Cidades baianas recebem mostra internacional de cinema

As cidades de Salvador e Cachoeira, na Bahia, sediam a partir desta quarta-feira (25) a 21ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema.  Até 1º de abril, serão exibidos mais de 150 filmes entre longas, médias e curtas-metragens; sendo 72 deles parte das três mostras competitivas: uma internacional, uma nacional e uma baiana. Os títulos escolhidos passam pelos gêneros documental, ficção e animação, além de obras experimentais. Em Salvador, as exibições ocorrem no Cine Glauber Rocha e na Sala Walter da Silveira, com parte das sessões pagas. O filme inédito A Vida de Cada Um abre oficialmente o evento nesta quarta-feira, às 20h. Após a exibição, haverá um bate papo com o diretor Murilo Salles e a atriz Bianca Comparato. Já na cidade de Cachoeira, o Cine Theatro Cachoeirano dá o pontapé inicial na programação a partir das 19h30 desta quarta, com a exibição do documentário O Samba Mora Aqui, do cineasta baiano Vitor Rocha, que também participa de um debate após a sessão. Todas as exibições são gratuitas. Esta edição do Panorama também conta com duas mostras dedicadas ao pioneirismo e inovação estética e narrativa de duas cineastas: a realizadora belga radicada na França e figura central do movimento cinematográfico Nouvelle Vague, Agnès Varda, e a cineasta, roteirista e jornalista cubana Sara Gómez, a primeira mulher a dirigir um longa-metragem no país. A programação nas cidades inclui ainda encontros presenciais com realizadores e produtores, debates, oficinas, laboratórios e shows musicais. A relação das atividades está disponível no site do evento.  Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/cidades-baianas-recebem-mostra-internacional-de-cinema

Petrobras e Finep destinam R$ 30 milhões para pesquisas em biorrefino

Petrobras diz entregar todo o combustível produzido nas refinarias

A Petrobras lançou nesta quarta-feira (25) uma concorrência pública que vai disponibilizar R$ 30 milhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) na área de biorrefino, ou seja, tecnologias que possam resultar em combustíveis mais sustentáveis. A chamada pública faz parte de uma parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos, agência de fomento à inovação, ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI). Notícias relacionadas: Petrobras diz entregar todo o combustível produzido nas refinarias. ANP vai notificar Petrobras para que oferte diesel e gasolina. Prêmio Finep de Inovação mostra avanços na regionalização dos recursos. O edital das duas instituições busca atrair instituições de ciência e tecnologia (ICTs), empresas, startups (empresas com potencial de inovação e grande uso de tecnologia), associações de indústria e órgãos de fomento, entre outros. A intenção é que as instituições selecionadas encontrem tecnologias de baixo carbono direcionadas à transição energética. Biorrefino Biorrefino é um processo industrial que transforma biomassa, como óleos vegetais, gordura animal e resíduos, em combustíveis renováveis e menos poluentes, como diesel R (renovável) e bioquerosene de aviação (SAF, na sigla em inglês). Além da contribuir para a descarbonização da economia, o biorrefino pode resultar em geração de emprego e fortalecimento de cadeias produtivas locais com matérias-primas renováveis. A Petrobras detalha que, entre os desafios propostos pelo edital, está a obtenção de produtos de baixo carbono como biocombustíveis para segmentos como aviação, marítimos ou transporte rodoviário por rotas biotecnológicas, a partir de matérias-primas residuais. Rotas biotecnológicas são caminhos que usam sistemas biológicos, como microrganismos e enzimas, para criar ou modificar produtos e processos, por exemplo, transformar matérias-primas em produtos de interesse a custo competitivo e de forma ambientalmente sustentável. Recursos A Finep atua na organização das chamadas públicas, articulação entre os participantes, contratação e gestão técnico-financeira dos projetos. A parceira faz parte da iniciativa Ecossistemas Tecnológicos, vinculada ao programa Petrobras Conexões para Inovação, com previsão de recursos que podem alcançar até R$ 120 milhões. O braço da Petrobras na parceria com a Finep é o Centro de Pesquisas Desenvolvimento e Inovação da companhia (Cenpes). O Plano de Negócios da Petrobras prevê investimentos no valor de US$ 4 bilhões (equivalente a R$ 21 bilhões) em PD&I no quinquênio 2026-2030, sendo US$ 1,2 bilhão voltado à transição energética, incluindo o desenvolvimento de produtos sustentáveis. Compartilhamento A diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, considera que a parceria otimiza os investimentos em PD&I da companhia ao aproveitar sinergias e compartilhar competências e recursos. “O desenvolvimento desse modelo se deve à necessidade da Petrobras de se adaptar a um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico, tecnologicamente complexo e competitivo do setor de óleo, gás e energia, onde a inovação aberta e colaborativa desempenha um papel central”, afirma. O diretor de Inovação da Finep, Elias Ramos, classifica a parceria como “um marco” para o avanço da agenda de inovação em energia no país. “Como os principais financiadores de pesquisa e desenvolvimento no setor, estamos alinhando esforços para impulsionar o desenvolvimento de tecnologias em biorrefino e apoiar a descarbonização do setor de combustíveis, um desafio central da transição energética”, diz. Edital Instituições interessadas podem obter detalhes neste endereço. Propostas podem ser enviadas até 29 de maio. A previsão de divulgação do resultado preliminar da primeira etapa é 17 de julho.   Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/petrobras-e-finep-destinam-r-30-milhoes-para-pesquisas-em-biorrefino

Fórum técnico organizado pelo IFSC vai avaliar a temporada de verão em Florianópolis

O IFSC é um dos organizadores do 1º Fórum Técnico de Avaliação da Temporada – Verão 2025/2026, que será realizado no Câmpus Florianópolis-Continente. O evento ocorre em 27 de março, próxima sexta-feira, das 16h45 às 20h, reunindo mercado do setor turístico, gestão pública e instituições de ensino para um debate sobre o desempenho do turismo em Florianópolis. A participação é aberta ao público, sem necessidade de inscrição prévia. O fórum foi dividido em três partes. A primeira traz um painel com o olhar do mercado sobre a última temporada de verão na cidade. O segundo bloco vai ser sobre a gestão pública no setor, com as perspectivas e as avaliações da prefeitura e uma análise da segurança pública relacionada com o turismo. No terceiro e último momento, o assunto serão as possibilidades de desenvolver projetos dentro dos institutos federais e das universidades que possam ajudar as gestões públicas e privada do turismo em Florianópolis. (Confira a matéria completa em IFSC, 20/03/2026) Publicado em 25 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/forum-tecnico-organizado-pelo-ifsc-vai-avaliar-a-temporada-de-verao-em-florianopolis/

Aeroporto de Florianópolis é eleito o melhor do Brasil pelo sexto ano seguido

Da Coluna de Ânderson Silva (NSC, 24/03/2026) Pelo sexto ano consecutivo, o aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, foi eleito o melhor do Brasil. A premiação ocorreu na noite desta terça-feira (24), em Brasília, com a entrega dos troféus conforme a avaliação feita em pesquisa com passageiros nos terminais brasileiros. O prêmio é chamado de Aviação + Brasil. O evento teve a presença do CEO da Floripa AirPort, Ricardo Gesse, e do secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de SC, Ivan Amaral. O aeroporto de Florianópolis venceu também na categoria de melhor terminal na faixa entre cinco e 10 milhões de passageiros. É a primeira vitória do aeroporto nesta categoria, diante do crescimento do movimento no local nos últimos anos. Publicado em 25 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/aeroporto-de-florianopolis-e-eleito-o-melhor-do-brasil-pelo-sexto-ano-seguido/

Governo destina R$ 15 bi a setores afetados por crises internacionais

Pouco mais da metade das indústrias planeja investir em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória (MP) nº 1.345/2026 que cria linhas de crédito de R$ 15 bilhões do Plano Brasil Soberano, sob a gestão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O texto foi publicado nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União. De acordo com o governo, os recursos visam apoiar as empresas brasileiras exportadoras e aquelas relevantes para a balança comercial nacional em meio a instabilidades geopolíticas, como a atual guerra no Oriente Médio. Também continuam incluídas no plano os exportadores que ainda enfrentam medidas tarifárias impostas pelo governo do Estados Unidos. Notícias relacionadas: BNDES defende novo Plano Brasil Soberano para ajudar exportadoras. Injeção do BNDES na economia equivale a R$ 1 bilhão por dia em 2025. Lançado em agosto de 2025, o Brasil Soberano foi um pacote de financiamento destinado a empresas exportadoras impactadas pelo tarifaço estadunidense que, na época, impôs tarifas de até 50% para produtos brasileiros vendidos àquele país. No dia 20 de fevereiro, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a decisão do governo Donald Trump, que reagiu impondo tarifa global de 15%. Ainda assim, a alguns setores continuam alvo de tarifas maiores, como a Seção 232, legislação americana, ainda vigente, que possibilita a imposição de tarifas por razões de segurança nacional. Serão até R$ 15 bilhões em recursos que poderão utilizar: o superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), apurado em 31 de dezembro de 2025, inclusive do principal; o superávit financeiro, apurado em 31 de dezembro de 2025, de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda; e outras fontes orçamentárias. Terão direito às linhas de crédito as empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores, como siderúrgico, metalúrgico e automotivo, no segmento de autopeças. Também estão incluídas aquelas que atuam em setores industriais com relevância no comércio exterior brasileiro, como farmacêutico, de máquinas e equipamentos e eletrônicos, além de outros setores importantes, impactados com a falta de fertilizantes devido a conflitos externos. As linhas de crédito vão financiar: capital de giro; aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação da atividade produtiva; investimentos que propiciem a ampliação da capacidade produtiva ou adensamento da cadeia; investimentos em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos; e outras hipóteses, conforme estabelecido em ato conjunto dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As condições, encargos financeiros, prazos e demais normas regulamentadoras das linhas de financiamento serão estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Fazenda e MDIC também definirão os critérios de elegibilidade às linhas de financiamento e demais normas complementares necessárias à implementação. Novo sistema O presidente Lula ainda sancionou a Lei nº 15.359/2026 que cria o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação. O texto, aprovado no início do mês pelo Congresso Nacional, também está publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira. A nova lei visa modernizar o seguro e o financiamento às exportações brasileiras e traz aprimoramentos para a atuação do BNDES. “Uma das alterações mais relevantes incluídas envolve a formalização de normas para financiamento às exportações de serviços pelo BNDES. [A lei] consolida o alinhamento das práticas brasileiras às internacionalmente adotadas e dá segurança jurídica e política ao corpo técnico do banco”, explicou o BNDES, em comunicado. A garantia de maior transparência será adotada com a criação de um portal único para centralizar as informações sobre todas as operações aprovadas. Ainda, uma vez por ano, o BNDES vai apresentar à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal o portfólio de projetos, para ampliar a interlocução e acompanhamento parte dos parlamentares. A nova lei incorpora regra que já constava em normativos internos do banco e que estabelece que países inadimplentes com o Brasil não podem tomar novos empréstimos com o BNDES até a regularização da sua situação. O texto também estabelece mecanismos para incentivar operações que envolvam economia verde e descarbonização. Outra novidade é a possibilidade de cobertura do risco comercial enfrentado pelas micro, pequenas e médias empresas em operações com prazo de até 750 dias na fase de pré-embarque. Até então, o limite era de 180 dias. Por fim, a lei estabelece regras para operacionalizar o Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), instituído em 2012 como um fundo com natureza jurídica de direito privado, criado para dar suporte a exportações brasileiras contra riscos comerciais.   Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/governo-destina-r-15-bi-setores-afetados-por-crises-internacionais

Projeto quer ‘afundar’ Beira-Mar Norte ou criar passarela para acessar marina em Florianópolis

Um projeto desenvolvido pelo escritório dinamarquês Gehl Architects prevê grandes transformações no desenho urbano do Centro de Florianópolis. Entre os locais que podem passar por mudanças está a avenida Beira-Mar Norte. A proposta prioriza uma cidade focada nas pessoas e traz ideias de curto, médio e longo prazo. Na Beira-Mar, principal avenida da cidade, o objetivo é melhorar a conexão com a orla e, futuramente, facilitar o acesso ao Parque Urbano e Marina, que já teve a implementação iniciada. Na apresentação pública do projeto, realizada na última quarta-feira (18), foram expostas três ideias para a avenida Beira-Mar. Uma delas, mais ousada, prevê o rebaixamento da avenida e, por cima, a construção de uma praça. (Confira a matéria completa em ND, 25/03/2026) Publicado em 25 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/projeto-quer-afundar-beira-mar-norte-ou-criar-passarela-para-acessar-marina-em-florianopolis/

Florianópolis dá nova regulamentação para construções, reformas e demolições na cidade

O plenário da Câmara Municipal aprovou na tarde desta terça-feira (24) em segunda votação o novo Código de Obras da capital. O projeto, que agora segue para sanção do prefeito, atualiza as regras para construções, reformas e demolições na cidade. A principal novidade é o licenciamento declaratório, que permite ao interessado iniciar a obra sem aguardar análise prévia da prefeitura. O proprietário e o responsável técnico assinam uma declaração de conformidade, pagam as taxas e o alvará é expedido automaticamente. O modelo será obrigatório para edificações unifamiliares e poderá ser estendido a outras categorias. Pela nova lei, a responsabilidade pela veracidade das informações e pelo cumprimento da lei recai solidariamente sobre proprietários e profissionais técnicos, como arquitetos e engenheiros. Líder do governo na Câmara, o vereador Diácono Ricardo (PSD) avaliou a aprovação como um avanço para a gestão urbanística da cidade. “É mais uma matéria que vem reforçar o Plano Diretor e mostra a preocupação do prefeito em organizar o crescimento da cidade, especialmente na área imobiliária. Vejo com bons olhos essa aprovação. A Câmara demonstrou que está alinhada com a Prefeitura, trabalhando em conjunto para dar o melhor resultado para Florianópolis”, afirmou. Para equilibrar celeridade e controle, o código instituiu um sistema de auditoria. Servidores do órgão de licenciamento poderão fiscalizar as obras a qualquer tempo. Caso encontrem irregularidades, o alvará poderá ser suspenso e o responsável terá prazo para se adequar. Em situações graves, a licença pode ser anulada e a obra embargada. As multas passam a ser calculadas com base no Custo Unitário Básico da Construção em Santa Catarina, o CUB/SC, variando de 0,1 a 500 CUB/SC conforme a gravidade da infração. Profissionais que assinarem projetos em desconformidade podem ser suspensos do sistema declaratório por até um ano. O texto também prevê a demolição sumária, que é a derrubada imediata da obra, em casos como descumprimento de embargo, invasão de área pública ou risco à segurança pública. O vereador Rafinha de Lima (PSD), relator do projeto na Comissão de Meio Ambiente, ressaltou a importância da proposta para garantir segurança jurídica e dar mais clareza às regras de construção na Capital. “O Código de Obras vem para trazer segurança jurídica para quem quer edificar em Florianópolis. O Plano Diretor é uma lei mais ampla, que define como o território pode ser ocupado, mas precisa de regulamentações complementares. O Código de Obras é uma dessas leis”, afirmou. A nova legislação substitui o modelo anterior, que vinha sendo questionado judicialmente e gerava insegurança tanto para o setor da construção civil quanto para o desenvolvimento urbano da cidade. “É o Código de Obras que estabelece, de forma clara, as regras de como construir, seja prédios ou casas. O antigo código estava sendo contestado na Justiça, e essa nova lei vem justamente para dar mais segurança jurídica e permitir que a cidade continue se desenvolvendo”, completou. O código reforça ainda a proteção ao patrimônio histórico. Imóveis tombados ou construídos antes de 1950 só poderão ser demolidos com anuência do órgão de preservação. Em acessibilidade, edificações de uso coletivo deverão seguir normas de inclusão, com adaptações razoáveis para imóveis antigos. Todas as edificações deverão dispor de local específico para apresentação do lixo à coleta. O município também poderá exigir medidas de eficiência energética e uso racional da água. (CMF, 24/03/2026) Publicado em 25 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/florianopolis-da-nova-regulamentacao-para-construcoes-reformas-e-demolicoes-na-cidade/

Fiscalização da ANP tem 11 autuados por indícios de preços abusivos

ANP fiscaliza distribuidoras de combustível no Rio de Janeiro

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autuou dez distribuidoras e uma atacadista por indício de preços abusivos na comercialização de combustíveis. O resultado é saldo da primeira semana de fiscalização após a publicação da Medida Provisória (MP) 1.340, que aumenta a multa para essa prática. Da segunda (16) a sexta-feira (20) da semana passada, a ANP fiscalizou 154 estabelecimentos, sendo 128 postos de combustíveis, 24 distribuidoras e dois postos flutuantes, em mais de 50 cidades em 11 estados e no Distrito Federal. O detalhamento das ações foi divulgado nesta terça-feira (24). Notícias relacionadas: MJSP faz plantão para atender Procons contra aumento de combustível. Governo fiscalizou 1,1 mil postos de combustíveis para evitar abusos. Lula defende criação de reserva estratégica de combustíveis. As ações de fiscalização foram realizadas na esteira da MP 1.340, que agrava as penas da Lei do Abastecimento Nacional de Combustíveis para elevação abusiva de preços ou recusa de fornecimento de combustíveis, com multas de R$ 50 mil a R$ 500 milhões, dependendo da gravidade e do porte do infrator. A ANP participou de uma força-tarefa que contou com presença da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal e de órgãos de defesa do consumidor nas três esferas de governo – União, estados e municípios. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp “Descolamento de preços” Em um dos autos de infração, a ANP apontou que o estabelecimento, em Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de Janeiro, apresentou “descolamento significativo entre a variação dos custos e os preços praticados, indicando expansão relevante da margem bruta da distribuidora”. Durante as diligências, a agência reguladora vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME) coletou dados de preços e notas fiscais de aquisição dos combustíveis. As informações serão analisadas e podem resultar em novas atuações e processos administrativos. Além das autuações por suspeita de cobrança de preços abusivos, a ANP notificou 30 estabelecimentos por diversas irregularidades. Nove foram interditados. Processo administrativo A ANP explica que os estabelecimentos autuados passam por processo administrativo, no qual possuem direito à ampla defesa, conforme definido em lei. Possíveis penalidades só são aplicadas em caso de condenação ao fim do processo. Denúncias sobre irregularidades no mercado de combustíveis podem ser feitas à agência reguladora por meio do telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita) ou do FalaBR, plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União (CGU). Governo A força-tarefa é uma das medidas do governo para tentar conter a escalada do preço do óleo diesel, que subiu após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, iniciados em 28 de fevereiro. De acordo com o Painel da ANP para monitoramento de preços, o litro do diesel S10 (menos poluente) entre os dias 1º e 15 (dados mais recentes da ANP) de março saltou de R$ 6,15 para R$ 7,35, alta de praticamente 20%. Outra ação do governo federal foi a desoneração dos dois impostos federais (PIS e Cofins) que incidem sobre o óleo diesel. Esse é o combustível que mais sente os reflexos do cenário internacional, uma vez que o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome. O governo também trabalha com a subvenção às empresas (espécie de reembolso) de R$ 0,32 para cada litro de diesel produzido ou importado. Na última sexta-feira (20), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, classificou como “banditismo” o aumento abusivo do diesel e disse que a MP 1.340 faz parte de diálogo com caminhoneiros para evitar uma paralisação da categoria. O diesel é o principal combustível utilizado pelos caminhões. Petróleo e guerra No Oriente Médio, uma das formas de retaliação do Irã é o ataque a países vizinhos produtores de petróleo e o bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e Omã, ao sul do Irã. Por ali passam 20% da produção mundial de petróleo e gás. A tensão na região pressiona a oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços. O Irã chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200 por barril. Aqui no Brasil, a Petrobras chegou a reajustar o preço do óleo diesel em R$ 0,38 no último dia 14, mas, de acordo com a presidente da estatal, Magda Chambriard, o reajuste nas bombas foi suavizado pela desoneração (redução de tributos) feita pelo governo federal. O Executivo também propôs aos estados a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o diesel importado. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/fiscalizacao-da-anp-tem-11-autuados-por-indicios-de-precos-abusivos

Florianópolis é selecionada pelo programa Mutirão Brasil para desenvolver projeto de ação climática

Florianópolis está entre os municípios brasileiros selecionados para participar do Programa Mutirão Brasil, iniciativa das redes globais de cidades C40 Cities e do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM) que apoiará governos locais na estruturação de projetos de ação climática. Nesta terça-feira, 24, a Prefeitura de Florianópolis, através da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, recebeu oficialmente o apoio das organizações. O projeto “Tratamento Descentralizado de Resíduos Orgânicos” foi contemplado após fase de seleção com mais de 150 propostas recebidas. No total, 33 cidades e dois estados foram selecionados para receber suporte técnico e financeiro para desenvolver iniciativas climáticas locais até meados do ano que vem, principalmente nas áreas de Mobilidade Urbana, Gestão de Resíduos e Orçamento Climático, além de apoio à elaboração de Planos de Ação Climática em cidades da região amazônica. A assessoria técnica oferecida pelo Programa incluirá o diagnóstico de áreas aptas para a implantação de pátios de compostagem e hortas comunitárias, bem como a elaboração de projetos executivos para esses pátios. Além disso, contemplará suporte técnico e jurídico para a operação desses pátios e apoio na captação de recursos necessários para sua implementação e manutenção. Com este apoio técnico do Programa, Florianópolis busca a implantação de três pátios de compostagem descentralizados, onde os moradores poderão destinar corretamente os resíduos separados em suas residências, com coleta regular e logística adaptada às características de cada território. A iniciativa beneficiará diretamente as comunidades participantes, ao ampliar o acesso à coleta de orgânicos e a espaços de convivência e produção de alimentos, além de criar oportunidades para composteiros locais. Em uma perspectiva mais ampla, o projeto também se consolida como modelo replicável para outros municípios. O projeto integra a frente de gestão de resíduos do Programa Mutirão Brasil, que apoia cidades no desenvolvimento e na implementação de soluções para reduzir as emissões de metano associadas ao manejo de resíduos sólidos. As iniciativas incluem apoio técnico e orientação financeira para projetos de redução do desperdício, tratamento de resíduos orgânicos e fortalecimento de soluções de economia circular. “O Programa Mutirão Brasil conecta as cidades ao conhecimento técnico e às parcerias necessárias para transformar planos em ação, desde sistemas de transporte mais limpos até soluções mais inteligentes para a gestão de resíduos. Ao apoiar a liderança das cidades, o Brasil demonstra como a ação local pode impulsionar o progresso climático em nível nacional e global”, afirma Mark Watts, diretor executivo da C40 Cities. Ao promover uma gestão mais eficiente dos resíduos urbanos o programa contribui para reduzir um dos gases de efeito estufa mais potentes e acelerar ações concretas de combate às mudanças climáticas. Ao todo, os projetos devem permitir o tratamento de aproximadamente 20 mil toneladas de resíduos orgânicos por ano, com potencial de evitar até 35 mil toneladas de emissões de metano em CO₂e anualmente. “Florianópolis já apresenta um desempenho acima da média nacional na gestão de resíduos orgânicos, com desvio do aterro sanitário próximo de 13%, com iniciativas que priorizam a redução, reutilização e valorização destes materiais. Esse apoio é fundamental para avançarmos ainda mais, especialmente no enfrentamento de um dos principais desafios atuais. É uma forma de estruturarmos iniciativas com impacto mensurável para a cidade e acelerar nosso caminho para alcançar as metas Lixo Zero”, destaca o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Alexandre Waltrick. Programa Mutirão Brasil O Programa Mutirão Brasil foi lançado em novembro do ano passado durante o Fórum de Líderes Locais da COP30, no Rio de Janeiro. A iniciativa ajudará governos locais a transformar a ambição climática mundial em ação real, preparando soluções de alto impacto onde elas mais importam: nas cidades. No total, o Programa Mutirão Brasil apoiará mais de 50 cidades em 19 estados brasileiros até a metade de 2027. Além das frentes de trabalho em Mobilidade Urbana, Gestão de Resíduos, Orçamento Climático e apoio à elaboração de Planos de Ação Climática, o programa conta com quatro outras frentes de atuação: Finanças Climáticas, Acesso a Dados Climáticos, Ação Climática Inclusiva e Diplomacia Climática. (PMF, 24/03/2026) Publicado em 25 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/florianopolis-e-selecionada-pelo-programa-mutirao-brasil-para-desenvolver-projeto-de-acao-climatica/

Projeto da UFSC conecta produtores orgânicos a consumidores na Grande Florianópolis

á pensou em receber todas as semanas uma cesta de alimentos frescos e de qualidade, sem agrotóxicos, e por um preço acessível? Essa é a proposta das Células de Consumidores Responsáveis (CCR), um projeto do Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (Lacaf) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolvido com o objetivo de fortalecer os circuitos curtos de comercialização na região da Grande Florianópolis por meio da venda direta de alimentos orgânicos e agroecológicos e da educação para o consumo responsável. O projeto, que teve início em 2017, atualmente conta com 14 células – como são chamados os pontos de distribuição das cestas de orgânicos – em Florianópolis, Palhoça e São José. As células são abastecidas por cinco associações — Agrodea, Apaoc, Flor do Fruto, Ilha Meimbipe e Cooperfamília –  que reúnem aproximadamente 85 famílias de agricultores envolvidas na produção e organização das cestas. Esses grupos são responsáveis pela comercialização média de cinco toneladas de alimentos agroecológicos por mês, que atendem a aproximadamente 350 famílias inscritas no projeto. A lista e o mapa das células estão disponíveis em celulasconsumo.ufsc.br. (UFSC, 24/03/2026) Publicado em 25 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/projeto-da-ufsc-conecta-produtores-organicos-a-consumidores-na-grande-florianopolis/