Empresas vão poder abater dívidas se conectarem faculdades à internet

Empresas vão poder abater dívidas se conectarem faculdades à internet

Pelo menos 118 unidades de universidades públicas e institutos federais, com dificuldades de conectividade à internet, poderão ser beneficiadas por uma decisão do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).  >> Confira a lista das 118 unidades no site da Anatel Notícias relacionadas: Consulta pública sugere mais rigidez na aferição de idade na internet. De forma inédita, os conselheiros da agência aprovaram que empresas prestadoras de serviços de telecomunicações, e que têm valor de multas somadas no valor de R$ 29 milhões, possam trocar os valores que devem por garantir conectividade para unidades de aprendizagem que estão em 39 instituições de ensino superior situadas em 72 municípios. As empresas multadas pela Anatel foram a Telefônica, a Claro, a Tim e a Sky. O conselheiro Octavio Pieranti explicou à Agência Brasil que a decisão da Anatel determina que as prestadoras façam algo em substituição ao pagamento de multa. “Nesse caso específico, o que foi decidido é que elas devem conectar unidades à internet via rede da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, organização social que oferece estrutura de rede de internet às faculdades)”. Ele explica que, se as empresas não quiserem cumprir essa obrigação, elas podem pedir para converter essa obrigação em multa e aí abrem mão de um desconto previsto (5%). O conselheiro da Anatel acrescenta que existem áreas isoladas que estão em campus universitário, mas sem acesso à rede.  “Com essa medida, a Anatel busca proporcionar a conexão também dessas unidades mais afastadas ou desses espaços que, por algum motivo, ainda não estejam participando dessa rede da RNP com internet de alta velocidade e serviços de integração acadêmica”, afirmou Peiranti, que foi autor da proposta aprovada por todos os conselheiros. Número pode ser maior Octavio Pieranti acrescenta que, além das 118 unidades mapeadas, há menções a outras 226 que podem também precisar de conectividade. O conselheiro diz que não há uma lógica de prioridade regional de implantação dos serviços. “O critério é de diversidade. A prestadora que aderir poderá selecionar as unidades a partir da lista. A segunda unidade beneficiada terá que ser de uma macro região diferente da primeira. A terceira unidade tem que ser de uma outra macro região”, finalizou. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/empresas-vao-poder-abater-dividas-se-conectarem-faculdades-internet

Escola Popular da Ponte abre inscrições para aulas de sopro e percussão

Florianópolis constrói sua identidade cultural também a partir da ocupação criativa de seus espaços públicos. É nesse contexto que a Escola Popular da Ponte (EPP) abre, no dia 17 de fevereiro, as inscrições para as turmas de 2026, ampliando um projeto que conecta formação musical, cidade e patrimônio simbólico da Capital. Braço formativo da Fanfarra da Ponte, a EPP atua como um eixo permanente de formação de músicos-foliões, apostando na música de rua como linguagem artística e ferramenta de convivência urbana. O projeto oferece 200 vagas para formação musical em instrumentos de sopro e percussão, com aulas coletivas que iniciam em 4 de março, estendendo ao longo do ano a dinâmica cultural que ganha força nos cortejos da Fanfarra. A EPP nasce em 2020 do próprio movimento da Fanfarra da Ponte nas ruas. Após as primeiras experiências de cortejo, ainda nos anos iniciais do bloco, o grupo identificou a força da fanfarra como espaço de aprendizado, troca e formação musical coletiva. Dessa percepção surgiu o Núcleo de Estudos de Sopros e Percussão, que em 2024 se consolidou oficialmente como Escola Popular da Ponte. Desde então, a escola vem se afirmando como um espaço contínuo de capacitação em música de rua, recebendo cerca de 200 novos instrumentistas por ano. A proposta é formar e integrar músicos amadores e profissionais em instrumentos de sopro e percussão, com foco nos ritmos brasileiros e na prática coletiva, sempre conectada à experiência do Carnaval e da ocupação cultural da cidade. Com um corpo docente formado por quatro professores, a escola aposta em um processo de aprendizado vivo, que vai além da técnica. “A ideia é que, ao final do curso, os participantes estejam plenamente inseridos no universo das fanfarras, preparados para tocar em movimento, em grupo e em diálogo constante com o espaço urbano. Como define o próprio projeto, trata-se de uma formação musical completa e carnavalizada,” conta Ricardo Lagartixa, professor e regente da Fanfarra da Ponte. A Escola Popular da Ponte é aberta a qualquer pessoa que possua instrumento, tenha vontade de iniciar ou aprofundar seus estudos musicais e possa participar dos encontros de forma regular, além de dedicar tempo à prática individual. O perfil diverso dos participantes é um dos pilares da iniciativa: 30% das vagas são reservadas para mulheres, pessoas com deficiência, pessoas trans e não binárias, pessoas negras, imigrantes e indígenas, reforçando o compromisso da EPP com o acesso democrático à cultura e à formação artística. SERVIÇO Inscrições: a partir de 17 de fevereiro, às 10hInício das aulas: 4 de marçoFormato: aulas coletivas de sopro e percussãoLink oficial: epp.fanfarradaponte.com.br (DeOlhonaIlha, 12/02/2026) Publicado em 13 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/escola-popular-da-ponte-abre-inscricoes-para-aulas-de-sopro-e-percussao/

Prefeitura de Florianópolis vai modernizar equipamentos de limpeza e infraestrutura em parceria com o Governo do Estado

A Prefeitura de Florianópolis realiza nesta sexta-feira, 13, às 10h, no Trapiche da Beira-Mar Norte, o ato de recebimento oficial de novos equipamentos destinados ao fortalecimento e modernização da infraestrutura e manutenção da cidade. Os veículos e máquinas foram viabilizados por meio de convênio com o Governo do Estado de Santa Catarina e vão ampliar a capacidade operacional do município em serviços como obras, conservação urbana, drenagem, limpeza e manutenção de vias. O investimento, de mais de R$ 27 milhões, contempla caminhões, máquinas pesadas, além de outros implementos e utilitários, renovando a frota municipal e garantindo mais agilidade e eficiência na execução dos serviços públicos. A entrega dos equipamentos se dará de forma gradual, sendo a maior parte já neste primeira fase. O evento contará com a presença do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, e demais autoridades envolvidas. SERVIÇO O que: Entrega de novos maquinários de obras pelo estado ao município de FlorianópolisQuando: Sexta-feira, 13 de fevereiro, às 10hOnde: Trapiche da Beira-Mar NorteQuem: Prefeitura de Florianópolis e Governo de Santa Catarina (PMF, 11/02/2026) Publicado em 13 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/prefeitura-de-florianopolis-vai-modernizar-equipamentos-de-limpeza-e-infraestrutura-em-parceria-com-o-governo-do-estado/

Pesquisas da UFSC contribuem no reconhecimento de saberes tradicionais; consultas públicas estão abertas

Dois projetos de saberes tradicionais de Santa Catarina e do Sul do Brasil estão em fase de consulta pública para reconhecimento como patrimônios culturais imateriais brasileiros pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os processos contaram com a participação direta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),  que foi a instituição executora da instrução técnica dos registros. Os projetos são Saberes e Práticas Tradicionais Associados à Pesca com Auxílio de Botos em Laguna (SC) e Saberes e Práticas Tradicionais Associados aos Engenhos de Farinha de Mandioca em Santa Catarina. Ambos foram desenvolvidos por grupos de pesquisa vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFSC) e ao INCT Brasil Plural, em parceria com o Iphan. (Confira a matéria completa em UFSC, 12/02/2026) Publicado em 13 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/pesquisas-da-ufsc-contribuem-no-reconhecimento-de-saberes-tradicionais-consultas-publicas-estao-abertas/

Carnaval de Olinda tem blocos e troças coloridas pelo centro histórico

Em Pernambuco, o sábado de carnaval é muito mais que festa. É encontro de gerações, ritmos e histórias escritas no compasso das orquestras e no coração do povo. Ao longo do dia, as ladeiras históricas de Olinda pulsarão com uma infinidade de blocos e troças coloridas em saídas pelas principais praças e no sítio histórico. Como o Eu Acho é Pouco, Menino da Tarde, Ceroula, Tambores de Saia e Patusquinho, misturando maracatu, frevo e ritmos populares em bailes improvisados e encontros culturais. No início da noite, a festa não para. Os polos culturais espalhados pelo Recife e por bairros de Olinda promovem apresentações gratuitas de bandas, orquestras e shows populares no Marco Zero, Pátio de São Pedro, Praça do Arsenal e outros espaços abertos, garantindo ritmo e energia até altas horas.  Além da capital e das ladeiras olindenses, o carnaval dos Papangus em Bezerros, no Agreste pernambucano, também abre sua programação oficial neste sábado (14) com apresentações de frevo, forró e samba em polos culturais gratuitos ao longo do dia, abrindo espaço para quem busca uma folia mais no interior do estado.  Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/carnaval-de-olinda-tem-blocos-e-trocas-coloridas-pelo-centro-historico

Escolas de Samba de Manaus desfilam neste sábado, a partir das 21h

Hoje (14) acontece o desfile das escolas do Grupo Especial de Manaus, a partir das 21h, horário local. O evento ocorre no sambódromo da capital amazonense. Uma das escolas homenageia Isabelle Nogueira, que participou do Big Brother Brasil 2024 representando o Amazonas. Desde a última quinta-feira (12), os desfiles das escolas do Carnaval na Floresta agitam a cidade. Rebaixamento Neste ano, não haverá rebaixamento de escola de samba do Grupo Especial, conforme decisão tomada em janeiro entre os dirigentes das oito agremiações. Estão mantidas as oito escolas na elite do Carnaval de Manaus. De acordo com o regulamento aprovado, a campeã e a vice do Grupo de Acesso A em 2026 garantem vaga no Grupo Especial em 2027, que passará a contar com dez agremiações. A apuração das notas ocorrerá na segunda-feira, 16 de fevereiro, a partir das 14h. Além dos desfiles, neste fim de semana, as principais vias de Manaus também recebem as tradicionais bandas de carnaval de rua, como o Bloco das Piranhas e a Banda do Galo. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/escolas-de-samba-de-manaus-desfilam-neste-sabado-partir-das-21h

Sistema de transporte Aquático-SP já transportou 1 milhão de passageiros

Sistema de transporte Aquático-SP já transportou 1 milhão de passageiros

O Aquático-SP, o primeiro sistema de transporte público hidroviário de São Paulo, alcançou a marca de 1 milhão de passageiros transportados. O marco histórico reafirma a excelente aceitação do serviço pelos moradores da Zona Sul da capital.  A passageira número 1.000.000 foi a diarista Andréia Moreira da Cruz, moradora do Jardim Gaivotas, que embarcou no Terminal Mar Paulista Bruno Covas rumo ao Cantinho do Céu. usa o Aquático desde o ano passado para ir e voltar do trabalho. Desde sua inauguração, o Aquático-SP transformou a rotina de quem circula entre os terminais hidroviários Parque Linear Cantinho do Céu e Mar Paulista. O trajeto pela Represa Billings, que antes levava mais de uma hora por terra, agora é realizado em cerca de 17 minutos, proporcionando mais qualidade de vida e tempo livre aos cidadãos. Alta aprovação e eficiênciaPesquisas de satisfação realizadas pela SPTrans apontam que o Aquático-SP possui um índice de aprovação de 90,3%, com destaque para a limpeza das embarcações (97,5%) e o conforto durante o trajeto (93,7%). A rapidez do modal em relação ao transporte terrestre e a ausência de trânsito são os benefícios mais citados pelos usuários, dos quais 92,23% afirmaram que recomendariam o serviço para amigos e familiares, consolidando o transporte por águas como uma opção confiável e eficiente na rotina da capital. O sistema é totalmente integrado ao Bilhete Único e conta com embarcações modernas, acessíveis e sustentáveis. A marca de usuários reflete não apenas a eficiência operacional, mas também o carinho da população pelo novo modal, simbolizado pela popularidade da Capi Tânia. Presença constante nas ações interativas do sistema, a simpática mascote acompanhou o milionésimo passageiro no embarque e durante todo o trajeto pela represa. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/sistema-de-transporte-aquatico-sp-ja-transportou-1-milhao-de-passageiros/

Bloco independente do Rio entra no combate à violência contra a mulher

Em meio à alegria, o carnaval do Rio de Janeiro também dedica espaço à reflexão sobre temas latentes na sociedade. Entre eles, o aumento de crimes tendo como vítimas as mulheres. A Liga Independente dos Blocos de Embalo do Estado do Rio de Janeiro (Liberj) entrou na luta contra a escalada dos números, unindo a folia com ações de conscientização. Embalados pelo Bloco da Não Violência Contra Mulher, integrantes de diversas agremiações vão se concentrar na segunda-feira (16) de carnaval, às 18h, na Avenida Chile, no centro da capital fluminense. Estão confirmados os grupos Banda da Folia e Confraria da Bebidinha, além de componentes e ritmistas dos 20 blocos filiados à liga, que vão carregar faixas e cartazes com mensagens educativas e orientações sobre canais de denúncia dos diversos tipos de violência de gênero. A ideia é aproveitar a festa para mobilizar a sociedade contra esse tipo de violência, que tende a aumentar durante períodos como o carnaval, conforme explica o diretor da Liberj, Édson Baiga. “Essa luta não é só de uma entidade, é de uma sociedade, e, principalmente, dos homens que têm consciência que a mulher foi feita para ser respeitada. A mulher tem direito sobre o corpo dela. O corpo da mulher, a mulher não é uma posse do homem. E aí, dados das mortes do Ministério da Justiça [mostram] que, em 2015, foram 535 casos. Dez anos se passaram, e, em 2025, [o número] aumentou para 1.470. Significa que são quatro mulheres mortas por dia”. Para a economista e foliã Gabriela Szprinc, a iniciativa é extremamente importante na proteção das mulheres que querem aproveitar a festa. “O feminicídio no Brasil ainda é assustador. Ainda é um desafio [para] nós, como mulheres, estarmos num lugar, poder brincar o carnaval, poder só estar lá. Ser feliz e participar do jeito que cada uma entende que quer fazer, do jeito que quiser. Ter a liberdade e ser respeitada.” A mensagem é clara: carnaval é festa com dignidade e respeito. Caso tenha sido vítima de violência, disque 180, que funciona 24h por dia. * Sob supervisão de Vitória Elizabeth.  Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/bloco-independente-do-rio-entra-no-combate-violencia-contra-mulher

Primeiro dia de desfiles em São Paulo teve chuva, sambódromo lotado e Erika Hilton com faixa presidencial

Primeiro dia de desfiles em São Paulo teve chuva, sambódromo lotado e Erika Hilton com faixa presidencial

Com enredos que destacaram a força feminina, a espiritualidade, o trabalho e a natureza, o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, entre a noite de sexta-feira (13) e a madrugada e manhã deste sábado (14), foi marcado pelo Sambódromo do Anhembi lotado e muita festa na avenida. A apoteose paulistana foi palco de apresentações icônicas de sete escolas — Mocidade Unida da Mooca, Colorado do Brás, Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Vai-Vai e Barroca Zona Sul — que projetaram o Carnaval de São Paulo para o público nacional e internacional. O desfile das escolas de samba do Anhembi foi organizado com o apoio da Prefeitura em diversas áreas, como segurança, saúde, mobilidade e transporte para os foliões. A emoção falou mais alto no desfile da Acadêmicos de Tatuapé, que levou para a avenida a luta pela reforma agrária em seu enredo. Antes mesmo das agremiações entrarem na avenida, Rosas de Ouro foi penalizada e perdeu 0,5 ponto por não ter cumprido o prazo de entrega de documentos. A atual campeã também enfrentou outro problema: um integrante da agremiação desmaiou antes de começar o desfile. Estreante no grupo especial, a Mocidade Unida da Mooca abriu a noite de desfiles, trazendo o enredo Gèlèdés – Agbara Obinrin, uma homenagem ao Geledés – Instituto da Mulher Negra, fundado por Sueli Carneiro e outras intelectuais do movimento negro. A deputada Erika Hilton (Psol) foi destaque e subiu ao carro alegórico com uma faixa presidencial. Erika Hilton (Redes Sociais/Instagram) A Colorado do Brás apostou em “A Bruxa está solta! Senhoras do saber renascem na Colorado”, propondo a ressignificação da figura histórica das bruxas sob a perspectiva de mulheres perseguidas ao longo do tempo por seu conhecimento. A Dragões da Real trouxe um enredo indígena, com “Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência”, inspirado nas lendárias mulheres guerreiras da Amazônia e reforçando a importância da preservação ambiental. Já a Acadêmicos do Tatuapé apresentou “Plantar para colher e alimentar. Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra”, abordando a história da agricultura e as lutas sociais pela terra. Campeã de 2025, a Rosas de Ouro apostou em “Escrito nas Estrelas”, com um desfile que percorre a criação do universo e o uso dos astros como guia das civilizações. O Vai-Vai homenageou os estúdios Vera Cruz e São Bernardo do Campo com “A Saga Vencedora de um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Pauliceia”. Encerrando a noite, a Barroca Zona Sul desfilou “Oro Mi Maió Oxum”, homenagem à orixá das águas doces, da fertilidade e do amor, celebrando a religiosidade afro-brasileira com cores, rituais e símbolos. Para estruturar a festa, a administração municipal investiu R$ 57 milhões na Liga Independente das Escolas de Samba, beneficiando as 32 agremiações associadas e garantindo estrutura de saúde com equipes preparadas, ambulâncias com UTIs móveis em plantão contínuo, além de reforço de segurança com Guardas Civis Metropolitanos e monitoramento por câmeras. Neste sábado (14), as escolas voltam a brilhar na passarela do samba com: * 22h30 – Império da Casa Verde* 23h35 – Águia de Ouro* 0h40 – Mocidade Alegre* 1h45 – Gaviões da Fiel* 2h50 – Estrela do Terceiro Milênio* 3h55 – Tom Maior* 5h00 – Camisa Verde e Branco Já no domingo (15), as oito escolas que concorrem a uma vaga no Grupo Especial são:* 21h – Camisa 12* 22h – Unidos de Vila Maria* 23h – Acadêmicos do Tucuruvi* 0h – Mancha Verde* 1h – Nenê de Vila Matilde* 2h – Pérola Negra* 3h – Dom Bosco de Itaquera* 4h – Independente Tricolor FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/primeiro-dia-de-desfiles-em-sao-paulo-com-chuva-sambodromo-lotado-e-erika-hilton-com-faixa-presidencial/

Adaptar games ou adaptar-se às adaptações?

Adaptar games ou adaptar-se às adaptações?

Muitos afirmam que estamos vivendo uma era de ouro das adaptações de games para o cinema e a TV — e há, de fato, alguma verdade nisso. O sucesso dos filmes do Sonic, a bilheteria estrondosa de Super Mario Bros. e a recepção positiva das séries televisivas The Last of Us e Fallout certamente ajudam a dissipar dúvidas após décadas de tentativas fracassadas de adaptação. Entretanto, um curioso movimento recente do diretor francês Christophe Gans motivou-me a inaugurar esta coluna com o tema: ele realizou uma boa adaptação (Silent Hill, 2006) em uma fase amplamente desfavorável às adaptações de games e, agora, no início de 2026, entrega um filme ruim justamente em um momento considerado positivo para esse tipo de produção. Adaptar uma obra para o cinema não é uma tarefa simples. As mídias possuem linguagens distintas, públicos diferentes e hábitos de consumo próprios — cada vez mais fragmentados e difíceis de mensurar. Grande parte do encanto de personagens e mundos ficcionais está diretamente ligada ao contexto de criação e às especificidades da mídia de origem. Transpor tudo isso para um grande público pagante, seja no cinema ou no streaming, exige não apenas compreensão profunda da obra e de seus personagens, mas também domínio das particularidades do meio original. O desafio se agrava quando a mídia de origem apresenta uma linguagem complexa e repleta de nuances. A literatura se apoia sobretudo na palavra escrita, exige um alto grau de imaginação do leitor e permite que o tempo da narrativa seja mais flexível. Os quadrinhos, enquanto arte sequencial, encontram sua força na relação entre os quadros, na interdependência entre imagem e texto e na estilização gráfica. Já os jogos, como meio audiovisual híbrido, integram múltiplas linguagens, mas têm na interatividade formas específicas de narrativa que tornam o jogador uma espécie de coautor da experiência. No meio acadêmico, essa transposição harmônica é chamada de adaptação intersemiótica, pois consiste na transferência de signos de uma mídia para outra. Mas como a alternância equilibrada entre ação, resolução de puzzles e progressão narrativa de jogos survival horror, como Resident Evil e Silent Hill, pode ser adaptada para o cinema? Nesse gênero, a história não se desenvolve apenas em diálogos e cutscenes, mas também de forma fragmentada, por meio de diários, cartas, arquivos perdidos e microfilmes — elementos que o pesquisador Henry Jenkins denomina “narrativa incorporada”. Muitos desses conteúdos são opcionais, mas fundamentais para uma compreensão mais profunda do worldbuilding. Soma-se a isso a “narrativa ambiental”, construída visualmente a partir dos espaços, quando vemos a cidade fantasma de Silent Hill ou o caos de Raccoon City e logo nos perguntamos: o que aconteceu aqui? Apesar de seus problemas, a primeira adaptação de Silent Hill (2006) demonstra grande respeito pela obra original, com um visual impactante e um elenco competente. Gans errou ao inserir elementos do segundo jogo em um filme cuja protagonista, Rose, não compartilha da mesma psique de James Sunderland. Na lógica interna da série, os monstros são manifestações mentais dos protagonistas, carregadas de simbolismo. O Pyramid Head, por exemplo, representa culpa, autopunição e violência reprimida em Silent Hill 2, mas acaba reduzido, nos filmes, a um monstro genérico e recorrente, esvaziado de sua função simbólica original. Em 2022, foi anunciada uma adaptação cinematográfica do beat ’em up Streets of Rage, sob responsabilidade de Derek Kolstad. É natural que o jogador — traumatizado pelas péssimas adaptações de Double Dragon (1994) e Street Fighter (1994) — questione se tudo aquilo que torna Streets of Rage único, em meio a tantos jogos de “briga de rua”, estará presente no filme. Quem interpretará o trio Axel, Blaze e Adam? Yuzo Koshiro retornará para assinar a trilha sonora, trazendo o house, o techno e o electro-punk que definem a atmosfera da série? As mecânicas de cooperação entre os protagonistas e o side switch com os inimigos serão representadas? E a “magia” arcade de invocar apoio policial a qualquer momento para eliminar inimigos com tiros de bazuca? Blaze será instrutora de dança e fã de lambada? Vale lembrar que a própria história do jogo permanece surpreendentemente atual como uma fantasia de vigilância urbana, ao abordar corrupção policial e a falência do Estado, colocando três ex-policiais em uma cruzada de justiça pelas próprias mãos para desmantelar o sindicato do crime. Jogos possuem mecânicas, e elas são elementos intrínsecos dessa mídia. Muitas vezes, a narrativa existe como um artifício para dar sentido e contexto a mecânicas específicas. A mecânica básica de Mario, por exemplo, é o pulo — afinal, seus jogos principais pertencem ao gênero plataforma. A desastrosa adaptação live action de 1993 tentou justificar essa mecânica com o uso de botas de salto (!!!). O resultado foi a substituição do tom mágico e fantasioso dos jogos por uma distopia industrial na versão em carne e osso de Mario e companhia. Antes de Hollywood eleger os quadrinhos como sua principal galinha dos ovos de ouro no início dos anos 2000, houve inúmeras tentativas de adaptação, entre acertos e — muitos — fracassos. Se por um lado tivemos Superman (1978) e Batman (1989), por outro enfrentamos Capitão América (1990), Spawn (1997) e Batman & Robin (1997). Os games trilharam um caminho semelhante nas telonas: Super Mario Bros. (1993), Double Dragon (1994), Street Fighter (1994), Mortal Kombat (1995), Tomb Raider (2001), Resident Evil (2002), Doom (2005), Hitman (2007), Max Payne (2008), Street Fighter: A Lenda de Chun-Li (2008), Prince of Persia: The Sands of Time (2010), Assassin’s Creed (2016), Um Filme Minecraft (2025), entre muitos outros. Também houve o caso do diretor alemão Uwe Boll e sua sequência de adaptações desastrosas de games — mas isso fica para outro artigo. Christophe Gans ama a série Silent Hill e, enquanto artista, parte das melhores intenções — ainda assim, falha na execução. Isso evidencia que nem toda adaptação compreende ou respeita a linguagem do jogo. O fracasso recorrente das adaptações de games está justamente em tratá-los como matéria-prima bruta, e não como sistemas narrativos complexos e sofisticados. O êxito recente de The Last of Us