Campina Grande No Mapa Mundial Da Inovação – Nosso Ecossistema Virou Referência Científica Internacional

Economia Criativa 2026: Brasil e Paraíba se preparam para novo ciclo de desenvolvimento

Há momentos em que uma cidade deixa de ser apenas um endereço e passa a ser uma referência. Campina Grande atravessou um desses momentos em abril de 2026, quando o ecossistema de inovação local, o E.InovCG, figurou como campo central de uma pesquisa científica publicada na Industrial Management & Data Systems, uma das revistas mais respeitadas do mundo em gestão e tecnologia, do grupo Emerald Publishing. O artigo “Reconceptualizing digital culture as a higher-order capability for digital transformation: insights from innovation ecosystem actors”, assinado pelas pesquisadoras e pesquisadores Farveh Farivar, Luisa Campos, Alistair Chong e Nik Thompson, não é apenas mais uma publicação acadêmica sobre transformação digital. É, na prática, um reconhecimento científico internacional de que o que acontece aqui, no coração do Nordeste brasileiro, tem valor de conhecimento para o mundo. O que o estudo descobriu? Por anos, o tema “cultura digital” foi tratado nas organizações como um elemento de apoio: algo desejável, mas secundário. O que essa pesquisa faz é uma inversão conceitual profunda: a cultura digital não é uma capacidade entre outras. Ela é uma capacidade de ordem superior, aquela que habilita, sustenta e reconfigura tudo o mais. Em linguagem mais direta: não adianta investir em tecnologia, contratar talentos ou criar processos ágeis se a cultura da organização, seus valores, seus pressupostos, suas práticas cotidianas não estiverem alinhadas com a lógica digital. A tecnologia segue a cultura, não o contrário. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores combinaram dois movimentos complementares. Primeiro, uma revisão sistemática de literatura seguindo o protocolo PRISMA: de mais de 600 artigos identificados, apenas 23 tratavam cultura digital como conceito central. O campo estava disperso, fragmentado. Havia uma lacuna teórica evidente que o estudo preencheu. Segundo, e aqui entra o E.InovCG, foram realizadas 33 entrevistas semiestruturadas com atores reais do ecossistema de inovação de Campina Grande: empreendedores, gestores de incubadoras, professores universitários, representantes governamentais, empresários, startupeiros, entre outros. Não foi um estudo feito sobre dados secundários ou em contextos genéricos. Foi feito aqui, com quem vive e constrói inovação nesta cidade. O modelo que emergiu das nossa contribuição Ancorado no modelo de cultura organizacional do teórico Edgar Schein, o framework construído pela pesquisa organiza a cultura digital em três camadas que todo gestor de ecossistema reconhecerá: Na superfície, os artefatos visíveis: práticas ágeis, flexibilidade, colaboração e conectividade digital. São os elementos mais fáceis de observar e, por isso, os mais frequentemente confundidos com “ter cultura digital”. Mais fundo, os valores declarados: orientação a dados, aprendizado contínuo, inovação como mentalidade, foco no cliente e tolerância ao risco. São os princípios que guiam decisões e que, quando ausentes, fazem com que as ferramentas mais modernas não produzam resultados. Na camada mais profunda, os pressupostos subjacentes: a abertura genuína à mudança, a confiança que permite comunicação transparente e a crença coletiva de que tecnologias emergentes criam vantagem competitiva. Esses são os elementos que não se instalam por decreto se constroem ao longo do tempo, em comunidade. O estudo também identificou algo que os profissionais de ecossistemas intuitivamente já sabem: a cultura digital floresce com liderança servidora, inclusividade e colaboração. Não se trata de ter os melhores softwares. É sobre o tipo de relações que uma organização ou um ecossistema inteiro é capaz de construir. Um dos elementos mais ricos do artigo é o uso do modelo Triple Hélicea interação entre universidade, indústria e governo, como lente para compreender como diferentes atores institucionais percebem e praticam a cultura digital. A conclusão é instigante, cada esfera opera sob uma lógica própria de risco, ritmo, abertura e responsabilização. Isso cria tensões reais dentro dos ecossistemas. E são essas tensões, quando bem geridas, que produzem inovação genuína. Para um ecossistema como o E.InovCG, que reúne mais de 150 atores entre startups, empresas, universidades, institutos de pesquisa e órgãos públicos, essa leitura não é abstrata, significa ter o mapa e um guia do território que habitamos. Por que a parceria com o E.InovCG Há uma diferença fundamental entre ser mencionado em uma pesquisa e ser o locus empírico central dela. O E.InovCG está na segunda categoria: foi dentro do ecossistema que a teoria foi testada, que as vozes foram ouvidas e que o framework foi construído. Isso tem três consequências práticas imediatas. A primeira é de legitimidade científica global. Campina Grande agora integra a literatura internacional indexada sobre ecossistemas de inovação e transformação digital. Gestores de inovação na Europa, na Ásia ou na América do Norte que pesquisarem sobre cultura digital e ecossistemas encontrarão referências ao que é feito aqui. A segunda é de autonomia epistêmica regional. Por décadas, o Brasil e especialmente o Nordeste, importou modelos de inovação construídos com base em realidades de países desenvolvidos. Este estudo inverte a lógica: constrói teoria a partir da nossa realidade, com os nossos atores, sobre os nossos desafios. É conhecimento que nasce do território. A terceira é de subsídio para políticas públicas locais. Os formuladores de políticas em Campina Grande e no estado da Paraíba agora têm evidências científicas robustas, publicadas em veículo de altíssimo impacto, sobre o que funciona e o que precisa ser desenvolvido em termos de cultura e transformação digital. Isso reduz achismos e fortalece a capacidade de argumentação em decisões de investimento, regulação e fomento. O que isso convoca em nós Publicações científicas internacionais sobre ecossistemas do interior do Brasil não são triviais. Elas são, ao mesmo tempo, uma validação do percurso feito e uma convocação para o que ainda está por construir. O E.InovCG demonstrou, com evidências, que é um ambiente fértil para pesquisa de ponta sobre inovação. Isso obriga, no melhor sentido da palavra, a elevar a régua: na governança, na produção de dados, na abertura para parcerias acadêmicas, na qualificação das lideranças e na capacidade de transformar ciência em política e prática. Campina Grande não está apenas no mapa da inovação brasileira. Está, cada vez mais, no mapa da inovação mundial. E o que essa pesquisa mostra é que o caminho passa, inevitavelmente, pela cultura, essa capacidade invisível que, quando presente, faz tudo funcionar melhor. Artigo de referência: Farivar, F., Campos, L., Chong, A. e Thompson, N. (2026). “Reconceptualizing digital culture as a

Caixa começa a pagar Bolsa Família de abril

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5

A Caixa Econômica Federal começa a pagar a parcela de abril do Bolsa Família. Recebem nesta quinta-feira (16) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Ao todo cerca de 18,9 milhões de famílias receberão o benefício neste mês. Os beneficiários de dez estados receberão o crédito nesta quinta, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficia localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo e Sergipe. Notícias relacionadas: Caixa conclui pagamento da parcela de março do Bolsa Família. Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9. Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 8. O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Além do benefício integral, cerca de 2 milhões de famílias estão na regra de proteção em abril. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).   Arte EBC   Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/caixa-comeca-pagar-bolsa-familia-de-abril

Elevado de R$ 35 milhões para acabar com gargalo no CIC

A FloripAmanhã realiza um monitoramento de mídia para republicação de notícias relacionadas com o foco da Associação. O chamado “Radar da Cidade” veicula notícias selecionadas para promover o debate e o conhecimento sobre temas como planejamento urbano, meio ambiente, economia criativa, entre outros assuntos relevantes de Florianópolis. As notícias veiculadas nesta seção não necessariamente refletem a posição da FloripAmanhã e são de responsabilidade dos veículos e assessorias de imprensa citados como fonte. fonte https://floripamanha.org/2026/04/elevado-de-r-35-milhoes-para-acabar-com-gargalo-no-cic/

Quiosques irregulares ganham tempo com plano de concessões da Capital

Sem definição por parte da prefeitura, o futuro dos 102 quiosques que ocupam espaços públicos em Florianópolis sem licitação segue em análise administrativa e deve avançar apenas após outras etapas previstas pelo município e apresentadas na segunda-feira (13). Nesta semana, a discussão ganhou um novo elemento, com o envio à Câmara Municipal de um projeto de lei que autoriza a concessão de cerca de 600 espaços públicos para exploração comercial. A proposta trata prioritariamente de novas áreas e não resolve de imediato a situação dos quiosques já existentes. Atualmente, 102 estabelecimentos funcionam em áreas públicas sem processo licitatório. O município firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público de Santa Catarina prevendo a regularização desses espaços até 30 de junho, prazo que pode ser prorrogado. De acordo com a prefeitura, a estratégia é iniciar pelas novas concessões e, em seguida, tratar dos quiosques em funcionamento, permitindo que os atuais ocupantes participem dos futuros processos licitatórios. Segundo o prefeito Topázio Neto, a medida também considera o impacto social da retirada das estruturas. “Sei que vou ter um problema social lá na frente, que eventualmente o cara vai perder o quiosque dele, que está ali há 10, 15 anos. Então, vou dar uma oportunidade antes para que concorram nesses pontos”, afirmou. Como está sendo tratada a situação A Prefeitura de Florianópolis divide os casos em três grupos: estruturas instaladas em locais onde não há permissão para ocupação, como calçadas; quiosques em áreas permitidas, mas sem licitação; e ocupações em terrenos da União, que não são de gestão municipal. A ordem de encaminhamento prevê primeiro a concessão de novos pontos, depois a relicitação de quiosques que poderão permanecer nos mesmos locais e, por último, a retirada das estruturas em áreas consideradas irregulares. Segundo a assistente jurídica Rebeca de Paula Pires, todos os responsáveis já foram notificados, mas o processo ainda não foi concluído. “Não finalizamos esse processo ainda”, disse, destacando que há recursos administrativos em análise. A secretária de Licitações, Contratos e Parcerias, Katherine Schreiner, afirmou que o prazo estabelecido no TAC deve ser estendido. “Vamos precisar pedir prorrogação, porque esse projeto de lei tem um tempo para tramitar na Câmara, e sem a lei não pode fazer concessões”, explicou. O tema, que vem sendo acompanhado desde março pelo Núcleo de Dados do Grupo ND, destaca que, embora trate de outra frente, a iniciativa se sobrepõe ao debate dos quiosques existentes e reforça a principal cobrança: qual será, de fato, o encaminhamento para as estruturas já instaladas de forma irregular. Processo longo Apesar disso, o próprio município reconhece que o processo será longo. “Estamos fazendo uma lei e uma lista que vai obviamente passar do meu mandato”, disse o prefeito, indicando que a solução pode se estender por anos. A proposta da prefeitura é permitir que os atuais ocupantes concorram nos novos editais como forma de regularização. Ainda assim, a medida não resolve, no curto prazo, a situação dos pontos já existentes, especialmente aqueles em locais considerados inadequados. (ND, 15/04/2026) Publicado em 15 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/quiosques-irregulares-ganham-tempo-com-plano-de-concessoes-da-capital/

Itaú confirma acordo envolvendo ativos do BRB

Itaú confirma acordo envolvendo ativos do BRB

O Itaú Unibanco informou nesta quarta-feira (15) que uma de suas subsidiárias “celebrou instrumento por meio do qual se comprometeu a adquirir” ativos do Banco de Brasília (BRB).  “Não obstante, os valores envolvidos na referida transação são imateriais para a Companhia, de acordo com os seus critérios, razão pela qual tal transação não se qualifica como “fato relevante” para o Itaú Unibanco para fins da legislação”, diz o comunicado, assinado pelo diretor de Relações com Investidores do banco, Gustavo Lopes Rodrigues. Notícias relacionadas: Fundo oferece R$ 15 bi por ativos do BRB ligados ao Master, diz GDF. Parque não inclui área destinada a salvar BRB, diz associação. Câmara Legislativa convoca presidente do BRB para explicar rombo. No comunicado, o Itaú não informou valores ou deu detalhes do acordo.  O banco divulgou o comunicado em resposta a questionamento feito pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM), acerca de notícia publicada pelo jornal Correio Braziliense. Na reportagem, o jornal diz que o banqueiro André Esteves, do BTG, afirmou em evento em São Paulo que estaria avaliando a aquisição de ativos do BRB e que Itaú Unibanco e o Bradesco “já negociaram com o BRB R$1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos concedidos pelos estados e municípios com aval da União”. Crise no BRB O BRB enfrenta uma crise após a compra de carteiras do Banco Master, operação que resultou em forte deterioração patrimonial. Segundo o banco, será necessário provisionar (reservar) cerca de R$ 8,8 bilhões. No entanto, uma auditoria forense independente apontou a necessidade de R$ 13 bilhões. A própria instituição financeira informou que os ativos adquiridos do Master considerados saudáveis estão avaliados em R$ 21,9 bilhões. No último dia 10, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou que um fundo de investimentos apresentou proposta de R$ 15 bilhões para adquirir parte dos ativos do Banco Master que foram incorporados pelo BRB. Segundo o governo local, a operação ainda depende de aval técnico e regulatório do Banco Central (BC). Em nota, o governo do Distrito Federal (GDF) afirmou que a negociação não envolve uso de recursos públicos nem compromete o caixa do banco, destacando que o processo “busca preservar os interesses do DF”. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/itau-confirma-acordo-envolvendo-ativos-do-brb

Bolsa interrompe sequência de 11 altas e cai 0,46%

Bolsa sobe 1,4% em dia de redução nas tensões no Oriente Médio

Num dia de cautela no mercado financeiro, a bolsa de valores interrompeu uma sequência altas e teve leve queda. O dólar ficou praticamente estável, permanecendo abaixo de R$ 5. Na falta de novos sinais no cenário externo, investidores venderam ações para embolsar lucros recentes, enquanto o petróleo teve sessão volátil e fechou perto da estabilidade. Após 11 pregões consecutivos de alta, o Ibovespa caiu 0,46%, aos 197.738 pontos, interrompendo uma sequência de recordes no ano. Ainda assim, o índice conseguiu se manter acima dos 197 mil pontos. Notícias relacionadas: Brasil capta 5 bi de euros em emissão internacional recorde. O movimento foi influenciado por realização de lucros, mas perdas foram limitadas pelo desempenho de ações de grande peso. Na semana, o índice ainda acumula leve alta, de 0,21%. A bolsa brasileira sobe 5,48% no mês e 22,72% em 2026. Entre os fatores domésticos, dados de inflação mais fortes reforçaram a percepção de juros elevados por mais tempo, o que reduz o interesse por ações. Por outro lado, a diferença de juros entre o Brasil e economias avançadas continua atraindo investidores estrangeiros. Dólar estável O dólar à vista fechou praticamente estável, com leve queda de 0,03%, cotado a R$ 4,992, permanecendo abaixo do patamar de R$ 5. A moeda chegou a superar os R$ 5 no início do pregão, mas perdeu força ao longo do dia. Investidores adotaram postura cautelosa diante da ausência de avanços concretos no cenário geopolítico e econômico global. O fluxo cambial negativo no início de abril, divulgado pelo Banco Central também pesou, apesar da entrada recente de recursos estrangeiros em ativos brasileiros. No mês, o dólar acumula queda de 3,6%, refletindo maior interesse por risco dos investidores globais em relação às semanas anteriores. Petróleo volátil Os preços do petróleo oscilaram ao longo do dia e fecharam próximos da estabilidade, em meio a incertezas sobre o conflito no Oriente Médio e à queda nos estoques dos Estados Unidos. O barril do tipo WTI, do Texas, avançou 0,01%, a US$ 91,29. O barril do tipo Brent, referência nas negociações internacionais, subiu 0,15%, a US$ 94,93. O mercado segue atento às negociações envolvendo países da região e à possibilidade de mudanças na oferta global. A redução inesperada dos estoques americanos também contribuiu para limitar perdas, após a forte queda registrada na véspera. *Com informações da Reuters Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/bolsa-interrompe-sequencia-de-11-altas-e-cai-046