movimento do samba”, acrescenta. O figurinista Wagner Louza tem um ateliê no Santo Cristo em que reutiliza as fantasias do Sustenta Carnaval e cria outras peças. Ele trabalha com material reciclado e adiciona poucos materiais novos, porque precisa ressignificar a fantasia. “Há quatro anos, o projeto Sustenta contribui bastante para meu trabalho, porque eles oferecem os insumos. Com esse material, produzo figurinos para carnaval e festa junina. O carnaval não conta somente a história do carnaval mas também a história da nossa cultura”, diz Wagner. Figurino de Wagner Louza com material reaproveitado da Sapucaí Foto: @moskow/Divulgação Já a figurinista Lohanne Tavares produz biquinis, hotpants (biquini de cintura alta) e adereços de cintura com o resto das fantasias, e tem conseguido alcançar o público jovem. “Criei um desfile sobre mudanças climáticas com resíduos de carnaval. Acredito que a gente consegue, através da arte, falar sobre assuntos mais complexos. Uma pessoa que viu o meu desfile me conectou com o Projeto Sustenta Carnaval. Tem dois anos que a gente começou essa parceria”, conta Lohanne. Agência Brasil FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/projeto-reaproveita-fantasias-da-sapucai-para-novos-folioes/

Rodadas de investimento em startups caem pela metade em janeiro

América Latina

ano começou devagar para os investimentos em startups no Brasil e na América Latina, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Sling Hub. Em janeiro, foram registradas 18 rodadas no Brasil, uma queda de 53% em relação ao mesmo mês de 2025. Na América Latina, foram 35 rodadas, 49% a menos que em janeiro do ano anterior. Também houve queda no volume investido nessas regiões. A América Latina registrou US$ 311 milhões em investimentos no primeiro mês de 2026, retração de 75% em relação a dezembro e de 12% na comparação anual. O Brasil manteve protagonismo regional ao movimentar US$ 128 milhões em janeiro, o equivalente a 41% de todo o capital investido na América Latina no mês. No entanto, o volume investido ficou 77% abaixo do registrado em dezembro e teve queda de 16% em relação a janeiro do ano anterior. O país também concentrou 51% das rodadas realizadas na região, com tíquete mediano de US$ 4,3 milhões. A inteligência artificial segue como principal foco de interesse dos investidores, especialmente em um cenário de baixa liquidez. Em janeiro, startups ligadas ao tema movimentaram US$ 121 milhões em 20 rodadas, o que representou 39% de todo o volume investido na América Latina e 57% das operações realizadas no mês. Teses mais tradicionais também se destacaram em um ambiente mais restritivo. As fintechs concentraram 62% de todo o volume investido na América Latina, com destaque para o Brasil, que respondeu por US$ 84 milhões dentro da vertical. A maior rodada de janeiro ficou por conta da fintech argentina Pomelo, que levantou uma série C de US$ 55 milhões. O aporte foi co-liderado por Kaszek e Insight Partners, que já haviam investido na startup, com participação de Index Ventures, Adams Street Partners, S32, Endeavor Catalyst, monashees e TQ Ventures. O levantamento aponta ainda para movimentos pontuais de forte expansão em nichos específicos, como logtech, que cresceu 1.504% em volume na comparação anual, e edtech, que registrou um salto de 4.020% nos investimentos em rodadas de equity na região. Do ponto de vista do tipo de operação, 72% dos recursos investidos em janeiro foram destinados a rodadas de equity, enquanto 28% vieram de estruturas via Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), evidenciando a maior presença de instrumentos alternativos em um mercado mais seletivo. É o caso da fintech brasileira UY3, que levantou um FIDC de US$ 37,2 milhões, na segunda maior captação de janeiro entre as startups da América Latina. Considerando apenas as rodadas de equity, o Brasil levantou US$ 42,3 milhões em 15 operações, com mediana de US$ 2,4 milhões, e registrou queda de 47% no número de rodadas na comparação anual. FONTE: STARTUPS.COM fonte https://santotech.com.br/rodadas-de-investimento-em-startups-caem-pela-metade-em-janeiro/

Portos brasileiros movimentaram 1,4 bi de toneladas de cargas em 2025

Empresariado brasileiro comemora avanço no acordo com União Europeia

A movimentação de cargas nos terminais portuários brasileiros atingiu 1,40 bilhão de toneladas (bi/t) em 2025. O resultado representa um aumento de 6,1% em comparação às 1,32 bi/t registradas em 2024. O resultado, um novo recorde de movimentação, foi divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) nesta terça-feira (10), em Brasília. Notícias relacionadas: Número de passageiros em aeroportos teve aumento de 9,4% em 2025. Ministério de Portos e Aeroportos anuncia 40 leilões para 2026. Ministros defendem mais parcerias em investimentos em infraestrutura. No mesmo período, a movimentação de cargas em contêineres aumentou 7,2%, atingindo 164,6 milhões de toneladas. Já as cargas gerais soltas, em 2025, totalizaram 65,8 milhões/t, o que representou um aumento de 0,8% em comparação a 2024. A movimentação de granéis sólidos variaram 6,3%, atingindo 839,7 milhões/t em cargas, enquanto os granéis líquidos chegaram a 333 milhões de toneladas (6,1%). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp No geral, o minério de ferro (30%), óleo bruto (16%) e contêineres (12%) representam mais de 50% de toda a carga movimentada. A China se manteve como principal destino do minério de ferro extraído em território brasileiro, consumindo 72% de todo o produto exportado. Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, “é dia de celebrarmos mais um recorde de movimentação do setor aquaviário”.  “Não se trata de um bom momento pontual, mas de uma trajetória de crescimento do setor, que reflete a maturidade institucional do país e da atuação da Antaq”, disse Dias, destacando o “aumento substancial dos investimentos privados” no setor nos últimos anos. Em 2020, a iniciativa privada investiu cerca de R$ 129,3 bilhões em infraestrutura portuária. No ano passado, esse valor chegou a R$ 234,9 bilhões. No setor público, em comparação, o total de investimentos aumentou bem menos, passando de R$ 36,4 bilhões, para R$ 45,1 bilhões, quase a metade dos R$ 88,7 bilhões, de 2010. Somados os dois setores, o investimento saltou de R$ 165,7 bilhões para R$ 280 bilhões, em apenas cinco anos. “Hoje, o país investe mais em infraestrutura do que em toda a sua história. E o fato do setor privado ter [quase] dobrado a quantia investida, mostra o quanto o Poder Público está maduro para fazer parcerias com o setor privado”, avaliou Dias. “O aumento da produtividade e da eficiência têm limites. [Por isso] É necessário aumentar e fortalecer a capacidade e a disponibilidade da infraestrutura brasileira”, defendeu o diretor-geral da Antaq, revelando que a autarquia projeta um considerável aumento da demanda por cargas conteinerizadas pelos próximos quatro anos.  Estudos da autarquia indicam que a movimentação portuária alcançará 1,44 bi/t este ano, um crescimento de 2,7% em relação a 2025; e 1,59 bi/t em 2030.  “É fundamental que o Estado crie as condições e possa responder a este grande desafio. Os portos não podem ser o gargalo do crescimento do país. Não basta focarmos da porteira para dentro. Precisamos melhorar os acessos e já estamos avaliando o que precisa ser feito”, enfatizou Dias. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/portos-brasileiros-movimentaram-14-bi-de-toneladas-de-cargas-em-2025

PAC Periferia Viva: Eduardo Paes apresenta plano de urbanização para a Rocinha

PAC Periferia Viva: Eduardo Paes apresenta plano de urbanização para a Rocinha

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, segue apresentando uma série de planos de urbanização e infraestrutura no marco do PAC Periferia Viva para comunidades. A iniciativa do Governo Federal, em parceria com a Prefeitura do Rio, prevê investimentos de R$ 350 milhões na Rocinha. O projeto reúne um conjunto integrado de intervenções voltadas à infraestrutura urbana, mobilidade, meio ambiente e qualidade de vida. As obras serão executadas pela Prefeitura e integram uma estratégia de requalificação urbana construída a partir do diálogo entre poder público e população local. O mais importante dessa obra é a gente ajeitar as ruas da Rocinha.  Fazer saneamento, esgoto, água e ter as vias com drenagem e acesso. Vamos priorizar aquilo que é mais básico -, afirmou o prefeito, exaltando a parceria com o governo federal. Eduardo Paes também destacou a importância de garantir um sistema firme do controle de expansão da Rocinha: Não pode mais continuar crescendo para os lados. Precisa ter limites claros para que a gente possa garantir os serviços e estabelecer os parâmetros urbanísticos. O projeto conceitual submetido ao Ministério das Cidades tem como base técnica o Plano Diretor da Rocinha. A próxima etapa prevê a construção de um plano de ação participativo, no qual os moradores poderão avaliar as propostas apresentadas, apontar prioridades e indicar ajustes a partir das demandas do território. A proposta é que as intervenções sejam orientadas pelas necessidades identificadas pela própria comunidade, fortalecendo o processo de escuta e participação social na definição das ações. Principais frentes de intervenção Comunidade da Rocinha é a maior favela do Brasil com 72.021 habitantes, segundo o Censo IBGE 2022. O plano prevê intervenções em aproximadamente 280 mil metros quadrados da Rocinha, com ações voltadas à melhoria das condições urbanas e de acesso ao território. Entre as propostas apresentadas estão a abertura de novas ruas e vias para garantir a circulação interna, além de obras de água, esgoto, drenagem e urbanização, com foco na ampliação da infraestrutura urbana. Na área de mobilidade, o planejamento inclui a implantação de um Sistema Urbano de Mobilidade voltado à melhoria do acesso e ao apoio às operações de limpeza urbana.  projeto, que ainda será debatido com a população, prevê também a implantação de um terminal de transporte com aproximadamente 3 mil metros quadrados, destinado à organização do transporte local e ao funcionamento do comércio popular. O planejamento inclui ações de recuperação ambiental, com a requalificação de aproximadamente 9 mil metros quadrados do Parque Ecológico da Rocinha, com melhorias de acesso, convivência e lazer. Guilherme Simões, secretário Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, disse que o PAC da Rocinha vai ajudar a mudar a vida dos moradores da comunidade. Moradora da Rocinha, Maria de Lourdes Marques, de 70 anos, técnica de Saúde aposentada, mostrou-se esperançosa com o sucesso das intervenções: Vai ser muito importante aqui para a favela. Vai tirar muitas famílias da situação ruim em que vivem. Temos de acreditar -, afirmou. PAC Periferia Viva Com o PAC Periferia Viva, a Rocinha passa a integrar um processo de planejamento urbano estruturado e participativo, que associa intervenções em infraestrutura à escuta ativa da população. A participação social será etapa central para a definição das prioridades e para garantir que as ações atendam às demandas do território. O PAC Periferia Viva é coordenado pelo Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Periferias, e tem como princípio a construção de políticas públicas a partir do diálogo com os territórios, promovendo inclusão urbana e melhoria das condições de vida da população. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/pac-periferia-viva-eduardo-paes-apresenta-plano-de-urbanizacao-para-a-rocinha/

Nova fase para a orla e o espaço público de Florianópolis

Nova fase para a orla e o espaço público de Florianópolis

Artigo de Daniel AraújoPresidente da FloripAmanhã Florianópolis viveu ontem um momento histórico com a entrega da LAI (Licença Ambiental de Instalação), que autoriza o início das obras de implantação do Parque Urbano e Marina Beira-Mar. Esse fato representa muito mais do que o avanço de um projeto: simboliza a capacidade da nossa cidade de planejar o futuro com responsabilidade, diálogo e visão de longo prazo. O projeto prevê parque e marina em uma área de 440 mil metros quadrados, com investimento de R$ 350 milhões. A primeira etapa, com aterro, principais equipamentos públicos e jardinagem, tem prazo de dois anos e meio. A conclusão da marina está prevista para mais um ano e meio, totalizando quatro anos. Estamos falando de uma iniciativa que reconecta Florianópolis com sua vocação natural, valoriza o espaço público, promove desenvolvimento econômico sustentável e amplia as oportunidades de lazer, turismo e convivência para a população. É um passo decisivo para transformar uma área estratégica da cidade em um espaço vivo, inclusivo e integrado ao meio ambiente. Esse momento é fruto de anos de trabalho técnico, institucional e coletivo, envolvendo poder público, sociedade civil e iniciativa privada, mostrando que quando há confiança, transparência e compromisso com o bem comum, a cidade avança. Neste contexto, não podemos deixar de citar o Projeto de Estudo Complementar para Implantação do Plano de Ordenamento Náutico, publicado pela FloripAmanhã em 2013, que criou uma base técnico-científica para a regulamentação das atividades náuticas em Florianópolis. Foi discutido com a comunidade em cinco oficinas regionais, e as conclusões organizadas em uma publicação disponível para todos no site da FloripAmanhã. Tornou-se referência importante na criação do projeto Parque Urbano e Marina Beira-Mar por classificar com fundamentação técnica a porção adjacente à avenida Beira-Mar Norte como área com potencial muito alto para atividades náuticas, sob perspectiva dos aspectos oceanográficos analisados. A FloripAmanhã acredita profundamente que projetos como este constroem legado. Um legado de qualidade urbana, de respeito ao território e de uma Florianópolis mais preparada para os desafios do futuro. A associação seguirá contribuindo com diálogo e conhecimento técnico para que a implantação ocorra com atenção às condicionantes da LAI e gere benefícios concretos para a cidade e sua região metropolitana, combinando geração de emprego e renda com preservação ambiental e uso qualificado do espaço público. (ND, 10/02/2026) Publicado em 10 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/nova-fase-para-a-orla-e-o-espaco-publico-de-florianopolis/

2025: indústria cresce mais que a média do Brasil em sete estados

2025: indústria cresce mais que a média do Brasil em sete estados

Em 2025, sete estados do país viram a produção industrial crescer em ritmo superior ao da média nacional, com destaque para o Rio de Janeiro e Espírito Santo. Enquanto a indústria brasileira avançou 0,6% em 2025 na comparação com 2024, o Espírito Santo saltou mais de 10%, e o Rio, mais de 5%. Notícias relacionadas: Haddad defende nova arquitetura para benefícios sociais . Novas regras para vales-alimentação e refeição entram em vigor . Brasileiros sacaram em dezembro R$ 429 milhões esquecidos em bancos. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para medir o desempenho da indústria nacional anualmente, o IBGE apura informações em 18 localidades. Fazem parte da pesquisa 17 unidades da federação (UF) que têm participação de, no mínimo, 0,5% no total da industrial nacional, e o Nordeste como um todo. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Veja onde houve crescimento anual acima da média do país (0,6%) em 2025: Espírito Santo: 11,6% Rio de Janeiro: 5,1% Santa Catarina: 3,2% Rio Grande do Sul: 2,4% Goiás: 2,4% Minas Gerais: 1,3% Pará: 0,8% Motores Por causa do peso de 11,38% do total da economia nacional, o Rio de Janeiro exerceu maior influência positiva na média nacional, logo à frente do Espírito Santo. O analista da pesquisa, Bernardo Almeida, aponta que Rio de Janeiro foi impulsionado pelo setor extrativo, com aumento na extração de petróleo e gás natural. O vizinho Espírito Santo, pelo crescimento na extração de petróleo, minério de ferro e gás natural. “Santa Catarina aparece como terceira maior influência, puxada principalmente pelos setores de alimentos e por máquinas, aparelhos, e materiais elétricos”, pontua. Em relação aos alimentos, ele cita carnes e miudezas de aves congeladas, preparações e conservas de peixe, e embutidos de carnes de suínos. Três estados viram a indústria crescer no ano passado, mas abaixo da média nacional: Bahia: 0,3% Paraná: 0,3% Amazonas: 0,1% Em oito localidades pesquisadas, a produção industrial recuou, com destaque negativo para o Rio Grande do Sul. Ceará: -0,6% Região Nordeste: -0,8% São Paulo: -2,2% Pernambuco: -3,8% Maranhão: -5,1% Mato Grosso: -5,8% Rio Grande do Norte: -11,6% Mato Grosso do Sul: -12,9% Explicações Como São Paulo tem o maior peso de toda indústria brasileira – responde por um terço de tudo o que é produzido nas fábricas do país – a queda no desempenho em 2025 (-2,2%) exerceu a maior pressão negativa em 2025. De acordo com Bernardo Almeida, entre os setores que mais contribuíram para esse desempenho negativo paulista estão o de derivados do petróleo, com quedas na produção de álcool etílico, óleo diesel, gasolina automotiva, asfalto de petróleo e naftas. O pesquisador acrescenta ainda o setor farmacêutico, com redução na fabricação de medicamentos. Nos dois estados com quedas superiores a dois dígitos, o responsável é a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis. No Rio Grande do Norte, o recuo de 23,2% foi puxada por diesel e gasolina; em Mato Grosso do Sul, depressão de 61,5% foi motivada por baixa produção de álcool etílico.    Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/2025–industria-cresce-mais-que-media-do-brasil-em-sete-estados