Pesquisas da UFSC contribuem no reconhecimento de saberes tradicionais; consultas públicas estão abertas

Dois projetos de saberes tradicionais de Santa Catarina e do Sul do Brasil estão em fase de consulta pública para reconhecimento como patrimônios culturais imateriais brasileiros pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os processos contaram com a participação direta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),  que foi a instituição executora da instrução técnica dos registros. Os projetos são Saberes e Práticas Tradicionais Associados à Pesca com Auxílio de Botos em Laguna (SC) e Saberes e Práticas Tradicionais Associados aos Engenhos de Farinha de Mandioca em Santa Catarina. Ambos foram desenvolvidos por grupos de pesquisa vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFSC) e ao INCT Brasil Plural, em parceria com o Iphan. (Confira a matéria completa em UFSC, 12/02/2026) Publicado em 13 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/pesquisas-da-ufsc-contribuem-no-reconhecimento-de-saberes-tradicionais-consultas-publicas-estao-abertas/

Carnaval de Olinda tem blocos e troças coloridas pelo centro histórico

Em Pernambuco, o sábado de carnaval é muito mais que festa. É encontro de gerações, ritmos e histórias escritas no compasso das orquestras e no coração do povo. Ao longo do dia, as ladeiras históricas de Olinda pulsarão com uma infinidade de blocos e troças coloridas em saídas pelas principais praças e no sítio histórico. Como o Eu Acho é Pouco, Menino da Tarde, Ceroula, Tambores de Saia e Patusquinho, misturando maracatu, frevo e ritmos populares em bailes improvisados e encontros culturais. No início da noite, a festa não para. Os polos culturais espalhados pelo Recife e por bairros de Olinda promovem apresentações gratuitas de bandas, orquestras e shows populares no Marco Zero, Pátio de São Pedro, Praça do Arsenal e outros espaços abertos, garantindo ritmo e energia até altas horas.  Além da capital e das ladeiras olindenses, o carnaval dos Papangus em Bezerros, no Agreste pernambucano, também abre sua programação oficial neste sábado (14) com apresentações de frevo, forró e samba em polos culturais gratuitos ao longo do dia, abrindo espaço para quem busca uma folia mais no interior do estado.  Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/carnaval-de-olinda-tem-blocos-e-trocas-coloridas-pelo-centro-historico

Escolas de Samba de Manaus desfilam neste sábado, a partir das 21h

Hoje (14) acontece o desfile das escolas do Grupo Especial de Manaus, a partir das 21h, horário local. O evento ocorre no sambódromo da capital amazonense. Uma das escolas homenageia Isabelle Nogueira, que participou do Big Brother Brasil 2024 representando o Amazonas. Desde a última quinta-feira (12), os desfiles das escolas do Carnaval na Floresta agitam a cidade. Rebaixamento Neste ano, não haverá rebaixamento de escola de samba do Grupo Especial, conforme decisão tomada em janeiro entre os dirigentes das oito agremiações. Estão mantidas as oito escolas na elite do Carnaval de Manaus. De acordo com o regulamento aprovado, a campeã e a vice do Grupo de Acesso A em 2026 garantem vaga no Grupo Especial em 2027, que passará a contar com dez agremiações. A apuração das notas ocorrerá na segunda-feira, 16 de fevereiro, a partir das 14h. Além dos desfiles, neste fim de semana, as principais vias de Manaus também recebem as tradicionais bandas de carnaval de rua, como o Bloco das Piranhas e a Banda do Galo. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/escolas-de-samba-de-manaus-desfilam-neste-sabado-partir-das-21h

Sistema de transporte Aquático-SP já transportou 1 milhão de passageiros

Sistema de transporte Aquático-SP já transportou 1 milhão de passageiros

O Aquático-SP, o primeiro sistema de transporte público hidroviário de São Paulo, alcançou a marca de 1 milhão de passageiros transportados. O marco histórico reafirma a excelente aceitação do serviço pelos moradores da Zona Sul da capital.  A passageira número 1.000.000 foi a diarista Andréia Moreira da Cruz, moradora do Jardim Gaivotas, que embarcou no Terminal Mar Paulista Bruno Covas rumo ao Cantinho do Céu. usa o Aquático desde o ano passado para ir e voltar do trabalho. Desde sua inauguração, o Aquático-SP transformou a rotina de quem circula entre os terminais hidroviários Parque Linear Cantinho do Céu e Mar Paulista. O trajeto pela Represa Billings, que antes levava mais de uma hora por terra, agora é realizado em cerca de 17 minutos, proporcionando mais qualidade de vida e tempo livre aos cidadãos. Alta aprovação e eficiênciaPesquisas de satisfação realizadas pela SPTrans apontam que o Aquático-SP possui um índice de aprovação de 90,3%, com destaque para a limpeza das embarcações (97,5%) e o conforto durante o trajeto (93,7%). A rapidez do modal em relação ao transporte terrestre e a ausência de trânsito são os benefícios mais citados pelos usuários, dos quais 92,23% afirmaram que recomendariam o serviço para amigos e familiares, consolidando o transporte por águas como uma opção confiável e eficiente na rotina da capital. O sistema é totalmente integrado ao Bilhete Único e conta com embarcações modernas, acessíveis e sustentáveis. A marca de usuários reflete não apenas a eficiência operacional, mas também o carinho da população pelo novo modal, simbolizado pela popularidade da Capi Tânia. Presença constante nas ações interativas do sistema, a simpática mascote acompanhou o milionésimo passageiro no embarque e durante todo o trajeto pela represa. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/sistema-de-transporte-aquatico-sp-ja-transportou-1-milhao-de-passageiros/

Bloco independente do Rio entra no combate à violência contra a mulher

Em meio à alegria, o carnaval do Rio de Janeiro também dedica espaço à reflexão sobre temas latentes na sociedade. Entre eles, o aumento de crimes tendo como vítimas as mulheres. A Liga Independente dos Blocos de Embalo do Estado do Rio de Janeiro (Liberj) entrou na luta contra a escalada dos números, unindo a folia com ações de conscientização. Embalados pelo Bloco da Não Violência Contra Mulher, integrantes de diversas agremiações vão se concentrar na segunda-feira (16) de carnaval, às 18h, na Avenida Chile, no centro da capital fluminense. Estão confirmados os grupos Banda da Folia e Confraria da Bebidinha, além de componentes e ritmistas dos 20 blocos filiados à liga, que vão carregar faixas e cartazes com mensagens educativas e orientações sobre canais de denúncia dos diversos tipos de violência de gênero. A ideia é aproveitar a festa para mobilizar a sociedade contra esse tipo de violência, que tende a aumentar durante períodos como o carnaval, conforme explica o diretor da Liberj, Édson Baiga. “Essa luta não é só de uma entidade, é de uma sociedade, e, principalmente, dos homens que têm consciência que a mulher foi feita para ser respeitada. A mulher tem direito sobre o corpo dela. O corpo da mulher, a mulher não é uma posse do homem. E aí, dados das mortes do Ministério da Justiça [mostram] que, em 2015, foram 535 casos. Dez anos se passaram, e, em 2025, [o número] aumentou para 1.470. Significa que são quatro mulheres mortas por dia”. Para a economista e foliã Gabriela Szprinc, a iniciativa é extremamente importante na proteção das mulheres que querem aproveitar a festa. “O feminicídio no Brasil ainda é assustador. Ainda é um desafio [para] nós, como mulheres, estarmos num lugar, poder brincar o carnaval, poder só estar lá. Ser feliz e participar do jeito que cada uma entende que quer fazer, do jeito que quiser. Ter a liberdade e ser respeitada.” A mensagem é clara: carnaval é festa com dignidade e respeito. Caso tenha sido vítima de violência, disque 180, que funciona 24h por dia. * Sob supervisão de Vitória Elizabeth.  Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/bloco-independente-do-rio-entra-no-combate-violencia-contra-mulher

Primeiro dia de desfiles em São Paulo teve chuva, sambódromo lotado e Erika Hilton com faixa presidencial

Primeiro dia de desfiles em São Paulo teve chuva, sambódromo lotado e Erika Hilton com faixa presidencial

Com enredos que destacaram a força feminina, a espiritualidade, o trabalho e a natureza, o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, entre a noite de sexta-feira (13) e a madrugada e manhã deste sábado (14), foi marcado pelo Sambódromo do Anhembi lotado e muita festa na avenida. A apoteose paulistana foi palco de apresentações icônicas de sete escolas — Mocidade Unida da Mooca, Colorado do Brás, Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Vai-Vai e Barroca Zona Sul — que projetaram o Carnaval de São Paulo para o público nacional e internacional. O desfile das escolas de samba do Anhembi foi organizado com o apoio da Prefeitura em diversas áreas, como segurança, saúde, mobilidade e transporte para os foliões. A emoção falou mais alto no desfile da Acadêmicos de Tatuapé, que levou para a avenida a luta pela reforma agrária em seu enredo. Antes mesmo das agremiações entrarem na avenida, Rosas de Ouro foi penalizada e perdeu 0,5 ponto por não ter cumprido o prazo de entrega de documentos. A atual campeã também enfrentou outro problema: um integrante da agremiação desmaiou antes de começar o desfile. Estreante no grupo especial, a Mocidade Unida da Mooca abriu a noite de desfiles, trazendo o enredo Gèlèdés – Agbara Obinrin, uma homenagem ao Geledés – Instituto da Mulher Negra, fundado por Sueli Carneiro e outras intelectuais do movimento negro. A deputada Erika Hilton (Psol) foi destaque e subiu ao carro alegórico com uma faixa presidencial. Erika Hilton (Redes Sociais/Instagram) A Colorado do Brás apostou em “A Bruxa está solta! Senhoras do saber renascem na Colorado”, propondo a ressignificação da figura histórica das bruxas sob a perspectiva de mulheres perseguidas ao longo do tempo por seu conhecimento. A Dragões da Real trouxe um enredo indígena, com “Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência”, inspirado nas lendárias mulheres guerreiras da Amazônia e reforçando a importância da preservação ambiental. Já a Acadêmicos do Tatuapé apresentou “Plantar para colher e alimentar. Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra”, abordando a história da agricultura e as lutas sociais pela terra. Campeã de 2025, a Rosas de Ouro apostou em “Escrito nas Estrelas”, com um desfile que percorre a criação do universo e o uso dos astros como guia das civilizações. O Vai-Vai homenageou os estúdios Vera Cruz e São Bernardo do Campo com “A Saga Vencedora de um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Pauliceia”. Encerrando a noite, a Barroca Zona Sul desfilou “Oro Mi Maió Oxum”, homenagem à orixá das águas doces, da fertilidade e do amor, celebrando a religiosidade afro-brasileira com cores, rituais e símbolos. Para estruturar a festa, a administração municipal investiu R$ 57 milhões na Liga Independente das Escolas de Samba, beneficiando as 32 agremiações associadas e garantindo estrutura de saúde com equipes preparadas, ambulâncias com UTIs móveis em plantão contínuo, além de reforço de segurança com Guardas Civis Metropolitanos e monitoramento por câmeras. Neste sábado (14), as escolas voltam a brilhar na passarela do samba com: * 22h30 – Império da Casa Verde* 23h35 – Águia de Ouro* 0h40 – Mocidade Alegre* 1h45 – Gaviões da Fiel* 2h50 – Estrela do Terceiro Milênio* 3h55 – Tom Maior* 5h00 – Camisa Verde e Branco Já no domingo (15), as oito escolas que concorrem a uma vaga no Grupo Especial são:* 21h – Camisa 12* 22h – Unidos de Vila Maria* 23h – Acadêmicos do Tucuruvi* 0h – Mancha Verde* 1h – Nenê de Vila Matilde* 2h – Pérola Negra* 3h – Dom Bosco de Itaquera* 4h – Independente Tricolor FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/primeiro-dia-de-desfiles-em-sao-paulo-com-chuva-sambodromo-lotado-e-erika-hilton-com-faixa-presidencial/

Adaptar games ou adaptar-se às adaptações?

Adaptar games ou adaptar-se às adaptações?

Muitos afirmam que estamos vivendo uma era de ouro das adaptações de games para o cinema e a TV — e há, de fato, alguma verdade nisso. O sucesso dos filmes do Sonic, a bilheteria estrondosa de Super Mario Bros. e a recepção positiva das séries televisivas The Last of Us e Fallout certamente ajudam a dissipar dúvidas após décadas de tentativas fracassadas de adaptação. Entretanto, um curioso movimento recente do diretor francês Christophe Gans motivou-me a inaugurar esta coluna com o tema: ele realizou uma boa adaptação (Silent Hill, 2006) em uma fase amplamente desfavorável às adaptações de games e, agora, no início de 2026, entrega um filme ruim justamente em um momento considerado positivo para esse tipo de produção. Adaptar uma obra para o cinema não é uma tarefa simples. As mídias possuem linguagens distintas, públicos diferentes e hábitos de consumo próprios — cada vez mais fragmentados e difíceis de mensurar. Grande parte do encanto de personagens e mundos ficcionais está diretamente ligada ao contexto de criação e às especificidades da mídia de origem. Transpor tudo isso para um grande público pagante, seja no cinema ou no streaming, exige não apenas compreensão profunda da obra e de seus personagens, mas também domínio das particularidades do meio original. O desafio se agrava quando a mídia de origem apresenta uma linguagem complexa e repleta de nuances. A literatura se apoia sobretudo na palavra escrita, exige um alto grau de imaginação do leitor e permite que o tempo da narrativa seja mais flexível. Os quadrinhos, enquanto arte sequencial, encontram sua força na relação entre os quadros, na interdependência entre imagem e texto e na estilização gráfica. Já os jogos, como meio audiovisual híbrido, integram múltiplas linguagens, mas têm na interatividade formas específicas de narrativa que tornam o jogador uma espécie de coautor da experiência. No meio acadêmico, essa transposição harmônica é chamada de adaptação intersemiótica, pois consiste na transferência de signos de uma mídia para outra. Mas como a alternância equilibrada entre ação, resolução de puzzles e progressão narrativa de jogos survival horror, como Resident Evil e Silent Hill, pode ser adaptada para o cinema? Nesse gênero, a história não se desenvolve apenas em diálogos e cutscenes, mas também de forma fragmentada, por meio de diários, cartas, arquivos perdidos e microfilmes — elementos que o pesquisador Henry Jenkins denomina “narrativa incorporada”. Muitos desses conteúdos são opcionais, mas fundamentais para uma compreensão mais profunda do worldbuilding. Soma-se a isso a “narrativa ambiental”, construída visualmente a partir dos espaços, quando vemos a cidade fantasma de Silent Hill ou o caos de Raccoon City e logo nos perguntamos: o que aconteceu aqui? Apesar de seus problemas, a primeira adaptação de Silent Hill (2006) demonstra grande respeito pela obra original, com um visual impactante e um elenco competente. Gans errou ao inserir elementos do segundo jogo em um filme cuja protagonista, Rose, não compartilha da mesma psique de James Sunderland. Na lógica interna da série, os monstros são manifestações mentais dos protagonistas, carregadas de simbolismo. O Pyramid Head, por exemplo, representa culpa, autopunição e violência reprimida em Silent Hill 2, mas acaba reduzido, nos filmes, a um monstro genérico e recorrente, esvaziado de sua função simbólica original. Em 2022, foi anunciada uma adaptação cinematográfica do beat ’em up Streets of Rage, sob responsabilidade de Derek Kolstad. É natural que o jogador — traumatizado pelas péssimas adaptações de Double Dragon (1994) e Street Fighter (1994) — questione se tudo aquilo que torna Streets of Rage único, em meio a tantos jogos de “briga de rua”, estará presente no filme. Quem interpretará o trio Axel, Blaze e Adam? Yuzo Koshiro retornará para assinar a trilha sonora, trazendo o house, o techno e o electro-punk que definem a atmosfera da série? As mecânicas de cooperação entre os protagonistas e o side switch com os inimigos serão representadas? E a “magia” arcade de invocar apoio policial a qualquer momento para eliminar inimigos com tiros de bazuca? Blaze será instrutora de dança e fã de lambada? Vale lembrar que a própria história do jogo permanece surpreendentemente atual como uma fantasia de vigilância urbana, ao abordar corrupção policial e a falência do Estado, colocando três ex-policiais em uma cruzada de justiça pelas próprias mãos para desmantelar o sindicato do crime. Jogos possuem mecânicas, e elas são elementos intrínsecos dessa mídia. Muitas vezes, a narrativa existe como um artifício para dar sentido e contexto a mecânicas específicas. A mecânica básica de Mario, por exemplo, é o pulo — afinal, seus jogos principais pertencem ao gênero plataforma. A desastrosa adaptação live action de 1993 tentou justificar essa mecânica com o uso de botas de salto (!!!). O resultado foi a substituição do tom mágico e fantasioso dos jogos por uma distopia industrial na versão em carne e osso de Mario e companhia. Antes de Hollywood eleger os quadrinhos como sua principal galinha dos ovos de ouro no início dos anos 2000, houve inúmeras tentativas de adaptação, entre acertos e — muitos — fracassos. Se por um lado tivemos Superman (1978) e Batman (1989), por outro enfrentamos Capitão América (1990), Spawn (1997) e Batman & Robin (1997). Os games trilharam um caminho semelhante nas telonas: Super Mario Bros. (1993), Double Dragon (1994), Street Fighter (1994), Mortal Kombat (1995), Tomb Raider (2001), Resident Evil (2002), Doom (2005), Hitman (2007), Max Payne (2008), Street Fighter: A Lenda de Chun-Li (2008), Prince of Persia: The Sands of Time (2010), Assassin’s Creed (2016), Um Filme Minecraft (2025), entre muitos outros. Também houve o caso do diretor alemão Uwe Boll e sua sequência de adaptações desastrosas de games — mas isso fica para outro artigo. Christophe Gans ama a série Silent Hill e, enquanto artista, parte das melhores intenções — ainda assim, falha na execução. Isso evidencia que nem toda adaptação compreende ou respeita a linguagem do jogo. O fracasso recorrente das adaptações de games está justamente em tratá-los como matéria-prima bruta, e não como sistemas narrativos complexos e sofisticados. O êxito recente de The Last of Us

Bolsa Família não retira mulheres do mercado de trabalho, diz FMI

Bolsa Família não retira mulheres do mercado de trabalho, diz FMI

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) constatou que o programa do governo federal Bolsa Família não reduz a participação das mulheres na força de trabalho, a não ser para aquelas com crianças de até seis anos. Nesse caso, o mercado de trabalho encontra uma menor participação feminina, por conta das responsabilidades em casa, tarefas domésticas e cuidado com a família. Ainda de acordo com o estudo, as mulheres gastam em média dez horas a mais por semana no cuidado doméstico não remunerado do que os homens. O estudo mostra, ainda, que a presença das mulheres na força de trabalho é importante para o crescimento do país. Para se ter uma ideia, se a diferença da participação de homens e mulheres no mercado de trabalho caísse de 20 para 10 pontos percentuais, até 2033 o crescimento do país poderia aumentar meio ponto percentual. E são elas as responsáveis pela administração do dinheiro que entra em casa. Quase 85% das famílias que recebem o Bolsa Família são chefiadas por mulheres. São os filhos pequenos que acabam levando essas mulheres para fora do mercado de trabalho. Segundo o FMI, metade deixa de trabalhar fora até dois anos depois do nascimento do primeiro filho. A solução, segundo a pesquisa, é ampliar o acesso a creches, incentivar o trabalho remunerado e resolver as diferenças salariais. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/bolsa-familia-nao-retira-mulheres-do-mercado-de-trabalho-diz-fmi

Mais de 70 blocos agitam o carnaval de rua em Brasília

Mais de 70 blocos animam os foliões do Distrito Federal neste carnaval. Há diversão para todos os gostos e idades — do pop ao axé, do funk ao rock. Em Brasília, três grandes espaços terão programação de sábado (14) a terça-feira (17).   Na plataforma Carnaval Monumental, na área externa do Museu Nacional da República, a festa será comandada pelos blocos do Amor, das Montadas, Na Batida do Morro, Baile Bregue, Nave Pirata e As Leis de Gaga.  No Gran Folia 2026, na Esplanada dos Ministérios, a festa será comandada por diversos blocos, incluindo o Raparigueiros. No Setor Carnavalesco Sul — Circuito Brasília em Folia, no Setor Comercial Sul, os destaques são o Bloco Saly, System Safadown e Pagodão Delas.  Neste sábado, tem o tradicional Bloco das Vassourinhas de Brasília, com o frevo pernambucano e a Ala dos Garis. Tem ainda o Aparelhinho, com seu carro de som alegórico que reúne DJs e músicos, misturando música eletrônica a hits carnavalescos.  No domingo (15), a diversão é para a criançada, com os blocos Baratinha e Carnapati.   Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/mais-de-70-blocos-agitam-o-carnaval-de-rua-em-brasilia

Florianópolis sanciona Lei da Confiança e inaugura novo modelo de relação entre cidadão e poder público

Florianópolis deu um passo decisivo rumo à modernização administrativa nesta segunda-feira com a sanção da Lei da Confiança, em ato realizado no gabinete do prefeito Topázio Neto. A cerimônia reuniu autoridades estaduais e municipais e marcou um novo paradigma na gestão pública da capital catarinense, baseado na boa-fé, na eficiência e na simplificação de processos. De autoria do vereador Rafael de Lima, a nova legislação institui o princípio da confiança, substituindo a lógica de desconfiança da Administração Pública em relação ao cidadão. A norma passa a privilegiar a autodeclaração como procedimento padrão nos processos administrativos municipais, sempre que a lei autorizar, assegurada a posterior fiscalização e revisão técnica por parte do Município. O ato de sanção contou com a presença do presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Júlio Garcia, do deputado estadual Mário Motta, além do líder de governo na Câmara, da vice-prefeita, secretários municipais e representantes de diferentes setores da sociedade. O gabinete do prefeito ficou lotado, refletindo o interesse institucional e social pela mudança proposta. Segundo o autor da lei, o objetivo é tornar o Estado mais eficiente sem abrir mão da responsabilidade. “A fiscalização continua existindo, mas passa a ser mais estratégica e proporcional. Quem age corretamente não deve ser penalizado por uma burocracia excessiva”, destacou Rafael de Lima durante o evento. Inspirada em modelos internacionais de gestão pública, a Lei da Confiança busca reduzir entraves administrativos, agilizar licenças e autorizações e fortalecer um ambiente mais favorável ao empreendedorismo, à inovação e à vida cotidiana do cidadão. A proposta dialoga com o perfil de Florianópolis como cidade criativa e tecnológica, que aposta em soluções modernas para desafios históricos da administração pública. Para o prefeito Topázio Neto, a sanção representa um avanço concreto na forma como o poder público se relaciona com a população. “Estamos institucionalizando a confiança como método de gestão, sem perder o rigor do controle. É um equilíbrio necessário para uma cidade que quer crescer com responsabilidade”, afirmou. Com a nova lei em vigor, Florianópolis sinaliza uma mudança cultural na gestão pública: menos burocracia, mais agilidade e uma relação mais cooperativa entre Estado e sociedade. (CMF, 10/02/2026) Publicado em 13 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/florianopolis-sanciona-lei-da-confianca-e-inaugura-novo-modelo-de-relacao-entre-cidadao-e-poder-publico/