Mercado gamer 2026: vendas recordes, cortes em estúdios e Brasil na rota das grandes marcas

Imagem gerada por IA

O mercado gamer entra em 2026 como um dos negócios mais robustos do entretenimento global, mas com um cenário bem mais complexo do que sugerem os recordes de faturamento. Em 2025, a indústria de games movimentou cerca de US$ 195,6 bilhões mundo afora, alta de 5,3% no conteúdo de jogos, segundo o relatório State of Video Gaming 2026, mas ao mesmo tempo viu o investimento privado despencar 55% e milhares de profissionais perderem o emprego. No centro dessa transformação, o Brasil aparece como um dos mercados mais quentes do planeta, consolidando-se como maior player da América Latina e prioridade de expansão para grandes marcas globais. Recordes de receita, menos dinheiro novo e mais demissões Os números mostram um setor que vende como nunca, mas apertou o freio em custos e risco. De acordo com o State of Video Gaming 2026, a receita global com games atingiu US$ 195,6 bilhões em 2025, impulsionada por consoles, mobile, PC e serviços de assinatura como Game Pass e PS Plus. Ao mesmo tempo, o financiamento privado em estúdios de jogos encolheu 55% no ano, e cerca de 9,2 mil pessoas foram demitidas só em 2025, acumulando quase 44 mil cortes em quatro anos. Especialistas apontam que, depois do boom da pandemia e da corrida por crescimento a qualquer custo, a indústria entrou em uma fase de “otimismo cauteloso”: foco em menos projetos, maior pressão por títulos de alto retorno e reestruturações em grandes publishers como Sony, Microsoft e EA. Consolidação entre gigantes e aquisições bilionárias continuam no radar, ao mesmo tempo em que times menores conseguem entregar experiências de nível “blockbuster”, como destaca relatório da Globant sobre as cinco forças que vão redefinir o gaming até 2026. Brasil vira potência e vitrine para marcas Enquanto o cenário internacional passa por ajustes, o Brasil “vira o jogo” no mapa global de games. Estudos da PwC e de consultorias setoriais indicam que a indústria brasileira de jogos pode alcançar US$ 2,8 bilhões em receita até 2026, o que consolida o país como maior mercado da América Latina e um dos que mais crescem no mundo. A Pesquisa Game Brasil mostra que mais de 80% do público gamer nacional gosta de marcas que se relacionam de forma consistente com o universo de jogos, tornando o gaming uma plataforma de anúncios premium para campanhas de longo prazo. Na prática, isso significa que eventos como a Brasil Game Show se tornaram palco estratégico para anúncios de novas fases de negócio. Em 2025, por exemplo, a Nintendo e outras gigantes destacaram o país como prioridade em seu planejamento regional, enquanto a venda de ingressos da BGS cresceu quase 34%, reflexo direto do apetite do público por lançamentos e experiências presenciais. Relatórios citados pelo setor apontam que o mercado brasileiro movimentou cerca de US$ 2,8 bilhões em 2024 e pode ultrapassar US$ 5 bilhões até 2030, com crescimento anual próximo a 10%. E-commerce gamer, hardware e influência dos criadores No varejo, o ecossistema gamer também vive uma nova fase. Lojas físicas e principalmente o e-commerce de produtos gamers — PCs, notebooks, monitores, cadeiras, acessórios e periféricos — seguem em expansão, impulsionados por três fatores: aumento no tempo de jogo, crescimento do streaming e profissionalização de criadores de conteúdo. Reportagem recente mostra que o e-commerce gamer no Brasil cresce acima da média do varejo online e se apoia fortemente em reviews, benchmarks e recomendações de influenciadores para converter vendas. Esse contexto se soma à alta de 30% no mercado de PCs para consumo desde 2020, que alcançou US$ 40,7 bilhões em 2025, mesmo com a pressão de preços causada pela demanda de chips de IA e nuvem. Nos consoles, o gasto total subiu para US$ 41,6 bilhões, embora as vendas diretas de jogos tenham caído 11%, movimento compensado pela força dos modelos de assinatura. O resultado é um consumidor mais conectado a serviços recorrentes e menos dependente do lançamento físico tradicional. Tendências: IA, nuvem e consolidação Do lado tecnológico, três vetores aparecem como centrais nas projeções para 2026: inteligência artificial, cloud gaming e consolidação. A IA já impacta desde o desenvolvimento — com ferramentas generativas para arte, narrativa e testes — até a experiência final, com NPCs mais inteligentes e mundos dinâmicos, algo que tende a se tornar padrão em grandes produções. No cloud gaming, relatórios apontam que o segmento deve multiplicar de tamanho até o fim da década, à medida que 5G, fibra e datacenters avançam, permitindo jogar títulos pesados em qualquer tela via streaming. Outro ponto citado pela Globant é a consolidação: grandes aquisições realizadas em 2025 devem definir o equilíbrio de forças da próxima década, ao mesmo tempo em que pequenos e médios estúdios ganham espaço com jogos autorais, de nicho e comunidades altamente engajadas. Para marcas de outros setores, o recado é claro: quem entender gaming apenas como “entretenimento juvenil” está ficando para trás; o jogo agora é sobre dados, atenção qualificada e relacionamento de longo prazo com um público exigente e hiperconectado. fonte https://santotech.com.br/mercado-gamer-2026-recordes-cortes-brasil-potencia/

BC reforça segurança em contas de instituições no sistema de pagamento

BC reforça segurança em contas de instituições no sistema de pagamento

As instituições financeiras terão novos recursos para agirem em caso de suspeitas de fraude ou de ataque hacker. O Banco Central (BC) anunciou nesta terça-feira (24) novas medidas para aumentar a segurança e melhorar a gestão da Conta Pagamentos Instantâneos (Conta PI), usada por bancos e demais instituições para liquidar transações em tempo real. As medidas ocorrem dois dias após um ataque hacker desviar cerca de R$ 100 milhões do Banco BTG Pactual por meio da Conta PI da instituição. Notícias relacionadas: BTG Pactual retoma Pix após ataque hacker que desviou R$ 100 milhões. Aplicativos deverão detalhar custos das corridas aos consumidores. Com precatórios, previsão de déficit primário sobe para R$ 59,8 bi. O BC, no entanto, nega que o reforço na segurança decorra do incidente e informa que as mudanças integram uma nova etapa de melhorias no Agenda BC, que pretende modernizar o sistema de pagamentos no país. O que muda? A nova fase amplia ferramentas de monitoramento e reação a riscos operacionais e fraudes, com foco nas contas utilizadas no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI). Conta PI A Conta PI é mantida pelas instituições no Banco Central para viabilizar liquidações instantâneas. O controle adequado desses recursos é essencial para garantir o funcionamento contínuo e seguro do sistema de pagamentos. Novas regras As novas medidas incluem: Limite mínimo de saldo operacional Bloqueio automático da conta Canal alternativo para consulta de extrato Mais controle Com o limite mínimo, as instituições podem definir um valor abaixo do qual novas transações não serão autorizadas. A medida funciona como um “piso de segurança” para evitar perdas em caso de falhas ou irregularidades. Bloqueio automático Se o saldo atingir o limite mínimo e a função estiver ativada, a conta será bloqueada automaticamente para novas operações, até que a instituição faça o desbloqueio manual. Canal extra Outra novidade é a criação de um canal alternativo para consulta de extratos, permitindo o acompanhamento das movimentações mesmo em caso de falhas de acesso à rede do sistema financeiro. Desde 2025, estão disponíveis funcionalidades como: Monitoramento de saldo em tempo real Alertas automáticos de risco Bloqueio e desbloqueio manual Objetivo Segundo o Banco Central, as medidas buscam reforçar a segurança operacional, proteger recursos das instituições e aumentar a confiança no sistema financeiro. A autoridade monetária informou que as mudanças também pretendem ampliar a capacidade de adaptação do ambiente de pagamentos instantâneos no Brasil. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/bc-reforca-seguranca-em-contas-de-instituicoes-no-sistema-de-pagamento