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Educação Digital: Florianópolis decide seu lugar no século 21

Educação Digital: Florianópolis decide seu lugar no século 21

Educação Digital: Florianópolis decide seu lugar no século 21

Artigo de Neri dos Santos
Presidente do Conselho Municipal de Educação

Na reunião de hoje do Conselho Municipal de Educação, Florianópolis dará um passo decisivo ao regulamentar a Política de Educação Digital e Midiática da Rede Municipal de Ensino. Não se trata apenas de aprovar um documento técnico. Trata-se de definir qual projeto de futuro queremos para nossas crianças e jovens. Vivemos em uma sociedade estruturada por dados, algoritmos, redes e inteligência artificial. As decisões econômicas, políticas e culturais passam, cada vez mais, pelo ambiente digital. Ignorar essa realidade na escola seria afastar a educação da própria vida.

O novo Referencial Curricular organiza a educação digital a partir de três eixos já reconhecidos nacionalmente: Pensamento Computacional, Mundo Digital e Cultura Digital. Isso significa formar estudantes capazes de compreender como a tecnologia funciona, usar ferramentas de maneira crítica e produzir conhecimento no ambiente digital. Mais do que usuários, formar cidadãos conscientes.

A proposta também incorpora direitos digitais, ética, proteção de dados e tecnologia assistiva. Em outras palavras, não se trata de “ensinar informática”. Trata-se de formar cidadãos preparados para agir com responsabilidade em um mundo hiperconectado. Importante destacar que a regulamentação está alinhada à Política Nacional de Educação Digital (Lei nº 14.533/2023), às Diretrizes Nacionais. Florianópolis não está improvisando; está assumindo protagonismo ao regulamentar, em nível municipal, uma agenda estratégica para o país. Outro ponto relevante é a prudência pedagógica. O modelo prevê implementação progressiva: nos anos iniciais, consolida-se o letramento digital; nos anos finais, amplia-se a abordagem por projetos interdisciplinares. Não há ruptura abrupta, mas evolução planejada.

A exclusão digital hoje não é apenas tecnológica — é social e democrática. Quem não compreende o ambiente digital tende a ocupar posição passiva na sociedade. Ao estruturar uma política pública consistente, o município contribui para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades. Se no passado alfabetizar significava ensinar a ler e escrever, hoje alfabetizar digitalmente significa garantir participação plena na sociedade contemporânea.

Florianópolis tem tradição em inovação e tecnologia. Agora, dá um passo para que essa vocação esteja presente também na escola pública, assegurando que todos os estudantes — e não apenas alguns — tenham acesso a competências essenciais para o século 21.

Regular a educação digital não é seguir uma tendência. É assumir responsabilidade histórica. A decisão do Conselho Municipal de Educação sinaliza

(ND, 25/02/2026)


Publicado em 25 fevereiro de 2026

fonte https://floripamanha.org/2026/02/educacao-digital-florianopolis-decide-seu-lugar-no-seculo-21/

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