Dólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo com Irã

Brasil tem segunda maior saída de dólares da história em 2025

O dólar voltou a níveis anteriores à guerra no Oriente Médio, e a bolsa fechou em leve alta nesta quarta‑feira (1º), em um pregão marcado pelo maior apetite ao risco global. Investidores reagiram a sinais de que os Estados Unidos e o Irã podem avançar para um acordo que leve ao fim do conflito, reduzindo temores sobre energia, inflação e fluxos financeiros internacionais. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,157, com queda de R$ 0,022 (-0,43%). Pela manhã, a moeda encostou em R$ 5,17 por diversas vezes, mas acelerou a queda durante a tarde, chegando a R$ 5,14 por volta das 14h. Notícias relacionadas: Produção de petróleo e gás natural do Brasil bate recorde em fevereiro. Petrobras anuncia que vai parcelar reajuste do querosene de aviação. Petrobras reajusta preço do querosene de aviação em 55%. A cotação está em níveis semelhantes aos da última semana de fevereiro, antes da escalada militar no Oriente Médio.  A divisa cai 1,42% na semana e 6,06% no acumulado do ano. O movimento foi reforçado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o país deve encerrar a guerra contra o Irã em breve, admitindo a possibilidade de apenas “ataques pontuais” se necessário. As falas alimentaram a expectativa de cessar‑fogo, apesar de o governo iraniano negar oficialmente ter feito qualquer solicitação nesse sentido. No exterior, o dólar também operou em baixa. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de seis divisas fortes, recuava no fim da tarde, refletindo ganhos de moedas emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano. Bolsa O mercado de ações agiu com mais moderação em relação à possibilidade de fim do conflito. O índice Ibovespa, da B3, fechou a quarta-feira aos 187.953 pontos, com alta de 0,26%. A valorização foi puxada principalmente por ações do setor financeiro e por empresas mais sensíveis à atividade doméstica e aos juros, em um ambiente visto como mais favorável a cortes adicionais da Taxa Selic (juros básicos da economia), caso o cenário externo siga menos turbulento. Petróleo Pelo segundo dia consecutivo, o petróleo fechou em queda, refletindo a aposta de que o conflito possa caminhar para uma solução diplomática, com redução dos riscos de interrupção da oferta, especialmente no Estreito de Ormuz. O contrato do WTI para maio cedeu 1,24%, encerrando a US$ 100,12 o barril, enquanto o Brent para junho, referência para o mercado brasileiro, caiu 2,70%, para US$ 101,16. Durante o pregão, o Brent chegou a ser negociado abaixo dos US$ 100. Apesar do alívio recente, os preços do petróleo continuam elevados e sensíveis a novos desdobramentos políticos e militares. Dados de estoques nos Estados Unidos ajudaram a conter perdas mais acentuadas, mas o mercado permanece atento ao pronunciamento de Trump, previsto para a noite, e a qualquer sinal concreto sobre a normalização das rotas de transporte no Oriente Médio. *Com informações da Reuters Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/dolar-retoma-nivel-pre-guerra-e-bolsa-sobe-com-possivel-acordo-com-ira

Florianópolis é reconhecida pelas Nações Unidas como Cidade Lixo Zero

Florianópolis recebeu na segunda-feira (30) o reconhecimento como uma das 20 cidades Lixo Zero do mundo. A capital catarinense é a única representante brasileira com esse status conferido pela ONU (Organização das Nações Unidas). No continente americano, apenas Zapopan (México) e São Francisco (EUA) gozam do mesmo prestígio. A iniciativa, vinculada à ONU-Habitat, destaca cidades comprometidas com a redução da geração de resíduos, o reaproveitamento de materiais e o fortalecimento da economia circular. A premiação foi celebrada oficialmente na Embaixada da Turquia em Brasília, durante evento que também marcou o Dia Internacional Lixo Zero, instituído pela ONU. O reconhecimento evidencia o avanço do município na implementação de políticas públicas voltadas à gestão sustentável de resíduos sólidos, com foco na redução do lixo gerado e na ampliação da valorização dos materiais. O resultado é reflexo de uma série de iniciativas adotadas ao longo das últimas décadas. “Quando decidimos adotar o programa Lixo Zero, sabíamos da complexidade e da dimensão desse desafio. Hoje conseguimos visualizar, de forma concreta, os avanços construídos ao longo dos últimos anos, que são resultado de um trabalho contínuo desenvolvido há décadas na Capital”, afirmou o prefeito Topázio Neto. “Nossa principal meta agora é ampliar ainda mais esses resultados, fortalecer a participação da população e garantir que Florianópolis siga avançando como referência em sustentabilidade”, completou. “Florianópolis vem construindo uma política pública consistente, que facilita o engajamento da população e fortalece toda a cadeia da reciclagem. Isso posiciona a Capital como uma referência nacional e, agora, também internacional na gestão de resíduos”, disse o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Alexandre Waltrick. Início foi há 40 anos, com o programa Beija-Flor O primeiro passo dessa trajetória foi dado em 1986, com o Programa Beija-Flor, que levou a coleta seletiva e a triagem de resíduos a bairros populares e escolas. Em 1990, o programa já beneficiava 25 mil pessoas em dez bairros, com sistemas descentralizados e centralizados de coleta e destinação final. Em 1991, a coleta seletiva foi ampliada para toda a cidade, com a implantação de PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) em praças, supermercados, ruas e escolas públicas, além da instalação de lixeiras específicas em praias. A reciclagem também avançou de forma significativa, com aumento na recuperação de vidro e na separação de materiais mistos, contribuindo para reduzir a dependência de aterros. Atualmente, a cidade conta com 322 PEVs. Além do impacto ambiental, a prática também gera renda. Cerca de 200 famílias vivem da triagem de materiais recicláveis em Florianópolis, que apresenta a maior taxa de reciclagem entre as capitais brasileiras. Nos últimos três anos, a capital catarinense mais que quadruplicou a compostagem de resíduos alimentares, passando de 1.175 toneladas em 2020 para 6.000 toneladas em 2025, além de dobrar a coleta de resíduos orgânicos verdes. Escola Lixo Zero A cidade também investe de forma contínua em educação ambiental e mobilização comunitária. O projeto Escola Lixo Zero elaborou os PGRS (Planos de Gerenciamento de Resíduos) das 124 unidades escolares municipais e já implantou sistemas de compostagem em 32 unidades de ensino, além de capacitar professores e equipes escolares para a gestão adequada dos resíduos. Fora das escolas, iniciativas como o Museu do Lixo e o projeto Minhoca na Cabeça ampliam o alcance da conscientização. Desde 2003, o Museu do Lixo reúne mais de 40 mil itens, demonstrando, na prática, o potencial de reaproveitamento dos materiais. Já o projeto Minhoca na Cabeça distribuiu mais de 2.800 kits de compostagem doméstica, com capacitação obrigatória, desviando cerca de 32 kg de resíduos orgânicos por residência a cada mês, o equivalente a aproximadamente 1.100 toneladas por ano e uma economia estimada em R$ 950 mil. A LISTA Acra (Gana)Bolonha (Itália)Chefchaouen (Marrocos)Dar es Salaam (Tanzânia)Dehiwala (Sri Lanka)Florianópolis (Brasil)Gaziantep (Turquia)George Town (Malásia)Hangzhou (China)Iloilo (Filipinas)Kisumu (Quênia)Kuala Lumpur (Malásia)Lilongwe (Maláui)São Fernando (Filipinas)São Francisco (EUA)Sanya (China)Suzhou (China)Varkala (Índia)Yokohama (Japão)Zapopan (México) (ND, 01/04/2026) Publicado em 01 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/florianopolis-e-reconhecida-pelas-nacoes-unidas-como-cidade-lixo-zero/

Cesta de produtos de Páscoa cai 5,73% este ano

Cesta de produtos de Páscoa cai 5,73% este ano

A mesa de Páscoa vai pesar menos no bolso do brasileiro pelo segundo ano seguido. Uma cesta de produtos alimentícios, que inclui os tradicionais chocolates e o bacalhau, vai custar 5,73% a menos do que há 12 meses. Em 2025, o recuo nos preços foi de 6,77%. A constatação é de levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado às vésperas do domingo de Páscoa (5). Notícias relacionadas: Pesquisa aponta que 90% dos consumidores comprarão chocolate na Páscoa. Feriado de Páscoa: bancos não abrirão na sexta-feira (3). Páscoa: entenda a transição de ovos decorados para ovos de chocolate. Para efeito de comparação, a inflação geral do consumidor, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mensal (IPC-10) da FGV, marcou alta de 3,18% no período de abril de 2025 a março de 2026. No entanto, olhando de forma isolada, alguns produtos sobem mais que a inflação geral: Inflação geral: 3,18% Bombons e chocolates: 16,71% Bacalhau: 9,9% Sardinha em conserva: 8,84% Atum: 6,41% Entre os itens que ajudaram a inflação da Páscoa ficar negativa figuram: Arroz: -26,11% Ovos de galinha: -14,56% Azeite: -23,20% Os pescados frescos subiram 1,74%; e os vinhos, 0,73%. Nas últimas quatro Páscoa, duas foram de inflação positiva e duas de deflação (queda média de preços), quando comparadas ao ano anterior. 2026: -5,73% 2025: -6,77% 2024: 16,73% 2023: 13,16% De acordo com o economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, a variação acumulada dos preços de Páscoa nos últimos quatro anos foi de 15,37%. Essa alta ficou abaixo da inflação geral ao consumidor, calculada pelo IPC-10, que marcou 16,53% de abril de 2022 a março de 2026. Nesse período, bombons e chocolates ficaram 49,26% mais caros. O bacalhau subiu 31,21%; o atum, 38,98%, e o azeite, 34,74%. Viram o preço cair a batata inglesa (-16,02%) e a cebola (-15,44%). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Industrializados Matheus Dias destaca que os repasses de quedas provenientes de melhoras na produção agrícola são mais complexos e apresentam defasagens mais longas em produtos industrializados. Ele exemplifica com o chocolate. Mesmo com o cacau, principal matéria-prima, registrando quedas no mercado internacional desde outubro de 2025, chegando a recuar cerca de 60% em relação aos últimos 12 meses, os preços dos chocolates ao consumidor seguiram em alta de 16,71% no período. “Em produtos mais industrializados, a queda da matéria-prima demora a chegar ao bolso do consumidor nos últimos anos”, explica. Concentração Na terça-feira (31), ao divulgar um estudo sobre a inflação de alimentos no Brasil, o economista Valter Palmieri Junior, doutor em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explicou que um dos fatores de alta consistente nos preços é a concentração, que tende a diminuir a concorrência entre empresas. No levantamento, ele aponta que cinco marcas de bombons e chocolates de três empresas alcançam 83% do mercado. Indústria Procurada pela Agência Brasil para fazer comentários sobre o preço dos chocolates, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) informou que o valor não é determinado apenas pelo cacau. “Outros insumos como leite, açúcar, frete (uso de caminhões frigoríficos, já que se trata de carga perecível) e variação do dólar devem ser levados em conta”, ressalta a entidade. A Abicab explica ainda que cada empresa tem a própria política de preço e que a indústria acompanha oscilações naturais do mercado e cria alternativas de venda de produtos “para todos os paladares e adaptadas às várias faixas de consumo”. Este ano, de acordo com a associação, foram colocados 800 itens no mercado, com 134 lançamentos, contra 611 ano passado. Os representantes da indústria detalham que, em 2024, o fenômeno El Niño (aquecimento anormal das águas da porção leste da região equatorial do Oceano Pacífico) devastou plantações. Os países africanos Gana e Costa do Marfim, responsáveis por 60% da produção mundial de cacau, foram atingidos, e o mercado ficou com um déficit de 700 mil toneladas, segundo a Abicab. A falta do produto levou o preço da tonelada, negociada na Bolsa de Nova York, a subir quatro vezes, para US$ 11 mil – equivalente hoje a cerca de R$ 56,7 mil. De acordo com a Abicab, “apenas 10% desse impacto se refletiu no preço final”.  Hoje a cotação beira US$ 3,3 mil. Empregos A indústria de chocolates ressalta que “a expectativa para esta Páscoa é positiva porque vivemos estabilidade econômica, com a menor taxa histórica de desemprego”. Na estimativa da Abicab, o número de empregos temporários é de 14,6 mil, 50% a mais que em 2025, frisando que as contratações costumam se iniciar em agosto do ano anterior. Desses, 20% acabam se tornando fixos, com carteira assinada, de acordo com a associação. Uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva revelou que 90% dos consumidores pretendem comprar produtos relacionados à Páscoa neste ano.   Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/cesta-de-produtos-de-pascoa-cai-573-este-ano

Números e avaliações sobre a temporada de verão em Florianópolis são debatidos em evento

A avaliação da temporada de verão 2025-26 em Florianópolis foi tema de um fórum técnico realizado no Câmpus Florianópolis-Continente do IFSC. O evento reuniu representantes de órgãos públicos e do setor privado ligados ao turismo. O encontro ocorreu na sexta-feira, 27 de março. Os dados de uma pesquisa da Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio-SC) apresentados pela analista Daniele Cruz indicam diminuição no gasto médio por grupos de visitantes. Ainda assim, o valor de R$ 9.737,00 por grupo de turistas foi o segundo mais alto do período avaliado (desde 2018), ficando atrás apenas dos R$ 10.421,00 registrados em 2024-25, o pico histórico, e quase o dobro de sete anos atrás. A pesquisa da Fecomércio aponta que houve, pela primeira vez, predomínio de turistas estrangeiros em Florianópolis: 57%, um aumento de quase vinte pontos percentuais em relação a 2018 (37,3%). O maior grupo de visitantes internacionais foi de argentinos (43%). Embora a maioria dos turistas cheguem à cidade de veículo próprio (67,3%), houve aumento expressivo na quantidade dos que vêm de avião: foram 25,7%, contra 18,3% do ano anterior. Os números sugerem que Florianópolis deixou de ser um destino regional e está se internacionalizando. O crescimento no gasto por grupo de turistas ao longo dos anos indica a vinda de um turista mais “qualificado”, como é classificado no jargão do setor turístico o visitante com mais poder aquisitivo. “Esse é um turista mais exigente. Nós vamos receber mais críticas e ser mais cobrados. Temos que estar preparados para isso”, comentou Daniele. A maioria dos entrevistados pela Fecomércio (85%), no entanto, avaliaram positivamente Florianópolis como destino turístico, destacando as belezas naturais e a segurança como pontos positivos e o trânsito e a balneabilidade das praias como aspectos negativos. (Confira a matéria completa em, 31/03/2026) Publicado em 01 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/numeros-e-avaliacoes-sobre-a-temporada-de-verao-em-florianopolis-sao-debatidos-em-evento/

Oracle demite funcionários por e-mail às 6h e reforça impacto da IA no mercado de trabalho

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A Oracle iniciou uma nova rodada de demissões globais que chamou atenção não apenas pelo volume, mas pela forma como foi conduzida. Funcionários em diferentes países receberam e-mails às 6h da manhã informando que seus cargos haviam sido eliminados com efeito imediato. As mensagens, enviadas pela liderança da empresa, comunicavam que a decisão fazia parte de uma reestruturação organizacional — e que aquele mesmo dia seria o último de trabalho dos colaboradores afetados. O formato direto e sem aviso prévio gerou forte repercussão entre funcionários e no mercado de tecnologia. Sem aviso prévio e com desligamento imediato De acordo com relatos, não houve comunicação prévia com gestores ou equipes de recursos humanos. Muitos profissionais descobriram a demissão apenas ao acessar o e-mail corporativo no início do dia. Além disso, o acesso a sistemas internos foi cortado quase imediatamente após o envio das mensagens, reforçando o caráter abrupto da decisão. Os colaboradores demitidos receberam a informação de que poderiam ter acesso a pacotes de indenização, desde que assinassem documentos de desligamento. Cortes podem atingir milhares de funcionários Embora a Oracle não tenha divulgado números oficiais, estimativas de analistas indicam que os cortes podem atingir entre 20 mil e 30 mil funcionários, o equivalente a cerca de 18% da força de trabalho global da empresa. Os desligamentos impactam equipes em diferentes regiões, incluindo Estados Unidos, Índia, Canadá e México, além de áreas estratégicas como cloud, engenharia e operações. IA no centro da estratégia corporativa O principal motivo por trás da reestruturação é a mudança de foco da Oracle para investimentos massivos em inteligência artificial e infraestrutura de dados. A empresa vem direcionando bilhões de dólares para expansão de data centers e soluções baseadas em IA, o que exige realocação de recursos e redução de custos operacionais. Analistas apontam que a estratégia pode liberar até US$ 10 bilhões em fluxo de caixa, reforçando a aposta da companhia na corrida global por IA. Tendência global no setor de tecnologia O movimento da Oracle não é isolado. Grandes empresas de tecnologia vêm promovendo cortes semelhantes como parte de uma transição estrutural impulsionada pela inteligência artificial. Gigantes como Amazon e Meta também realizaram demissões recentes, refletindo um novo momento do setor: menos foco em expansão de equipes e mais investimento em automação e eficiência. O que esse episódio revela sobre o futuro do trabalho Mais do que um corte de custos, o caso evidencia uma transformação profunda no mercado de trabalho em tecnologia. A automação e o avanço da IA estão redefinando funções, eliminando cargos tradicionais e criando novas demandas — muitas vezes em um ritmo mais rápido do que a adaptação da força de trabalho. O episódio da Oracle reforça um ponto crítico: a forma como empresas lidam com pessoas durante essas transições pode impactar não apenas sua reputação, mas também a confiança no futuro do trabalho digital. fonte https://santotech.com.br/oracle-demissoes-email-6h-ia-impacto-mercado-trabalho/

Petrobras anuncia que vai parcelar reajuste do querosene de aviação

Petrobras anuncia que vai parcelar reajuste do querosene de aviação

A Petrobras divulgou na tarde desta quarta-feira (1º) que vai parcelar o reajuste de 54,8% anunciado para o querosene de aviação (QAV). Distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão optar por pagar apenas 18% de aumento e parcelar a diferença em até seis vezes, a partir de julho. Na prática, isso significa que distribuidoras que vendem para companhias aéreas podem comprar o QAV com 18% de entrada e ainda terão três meses até pagar a primeira das seis prestações. O combustível representa quase um terço dos custos das companhias aéreas, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Notícias relacionadas: Petrobras reajusta preço do querosene de aviação em 55%. Petrobras estuda fazer Brasil autossuficiente em diesel em até 5 anos. Guerra expõe risco energético do Brasil, diz ex-chefe da Petrobras. A Petrobras informou que, até a próxima segunda-feira (6), disponibilizará ao mercado um termo de adesão ao parcelamento, com validade retroativa a 1º de abril. De acordo com a companhia, a medida visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, “assegurando o bom funcionamento do mercado”. “Esse instrumento contribui com a saúde financeira dos clientes da companhia ao mesmo tempo em que preserva neutralidade financeira para a Petrobras, considerando o cenário de forte elevação das cotações internacionais dos derivados de petróleo, intensificado por tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio”, justificou a estatal em comunicado. A companhia adiantou ainda que o mecanismo de parcelamento poderá continuar a ser ofertado em maio e em junho, com parâmetros ainda a serem calculados. “A Petrobras segue comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, sem repassar volatilidade de curto prazo aos preços nacionais”, assinala a empresa. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Querosene de aviação O querosene de aviação é um combustível derivado do petróleo que abastece aviões e helicópteros. Os contratos de venda de QAV para as distribuidoras determinam que, no dia 1º de cada mês, a Petrobras anuncia o novo valor do combustível. O reajuste de abril, em média de 55%, foi muito maior que os meses anteriores. Em março, houve aumento de 9%, enquanto, em fevereiro, o preço caiu 1%. A escalada é explicada pela guerra no Oriente Médio. Como a região concentra países produtores de petróleo e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz ─ por onde passam 20% da produção mundial ─, houve distorções na cadeia de petróleo e redução da oferta no mercado global. Nesta quarta-feira, o preço do barril tipo Brent (referência internacional de preço) está sendo negociado pouco acima de US$ 101 (cerca de R$ 520). Antes da guerra, o óleo era cotado perto de US$ 70. Refinarias A tabela com os novos preços do QAV está publicada no site da companhia. A relação traz 14 pontos de venda, com reajustes que variam de 53,4% a 56,3%. Em Ipojuca, região metropolitana do Recife, onde fica a Refinaria Abreu e Lima, o preço do litro passou de R$ 3,49 para R$ 5,40. A Petrobras comercializa para as distribuidoras o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado. Uma vez comprado pelas distribuidoras, as empresas transportam o combustível e vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos ou ainda para revendedores. A Petrobras tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/petrobras-anuncia-que-vai-parcelar-reajuste-do-querosene-de-aviacao

Evocar raízes culturais dos alunos transforma a aula, diz pesquisador

Evocar raízes culturais dos alunos transforma a aula, diz pesquisador

A sala de aula não pode ser espaço hermético de mera reprodução de pensamentos e que não encoraje a participação e ousadia dos alunos. Mais do que isso, todo professor tem a obrigação de privilegiar a raiz e o saber cultural dos estudantes. Essa é a visão que o artista e pesquisador pernambucano Lucas dos Prazeres, de 42 anos, tem levado Brasil afora em programas de capacitação que chegam a redes públicas de ensino.  “A brincadeira vira a base da pedagogia. É necessário promover a cultura de cada região para que os alunos possam reconhecer as raízes do seu próprio território”, afirma. As premissas do artista vão ao encontro do que exige a Lei nº 11.645/2008, que completou, em março, 18 anos. A legislação tornou obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena em estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e privados de todo o Brasil. Lucas dos Prazeres afirma que a “tecnologia” que deve ser desenvolvida é a da rede de apoio comunitária típica dos povos tradicionais, em uma lógica de que cuidar da criança está além dos pais biológicos. Capacitação O artista, educador e mestre em cultura popular capacita, nesta semana 60 professores do Distrito Federal em um projeto promovido pela Caixa Cultural. “É uma formação que se chama ‘Reaprender Brincando’. É um olhar que traz a cultura, as brincadeiras das tradições populares para dentro da ementa escolar”. Ele defende a união de ensino e identidade sob uma proposta inclusiva, antirracista e representativa sem cair na ideia de que a arte deve ser apenas contemplada durante as atividades escolares. Para o artista, a cultura está na dimensão cotidiana de cada lugar. Por isso, o caminho seria praticar todas as disciplinas com base nas histórias do município, do bairro e no modo de vida de cada comunidade. Lucas dos Prazeres afirma que seu grande aprendizado foi no  Morro da Conceição, onde nasceu e se criou.  “Lá é uma encruzilhada de saberes, onde a diversidade cultural de Pernambuco se encontra e convive harmoniosamente na mesma praça”,diz. Ele conta que o início das proposições da mãe, Lúcia, e da tia, Conceição, está relacionado a uma história de 1981. A família tinha uma creche-escola comunitária que recebia material do governo do estado e da prefeitura. “O material didático não correspondia à realidade daquelas crianças”. Havia textos, por exemplo, que indicavam que uma criança havia visitado a fazenda do vovô. “Tinha bastante criança na escola, mas nenhuma delas tinha um familiar com fazenda”. Território Lucas dos Prazeres explica que cabe aos professores de todos os níveis da educação formal (e informal) incluir a arte em sala. Até em áreas menos conhecidas para essas ousadias, como as de exatas. Sejam adultos ou crianças. “É preciso, por exemplo, conectar a primeira infância com a sua própria história, com a sua própria cultura em termos de território nacional e construir identidade cultural desde o início”, defendeu.  Para o pesquisador, os gestores precisam entender que cultura na escola não é apenas levar um artista para fazer uma apresentação e cantar na festa. “É muito mais profundo do que isso. É necessário utilizar a cultura popular como ferramenta de aprendizado”. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/evocar-raizes-culturais-dos-alunos-transforma-a-aula-diz-pesquisador/

Reconhecimento do Movimento ODS destaca compromisso da FloripAmanhã com a cidade

Arte gráfica de declaração com logomarca colorida no topo e faixas curvas azuis, laranja e vermelha. Texto: “MOVIMENTO NACIONAL ODS SANTA CATARINA. OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL”. Ao centro, o título “DECLARAÇÃO”. Abaixo: “Declaramos, para os devidos fins, que ASSOCIAÇÃO FLORIPAMANHÃ cumpriu, no ano de dois mil e vinte e cinco, todos os seis compromissos assumidos no âmbito de sua adesão ao Movimento Nacional ODS Santa Catarina.”

Declaração do Movimento Nacional ODS Santa Catarina reconhece o cumprimento integral, pela FloripAmanhã, dos compromissos assumidos em 2025. A FloripAmanhã teve sua atuação reconhecida pelo Movimento Nacional ODS Santa Catarina pelo cumprimento integral, em 2025, dos seis compromissos assumidos no âmbito da adesão à iniciativa. A declaração foi emitida em Florianópolis no dia 31/03 de 2026 e reforça a presença da associação em uma rede voltada à promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS. Compromisso renovado com a Agenda 2030 A FloripAmanhã integra o Movimento ODS Santa Catarina desde 2020. A adesão formalizada naquele ano reforçou o alinhamento da associação com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, aprovada pela Organização das Nações Unidas, ONU, e com uma agenda voltada a uma sociedade mais inclusiva, ambientalmente sustentável e economicamente equilibrada. Esse alinhamento também aparece na própria trajetória institucional da entidade. A FloripAmanhã foi criada em 2005 com a finalidade de contribuir para a melhoria da qualidade de vida em Florianópolis e região metropolitana, atuando de forma colaborativa com diferentes organizações e estimulando o desenvolvimento sustentável, a cidadania e a cooperação entre setores. Diálogo, planejamento e responsabilidade na construção da cidade No depoimento em vídeo sobre a participação da associação no movimento, o presidente da FloripAmanhã, empresário e publicitário, Daniel Araújo, destaca que a entidade nasceu da vontade de cuidar de Florianópolis e que, há mais de 20 anos, reúne pessoas, ideias e instituições para pensar a cidade do presente e do futuro. Segundo Daniel Araújo, a FloripAmanhã acredita que a cidade se constrói com diálogo, planejamento e responsabilidade. Ele também ressalta que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ajudam a transformar boas intenções em ações concretas no território, fortalecendo organizações que escolhem agir de forma colaborativa. Confira o vídeo completo abaixo. Reconhecimento se conecta a ações permanentes da associação O reconhecimento do Movimento ODS Santa Catarina dialoga com frentes que fazem parte da atuação da FloripAmanhã em áreas como qualificação urbana, economia criativa, articulação institucional e produção de estudos e pesquisas. Esses eixos orientam projetos e ações voltados ao desenvolvimento equilibrado da cidade. Entre essas iniciativas está o Programa Adote uma Praça, criado em parceria com a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis, FLORAM, para revitalização e manutenção de espaços públicos. Atualmente, cerca de 100 dos 208 espaços mapeados já foram adotados, em uma ação que busca qualificar áreas de convivência e incentivar a cidadania ativa. Outra frente é o Relatório Anual de Progresso dos Indicadores de Florianópolis, RAPI, coordenado pela FloripAmanhã junto com parceiros, com foco no monitoramento de indicadores de sustentabilidade ambiental, urbana e fiscal da cidade. A associação também coordena e participa de iniciativas ligadas à economia criativa, à gastronomia, à gestão de resíduos sólidos e ao planejamento de longo prazo para Florianópolis. Atuação em rede e visão de longo prazo A Agenda Floripa 2030/2040/2050, lançada pela FloripAmanhã, é um dos exemplos dessa visão. O documento foi construído de forma participativa e propõe diretrizes para o futuro da cidade com base em indicadores, cenários e compromissos relacionados ao desenvolvimento sustentável. Na apresentação da publicação, a associação relaciona essa construção aos compromissos assumidos com o Movimento Nacional ODS Santa Catarina. Mais do que um reconhecimento institucional, a nova certificação reforça uma linha de atuação que conecta planejamento, participação social e ação coletiva. Ao manter os compromissos assumidos junto ao Movimento ODS Santa Catarina, a FloripAmanhã reafirma seu papel na articulação de propostas e projetos voltados a uma Florianópolis mais humana, inteligente e sustentável.   Publicado em 01 abril de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/04/reconhecimento-do-movimento-ods-destaca-compromisso-da-floripamanha-com-a-cidade/

Setor de gás natural reduzirá 0,5% a emissão de gás do efeito estufa

Setor de gás natural reduzirá 0,5% a emissão de gás do efeito estufa

Produtores e importadores de gás natural deverão reduzir, ainda este ano, suas emissões de gases de efeito estufa em ao menos 0,5%. A meta para o setor foi definida pelos integrantes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), nesta quarta-feira (1). Segundo o Ministério de Minas e Energia, após analisarem a atual oferta e demanda por biometano, os conselheiros concluíram que a redução de 0,5% é a mais adequada para equilibrar viabilidade técnica, previsibilidade regulatória e estímulo ao desenvolvimento do mercado. Notícias relacionadas: Gás do Povo chega a 15 milhões de famílias com nova expansão. Ibama nega licença para usina termelétrica a gás natural em Brasília. O conselho também aprovou a criação, no âmbito do Comitê Técnico do Combustível do Futuro (CTP-CF), da Mesa de Monitoramento do Mercado de Biometano. A expectativa é de que, sob a coordenação do ministério, a mesa possibilite o devido monitoramento da evolução do mercado de biometano, com vistas ao restabelecimento da meta inicial de redução, que, segundo a Lei do Combustível do Futuro, seria de, no mínimo, 1%. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp De acordo com o ministério, a lei define que o CNPE pode, excepcionalmente, definir a meta em valor inferior a 1%, por motivo justificado de interesse público ou quando o volume de produção de biometano impossibilitar ou onerar excessivamente o cumprimento da meta. O CNPE também estabeleceu, como de interesse da política energética nacional, que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) implemente as medidas necessárias para garantir a transparência dos dados relativos ao mercado de biometano como subsídio aos trabalhos de monitoramento da Mesa de Monitoramento do Mercado de Biometano. Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a definição da meta em 0,5% representa um passo estratégico para o fortalecimento do mercado de gás no país. “Ao estabelecer uma meta clara e previsível, o Brasil dá um sinal importante ao mercado, estimula investimentos e cria as condições necessárias para o desenvolvimento do biometano como vetor de descarbonização, sem comprometer a segurança energética e a competitividade da indústria”, explicou Silveira, defendendo a gradual ampliação da utilização do biometano. Com características físico-químicas semelhantes às do gás natural de origem fóssil, o biometano apresenta elevado potencial de substituição em aplicações veiculares, industriais e de geração distribuída.  Embora ainda tenha participação reduzida na matriz energética nacional, o Brasil tem amplo potencial de produção.  Atualmente, existem 19 plantas autorizadas como produtores de biometano pela ANP e outras 37 em processo de autorização, refletindo as oportunidades de crescimento desse mercado estratégico para a transição energética e a descarbonização do setor de gás natural. * Com informações do MME Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/setor-de-gas-natural-reduzira-05-emissao-de-gas-do-efeito-estufa

SEMAE prorroga prazo da consulta pública sobre a revisão da Instrução Normativa do Projeto Orla em Santa Catarina

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (SEMAE) prorrogou o prazo de participação na consulta pública da minuta de revisão da Instrução Normativa nº 01, de 06 de janeiro de 2020, que estabelece a padronização dos procedimentos para a elaboração dos Planos de Gestão Integrada da Orla Marítima (PGIs) no Estado de Santa Catarina. Com a nova data limite, o público tem até 17 de abril para enviar a sua participação. A minuta foi construída pela Comissão Técnica Estadual do Projeto Orla e, após o período de consulta pública, será acrescida das contribuições recebidas. O texto revisado passará a orientar o processo de elaboração dos PGIs em Santa Catarina, fortalecendo o planejamento e a gestão da orla marítima no estado. O formulário de participação, assim como os arquivos com a proposta de revisão e a íntegra da Instrução Normativa nº 01/2020, estão disponíveis no site: https://www.semae.sc.gov.br/consulta-publica/. A participação do público pode ser feita até 18 de março de 2026. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail cepo@semae.sc.gov.br. “A prorrogação do prazo reforça o nosso compromisso com uma construção verdadeiramente participativa. Queremos ampliar o diálogo com a sociedade e com os gestores locais, garantindo que a revisão da Instrução Normativa do Projeto Orla reflita as diferentes realidades do nosso litoral. Esse é um passo importante para fortalecer o planejamento integrado, dar mais efetividade aos Planos de Gestão da Orla e avançar na proteção e no uso sustentável da nossa zona costeira”, destaca o secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Cleiton Fossá. O planejamento da orla ocorre por meio da elaboração do Plano de Gestão Integrada da Orla (PGI), instrumento construído de maneira participativa e que serve de base para a tomada de decisões do poder público. Após o encerramento da consulta pública, as contribuições recebidas serão analisadas pela Comissão Técnica Estadual do Projeto Orla e incorporadas ao texto final, quando pertinentes e legalmente possíveis. Com a publicação da nova Instrução Normativa, a expectativa é promover maior padronização entre os PGIs no estado, facilitando sua leitura e tornando esse instrumento de gestão mais efetivo para o acompanhamento das ações previstas nas orlas municipais. O Projeto Orla possui grande potencial para contribuir com o aperfeiçoamento da gestão territorial e ambiental de Santa Catarina, promovendo o desenvolvimento sustentável e a conservação da zona costeira. (Portal Sul de Floripa, 30/03/2026) Publicado em 31 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/semae-prorroga-prazo-da-consulta-publica-sobre-a-revisao-da-instrucao-normativa-do-projeto-orla-em-santa-catarina/