Governo eleva imposto do cigarro para bancar querosene e biodiesel

O imposto sobre cigarros subirá para compensar a perda de arrecadação com a isenção de tributos sobre o biodiesel e o querosene de aviação (QAV), combustível utilizado no transporte aéreo. A medida faz parte do pacote anunciado para conter os efeitos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. Notícias relacionadas: Governo prepara medidas para amenizar reajuste do querosene de aviação. Pacote para conter alta dos combustíveis inclui subsídios e isenções. Lula diz que aumento do preço dos combustíveis é injustificável. A alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros subirá de 2,25% para 3,5%. Com isso, o preço mínimo da carteira deve passar de R$ 6,50 para R$ 7,50. A estimativa da equipe econômica é arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão nos próximos dois meses. A mudança busca compensar a decisão de zerar as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o querosene de aviação, medida que deve reduzir em cerca de R$ 0,07 o preço por litro do combustível. O impacto fiscal dessa desoneração é estimado em R$ 100 milhões por mês. Durante o anúncio, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que aumentos anteriores no imposto sobre cigarros não tiveram os efeitos esperados, nem na redução do consumo nem na ampliação da arrecadação. Compensações Além da alta no imposto sobre cigarros, o governo prevê outras fontes para equilibrar as contas. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a elevação nas receitas com royalties do petróleo deve ajudar a compensar os gastos com as medidas, estimados em R$ 10 bilhões. No mês passado, a equipe econômica aumentou em R$ 16,7 bilhões a estimativa de arrecadação com royalties de petróleo para 2026. A projeção foi impulsionada pela alta de cerca de 40% no preço internacional do petróleo desde o início do conflito. Durigan explicou também que entram na conta para manter medidas como a alíquota de 12% do imposto de exportação sobre o petróleo, instituída em março, o aumento da arrecadação dos tributos ligados aos lucros das empresas vendedoras de combustível e a elevação das receitas com leilões de petróleo da camada pré-sal. Meta fiscal Segundo o governo, o conjunto de ações busca equilibrar as contas públicas enquanto reduz o impacto da alta dos combustíveis sobre a economia e o consumidor. Para este ano, o governo prevê pequeno superávit primário de R$ 3,5 bilhões, excluindo os precatórios e alguns gastos fora do arcabouço fiscal, como defesa, saúde e educação. Ao incluir essas despesas, a previsão passa para déficit primário de R$ 59,8 bilhões. O resultado primário representa o déficit ou superávit das contas do governo sem os juros da dívida pública. Durigan assegurou que a elevação do imposto sobre o cigarro, o imposto de exportação sobre petróleo e os aumentos de arrecadação decorrente da maior cotação do barril conseguirão compensar integralmente as medidas para segurar a alta dos combustíveis. “Quando a gente faz um crédito extraordinário, por não estar previsto em razão da guerra, ele ultrapassa o limite previsto para o Orçamento deste ano, mas ele não exclui o cumprimento da meta de resultado primário. O que a gente gastar a mais para a proteção da população está necessariamente casado com o aumento de arrecadação”, justificou o ministro da Fazenda. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/governo-eleva-imposto-do-cigarro-para-bancar-querosene-e-biodiesel
Sensor para medir poluição do ar é lançado no acampamento Terra Livre

Um sensor de baixo custo para medir a poluição do ar, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) com a Universidade Federal do Pará (UFPA), será lançado nesta segunda-feira (6) no Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília. O novo equipamento, segundo o pesquisador do Ipam Filipe Viegas Arruda, contribuirá para expandir a medição da qualidade do ar e permitir que o monitoramento, previsto pela Política Nacional de Qualidade do Ar (Lei 14.850/2024), seja mais completo. “A gente quer que esse monitoramento seja feito além das cidades e alcance todas as categorias fundiárias como as comunidades tradicionais, unidades de conservação e propriedades rurais”, defende. De acordo com o Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, há em todo o país 570 estações de monitoramento da qualidade do ar, das quais apenas 12 estão em Terras Indígenas. RedeAr O primeiro lote com 60 sensores de tecnologia nacional será distribuído a partir da rede Conexão Povos da Floresta, que reúne além do Ipam, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e o Conselho Nacional de Saúde (CNS). A ideia é criar a RedeAr, a partir de setembro, para monitorar poluição, umidade e temperatura em comunidades tradicionais e áreas públicas da Amazônia Legal e integrar os dados gerados com índices de atendimento de doenças respiratórias, da Secretaria Nacional de Saúde Indígena (Sesai) e do Telesaúde. Uma nota técnica do Ipam mostra que, em 2024, períodos de extremos climáticos, como secas severas agravadas por queimadas, resultaram em 138 dias de ar nocivo à saúde em estados da Região Amazônica. “Muitas vezes se tem a falsa ideia de que os indígenas e as pessoas da Amazônia respiram ar puro. Não é isso que vem acontecendo”, alerta. Tecnologia O pesquisador explica que, atualmente, o principal equipamento utilizado no país é importado, o que torna o custo mais alto e dificulta a assistência técnica e garantia, especialmente em regiões fora dos centros urbanos. “Além disso, o sensor não foi desenvolvido para a Região Amazônica, então, entra formigas, abelhas, insetos, aranhas, a poeira também afeta o equipamento. O que a gente fez foi desenvolver um sistema de proteção interna dos sensores”, explica. O modelo nacional armazena os dados no próprio equipamento em caso de interrupção do sinal da internet e também viabiliza a integração dos dados gerados por outros modelos, facilitando o funcionamento do equipamento em rede. Segundo Arruda, a partir da integração dos novos equipamentos com os já existentes e futuras expansões, é esperado que a RedeAr chegue a 200 sensores instalados até o final do ano. “A gente espera ter um grande engajamento para também ter programas de educação ambiental e fortalecer as políticas de prevenção e combate a queimadas”, disse. O equipamento estará exposto na tenda da Coiab na programação do Abril Indígena do Acampamento Terra Livre, que ocorre até o dia 11 de abril no Eixo Cultural Ibero-Americano, em Brasília. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/sensor-para-medir-poluicao-do-ar-e-lancado-no-acampamento-terra-livre/
As 30 cidades mais felizes do Brasil em 2026: ranking brasileiro inspirado em critérios da ONU
Medir felicidade em escala municipal exige método, escala comparável e controle sobre os próprios limites. O tema é atraente demais para admitir improviso. Sem desenho rigoroso, a discussão se perde entre slogans, marketing territorial e combinações arbitrárias de indicadores que parecem sofisticadas, mas não resistem a exame sério. Este estudo foi construído para evitar esse desvio. A pesquisa foi desenvolvida como ranking inspirado no World Happiness Report, formulada como adaptação brasileira com dados públicos municipais e tratada como índice proxy municipal de felicidade. Essa definição fixa o alcance real do trabalho. O estudo não pretende medir felicidade subjetiva em sentido estrito, nem reproduzir mecanicamente a metodologia internacional. Seu objetivo é identificar, dentro do universo de bases públicas auditáveis e comparáveis, os municípios brasileiros que reúnem as condições mais consistentes de bem-estar estrutural. (Confira a matéria completa em Revista Bula, 02/04/2026) Publicado em 06 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/as-30-cidades-mais-felizes-do-brasil-em-2026-ranking-brasileiro-inspirado-em-criterios-da-onu/
Próximo leilão de exploração no pré-sal terá 23 blocos oferecidos

O próximo leilão de blocos exploratórios de petróleo no pré-sal terá a oferta de 23 áreas, informou nesta segunda-feira (6) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor. A confirmação foi feita por meio da atualização do edital do Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP). Oito blocos já estavam incluídos no certame e, no último dia 27, a diretoria da ANP incluiu mais 15. A nova oferta foi validade pelo Ministério de Minas e Energia (MME), antes da publicação do edital. Notícias relacionadas: Petrobras descobre petróleo em Marlim Sul, no pré-sal de Campos. Petrobras recebe autorização para operar nova plataforma no pré-sal . Petrobras amplia participação em áreas do pré-sal após leilão. Todas as áreas ficam no chamado Polígono do Pré-Sal, litoral da região Sudeste, sendo oito na Bacia de Campos e 13 na Bacia de Santos (confira a lista no fim da reportagem). De acordo com a ANP, todos os blocos exploratórios possuem parecer favorável quanto à viabilidade ambiental, emitido pelos órgãos competentes, assim como manifestação conjunta do MME e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Com a publicação do edital com as 23 áreas, os blocos ficam aptos a receber declarações de interesse por parte de empresas de petróleo, acompanhadas das respectivas garantias de oferta. Com a declaração de interesse de uma ou mais empresas inscritas, em um ou mais blocos do edital, a ANP poderá marcar a data do leilão. Oferta Permanente A Oferta Permanente é a principal modalidade de licitação para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. A ANP explica que, diferentemente das rodadas tradicionais, esse sistema permite a oferta contínua de blocos exploratórios. Dessa forma, ao longo do tempo, as empresas têm liberdade para estudar os dados técnicos das áreas e apresentar ofertas no momento que considerarem mais adequado, sem depender de prazos rígidos ou ciclos específicos de licitações. “Essa flexibilidade tem tornado a Oferta Permanente um instrumento essencial para fomentar a competitividade e atratividade do setor no Brasil”, sustenta a agência reguladora. Partilha e concessão As ofertas permanentes podem ser no modelo de concessão ou de partilha. O de partilha é adotado no pré-sal, onde estão as maiores reservas de petróleo conhecidas no país ─ e de outras áreas consideradas estratégicas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão multiministerial de assessoramento da Presidência da República. No regime de partilha, a empresa ou consórcio vencedor do leilão paga um valor fixo de bônus de assinatura. Então, não é esse bônus que determina o vencedor do leilão, e, sim, a parcela de excedente de produção que o agente oferece à União. Cada bloco tem um percentual mínimo exigido. Esse excedente que deve ser compartilhado com a União pode ser entendido como o lucro da produção após o pagamento dos custos. Além disso, o Estado recebe tributos, royalties e participação especial (no caso de campos de grande produção). No regime de partilha, os interesses da União são representados pela estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), sediada no Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). É a PPSA quem leiloa o óleo entregue pelas petroleiras à União. Já nos contratos sob o regime de concessão, utilizado em outras áreas exploratórias, o vencedor é a empresa ou consórcio que paga o maior valor, em bônus de assinatura, pelo direito de explorar petróleo. Rodadas passadas A ANP já realizou três ofertas permanentes de partilha: 2022, 2023 e 2025. No último leilão, foram arrematados cinco dos sete blocos ofertados, e o ágio chegou a 251,63%. O país já teve cinco ciclos de Oferta Permanente no regime de concessão: 2019, 2020, 2022, 2023 e 2025. Veja a lista de blocos que serão ofertados: Bacia de Santos Ágata Amazonita Aragonita Calcedônia Cerussita Cruzeiro do Sul Granada Jade Malaquita Opala Quartzo Rodocrosita Rubi Safira Leste Safira Oeste Bacia de Campos Azurita Calcita Hematita Larimar Magnetita Ônix Siderita Turmalina Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/proximo-leilao-de-exploracao-no-pre-sal-tera-23-blocos-oferecidos
Contribuintes de Florianópolis podem financiar projetos sociais com destinação do Imposto de Renda
A Prefeitura de Florianópolis, por meio Secretaria de Assistência Social em parceria com a organização FloripAmanhã e entidades empresariais, sociais e de contabilidade, está realizando, até o dia 29 de maio, a campanha “Seu Imposto de Renda Pode Ajudar Vidas”, que, pelo quinto ano consecutivo, busca incentivar as pessoas a destinarem parte do seu Imposto de Renda (IR) a projetos sociais locais, que apoiam crianças e idosos. O Fundo da Adolescência (FIA) e o Fundo do Idoso (FI) receberam juntos, R$5,4 milhões do Imposto de Renda de 2025, conforme levantamento do Sindifisco Nacional/Delegacia Sindical de Florianópolis, que reúne os auditores fiscais da Receita Federal. Houve um incremento de mais de R$2 milhões em comparação com o que foi destinado para ações sociais no ano anterior e cerca de R$3,8 milhão em relação a 2020. Espera-se que esse número seja multiplicado, visto que o potencial de destinação em 2025 foi de R$139,5 milhões, mas só foram arrecadados 3,87% desse valor. A Secretária de Assistência Social de Florianópolis, Luciane dos Passos, relata que essas arrecadações são de grande importância, pois contribuem para a manutenção de projetos e programas que prezam pelo bem estar de crianças, jovens e idosos que se encontram em situações de vulnerabilidade. Como destinar parte do Imposto de Renda aos projetos sociais Os contribuintes podem destinar para os fundos, diretamente em sua declaração de Imposto de Renda, até 6% do valor devido, sendo 3% ao Fundo da Infância e Adolescência e mais 3% ao Fundo do Idoso. São aptos a fazer essa ação os cidadãos que apuram seu IR utilizando as deduções legais (chamado de “modelo completo”). Os munícipes, ao fazerem a taxação, deverão verificar o valor passível de destinação e preencher o campo próprio denominado “Doações Diretamente na Declaração”. Será necessário emitir um DARF para o recolhimento do valor a ser destinado. Para acessar o documento, localize o menu “Imprimir” do lado esquerdo da tela do programa da Receita e selecione a opção conforme o tipo de doação feita: “DARF – Doações Diretamente na Declaração – ECA” e/ou “DARF – Doações Diretamente na Declaração – Idoso”. A declaração deve ser paga até a data limite para entrega do documento. O contribuinte que fizer a destinação de parte do seu imposto para os Fundos não pagará nada a mais, nem terá sua restituição diminuída. Ele apenas permitirá que parte do seu imposto seja destinada diretamente para um fundo que atue em projetos de transformação social. No entanto, o cidadão, mesmo tendo imposto a restituir, precisará recolher, através de DARF, o valor correspondente à sua doação. O referido valor será acrescentado à sua restituição, e devolvido corrigido pela taxa Selic. No caso das pessoas jurídicas, podem contribuir empresas que optem pela tributação com base no Lucro Real, com possibilidade de destinação de até 1% do valor do Imposto de Renda devido. A orientação é consultar o contador. As receitas desses fundos são investidas a partir da deliberação dos conselhos estaduais e municipais correspondentes, com o apoio de órgãos encarregados do planejamento e finanças do município, seguindo as regras da Lei nº 4.320/64. Os fundos de apoio ao idoso e às crianças são geridos pelas Prefeituras, e atendem as instituições que inscreveram projetos para a utilização deste benefício. Em contrapartida, as entidades devem prestar contas sobre a utilização da verba pública. (PMF, 02/04/2026) Publicado em 06 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/contribuintes-de-florianopolis-podem-financiar-projetos-sociais-com-destinacao-do-imposto-de-renda/
Festival de Garanhuns: lei reconhece manifestação cultural nacional

Agora é pra valer. O Festival de Inverno de Garanhuns, que ocorre anualmente no município do Agreste do estado de Pernambuco, é reconhecido oficialmente como Manifestação da Cultura Nacional. A lei está publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (6). O evento, realizado desde 1991, é considerado o maior festival de inverno do Nordeste e um dos maiores do país, reunindo shows musicais, espetáculos de teatro, dança, circo, exposições de artes plásticas e atividades literárias. Neste ano, para a edição de número 34, que ocorrerá entre os dias 9 e 26 de julho, a organização do Festival divulgou cerca de 40 nomes de artistas de renome nacional que irão se apresentar. Serão 13 noites temáticas com grandes nomes da música brasileira, contemplando ritmos como forró, pop, rock, MPB, samba, brega, rap, trap e reggae. Entre eles, sobem ao palco do Polo Mestre Dominguinhos, Alcione, Paralamas do Sucesso, Roupa Nova e Tribo de Jah. Na próxima sexta-feira (10), a Prefeitura da cidade deve divulgar o restante da programação dos mais de 20 polos culturais. A apresentação da grade completa de atrações será no Teatro Reinaldo de Oliveira, situado na unidade local do Sesc, a partir das 10h30. Quando a legislação brasileira titula algo como Manifestação da Cultura Nacional, o que está sendo reconhecido são tradições, rituais, festas, danças, artes, músicas ou outras formas de expressão que representam a identidade, a história e os valores de um povo, seja em uma região particular do país ou em todo o território nacional. A Constituição Federal assegura a proteção e promoção dessas manifestações por meio de políticas públicas e leis específicas. O reconhecimento legal garante maior visibilidade, proteção e valorização dessas tradições. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-04/festival-de-garanhuns-lei-reconhece-manifestacao-cultural-nacional
O cardápio nas calçadas: como o entorno das escolas privadas virou vitrine de ultraprocessados e álcool

Estudantes de escolas particulares de todo o país estão até duas vezes mais expostos a alimentos ultraprocessados e até bebidas alcoólicas, vendidos por ambulantes, do que a opções saudáveis. Na região Nordeste essa diferença pode ser até quatro vezes maior, segundo estudo liderado pela Universidade Federal de Pernambuco, publicado nesta quinta (2) na Revista da Saúde Pública. Na lista dos itens ultraprocessados mais encontrados à venda por ambulantes nas proximidades das escolas estão refrigerante (46,2%) – predominante em quatro regiões, exceto no Sul – seguido de guloseimas (29,6%) e salgadinho de pacote (21,5%). O Nordeste liderou a venda de bebidas alcóolicas (7,5%) no entorno das instituições educacionais. Já entre os alimentos considerados saudáveis ou minimamente processados estão a água mineral (55,2%) – majoritária em todas as regiões -, café (12,2%) e o bolo de preparação culinária (11,6%).A pesquisa, que faz parte do Estudo Comercialização de Alimentos em Escolas Brasileiras (Caeb), realizado de 2022 a 2024, teve como base 2.180 escolas privadas de todas as regiões do país e quase 700 ambulantes. Além dos dados sobre os tipos de alimentos a que estudantes do ensino fundamental e médio são expostos no comércio de rua, o estudo mostra também o perfil dos vendedores informais: a maioria são homens (57,78%), negros (68,8%) e com ensino médio completo (35,8%). Mostra também que a opção pelo comércio em barracas ou carrinhos – que se mostra como a principal fonte de renda – foi impulsionada pela crise econômica iniciada em 2017 e pela pandemia de covid-19, em 2020. Apenas na região Nordeste, as mulheres são maioria (52,6%). Outro destaque é que quanto maior o porte do comércio, maior é a quantidade de ultraprocessados à venda. Para a pesquisadora Sabrina Clark (UFPE), e uma das autoras do artigo, o estudo reflete questões estruturais relacionadas à desigualdade social e revela uma problemática com o registro do comércio de bebidas alcóolicas nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. “Bebidas alcoólicas na proximidade de instituições de ensino aumentam o risco do consumo por parte dos estudantes, apesar da legislação proibitiva para menores de 18 anos. Este é um dos grandes desafios na abordagem ao comércio ambulante que ocupa tanto o ambiente alimentar comunitário quanto o ambiente escolar”, alerta. Clark destaca ainda que o levantamento mostra a urgência na elaboração de políticas públicas para regular o comércio informal no entorno escolar e que garantam a segurança alimentar de crianças e adolescentes. “Já temos feito uso dessas informações nas ações de advocacy para a proposição e aprovação de dispositivos legais em parceria com entidades como a Unicef e representantes da sociedade civil”, diz. “Importante mencionar também o PL 4.501/2020, em vias de votação no Senado, que representa um importante avanço regulatório do ambiente alimentar escolar ao proibir a comercialização de ultraprocessados, frituras e gordura trans nas cantinas de escolas públicas e privadas. A partir do avanço dessa discussão temos ganhado espaço para abordar também o ambiente alimentar informal.” Agência Bori FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/o-cardapio-nas-calcadas-como-o-entorno-das-escolas-privadas-virou-vitrine-de-ultraprocessados-e-alcool/
Startup catarinense conquista título de Global Winner no South Summit Brazil 2026

Santa Catarina subiu ao palco dos vencedores da Startup Competition do South Summit Brazil 2026, com a startup Scienco Biotech, de Lages. Vencedora na categoria Global Winner, a empresa da Serra catarinense é especializada em insumos para imunologia e biologia molecular e recebeu, desde a sua criação, apoio do Governo do Estado, por meio de fomento de editais Sinapse da Inovação e Mulheres+Tech da Fundação do Governo do Estado de Santa Catarina. Na Startup Competition, a Scienco Biotech concorreu com empresas de outros estados brasileiros e de diversos países. O South Summit ocorreu na última semana em Porto Alegre e é considerado um dos maiores encontros de inovação do planeta. Nesta edição, a Startup Competition recebeu 2.378 inscrições de 66 países e reconheceu as melhores startups em cinco categorias, sendo que duas das vencedoras são brasileiras e as demais da Argentina, do Chile e da Espanha. A CEO da Scienco, Maria de Lourdes Magalhães, considera o reconhecimento no South Summit Brazil um marco na trajetória da startup, especialmente pela visibilidade global que o evento proporciona e evidencia a força do ecossistema de inovação de Santa Catarina, mostrando sua capacidade de gerar startups com relevância global. “Estar entre tantas startups com tecnologias altamente complexas e, ainda assim, sermos escolhidos em primeiro lugar, foi uma surpresa enorme, mas também uma felicidade e um reconhecimento muito significativos. Ser escolhida como Global Winner nos deixou extremamente lisonjeados e reforçou que estamos no caminho certo”, afirma a CEO. Segundo ela, ter conquistado o primeiro lugar entre startups de todo o mundo faz também refletir que muitas vezes, a inovação está na simplicidade. “Resolver uma dor real de mercado, de forma prática e acessível, pode gerar um impacto enorme tanto na saúde quanto na economia”, complementa. Para o presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto, o reconhecimento internacional da Scienco Biotech mostra o sucesso da estratégia do Governo do Estado ao investir de forma contínua no desenvolvimento de startups inovadoras, desde a base científica até a inserção no mercado global. “É um marco que demonstra a força do ecossistema catarinense de inovação e como as políticas públicas de fomento dão certo”, salienta o presidente da Fapesc FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/startup-catarinense-conquista-titulo-de-global-winner-no-south-summit-brazil-2026/
Agenda produtiva da CosmoFloripa – FloripAmanhã

Da Coluna de Cacau Menezes (ND, 03/04/2026) O empresário e publicitário Daniel Araújo, presidente da Floripamanhã, foi o convidado especial da estreia da agenda produtiva da CosmoFloripa, confraria que reúne uma vez por mês manezinhos e aqueles que escolheram a nossa cidade para morar, para debater os assuntos de Florianópolis e confraternizar. Na foto, com Daniel: Edson Cascaes Lisboa Júnior (presidente da Confraria), Vandrei Bion (vice-presidente) e Carlos Eduardo Ferrari Cardoso (presidente do Lira Tênis Clube). Publicado em 06 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/agenda-produtiva-da-cosmofloripa/
Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Notícias relacionadas: Estudo aponta fatores estruturais para inflação de alimentos no Brasil. Mercado eleva previsão da inflação para 4,31% este ano. Prévia da inflação de março fica em 0,44%, pressionada por alimentos. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente. Taxa Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto. Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes. Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril. Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento. No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/mercado-eleva-previsao-da-inflacao-para-436-este-ano
