Passagem de ônibus em São Paulo sobe 6%

Quem usar ônibus como transporte na cidade de São Paulo a partir desta terça-feira (6) vai pagar uma passagem mais cara. Como anunciado no fim de 2025, a tarifa, que era de R$ 5 passa agora a custar R$ 5,30. É um reajuste de 6% acima da inflação no período de um ano, que foi de 4,5%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Notícias relacionadas: Passagem dos ônibus urbanos do Rio vai subir para R$ 5 no domingo. Prefeitura de SP anuncia aumento nas passagens de ônibus para R$ 5,30. Prefeito de SP não descarta aumento na tarifa dos ônibus em 2026. No dia 29 de dezembro do ano passado, quando anunciou o reajuste da tarifa, a prefeitura de São Paulo justificou a mudança afirmando que o preço da passagem foi mantido em R$ 4,40 durante cinco anos. “De 2020 a 2025 houve uma única atualização de 13,6% para R$ 5. E a inflação neste período foi de 40,31%. A correção atual para R$ 5,30 fica menos da metade do valor inflacionário desses cinco anos”, diz comunicado da administração municipal. Cálculo do reajuste A prefeitura calcula o reajuste da passagem através de um outro índice, que é o de Preços ao Consumidor do Transporte Coletivo (IPC-Fipe Transporte Coletivo), que indicou 6,5% de variação no acumulado do ano. Sem o subsídio pago pela prefeitura às empresas de ônibus, o valor da tarifa seria de R$ 11,78, segundo estudos da prefeitura de São Paulo. Trem e metrô O Governo do Estado de São Paulo também aumentou nesta terça-feira o valor das tarifas de trem e metrô. Segundo anunciado pelo governador Tarcísio de Freitas no final do ano passado, as passagens passam de R$ 5,20 para R$ 5,40. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/passagem-de-onibus-em-sao-paulo-sobe-6
Farinha à base de castanha-do-brasil apresenta teor de proteína 60% superior à de trigo

Pesquisas da Embrapa mostram que a farinha parcialmente desengordurada e o concentrado proteico de castanha-do-brasil apresentam alto teor de proteínas e têm potencial promissor para o mercado de produtos de origem vegetal. No caso da farinha, o teor proteico é cerca de 60% superior ao da feita com trigo. Os ingredientes foram aplicados na formulação de hambúrgueres, quibes e proteína texturizada, que tiveram boa avaliação de sabor, textura e aparência. A tecnologia está pronta para ser testada em escala comercial. “A busca por maior diversidade de fontes proteicas nacionais têm estimulado pesquisas voltadas à exploração sustentável da biodiversidade brasileira. Além de contribuir para o aproveitamento de recursos naturais e a geração de emprego e renda, essas iniciativas buscam novos ingredientes para a indústria alimentícia”, afirma Ana Vânia Carvalho, pesquisadora da Embrapa. O trabalho integra o Programa Biomas do The Good Food Institute (GFI) Brasil, com financiamento do Fundo JBS pela Amazônia. Os processos de obtenção da farinha parcialmente desengordurada, do concentrado proteico e da proteína texturizada, utilizada como substituta de produtos cárneos, foram desenvolvidos no Laboratório de Agroindústria da Embrapa Amazônia Oriental (PA). A pesquisadora conta que a primeira etapa do trabalho, que está publicado em boletim técnico, foi entender profundamente a matéria-prima. Com aproximadamente 15% de proteína bruta, 67% gorduras, 7% carboidratos e valor energético de 751 kcal/100g, a castanha-do-brasil desponta como um produto promissor para o mercado de proteínas alternativas. “A castanha-do-brasil é um símbolo da sociobiodiversidade amazônica e surge como alternativa nacional de alto valor agregado. Isso pode fortalecer cadeias produtivas amazônicas, gerando valor para pequenos produtores e indústrias regionais”, acredita Carvalho. Crédito: Ronaldo Rosa | Embrapa De subproduto a ingrediente de alto valor A pesquisadora explica que a remoção parcial do óleo da castanha – usado majoritariamente pela indústria cosmética – gera uma torta, que é a base para os novos ingredientes. “A torta da castanha é um resíduo do processo de extração do óleo. Um subproduto da indústria”, conta. A pesquisa utilizou também castanhas que não tinham padrão para comercialização in natura – quebradas ou em pedaços, ampliando o aproveitamento das castanhas e reduzindo desperdícios. Após a extração do óleo, o teor de proteína da castanha, originalmente de 15%, saltou para 32,4% na farinha, um aumento de cerca de 116%. Em 100 gramas de farinha de trigo integral, por exemplo, estão cerca de 13 gramas de proteína, um pouco mais que a tradicional farinha de trigo “branca”. Já 100 gramas de farinha de castanha apresentam quase 33 gramas de proteína, valor 60% maior que a de trigo. A partir dessa farinha, os pesquisadores produziram o concentrado proteico que obteve até 56% de proteína. O concentrado e a farinha foram testados na formulação de produtos para o consumidor final. “Nós avaliamos hambúrguer e quibe usando tanto a farinha quanto o concentrado proteico. Já a proteína texturizada fizemos só com o concentrado, em um blend de proteína de castanha-do-brasil e proteína de soja”, complementa a cientista. O trabalho destaca que os novos ingredientes apresentam propriedades funcionais adequadas para aplicações alimentícias e elevados teores de aminoácidos, além de serem ricos em selênio – mineral abundante na castanha. Quibe feito com a farinha de castanha do brasil. (Crédito: Kadijah Suleiman | Embrapa) Quibe e hambúrguer de castanha Na Embrapa Agroindústria de Alimentos ( RJ), foram desenvolvidos o quibe e o hambúrguer, ambos vegetais e com características sensoriais – sabor, textura e aparência – semelhantes aos feitos com produtos de origem animal. O trabalho foi publicado pela instituição e está disponível para download. Hamburguer de castanha. (Crédito: Kadijah Suleiman | Embrapa) Nas receitas dos dois alimentos foram utilizados a farinha parcialmente desengordurada e o concentrado proteico obtido a partir da mesma farinha. “Conseguimos utilizar um coproduto da cadeia de produção da castanha-do-brasil e transformar em um produto para consumo direto, com foco nos públicos vegetarianos, veganos e flexitarianos”, explica a pesquisadora da Embrapa Janice Lima. Para a formulação do quibe foi usada a farinha com composição em torno de 6% de óleo, 32% de proteínas e 10% de fibra total. Os demais ingredientes da receita podem ser encontrados em supermercados, mercearias e afins. Em caso de preparo doméstico, o produto deve ser consumido logo após ficar pronto. Já a comercialização inclui as etapas de embalagem e congelamento. O alimento pode ser comercializado congelado, cru ou pré-assado, a critério do fabricante. Texturizado de castanha é similar ao de proteína de soja Além desses alimentos de origem vegetal, também foi obtido um ingrediente texturizado proteico vegetal à base de castanha-do-brasil e soja, contendo cerca de 56% de proteína, que é similar, em uso, à tradicional proteína texturizada de soja (PTS). Segundo a pesquisadora Melicia Galdeano, da Embrapa, o resultado materializa um dos principais objetivos do projeto: desenvolver ingredientes proteicos alternativos a partir de matéria-prima nacional, promovendo a diversificação das fontes proteicas vegetais no Brasil para o mercado plant-based brasileiro. “Atualmente predominam no mercado de proteínas vegetais opções como a soja e a ervilha. Esse trabalho caminha para o aproveitamento sustentável da castanha, incentivando seu plantio e beneficiando comunidades locais”, destaca Galdeano. Consumidores testam e demonstram boa aceitação O teste de aceitação sensorial avaliou a aplicação dos coprodutos da industrialização da castanha-do-brasil em preparações alimentícias e mostrou boa aceitação pelos consumidores participantes. “Os análogos vegetais, quibe, hambúrguer e texturizado proteico vegetal à base de castanha-do-brasil e soja, apresentaram aparência, sabor e textura característicos de suas versões convencionais, o que indica o potencial de utilização dos coprodutos do processamento da castanha-do-brasil como ingredientes alternativos em produtos desenvolvidos para o público de alimentos plant-based”, finaliza a pesquisadora Daniela Freitas de Sá. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/farinha-a-base-de-castanha-do-brasil-apresenta-teor-de-proteina-60-superior-a-de-trigo/
Os que fazem a diferença: método e números

Primeiramente, Feliz 2026. Vamos refletir um pouco para iniciarmos um ano em alta performance. Porque os que fazem a diferença são aqueles que se planejam agora, amanhã e sempre. Durante muito tempo, eu achei que “fazer a diferença” era sinônimo de fazer mais: mais horas, mais entregas, mais esforço, mais presença. Até perceber uma coisa desconfortável (e libertadora): quem faz a diferença não corre o tempo todo — constrói caminho. E caminho exige direção, escolhas e consistência. Hoje, quando olho para trás, vejo uma trajetória feita de prêmios, viagens, apresentações, bastidores difíceis e vitórias silenciosas. Não foi uma linha reta. Foi um percurso com curvas, pausas, recomeços e, principalmente, decisões. Prémios, palcos e a parte que ninguém vê Existem momentos que parecem “glamourosos” por fora: ser chamada para apresentar um projeto, viajar para um evento importante, defender uma ideia num palco, receber um reconhecimento, fechar uma parceria. Mas a parte que quase ninguém vê é o que sustenta esses momentos: Noites a rever pitch até ficar simples (e verdadeiro); Dias a responder “não” e continuar; Reuniões em que a tua visão é questionada; Ansiedade antes de uma apresentação; e aquela sensação de “eu não posso falhar”, que a gente carrega sozinha. A diferença não está em ter oportunidades. Está em estar pronta quando elas chegam. As vitórias que realmente contam A vitória não é só “ganhar um prémio” ou “fazer uma viagem”. A vitória é quando tu: Recuperas a tua confiança; Voltas a falar da tua ideia com brilho no olho; Escolhes parceiros certos; Constróis uma equipa que soma; e aprendes a dizer “não” sem culpa. Porque, na prática, quem faz a diferença não é quem nunca cai.É quem não se abandona. A habilidade que separa sonho de negócio Vou dizer de forma direta: saber fazer contas muda tudo. Tu podes ter carisma, visão e propósito — mas se não entendes números, tu ficas vulnerável. Vulnerável a: Aceitar propostas ruins; Não perceber prejuízo disfarçado de crescimento; Confundir faturamento com lucro; e trabalhar muito… para ganhar pouco. Saber fazer contas é liberdade. Aqui vai o básico que todo empreendedor precisa dominar (sem complicar): Quanto entra e quanto sai (mensal e semanal); Margem (quanto sobra de verdade); Custo por entrega (tempo + equipe + materiais + impostos); Preço mínimo sustentável (o teu “não abaixo disso”); e caixa (o que te mantém viva enquanto o crescimento acontece). Quem faz a diferença não é quem “tem fé”.É quem tem fé e planilha. É exatamente aqui que entra a PRIMORA. A PRIMORA entra como parceira para dar estrutura ao que muita gente deixa no improviso: planeamento, prioridades e rotina de execução. Porque ideia boa sem sistema vira só intenção. Quando tu transformas estratégia em sistema, tu não dependes de sorte — tu crias previsibilidade. Tu aprendes a dizer “sim” com consciência e “não” sem culpa. Tu constróis um caminho que aguenta os dias bons e, principalmente, os dias difíceis. Se tu estás numa fase de construção — cansada, cheia de ideias, com medo de não dar certo — guarda isto: tu não precisas de fazer mais. tu precisas de fazer melhor, com clareza. Planeia agora. Ajusta amanhã. Sustenta sempre. Porque os que fazem a diferença… não esperam o “momento ideal”.Eles constroem. fonte https://santotech.com.br/os-que-fazem-a-diferenca-inovacao-estrategia-ganhos-2026/
SBPC e ABC alertam para violação do direito internacional em ação dos EUA na Venezuela

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) divulgaram, nesta segunda-feira (5), uma nota conjunta manifestando profunda preocupação com a operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território da Venezuela. Segundo as entidades, as ações configuram grave violação dos princípios do direito internacional, em especial da soberania nacional, da autodeterminação dos povos e da proibição do uso da força, consagrados na Carta das Nações Unidas. O documento alerta para os riscos da naturalização de intervenções militares unilaterais na América Latina e no Caribe, região historicamente marcada por ingerências externas e comprometida, nas últimas décadas, com a solução pacífica de controvérsias. A nota destaca ainda que, mesmo diante de críticas ao regime político venezuelano e de preocupações legítimas com democracia e direitos humanos, tais circunstâncias não autorizam a imposição de mudanças políticas por meio da força militar externa. As entidades chamam atenção para os impactos regionais da escalada de tensões, especialmente para o Brasil, que compartilha cerca de 2.200 km de fronteira com a Venezuela, em áreas ambientalmente sensíveis e socialmente complexas, ampliando riscos humanitários e institucionais. “A defesa da soberania dos Estados, do direito internacional e da paz não admite relativizações”, afirmam a SBPC e a ABC, ao conclamar a comunidade internacional, em especial as Nações Unidas e os organismos regionais, a atuarem de forma urgente para cessar hostilidades, proteger as populações civis e restaurar o respeito à ordem internacional baseada em regras. A nota é assinada pelas presidentes da ABC, Helena Nader, e da SBPC, Francilene Procópio Garcia. Confira abaixo o documento na íntegra: NOTA CONJUNTA SOBRE SOBERANIA, DIREITO INTERNACIONAL E PAZ NA AMÉRICA LATINA A defesa da soberania dos povos e Estados é um princípio fundamental do direito internacional e base essencial da ordem multilateral, consagrado desde a criação da Carta das Nações Unidas em 1945. A igualdade soberana de todos os Estados e a proibição do uso da força são pilares que garantem a convivência pacífica entre as nações e o respeito à autodeterminação dos povos. Os eventos recentes envolvendo uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território da República Bolivariana da Venezuela — incluindo bombardeios e a captura de autoridades nacionais por forças estrangeiras — suscitam profunda preocupação. Tais ações configuram grave violação das normas fundamentais do direito internacional, em especial do Artigo 2º, parágrafo 4º, da Carta das Nações Unidas, que proíbe a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado. A naturalização de ações militares unilaterais contra Estados soberanos, à margem do sistema multilateral, representa um precedente de extrema gravidade para a América Latina e o Caribe — região historicamente marcada por intervenções externas e comprometida, nas últimas décadas, com a solução pacífica de controvérsias. O princípio da não intervenção em assuntos internos de Estados soberanos está igualmente consagrado no Artigo 2º, parágrafo 7º, da Carta da ONU, que veda ingerências externas em questões que pertencem essencialmente à jurisdição interna dos Estados, salvo nos casos expressamente autorizados pelo Conselho de Segurança no âmbito do Capítulo VII. Instrumentos regionais reforçam esses compromissos. A Carta da Organização dos Estados Americanos estabelece de forma inequívoca que nenhum Estado tem o direito de intervir, direta ou indiretamente, nos assuntos internos ou externos de outro, e que o território de um Estado é inviolável, não podendo ser objeto de ocupação militar ou de qualquer outra forma de coação. Ainda que existam críticas amplamente compartilhadas ao regime político venezuelano e legítimas preocupações com democracia e direitos humanos, tais circunstâncias não autorizam a violação da soberania nacional nem a imposição de mudanças políticas por meio da força militar externa. A promoção da democracia e da justiça deve ocorrer exclusivamente por meios pacíficos, jurídicos e multilaterais, conforme estabelecido pelo direito internacional. A América Latina e o Caribe constituem uma região historicamente comprometida com a paz. A normalização do uso da força como instrumento de política externa representa um risco concreto à estabilidade regional, cria precedentes perigosos e fragiliza o sistema internacional baseado em regras, com impactos diretos sobre as populações civis, as instituições democráticas, a ciência, a educação e o desenvolvimento sustentável. Esses episódios revelam, ainda, a crise profunda dos arranjos multilaterais de governança internacional, cada vez menos capazes de conter ações unilaterais de grandes potências, mesmo quando frontalmente incompatíveis com o direito internacional. A escalada de tensões em território venezuelano também introduz incertezas relevantes para países vizinhos, em especial o Brasil, que compartilha extensa fronteira terrestre com a Venezuela, aproximadamente 2.200 km. Em regiões ambientalmente sensíveis e socialmente complexas, a instabilidade amplia riscos humanitários e institucionais, exigindo atenção permanente, cooperação regional e respostas baseadas no direito internacional e no conhecimento científico. Reafirmamos que: (i) a soberania nacional e a autodeterminação dos povos são princípios inegociáveis do sistema internacional;(ii) a proibição do uso da força é um elemento central para a preservação da paz e da segurança coletiva;(iii) a resolução de crises políticas deve privilegiar o diálogo, a diplomacia e os mecanismos multilaterais;(iv) a intimidação armada como instrumento de pressão política configura o terror do poder, incompatível com a Carta das Nações Unidas e com a ordem internacional baseada em regras;(v) a ciência, a educação, a cooperação internacional e o progresso social dependem de ambientes de estabilidade, liberdade, circulação de pessoas e respeito ao direito internacional. Conclamamos a comunidade internacional, em especial as Nações Unidas e os organismos regionais, a atuarem de forma urgente para cessar hostilidades, proteger as populações civis, restaurar o respeito à soberania e apoiar processos legítimos de diálogo e transição definidos pelo próprio povo venezuelano. A defesa da soberania dos Estados, do direito internacional e da paz não admite relativizações. Sua violação em um país ameaça todos os demais, enfraquece o sistema multilateral e compromete os fundamentos de uma ordem internacional baseada na cooperação, na justiça e no respeito mútuo. 05 de janeiro de 2026 HELENA BONCIANI NADERPresidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) FRANCILENE PROCÓPIO GARCIAPresidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/sbpc-e-abc-alertam-para-violacao-do-direito-internacional-em-acao-dos-eua-na-venezuela/
CentroSul pode ser primeiro espaço público da Capital com naming rights
O CentroSul deve ser o primeiro grande equipamento público de Florianópolis com naming rights (direitos de nome), após a nova licitação do equipamento, que será lançada nos próximos meses. No ano passado, a Câmara de Vereadores aprovou lei do Executivo autorizando naming rights em eventos, como Carnaval, Réveillon, Feira de Cascaes e Fenaostra, e também em equipamentos públicos, como CentroSul, Passarela do Samba e Mercado Público. A lei foi sancionada pelo prefeito Topázio Neto e entrou em vigor em 19 de dezembro. Pela norma, empresas e consórcios podem participar das licitações que permitirão os naming rights. No Brasil e no mundo, o modelo é conhecido sobretudo em estádios de futebol. Em São Paulo, por exemplo, os três grandes clubes de futebol aderiram, com a Neoquímica Arena (Corinthians), Allianz Parque (Palmeiras) e Morumbis (São Paulo). Em Florianópolis, inicialmente, a proposta vedava ruas, avenidas e praças, mas uma emenda da Câmara incluiu esses locais. Atividades dirigidas à saúde, cultura, esportes, educação, assistência social, lazer e recreação, meio ambiente, mobilidade urbana e promoção de investimentos, competitividade e desenvolvimento estão contempladas na lei. Segundo a secretária Municipal de Licitações, Contratos e Parcerias, Katherine Schreiner, o edital do CentroSul está na fase de modelagem jurídica e será a primeira concessão municipal em que o vencedor poderá explorar comercialmente o espaço e obter receita na venda dos direitos de nome. O QUE PODE TER O NOME VENDIDO CentroSul Passarela do Samba Mercado Público Réveillon Carnaval Fenaostra Feira do Cascaes Diferentes festas municipais Eventos esportivos Ruas e praças Ganhos econômicos para a cidade e empresas Economista, Laura Pacheco ressalta que nomes têm valor e que ao redor deles se constrói identidade, percepção e reputação. Ao analisar Florianópolis, destaca a sazonalidade como fator central, porque a cidade tem picos muito claros de movimento, especialmente no verão. Citou festas de temporada, estruturas nas orlas, a Passarela Nego Quirido no Carnaval e serviços temporários. “Contratos mais curtos e flexíveis fazem mais sentido para Florianópolis”, opina. Outro segmento apontado como promissor pela economista é o turismo esportivo. “Floripa tem se consolidado como destino de maratonas e eventos esportivos. Quem participa valoriza muito a experiência de correr na BeiraMar Norte. Isso é um ativo econômico importante”, destaca. Sobre a precificação, explica que não existe fórmula. “Cada negócio tem um modelo. Depende de quem investe, do que a marca busca e do formato da contrapartida”. Possibilidades para pequenas e grandes marcas Para o empresário e publicitário Wilfredo Gomes, a novidade dos naming rights deve ser vista no conjunto de estratégias de comunicação e marketing. “Bom para o cliente, para a agência, para o anunciante e para o público, que passa a ter acesso a informação, experiências ou benefícios gerados pelo patrocínio”, diz. Ele vê o naming rights como uma modalidade moderna de patrocínio, aplicável a pequenas e grandes iniciativas. “Isso precisa ser bem organizado e planejado. Tem que existir coerência entre o espaço público e o anunciante. Uma coisa precisa ter relevância e conexão com a outra”. Também publicitário, Fábio Veiga registra que Florianópolis não está inventando a roda. “O uso de naming rights é praticado no mundo inteiro há décadas, sempre com imenso sucesso. Desde que feito de maneira equilibrada e responsável, é excelente e saudável”. Veiga lembra que o modelo foi aplicado em Lisboa, Portugal. “Lá, o Mercado da Ribeira passou a se chamar Mercado da Ribeira Time Out. A marca, ao associar seu nome ao mercado público, modernizou e revitalizou uma parte do equipamento sem custo para a prefeitura e o transformou num hub gastronômico de referência”. (ND, 06/01/2026) Publicado em 06 janeiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/01/centrosul-pode-ser-primeiro-espaco-publico-da-capital-com-naming-rights/
Veja faixas e alíquotas das novas tabelas do Imposto de Renda 2026

Em vigor desde 1º de janeiro, a nova tabela do Imposto de Renda (IR) 2026 traz mudanças relevantes para milhões de contribuintes. A principal novidade é a isenção total para quem ganha até R$ 5 mil por mês e a redução gradual do imposto para rendas de até R$ 7.350. Notícias relacionadas: Isenção do IR injeta R$ 28 bilhões na economia, diz Lula. Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil entra em vigor. A tabela tradicional do Imposto de Renda não foi alterada, continuando os valores em vigor em 2025. A diferença está nos redutores adicionais instituídos pela reforma do IR. Para garantir o benefício a quem ganha até R$ 7.350, a Receita Federal criou novas tabelas de dedução a serem aplicadas simultaneamente com a tabela tradicional. As alterações valem para os salários pagos a partir de janeiro, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro. As mudanças se refletirão na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2027, que considera os rendimentos de 2026. A seguir, veja quem tem direito à isenção, como ficam as faixas mensais, as alíquotas e a tabela anual do IR. Quem fica isento do Imposto de Renda em 2026? Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IR: trabalhadores com carteira assinada; servidores públicos; aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios; desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil. Quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil. Quem ganha até R$ 7.350 também paga menos imposto Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, há uma redução parcial e decrescente do imposto: quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5.000, maior o desconto; quanto mais próxima de R$ 7.350, menor o benefício; acima desse valor, não há redução. A regra também se aplica ao 13º salário. Tabela de isenção e redução do IR mensal: 2026 Rendimentos tributáveis mensais Redução do imposto Até R$ 5 mil Até R$ 312,89, zerando o imposto De R$ 5.000,01 a R$ 7.350 R$ 978,62 – (0,133145 × renda mensal), até zerar para quem ganha R$ 7.350 A partir de R$ 7.350,01 Sem redução Fonte: Receita Federal Tabela mensal do Imposto de Renda em 2026 Para rendas acima de R$ 7.350 Base de cálculo mensal Alíquota Dedução Até R$ 2.428,80 Isento – De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65 7,5% R$ 182,16 De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05 15% R$ 394,16 De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68 22,5% R$ 675,49 Acima de R$ 4.664,68 27,5% R$ 908,73 Fonte: Receita Federal O que muda na apuração anual do Imposto de Renda? Além da tabela mensal, a Receita Federal também aplicará isenção e redução no cálculo anual do imposto: isenção anual para quem ganhar até R$ 60 mil em 2026; redução gradual do imposto para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88,2 mil; acima desse valor, não há desconto adicional. O redutor anual é limitado ao imposto apurado, ou seja, não gera imposto negativo nem restituição automática extra. Tabela anual de isenção e redução do IR (Declaração de 2027: ano-calendário 2026) Rendimentos tributáveis anuais Redução do imposto Até R$ 60 mil Até R$ 2.694,15, zerando o imposto De R$ 60.000,01 a R$ 88.200 R$ 8.429,73 – (0,095575 × renda anual), até zerar para quem ganha R$ 88.200 A partir de R$ 88.200,01 Sem redução Fonte: Receita Federal Tabela anual do Imposto de Renda em 2026 Base de cálculo anual Alíquota Dedução Até R$ 28.467,20 Isento – De R$ 28.467,21 a R$ 33.919,80 7,5% R$ 2.135,04 De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,60 15% R$ 4.679,03 De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,16 22,5% R$ 8.054,97 Acima de R$ 55.976,16 27,5% R$ 10.853,78 Fonte: Receita Federal Imposto mínimo para alta renda Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado à alta renda: Renda anual acima de R$ 600 mil (R$ 50 mil/mês): entra na regra Alíquota progressiva de até 10% Renda acima de R$ 1,2 milhão por ano: alíquota mínima efetiva de 10% Estimativa do governo: cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. O que entra no cálculo do IRPFM? salários; lucros e dividendos; rendimentos de aplicações financeiras tributáveis. Em relação aos salários acima de R$ 50 mil por mês, essa fonte de renda gera desconto no IRPFM a pagar, mesmo incluída na base de cálculo. Isso porque o Imposto de Renda já foi descontado na fonte, com alíquota de 27,5%. Ficam fora: poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), fundos imobiliários, Fiagro e outros investimentos incentivados; heranças e doações; indenizações por doença grave; ganhos de capital na venda de imóveis, exceto fora da bolsa; aluguéis atrasados valores recebidos acumuladamente, por meio de ações judiciais; O imposto mínimo será apurado apenas a partir da declaração de 2027. Tributação de dividendos Outra novidade relevante é a tributação de dividendos na fonte: 10% de imposto retido sobre dividendos; apenas quando superarem R$ 50 mil por mês; valor pago por uma única empresa à pessoa física. A maioria dos investidores não será afetada. A medida mira sócios e empresários que recebiam altos valores em dividendos, até então isentos. O imposto retido poderá ser compensado na declaração anual. Pontos de atenção e possíveis disputas Dividendos relativos a lucros apurados até 2025 só permanecem isentos se a distribuição tiver sido aprovada até 31 de dezembro de 2025. Especialistas alertam para possíveis questionamentos judiciais, por possível efeito retroativo da regra. Quais deduções continuam valendo? Nada muda nas principais deduções: dependentes: R$ 189,59 por mês; desconto simplificado mensal: até R$ 607,20; educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano; declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640 Quantas pessoas serão beneficiadas? Segundo o governo federal: 16 milhões de contribuintes devem ser beneficiados; O custo estimado da medida é de R$ 31,2 bilhões, compensado pelas novas formas de tributação sobre alta renda: IRFPM e imposto sobre
Começa nesta segunda-feira o pagamento da 2ª parcela do 13º salário

A partir desta segunda-feira (26/6), os aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios de até um salário-mínimo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber a segunda parcela do 13º salário, que será creditada junto com o pagamento do mês de maio. Os valores são para os segurados que tenham com a numeração final do Número de Identificação Social (NIS) 1. Os depósitos serão efetuados até 7 de julho, conforme cronograma (quadro abaixo). Para as pessoas que recebem acima de um salário-mínimo, os pagamentos irão iniciar em 3 de julho e vão até o dia 7. A consulta do valor referente ao 13º pode ser checada online no aplicativo ou site Meu INSS e o saque pode ser feito em caixas eletrônicos e casas lotéricas. Benefícios até UM salário mínimo Final 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 Data 26/6 27/6 28/6 29/6 30/6 3/7 4/7 5/7 6/7 7/7 Acima de UM salário Final 1 e 6 2 e 7 3 e 8 4 e 9 5 e 0 Data 3/7 4/7 5/7 6/7 7/7 mais informações: imprensa@inss.gov.br / 61 3313.4253 fonte https://www.gov.br/pt-br/noticias/trabalho-e-previdencia/2023/06/comeca-nesta-segunda-feira-o-pagamento-da-2a-parcela-do-13o-salario
Petrobras assina acordo para produzir diesel S10 para a Vale

A Petrobras e a Vale assinaram contrato para fornecimento de diesel em operações da mineradora em Minas Gerais. O acordo prevê o suprimento de diesel S10, produzido pela empresa, com a adição da parcela obrigatória de biodiesel, atualmente em 15%. O contrato prevê também oportunidades de desenvolvimento de negócios em baixo carbono, como a possibilidade de compra e venda de diesel R (diesel com conteúdo renovável) e possíveis tratativas para o fornecimento de HVO (Hydrotreated Vegetable Oil). Notícias relacionadas: Petrobras inicia operação na Plataforma P-78 no Campo de Búzios. Produção de petróleo e gás atinge 4,921 milhões de barris em novembro. Desde 2023, as duas empresas vêm atuando em parceria de negócios para o desenvolvimento de soluções de baixo carbono. Em 2024, foi estabelecido acordo para cooperação, incluindo os testes de diesel R5 (5% de conteúdo renovável, além dos 15% obrigatórios de biodiesel) e de bunker com 24% de parcela renovável. A parceria comercial com a Vale faz parte da estratégia da Petrobras de aproximação com os consumidores finais de seus produtos. “Estabelecer esse contato direto permite à companhia conhecer melhor as necessidades dos consumidores e ser mais assertiva na construção de soluções que gerem valor para clientes e sociedade”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Para ela, “ao oferecer combustíveis de alto desempenho, capazes de colaborar com as metas de descarbonização das empresas, a Petrobras aperfeiçoa sua estrutura logística e capacidade de produzir para clientes de relevância internacional”. “Estamos muito satisfeitos em fortalecer nossa parceria com a Petrobras, o que gera valor para ambas as empresas e para o Brasil. Esse contrato consolida uma relação de confiança e cria espaço para explorarmos, juntos, soluções inovadoras que contribuam para tornar nossas operações cada vez mais eficientes e sustentáveis”, disse o CEO da Vale, Gustavo Pimenta. “É mais um passo que reforça nossa visão de longo prazo com a descarbonização das operações da Vale, aproveitando, assim, o diferencial competitivo do Brasil em combustíveis renováveis”, acrescentou. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/petrobras-assina-acordo-para-produzir-diesel-s10-para-vale
LEGO Lança Smart Brick: a Evolução Mais Significativa em 50 Anos com Tecnologia Integrada

Las Vegas — A LEGO revelou na CES 2026 seu mais ambicioso avanço tecnológico em décadas: o Smart Brick, um tijolo LEGO 2×4 que integra um computador completo e múltiplos sensores, descrito como a evolução mais significativa no LEGO System-in-Play desde a Minifigure em 1978. O anúncio foi feito durante o maior evento de tecnologia do mundo, onde a LEGO apresentou também sua nova plataforma de brincadeira, chamada Smart Play. O objetivo é transformar a forma como as pessoas interagem com construções físicas, trazendo respostas e comportamentos inteligentes às criações dos fãs. 🤖 O que é o LEGO Smart Brick O Smart Brick parece com um bloco tradicional LEGO, mas abriga um processador e sensores capazes de detectar movimento, orientação e proximidade, além de luz e som — tudo sem a necessidade de telas ou dispositivos externos. Segundo a LEGO, os Smart Bricks utilizam tecnologia sem fio para criar conexões entre si, formando uma rede que responde em tempo real às ações do jogador. Eles também são carregados de forma sem fio, com a promessa de manter desempenho mesmo após longos períodos sem uso. lego2 lego3 lego4 lego5 lego6 lego 7 lego8 lego9 🚀 Lançamento e primeiros sets Os primeiros produtos a incluir Smart Bricks serão parte da linha LEGO Star Wars, com lançamento global em 1º de março de 2026, depois de pré-vendas que começam em 9 de janeiro de 2026. Hypebeast Os sets incluem cenas icônicas e heróis da franquia, com efeitos de som e ação integrados diretamente nas peças — uma novidade que promete transformar como os fãs brincam com a linha. LEGO ⚙️ Tecnologia por trás da inovação O carro-chefe da Smart Play é o Smart Brick, desenvolvido com um chip personalizado e tecnologias patenteadas que integram: Sensores de movimento e orientação Sensores de luz e som Mini-alto-falante para efeitos dinâmicos Capacidade de formar redes inteligentes entre vários tijolos Tudo isso sem a necessidade de aplicativos, câmeras ou interface digital — um movimento da LEGO para manter a experiência física, mas com respostas tecnológicas sofisticadas. Hypebeast 🧠 Potencial do Smart Play Especialistas e fãs veem o Smart Brick como um passo significativo para híbridos entre brinquedos físicos e experiências tecnológicas embutidas, abrindo portas para interações mais imersivas sem depender de telas, preservando a essência tradicional do brinquedo LEGO. Hypebeast 📌 CONCLUSÃO Com o lançamento do Smart Brick, a LEGO aposta na combinação de criatividade física com tecnologia interativa de ponta, mirando não só crianças, mas também entusiastas e colecionadores que buscam experiências de brincadeira mais profundas. FONTE: TECHCRUNCH fonte https://santotech.com.br/lego-smart-brick-evolucao-50-anos-ces-2026/
Volta à Praça XV é destaque no calendário pré-carnavalesco de Florianópolis
Com a chegada de janeiro, Florianópolis volta a respirar samba, tradição e cultura popular. Um dos primeiros sinais de que o Carnaval 2026 se aproxima é a Volta à Praça XV, evento pré-carnavalesco que integra oficialmente o calendário das escolas de samba da capital e transforma o Centro da cidade em ponto de encontro entre comunidades, sambistas e foliões. Realizada na Praça XV de Novembro, a Volta à Praça XV resgata uma das tradições mais antigas do Carnaval florianopolitano: as apresentações das escolas de samba em espaço público, próximo ao local onde, historicamente, o samba ganhou força na cidade. Gratuito e aberto ao público, o evento marca o início da contagem regressiva para os desfiles oficiais e reafirma o papel das escolas como protagonistas da cultura popular local. Em 2026, a programação ocorre entre os dias 8 e 17 de janeiro, reunindo dez escolas de samba em cinco noites de apresentações. Cada data contará com duas agremiações, que levam à Praça XV seus sambas-enredo, baterias, passistas e integrantes, criando um clima de celebração que antecipa o espetáculo do Carnaval. (Confira a matéria completa em floripa.com) Publicado em 05 janeiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/01/volta-a-praca-xv-e-destaque-no-calendario-pre-carnavalesco-de-florianopolis/
