Governo fiscalizou 1,1 mil postos de combustíveis para evitar abusos

O governo federal aumentou a fiscalização sobre postos e distribuidoras de combustíveis para verificar o aumento abusivo de preço aos consumidores e a formação de cartéis em meio ao conflito provocado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Desde 9 de março, a fiscalização feita por meio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e dos Procons estaduais e municipais percorreu 179 municípios em 25 estados e visitou 1.180 postos – de um universo de 41 mil postos. Notícias relacionadas: ANP fiscaliza distribuidoras de combustível no Rio de Janeiro. Lula defende criação de reserva estratégica de combustíveis. Governo endurece fiscalização contra reajuste indevido de combustíveis. Mais de 900 notificações foram aplicadas ao mercado de combustíveis, sendo 125 feitas a empresas distribuidoras. Segundo o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) já notificou empresas que correspondem a 70% do mercado de distribuição de combustíveis. No total, 36 multas e interdições foram aplicadas a distribuidoras e postos. “Esse ambiente de guerra de excepcionalidade não justifica práticas abusivas que estão sendo constatadas”, disse o ministro se referindo ao conflito no Oriente Médio e à elevação de preço nas bombas de diesel e gasolina. O preço do barril de petróleo chegou ao pico de US$ 120 e momentos de maior volatilidade e há análises de mercado que não descartam elevações superiores, especialmente por causa da dificuldade de transporte do petróleo no Estreito de Omuz, por onde é comercializada cerca de 25% do volume global da mercadoria. Lima e Silva também informou que foi assinada uma portaria criando uma força-tarefa para o monitoramento e a fiscalização dos mercados combustíveis “unindo e agregando” o trabalho da Senacon, da Polícia Federal e da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Segundo ele, a portaria que será publicada no Diário Oficial da União também serve como “reforço normativo” para que outros órgãos dos estados e dos municípios possam participar “com o lastro institucional adequado” no combate ao aumento de preços nas distribuidoras e bombas, formação de cartel de postos e de crimes contra a economia popular. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/governo-fiscalizou-11-mil-postos-de-combustiveis-para-evitar-abusos
A indústria sempre foi ‘woke’ — então por que tanta revolta agora?

Motivei-me a abordar esse tema espinhoso nessa coluna após uma peculiar situação pessoal. Recentemente o jogo Spiderman 2, do PlayStation 5, ficou disponível para os assinantes da PSN Plus, e assim eu aproveitei para finalmente jogá-lo. Como de costume, gosto de comentar com amigos, conhecidos e alunos sobre games — até ser surpreendido com a insatisfação de um amigo sobre o referido título. Ele é um homem cis, fã do Miranha e gamer desde criança. A crítica dele não foi sobre as mecânicas, jogabilidade, ou os gráficos do jogo: foram sobre algumas decisões narrativas da Insomniac Games. Na verdade, ele se incomodou com duas coisas: uma missão secundária de Miles Morales, e com a Black Cat. E ambas têm algo em comum: a sexualidade dos personagens. A missão, denominada “Homecoming”, consiste em Morales ajudar um estudante a preparar um convite especial para o baile de formatura para outro garoto. Já a Black Cat é retratada como bissexual no jogo, pois, apesar de seu envolvimento anterior com o SpiderMan, ela atualmente tem uma namorada na França. Ao pesquisar sobre esse conteúdo do jogo na internet, logo deparei-me com comentários polêmicos nas redes sociais e no YouTube, tratando-o como “lacração”, “forçação”, e… woke. Woke? Isso mesmo. Parece nome de empresa de cereal, mas você certamente já viu esse termo em alguma discussão na internet ou em alguma matéria de algum veículo de imprensa. Esse neologismo, originário de comunidades afro-americanas para designar a consciência social, passou a ser usado de forma pejorativa nos anos 2010 pelos conservadores para denominar pautas progressistas. As discussões das redes sociais já mostraram que esse desvirtuamento da expressão é um sintoma de um mundo polarizado e bastante tensionado, de uma “futebolização” política, onde deixamos de debater juntos soluções para os problemas do mundo, para nos autossabotar indefinidamente, pois ninguém quer dar o braço a torcer. E a representatividade LGBTQIA+ é uma das muitas causas afetadas nesse embate. Presentemente pudemos presenciar a reação da comunidade gamer à Intergalactic: The Heretic Prophet, novo jogo da Naughty Dog, anunciado em 2024 e ainda sem data de lançamento. Sua protagonista é a caçadora de recompensas Jordan A. Mun, uma mulher asiática com a cabeça raspada — portanto, fora dos padrões estéticos convencionais da indústria. A atriz Tati Gabrielle, que a interpreta, chegou a receber treinamento para lidar com o ódio direcionado a ela nas redes sociais. Não é a primeira vez que a Naughty Dog enfrenta esse tipo de reação: em The Last of Us: Part II, parte da comunidade atacou atores ligados a personagens como Ellie, Abby e Joel. Historicamente, a indústria de games sexualizou e objetificou personagens femininas, o que ajuda a explicar por que uma parcela do público — acostumada a esse tipo de representação — reage negativamente a mudanças nesse padrão. Que o digam franquias como Tomb Raider, Street Fighter, Mortal Kombat, e Dead or Alive. Por muito tempo, a indústria teve como principais consumidores o público infanto-juvenil masculino, mas isso mudou muito nas últimas décadas. As mulheres atualmente são metade do público jogador e também estão presentes no mercado de trabalho (apesar da força de trabalho dessa indústria ainda ser majoritariamente masculina). Isso significa um descompasso estrutural entre quem consome e quem produz, exigindo cada vez mais profissionalismo e imersão no público-alvo. E a empatia é uma parte imprescindível do processo criativo — como já discutido no Design Thinking, que enfatiza a empatia e compreensão profunda do usuário. Uma prova do design como um ato consciente disso foi o redesign da Lara Croft no bem sucedido reboot da série nos anos 2010 e nas personagens clássicas de Resident Evil, como a Jill Valentine e a Claire Redfield. Claro, a sexualização de personagens sempre será um artifício da indústria, quando se trata de jogos voltados ao público masculino, vide os recentes Stellar Blade e Street Fighter 6 (a Cammy que o diga). Um equívoco comum nas discussões sobre o chamado politicamente correto nos jogos é a ideia de que diversidade, representatividade e empoderamento feminino seriam fenômenos recentes na indústria. Quando essa dimensão é negada, argumenta-se que os jogos “não passam de produtos de entretenimento”, desprovidos de crítica social ou mensagem. Quando, por outro lado, se reconhece a presença desses elementos, surgem teorias da conspiração que os interpretam como formas de “lavagem cerebral” associadas a agendas ideológicas. Parece mais consistente entender que o audiovisual e a literatura — incluindo os quadrinhos —, enquanto formas de arte, refletem seu tempo e as transformações da sociedade, frequentemente trazendo à tona discussões incômodas, mas necessárias. E essa sempre foi uma de suas funções centrais. Basta olhar para obras de décadas atrás para perceber que essas tensões já estavam presentes no imaginário popular. Num momento de transição da Nova Hollywood para a era blockbuster, o filme “Alien, o Oitavo Passageiro” (1979) trouxe Ellen Ripley como uma protagonista feminina moderna, uma final girl nada convencional, que não reage, mas age estrategicamente até ser a única sobrevivente da nave Nostromo. Ripley retorna como uma heroína trágica no terceiro filme da cinessérie, curiosamente, com a cabeça raspada. Apesar da reação negativa ao filme na época, movida pelas críticas à atmosfera sombria e tom pessimista, o burburinho não focou nas expectativas de gênero e estética de sua protagonista. Tudo bem, havia uma forte justificativa para tal decisão: a infestação de piolhos na colônia penal masculina Fury 161. Ainda assim, é uma mulher destroçada pelo luto, tentando sobreviver a um ambiente brutal e opressor. O contraste entre a recepção de Ripley naquele contexto e as reações contemporâneas a personagens como Jordan A. Mun evidencia uma mudança menos naquilo que é representado e mais em como essas representações são interpretadas. Se antes personagens que fugiam de padrões eram assimilados dentro da lógica narrativa, hoje eles frequentemente são deslocados para o campo do embate ideológico. Não se trata apenas de estética ou storytelling, mas de um novo regime de recepção mediado por plataformas digitais e dinâmicas de engajamento. Será que o que vivemos hoje é um efeito destrutivo das
SP: Sesc Itaquera apresenta show da Funmilayo Afrobeat Orquestra

Dentro da programação do mês das mulheres, o Sesc Itaquera, na zona leste de São Paulo, apresenta o show da Funmilayo Afrobeat Orquestra, grupo formado por dez mulheres negras e uma pessoa não binária. O repertório resgata cantoras e compositoras negras do Brasil e do continente africano. A Funmilayo Afrobeat Orquestra surgiu em São Paulo em 2019, a partir da inquietação de Stela Nesrine e Larissa Oliveira em relação à falta de mulheres negras no afrobeat no Brasil. O gênero, que surgiu na Nigéria na década de 1960, teve Fela Kuti como principal expoente e mistura ritmos da África Ocidental com estilos como o jazz, funk, soul e reggae. No Brasil, a Funmilayo Afrobeat Orquestra é a primeira formação com uma maioria feminina. Stela Nesrine fala que a criação da orquestra veio como uma possibilidade de acolhimento de ideias: “Para mim, a motivação estava muito em ver como era difícil conciliar o mundo da maternidade e de fazer música autoral. O que eu queria era continuar criando as minhas músicas autorais com uma banda e que fosse um ambiente frutífero pra gente colocar nossas questões enquanto mulheres negras”. Funmilayo Kuti O nome da orquestra homenageia Funmilayo Kuti, ativista defensora das mulheres nigerianas. Mãe de Fela Kuti, Funmilayo contribuiu para a visão crítica de mundo do músico, que levou o teor político para o som do afrobeat. A postura crítica está presente nas músicas da Funmilayo Afrobeat Orquestra, com referências de mulheres negras e questões que atravessam o cotidiano do grupo. “Tem referências ali de Lélia Gonzalez, de Lia de Itamaracá, de Elza Soares, de Sueli Carneiro. O afrobeat é feito para movimentar, para incomodar, mobilizar as pessoas, desvelar, descortinar problemas sociais”, destaca Stela Nesrine. A Funmilayo Afrobeat Orquestra se apresenta neste domingo (22), no Sesc Itaquera, às 15h. A entrada é gratuita. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/sp-sesc-itaquera-apresenta-show-da-funmilayo-afrobeat-orquestra
ANP fiscaliza distribuidoras de combustível no Rio de Janeiro

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou, nesta sexta-feira (20), fiscalização em base de distribuição em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, na qual operam várias distribuidoras de combustível. Os fiscais apuram se houve aumento da margem de lucro de distribuidoras após os efeitos decorrentes da guerra no Oriente Médio. Notícias relacionadas: Começam a vigorar novas regras para frete no Brasil. Lula defende criação de reserva estratégica de combustíveis. ANP vai notificar Petrobras para que oferte diesel e gasolina. A fiscalização, segundo a ANP, faz parte de uma série de ações realizadas ao longo da semana, em postos de combustíveis e distribuidoras com foco na apuração de possíveis abusos na cobrança de preços. Nas ações, também são verificados aspectos de qualidade e outros itens relacionados às normas da ANP. Apenas no local fiscalizado funcionam oito operadoras, que compram combustíveis de refinarias, inclusive da Petrobras, para comercializar no varejo. A fiscalização envolve comparar notas fiscais emitidas antes e após o início da guerra no Oriente Médio. A ANP ainda não divulgou o resultado da fiscalização. Impacto da guerra Desencadeadora do choque global de preços do petróleo, a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã foi iniciada em 28 de fevereiro. Uma das formas de retaliação do Irã é o ataque a países vizinhos produtores de petróleo e o bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e Omã, ao sul do Irã. Por ali passam 20% da produção mundial de petróleo e gás. A tensão na região pressiona a oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços. O Irã chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200. No Brasil, a Petrobras reajustou o preço do diesel em R$ 0,38 no último sábado (14), mas, de acordo com a presidente da estatal, Magda Chambriard, o reajuste nas bombas foi suavizado pela desoneração (redução de tributos) efetuada pelo governo. Aumento abusivo Nesta sexta-feira, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, classificou como “banditismo” e criticou postos de combustíveis que aumentaram o preço do óleo diesel nas últimas semanas. Para Boulos, o aumento do óleo diesel no país não é justificado pela guerra do Oriente Médio, uma vez que o governo federal anunciou medidas para conter a escalada de preços, como a redução a zero das alíquotas de impostos federais que incidem sobre o combustível (PIS e Cofins). O governo também propôs aos estados a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o diesel importado. * Colaborou Vladimir Platonow, repórter da TV Brasil Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/anp-fiscaliza-distribuidoras-de-combustivel-no-rio-de-janeiro
Maior praça dos Ingleses será inaugurada
A praia dos Ingleses, o bairro mais populoso de Florianópolis, está prestes a ganhar sua maior praça e ela é a primeira obra pública a homenagear o Servo de Deus nascido na cidade Marcelo Câmara (ou Marcelinho como é conhecido), cujo processo de beatificação e canonização já tramita no Vaticano – ou seja, ele poderá ser o primeiro santo florianopolitano. A nova área de esportes e lazer da região vai ser inaugurada pelo prefeito Topázio Neto às 18h30 da próxima sexta-feira, dia 20 de março, em comemoração aos 353 anos da Capital. A praça fica na esquina entre as ruas Lázaro de Oliveira Souza e Abel Álvares Cabral Júnior, no Costão Norte dos Ingleses. Essa é mais uma obra da Prefeitura, através da Secretaria de Infraestrutura e Manutenção Urbana, no Norte da Ilha. Curiosamente, a implantação da praça que deve reunir o público jovem que Marcelinho tanto buscou evangelizar e ajudar em vida, e que inspira mesmo passados 18 anos de sua morte, foi igualmente viabilizada por uma corrente do bem. A maior parte dos recursos necessários para transformação da área pública de 4,58 mil metros quadrados que tinha somente uma academia de ginástica para a terceira idade, num lugar com ampla infraestrutura foi conseguida por meio de emendas parlamentares; a Câmara Municipal aprovou projeto de lei para denominação de praça acompanhado de abaixo assinado público homenageando Marcelinho, e a administração municipal conduziu as obras. A Praça Marcelo Henrique Câmara conta com uma quadra poliesportiva, três quadras de areia (sendo duas de beach tennis e uma de futebol), cancha de bocha, pista de caminhada interna, área de convivência com pavimentação em paver (blocos de concreto intertravados), academia de ginástica reformada, calçada com acessibilidade, canteiros com grama, equipamentos urbanos (bancos, mesas de xadrez e lixeiras) e iluminação. Iniciadas no final de outubro do ano passado, as obras foram em sua grande maioria executadas pela empresa Satélite Construções e Engenharia Ltda – apenas a iluminação ficou a cargo da Cosip. Em termos de investimento, as obras totalizaram cerca de R$ 800 mil. O espaço para a prática de esportes era uma demanda da comunidade. A nova praça fica em frente ao Parque das Famílias, que também é municipal e contava com playground, pet place e bancos. A Prefeitura adicionou mais quatro brinquedos novos e restaurou os equipamentos existentes. Vida e obra de Marcelo Câmara Marcelo Câmara morou nos Ingleses, na Servidão Ostácio Fernando da Silva, no Costão Sul do balneário, por cerca de 10 anos – os últimos de sua vida. Jovem leigo, teve forte atuação em sua paróquia, a do Santuário Sagrado Coração de Jesus (Rua Intendente João Nunes Vieira, 1.529), e em movimentos católicos, a exemplo do Emaús, em cujo retiro espiritual obteve a graça de conversão ao Evangelho, e do Opus Dei, onde compreendeu o chamado para a santificação do trabalho profissional. Hoje, o santuário abriga seu túmulo e um memorial com a réplica de seu quarto quando do falecimento por leucemia, em 20 de março de 2008, uma Quinta-Feira Santa, aos 28 anos, e uma série de objetos pessoais originais. Entre elas, a roupa com que foi sepultado, seu jaleco de Ministro da Eucaristia e sua toga de promotor de justiça catarinense (assumiu o cargo público exatamente um ano antes de sua morte). No trabalho, aliás, Marcelinho também chamou atenção pela humanidade de suas ações. Foi também professor substituto na UFSC e outras faculdades particulares. Iniciado em 2020, seu processo de beatificação e canonização já passou pela fase arquidiocesana, que consistiu na investigação dos feitos em vida e o Tribunal Eclesiástico elaborou um dossiê sobre a fama de santidade e de sinais do Servo de Deus. Essa denominação foi dada ao Marcelo Câmara a partir do momento em que o Vaticano autorizou o início do processo. Na fase atual, romana, o Dicastério para as Causas dos Santos examinam a dele e, reconhecendo virtudes heróicas, Marcelinho ganhará o título de Venerável. Depois, para ser declarado Beato, é preciso a confirmação de um milagre. E, diante da comprovação de um segundo milagre, será considerado Santo. (PMF, 19/03/2026) Publicado em 20 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/maior-praca-dos-ingleses-sera-inaugurada/
28 municípios alcançaram a universalização no abastecimento de água, segundo Ranking do Saneamento 2026
Na quarta-feira (18), o Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, publicou a 18ª edição do Ranking do Saneamento, com foco nos 100 municípios mais populosos do Brasil. O estudo considera os indicadores mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), ano-base 2024, divulgados pelo Ministério das Cidades. Ao todo, 28 municípios já atingiram a universalização do abastecimento de água, conforme as metas do Marco Legal do Saneamento. Desse grupo, 11 registram cobertura total de 100%: Barueri (SP), Carapicuíba (SP), Curitiba (PR), Diadema (SP), Guarulhos (SP), Itaquaquecetuba (SP), Juiz de Fora (MG), Niterói (RJ), Osasco (SP), Porto Alegre (RS) e Santo André (SP). Além disso, outros 17 municípios apresentam índices iguais ou superiores a 99% de atendimento. (Confira a matéria completa em Instituto Trata Brasil, 19/03/2026) Publicado em 20 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/28-municipios-alcancaram-a-universalizacao-no-abastecimento-de-agua-segundo-ranking-do-saneamento-2026/
Lançamento oficial do Festival de Parintins 2026 acontece nesta sexta

Com os galpões já funcionando a pleno vapor para os festejos de 2026, o Boi Bumbá Caprichoso e o Boi Bumbá Garantido realizam nesta sexta-feira (20), o lançamento oficial do 59º Festival Folclórico de Parintins. O Bumbódromo de Parintins será palco da celebração, que terá entrada gratuita para o público. A abertura deste ano traz uma inovação: o evento será realizado em formato de “mini festival”, com apresentações completas, alegorias e participação dos corpos artísticos e musicais das duas agremiações. A ideia é oferecer ao público uma prévia do espetáculo que será apresentado na arena durante o festival, reunindo itens oficiais, grupos coreográficos, músicos, torcedores e toda a identidade cênica dos bois. Os portões do Bumbódromo serão abertos às 18h. Além das apresentações dos bumbás, a partir das 21h, a programação contará com shows das cantoras Simone Mendes e Klessinha, com previsão de encerramento na madrugada de sábado (21). Entre os dois shows, acontecerão as apresentações dos bois. Conheça a história dos bois 🎙️:🔵 Boi Caprichoso, o touro negro da América🔴 Boi Garantido, uma história de fé, arte e compromisso Atual campeão, o Boi Garantido levará à arena o tema “Parintins: Portal do Encantamento”, em uma celebração à cidade e aos seus elementos culturais, históricos e simbólicos da Ilha Tupinambarana. Já o Boi Caprichoso defende o tema “Caprichoso: Brinquedo que Canta seu Chão”, uma proposta que exalta a trajetória e a identidade cultural do boi azul e branco, evidenciando a conexão entre o bumbá, seus brincantes e as tradições de Parintins. O Festival de Parintins de 2026 acontece nos dias 26, 27 e 28 de junho. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/lancamento-oficial-do-festival-de-parintins-2026-acontece-nesta-sexta
Acessos às praias entram em debate público
A Prefeitura de Florianópolis abriu um novo canal de escuta com a população para discutir os acessos às praias no Norte da Ilha. Até o dia 30 de março, moradores e frequentadores podem enviar sugestões e apontamentos sobre os caminhos que levam à orla em Canasvieiras e Cachoeira do Bom Jesus. A consulta pública integra o processo de requalificação urbana dessas áreas, com foco em organizar o uso dos espaços costeiros e garantir que o acesso ao mar permaneça público e adequado. A proposta também considera a preservação de regiões sensíveis, como a restinga, além de incentivar o uso equilibrado para lazer, turismo e convivência. Participação aberta à comunidade A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano e faz parte de um conjunto de ações já realizadas em outros pontos da cidade. A ideia é consolidar um planejamento que combine critérios técnicos com a participação direta da população. Quem quiser contribuir pode acessar o relatório técnico elaborado pelo comitê responsável por meio do link. Já o envio de sugestões deve ser feito pelo formulário disponível aqui. Segundo a diretora de Planejamento Urbano, Gisele Machado, a colaboração dos usuários é essencial para o processo. Ela destaca que são os próprios moradores e frequentadores que conhecem a dinâmica desses espaços e podem indicar, com mais precisão, onde e como os acessos devem ser estruturados. Área abrangida pelo estudo O chamado Setor 3 contempla um trecho extenso do litoral, que vai da foz do Rio Ratones até a Praia Brava. A área inclui ainda localidades como Ponta das Canas e Lagoinha, reunindo diferentes perfis de uso e características ambientais. Por meio da consulta, a população pode sugerir melhorias nos acessos existentes, propor novos caminhos e contribuir com a organização da circulação até a orla. Diretrizes e planejamento urbano A proposta segue as orientações do Plano Diretor de Florianópolis, que prevê o livre acesso às praias e estabelece a criação de caminhos públicos ao longo da costa. A consulta pública, nesse contexto, busca fortalecer um modelo de planejamento que alia desenvolvimento urbano e preservação ambiental, com participação social no processo de decisão. (Portal Imagem da Ilha, 19/03/2026) Publicado em 20 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/acessos-as-praias-entram-em-debate-publico/
Está chegando: tudo o que você precisa saber para aproveitar a 12ª Maratona Cultural de Florianópolis

Faltando pouco para a Maratona Cultural, começa também a contagem regressiva para organizar o roteiro entre exposições, música, teatro, dança e cinema. Entre 20 e 23 de março, o festival toma conta de Florianópolis com 479 ações culturais espalhadas por mais de 100 endereços, entregando ao público uma cidade viva, pulsante e muito bem ocupada . Para dar conta do que mais interessa com tranquilidade e segurança, é importante ficar por dentro de informações essenciais, como mudanças no trânsito, acessibilidade e orientações de acesso aos eventos. O que pode e o que não pode levar para a Arena Floripa Na hora de montar a bolsa, é bom ficar atento porque nem tudo pode entrar nos espaços da Maratona. Como a proposta é passar várias horas circulando pela cidade, vale se preparar com itens essenciais, como água, proteção solar e o que for necessário para curtir a programação com conforto. Pode levar: Alimentos lacrados e frutas Garrafa de água (PET) lacrada e copos reutilizáveis de até 400 ml Capa de chuva e canga Bolsas e mochilas de pequeno e médio porte (sujeitas à revista) Protetor solar, protetor labial e medicamentos com prescrição Câmeras (exceto equipamentos profissionais) Não é permitido: Bebidas em geral (exceto água) Cooler, caixas térmicas e cadeiras de praia Garrafas ou recipientes de vidro Guarda-chuva ou guarda-sol Bastão de selfie Objetos perfurantes ou armas de qualquer tipo Animais (exceto cães-guia devidamente identificados) Acessibilidade A Maratona Cultural de Florianópolis também reforça seu compromisso com a acessibilidade, buscando garantir que a experiência do festival seja realmente para todos. Nesta edição, mais de 30 atrações contam com recursos como tradução em Libras e audiodescrição, além de estruturas com área reservada para pessoas com deficiência na Arena Floripa, espaço de acolhimento com equipe bilíngue e distribuição de abafadores acústicos e pulseiras de acesso. Mais do que pensar no público, a programação também amplia a presença de artistas PCD, trazendo ao palco diferentes perspectivas e reforçando a cultura como um espaço de inclusão, representatividade e troca. Mobilidade Durante a Maratona Cultural de Florianópolis, a dinâmica da cidade muda para dar espaço à programação. Ao longo dos dias do evento, algumas ruas serão parcialmente ou totalmente interditadas, especialmente nas regiões onde ocorrerão palcos e atividades, para garantir a segurança do público e o bom andamento das atrações. O transporte público segue com operação normal na sexta-feira (21) e no sábado (22), e no domingo (23) o “ônibus na faixa” garante gratuidade, facilitando o deslocamento entre os circuitos da Maratona. ARENA FLORIPA 📍 Rua Procurador Abelardo Gomes • 21/03 – 12h às 24h • 22/03 – 12h às 24h PALCO CENTRO LESTE📍 Rua Saldanha Marinho (fechamento para veículos)• 20/03 – 17h às 23h• 21/03 – 14h às 23h• 22/03 – 14h às 23h• 23/03 – 14h às 20h 📍 Rua Nunes Machado (montagem de palco)• 16/03 a 26/03 ESCADARIA DO ROSÁRIO📍 Rua Vidal Ramos• 20/03 – 18h às 24h • 21/03 – 17h às 24h 📍 Rua Trajano• 20/03 – 18h às 24h • 21/03 – 17h às 24h PRAÇA XV 📍 Rua lateral à Praça XV 📍 Rua Tiradentes (fechamento para veículos) • 21/03 – 10h às 23h • 22/03 – 10h às 23h • 23/03 – 10h às 18h MARATONINHA 📍 Rua Jornalista Assis Chateaubriand • 23/03 – 10h às 20h TERMINAL URBANO DE FLORIANÓPOLIS 📍 Plataforma 1 • 20/03 – 14h às 24h OUTRAS INTERDIÇÕES IMPORTANTES 📍 Rua Procurador Abelardo Gomes (reforço de fechamento) • 21/03 – 12h às 24h • 22/03 – 12h às 24h ESTACIONAMENTOS PARCEIROS 📍 Multipark Pedro Ivo• Sexta: até 01h• Sábado e domingo: até 02h 📍 Multipark Baía Sul• Sexta: até 01h• Sábado e domingo: até 02h 📍 Multipark Tancredo Neves• Sexta: até 01h• Sábado e domingo: até 02h Ingressos Apesar de a maior parte da programação da Maratona Cultural de Florianópolis ser gratuita, alguns espaços têm capacidade limitada e exigem a retirada prévia de ingressos. É o caso da Arena Floripa, dos teatros, dos espaços culturais fechados e de algumas atividades guiadas. Para a Arena Floripa, a retirada pode ser feita na plataforma pensanoevento.com.br/maratonacultural para os shows de sábado (21/3). Para domingo (22/3), os ingressos já estão esgotados. Em locais fechados, como teatros, os ingressos começam a ser liberados uma hora antes de cada apresentação, enquanto, no CIC, a retirada ocorre com duas horas de antecedência. Serviço | Maratona Cultural de Florianópolis 2026 O quê: 12ª Maratona Cultural de FlorianópolisQuando: 20 a 23 de março de 2026 Ingressos gratuitos (Arena Floripa — área geral): a partir do dia 2 de março, às 12h, no site pensanoevento.com.br/maratonacultural – 1 por CPF Crianças até 7 anos: entrada gratuita na Arena Floripa sem necessidade de ingresso Teatros e espaços fechados: retirada gratuita e presencial na bilheteria – 2h antes no Teatro Ademir Rosa (CIC) | 1h antes nos demais espaços. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/esta-chegando-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-aproveitar-a-12a-maratona-cultural-de-florianopolis/
Marmita legal: ação do MPSC contesta decreto que restringe doação de alimentos em Florianópolis
Da Coluna de Fabio Gadotti (fabiogadotti, 19/03/2026) O Ministério Público de Santa Catarina entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça de Santa Catarina contra o decreto municipal 28.550/2025, que restringe e impõe regras para a distribuição voluntária e gratuita de alimentos em espaços públicos de Florianópolis, como a Praça XV. A ação pede que o TJSC declare a inconstitucionalidade do texto. A ação é uma iniciativa do coordenador do Centro de Apoio Operacional do Controle de Constitucionalidade, procurador de Justiça Isaac Sabbá Guimarães, e da promotora de Justiça titular da 33ª Promotoria, Andréa da Silva Duarte. O MPSC entende que o decreto é inconstitucional porque cria regras e restrições sem respaldo prévio em lei municipal. O argumento é que o município de Florianópolis não possui legislação que trate da distribuição de alimentos à população em situação de rua e, portanto, não poderia ter disciplinado o tema por meio de decreto. Publicado em 22 de setembro de 2025, o decreto instituiu o programa “Marmita legal”, que passou a exigir cadastro obrigatório das entidades, apresentação de documentos e planos de trabalho, definição de horários e locais específicos para as ações, além de prever fiscalização e sanções. Para o MPSC, essas imposições são típicas de lei e não poderiam ter sido criadas pelo Executivo de forma autônoma, sem passar pela Câmara de Vereadores. Publicado em 20 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/marmita-legal-acao-do-mpsc-contesta-decreto-que-restringe-doacao-de-alimentos-em-florianopolis/
