Praça Pio XII segue sem definição no Centro de Florianópolis
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Justiça libera R$ 1,4 bilhão do INSS; veja quem recebe

O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou R$ 1,4 bilhão para o pagamento de atrasados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a aposentados, pensionistas e outros beneficiários que venceram ações judiciais contra o órgão. Os valores correspondem a Requisições de Pequeno Valor (RPVs) — dívidas de até 60 salários mínimos (R$ 97.260, em 2026). Notícias relacionadas: Tese da AGU obriga autor de feminicídio a ressarcir pensão do INSS. Ao todo, 87 mil segurados serão contemplados em 65,3 mil processos com decisões definitivas, sem possibilidade de recurso. O dinheiro deve ser depositado até o início de março, conforme o cronograma de cada Tribunal Regional Federal (TRF). Quem tem direito? Recebem neste lote os segurados que: ganharam ação judicial contra o INSS; com valores de até 60 salários mínimos a receber (RPV); com ordem de pagamento emitida pelo juiz em janeiro de 2026; com processo totalmente encerrado (transitado em julgado); e herdeiros de beneficiários falecidos, desde que comprovem vínculo legal. Quais benefícios entram? As ações envolvem concessão ou revisão de: aposentadorias (idade, tempo de contribuição, invalidez e da pessoa com deficiência); pensão por morte; auxílios, como auxílio-doença; e benefício de Prestação Continuada (BPC). Os atrasados são valores retroativos pagos após decisão judicial favorável ao segurado. RPV ou precatório: qual a diferença? RPV: até 60 salários mínimos. Pagamento em até 60 dias após a ordem judicial Precatório: acima desse valor. Pago uma vez por ano, conforme calendário federal Na consulta do processo, a sigla RPV indica requisição de pequeno valor; “PRC” identifica precatório. Como consultar o pagamento? O Conselho da Justiça Federal repassa os recursos aos seis TRFs do país, responsáveis pelos depósitos, geralmente em contas abertas na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil. Para saber a data e o valor: acesse o site do TRF responsável pelo processo (links na tabela abaixo); informe CPF, número do processo, número da requisição ou OAB do advogado (conforme exigência do tribunal); verifique o campo “valor inscrito na proposta”; após o pagamento, o sistema exibirá o status “Pago total ao juízo”. Jurisdição dos TRFs Tribunal Regional Federal Unidades da federação 1ª Região (sede no DF) DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP 2ª Região (sede no RJ) RJ e ES 3ª Região (sede em SP) SP e MS 4ª Região (sede no RS) RS, PR e SC 5ª Região (sede em PE) PE, CE, AL, SE, RN e PB 6ª Região (sede em MG) MG Quanto cada TRF vai pagar? Valores previdenciários/assistenciais (RPVs do INSS) TRF Valor liberado Beneficiários 1ª Região R$ 380.608.873 19.826 2ª Região R$ 85.873.540 5.289 3ª Região R$ 127.892.614 5.223 4ª Região R$ 437.462.566 29.999 5ª Região R$ 193.410.882 15.871 6ª Região R$ 169.208.914 10.796 Total R$ 1,39 bilhão 87.004 Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/justica-libera-r-14-bilhao-do-inss-veja-quem-recebe
Após 20 anos, roubo de obras de Monet, Picasso e Dalí prescreve no Rio

Sexta-feira de Carnaval, 24 de fevereiro de 2006. Enquanto as ladeiras sinuosas de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, são tomadas por sons de marchinhas e sambas tradicionais, um grupo de homens carrega nos braços quadros de Claude Monet, Salvador Dalí, Pablo Picasso e Henri Matisse. Era dia de apresentação do Bloco das Carmelitas, mas a cena não fazia parte da festa. Ali, em meio à uma multidão de foliões, acontecia aquele que é considerado um dos maiores roubos de obras de arte do Brasil e um dos dez maiores do mundo, segundo o FBI – principal departamento de investigação dos Estados Unidos. “Eu estava lá no dia. Os policiais tentavam passar pelo bloco e não conseguiam, porque a gente jogava latinha neles. Ninguém tinha ideia do que estava acontecendo. A gente pensava que era algo acontecendo dentro do próprio Carmelitas, como furto ou outra confusão”, lembra o produtor Daniel Furiati. Os criminosos pularam os muros do Museu da Chácara do Céu e sumiram pelas ruas do bairro com cinco peças. Juntas, elas valiam mais de US$ 10 milhões na época (R$ 52 milhões, na conversão atual). As obras e os assaltantes jamais foram encontrados. Passados 20 anos, o crime prescreve oficialmente nesta semana e os responsáveis pelo roubo não poderão mais ser punidos. Suspeitos Nesse tempo todo, três nomes figuraram na lista de suspeitos principais do crime. A primeira linha de investigação envolveu Paulo Gessé, dono de uma kombi branca, em que pelo menos uma das obras de arte teria sido transportada. A polícia suspeitava que ele fosse cúmplice de outros quatro assaltantes. A delegada responsável pelo caso grampeou o celular do motorista, mas não conseguiu que as ligações fossem gravadas no banco de dados da corporação. Ela decidiu, então, registrar tudo manualmente. Gessé chegou a ter a residência vasculhada e a ser preso por alguns dias. A Justiça, porém, entendeu que não havia nada de concreto para torná-lo réu e determinou que ele fosse solto. Denúncias anônimas adicionaram mais dois homens à lista. Michel Cohen, negociador francês de pinturas, acusado nos Estados Unidos de obter US$ 50 milhões em operações fraudulentas. Em maio de 2003, portanto antes do crime, Cohen foi preso pela Interpol no Rio de Janeiro, mas conseguiu fugir em dezembro do mesmo ano. A suspeita é de que ele também estivesse envolvido no caso da Chácara do Céu em 2006. O francês permaneceu com paradeiro desconhecido por dezesseis anos e só foi reaparecer publicamente quando aceitou fazer parte do documentário O Golpe de Arte de 50 Milhões de Dólares, exibido em 2019 pela BBC. As últimas informações disponíveis dão conta de que continue escondido da Interpol. Outro francês, o artesão radicado no Brasil Patrice Rouge também foi incluído como suspeito. Dois endereços atribuídos a ele no Rio de Janeiro foram alvo de diligências policiais. As residências, no entanto, estavam vazias e os agentes nunca mais voltaram. Entrevista exclusiva Ele nunca prestou depoimento à Polícia Federal, tampouco se manifestou publicamente sobre a denúncia, até hoje. Vinte anos depois, Patrice Rouge decidiu falar pela primeira vez. Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, negou qualquer participação no roubo. Ele atendeu a reportagem por telefone, direto de sua residência atual em Avignon, cidade histórica da região da Provence, no Sudeste da França. “Essa história toda é completamente absurda. Uma pessoa faz uma denúncia anônima e o meu nome é jogado no meio de tudo isso”, reclama Rouge. “Eu estava na França quando ouvi falar desse roubo pela primeira vez. O meu advogado me ligou e disse que eu estava sendo acusado. Imagina a minha cara? Eu perdi o chão. Isso me prejudicou muito”, relata. Rouge conta que veio parar no Brasil em 1974, durante um passeio de volta ao mundo com amigos. Conheceu um homem que o apresentou ao mercado de joias antigas. Ele, então, decidiu ficar no país, para decepção dos amigos, que seguiram viagem. Depois, chegou a trabalhar com restauração de peças de antiguidade. Nesse período, era proprietário de uma casa em Santa Tereza, bem próxima ao Museu da Chácara do Céu. Esse fato, na época das investigações, aumentaram as suspeitas. Ele, no entanto, garante que nunca sequer entrou no museu. Rouge conta que voltou, definitivamente, para a França no ano de 2005, mas que retornou com frequência ao Brasil, nesses últimos 20 anos, para visitar a filha e o neto, que vivem no Rio de Janeiro. Ele está prestes a completar 77 anos. “Se eu fosse uma pessoa culpada, por que faria isso? Se uma pessoa tivesse culpa no cartório, como se diz no Brasil, faria tudo para se esconder. A última vez que estive no Rio foi em 2025. Fui na Polícia Federal, no aeroporto do Galeão. Pedi uma lista das minhas entradas no Brasil para ter esse documento comigo”, diz Rouge. “Quando um criminoso é procurado pela Interpol, ele vai ser caçado em qualquer lugar do mundo. Eu nunca tive problemas com a Justiça, seja na França, seja no Brasil”, complementa. Arte do descaso Em 2011, a jornalista Cristina Tardáguila decidiu investigar o caso. As informações que reuniu viraram livro: A Arte do Descaso, publicado em 2015. O título resume a principal conclusão da autora: de que houve um desinteresse institucional generalizado em solucionar o crime. “Houve descaso da diretoria do museu à época, descaso do governo federal, do Ministério da Cultura, da polícia e da mídia que se esqueceu de acompanhar o assunto”, critica a jornalista. “Nesse período todo de pesquisa para o livro, não encontrei ninguém efetivamente engajado. É uma falência da proteção dos bens culturais do Brasil.” No livro, a jornalista descreve uma sequência de erros e negligências. Ela conta que a primeira patrulha da Polícia Militar só conseguiu chegar ao museu meia hora depois do roubo, tempo de reação três vezes superior à média registrada na Europa. Quando a PF chegou ao local, pelo menos trinta pessoas haviam circulado pelo museu, sem o cuidado de preservar eventuais provas. A PF emitiu um comunicado para as equipes localizadas nos principais portos e aeroportos do Rio de Janeiro e de São Paulo. O
Equilíbrio de Nash e Pegada Hídrica revelam riscos ocultos da gestão de recursos naturais

A correlação entre esses três conceitos situa-se na Gestão Sustentável de Recursos naturais: o Equilíbrio de Nash explica por que as empresas, comunidades ou países tomam decisões (egoístas ou cooperativas), a Pegada hídrica de Hoekstra mede o impacto hídrico (verde, azul, cinza) dessas decisões, e o IPAI de Aleixo (índice de pegadas ambientais integradas) avalia se esse conjunto de ações é sustentável no longo prazo, integrando o hídrico com outros impactos. Aqui as principais conexões: 1. Pegada Hídrica (Hoekstra, 2002) e Gestão Sustentável Definição: Desenvolvida por Arjen Hoekstra, a Pegada hídrica (PH) é um indicador que mede o volume total de água doce utilizado para produzir bens e serviços consumidos por um indivíduo, comunidade ou empresa. Três Tipos: Considere a água verde (precipitação), azul (superfície/subterrânea) e cinza (poluição). Conexão: fornece uma base de dados quantitativos (o “quanto” e “onde” a água é usada) necessária para estratégias de gestão e redução de impacto. 2. Equilíbrio de Nash (Nash, 1950) e Gestão de Conflitos Hídricos Teoria dos Jogos: O Equilíbrio de Nash é uma situação em que, em um “jogo” (como a disputa por água), nenhum jogador (usuário/país) ganha ao mudar sua estratégia unilateralmente, visto que os outros também não mudam. A “Tragédia dos Comuns”: Sem cooperação, o excesso do uso de água individual por uma pessoa, leva a um cenário de insustentabilidade (alto custo hídrico), que é o Equilíbrio de Nash indesejado. Conexão com a Pegada Hídrica: As pegadas hídricas de diferentes atores (agricultura, indústria, cidades, países, continentes) na mesma bacia hidrográfica são usadas como variáveis para encontrar um “Equilíbrio de Nash Cooperativo”, onde a soma das pegadas hídricas é minimizada ou eficiência maximizada, variando o grau entre “Sustentável” e “Insustentável” de acordo com cada processo de produção de bens e e/ou serviços. 3. Metodologia IPAI (Índice de Pegadas Ambientais Integradas) de Aleixo Conceito: O IPAI desenvolvido por Aleixo (2014), propõe um modelo integrado entre as Pegadas Hídrica (uso de água durante todo o processo), Ecológica (todos os recursos naturais utilizados no processo) e Carbono (emissão de gases e CO2 gerados no processo) para fornecer uma visão quântica, sistêmica e multidisciplinar da sustentabilidade. Conexão: Enquanto a metodologia de Hoekstra (2002) foca na água, o IPAI conecta as Pegadas Ambientais (hídrica, ecológica e carbono), essencial para analisar a relação água-energia-alimentos. Ele valida o uso da Pegada Hídrica (quantitativo de água doce e virtual que compõem bens e serviços), Pegada Ecológica (todos os recursos naturais utilizados no processo), e Pegada de Carbono (emissão de gases e CO2 no processo), dentro de uma estrutura que busca, constantemente, para alcançar maior grau de sustentabilidade. 4. Síntese das Conexões Conceito Papel Conexão Arjen Hoekstra/ Pegada Hídrica Char/Base de Dados Quantifica o uso de Água Verde (água proveniente da chuva), Azul (água proveniente da superfície/subterrânea), e Cinza (água poluída) por pessoa/ano. Equilíbrio de Nash Modelagem Estratégica Modelo de Jogo Colaborativo aonde todos os atores envolvidos são vencedores. Busca o ponto de equilíbrio de uso entre os atores. Metodologia IPAI Avaliação Integrada Integra a Pegada Hídrica com outras pegadas, permitindo uma visão holística. Cenário Prático: 1) O Exemplo da Irrigação na Agricultura (Conflito de Usos) Imagine dois agricultores (A e B) utilizando água do mesmo rio: Cenário: Ambos querem irrigar intensivamente para maximizar lucros. Equilíbrio de Nash: Se ambos maximizarem, o rio seca (o custo da água aumenta, a qualidade cai). O melhor individualmente para ambos é irrigar muito, mas o resultado final é ruim para todos. O Equilíbrio de Nash (neste caso, é uma “tragédia dos comuns”) é todos consumirem água de forma ineficiente, resultando em alta Pegada Hídrica Azul e Cinza (por contaminação). Uso da Pegada Hídrica (Hoekstra):Mapeia que o agricultor “A” produz soja com alta Pegada Cinza (agrotóxicos e fertilizantes químicos) e o “B” usa alta Pegada Azul. APAI (Aleixo): O IPAI vai reunir a Pegada Hídrica (Hoekstra) com a Pegada de Carbono do maquinário, indicando que a bacia hidrográfica está insustentável. O alto índice IPAI alerta: “Se continuarem no Equilíbrio de Nash atual, a produção vai parar por falta de recursos naturais.” 2) Exportação de Carne Bovina (Água virtual e Pegada Hídrica cinza) Um país exporta carne bovina, consumindo vastos recursos hídricos (15.500 litros de água por quilo produzido) (water footprint network). Equilíbrio de Nash: O país exportador prefere vender o máximo para ganhar divisas. O importador quer carne barata. Ninguém unilateralmente quer reduzir a produção/consumo. Pegada Hídrica de Hoekstra: Hoekstra mostra que a “Água Virtual” transferida é altíssima. A Pegada Cinza (poluição) na localidade é ignorada no custo final da carne. IPAI de Aleixo: O IPAI (índice de pegadas ambientais integradas) considera o impacto local (seca, poluição local, pegada hídrica, mudança climática) com o impacto global (emissões de gases no transporte). Ele fornece dados para que o país entenda que a “melhor estratégia individual” (exportar muito) resulta em um índice IPAI desastroso, forçado uma mudança para práticas mais sustentáveis, e aí minimizando o seu passivo ambiental. 3) Gestão de Escassez Hídrica em Cidade (reuso da água). Duas grandes indústrias em uma cidade: Cenário: Ambas precisam reduzir o consumo (pegada azul) devido à seca. Equilíbrio de Nash: Se a Indústria “A” investir em reuso e a “B” não, “A” terá maiores custos e “B” ganhará mais mercado. Logo, o equilíbrio é nenhuma indústria investir, a Pegada Hídrica permanece alta e o índice IPAI total da bacia hidrográfica piora. Solução: Quando o IPAI (Aleixo) é divulgado e apresenta grau de insustentabilidade técnica, ele altera o jogo. As empresas percebem que, se não houver cooperação (quebra do equilíbrio de Nash não-cooperativo) para reduzir a Pegada Hídrica (Hoekstra), a produção cessará. Resultado: Decidem adotar novas tecnologias (reduzindo a pegada cinza/azul), e assim, melhorando o índice IPAI. Em uma bacia hidrográfica, diferentes agricultores (jogadores) têm pegadas hídricas distintas (Hoekstra). A disputa por água cria um Equilíbrio de Nash (teoria dos jogos) de alta umidade cinza. O uso da metodologia IPAI de Aleixo (2014) pode ajudar a identificar que reduzir a pegada hídrica de um bem ou serviço específico (através do uso de novas tecnologias melhora não apenas o consumo de água, mas também minimiza o desperdício, bem
