Governo pede ao Cade para investigar aumento dos combustíveis

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, encaminhou hoje (10) um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis que foram registrados em postos na Bahia, no Rio Grande do Norte, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e Distrito Federal. O pedido foi encaminhado após representantes de sindicatos reclamarem que distribuidoras desses quatro estados brasileiros e do Distrito Federal estavam elevando os preços de venda dos combustíveis, embora a Petrobras não tenha anunciado aumento nos preços praticados em suas refinarias. Esse aumento, disseram os sindicalistas, estaria sendo justificado pela alta no preço internacional do petróleo, associado aos ataques que vem ocorrendo no Oriente Médio. Notícias relacionadas: Inmetro e ANP combatem fraudes em postos de combustíveis. “Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, diz a Senacon, em nota. Por meio de nota divulgada em suas redes sociais, o SindiCombustíveis da Bahia disse que está preocupado com os efeitos do cenário internacional sobre o mercado de combustíveis no estado. “O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado as cotações do petróleo no mercado internacional e já provoca reflexos no Brasil”, escreveu. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos RN), também em suas redes sociais, escreveu na semana passada que o conflito “já começa a refletir na alta do preço do petróleo no mercado internacional, acendendo um sinal de atenção para o setor de combustíveis no Brasil”. O Minaspreto alertou que a defasagem no preço do diesel já atinge mais de R$ 2 e, na gasolina, quase R$ 1. “As companhias estão restringindo a venda e praticando preços exorbitantes, principalmente para os revendedores marca própria. Já há relatos de postos totalmente secos em Minas Gerais. O Minaspetro está monitorando a situação e irá acionar os órgãos reguladores para mitigar o risco de desabastecimento”, escreveu o sindicato, em suas redes sociais. Em São Paulo, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de São Paulo (Sincopetro), entidade que representa o comércio varejista de derivados de petróleo também vem observando aumento no preço dos combustíveis. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Sincopetro, José Alberto Gouveia, disse que a investigação do Cade será importante para o setor. “O que não pode é o dono do posto levar a culpa como estão tentando fazer. Ele não aumentou porque ele quis, ele aumentou porque aumentou o preço para ele também. Então essa explicação para nós é muito importante”, disse ele. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/governo-pede-ao-cade-para-investigar-aumento-dos-combustiveis
Mulheres estão redesenhando o turismo brasileiro, da decisão de viagens à liderança em negócios

O Ministério do Turismo lançou, no dia 5 de março, o “Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas”, uma publicação que aponta para as mudanças de um setor em transformação. O movimento acompanha um aquecimento histórico: em 2025, os aeroportos brasileiros registraram o recorde de 129,6 milhões de passageiros, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que demonstra o apetite do público por novas experiências.Mas os números também revelam uma mudança de comando silenciosa e poderosa no setor. Dados da UN Tourism, agência das Nações Unidas responsável pela promoção do turismo responsável, sustentável e universalmente acessível, mostram que as mulheres influenciam ou decidem mais de 70% das escolhas relacionadas a viagens no mundo. No Brasil, essa força transbordou para a oferta: cerca de 57% dos negócios turísticos têm mulheres à frente, segundo o IBGE. O crescimento acompanha uma mudança estrutural na economia, com o Sebrae registrando 10,4 milhões de mulheres donas de negócios no país, outro recorde. O novo mapa do desejo Os números mostram que, enquanto o interesse geral por voos nacionais ainda se concentra no eixo Sudeste (São Paulo e Rio de Janeiro), o público feminino está redesenhando o mapa das buscas. Quando o recorte considera apenas as mulheres, os estados do Norte e Nordeste passam a concentrar maior interesse, especialmente em destinos associados à natureza, cultura local e experiências de descanso. Esse protagonismo reflete prioridades pessoais profundas. Um levantamento do Think Olga, em parceria com o projeto “Sonhe como uma garota”, ouviu 1.080 brasileiras e confirmou: em todas as faixas etárias, viajar é o principal desejo. O sonho é compartilhado por 67% das mulheres entre 18 e 29 anos e por cerca de 59% das mulheres acima dos 30 anos. Do “jipe atolado” à gestão de excelência A história de Adriane Brocker Boeira, fundadora da Brocker Turismo, ilustra como essa vontade de desbravar o país se transforma em império econômico. Neta de colonos alemães, Adriane cresceu inspirada pela avó, que percorria as trilhas com um facão na mão e um saco de pinhão nas costas. “O apelido dela sempre foi a Gralha Azul… ao esconder o pinhão, ela esquece e ali nasce uma araucária”, recorda. Em 1995, aos 19 anos, Adriane e sua prima abriram a agência para explorar o ecoturismo em Canela (RS). “A gente comprou um jipe, fazia trekking lá das cascatas… Só que a estrada era muito ruim na época. A gente atolava o jipe nas trilhas e ninguém queria pagar, na época, para andar no mato”, conta. Após décadas de expansão e um estágio na Disney em 2000, ela hoje retorna às origens com projetos no Vale da Lageana. “Hoje vemos cada vez mais mulheres interessadas em experiências ao ar livre. Muitas são elas que puxam a decisão das viagens dentro das famílias”, observa. 30 anos de resistência e impacto social Na mesma Serra Gaúcha, Mayumi Kurimori celebra, em 2025, três décadas à frente da agência Vai Viver, ao lado da sócia Cecília Fortunatti. Ela também começou aos 19 anos, enfrentando o ceticismo de um mercado masculino. “No início, muitas vezes sentimos que precisávamos provar constantemente nossa capacidade técnica e de gestão… era difícil acreditar em ‘2 meninas fazendo negócio’”, relata. Hoje, a empresa atende um público majoritariamente feminino (60%) entre 45 e 65 anos. “São mulheres que trabalham muito, vivem em grandes centros urbanos e encontram nas viagens uma forma de desacelerar e cuidar da saúde física e emocional”, explica. O impacto de Mayumi transborda para a comunidade: “Quando levamos grupos para esses lugares, estamos ajudando a gerar renda e fortalecer iniciativas lideradas por mulheres”. O luxo do ritmo e o valor da autonomia Para Lia Barros, fundadora da Slow & Steady Travel, a inovação está em “perceber com clareza o que o mercado faz no automático e ter coragem para fazer diferente”. Com atuação no Brasil e na Argentina, ela desenhou uma proposta para mulheres 50+ que buscam conforto e propósito. Sua trajetória prova que o empreendedorismo feminino “raramente acontece em linha reta”. Lia enfrentou a pandemia e um tratamento de câncer de mama, o que a levou a reestruturar a empresa para que ela não dependesse exclusivamente de sua presença. “Vivi o impacto da pandemia no turismo; precisei rever formatos de operação… Saia dessa fala de que ‘recomeço é perda’, que traz medo quando deveria trazer coragem decisória”, afirma Lia, que já atendeu cerca de 900 viajantes focando no ritmo humano. Uma transição cultural em curso Apesar das vitórias, o setor ainda lida com o que Lejania Malheiros, presidente da Abeta – Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura, chama de “transição cultural”. Ela nota que percepções antigas ainda persistem, exigindo que mulheres reafirmem sua autoridade técnica constantemente. “Isso mostra que ainda estamos vivendo um momento de transição cultural. O espaço das mulheres no turismo vem crescendo de forma muito consistente, mas algumas percepções e hábitos ainda estão em processo de mudança”, analisa. Para July Costa, diretora de comunicação da Abeta, a conexão entre o feminino e a natureza é a força motriz dessa mudança, com a força, o cuidado e a capacidade de regeneração das mulheres se convertendo cada vez mais na liderança de negócios.“A Abeta tem orgulho de fazer parte desse movimento. Hoje, mais de 70% da diretoria da associação é composta por mulheres, um marco que reflete não apenas representatividade, mas competência, visão e compromisso com o desenvolvimento qualificado do turismo de natureza no Brasil”, afirma. Os recordes do turismo brasileiro nos últimos anos mostram que o mercado ruma para uma maturidade onde a resiliência, a pluralidade e a sensibilidade socioambiental crescem à medida em que as a atuação das mulheres na linha de frente sustenta essa expansão. Lejania conclui que o caminho para superar as barreiras de crédito e renda — onde mulheres ainda ganham 24,4% menos que homens — passa pelo fortalecimento do coletivo. “Acredito muito na força do coletivo para superar essas barreiras. O associativismo tem um papel fundamental nesse caminho, porque cria redes de apoio, dá visibilidade às mulheres que atuam no setor e ajuda a fortalecer referências para as novas gerações.
Prefeitura anuncia programação do aniversário de 353 anos da Capital nesta quinta
Com a aproximação da celebração dos 353 anos da Capital, nesta quinta-feira, 12, às 9h, a Prefeitura de Florianópolis, em evento organizado pelo Instituto Maratona Cultural, recebe a imprensa para coletiva que irá apresentar todos os detalhes da edição 2026 da Maratona e, ainda, o calendário oficial das comemorações do aniversário do município para este ano. O evento acontece no LK Design Hotel, rua Bocaiúva, n. 1755, no Centro. Entre os detalhes da programação, serão conhecidas as entregas de obras previstas, eventos institucionais e as demais atrações que farão parte das festividades durante o mês de março. Aos interessados, confirmar presença até às 14h desta terça, 10 de março, respondendo esta mensagem. Limitação de dois profissionais por veículo, com nome e função devidamente informados. SERVIÇO O que: Coletiva Maratona Cultural e Calendário 353 anos de FlorianópolisOnde: LK Design Hotel, rua Bocaiúva, n. 1755, no CentroQuando: Quinta, 12/03, às 9hQuem: Prefeitura de Florianópolis e Instituto Maratona Cultural (PMF, 09/03/2026) Publicado em 10 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/prefeitura-anuncia-programacao-do-aniversario-de-353-anos-da-capital-nesta-quinta/
Produção científica feminina cresce no Brasil, mas mulheres ainda têm pouca influência em políticas públicas

A busca pela equidade de gênero na pesquisa científica tem avançado, mas a presença de mulheres entre os cientistas de maior impacto nas tomadas de decisões públicas ainda é baixa. É o que mostra relatório da Elsevier, publicado pela Bori, que analisa a atuação feminina na pesquisa científica no período de 2002 a 2022. Segundo o levantamento, o percentual de mulheres entre autores de publicações científicas no país passou de 38%, em 2002, para 49%, em 2022. Quando esses textos se referem às chamadas STEM — pesquisas sobre ciência, tecnologia, engenharia e matemática —, os dados vão de 35%, em 2002, para 45%, em 2022. Outro destaque do estudo, que considera apenas o gênero binário — homens e mulheres —, é que o Brasil está entre os três países com maior representação feminina entre 18 nações analisadas, além da União Europeia. Com 49% de autoras, o país fica atrás apenas de Argentina e Portugal (52%). Ao mesmo tempo, outro relatório recente aponta que o impacto das pesquisas feitas por mulheres está longe de se equiparar ao dos homens. De 107 pesquisadores brasileiros cujos estudos foram citados e analisados por governos, entes públicos e organizações internacionais, apenas 23 são mulheres (21,5% do total), segundo relatório da plataforma Overton, que analisa a influência da ciência sobre políticas públicas, em parceria com a Bori. Entre os cinco cientistas mais influentes em tomadas de decisão, todos são homens: Cesar G. Victora, da Universidade Federal de Pelotas; Carlos Monteiro, da Universidade de São Paulo; Aluísio Barros, da Universidade Federal de Pelotas; Paulo Saldiva, da USP; e Pedro Hallal, também da Universidade Federal de Pelotas. Uma das 23 mulheres citadas no relatório Bori-Overton, a imunologista Ester Sabino, membro titular da Academia Brasileira de Ciências, afirma que fatores culturais afastam as mulheres da liderança nas carreiras científicas. Ela, que liderou o grupo de pesquisadores que detalhou o sequenciamento genético do coronavírus no Brasil durante a pandemia de Covid-19, considera que a dupla e até tripla jornada da mulher é um desafio. “A mulher trabalha bem mais. Além da carreira, se dedica à maternidade e aos cuidados com os pais mais velhos. Esses fatores recaem muito mais sobre a mulher do que o homem e tiram delas um tempo precioso, principalmente no início da carreira”, afirma. Além disso, a professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo diz que é preciso vencer crenças que limitam a atuação das mulheres nas pesquisas.. “Esse ponto é da própria mulher, de não se arriscar em pesquisas nem buscar coordenar atividades. As mulheres são mais conservadoras nos seus projetos e isso é uma questão cultural que você nem percebe que pensa dessa forma”, diz Sabino. Isso se reflete na opção das áreas de pesquisas lideradas por mulheres. Segundo o relatório da Elsevier, a participação feminina supera 60% nas áreas de enfermagem (80%), farmacologia, toxicologia e farmacêutica (62%) e psicologia (61%). O mesmo não é visto em áreas como matemática (19%), ciência da computação (21%) e astronomia (27%), que têm baixa adesão das pesquisadoras. Carolina Brito, física e professora do Instituto de Física da UFRGS, afirma que um desafio é dar conta da carga de tarefas que decorrem do fato de haver poucas mulheres nas ciências exatas. “Como somos poucas, as mulheres acabam sendo muito demandadas para participar de bancas, comissões, avaliações e outras atividades institucionais importantes e que agora têm um certo olhar para a diversidade. Embora necessárias, essas atividades consomem muito tempo e nem sempre têm o mesmo peso na avaliação da carreira que a produção científica, o que pode dificultar ainda mais a progressão profissional.” Ela afirma que há um movimento feminista na física, que contou com a liderança de pesquisadoras como Márcia Barbosa e Elisa Saitovitch, entre outras, e que produziu diversos levantamentos sobredesigualdade de gênero. “Lembro de um estudo, por volta de 2010, mostrando que mulheres na física com bolsa nível 2 do CNPq tinham, em média, o dobro de publicações em comparação aos homens, mas mesmo assim permaneciam represadas nos níveis da carreira. Quando esses dados foram apresentados, o Comitê Assessor do CNPq passou a reconhecer o problema e promoveu mudanças que ajudaram a corrigir essa distorção”, diz. Quando o assunto é a repercussão em políticas públicas que possam retornar à sociedade em forma de serviços e direitos garantidos, Sabino volta a enfatizar a importância de decisões mais arrojadas por parte das cientistas e da ampliação de oportunidades para que elas liderem projetos de grande impacto. A ONU Mulheres destaca que, embora haja desafios mundiais em relação à equidade de gênero, o Brasil está alinhado com as demandas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para inclusão de meninas e mulheres na ciência. E o foco este ano será voltado à inclusão digital, especialmente em comunidades vulneráveis. Gallianne Palayret, representante da ONU Mulheres no Brasil, destaca o projeto Mulher+Tech, uma parceria da entidade, com a iniciativa privada e o governo. “Ele será implementado em 2026, para capacitar e incluir digitalmente mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade”, afirma. Veja a lista completa das 23 cientistas mais citadas em documentos relacionados a tomadas de decisão, segundo o relatório Bori-Overton: 1. Agnieszka E Latawiec – PUC-RJ2. Ane Alencar – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia3. Beatriz Grinsztejn – Fiocruz4. Blandina Felipe Viana – Universidade Federal da Bahia5. Deborah Carvalho Malta – Universidade Federal de Minas Gerais6. Éster Cerdeira Sabino – Universidade de São Paulo7. Fernanda Rauber – Universidade de São Paulo8. Flávia Ribeiro Machado – Unifesp9. Giselda Durigan – Instituto Florestal10. Gulnar Azevedo e Silva – Universidade Estadual do Rio de Janeiro11. Ima Célia Guimarães Vieira – Museu Paraense Emílio Goeldi12. Juliana Hipólito – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia / Universidade Federal da Bahia13. Liana O Anderson – Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais14. Ludhmila Abrahão Hajjar – Universidade de São Paulo15. Maria Laura da Costa Louzada – Universidade de São Paulo16. Mercedes Bustamante – Universidade de Brasília17. Micheline de Sousa Zanotti Stagliorio Coêlho – Universidade de São Paulo18. Neha Khandpur – Universidade de São Paulo19.
Garapuvu preocupa moradores e expõe desafios da arborização na Capital
Moradores da servidão Joaquim Claudino Matos, no Saco dos Limões, temem a queda de um antigo garapuvu que está com sinais de instabilidade e encostado numa das casas. A árvore está no local há mais de 50 anos e as pessoas não sabem como agir sem orientação do município, afinal, é uma espécie nativa e símbolo de Florianópolis. Segundo o município, como é um terreno particular, a poda é responsabilidade do cidadão e pode ser feita com requisição autodeclaratória, seguindo as regras. O município, inclusive, acaba de lançar um manual para trazer mais clareza sobre o que deve ser feito nessa e em outras situações. A analista administrativa Vitória Alexandra Afonso Ferreira, 22 anos, mora no terreno onde está o garapuvu e diz que a situação piorou nos últimos anos com a exposição das raízes e a queda frequente de galhos. “Não tememos o bem material, mas pela vida das pessoas. Crianças passam aqui indo para a escola. E eu estou grávida, fui duas vezes para o hospital com ansiedade quando tem tempestade.” POR POUCO Se a árvore cair, pode atingir diversas residências. “Pelo tamanho dela, pode pegar pelo menos umas seis casas. A dona Maria é a que está mais em risco”, diz Vitória, referindo-se à aposentada Maria Edília Correa, de 72 anos, que já escapou por pouco de um acidente. “Caiu um galho grande no meio da minha casa. Quebrou tudo. Eu tinha saído da mesa, senão, tinha caído em mim”, relata. Quem também passa diariamente pelo local é o aposentado Miguel Flores Patrício, morador do bairro há décadas. Ele diz que evita circular perto da árvore quando venta. “Se ela tombar, vai pegar várias casas. Já chamamos tudo quanto é órgão, mas ninguém resolveu.” Floram faz um diagnóstico das árvores em ruas e avenidas A Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) iniciou um amplo trabalho de diagnóstico da arborização nas vias públicas de Florianópolis. A iniciativa faz parte do primeiro Plano Municipal de Arborização Urbana e resultou no lançamento do Manual de Arborização Urbana da Capital, com orientações técnicas para o plantio e manejo de árvores na cidade. O engenheiro agrônomo da Floram, Luiz Antônio dos Santos Júnior, explica que o trabalho surgiu a partir de um inventário focado no Centro, que apontou um déficit de árvores nas áreas mais urbanizadas. “Temos boa cobertura de vegetação nos morros, mas nas áreas centrais e mais densamente urbanizadas existe uma deficiência”, afirma. O levantamento mostrou que, enquanto algumas regiões de morro do Centro têm 32% de cobertura arbórea, nas vias públicas o índice cai para 7%. “É justamente onde as pessoas caminham, onde vão para o comércio e fazem suas atividades. Precisamos tornar a cidade mais ‘caminhável’ e confortável, inclusive diante dos eventos climáticos cada vez mais intensos”, diz. Cinquenta árvores O diagnóstico identificou espécies exóticas, muitas delas plantadas no passado por crescerem rápido e oferecerem sombra, mas nem sempre adequadas ao ambiente urbano. A partir disso, técnicos da Floram trabalham em propostas para melhorar o planejamento da arborização da cidade. Uma das primeiras iniciativas foi o projeto “50 Árvores de Floripa”, que identificou espécies nativas com potencial para uso urbano. “A ideia é valorizar o patrimônio natural que temos e adaptar as escolhas às condições urbanísticas da cidade”, explica o agrônomo Santos. O novo manual reúne orientações sobre escolha de espécies, critérios de plantio e cuidados com a arborização. Paralelamente, a Floram faz um mapeamento preliminar das árvores nas vias públicas. Até agora, mais de 17 mil foram registradas, mas a estimativa é que Florianópolis tenha entre 25 mil e 30 mil árvores nas ruas e avenidas. Após o diagnóstico, o município vai analisar quais precisam ser substituídas. “Depois vamos partir para um diagnóstico mais detalhado, analisando espécie, porte, conflitos com rede elétrica, edificações e outros fatores”, explica o agrônomo. ANÁLISE INDIVIDUAL A etapa seguinte prevê a contratação de equipes de campo para avaliar individualmente as árvores por amostragem. O resultado servirá de base para programas e diretrizes do Plano Municipal de Arborização. “O diagnóstico vai indicar quais bairros são mais deficientes em arborização e onde devemos concentrar as primeiras ações, inclusive com projetos de revitalização de calçadas e diálogo com concessionárias de energia para adequação da rede elétrica”, afirma. O plano também deverá passar por consultas públicas. A proposta é alinhar a política municipal às diretrizes do Plano Nacional de Arborização Urbana, lançado no ano passado, mas respeitando as características específicas de Florianópolis. (ND, 10/03/2026) Publicado em 10 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/garapuvu-preocupa-moradores-e-expoe-desafios-da-arborizacao-na-capital/
Bolsa sobe 1,4% em dia de redução nas tensões no Oriente Médio

Em mais um dia de recuperação no mercado financeiro, a bolsa voltou a subir, superando os 183 mil pontos. O dólar teve leve recuo, após iniciar o dia em alta. O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta terça-feira (10) aos 183.447 pontos, com alta de 1,4%. Essa foi a maior alta diária desde 24 de fevereiro, impulsionada principalmente por ações de bancos. Notícias relacionadas: Resistência do Irã pressiona Estados Unidos a encerrarem guerra. Ações de Israel no Líbano deslocam 667 mil pessoas em uma semana. Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,157, com queda de 0,15%. A cotação chegou a subir para R$ 5,18 durante a manhã, caiu para R$ 5,13 por volta das 14h20. O ritmo de queda, no entanto, diminuiu no fim da tarde, em meio a receios de que o Irã instale minas no Estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu às ameaças do Irã e afirmou que o país daria uma “resposta militar sem precedentes” caso haja minas no Estreito de Ormuz. Trump, no entanto, disse que não ter recebido relatos da instalação de tais dispositivos. A cotação internacional do petróleo teve um dia de forte queda nesta terça, em reação às declarações de Trump de que a guerra no Oriente Médio estava perto do fim. O barril do Tipo Brent, usado nas negociações internacionais, fechou o dia em US$ 87,80, com recuo de 11%. Por causa da redução no preço do petróleo, as ações da Petrobras, que têm o maior peso no índice Ibovespa, caíram nesta terça. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) recuaram 0,19%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) caíram 0,53%. *Com informações da Reuters Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/bolsa-sobe-14-em-dia-de-reducao-nas-tensoes-no-oriente-medio
Mostra Sesc de Cinema abre inscrições para exibir filmes independentes

Cineastas e produtores independentes de todo o Brasil com obras finalizadas a partir de 1º de janeiro de 2024 e que não tenham sido exibidas em circuito comercial ou em serviços comerciais de vídeo on demand já podem se inscrever na 9ª edição da Mostra Sesc de Cinema. Também estão aptas a participar obras exibidas somente em seu estado de inscrição. As inscrições para curtas, médias e longas-metragens podem ser feitas até o próximo dia 31 de março pelo site sesc.com.br/mostradecinema. O regulamento para a Mostra, também está disponível no mesmo endereço. Um dos alertas da organização é que somente serão aceitas somente inscrições de realizadores residentes nos 21 estados que participam desta edição da Mostra. Os Curtas precisam ter de 2 a 29 minutos; os Médias de 30 a 69 minutos e os Longas acima de 70 minutos. O resultado será divulgado até 1º de julho. Os filmes serão selecionados para três grupos. O primeiro deles é o Panorama Brasil, que levará 21 produções para exibição em espaços de vários estados do país. No Panorama Estadual, os filmes circularão por espaços em seus respectivos estados de origem. No caso da Região Norte, será realizado um Panorama Regional, reunindo as produções selecionadas nos estados participantes da região. Já o Panorama Infanto-Juvenil terá até 10 obras voltadas a esse público. As exibições do Panorama Brasil e Infantojuvenil serão realizadas no mês de setembro de 2026. As exibições do Panorama Estadual ocorrerão entre outubro e dezembro. Além da oportunidade de exibição, os vencedores serão premiados com licenciamentos, que somam um valor total de até R$ 255 mil. Ao longo das suas oito edições, a Mostra já licenciou cerca de 400 obras do audiovisual independente nacional. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-03/mostra-sesc-de-cinema-abre-inscricoes-para-exibir-filmes-independentes
Plano para ‘cidades verdes’ projeta reciclagem de 34,5% do lixo seco; hoje, é só 1,82%

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou, na última sexta-feira (6/3), o texto-base do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR), que estabelece diretrizes, metas e o Plano de Ação Federal 2025-2026 para fortalecer a sustentabilidade e a adaptação climática nas cidades brasileiras. “A medida busca integrar planejamento urbano, mobilidade sustentável, gestão de resíduos, eficiência energética e a proteção dos recursos naturais no ambiente urbano”, ressaltou o secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf. O tratamento do lixo recolhido nas cidades é um dos temas abordados no texto. Segundo métrica adotada pelo MMA, a taxa de efetiva reciclagem é baixa. “Elevar a taxa de recuperação de resíduos recicláveis secos e orgânicos em relação à quantidade total coletada de resíduos sólidos urbanos para 34,5% até 2035, por meio da ampliação da coleta seletiva, fortalecimento das unidades de triagem e compostagem e promoção de incentivos à reciclagem e ao manejo de resíduos orgânicos”, diz trecho do documento. Que contrapõe, no trecho seguinte: “Apesar de estimativas extraoficiais que indicam um percentual maior de reciclagem de resíduos, a meta adotou como linha de base a referência oficial do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, que indica que atualmente apenas 1,82% dos resíduos recicláveis secos e orgânicos são recuperados em relação à quantidade total coletada”. Programa foi instituído em 2024 Instituído em 2024 e coordenado pelo MMA, em parceria com o Ministério das Cidades e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o PCVR é uma das respostas do Brasil à emergência global do calor extremo urbano, que agrava desigualdades e intensifica o efeito das ilhas de calor. A abordagem do programa visa aumentar a qualidade ambiental e a resiliência urbana por meio de governança multinível, Soluções baseadas na Natureza (SbN) e tecnologias eficientes. A resolução aprovada pelo Comitê Gestor do Programa Cidades Verdes Resilientes (CG-PCVR) consolida os princípios e eixos estratégicos da iniciativa e orienta a atuação da União em apoio a estados e municípios. O documento também define metas nacionais e prioridades para os primeiros ciclos de implementação do programa. O texto estabelece ainda metas voltadas à melhoria da qualidade ambiental urbana, mobilidade urbana e ao fortalecimento da adaptação climática nas cidades. Entre os objetivos previstos está a ampliação da cobertura vegetal em áreas urbanas, com meta de expansão de 180 mil hectares até 2035. O programa também busca fortalecer a arborização urbana, com a meta de que 57% da população viva em ruas com três ou mais árvores, além de incentivar a adoção de soluções baseadas na natureza em 17,5% dos municípios, com o objetivo de reduzir riscos climáticos e melhorar as condições ambientais nas cidades. Outras metas incluem ampliar a capacidade adaptativa em 35% dos municípios brasileiros e promover a adoção de tecnologias urbanas de baixo carbono em 30% das cidades. O programa também prevê a ampliação progressiva da mobilidade ativa — com incentivo a deslocamentos a pé e por bicicleta —, com metas de 34,5% até 2030, 37% até 2035, 39,5% até 2040 e 44,5% até 2050. Adesão ao programa Estados, municípios, consórcios públicos e outras instituições podem formalizar a participação por meio de manifestação institucional e assinatura de termo de compromisso. A adesão permite acesso a apoio técnico, capacitações, metodologias e oportunidades de articulação com parceiros nacionais e internacionais. As regras constam na Resolução CG-PCVR nº 2/2026, publicada no Diário Oficial da União. A iniciativa também prevê a formação de uma rede de cooperação entre governos, instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil e setor privado para fortalecer a implementação de soluções urbanas sustentáveis. Governança O conjunto de resoluções inclui ainda a Resolução CG-PCVR nº 3/2026, que aprova o regimento interno do comitê gestor. O documento estabelece regras de funcionamento do colegiado responsável por coordenar o planejamento, a implementação e o monitoramento das ações do PCVR. Entre as atribuições do comitê estão a definição de diretrizes estratégicas, a articulação entre políticas públicas e o acompanhamento das metas da iniciativa. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/plano-para-cidades-verdes-projeta-reciclagem-de-345-do-lixo-seco-hoje-e-so-182/
Olhar Brasil | A Magia em Floripa: Cidade Criativa em Gastronomia
O episódio do Olhar Brasil desvenda os encantos da Ilha da Magia, com histórias de moradores locais, costumes, tradições, mitos e lendas que fazem de Florianópolis um destino turístico único. Ainda destaca a gastronomia local, eleita como Cidade Criativa UNESCO em gastronomia desde 2014. Feito em parceria com a TV UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. (TV Brasil, 28/02/2026) Publicado em 10 março de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/03/olhar-brasil-a-magia-em-floripa-cidade-criativa-em-gastronomia/
Engenharia por trás do espetáculo: como a Maratona Cultural de Florianópolis mobiliza tecnologia, segurança e planejamento técnico

Quando o público chega aos palcos da Maratona Cultural de Florianópolis 2026, o que se vê é arte, música, teatro e celebração. O que nem sempre aparece, mas é essencial, é a engrenagem técnica que sustenta cada estrutura, iluminação, palco, instalação elétrica e plano de segurança. Grandes eventos urbanos exigem um planejamento de engenharia complexo que envolve cálculos estruturais, dimensionamento de cargas, projetos elétricos, sonorização, acessibilidade, prevenção de incêndios e rotas de evacuação. Em uma cidade com múltiplos espaços abertos e fechados, como Florianópolis, a atuação técnica se torna ainda mais estratégica. Para cada palco montado, há estudos de resistência de materiais, análise de solo, adequação às normas de segurança e emissão de Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs). A engenharia garante que estruturas temporárias suportem equipamentos e artistas, mas também condições climáticas variáveis e grandes fluxos de público. Além da segurança estrutural, o evento também mobiliza engenheiros eletricistas, civis, de produção e de segurança do trabalho, que atuam desde a fase de concepção até a desmontagem. A cadeia técnica envolve ainda empresas especializadas em montagem, climatização, sistemas de som e de iluminação de grande porte. A presença de profissionais habilitados e registrados assegura que o espetáculo ocorra dentro dos parâmetros legais e técnicos, reforçando a cultura da responsabilidade: “Quando falamos em um festival que ocupa diferentes espaços da cidade e recebe milhares de pessoas, existe um trabalho técnico muito grande por trás. A engenharia está presente desde o planejamento das estruturas até a segurança de quem participa. É um trabalho cuidadoso que garante que a cultura possa ocupar a cidade com responsabilidade”, afirma Paula Borges, presidente do Instituto Maratona Cultural. Para o setor da engenharia, eventos como a Maratona Cultural de Florianópolis representam a geração de demanda e também uma vitrine para inovação. Soluções modulares, estruturas mais leves e resistentes, tecnologias de eficiência energética e sistemas inteligentes de monitoramento fazem parte do novo padrão técnico exigido pelas produções contemporâneas. “Eventos de grande porte demandam planejamento, responsabilidade técnica e a atuação de profissionais legalmente habilitados em todas as etapas. Valorizar as profissões da engenharia é reconhecer sua contribuição para a segurança das pessoas, para o cumprimento das normas e para a qualidade das estruturas e serviços. A presença de responsáveis técnicos é indispensável para resguardar quem participa e quem trabalha, assegurando que cada espetáculo aconteça com organização e segurança”, destaca o presidente do CREA-SC, Eng. Kita Xavier. Em um evento do porte da Maratona Cultural, nada é improviso. Antes da primeira nota soar no palco, já houve cálculo, vistoria, projeto aprovado e responsabilidade técnica assinada. A arte ocupa o centro da cena, mas é a engenharia que garante que tudo fique de pé, literalmente. Em uma capital que recebe milhares de pessoas nas ruas e equipamentos culturais ao longo do ano, a segurança não é um detalhe: é uma condição básica para que o espetáculo aconteça. A 12ª Maratona Cultural de Florianópolis é uma realização do Instituto Maratona Cultural, Ministério da Cultura e do Governo Federal. O evento é viabilizado por meio da Lei Rouanet e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Conta com patrocínio de Mercado Livre, Petrobras, Aurora Coop, Teltec Solutions, Sicoob e da Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer e da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes. Apoio da Fundação Catarinense da Cultura e Governo do Estado de Santa Catarina. Apoio Cultural IBAGY, WKoerich, Cassol Centerlar, Iber Músicas, CDL Florianópolis e Koerich. Serviço | Maratona Cultural de Florianópolis 2026 O quê: 12ª Maratona Cultural de Florianópolis Quando: 20 a 23 de março de 2026 Onde: 107 endereços de Floripa Ingressos gratuitos. Shows na Arena Floripa: retirada no site pensanoevento.com.br/maratonacultural – 1 por CPF Crianças até 7 anos: entrada gratuita na Arena Floripa sem necessidade de ingresso Área PCD (Arena Floripa): ingressos gratuitos, sujeitos à lotação Camarote Arena Floripa: vendas em pensanoevento.com.br/maratonacultural Teatros e espaços fechados: retirada gratuita e presencial na bilheteria. Teatro Ademir Rosa (CIC): 2h antes do início de cada espetáculo Demais teatros e espaços: 1h antes do início de cada espetáculo FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/engenharia-por-tras-do-espetaculo-como-a-maratona-cultural-de-florianopolis-mobiliza-tecnologia-seguranca-e-planejamento-tecnico/
