Spotlight Paraíba conecta startups locais ao ecossistema global de inovação

Spotlight Paraíba - DIVULGAÇÃO

O Spotlight Paraíba, iniciativa ligada ao Web Summit, chega a João Pessoa, Paraíba, no dia 20 de março de 2026, com o objetivo de iluminar o ecossistema de inovação local e conectar fundadores a investidores, líderes de tecnologia e operadores globais. O evento será realizado no Centro de Convenções Poeta Ronaldo Cunha Lima, reunindo startups paraibanas com potencial internacional. A programação de Spotlight inclui uma competição de pitch aberta a startups da Paraíba, oferecendo a oportunidade de apresentarem suas soluções no palco diante de uma audiência global. As empresas selecionadas poderão disputar prêmios e visibilidade, com destaque para três vencedores que receberão um pacote completo para participar do Web Summit Rio 2026, incluindo exposição no evento, acesso a reuniões com investidores, mentoria e chances de captação de recursos. Além da competição, o Spotlight Paraíba se propõe a proporcionar networking intenso e acesso direto a uma comunidade global de inovação, explorando novas oportunidades de parcerias e negócios internacionalizados. Startups, empreendedores e atores do ecossistema local poderão interagir com representantes de grandes hubs tecnológicos, fundos de investimento e operadores de mercado. A chamada também incentiva fundadores paraibanos a se inscreverem e posicionarem suas empresas no cenário global de tecnologia e empreendedorismo, reforçando o papel estratégico da Paraíba na produção de soluções inovadoras e na integração com comunidades internacionais de startups. FONTE: SPOTLIGHT PARAIBA fonte https://santotech.com.br/spotlight-paraiba-web-summit-startups-pitch-joao-pessoa/

Consulta pública sobre os Engenhos de Farinha de Mandioca mobiliza comunidades em Santa Catarina

A consulta pública dos saberes associados aos Engenhos de Farinha de Mandioca de Santa Catarina está aberta e representa uma oportunidade para que a população contribua diretamente com o reconhecimento e a valorização desse importante patrimônio cultural. Coordenada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a iniciativa busca reunir informações, relatos, memórias e opiniões de pessoas que vivem, praticam ou conhecem de perto essa tradição. O objetivo é fortalecer o processo de reconhecimento dos engenhos como bem cultural de relevância histórica e social. (Confira a matéria completa em Portal Sul de Floripa, 23/02/2026) Publicado em 24 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/consulta-publica-sobre-os-engenhos-de-farinha-de-mandioca-mobiliza-comunidades-em-santa-catarina/

Brasil no top 3 global de alvos de ransomware

Brasil no top 3 global de alvos de ransomware

O Brasil está entre os três países com maior volume de detecções de ransomware no mundo e tem sido alvo recorrente de ataques que exploram ferramentas legítimas do ecossistema Microsoft. É o que aponta o “Relatório de Ameaças Cibernéticas da Acronis – 2º Semestre de 2025: De exploits à IA maliciosa”, divulgado pela Acronis, empresa global de cibersegurança e proteção de dados.  Com base em dados de telemetria coletados pela Unidade de Pesquisa de Ameaças da Acronis (TRU), o estudo mostra que o Brasil ficou atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia em volume de detecções de ransomware no período analisado, sendo o primeiro absoluto na América Latina. Os dados indicam que ataques baseados em e-mail continuaram a crescer. No segundo semestre do ano passado, o volume médio de ataques por organização aumentou 16% em comparação com o ano anterior, enquanto o número de ataques por usuário cresceu 20%. O phishing, golpe cibernético de engenharia social onde criminosos se passam por entidades confiáveis (bancos, empresas, conhecidos) via e-mail, SMS ou redes sociais para roubar dados confidenciais, como senhas, números de cartão de crédito e informações bancárias, permaneceu como o principal vetor inicial de comprometimento, responsável por 52% dos ataques direcionados a provedores de serviços gerenciados. Além do Windows: colaboração e IA ampliam superfície de ataque  No Brasil, o relatório registrou uso recorrente de ferramentas legítimas do sistema operacional Windows em cadeias de ataque. O PowerShell, por exemplo, aparece como a aplicação mais abusada, padrão também observado nos Estados Unidos e na Alemanha. Tal técnica reduz a dependência de arquivos maliciosos tradicionais e dificulta a detecção por soluções baseadas apenas em assinatura. Outro apontamento feito pelo estudo é o crescimento de ataques avançados em plataformas de colaboração. A proporção desse tipo de ameaça passou de 12% em 2024 para 31% em 2025 em nível global, movimento observado de forma consistente em países com grande base corporativa conectada, como o Brasil. IA otimizada para ajudar em ataques Em relação ao uso de inteligência artificial, o relatório descreveu sua aplicação por grupos criminosos em etapas como reconhecimento de alvos, engenharia social e negociação de ransomware. Entre os casos documentados, há registros de uso de sistemas automatizados para gerenciar múltiplas extorsões simultâneas e para produzir conteúdos falsos usados em golpes de sequestro virtual. “À medida que as ameaças cibernéticas evoluem em um ritmo acelerado, 2025 mostrou que os atacantes não estão apenas ampliando métodos tradicionais como phishing e ransomware, mas também estão aproveitando a inteligência artificial para agir mais rápido, de forma mais eficiente e em maior escala”, disse Gerald Beuchelt, CISO na Acronis. “Os atacantes estão integrando cada vez mais a inteligência artificial em suas operações, então o cenário de cibersegurança está entrando em uma nova era. Essa mudança exige que as organizações antecipem ameaças, automatizem defesas e construam sistemas resilientes capazes de resistir a ataques tradicionais e impulsionados por inteligência artificial”, completou. Panorama global  O ransomware manteve posição central entre as ameaças monitoradas. Mais de 7.600 vítimas foram divulgadas publicamente por grupos criminosos ao longo do segundo semestre de 2025. Os grupos mais ativos foram Qilin, Akira e Cl0p, enquanto os setores mais atingidos foram manufatura, tecnologia e saúde, áreas com alta dependência de disponibilidade operacional. O relatório também identificou os riscos contínuos associados a ataques à cadeia de suprimentos e a provedores de serviços gerenciados. Ferramentas de acesso remoto, como AnyDesk e TeamViewer, foram exploradas em campanhas que afetaram mais de 1.200 vítimas indiretas em nível global. fonte https://santotech.com.br/brasil-no-top-3-global-de-alvos-de-ransomware/

Prefeitura e MP pedem perícia para definir futuro da antiga rodoviária

A FloripAmanhã realiza um monitoramento de mídia para republicação de notícias relacionadas com o foco da Associação. O chamado “Radar da Cidade” veicula notícias selecionadas para promover o debate e o conhecimento sobre temas como planejamento urbano, meio ambiente, economia criativa, entre outros assuntos relevantes de Florianópolis. As notícias veiculadas nesta seção não necessariamente refletem a posição da FloripAmanhã e são de responsabilidade dos veículos e assessorias de imprensa citados como fonte. fonte https://floripamanha.org/2026/02/prefeitura-e-mp-pedem-pericia-para-definir-futuro-da-antiga-rodoviaria/

Governo suspende importação de cacau da Costa do Marfim

Governo suspende importação de cacau da Costa do Marfim

O Ministério da Agricultura e Pecuária suspendeu temporariamente a importação de cacau da Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24). A suspensão entra em vigor imediatamente e vale para as amêndoas fermentadas e secas.  De acordo com o ministério, a decisão foi adotada por causa da possibilidade de mistura de cacau produzido em países vizinhos à Costa do Marfim nas cargas destinadas ao Brasil, o que eleva o risco de entrada de pragas e doenças em território brasileiro. Esses países não têm autorização para exportar cacau ao Brasil, diferentemente da Costa do Marfim.  Notícias relacionadas: Alta mundial do cacau impacta custos do chocolate e vendas da Páscoa. “A medida fundamenta-se no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos de países vizinhos para o território marfinense, o que possibilita a mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil”, informa o despacho publicado no Diário Oficial.  A pasta determinou que as secretarias de Comércio e Relações Internacionais e de Defesa Agropecuária apurem “fatos de triangulação de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da República da Costa do Marfim, com possíveis implicações fitossanitárias”. A suspensão permanecerá até a apresentação de documento formal pela Costa do Marfim, garantindo que não há risco da presença de amêndoas de cacau de países vizinhos nas cargas com destino ao Brasil.  Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/governo-suspende-importacao-de-cacau-da-costa-do-marfim

IA eleva o risco cibernético nos data centers

Analise de data centers - imagem gerada por ia

Ataques de phishing habilitados por IA e ransomwares cada vez mais sofisticados estão aumentando o volume de ameaças que buscam explorar ambientes de tecnologia operacional  em todos os setores, com destaque para os data centers, segundo alerta distribuído hoje no Brasil pela Honeywell. A segurança dos data centers, afirma a empresa, exige um ecossistema integrado e adaptável que permita antecipar ameaças e garantir a resiliência da operação. Nos data centers, esse desafio é agravado pela convergência entre TI e OT. Sistemas de gestão predial, HVAC e sensores de IoT podem se tornar pontos de entrada para intrusões cibernéticas caso não sejam monitorados ou atualizados adequadamente. Ao mesmo tempo, o cenário de ameaças físicas também está mudando. Avanços na tecnologia de drones, por exemplo, podem viabilizar atividades de vigilância mais sofisticadas ou tentativas de acesso não autorizado: “Para se manter à frente dessas ameaças cada vez mais complexas, a segurança dos data centers deve evoluir além de sistemas e ferramentas isolados, em direção a um ecossistema de segurança totalmente conectado”, alerta Michael Giannou, Global General Manager da vertical de Data Centers da Honeywell. Segundo o comunicado, com a rápida expansão da Inteligência Artificial e dos serviços em nuvem, no ano de 2025 foi registrada uma demanda recorde por data centers, o que aponta crescimento nos próximos anos. Só no Brasil, a estimativa é que o investimento em data centers pode somar ao menos R$ 60 bilhões nos próximos quatro anos, despontando como um dos principais players do setor no mundo, segundo relatório da agência de classificação de risco Moody’s. No entanto, à medida que o investimento nessas instalações críticas segue em crescimento, também aumentam as oportunidades e a exposição a vulnerabilidades e ameaças à segurança. O mercado está entrando em uma nova era em que proteger data centers — e qualquer infraestrutura crítica — exige mais do que uma defesa reativa. É necessário um ecossistema integrado e adaptável que amplie a consciência situacional, automatize a detecção e a resposta e antecipe ameaças antes que elas se agravem, diz o alerta. Um cenário híbrido de ameaças em evolução As táticas de intrusão cibernética evoluem tão rapidamente quanto as tecnologias que visam atacar, e, ao longo do próximo ano, o ritmo e a escala dos ataques devem continuar a crescer. Ataques de phishing habilitados por IA e ransomwares cada vez mais sofisticados estão aumentando o volume de ameaças que buscam explorar ambientes de tecnologia operacional  em todos os setores. Em um estudo recente, a Honeywell identificou um aumento de 46% nos incidentes de extorsão por ransomware. Como os controles físicos e de cibersegurança devem evoluir O futuro da segurança em data centers está baseado na integração, unificando inteligência física, digital e operacional em um único sistema coeso. Atualmente, plataformas baseadas em nuvem tornam possível conectar esses diferentes ambientes. Uma abordagem unificada integra aplicações de segurança em múltiplos níveis para conectar a defesa física e cibernética, permitindo que operadores de data centers visualizem seu perfil de risco de ponta a ponta. Ao combinar controle de acesso, videomonitoramento, detecção de intrusão e cibersegurança em um único centro de comando, os operadores obtêm visibilidade em tempo real, reduzem pontos cegos e aprimoram sua capacidade de resposta. Entre as principais tecnologias que viabilizam essa integração estão: Videomonitoramento habilitado por IA, capaz de detectar e classificar anomalias, como acessos não autorizados, movimentações incomuns ou irregularidades, e acionar alertas automáticos ou fluxos de trabalho. Credenciais móveis e autenticação avançada, que oferecem controle de acesso seguro e rastreável. Diferentemente de cartões físicos, que podem ser perdidos ou clonados com facilidade, credenciais móveis vinculadas à verificação biométrica protegem a identidade do usuário e reduzem fricções. Integração de cibersegurança, para garantir que todos os dispositivos conectados na instalação — de sistemas HVAC a sensores IoT — estejam protegidos, atualizados e continuamente monitorados contra tentativas de intrusão. Controle de acesso baseado em nuvem, que permite a gestão e supervisão remotas dos sistemas de segurança, facilitando a atualização de permissões, o monitoramento de registros de acesso e a resposta oportuna a incidentes a partir de qualquer local. Quando essas tecnologias operam de forma integrada, os operadores alcançam maior consciência situacional, detecção mais rápida e capacidade de automatizar respostas a emergências — seja identificando um dispositivo comprometido, bloqueando automaticamente uma área ou acionando o sistema de CFTV para capturar evidências críticas. fonte https://santotech.com.br/ia-eleva-o-risco-cibernetico-nos-data-centers/

Volta às aulas: saiba como preparar emocionalmente as crianças para a retomada da rotina escolar

Volta às aulas: saiba como preparar emocionalmente as crianças para a retomada da rotina escolar

Mudanças no sono, irritabilidade e resistência para voltar à escola são reações comuns nas primeiras semanas do ano letivo. Segundo o psicólogo Filipe Colombini, especialista em orientação parental, o período exige mais do que organizar mochila e uniforme: é preciso preparar emocionalmente a criança para a transição das férias para a rotina escolar. “O retorno às aulas representa uma quebra importante de ritmo. Quando acontece de forma brusca e repentina, pode gerar insegurança emocional, estresse e até sintomas físicos, como dores de cabeça ou de barriga”, explica. Ajustar gradualmente os horários é uma das medidas mais eficazes, sendo que o sono é um dos pontos essenciais deste processo. “O ideal é antecipar o horário de dormir em cerca de 15 a 20 minutos por noite até alcançar o despertar da rotina escolar. O mesmo vale para refeições, banho e momentos de descanso. A previsibilidade reduz a ansiedade porque a criança passa a saber o que esperar do dia”, indica Colombini. Criar pequenos rituais também pode ajudar no retorno às aulas, conforme o psicólogo. “Separar o material juntos, escolher a roupa na noite anterior e conversar sobre quem ela encontrará na escola tornam a volta mais concreta e ajuda a diminuir a ansiedade”, explica. Outro ponto fundamental é acolher os sentimentos. “Nem toda resistência é birra, muitas vezes é ansiedade. Quando o adulto minimiza ou apressa a criança, ela se sente sozinha diante do medo”, afirma Colombini. Perguntas abertas como “o que você acha que vai ser mais difícil?” ou “tem algo que te preocupa?” facilitam a expressão emocional. Segundo o especialista, alguns comportamentos merecem atenção dos pais. São eles, choro intenso por mais de duas semanas, queixas físicas frequentes antes de sair para a escola, regressões (voltar a fazer xixi na cama, por exemplo) e alterações persistentes no sono ou apetite. “Nesses casos, vale conversar com a escola e considerar avaliação profissional”, diz. A parceria com professores também contribui para a adaptação. Avisar sobre mudanças recentes — nascimento de um irmão, divórcio dos pais ou estar de casa nova — permite que a equipe escolar ofereça acolhimento mais adequado. Para o psicólogo, o principal é evitar pressa. “A adaptação é um processo, não um dia específico. Quando a criança se sente segura emocionalmente, o aprendizado acontece com mais naturalidade.” Preparar a volta às aulas, portanto, vai além da lista de materiais: envolve sono, rotina previsível, escuta ativa e presença emocional dos cuidadores. “São fatores que tornam o início do ano mais leve e positiva para toda a família”, conclui Colombini. Mais sobre Filipe Colombini: psicólogo, fundador e CEO da Equipe AT, empresa com foco em Acompanhamento Terapêutico (AT) e atendimento fora do consultório, que atua em São Paulo (SP) desde 2012. Especialista em orientação parental e atendimento de crianças, jovens e adultos. Especialista em Clínica Analítico-Comportamental. Mestre em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Professor do Curso de Acompanhamento Terapêutico do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas – Instituto de Psiquiatria Hospital das Clínicas (GREA-IPq-HCFMUSP). Professor e Coordenador acadêmico do Aprimoramento em AT da Equipe AT. Formação em Psicoterapia Baseada em Evidências, Acompanhamento Terapêutico, Terapia Infantil, Desenvolvimento Atípico e Abuso de Substâncias.  FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/volta-as-aulas-saiba-como-preparar-emocionalmente-as-criancas-para-a-retomada-da-rotina-escolar/

Planejar a cidade também passa por garantir moradia popular

O problema que Florianópolis não pode mais empurrar para depois

Artigo de Carlos LeitePresidente do Sinduscon Grande Florianópolis O debate público em torno de projetos de habitação de interesse social é legítimo e necessário. Questionar, pedir esclarecimentos e buscar compreender os impactos de uma intervenção urbana faz parte do exercício da cidadania. O que não pode acontecer é esse debate ser contaminado por desinformação, generalizações ou pelo medo de dividir a cidade com quem historicamente sempre esteve à margem dela. Florianópolis vive há décadas um paradoxo urbano: é uma cidade com alta qualidade de vida, mas que empurrou grande parte de sua população trabalhadora para áreas cada vez mais distantes dos centros de emprego, serviços e infraestrutura. O resultado está à vista de todos: deslocamentos longos, pressão sobre o sistema viário, ocupações irregulares e uma cidade fragmentada socialmente. Projetos de habitação de interesse social bem localizados não criam problemas urbanos. Ao contrário, ajudam a corrigi-los. Quando a moradia popular é implantada em áreas com infraestrutura, transporte, equipamentos públicos e acesso a oportunidades, ela reduz desigualdades, racionaliza o uso do solo e contribui para uma cidade mais funcional e integrada. É importante esclarecer também alguns equívocos que costumam surgir nesses debates. Um deles diz respeito à exigência do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). Em áreas classificadas como Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), a legislação urbanística prevê um regime específico de análise. A Lei Complementar nº 675/2019 estabelece, nesses casos, a adoção do Memorial Objetivo de Inserção na Vizinhança, instrumento adequado à escala e à função social da habitação popular. Não se trata de ausência de critério ou de flexibilização irresponsável. Trata-se de aplicar o instrumento correto para o tipo de empreendimento em questão. Exigir o mesmo rito pensado para grandes projetos privados de caráter econômico em iniciativas de interesse social é, na prática, criar barreiras que inviabilizam políticas públicas essenciais. O próprio Plano Diretor de Florianópolis reconhece essa diferença ao estabelecer diretrizes de incentivo à habitação de interesse social, justamente para garantir viabilidade financeira e celeridade na execução. Outro ponto que precisa ser enfrentado com serenidade é o preconceito, muitas vezes disfarçado de preocupação técnica. A ideia de que a moradia popular, por si só, desorganiza o território ou desvaloriza bairros não encontra respaldo na experiência urbana contemporânea. O que gera impacto negativo é a ausência de planejamento, não a presença de famílias de baixa renda. Quando o projeto prevê infraestrutura, integração ao entorno e regras claras de ocupação, o efeito tende a ser o oposto: qualificação urbana. Florianópolis não pode continuar tratando a política habitacional como um problema a ser empurrado para longe. Cidade sustentável é aquela que acolhe, que mistura usos, que integra pessoas de diferentes perfis sociais e econômicos. Negar esse princípio é aprofundar desigualdades e comprometer o futuro urbano da capital. O desafio que se impõe não é escolher entre desenvolvimento e inclusão. É compreender que um não existe sem o outro. Fazer cidade exige coragem técnica, responsabilidade social e, sobretudo, disposição para olhar além dos próprios muros. (upiara, 23/02/2026) Publicado em 24 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/planejar-a-cidade-tambem-passa-por-garantir-moradia-popular/

Bolsa bate recorde e supera os 191 mil pontos com capital externo

Bolsa bate recorde e supera os 191 mil pontos com capital externo

Num dia de euforia no mercado financeiro, a bolsa superou a marca de 191 mil pontos e bateu o 13º recorde do ano. O dólar caiu pela quarta vez seguida e voltou a alcançar o menor valor em 20 meses. O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta terça-feira (24) aos 191.490 pontos, com alta de 1,4%. As ações de todos os principais setores subiram, beneficiadas pelo ingresso de capital externo no Brasil. Notícias relacionadas: Bolsa bate recorde e dólar cai para R$ 5,17 com fim de tarifaço. Dólar fecha em R$ 5,16 e atinge menor valor em 20 meses. Em fevereiro, a bolsa brasileira sobe 5,58%. Em 2025, o ganho chega a 18,85%. O mercado de câmbio também teve um dia de otimismo. O dólar comercial fechou vendido a R$ 5,155, com recuo de R$ 0,013 (-0,26%). A cotação iniciou o dia próxima da estabilidade, mas despencou no fim da manhã, quando o governo de Donald Trump anunciou a imposição de uma tarifa global de 10% para as importações dos Estados Unidos. A moeda estadunidense está no menor valor desde 28 de maio de 2024, quando também estava em R$ 5,15. A divisa acumula queda de 1,76% em fevereiro e de 6,08% em 2026. Tanto fatores internos como externos contribuíram para o dia favorável no mercado financeiro. Os países emergentes foram beneficiados pelo fluxo estrangeiro após a tarifa global de 10% ficar menor que os 15% anunciados pelo governo estadunidense. No cenário nacional, a arrecadação recorde em janeiro e a queda do déficit nas contas externas do Brasil contribuíram para reduzir os juros futuros, o que beneficiou a bolsa de valores. * Com informações da Reuters. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/bolsa-bate-recorde-e-supera-os-191-mil-pontos-com-capital-externo