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Este app de relacionamento promete mais qualidade e menos quantidade

Este app de relacionamento promete mais qualidade e menos quantidade

Henrique Galvão, sócio-fundador da Twogether (Imagem: Divulgação)

uem nunca teve o coração partido e recorreu aos apps de relacionamento que atire a primeira pedra — foi o que Henrique Galvão fez após o término de um casamento de 20 anos. Mas as experiências dele não foram das melhores: ghosting, conversas que não iam para frente, perfis que não condiziam com a realidade e a dificuldade de encontrar alguém com os mesmos objetivos.

Depois de passar por experiências frustrantes, Henrique decidiu fazer diferente: criar um aplicativo pensado para quem busca um relacionamento sério, o Twogether, do qual é sócio-fundador. Com investimento próprio de R$ 100 mil, a proposta ganhou forma ao unir tecnologia e suporte humanizado, combinando inteligência artificial com acompanhamento terapêutico para ajudar usuários a se conhecerem melhor e construírem conexões mais alinhadas.

Ao se cadastrar no Twogether, o usuário preenche uma série de fichas comportamentais desenvolvidas por psicoterapeutas. O questionário do app inclui desde preferências de lazer — como gosto musical, rotina, relação com pets ou estilo de vida — até características de personalidade e expectativas de vida. Também há espaço para indicar preferências físicas e o tipo de pessoa que se busca.

Nesse processo, a inteligência artificial analisa as respostas das fichas comportamentais e transforma essas informações em padrões que ajudam a identificar compatibilidades entre os usuários. Mesmo sem optar pelo suporte durante o cadastro, o usuário pode acessar acompanhamento terapêutico a qualquer momento dentro da plataforma.

Para utilizar o app, é cobrada uma mensalidade de R$ 97, enquanto as sessões com terapeutas custam, em média, R$ 200 por hora. “Estamos lançando o aplicativo agora em abril. A estimativa é de alcançar cerca de 500 usuários até o fim do ano, o que pode gerar um faturamento aproximado de R$ 50 mil”, disse o fundador em entrevista ao Startups.

A proposta financeira acompanha um posicionamento que busca se diferenciar dos aplicativos tradicionais. A ideia, ainda segundo Henrique, é trazer filtros e oferecer mais privacidade e profundidade em um ambiente que foge da lógica superficial dessas plataformas. No Twogether, a foto do usuário não fica exposta livremente: ela só é apresentada para perfis considerados compatíveis pelo sistema.

“Além da minha experiência pessoal, conversei com muitas pessoas e percebi um cansaço geral com os aplicativos tradicionais, essa sensação de ‘cardápio humano’, que gera ansiedade e frustração. Ao mesmo tempo, ficou claro que ainda existe espaço e demanda para uma proposta diferente, mais focada em privacidade e em conexões sérias”, relata.

A plataforma ainda limita o número de conexões a entre três e seis perfis por mês. A variação está diretamente ligada à dinâmica de interação dentro da plataforma. A proposta é de começar com um número mais enxuto (três perfis), para estimular conversas com mais atenção e qualidade. Caso não haja avanço ou compatibilidade nessas interações, novos perfis podem ser liberados dentro do mesmo período, chegando a até seis sugestões mensais.

Com isso, o app busca desacelerar o processo e incentivar que os usuários dediquem mais tempo a conhecer melhor cada pessoa sugerida, priorizando interações mais intencionais e evitando a dinâmica acelerada de “deslizar” por dezenas (ou até centenas) de opções.

Twogether já conta com uma versão beta disponível para desktop, que está em funcionamento, além de uma versão pronta para dispositivos Android (Play Store). Já o aplicativo para iOS (App Store) ainda está em fase final de desenvolvimento e deve ser lançado em breve.

FONTE: STARTUPS.COM.BR

fonte https://santotech.com.br/este-app-de-relacionamento-promete-mais-qualidade-e-menos-quantidade/

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