Mobilização em Florianópolis reforçou apoio a projetos sociais via Imposto de Renda

Mobilização em Florianópolis reforçou apoio a projetos sociais via Imposto de Renda

O encontro reuniu representantes do poder público, da Receita Federal, de conselhos, de entidades e de instituições parceiras para fortalecer os fundos municipais voltados a crianças, adolescentes e pessoas idosas.  A FloripAmanhã, em parceria com a Prefeitura de Florianópolis e diversas entidades parceiras, promoveu na manhã desta quarta-feira, 25/03, no auditório do Centro de Integração Empresa-Escola de Santa Catarina (CIEE/SC), em Florianópolis, o lançamento da edição 2026 da campanha “Seu Imposto de Renda Pode Ajudar Vidas”. a crianças, adolescentes e pessoas idosas. O conselheiro da FloripAmanhã, Salomão Mattos Sobrinho, destacou que os dados apresentados durante o lançamento mostraram o quanto Florianópolis ainda pode avançar na destinação do Imposto de Renda a projetos sociais. “Esse recurso destina atender as pessoas carentes da nossa comunidade. Quanto mais a gente contribuir, mais a gente pode ajudar”, afirmou. Segundo os dados apresentados no encontro, em 2025 o município recebeu R$ 3,3 milhões, valor que corresponde a apenas 2,3% dos R$ 139,5 milhões que poderiam ter permanecido na Capital. Programação reuniu diferentes etapas da destinação aos fundos A programação do evento apresentou diferentes dimensões do tema. O papel dos fundos na política de assistência social de Florianópolis foi abordado pelo secretário adjunto de Assistência Social, Aníbal Julian Curti González. O panorama do Imposto de Renda e o potencial de destinação em Santa Catarina e em Florianópolis foram apresentados pela representante da Cidadania Fiscal da Receita Federal em Florianópolis, Cristine Reinbrecht. Já a contribuição da Secretaria de Licitações, Contratos e Concessões para a efetividade dos recursos destinados aos fundos municipais foi detalhada pelo secretário adjunto de Licitações, Contratos e Concessões, Marcelo Savas Fuhrmeister. Também participou do encontro Zena Becker, secretária executiva de Parcerias Estratégicas e Investimentos Internacionais da Prefeitura de Florianópolis, reforçando a articulação institucional em apoio à campanha. O encontro também trouxe a prestação de contas dos fundos, com participação de Jairo Anello e Rubens Amadei, pelo Conselho da Pessoa Idosa, e de Clênio Roberto Klein, pelo Conselho da Criança e do Adolescente. Na etapa dedicada aos depoimentos das instituições beneficiadas, participaram a assistente social e coordenadora de projetos da Sociedade Espírita Obreiros Vida Eterna (SEOVE), Andreia Carla Tonin, e o representante do CPDI (Criando Pontes Digitais Inclusivas), Heitor Blum Thiago. Da esquerda para a direita, Marcelo Savas Fuhrmeister, Aníbal Julian Curti González, Luiz Carlos Floriani, Salomão Mattos Sobrinho e Zena Becker durante o lançamento da campanha “Seu Imposto de Renda Pode Ajudar Vidas”, em Florianópolis. Apresentação reforçou números e orientou contribuintes Cristine Reinbrecht Durante a apresentação sobre o panorama do Imposto de Renda, a representante da Cidadania Fiscal da Receita Federal em Florianópolis, Cristine Reinbrecht, comentou que parte dos recursos gerados na Capital não permaneceu no município no último ano. “Tem uma peculiaridade que a maioria de vocês já sabe. O ano passado, nós tínhamos um potencial de 139 milhões e o município ficou com 3,3 milhões. Na verdade, daqui saiu mais de 5 milhões. Mas como teve a tragédia no Rio Grande do Sul, muita gente destinou parte desse recurso para lá”, explicou. Cristine Reinbrecht também orientou o público sobre como fazer a destinação diretamente na declaração do Imposto de Renda. “Nas fichas da declaração, ela vai encontrar as doações diretamente na declaração, ali ela vai escolher a esfera de poder, seja federal, estadual ou municipal, e a declaração vai informar para ela quanto ela pode doar. Ela concorda com isso, copia esse valor, e isso tem que ser feito duas vezes, uma para um fundo e outra para outro, dependendo, é claro, do critério da pessoa. O programa gera os darfs e tá feito”, explicou. Conforme as orientações apresentadas no encontro, a destinação aos fundos locais deve ser feita diretamente no programa da Receita Federal por quem declara no modelo completo. É possível destinar até 3% do imposto para o Fundo Municipal da Infância e Adolescência e 3% para o Fundo Municipal da Pessoa Idosa, totalizando até 6% do imposto devido. Para que os recursos permaneçam em Florianópolis, é necessário selecionar a opção de fundo municipal. Recursos chegam aos projetos por meio dos fundos e das entidades Zuleika Costa Ribeiro A presidente do Conselho Municipal da Pessoa Idosa de Florianópolis, Zuleika Costa Ribeiro, destacou a importância de ampliar a destinação para que mais projetos cheguem à população. “A gente tem hoje já 4 milhões e 300, mais ou menos, já reservado para projetos, para os editais que vão sair agora em abril, para 16 projetos. Então é muito importante que esse dinheiro fique aqui e que a gente consiga cada vez mais aumentar os valores das destinações para que a gente possa chegar lá na ponta do idoso, principalmente, que é a minha área, das crianças e adolescentes também, com bons projetos”, afirmou. O presidente do conselho de administração do CIEE Santa Catarina, Luiz Carlos Floriani, afirmou que o acesso aos recursos também depende de apoio técnico às organizações sociais. “Criamos aqui no CIE, com parceiros como CRC, Sescom, OAB, criamos o programa de assessoramento de entidades sociais, que de forma virtual e até presencial, atende essas entidades, desde os princípios mais básicos. Às vezes uma entidade que faz um trabalho fantástico por voluntários a tempo e não tem nem mesmo um estatuto completamente definido. Ou que tem o estatuto e não está devidamente regularizado nos órgãos municipais”, afirmou. Ao longo da manhã, o lançamento reforçou que a destinação do Imposto de Renda é um mecanismo sem custo adicional para o contribuinte e com impacto direto em projetos sociais voltados à infância, à adolescência e à pessoa idosa. No quinto ano da campanha, a FloripAmanhã e as instituições parceiras mantiveram a mobilização para ampliar o conhecimento sobre esse instrumento e incentivar que mais recursos permaneçam em Florianópolis. SEOVE apresentou trabalho de acolhimento e convivência entre gerações Andreia Carla Tonin Em sua participação, Andreia Carla Tonin apresentou um vídeo institucional e compartilhou dados que reforçam a importância dos fundos destinados à pessoa idosa. Ela destacou a atuação da Sociedade Espírita Obreiros Vida Eterna (SEOVE) como exemplo de entidade que transforma esses recursos

Relatório de Transparência Salarial pode ser publicado até 6 de abril

Empresas têm até este sábado para enviar dados salariais por gêneros

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) prorrogou até o dia 6 de abril o prazo para que empresas com 100 ou mais funcionários publiquem o Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, com informações sobre os critérios de remuneração para homens e mulheres. O prazo para a entrega do documento encerraria no dia 31 de março. As informações sobre o relatório podem ser acessadas no portal Emprega Brasil. A medida atende ao disposto na Lei nº 14.611, sancionada em 3 de julho de 2023, que estabelece a obrigatoriedade de igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens. A legislação determina que empresas com 100 ou mais empregados adotem medidas para garantir essa igualdade, como transparência salarial, mecanismos de fiscalização e canais seguros para denúncias de discriminação. Além disso, devem apresentar o relatório com as informações duas vezes ao ano.  “A publicação do relatório pelas empresas é obrigatória. O descumprimento pode resultar na aplicação de multa, conforme previsto na legislação. O MTE faz o monitoramento e a fiscalização do cumprimento da exigência”. Pelo portal, os empregadores podem baixar o documento e publicá-lo em seus canais institucionais — como sites, redes sociais ou outros meios equivalentes. A medida visa assegurar fácil acesso e ampla visibilidade para trabalhadores e para o público em geral. O MTE disse ainda que a prorrogação do prazo ocorreu devido a problemas técnicos no acesso aos dados. Após o prazo final, a expectativa do ministério é publicar a quinta edição do relatório, com todos os dados consolidados, ainda no mês de abril. O documento reúne as informações referentes ao período de janeiro a dezembro de 2025, além de dados complementares enviados pelos empregadores. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/relatorio-de-transparencia-salarial-pode-ser-publicado-ate-6-de-abril

InPETU hub e Cuidatoria iniciam ciclo de pré-incubação voltado ao terceiro setor em Florianópolis

O InPETU hub, em parceria com a Cuidatoria, realizou, nesta terça-feira (24), o evento de kick-off do 1º ciclo de Pré-Incubação do programa InPETU hub TRANSFORMA, iniciativa voltada ao fortalecimento de organizações do terceiro setor. O encontro aconteceu no InPETU hub, localizado no Sapiens Parque, e marcou o início das atividades com as instituições participantes.  Ao todo, 18 organizações sociais foram selecionadas por meio de edital público, considerando seu potencial de impacto e atuação junto à comunidade. Durante o evento, representantes das instituições participaram de um momento de alinhamento sobre a metodologia, o cronograma e os próximos passos do ciclo, marcando o início da jornada de pré-incubação.  As organizações participantes já atendem, juntas, mais de 30 mil pessoas, evidenciando o alcance e a relevância de suas atuações. A pré-incubação tem como foco apoiar o fortalecimento institucional dessas organizações, contribuindo para a qualificação de suas atividades e ampliação do impacto social.  “Este é o primeiro programa com esse formato voltado ao terceiro setor em Florianópolis, e ele nasce com o objetivo de apoiar organizações que já atuam na linha de frente dos desafios sociais. A proposta é contribuir para que essas iniciativas se fortaleçam e se desenvolvam de forma mais estruturada e inovadora, acompanhando as transformações e demandas da sociedade. Este encontro marca o início dessa jornada, com um primeiro momento de acolhimento das organizações selecionadas”, afirma Aline Pascale, CEO da Cuidatoria.  “A pré-incubação será um processo de cinco meses, construído de forma colaborativa, no qual as organizações também aprendem entre si. A ideia é criar um ambiente de troca, fortalecimento e desenvolvimento conjunto ao longo de toda a jornada”, explica Aurita Mugnaini, analista de projetos da organização.  O ciclo de pré-incubação seguirá nos próximos meses com atividades voltadas ao desenvolvimento das organizações participantes, incluindo encontros, mentorias e acompanhamento contínuo. A expectativa é ampliar o impacto das organizações participantes e contribuir para o fortalecimento do terceiro setor na região. (Assessoria de Imprensa InPETU hub) Publicado em 26 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/inpetu-hub-e-cuidatoria-iniciam-ciclo-de-pre-incubacao-voltado-ao-terceiro-setor-em-florianopolis/

Lula defende parcerias externas para trazer novas tecnologias ao país

Lula defende parcerias externas para trazer novas tecnologias ao país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (25) que as parcerias que vêm sendo estabelecidas com outros países têm trazido ao Brasil novas tecnologias, investimentos e empregos para a população. Ele, no entanto, manifestou preocupação com a possibilidade de motivações políticas resultarem na falta de continuidade para os avanços conquistados. Lula visitou hoje a unidade da China Railway Rolling Stock Corporation (CRRC), empresa chinesa que está implantando uma fábrica de trens na cidade de Araraquara (SP). Notícias relacionadas: Sobe para 166 número de cidades do Sul que relatam escassez de diesel. Governo mapeia projetos de mobilidade em 21 regiões metropolitanas. Ao discursar, Lula disse ser fundamental para o Brasil estabelecer parcerias desse tipo, com países dispostos a trazer tecnologias que o país ainda não domina. Isso significa, necessariamente, investir na formação de trabalhadores altamente qualificados, argumentou. “Muitos profissionais brasileiros certamente irão à China e a outros países parceiros para cursos de aprendizado e aperfeiçoamento, assim como técnicos estrangeiros virão ao Brasil para contribuir com a transferência de conhecimento e a consolidação dessas tecnologias em território nacional”, acrescentou. Na avaliação do presidente brasileiro, o país precisa romper barreiras e se transformar definitivamente em um país desenvolvido. Mobilidade Durante a visita, foram anunciados, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 5,6 bilhões em investimentos para a mobilidade urbana de São Paulo. Deste total, R$ 3,2 bilhões são referentes à segunda parcela do financiamento ao aporte público para a implantação do Trem Intercidades Eixo Norte (TIC Eixo Norte), que ligará São Paulo a Campinas; e R$ 2,4 bilhões para a expansão da Linha 2 do Metrô de São Paulo. “O projeto desse trem de média velocidade [de até 150 km/h] é importante aqui em São Paulo. Por isso, não fico pensando de que partido é o governador. Eu penso apenas que se o povo precisa do projeto, nós temos de fazê-lo”, argumentou Lula. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que a estratégia adotada é a de usar o poder de compra do Estado brasileiro para trazer de volta a indústria. “Queremos ver a carteira de trabalho assinada, e os trabalhadores entrando na fábrica e ajudando a reindustrializar o país”. Fluxo livre O vice-presidente, Geraldo Alckmin, que é médico, usou de seus conhecimentos profissionais para ressaltar a importância da mobilidade urbana. Dirigindo-se às autoridades e aos empresários chineses que participaram do evento, ele lembrou que, segundo a medicina chinesa, “onde há fluxo livre não há dor”, e que o segredo da acupuntura é abrir os meridianos. “O que nós estamos fazendo aqui é garantir fluxo livre nas cidades, na região, no estado”, disse o vice-presidente, que é também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Alckmin destacou que não serão necessários gastos com desapropriações ao longo do trajeto da ferrovia, uma vez que toda a área, de São Paulo até Campinas, pertence ao governo federal. “E estamos cedendo toda a área. Portanto, não haverá nenhuma despesa de desapropriação”. CRRC O presidente da chinesa CRRC Brasil, Li Bangyong, disse que a empresa está colocando em prática sua meta de se estabelecer no Brasil para oferecer serviços no mercado nacional. “Esperamos que, com os esforços conjuntos, consigamos transformar uma fábrica de trens chinesa em uma fábrica brasileira. Esperamos transformar a tecnologia chinesa em tecnologia brasileira, melhorando ao máximo a mobilidade dos brasileiros e contribuindo para a economia brasileira”, discursou. A CRRC é a maior fabricante de trens no mundo. Segundo o Palácio Planalto, a instalação de uma unidade da empresa chinesa no Brasil é considerada estratégica para o desenvolvimento econômico, industrial e logístico do país. O início de produção de trens está previsto para o segundo semestre de 2026. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/lula-defende-parcerias-externas-para-trazer-novas-tecnologias-ao-pais

FUP defende transição energética que fortaleça estatais e gere emprego

FUP defende transição energética que fortaleça estatais e gere emprego

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) defendeu nesta quarta-feira (25) que a transição energética no país não pode repetir modelos excludentes e precisa ser usada como alavanca para reindustrialização, geração de empregos de qualidade e fortalecimento das empresas estatais. A posição foi apresentada pelo coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, durante o painel “Relações de Trabalho, Digitalização e Transição Justa”, realizado no Rio de Janeiro pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Notícias relacionadas: BNDES libera R$ 280 mi para fábrica de bateria da transição energética. Observatório do Clima entrega recomendações para transição energética. Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões até 2035. Bacelar destacou que a transição energética está em disputa, e o Brasil precisa construir um caminho próprio, com soberania e inclusão social. >> Brasil tem grande potencial para minerais críticos, aponta Ipea Segundo ele, o processo deve estar articulado a uma política industrial de longo prazo, com investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação e protagonismo das estatais. “A transição energética no Brasil exige um olhar atento às diferenças tecnológicas e às potencialidades regionais, sob pena de reproduzir desigualdades e comprometer sua eficácia. Em um país de dimensões continentais, não há solução única ─ as rotas tecnológicas precisam dialogar com as vocações locais”, afirmou o dirigente. O dirigente sindical defendeu que cabe ao Estado coordenar esse processo, articulando inovação tecnológica com desenvolvimento regional. O objetivo é garantir não apenas a redução de emissões de gases do efeito estufa, mas também gerar emprego de qualidade, renda e soberania, respeitando as realidades de cada território. >> Observatório do Clima entrega recomendações para transição energética  A FUP também alertou para a necessidade de qualificação profissional, fortalecimento dos serviços públicos e combate à pobreza energética, além da ampliação da proteção social às comunidades mais impactadas pela crise climática. O painel reuniu também Adriana Marcolino, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese); Fabiola Latino Antezano, da Central Única dos Trabalhadores (CUT); e Felipe Pateo, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A mediação foi do jornalista Lucas Pordeus, da Agência Brasil. O seminário continuará nesta quinta-feira (26), com especialistas, pesquisadores, representantes do setor público e do movimento sindical, para debater os desafios da transição energética e seus impactos no desenvolvimento do país. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/fup-defende-transicao-energetica-que-fortaleca-estatais-e-gere-emprego

Equatorial convoca 1,45 milhão para garantir isenção na conta de luz

Equatorial convoca 1,45 milhão para garantir isenção na conta de luz

O Grupo Equatorial, que controla distribuidoras de energia em sete estados, informou que cerca de 1,45 milhão de clientes de baixa renda precisam atualizar o cadastro junto às empresas para manter em vigor a isenção na conta de luz determinada pelo Programa Tarifa Social.  Esse total de famílias representa 35% dos 4,15 milhões de beneficiários da tarifa social em áreas cobertas pela Equatorial: Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Amapá, Rio Grande do Sul e Goiás. Notícias relacionadas: Contas de luz seguem com bandeira tarifária verde em março. Clientes em débito com a Sabesp têm até dia 31 para pagar com desconto. Leilão contrata 19 mil MW em leilão histórico para reserva energética. A necessidade de atualização dos dados é uma determinação da política pública Luz do Povo, do governo federal, regulamentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As empresas do Grupo Equatorial iniciaram, em fevereiro, a campanha de comunicação com os clientes, que inclui envio de WhatsApp e email  (tarifa.social@equatorialenergia.com.br).  Nos casos em que não houver contato digital cadastrado, haverá tentativas por correio ou presencialmente por agentes comerciais. As mensagens são personalizadas com o nome do titular da conta e o número da conta-contrato ou unidade consumidora. Regulamento Para ser incluído na tarifa social, o titular da conta de luz deve ser integrante de família registrada no Cadastro Único (CadÚnico), banco de dados do governo federal com registro de famílias de baixa renda. O endereço da conta tem que ser na mesma cidade que consta no CadÚnico da pessoa. As famílias têm até 31 de dezembro para regularizar os dados. Caso contrário, o benefício pode ser suspenso. As notificações da empresa acusam qual a inconsistência identificada. Quando houver divergência de titularidade, será possível incluir o titular da conta no cadastro social ou solicitar a troca de titularidade. Nos casos de inconsistência de município, o consumidor deverá atualizar o CadÚnico na cidade onde está a unidade consumidora ou transferir o benefício para outra conta de energia vinculada à família no município. Atualizações no cadastro podem ser feitas em um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município de residência do titular da conta. Brasil A necessidade de atualização dos dados não é exclusividade de clientes de distribuidoras da Equatorial Energia.  De acordo com a Associação de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), em todo o país, mais de 3,5 milhões de famílias precisam confirmar informações para manter o benefício da tarifa social. Esse contingente equivale a 27% do total de 13 milhões que recebem o desconto, segundo a Abradee. A concessionária Enel calcula que mais de 650 mil famílias precisam de atualização de cadastros em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Ceará.  A Energisa, que atua em 11 estados, estima quase 500 mil famílias nessa situação, sendo 218 mil apenas na Paraíba.  A Neoenergia, distribuidora em seis estados e no Distrito Federal, contabiliza mais de 755 mil clientes com necessidade de atualização.  Tarifa social A isenção da tarifa social é direcionada a lares com renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo. Este ano, o salário mínimo está fixado em R$ 1.621. O benefício garante isenção para consumo de energia mensal de até 80 quilowatt-hora (kWh).  Para famílias com renda mensal por pessoa entre meio e um salário mínimo, há desconto para o consumo até 120 kWh por mês. Também são cobertas pela tarifa social as famílias que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), um salário mínimo por mês ao idoso em situação de vulnerabilidade ou pessoa com deficiência de qualquer idade, além de indígenas e quilombolas de baixa renda. * Matéria atualizada às 18h42 para acrescentar informações Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/equatorial-convoca-145-milhao-para-garantir-isencao-na-conta-de-luz

Classe C é a que mais se dedica ao empreendedorismo, diz estudo

Classe C é a que mais se dedica ao empreendedorismo, diz estudo

Quase metade dos empreendedores ou donos de negócios do Brasil pertencem à classe C, chamada classe média. Isso é o que aponta um estudo elaborado pelo Instituto Locomotiva, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). De acordo com o estudo, o empreendedorismo, antes visto como uma fonte alternativa de renda momentânea ou emergencial, “tem se consolidado como uma aspiração de trabalho, fundamentada no desejo da ascensão social e, ao mesmo tempo, na perda de status do trabalho em regime de CLT”. Notícias relacionadas: Empreendedorismo feminino: crédito é uma das principais demandas. A flexibilidade, a autonomia e a expectativa de ganhos superiores têm sido os principais fatores para a escolha pela atividade. Para os interessados, abrir o próprio negócio pode oferecer melhores condições de vida e evitar longas jornadas de trabalho, deslocamentos exaustivos e, por vezes, ambientes de trabalho tóxicos ou abusivos. “O sonho de ser dono do próprio negócio motiva milhões de homens e mulheres que lutam para manterem a si e suas famílias. E não apenas isso, mas geram emprego e renda e criam inclusão social, mobilizando comunidades inteiras em todo o país”, disse Décio Lima, presidente do Sebrae, em nota. Lima destaca que o crescimento do setor depende de “fomento e o ambiente legal necessário para ampliar a produtividade e competitividade dessas empresas com políticas públicas que garantam acesso a crédito, inovação e capacitação”. Ao analisar os dados, o economista e pesquisador Euzébio de Sousa, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), reforçou que o empreendedorismo é fundamental para o desenvolvimento do país, e defendeu qualificação do negócio. “Nem toda abertura de CNPJ, nem todo trabalho por conta própria, nem toda prestação de serviços pode ser tomada automaticamente como expressão de iniciativa empreendedora. É necessário distinguir o empreendedorismo propriamente dito, associado à inovação e à ampliação da capacidade produtiva, das formas de trabalho subordinado disfarçadas de autonomia, muitas vezes organizadas por meio da pejotização, e também das atividades de mera subsistência que costumam ser chamadas de empreendedorismo por necessidade”, disse à Agência Brasil. O empreendedorismo por necessidade, destacou Sousa, costuma ocorrer quando a pessoa abre um negócio por não ter encontrado opção satisfatória no mercado de trabalho, “situação comum em contextos de desemprego, informalidade elevada, baixos salários, precarização do trabalho e ausência de proteção social”. Em sua visão, o empreendedorismo “não pode decorrer da pobreza ou da ausência de alternativas”. “Quando isso ocorre, não se está diante do empreendedorismo inovador capaz de promover desenvolvimento, mas de estratégias defensivas de sobrevivência em um contexto de forte precariedade social e ocupacional”, explicou. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/classe-c-e-que-mais-empreende-no-pais-aponta-estudo