Centro cultural forma jovens artistas em João Pessoa

Localizado no bairro do Baixo Roger, em João Pessoa, o Centro Cultural Piollim atende cerca de 50 jovens. Mas ao longo de sua história,  mais de dois mil alunos já passaram pela instituição. Josemberg Pereira foi aluno do Centro Cultural Piollim e hoje é educador do espaço. Ele reforça que as atividades realizadas no centro buscam desenvolver a integração social de crianças e jovens por meio da arte e cultura, sendo um espaço onde os alunos aprendem a lidar com conflitos, desenvolver autoestima e construir novas perspectivas de futuro.  “O Piollim não tem o foco principal em formar artistas, mas naturalmente sai profissionais desse lugar. Esse papel é fundamental. Transformar a vida, transformar pessoas que têm uma formação acadêmica, que consiga construir uma vida profissional e pessoal de forma coerente com as diretrizes de modo geral que a vida nos impõe, e que nos são colocadas para a poder avançar cada vez mais em nosso caminho que a gente consegue trilhar”. Além das atividades educativas, o Centro Cultural Piollim também é um importante polo de difusão cultural, promovendo espetáculos, festivais e intercâmbios com grupos de diversas regiões do país.  O Piolim funciona hoje através de recursos de editais de fomento à cultura, parcerias e também da doação de apoiadores. *Com os trabalhos técnicos de Ivison Lira. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/centro-cultural-forma-jovens-artistas-em-joao-pessoa

Techstars NYC abre portas para startups com programa global de aceleração em Nova York

Imagem: TECHSTARS

O programa Techstars NYC se consolida como uma das principais portas de entrada para startups que buscam escalar seus negócios globalmente a partir de Nova York. Integrando uma das redes de aceleração mais reconhecidas do mundo, o programa oferece suporte completo para empresas em estágio inicial e em crescimento. Programa conecta startups a mentores e investidores globais O Techstars NYC é estruturado para proporcionar uma jornada intensiva de desenvolvimento, conectando startups a uma ampla rede internacional. Entre os principais diferenciais estão: Mentoria com especialistas e empreendedores experientes Acesso a investidores e fundos globais Conexões estratégicas com grandes empresas Participação em uma rede internacional de inovação O objetivo é acelerar o crescimento das startups e prepará-las para escalar em mercados competitivos. Nova York como plataforma global de crescimento Localizado em Nova York, o programa coloca as startups em um dos ecossistemas mais dinâmicos do mundo, com acesso direto a: Mercados globais Grandes corporações Centros financeiros e tecnológicos Oportunidades de expansão internacional Essa imersão permite que os participantes validem suas soluções em um ambiente altamente competitivo e inovador. Para quem é o programa? O Techstars NYC seleciona startups com potencial de crescimento acelerado e capacidade de inovação. São Startups de saúde, clima, IA/ML, fintech, supply chain, futuro do trabalho e SaaS empresarial. Fundadores podem ser de qualquer lugar do mundo, incluindo Brasil. Os critérios incluem: Equipes comprometidas e qualificadas Modelos de negócio escaláveis Soluções inovadoras com potencial global Capacidade de execução A seleção é altamente competitiva, reunindo startups de diversas partes do mundo. Programa oferece investimento e suporte estratégico Além da mentoria, as startups selecionadas recebem investimento inicial e apoio estratégico ao longo do programa. A proposta é garantir que os empreendedores tenham recursos e orientação para desenvolver seus produtos, validar o mercado e atrair novos investimentos. Inscrições até: 10/06/26 O que oferece?Investimento de US$ 220.000, programa de 3 meses com mentoria personalizada, acesso ao ecossistema de NYC e mais de US$ 2 milhões em benefícios de parceiros. Mais informações em:https://www.techstars.com/accelerators/nyc fonte https://santotech.com.br/techstars-nyc-programa-aceleracao-startups-nova-york/

Estresse social pode fazer com que gays, lésbicas e bis consumam mais ultraprocessados

Estresse social pode fazer com que gays, lésbicas e bis consumam mais ultraprocessados

Um novo estudo brasileiro analisou padrões de consumo alimentar e de bebidas alcoólicas de pessoas lésbicas, gays e bissexuais. O artigo foi publicado na revista científica BMC Nutrition e utilizou dados de mais de 85 mil indivíduos maiores de 18 anos da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com o Ministério da Saúde. Segundo o levantamento, mulheres bissexuais reportaram probabilidade 22% maior de consumo de doces e guloseimas – um indicador de consumo de ultraprocessados – e um consumo menos recorrente de feijão e vegetais. Além disso, mulheres lésbicas e bissexuais relataram consumir bebidas alcoólicas em maior frequência (44% e 59%, respectivamente) do que as heterossexuais. Homens gays também apresentaram maior consumo de doces e guloseimas e menor consumo de feijão e peixe. A pesquisa aponta que fatores como estresse social e discriminação podem estar associados a esses padrões alimentares, e os achados podem contribuir para políticas públicas e diretrizes nutricionais mais inclusivas para a população LGB no Brasil. A Pesquisa Nacional de Saúde incluiu a variável orientação sexual pela primeira vez em sua edição mais recente, de 2019. Dos mais de 85 mil indivíduos que participaram da pesquisa, 84,359 se declararam heterossexuais, 520, como bissexuais e 980, como homossexuais. Segundo o pesquisador Sávio Gomes, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e orientador do trabalho de conclusão de curso do aluno Paulo Gustavo Cruz, que motivou o artigo, a iniciativa surgiu a partir de uma lacuna histórica na investigação científica sobre a saúde de minorias sexuais no país. Gomes é pesquisador do tema e coordenador de estudos sobre impacto da insegurança alimentar na população LGBTQIA+. Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram as respostas de entrevistas coletadas na PNS e aplicaram modelos estatísticos para identificar padrões alimentares entre diferentes grupos populacionais. A análise considerou variáveis como renda per capita do domicílio, região de moradia, raça ou cor da pele e escolaridade, permitindo avaliar se as diferenças observadas permaneciam mesmo após o controle desses fatores. Os resultados indicam que a orientação sexual se configura como um determinante social significativo associado ao consumo de determinados alimentos e bebidas no Brasil. “As diferenças de orientação sexual no consumo de alimentos permanecem independentemente de renda, região, raça ou escolaridade, o que reforça que estamos diante de uma disparidade relevante”, ressalta Gomes. Um dos aspectos que chamou a atenção dos cientistas foi a maior vulnerabilidade nutricional observada entre mulheres lésbicas e bissexuais. “Essa vulnerabilidade significa que essas mulheres podem estar mais expostas a padrões alimentares que impactam negativamente a saúde a longo prazo. A exposição a uma alimentação não saudável também pode ser um indicador de maior exposição a estressores sociais”, aponta o pesquisador. Os autores também levantam a hipótese de que fatores como preconceito, discriminação e exclusão social possam influenciar o comportamento alimentar. “O consumo de doces, refrigerantes e álcool pode estar associado a respostas fisiológicas relacionadas ao sistema límbico e à regulação da dopamina”, explica Gomes. Em contextos de vulnerabilidade psicológica, podem ser acionados mecanismos relacionados à busca por recompensa e regulação do estresse. Outro achado interessante está relacionado ao consumo de carne vermelha entre homens. Tradicionalmente associada a padrões culturais de masculinidade, essa preferência pode variar conforme a orientação sexual. A pesquisa mostra que homens gays consomem carne vermelha e feijão com menor frequência do que homens heterossexuais, mas ingerem frango com maior regularidade. Os autores avaliam que os resultados trazem contribuições relevantes para a formulação de políticas públicas e estratégias de saúde mais inclusivas. “Compreender de forma mais detalhada os padrões de consumo é essencial para desenvolver intervenções nutricionais direcionadas e estratégias de saúde pública capazes de reduzir essas iniquidades”, afirma Gomes. O grupo de pesquisa já trabalha em novos desdobramentos do estudo, como análises sobre a relação entre orientação sexual e obesidade, saúde mental, violência e prevalência de câncer, além de estudos sobre possíveis diferenças entre gerações. A pesquisa contou com apoio do Programa de Iniciação à Pesquisa da UFPB, voltado à formação de estudantes de graduação em atividades científicas. Agência Bori FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/estresse-social-pode-fazer-com-que-gays-lesbicas-e-bis-consumam-mais-ultraprocessados/

Mestres das culturas tradicionais e populares são reconhecidos na CBO

Elemento da cultura brasileira, a ocupação de mestras e mestres das culturas tradicionais e populares ganha um novo reconhecimento: a atividade passa a ser oficialmente incluída na Classificação Brasileira de Ocupações, após decisão do Ministério da Cultura. A Congada de Uberlândia, em Minas Gerais, por exemplo, é um festejo tradicional, como milhares de outros pelo país. Por lá, a folia de reis é realizada por mestres e mestras da cultura tradicional, como a mineira Iara Aparecida, que comemora a conquista.   “A CBO não é apenas um código, é um passo importante para transformar respeito cultural em direito garantido. É um reconhecimento muito importante para nós. Os mestres que estavam invisíveis, mostrando o seu trabalho, agora podendo receber,  tendo a previdência social ali e os seus direitos garantidos”. A Secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg, destaca que o reconhecimento da categoria de trabalho de mestres e mestras faz parte de um projeto maior de valorização da cultura tradicional.   “O reconhecimento e a valorização dos mestres e mestras é uma vertente muito importante. E o reconhecimento da categoria de trabalho de mestres e mestras no código brasileiro de ocupações é um grande e importante passo para dar visibilidade a este trabalho. Esse trabalho que faz o Brasil ser quem é, o Brasil cultural, o Brasil de raiz, o Brasil popular, o Brasil da periferia, o Brasil inovador, que desenha as nossas identidades”. O pedido de inclusão foi feito pela Diretoria de Promoção das Culturas O pedido de inclusão foi feito pela Diretoria de Promoção das Culturas Tradicionais e Populares, em abril do ano passado. De acordo com o governo, a decisão foi embasada por estudos técnicos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a FIPE, que também levou em conta a escuta dos principais envolvidos, os “fazedores de cultura”. A Classificação Brasileira de Ocupações é uma ferramenta para promover “organização e promoção do mercado de trabalho”. Ela reúne informações que alimentam bases estatísticas sobre o mercado de trabalho e ajudam na criação de políticas públicas. Para incluir novas ocupações, o pedido é feito ao Ministério do Trabalho e Emprego. Depois disso, é criado um grupo técnico para avaliar a solicitação. A inclusão na CBO não regulamenta a profissão, mas serve como referência para o reconhecimento dessas atividades. De acordo com o Ministério do Trabalho, o Brasil tem mais de 2.700 ocupações listadas na CBO. Só em 2024, foram incluídas 19 ocupações, como Terapeuta Reiki, Instrutor de Yoga, Brinquedista, Ufólogo, Monitor de animais domésticos, condutor escolar, entre outras.   Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/mestres-das-culturas-tradicionais-e-populares-sao-reconhecidos-na-cbo

Florianópolis entra na lista das 20 cidades Lixo Zero do mundo

Florianópolis foi reconhecida como uma das 20 cidades Lixo Zero do mundo, tornando-se a única representante do Brasil e da América Latina no grupo internacional. A iniciativa, vinculada à ONU-Habitat, destaca municípios comprometidos com práticas sustentáveis, como a redução da geração de resíduos, reutilização de materiais e destinação correta do lixo. No continente americano, Florianópolis está ao lado de San Francisco, referência global em gestão de resíduos sólidos.  (Balanço Geral, 28/03/2026) Publicado em 30 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/florianopolis-entra-na-lista-das-20-cidades-lixo-zero-do-mundo/

Campina Grande está construindo com Inteligência Artificial e você pode fazer parte

Economia Criativa 2026: Brasil e Paraíba se preparam para novo ciclo de desenvolvimento

Imagem Gerada por IA A PBuilders é uma comunidade nascida aqui mesmo, na Paraíba, para reunir pessoas que usam Inteligência Artificial para criar projetos, produtos e soluções reais, desde o início. Não é um espaço exclusivo para desenvolvedores. Advogados, médicos, designers, professores, founders, empreendedores e estudantes são igualmente bem-vindos. O critério de entrada é simples: querer construir. Por trás da iniciativa está Alan Alves, um nome que Campina Grande tem razões de sobra para conhecer. Com mais de 25 anos de experiência, Alan começou a programar de forma autodidata ainda aos 13 anos e construiu uma trajetória que passou por telecomunicações, agências digitais e startups antes de chegar a um dos casos mais expressivos do ecossistema tecnológico nordestino: foi co-fundador e CTO da Agenda Edu, plataforma de comunicação escolar que alcançou mais de 3.000 escolas e 2 milhões de usuários no Brasil, e que foi adquirida pelo Grupo Eleva e depois pela Bemobi. Hoje é CTO da VIK, plataforma que usa gamificação para incentivar atividade física e bem-estar corporativo. Ele mora e opera a partir de Campina Grande e é exatamente daí que a PBuilders nasce. O FORMATO O formato dos encontros diz muito sobre a proposta. Nada de apresentações intermináveis ou conteúdo teórico desconectado da realidade. São talks curtos com demos ao vivo, lightning talks abertas e muito networking e mão na massa. Quem participa sai com aprendizado aplicado, feedback de quem está na prática e conexões que ajudam a tirar ideias do papel. O primeiro encontro já está programado para o dia 25 de abril, com inscrições gratuitas e abertas para qualquer nível de experiência, do iniciante que está dando os primeiros passos à equipe que já tem produto rodando. SOBRE O E.INOVCG O Ecossistema de Inovação de Campina Grande (E.InovCG) é o ambiente figital que conecta universidades, empresas, startups, governo e sociedade civil em Campina Grande, reconhecida como a terceira cidade mais inovadora do Brasil e a primeira do Nordeste. Reúne profissionais e organizações que estão na fronteira da inovação em setores como saúde, agrotecnologia, educação, tecnologia da informação e economia criativa, provando que inovação não é assunto exclusivo de programador, mas uma pauta de qualquer pessoa que quer construir algo relevante. É nesse contexto que o E.InovCG entra como apoiador. Ao acreditar que o ecossistema empreendedor de Campina Grande e da Paraíba se fortalece quando as pessoas trocam e se conectam entre si, quando um empresário do varejo descobre como automatizar processos com IA, quando um advogado aprende ferramentas que ampliam sua capacidade de atendimento, quando um estudante encontra o mentor certo numa noite de networking. O E.InovCG e a PBuilders visam criar exatamente esse ambiente. O que torna essa iniciativa ainda mais significativa é o exemplo de quem a lidera. Alan Alves não está falando de IA do exterior ou de um escritório em São Paulo, está construindo aqui, do mesmo chão que tantos empreendedores e empresários da nossa cidade pisam todo dia. Isso muda a mensagem. Mostra que é possível construir coisas relevantes a partir de Campina Grande, e que o conhecimento necessário para isso pode e deve circular aqui. O apoio a essa iniciativa é um desdobramento direto do que acredito: que inovação de verdade não acontece em silos, acontece na conversa entre quem está construindo. E Campina Grande tem gente construindo muito. Se você quer participar, acompanhe a agenda em pbuilders.ai. Se representa uma empresa, startup ou instituição que quer apoiar o ecossistema local, entre em contato com E.InovCG, porque comunidades como essa crescem com o suporte de quem acredita no potencial da nossa região. Toda grande comunidade começa com um grupo pequeno que decidiu construir junto. Esse grupo já existe e você pode fazer parte. fonte https://santotech.com.br/campina-grande-esta-construindo-com-inteligencia-artificial-e-voce-pode-fazer-parte/

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9

A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (30) a parcela de março do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 683,75. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,73 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,77 bilhões. Notícias relacionadas: Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 8. ONG oferece bolsas para alunos negros que estudam no exterior. Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 7. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Pagamento unificado Os beneficiários de 171 cidades de nove estados receberam o pagamento no último dia 18, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 126 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca, e os moradores de Juiz de Fora, Ubá, Patrocínio do Muriaé e Formiga, em Minas Gerais, afetados por enchentes. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Bahia (17), Paraná (1), Piauí (1), Rio de Janeiro (4), Roraima (6) e Sergipe (9). Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Regra de proteção Cerca de 2,35 milhões de famílias estão na regra de proteção em março. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Neste mês, o benefício médio para elas está em R$ 368,97. Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos. Arte EBC   Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/caixa-paga-bolsa-familia-beneficiarios-com-nis-de-final-9

Exposição na UFF relembra atos antidemocráticos de 8 de janeiro

A UFF, Universidade Federal Fluminense, inaugura nesta terça-feira, dia 31 de março, uma exposição sobre os atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro de 2023. “Subterrâneos a céu aberto” reúne um acervo inédito de imagens produzidas nas mídias digitais pelos próprios participantes dos atentados. A abertura da mostra ocorre no dia em que o golpe militar no Brasil completa sessenta e dois anos e no período em que o fim da ditadura no país chega a quarenta e um anos. A exposição é resultado de uma pesquisa de imagens e vídeos que circularam nas mídias digitais entre novembro de 2022 e fevereiro de 2023. A leitura desse acervo permite reconhecer diferentes forças envolvidas no episódio, como ideias autoritárias, discursos antidemocráticos e práticas de violência política. Além disso, a mostra conta com obras de artistas convidados, que funcionam como um segundo eixo narrativo, ampliando os sentidos propostos pela pesquisa. O organizador da exposição e pesquisador da UFF, Marcelo Alves, fala sobre o objetivo do projeto. “A mostra tem o objetivo de refletir sobre qual foi o imaginário político e midiático que influenciou os acampamentos depois dos ataques no 8 de janeiro. E em segundo lugar, compreender o papel das plataformas digitais nesse processo”. A exposição é dividida em quatro ambientes distintos: labirinto, mosaico, acampamentos e caverna, que compõem um conjunto aberto, no qual o visitante é convidado a circular livremente, construindo seu próprio trajeto e estabelecendo relações entre os ambientes, as obras e os temas propostos. Marcelo Alves explica que o material exposto pode ser consultado on-line por outros interessados. “O acervo que foi construído, que foi curado para essa exposição, ele está disponível na internet a partir de um acesso certificado. Então, tem o site do acervo e no site tem todos os procedimentos e protocolos que guiam a governança desses dados e explicam como que outras instituições, outros pesquisadores podem fazer a solicitação e conseguir ter acesso a esses dados para conduzirem suas próprias pesquisas”. O site para acesso é acervodigital08janeiro.com.puc-rio.br. A exposição “Subterrâneos a céu aberto” fica em cartaz até o dia 10 de maio, no Centro de Artes da UFF. A entrada é franca. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/exposicao-na-uff-relembra-atos-antidemocraticos-de-8-de-janeiro

Porto Alegre tem festival de jazz e música instrumental neste sábado

Neste sábado (28), a capital gaúcha é palco de uma maratona de jazz e música instrumental que acontece a partir das 11h no Instituto Ling. A terceira edição do Festival Villa do Jazz traz nove atrações que representam a diversidade da música instrumental brasileira.  A abertura do evento fica por conta do Trio Bem-te-Vi, seguido por Fernando Peters Trio. Tem ainda as cantora gaúchas Dida Larruscain e Nina Nicolaiewski; o violonista cearense Cainã Cavalcante; o pianista pernambucano Fábio Leandro; a contrabaixista Lua Bernardo e o guitarrista Rob Ashtoffen, ambos de São Paulo; o clarinetista mineiro Caetano Brasil ao lado do pianista gaúcho Luiz Mauro Filho; e o encerramento fica por conta do pianista vencedor do Grammy Fábio Torres, junto do baterista Cainã Mendonça.  Pela tarde, o clarinetista Caetano Brasil ministra uma oficina gratuita sobre o choro contemporâneo.  Ingressos a partir de R$ 15. Mais informações no site institutoling.org.br.  Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/porto-alegre-tem-festival-de-jazz-e-musica-instrumental-neste-sabado

Guerra expõe risco energético do Brasil, diz ex-chefe da Petrobras

Guerra expõe risco energético do Brasil, diz ex-chefe da Petrobras

A guerra no Irã e o novo choque do petróleo em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz expõem a insegurança energética do Brasil, que interrompeu o projeto de ampliação do refino no país em meio à operação Lava Jato e à pressão das multinacionais do petróleo. Essa é a avaliação do ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, que lançou, nesta semana, o livro Economia do Hidrogênio: paradigma energético do futuro, sobre as perspectivas do uso do hidrogênio na transição energética. A obra foi editada pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Notícias relacionadas: Petrobras descobre petróleo em Marlim Sul, no pré-sal de Campos. UE pede à ONU ação para permitir exportação de petróleo por Ormuz. Fazenda eleva projeção de inflação para 2026 com alta do petróleo. Em entrevista à Agência Brasil, Gabrielli destacou que os Estados Unidos (EUA) tentam interferir no mercado mundial do petróleo por meio das intervenções na Venezuela e no Irã; que a guerra vai alterar a geografia desse comércio com provável maior participação do Brasil, Canadá e Guiana na oferta do óleo bruto para China e Índia. Porém, sem capacidade de refino para atender a demanda interna, em especial o diesel, o Brasil estaria exposto às turbulências do atual período. O ex-presidente da Petrobras ainda comentou sobre o papel das importadoras de combustíveis no Brasil e o impacto da guerra para transição energética. Confira a entrevista abaixo: Agência Brasil: Quais os efeitos da guerra no Irã para o comércio global do petróleo e gás? Sergio Gabrielli: Tivemos dois choques grandes em 1973 e 1979 [momentos de turbulências políticas no Oriente Médio que levaram a altas do preço do barril e sacudiram a economia mundial]. E agora estamos tendo um terceiro grande choque do petróleo que vai deixar efeitos estruturais, mudando a comercialização do petróleo, mas, mais ainda, do mercado de gás. Isso porque estamos tendo ataques às principais fontes produtoras de gás do mundo. No mercado de petróleo, o efeito vai ser um pouco mais suave no início, mas vai ter um impacto mais longo também. Isso porque, no Oriente Médio, estão sendo construídas as principais novas refinarias do mundo, na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Irã. E o destino principal do petróleo do Golfo Pérsico é a China e a Índia. A política americana agressiva do Trump tem claramente um objetivo de controle do mercado de petróleo. Não é à toa que o primeiro país em que ele atuou foi o absurdo sequestro do presidente da Venezuela, com a imposição de uma série de posições favoráveis aos EUA. Isso se justifica porque há uma complementariedade entre o tipo de petróleo que a Venezuela tem e as refinarias norte- americanas, que são muito adaptadas a esse petróleo. Por outro lado, o Irã é o segundo maior produtor do Oriente Médio, depois da Arábia Saudita. Mas o Irã tem um mercado próprio por causa das sanções americanas. O petróleo do Irã alimenta muito a China e outras partes do mundo através de um mercado paralelo criado por causa das sanções. Com a guerra, evidentemente que essa exportação do Irã vai se alterar. Ao controlar o Estreito de Ormuz, o Irã muito sabiamente passou a permitir que só alguns passem por lá, desde que paguem em yuans [moeda chinesa]. Isso revela outra dimensão da crise relativa à utilização do dólar como unidade de negociação nesse mercado. Em suma, o mercado de petróleo vai mudar, tanto em relação ao dólar, quanto à redução do peso do Oriente Médio. Agência Brasil: Esse era um objetivo do Trump? Gabrielli: É, digamos, um dano colateral da guerra do Trump. Agência Brasil: Qual é o  objetivo dos EUA intervirem agora no Irã? Gabrielli: É tomar esse mercado paralelo que o Irã criou por fora das sanções. Agora, tem os outros três maiores produtores do mundo: Canadá, Guiana e Brasil.  Esses três países são determinantes para oferta nova que vem de petróleo em 2027. A previsão é que esses três países vão colocar 1,2 milhão de barris novos no mercado por dia. Agência Brasil: Consequência da guerra? Gabrielli: Independentemente da guerra, pela produção deles mesmo. Com a guerra, isso evidentemente vai ajudar a modificação do suprimento para a China e Índia, que tem capacidade de refino, mas não tem petróleo. O petróleo que hoje melhor se adapta para as maiores refinarias chinesas é o brasileiro. O petróleo que se adapta para as refinarias pequenas chinesas é o canadense. Isso vai mudar a relação entre Canadá, Brasil e China do ponto de vista do petróleo. Aumentar a presença do Brasil na China, que já é grande. O Brasil é o terceiro maior exportador de petróleo para a China.   Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da Petrobras. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil    Agência Brasil: Como é que o Brasil deve se posicionar nessa nova conjuntura?   Gabrielli: O Brasil tem um problema de segurança energética. Nós não temos capacidade de refino para atender o mercado brasileiro de diesel, gasolina e gás de cozinha. A maior dependência nossa é de diesel, entre 20% e 30% do mercado brasileiro. Para aumentar a segurança energética, tem que aumentar a capacidade de refino. O Brasil, a partir da Operação Lava Jato, inibiu a possibilidade de criação de novas refinarias. A Petrobras tinha planos de construir cinco refinarias, construiu uma. De 1980 a 2014, o Brasil não fez nenhuma refinaria nova. Em 2014, inaugurou a refinaria de Pernambuco. Teve ainda outra campanha histórica contra a capacidade de refino no Brasil, que vem desde 1911, quando começou a discussão no Brasil sobre petróleo. Quem estava aqui em 1911 era a Exxon e a Shell. Elas sempre controlaram a distribuição no Brasil e sempre se opuseram à expansão do refino brasileiro. Quando vem a crise, fica evidente o significado da insegurança energética. Mas, na crise, não dá para construir refinaria porque leva cinco anos para ficar pronta. A única solução de curto prazo, e que foram adotadas pelo governo, envolvem preços.  Agência Brasil: Qual é