A praia de Copacabana foi palco de mais um evento histórico, dessa vez, para o carnaval carioca no feriado de São Sebastião. Na Fan Fest, evento promovido pela Rio Carnaval, 1.243 ritmistas se reuniram para formar a Maior Bateria do Mundo, marca que entrou oficialmente para o Guinness World Records. A superbateria foi composta por cerca de 105 ritmistas de cada uma das 12 escolas de samba do Grupo Especial, sob a batuta coletiva de seus respectivos mestres de bateria. O feito simbolizou o reconhecimento internacional do trabalho dos ritmistas que representam o coração pulsante das escolas de samba. A apresentação ainda contou com os shows de Belo e de Neguinho da Beija-Flor.
O presidente da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, Gabriel David, explicou que o projeto foi bem planejado e ganhou força no início deste ano, viabilizado por parcerias estratégicas.
“Essa ideia surgiu desde quando a gente começou com a história da Fan Fest. Já estudávamos o evento há alguns anos. Quando virou o ano, o João Mourinho, diretor Institucional da Liga, chegou e falou: ‘cara, é o ano de a gente fazer’. Já temos aderência comercial suficiente para poder realizar esse momento”, afirmou. Segundo ele, a iniciativa foi construída a várias mãos.
Camila Borinsainz, adjudicadora oficial do Guinness World Records, falou sobre o recorde quebrado:
“A emoção era evidente em todos. Posicionei-me na entrada, acompanhando a validação, a distribuição e o controle das pulseiras. Ver todos caminhando em direção a um objetivo comum, com a participação de 12 escolas e mestres, e 1.243 pessoas tocando simultaneamente, foi realmente grandioso. Inicialmente, imaginei que o número fosse inferior a 1.200, mas, para nossa surpresa, foram 1.243. Todas as pulseiras foram utilizadas. O acesso era restrito, com um espaço delimitado. Na entrada, distribuímos as pulseiras, uma por pessoa, e contabilizamos apenas aqueles que portavam seus instrumentos, pois este é um recorde de instrumentos de percussão brasileiros. A contagem foi feita à medida que as pessoas passavam com seus instrumentos. Acredito que seja muito especial, pois proporciona uma visibilidade autêntica do que é o carnaval”.
Entre os mestres de bateria, a emoção foi unânime. Mestre Vitinho, da Portela, resumiu para a imprensa o sentimento dos seus pares. “Orgulho da história das baterias, da história de todos os mestres. Foi muito bacana ver o ritmo de tantas baterias unidas, juntas, fazendo o som da maior bateria do mundo”.
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