Alckmin diz que redução da jornada de trabalho é tendência mundial

O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, assinou na noite desta segunda-feira (23) um acordo de cooperação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para promover e fortalecer as ações de combate a práticas desleais e ilegais no comércio exterior brasileiro. No evento, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, aproveitou a cerimônia de assinatura dos protocolos de intenções para pedir ao presidente em exercício que a discussão sobre o fim da escala 6×1 seja adiada para o próximo ano, principalmente por este ser um ano de eleições. Notícias relacionadas: Acabar com a escala 6×1 é prioridade do governo, afirma Boulos. Ano eleitoral não impede redução da jornada de trabalho, diz ministro. “A gente precisa que essa discussão vá para 2027. Nós estamos abertos sempre a debater tudo. Só que em ano eleitoral as emoções, os sentimentos, as motivações, muitas vezes se conflituam com os interesses do país”, disse Skaf. Em resposta, Alckmin defendeu a necessidade de mudanças na jornada de trabalho e destacou que isso vem acontecendo em todo o mundo. “Há uma tendência mundial de você ter uma redução. Aliás, isso já vem acontecendo. Então, esse é um debate que não deve fazer corridas e deve ser aprofundado, já que você tem situações muito distintas dentro do próprio setor produtivo. Mas isso é uma tendência”, declarou o presidente em exercício. Defesa comercial Ao lado do presidente da Fiesp, Alckmin assinou dois documentos: um protocolo de intenções sobre defesa comercial e outro sobre ambiente regulatório e que pretende combater a burocratização e promover a competitividade. “A cooperação com o setor produtivo na defesa comercial vai contribuir para fortalecer o comércio justo e promover um ambiente concorrencial mais equilibrado”, defendeu Alckmin. Segundo a Fiesp, o protocolo sobre defesa comercial tem por objeto estabelecer bases para a cooperação institucional entre o ministério e a Fiesp, com vistas à promoção do comércio justo e ao adequado uso pelo Brasil dos instrumentos de defesa comercial e de combate a práticas desleais e ilegais de comércio previstos na legislação nacional e internacional. Uma das ações previstas é a criação de uma calculadora de margem de dumping, além do compartilhamento de experiências e ferramentas técnicas. O segundo protocolo trata mais especificamente sobre ambiente regulatório e tem por objetivo estabelecer bases para a cooperação institucional entre o ministério e a Fiesp, buscando promover a desburocratização, fortalecer e promover a competitividade e a qualidade regulatória no país, reduzir custos regulatórios e administrativos para empresas e sociedade e desenvolver ações para que reduzam barreiras e custos sistêmicos para empreender e investir no Brasil. Nessa proposta está prevista, por exemplo, a ampliação da digitalização dos serviços públicos e integração dos sistemas. “Nós vamos tomar uma medida hoje formal, objetivando avançarmos e termos no Brasil, realmente, uma defesa comercial eficiente, para que a gente não possa permitir que os nossos setores e os nossos empregos sejam atacados de uma forma injusta”, disse Skaf na cerimônia de assinatura, que ocorreu durante a reunião da diretoria da Fiesp. Geraldo Alckmin, ao lado do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, durante cerimônia de assinatura de Acordo Antiduping. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Selic Em fala à diretoria da entidade, Alckmin disse ainda estar confiante que o Comitê de Política Monetária (Copom) comece, já em sua próxima reunião agendada para março, a reduzir a taxa básica de juros (Selic), atualmente estabelecida em 15% ao ano. “Estamos confiantes de que na próxima reunião do Copom comece a redução da taxa de juros”, disse ele. Segundo o presidente em exercício, isso deve ocorrer por causa da apreciação do real e da desinflação dos alimentos. “Nós devemos ter aí uma melhora”, acrescentou Alckmin, sobre sua expectativa de melhora na economia com a tendência de redução da taxa de juros. Taxação Aos empresários e industriais presentes à reunião da Fiesp, Alckmin voltou a falar hoje que considera positiva para o Brasil a nova tarifa global de 15% que foi estabelecida nesta semana pelo governo dos Estados Unidos. A medida, que foi anunciada por Trump como uma resposta à decisão da Suprema Corte de derrubar as tarifas sobre produtos importados que haviam sido impostas globalmente por ele no ano passado, foi aplicada a todos os países e representa uma mudança em relação às tarifas anteriores, que variavam por nação. “O país mais beneficiado no mundo [com essa decisão] foi o Brasil”, disse Alckmin, reforçando que o problema maior era quando os Estados Unidos haviam taxado apenas o Brasil. “O problema dos 10% + 40% [de taxas] era um problemão [para o Brasil]. Mas essa decisão de 15% não tem problema porque são 15% para nós e para o mundo inteiro. Agora, o país mais beneficiado no mundo foi o Brasil. Abre aí uma avenida em termos de voltar a ter um comércio exterior importante com os Estados Unidos”, afirmou. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/alckmin-diz-que-reducao-da-jornada-de-trabalho-e-tendencia-mundial
Ariane Ferreira: a cientista catarinense que voou pelo Brasil e pousou na Caatinga

Na Reserva Natural Serra das Almas, no coração da Caatinga, na divisa entre Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI), o dia começa cedo. Antes mesmo de o sol se firmar no céu, os bandos de periquitos cara-suja já dão os primeiros sinais de movimento: deixam os ninhos, iniciam os voos e seguem em busca de alimento. É nesse horário, quando a paisagem ainda está silenciosa, que olhos atentos registram comportamentos, rotas e interações das aves. Trata-se do olhar de Ariane Ferreira, bióloga e analista de projetos socioambientais da Associação Caatinga, que há cerca de sete meses acompanha, de perto, o projeto de reintrodução do periquito cara-suja na Serra das Almas, unidade de conservação de 6.285 hectares gerida pela instituição. Espécie símbolo da conservação no Ceará, o periquito cara-suja voltou a ser registrado na Serra das Almas após mais de 114 anos sem presença confirmada na região. Desde a primeira soltura, realizada em dezembro de 2024, dezenas de indivíduos já sobrevoam a área, resultado de um projeto que exige monitoramento contínuo e atenção permanente aos detalhes do território. O trabalho de Ariane envolve observar a interação entre as aves, identificar áreas de uso, compreender rotinas de alimentação e padrões de deslocamento. Entretanto, o protagonismo é compartilhado, a bióloga faz questão de ressaltar que esse acompanhamento não é feito de forma individual. O monitoramento dos bandos é realizado em conjunto com a equipe de guarda-parques da Serra das Almas, profissionais que conhecem profundamente o território e atuam diariamente na coleta de informações em campo. “Esse trabalho não é solitário. A gente constrói esse trabalho juntos, na observação compartilhada e no acompanhamento dos cara-suja”, explica. Acervo Pessoal Uma catarinense na Caatinga A relação de Ariane com a Caatinga, no entanto, é relativamente recente. Natural de São José, município da região metropolitana de Florianópolis (SC), ela cresceu tendo contato com a natureza e desenvolveu, desde cedo, o interesse pelos animais. “Eu sempre gostei muito de bicho. Queria cuidar, proteger, mesmo sem saber exatamente como isso viraria uma profissão”, lembra. Nesse percurso, duas mulheres tiveram papel fundamental. A tia Cláudia, que, ainda quando Ariane tinha 12 anos de idade, já a incentivava a ser bióloga, enxergando ali um caminho possível para a sobrinha. E a professora Renata, do cursinho pré-vestibular, cuja forma de ensinar Biologia abriu novas possibilidades. “A maneira como ela falava da Biologia me fez perceber que aquilo podia ser mais do que matéria de prova, podia ser um caminho”, conta Ariane. ”Eu sempre gostei muito de bicho. Queria cuidar, proteger, mesmo sem saber exatamente como isso viraria uma profissão. Decidida, Ariane iniciou a graduação em Biologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), enfrentando dúvidas, tentativas e mudanças de rota comuns a quem ainda está se descobrindo profissionalmente. Mas foi durante as atividades práticas da formação — em pesquisas, monitoramentos e saídas a campo — que Ariane começou, de fato, a se encontrar na profissão. A aproximação com as aves aconteceu a partir de uma atividade voluntária de apoio ao TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) de uma colega de graduação, experiência que despertou, no coração de Ariane, um interesse mais profundo pela ornitologia (área da Biologia dedicada ao estudo das aves). “Foi ali, apoiando o TCC de uma colega, que eu comecei a me aproximar das aves de verdade, e aquilo me deu força para continuar a faculdade e seguir”, relembra. Ciência feita em equipe Esse caminho ganhou novos contornos quando Ariane foi convidada para trabalhar em Curaçá, na Bahia, em um projeto ligado à reintrodução da ararinha-azul, espécie que permaneceu cerca de 20 anos extinta na natureza. Além do trabalho técnico com a ave, Ariane coordenou equipes formadas por moradores da comunidade local, responsáveis por apoiar o monitoramento e a proteção da área. O trabalho em parceria com a comunidade foi uma experiência marcante para a catarinense. “O convívio com o povo nordestino, mais próximo, mais acolhedor, foi mudando meu jeito de trabalhar e de me relacionar. Aprendi muito ali”, afirma, destacando que essa troca foi essencial para sua formação profissional e, principalmente, pessoal. Depois dessa experiência, o Nordeste deixou de ser passagem. A chegada à Serra das Almas veio na sequência, já com um olhar mais atento às dinâmicas do território. Seu primeiro contato com a equipe da Associação Caatinga aconteceu em 2024 quando Ariane participou do censo do periquito cara-suja na Serra de Baturité, atividade que marcou seu primeiro contato direto com a espécie. A experiência foi decisiva para consolidar sua aproximação com o cara-suja e abrir caminho para o trabalho que hoje desenvolve na Serra das Almas. A mulher na ciência Para Ariane, a atuação de mulheres na ciência, especialmente em atividades de campo, envolve desafios específicos, como deslocamentos frequentes, longas jornadas e trabalho em áreas remotas. Ao abordar o tema, ela prefere destacar o apoio coletivo e a construção conjunta do trabalho entre mulheres. “A gente não faz ciência sozinha. É na troca, no cuidado e no trabalho em equipe que as coisas acontecem”, pontua. Quando questionada sobre o que diria a uma menina que sonha em seguir a ciência, mas sente medo, Ariane é direta: ”O medo existe, mas não pode paralisar. Converse com outras mulheres, procure apoio e não desista. É isso que faz diferença. A ciência também é um espaço nosso. Conteúdo: Associação Caatinga FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/ariane-ferreira-a-cientista-catarinense-que-voou-pelo-brasil-e-pousou-na-caatinga/
Páscoa em Florianópolis terá decoração inédita
Da Coluna de Renato Igor (NSC, 22/02/2026) Florianópolis terá uma decoração inédita na Páscoa. O projeto, chamado Páscoa Floripa 2026 – Tempo de Renovação estará em pontos turísticos e espaços públicos, como na Praça XV, Largo da Alfândega e Lago das Bandeiras. A decoração contempla coelhinhos, ovos de páscoa, Menino Jesus, cenouras, flores, doces e muito mais. Além disso, os espaços terão diferentes brinquedos para as crianças, incluindo carrossel, casinha de ovo de páscoa e cenoura, trenzinho e escorregadores. Além da ambientação temática, a Prefeitura prepara também uma programação especial voltada ao público infantil, com atividades lúdicas que envolvem as crianças e suas famílias. Estão previstas ações recreativas, intervenções artísticas e experiências interativas para estimular a imaginação e transformar os espaços públicos em locais de convivência, aprendizado e diversão. A iniciativa integra arte, cenografia e iluminação cênica. Os pontos turísticos contemplados receberão intervenções cenográficas e iluminação especial, pensadas para criar conexão com o público e estimular a contemplação. Publicado em 23 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/pascoa-em-florianopolis-tera-decoracao-inedita/
Dólar fecha em R$ 5,16 e atinge menor valor em 20 meses

Em meio à cautela dos investidores com a política tarifária do presidente Donald Trump, o dólar voltou a cair e a fechar no menor valor em 20 meses. A bolsa de valores iniciou o dia em alta, mas reverteu a trajetória e caiu, influenciada pelo mercado externo. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (23) vendido a R$ 5,169, com recuo de R$ 0,007 (-0,14%). A cotação começou a sessão em alta, chagando a R$ 5,19 pouco antes das 9h30, mas recuou ainda no fim da manhã, em linha com o mercado internacional. Notícias relacionadas: Justiça libera R$ 1,4 bilhão do INSS; veja quem recebe. Unesco: IA pode levar indústria musical a perder até 24% de receitas . Feirão reúne em SP empresas para negociação de dívidas de consumidores. A moeda estadunidense está no menor valor desde 28 de maio de 2024, quando estava em R$ 5,15. A divisa acumula queda de 1,51% em fevereiro e de 5,83% em 2025. O mercado de ações teve um dia mais volátil. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 188.853 pontos, com recuo de 0,88%. O indicador chegou a subir 0,23% às 11h57, mas passou a cair à tarde, puxado por ações de bancos e em linha com as bolsas de Nova York. As incertezas em torno da imposição de tarifas pelo presidente Donald Trump provocaram oscilações no mercado. O dólar começou o dia em alta, com importadores aproveitando a cotação barata da sexta-feira (20) para comprar moeda, mas a movimentação inverteu-se com a abertura do mercado estadunidense e a enxurrada de capitais para países emergentes, como o Brasil. Em relação à bolsa, houve um movimento de realização de lucros, principalmente em ações de bancos, após o recorde de sexta-feira. Paralelamente, a correção nas bolsas dos Estados Unidos nesta segunda influenciou o mercado de ações em todo o planeta. A exceção foram as ações de petroleiras, que subiram influenciadas pelo aumento na cotação internacional do petróleo, em meio ao acirramento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Trump voltou a ameaçar o país asiático com uma ação militar de maior escala. * com informações da Reuters Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/dolar-fecha-em-r-516-e-atinge-menor-valor-em-20-meses
Creme com Cannabis reduz inflamação e acelera cicatrização em cadela com dermatite

Creme à base de Cannabis reduz dor, processo inflamatório e acelera a cicatrização de lesões cutâneas em animal, segundo relato de caso analisado pela Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O resultado, segundo artigo publicado no periódico Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, demonstra uma alternativa inovadora na prática veterinária e com potencial para ser estendida a outras espécies. A aplicação tópica de creme à base de Cannabis se deu em uma cadela de nove anos de idade, atendida no Hospital Veterinário Universitário da Universidade Federal de Santa Maria, que apresentava coceira no abdômen, lesões cutâneas, além da queda dos pelos na região afetada. Após receber o tratamento da pomada à base de canabidiol (CBD) uma vez por dia, durante sete dias, foi constatada a eficácia do tratamento à base de fitocanabinoides para um certo tipo de dermatite. O artigo informa que, no Brasil, ainda não existem produtos destinados ao tratamento veterinário, mas que tanto a aplicação de óleo de Cannabis, quanto o creme com CBD são alternativas, pelo menos até que produtos à base de fitocanabinoides se tornem disponíveis no mercado. A pesquisadora e uma das autoras do artigo Carollina Mariga entende que a burocracia envolvendo os estudos da Cannabis para uso medicinal no Brasil é um desafio. Só recentemente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou as regras para produção da Cannabis medicinal. Mariga destaca ainda que embora a análise em questão seja apenas um relato de caso com limitações – como o curto período de observação e ausência de um grupo controle — o resultado positivo pode servir de base para o desenvolvimento de estudos clínicos mais robustos. Testes clínicos são estudos planejados para avaliar se um tratamento é seguro e funciona de fato, em condições controladas, com diversos indivíduos. Em geral, compara-se o produto a alternativas, como placebo ou tratamento padrão. “No contexto brasileiro, a burocracia associada à pesquisa com Cannabis ainda é uma das principais barreiras ao avanço científico, tecnológico e econômico. Estudos como este contribuem para a quebra de tabus, fortalecem o embasamento científico e podem, a longo prazo, influenciar tanto a formulação de novas linhas de pesquisa”, diz. Agência Bori FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/creme-com-cannabis-reduz-inflamacao-e-acelera-cicatrizacao-em-cadela-com-dermatite/
Centro Leste de Florianópolis mostra maturidade e dá exemplo que deveria ser seguido
Da Coluna de Renato Igor (NSC, 21/02/2026) O Centro Leste de Florianópolis está consolidado, de forma orgânica, como um espaço de lazer, cultura e gastronomia. E, após muita polêmica envolvendo prefeitura, polícia e moradores, passa a dar um exemplo de maturidade ao buscar a boa convivência por meio do diálogo. Isso não significa que a harmonia seja perfeita. No entanto, há um esforço constante pela construção de convergências por meio da conversa permanente. A cada 15 dias, por exemplo, representantes do Núcleo do Centro Histórico (CDL), da Associação de Bares e Entretenimento do Centro Leste (Bencel) e da Associação de Moradores se reúnem para discutir a relação entre as partes. Fácil não é — o morador tem direito ao descanso, a lei do silêncio precisa ser respeitada, o empreendedor quer vender seus serviços e os frequentadores querem se divertir. Ainda assim, a busca por entendimento precisa ser enaltecida. Houve avanço em dois pontos importantes: – Nas quintas-feiras, os estabelecimentos passaram a ter funcionamento permitido até as 2h da madrugada, no mesmo patamar de sexta-feira e sábado.– Desde dezembro, teve início um experimento para liberação de mesas e cadeiras nas calçadas: às sextas-feiras, entre 19h e 0h; e aos sábados, entre 16h e 0h. No fim de fevereiro, será feita uma nova avaliação para medir os impactos dessas ações na rotina do bairro. A coluna recebeu uma mensagem da moradora do Centro Leste, Vânia Reina:“Você não mora no ‘Centro Leste’, por isso não sabe o que é morar neste local, pois a falta de respeito para com os moradores ultrapassa todos os limites. É impossível dormir, assistir televisão ou ler um livro — coisas básicas que pessoas normais fazem.” Respeito, de verdade, o desconforto vivido pela dona Vânia. Minha sugestão é que ela participe da próxima reunião e apresente seu ponto de vista, que é importante e necessário. Esse é o caminho. Não é fácil, mas é o único possível: o diálogo permanente para permitir a revitalização daquele espaço, com atividade econômica, lazer e respeito aos moradores. Publicado em 23 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/centro-leste-de-florianopolis-mostra-maturidade-e-da-exemplo-que-deveria-ser-seguido/
Unesco: IA pode levar indústria musical a perder até 24% de receitas

O relatório Re|thinking Policies for Creativity (Repensando as Políticas para a Criatividade) da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) sobre o futuro das políticas de criatividade estima que haverá quedas significativas de receitas para criadores de música e de audiovisual até 2028, em decorrência do aumento de produção de conteúdos por inteligência artificial (IA). O levantamento foi feito com base em dados coletados em mais de 120 países. De acordo com a Unesco, além de representar uma ameaça à liberdade artística, o quadro apurado afetará também o financiamento público, contribuindo para fragilizar as indústrias culturais e criativas. Notícias relacionadas: Dezenove estados e DF têm em 2025 o menor desemprego já registrado. Segundo o relatório, as receitas digitais passaram a representar 35% do rendimento dos criadores, contra 17% registrados em 2018, o que reflete uma mudança estrutural no modelo econômico das indústrias criativas. O crescimento é acompanhado de maior precariedade e por uma exposição mais elevada a violações de propriedade intelectual. Até 2028, a expansão de conteúdos produzidos por IA generativa poderá provocar perdas globais de receitas de até 24% para criadores de música e 21% para o setor audiovisual, diz o estudo. O diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, destacou que o relatório levanta a necessidade de “renovar e fortalecer o apoio àqueles que estão engajados na criação artística e cultural em um contexto em que a IA e as transformações digitais estão redefinindo as indústrias criativas”. Diferenças Do total de países que responderam à pesquisa, 85% disseram incluir as indústrias culturais e criativas nos seus planos nacionais de desenvolvimento. Porém, apenas 56% definiram objetivos culturais específicos. De acordo com a Unesco, isso evidencia uma diferença entre compromissos gerais e ações concretas. A Unesco mostra que o comércio global de bens culturais atingiu US$ 254 bilhões em 2023 e que 46% das exportações têm origem em países em desenvolvimento. O que ocorre é que esses países representam pouco mais de 20% do comércio global de serviços culturais, revelando desequilíbrio crescente à medida que o mercado muda para formatos digitais. O relatório diz que o financiamento público direto para a cultura continua reduzido, abaixo de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) global, e com tendência de queda. A transformação digital aumentou o acesso a ferramentas e audiências, mas também intensificou desigualdades e aumentou a instabilidade financeira de criadores e profissionais do setor cultural. O estudo da Unesco observa que as competências digitais essenciais estão presentes em 67% da população dos países desenvolvidos, enquanto somente 28% dos países em desenvolvimento possuem essas competências, o que reforça a divisão Norte–Sul. O documento chama ainda a atenção para a concentração de mercado em poucas plataformas de streaming e para a pouca relevância de sistemas de curadoria de conteúdos, o que dificulta a visibilidade de criadores menos conhecidos. Apenas 48% dos países afirmaram estar desenvolvendo estatísticas para acompanhar o consumo cultural digital, o que limita respostas políticas eficazes. A Unesco destaca ainda os obstáculos colocados para a mobilidade artística internacional. Os dados evidenciam que 96% dos países desenvolvidos apoiam a mobilidade artística para o exterior, mas apenas 38% facilitam a entrada de artistas provenientes de países em desenvolvimento. Na avaliação da Unesco, a assimetria restringe oportunidades e dificulta a circulação internacional de criadores, sobretudo de regiões com menos acesso a financiamento e estruturas de apoio. O relatório indica que apenas 61% dos países possuem organismos independentes para supervisionar essa área. Gêneros Em termos de igualdade de gêneros, a Unesco identificou simultaneamente avanços e disparidades significativos nas indústrias culturais e criativas. Por exemplo, a liderança feminina em instituições culturais nacionais aumentou globalmente, passando de 31% em 2017 para 46% em 2024. No que se refere à distribuição, persiste a desigualdade: enquanto as mulheres ocupam 64% de cargos de liderança em países desenvolvidos, nos países em desenvolvimento esse número cai para 30%. Muitos países insistem em posicionar as mulheres sobretudo como consumidoras de cultura e não como criadoras e líderes desse setor. O relatório de 2026 é a quarta parte da série que supervisiona a implementação da Convenção da Unesco de 2005, sobre a proteção e promoção da diversidade de expressões culturais. O documento foi publicado com apoio do governo da Suécia e da Agência Sueca para a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento. Os estados partes na Convenção de 2005 adotaram mais de 8.100 políticas e medidas culturais para reforçar o papel das indústrias culturais e criativas no desenvolvimento sustentável. Através do Fundo Internacional para a Diversidade Cultural (FIDC), a Unesco contabiliza 164 projetos apoiados nas áreas de cinema, artes cênicas, artes visuais e artes de mídia, bem como em design, música e publicação em 76 países do sul global. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/unesco-ia-pode-levar-industria-musical-perder-ate-24-de-receitas
Retrofit nas ruas Felipe Schmidt e Trajano integra plano de revitalização
Um projeto de retrofit para as ruas Felipe Schmidt e Trajano propõe ampliar a caminhabilidade e recuperar a vitalidade urbana do Centro Histórico de Florianópolis. Com circulação média de 412 mil pessoas por mês, a Felipe Schmidt segue como um dos principais eixos de pedestres da Capital. A proposta de transformação urbana é conduzida pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), que lidera oficinas e encontros estratégicos. O projeto ganha ainda mais dimensão simbólica com a proximidade dos 50 anos do calçadão da Felipe Schmidt, em 2027. A CDL projeta a data como referência para uma entrega urbana que reposicione o Centro como espaço de circulação, convivência e diversidade. Ocupação do espaço deve ser do público O projeto foi desenvolvido a partir de mapeamento técnico, escuta ativa e análise de comportamento urbano, com coordenação da especialista em placemaking Nara Schutz. O estudo foi apresentado em reunião na sede da entidade, na semana passada, com participação de diretores, comerciantes, proprietários de imóveis e representantes do poder público. Segundo Nara, a proposta busca reconfigurar o uso das ruas como espaços de convivência. “A alma desse projeto é transformar as ruas em ambientes mais acolhedores, funcionais e atrativos, onde o comércio conviva com o lazer, cultura, gastronomia e memória urbana, e estimulando a permanência do público com qualidade. Afinal, um lugar só se torna o melhor quando é bom, antes de tudo, para quem o ocupa”. A pesquisa identificou um público diverso circulando pela área, com presença de estudantes, moradores do Centro e de bairros com pouco comércio local, funcionários públicos e turistas, além de predominância de mulheres e das classes B e C. O fluxo se concentra especialmente em horários de intervalo, o que indica potencial de crescimento caso a região consiga reter as pessoas por mais tempo. Entre as estratégias apontadas estão a diversificação das operações, qualificação do mix de lojas e serviços, ampliação da oferta gastronômica com ao menos sete novos operadores de destaque, além da atração de novos residentes e consumidores. Serviços, mobilidade, acessibilidade, segurança, limpeza, manutenção, atendimento e respeito à memória do lugar aparecem como fatores centrais para garantir recorrência e vitalidade. Parceria institucional Entre as propostas discutidas está a criação de um regramento mínimo para lojistas, inspirado no conceito de “shopping a céu aberto”, com padronização de comunicação visual, marquises e sombreamento, iluminação noturna, vitrines mais atrativas, eventos recorrentes e ampliação do horário de funcionamento, especialmente nos fins de semana. A área prioritária de atuação contempla as duas últimas quadras da Felipe Schmidt até a Praça XV, além da Trajano nas quadras abaixo e acima da interseção com a Felipe. O encaminhamento prevê ações rápidas de alto impacto, mapeamento de contratos para qualificação do mix e articulação contínua com o poder público. Para o presidente da CDL de Florianópolis, Eduardo Koerich, o projeto consolida um movimento que a entidade vem fomentando há anos. “Essa lógica de funcionamento coletivo, quase como um condomínio urbano, permite alinhar interesses, somar esforços e criar um ambiente mais competitivo, seguro e atrativo para quem empreende e para quem frequenta a região”, afirma. A iniciativa conta com apoio institucional da Prefeitura de Florianópolis, que inclui a requalificação da Felipe Schmidt e de outras vias centrais entre suas prioridades. “Quando trazemos mais gente para a rua, fortalecemos a ocupação do espaço público, aumentamos a sensação de segurança e iniciamos um ciclo positivo de transformação. Por isso, a recuperação da Felipe Schmidt e das demais ruas centrais é fundamental para devolver vida ao Centro da cidade”, afirma a secretária municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Ivanna Tomasi. (ND, 23/02/2026) Publicado em 23 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/retrofit-nas-ruas-felipe-schmidt-e-trajano-integra-plano-de-revitalizacao/
Feirão reúne em SP empresas para negociação de dívidas de consumidores

A partir desta segunda-feira (23), duas mil empresas estarão reunidas para facilitar a renegociação de dívidas com descontos de até 99% na 35ª edição do Feirão Serasa Limpa Nome. Serão 620 milhões de ofertas disponíveis em todo o a país, contemplando dívidas com bancos, financeiras, empresas de contas básicas, como água, luz e gás, operadoras de telefonia, securitizadoras e diversos outros segmentos, com oportunidade de quitação via Pix, garantindo a baixa da negativação instantânea e o nome limpo na hora, além da possibilidade de reflexo positivo imediato no Serasa Score. Notícias relacionadas: Percentual de famílias com dívidas cresce, mas inadimplência cai. CPI das Bets: relatório aponta crimes e endividamento de famílias. Para negociar as dívidas o consumidor pode acessar o site do Serasa, o aplicativo nas lojas do Google Play e da App Store, ou pelo Whatsapp no número oficial (11) 99575-2096. Quem preferir o atendimento presencial pode ir em qualquer agência dos Correios em todo o país com um documento oficial com foto. As condições são as mesmas do site e do aplicativo da Serasa. As negociações podem ser feitas até o dia 1º de abril. O objetivo do Feirão é conter a alta da inadimplência, que atinge a marca histórica de 81,3 milhões de consumidores com débitos negativados neste início de ano. O número representa um aumento de 71.317 pessoas em relação a dezembro de 2025. Atualmente, o país soma 327 milhões de débitos ativos, que totalizam R$ 524 bilhões em dívidas. Entre os principais segmentos responsáveis pelas pendências financeiras estão bancos e cartões de crédito (26,3%), contas básicas (22%) e empresas financeiras (19,8%). “A inadimplência não é apenas um reflexo de atrasos pontuais, mas de um contexto econômico que pressiona o orçamento das famílias e dificulta o planejamento financeiro de longo prazo. Por isso, o Feirão vai além da negociação de dívidas e pode ser o primeiro passo de uma jornada de educação financeira, ao permitir que o consumidor entenda sua situação, renegocie compromissos em condições mais justas e volte a planejar o futuro com mais clareza”, disse a diretora da Serasa, Aline Maciel. Segundo a Serasa, na última edição do Feirão Serasa Limpa Nome, realizada entre novembro e dezembro do ano passado, foram fechados mais de 10,2 milhões de acordos. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/mutirao-reune-em-sao-paulo-empresas-para-negociacao-de-dividas
Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 6

A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (23) a parcela de fevereiro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 6. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 690,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,84 milhões de famílias, com gasto de R$ 13 bilhões. Notícias relacionadas: Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5. Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 4. Bolsa Família não retira mulheres do mercado de trabalho, diz FMI. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Pagamento unificado Os beneficiários de 171 cidades de oito estados receberam o pagamento no último dia 12, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 122 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Bahia (14), Paraná (12), Sergipe (11), Roraima (6), Amazonas (3), Piauí (2) e Santa Catarina (1). Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Regra de proteção Cerca de 2,51 milhões de famílias estão na regra de proteção em fevereiro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos. Arte EBC Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/caixa-paga-bolsa-familia-beneficiarios-com-nis-de-final-6
