Finep pelo Brasil percorre 100 cidades em apoio à pesquisa e inovação

Finep pelo Brasil percorre 100 cidades em apoio à pesquisa e inovação

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de inovação vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) lançaram nesta terça-feira (10) o Finep pelo Brasil, série de encontros que percorrerá 100 capitais e cidades do interior em todas as regiões do país, de hoje (10) até o dia 10 de abril. O lançamento do programa, na Casa Firjan, no Rio de Janeiro, marca o início de encontros presenciais voltados à divulgação das linhas de crédito, subvenção econômica e demais instrumentos de apoio da financiadora para empresas, cooperativas e instituições científicas e tecnológicas para reduzir as desigualdades regionais. A Finep apresentou os 13 editais de chamadas públicas que somam R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis destinados a projetos alinhados à Nova Indústria Brasil (NIB). São recursos que não precisarão ser devolvidos às instituições concedentes, disponíveis para empresas de todos os portes. “O objetivo é promover a reindustrialização nacional com foco em sustentabilidade, autonomia tecnológica e diminuição da dependência externa, com geração de empregos e renda para o país”, explica a agência. Os setores estratégicos contemplados incluem cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional. Os itens financiáveis são gastos de pessoal, serviços de consultoria, equipamentos e material de consumo, dentre outros. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, disse que o grande desafio é o crédito para a indústria, ainda concentrado muitas vezes no estado de São Paulo. “Esse programa tem o objetivo de estimular principalmente as empresas de base tecnológica a buscar recursos para a inovação. A ciência tem que sair do papel. Não conseguiremos ser a nação autônoma que desejamos sem ciência e tecnologia. Não podemos ser o país eterno das commodities.” Segundo o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a capacidade de integrar competências e responder às demandas reais do mercado é fundamental para transformar conhecimento em inovação e competitividade. “Quando setor público e setor produtivo se associam e atuam de forma coordenada, a inovação deixa de ser exceção e passa a ser uma estratégia. Não há nação verdadeiramente independente que não priorize conhecimento. Estados Unidos e China assim respondem cada vez mais a processos robustos de investimento em pesquisa e desenvolvimento.”  Parceiro estratégica da iniciativa, o sistema Firjan Senai Sesi tem o objetivo de transformar instrumentos de fomento em projetos concretos de desenvolvimento tecnológico, competitividade industrial e crescimento econômico. Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, o anúncio de subvenção econômica e linhas de fomento em condições especiais são relevantes, porque enfrentam um dos principais gargalos da indústria brasileira: o baixo investimento em inovação. “Hoje, o Brasil investe apenas 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, bem abaixo de países como Coreia do Sul, Japão, Alemanha e Estados Unidos.” FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/finep-pelo-brasil-percorre-100-cidades-em-apoio-a-pesquisa-e-inovacao/

FloripAmanhã participa de oficinas do Projeto CITinova II nos bairros do Estreito e de Coqueiros

Fotografia de cerca de vinte e cinco adultos posando sorridentes sob uma grande árvore, em área externa com deck de madeira, diante de um prédio moderno. Alguns estão agachados na frente e outros em pé atrás, em clima descontraído.

Oficinas reuniram moradores, lideranças e especialistas para o diagnóstico urbano e climático do projeto A associação esteve presente, nesta terça-feira (10/02), nas Oficinas Participativas de Diagnóstico do Projeto CITinova II, realizadas nos bairros do Estreito e de Coqueiros. O encontro contou com a presença da diretora adjunta de Meio Ambiente da FloripAmanhã, Salete Pereira. As oficinas integram a etapa de diagnóstico urbano e climático do projeto e reuniram moradores, lideranças comunitárias, especialistas e representantes de diferentes setores da sociedade. A proposta é coletar percepções, dados e contribuições locais que sirvam de base para o planejamento integrado dessas áreas e para a formulação de soluções voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável. O Projeto CITinova II é uma iniciativa nacional que articula ciência, tecnologia e inovação para apoiar municípios brasileiros na redução das emissões de gases de efeito estufa, na conservação da biodiversidade e no fortalecimento da resiliência das cidades frente às mudanças climáticas. A metodologia adotada prioriza a participação social como elemento central do processo de diagnóstico e tomada de decisão. Planejamento urbano com escuta ativa da comunidade Durante as atividades, os participantes contribuíram com apontamentos sobre desafios, potencialidades e oportunidades dos bairros do Estreito e de Coqueiros, considerados territórios estratégicos no contexto urbano de Florianópolis. As informações levantadas serão sistematizadas e incorporadas ao diagnóstico que orientará as próximas fases do projeto. A participação da FloripAmanhã nas oficinas está alinhada à atuação histórica da associação na promoção da cultura de planejamento, da sustentabilidade urbana e da articulação entre sociedade civil, setor privado e poder público. Ao integrar espaços de escuta e construção coletiva, a entidade reforça seu compromisso com processos participativos e com a qualificação das políticas urbanas da cidade. Mais informações sobre o Projeto CITinova II estão disponíveis no site oficial do programa. Publicado em 11 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/floripamanha-participa-de-oficinas-do-projeto-citinova-ii-nos-bairros-do-estreito-e-de-coqueiros/

Diretor Jurídico do BRB deixa cargo após caso Banco Master

Diretor Jurídico do BRB deixa cargo após caso Banco Master

O Banco de Brasília (BRB) informou que Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo renunciou ao cargo de diretor Jurídico da instituição. Segundo fato relevante divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na segunda-feira (9) à noite, a saída do executivo será efetivada no próximo sábado (14). No comunicado, o BRB diz que seguirá mantendo acionistas e o mercado informados sobre fatos relevantes, reforçando o compromisso com ética, responsabilidade e transparência. O banco, no entanto, não detalhou os motivos da renúncia nem informou quem assumirá a Diretoria Jurídica. Notícias relacionadas: BRB apresenta ao BC plano para recompor capital após perdas com Master. BRB diz ter encontrado “achados relevantes” sobre caso do Banco Master. Vorcaro e ex-presidente do BRB se contradizem durante acareação. A saída ocorre em meio à crise enfrentada pelo BRB após vir à tona o envolvimento da instituição com o Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025.  Jacques Veloso havia sido nomeado diretor Jurídico em agosto de 2024, indicado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para cumprir o restante do mandato iniciado em 2022, após a saída do então titular. Ele assumiu oficialmente a função em dezembro daquele ano e já integrava a governança do banco como membro do Comitê de Auditoria. Também nesta segunda-feira, o BRB anunciou a posse de Ana Paula Teixeira como nova diretora executiva de Controles e Riscos. Segundo o banco, a executiva tem trajetória consolidada no setor financeiro e atuou como vice-presidente de Gestão de Riscos, Controles Internos, Segurança Institucional e Cibersegurança no Banco do Brasil. Em nota, o BRB afirmou que a nomeação busca fortalecer a governança corporativa, a integridade institucional e a gestão de riscos e controles internos da instituição. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Banco Master A renúncia de Veloso e a mudança na diretoria ocorrem após investigações apontarem operações entre o BRB e o Banco Master consideradas irregulares. No período de 2023 a 2024, o banco público adquiriu duas carteiras de crédito do Master no valor de R$ 12,2 bilhões, compostas por ativos superfaturados ou inexistentes, segundo as apurações. Em 2025, o BRB chegou a anunciar a intenção de adquirir o controle do Banco Master. A operação foi aprovada pelo Cade em junho, mas acabou rejeitada pelo Banco Central em setembro. Pouco depois, o Master foi liquidado pelo BC. De acordo com depoimento prestado à Polícia Federal no fim de 2025 pelo diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, as operações com o Banco Master teriam provocado um rombo estimado em R$ 5 bilhões no balanço do BRB. Parecer técnico e vídeo A renúncia ocorre após reportagem do site Metrópoles revelar a existência de um parecer jurídico assinado por Veloso no qual ele teria alertado para riscos nas operações entre o BRB e o Banco Master. No documento, o então diretor jurídico destacou a importância da observância dos índices de liquidez e de Basileia, considerados essenciais para garantir a solidez e a estabilidade do sistema financeiro. Apesar do alerta técnico, Veloso também gravou um vídeo interno no qual defendeu a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Na gravação, enviada a servidores da instituição após o anúncio da negociação, ele afirmou que “todos os cuidados jurídicos estavam sendo tomados” para que a operação seguisse os trâmites legais e normativos aplicáveis ao banco público. Os vídeos reuniram depoimentos de executivos de diferentes áreas do BRB e buscavam ressaltar supostas “vantagens técnicas” da aquisição, barrada pelo Banco Central e posteriormente investigada pela Polícia Federal. Recomposição Para conter a crise de credibilidade e reforçar a liquidez, o BRB apresentou ao Banco Central, na sexta-feira (6), um plano de capital com medidas para recompor o patrimônio da instituição em até 180 dias. Segundo estimativas do BC, o aporte mínimo necessário pode chegar a R$ 5 bilhões. O governo do Distrito Federal, acionista controlador do BRB com cerca de 72% do capital, acompanha de perto a situação. O plano foi entregue pessoalmente pelo presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, em reunião na sede do Banco Central, em Brasília. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/diretor-juridico-do-brb-deixa-cargo-apos-caso-banco-master

Salvador celebra o samba como tema do Carnaval

Depois de celebrar os 40 anos da Axé Music no Carnaval passado, Salvador volta às homenagens deste ano para outro ritmo essencial da música brasileira: o samba. O tema da folia promovida pela prefeitura é “O samba nasceu aqui”, uma reverência a um gênero que atravessa gerações, não só no Carnaval, mas o ano inteiro. A homenagem faz referência aos 110 anos da gravação do primeiro samba do Brasil, em 1916: “Pelo Telefone”, de Donga e Mauro de Almeida. “Pelo Telefone” foi composta em uma roda de samba na casa da baiana Tia Ciata, que se mudou para o Rio de Janeiro em 1876, levando com elas as tradições do samba de roda da Bahia. E a ligação com o estado também aparece nas primeiras gravações: uma versão instrumental foi feita pela banda do 1º Batalhão da Polícia da Bahia. Já a primeira gravação com letra foi do cantor “Bahiano”, nascido em Santo Amaro.  De lá para cá, “Pelo Telefone” ganhou inúmeras releituras, como a versão gravada por Martinho da Vila. Bloco Alvorada Com 51 anos de história, o Alvorada é o bloco de samba mais antigo em atividade em Salvador. O presidente do grupo, Vadinho França, diz que a homenagem é também um recado de resistência. “A mensagem é que enquanto existirem pessoas à frente da entidade de samba no carnaval, que sejam perseverantes e resilientes, o samba vai ser sempre respeitado. O samba ficou muito invisível no carnaval, mas com surgimento de outras entidades de samba no carnaval, o samba ganha notoriedade legitimado pelo povo.” Vadinho destaca que, além da ancestralidade, o samba também movimenta a economia e fortalece vínculos comunitários o ano inteiro na capital. “A ancestralidade é real no samba, pois ele rejuvenesceu e se tornou muito mais profissional sem perder a sua essência. O samba vive um grande momento na sociedade, de segunda a segunda tem samba em Salvador, passando do samba como um entretenimento, mas criando um forte apelo social e econômico na comunidade.” Atualmente, é o samba que dita o ritmo que abre oficialmente o Carnaval de Salvador, na quinta-feira gorda, no Circuito Campo Grande, puxando os trios elétricos com blocos como Alerta Geral, Pagode Total e Proibido Proibir. *Com produção de Luciene Cruz e sonoplastia de Jailton Sodré. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/salvador-celebra-o-samba-como-tema-do-carnaval

Workshop de Cocriação do Plano de Ação do Ecossistema de Inovação do Sapiens Parque

Workshop de Cocriação do Plano de Ação do Ecossistema de Inovação do Sapiens Parque

Foto:  InPETU hub O Sapiens Parque realizou, na última segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, o Workshop de Cocriação do Plano de Ação do Ecossistema de Inovação. O encontro reuniu presencialmente os atores no InPETU hub e marcou o início do processo de estruturação das ações estratégicas do ecossistema do parque.  A atividade teve como foco a construção colaborativa do plano de ação, a partir do alinhamento entre os participantes sobre prioridades e eixos de atuação. Durante o encontro, foi apresentada a metodologia do processo, com o objetivo de contextualizar os envolvidos e orientar a definição das frentes prioritárias para a formação dos Grupos de Trabalho (GTs). Em seguida, os atores puderam indicar e estruturar ações a serem desenvolvidas de forma colaborativa, com foco na superação dos desafios identificados na etapa de feedback, de acordo com suas áreas de atuação.  A iniciativa integra o Sapiens Parque Connect, projeto estratégico voltado ao fortalecimento da articulação, da governança e da colaboração entre os atores do Ecossistema de Inovação do Sapiens Parque. O projeto busca promover conexões qualificadas entre empresas, instituições de conhecimento, ambientes de inovação e demais parceiros, apoiando a construção de processos colaborativos, o alinhamento de agendas e o desenvolvimento de ações estruturantes.  Ecossistema de Inovação do Sapiens Parque:  Clique aqui e confira o mapa do ecossistema de inovação do Sapiens Parque.  (Assessoria de Imprensa InPETU hub) Publicado em 11 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/workshop-de-cocriacao-do-plano-de-acao-do-ecossistema-de-inovacao-do-sapiens-parque/

Insegurança afasta famílias e esvazia praça Santos Dumont, na Trindade

Quem trabalha, mora ou transita no entorno da praça Santos Dumont, na Trindade, em Florianópolis, tem um sentimento predominante: insegurança. Situada numa região movimentada, com muitos comércios e próxima à UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), a praça é diariamente ocupada por pessoas em situação de rua e usuários de drogas. O parquinho, que deveria ser das crianças, vive vazio, porque ninguém quer deixar filho pequeno brincando ali. Embora limpa na maior parte do tempo, a praça não cumpre sua função social, conforme a percepção de comerciantes, empresários e trabalhadores da região. O comerciante Acilon Fontoura, 58 anos, trabalha na praça desde 2018, e diz que a situação se agravou depois da pandemia. “Estamos no grupo dos comerciantes e tem uma reclamação atrás da outra. Essa praça aqui tá um lixo, com o perdão da palavra. As pessoas não conseguem nem comer um lanche em paz”, relata. Fontoura reclama da constante de furtos, da presença constante de pessoas em situação de rua e de abordagens frequentes aos poucos frequentadores da praça, como fatores que afastaram famílias e crianças. Afirma ainda que, apesar da presença policial, o problema persiste. “Eles passam, mas podiam parar, conversar, pedir pra circular”, avalia. A empresária Gisele Nascimento, 47 anos, tem um negócio há cerca de um mês na região e diz que o clima varia. “Dependendo do horário fica um pouco pior. Quando tem feira, vemos mais cedo e não é legal”, afirma. “Eu não consigo atravessar a praça. Dou a volta inteira”, lamenta. Gisele também menciona o desconforto causado pela circulação de pessoas em situação de rua no centro comercial em que trabalha. “Eles entram pra pegar água, usar banheiro e dependendo da condição, gera desconforto pra quem tá trabalhando e circulando ali.” Uma trabalhadora da região, que pediu para não ser identificada, relata medo constante, principalmente à noite. Moradora de São José, deixa a moto próximo à praça e já teve problemas recorrentes. “Já mexeram duas vezes. Uma vez tinha um comendo em cima da moto. Quando penso em sair, fico um estresse”, conta. Em outra ocasião, teve uma peça furtada. “É prejuízo, estresse e isso causa medo e preocupação.” O receio dela vai além dos danos materiais. “Eles estão sempre com droga, álcool, fora da consciência. A gente nunca sabe se vai ser atacada, assaltada. É medo constante”, diz. Ela revela que já cogitou deixar o emprego por não se sentir segura na região. Demandas e soluções Entre os pedidos às autoridades, estão reforço no policiamento, abordagens mais frequentes e medidas estruturais. Em resposta às reclamações, a vice-prefeita e secretária municipal de Segurança e Ordem Pública, Maryanne Mattos, afirma que o município iniciou um conjunto de ações para ampliar o controle e a presença do Poder Público no local. Ela esteve com empresários da região na quarta-feira (4) pela manhã e alinhou estratégias. Um dos encaminhamentos foi a inclusão dos comerciantes no grupo Guardião, um canal direto de WhatsApp com a Guarda Municipal. “Vão participar, colocando as ocorrências ali, com foto, localização e informação em tempo real”, explicou. Outra medida será a instalação de seis câmeras de monitoramento. “Os comerciantes se comprometeram a doar para que possamos integrar ao sistema de inteligência”, afirmou Maryanne. Além disso, haverá reforço de presença no local. “Vamos colocar dois voluntários com as rondas, para acionar a guarda, a assistência ou a prefeitura quando necessário.” A secretária ressaltou que as abordagens na região são frequentes, inclusive de madrugada. Segundo ela, o reforço das ações no Centro e nas praias faz parte da estratégia, já que parte dessa população migra para bairros como a Trindade. Para Maryanne, a parceria com a comunidade será decisiva. (ND, 10/02/2026) Publicado em 10 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/inseguranca-afasta-familias-e-esvazia-praca-santos-dumont-na-trindade/

Finep pelo Brasil percorre 100 cidades em apoio à pesquisa e inovação

Finep pelo Brasil percorre 100 cidades em apoio à pesquisa e inovação

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de inovação vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) lançaram nesta terça-feira (10) o Finep pelo Brasil, série de encontros que percorrerá 100 capitais e cidades do interior em todas as regiões do país, de hoje (10) até o dia 10 de abril. O lançamento do programa, na Casa Firjan, no Rio de Janeiro, marca o início de encontros presenciais voltados à divulgação das linhas de crédito, subvenção econômica e demais instrumentos de apoio da financiadora para empresas, cooperativas e instituições científicas e tecnológicas para reduzir as desigualdades regionais. Notícias relacionadas: 2025: indústria cresce mais que a média do Brasil em sete estados. Haddad defende nova arquitetura para benefícios sociais . INPC de janeiro sobe 0,39% e acumula alta de 4,3% em 12 meses. A Finep apresentou os 13 editais de chamadas públicas que somam R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis destinados a projetos alinhados à Nova Indústria Brasil (NIB). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp São recursos que não precisarão ser devolvidos às instituições concedentes, disponíveis para empresas de todos os portes. “O objetivo é promover a reindustrialização nacional com foco em sustentabilidade, autonomia tecnológica e diminuição da dependência externa, com geração de empregos e renda para o país”, explica a agência. Os setores estratégicos contemplados incluem cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional. Os itens financiáveis são gastos de pessoal, serviços de consultoria, equipamentos e material de consumo, dentre outros. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos durante o lançamento do Finep Pelo Brasil na Casa Firjan, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, disse que o grande desafio é o crédito para a indústria, ainda concentrado muitas vezes no estado de São Paulo. “Esse programa tem o objetivo de estimular principalmente as empresas de base tecnológica a buscar recursos para a inovação. A ciência tem que sair do papel. Não conseguiremos ser a nação autônoma que desejamos sem ciência e tecnologia. Não podemos ser o país eterno das commodities.” Segundo o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a capacidade de integrar competências e responder às demandas reais do mercado é fundamental para transformar conhecimento em inovação e competitividade. “Quando setor público e setor produtivo se associam e atuam de forma coordenada, a inovação deixa de ser exceção e passa a ser uma estratégia. Não há nação verdadeiramente independente que não priorize conhecimento. Estados Unidos e China assim respondem cada vez mais a processos robustos de investimento em pesquisa e desenvolvimento.”  Parceiro estratégica da iniciativa, o sistema Firjan Senai Sesi tem o objetivo de transformar instrumentos de fomento em projetos concretos de desenvolvimento tecnológico, competitividade industrial e crescimento econômico. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Luiz Césio Caetano, durante o lançamento do Finep Pelo Brasil na Casa Firjan, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, o anúncio de subvenção econômica e linhas de fomento em condições especiais são relevantes, porque enfrentam um dos principais gargalos da indústria brasileira: o baixo investimento em inovação. “Hoje, o Brasil investe apenas 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, bem abaixo de países como Coreia do Sul, Japão, Alemanha e Estados Unidos.” Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/finep-pelo-brasil-percorre-100-cidades-em-apoio-a-pesquisa-e-inovacao

Primeira noite de desfile das escolas de SP celebra figuras femininas

Na primeira noite de desfiles do Grupo Especial no Sambódromo do Anhembi, os enredos falam de temas como astrologia, cinema, orixás e reforma agrária. Chamam a atenção aqueles que celebram figuras femininas: de mulheres negras às que já foram chamadas de bruxas e silenciadas pela história, além das guerreiras Amazonas. Tadeu Kaçula, sambista e sociólogo, comenta a importância dos enredos que trazem reflexões para o debate público. “Que é o caso da mulher negra, que é o caso da população indígena, que faz parte da construção social, política, de identidade do nosso país. Essas escolas de samba trazem esses enredos e, certamente mostrarão na avenida, que a história oficial do Brasil precisa ser relida, precisa ser reescrita, precisa ser recontada”. Para Raul Machado, comentarista de carnaval há 15 anos, a diversidade de temas é uma das características da folia, e o desafio de cada escola é escolher a melhor forma de narrar a história. “Você tem a Rosas de Ouro, atual campeã, que aposta numa temática lúdica, falando da astrologia e a Tatuapé, que vai colocar o dedo na ferida no tema reforma agrária, mostra exatamente isso. O Carnaval é um livro aberto. Cabe a cada carnavalesco, a cada presidente, a cada comunidade desenvolver essa história e apresentar ela da melhor maneira possível”.   O feminino e a luta pela terra no centro dos desfiles Quem abre-alas às 23h da primeira noite de desfiles do Grupo Especial é a Mocidade Unida da Mooca, que estreia na elite com o enredo “GÈLÈDÉS – Agbara Obinrin”, que exalta a força das mulheres negras por meio da história do Geledés, Instituto da Mulher Negra fundado pela filósofa Sueli Carneiro. A segunda escola a entrar na avenida é a Colorado do Brás, com o enredo “A Bruxa está solta” que revisita a sabedoria das mulheres perseguidas e silenciadas ao longo da história. A terceira agremiação a desfilar é a Dragões da Real com o enredo “Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência”. É a celebração do sagrado feminino e da defesa do meio ambiente através das amazonas que viviam numa sociedade matriarcal. Na sequência, a Acadêmicos do Tatuapé leva a reforma agrária para a avenida com o enredo “Plantar para Colher e Alimentar – Tem Muita Terra sem Gente, Tem Muita Gente sem Terra”. A escola da zona leste destaca a agricultura familiar e camponesa e se inspira na luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. Tadeu Kaçula, sambista e sociólogo, ressalta o papel das escolas ao levar para a avenida temas sociais. “Quando a gente percebe escolas de samba como Acadêmicos do Tatuapé, trazendo um tema que é importante, sobretudo do ponto de vista da luta de classe no Brasil relacionado à questão da reforma agrária, direito à terra, direito à habitação, direito à moradia…  temas tão importantes que deveriam ser debatido no Congresso Nacional acabando sendo debatido e a Escola de Samba tem esse papel de ser um vetor para manter o debate público vivo”. A atual campeã do carnaval de São Paulo, a Rosas de Ouro, se debruça sobre a astrologia, da criação do universo ao uso dos astros como guia no enredo “Escrito nas Estrelas”. A penúltima escola a desfilar na sexta-feira é a maior campeã do carnaval paulistano: com 15 títulos, a Vai-vai busca mais uma vitória com “ Em cartaz: a saga vencedora de um povo heroico no apogeu da vedete da Pauliceia”, num enredo que conta a história dos estúdios de cinema Vera Cruz, a Hollywood de São Bernardo do Campo que surgiu no fim dos anos 1940. Quem encerra a primeira noite do Grupo Especial é a Barroca Zona Sul, que entra na avenida por volta das 5h30 fazendo reverência a Oxum, a orixá das águas doces, da fertilidade e do amor, com o enredo “Oro Mi Maió OXUM”. Neste ano, a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, que é responsável pela organização do carnaval paulistano, lançou uma bilheteria itinerante pelas quadras das escolas para a venda dos ingressos. O público também pode adquirir as entradas pelo site Clube do Ingresso e no ponto físico na Fábrica do Samba. O valor é a partir de R$ 165 para os setores ainda disponíveis. *Com sonoplastia de Jailton Sodré, colaboração de Priscila Cestari e produção de Dayana Vitor Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/primeira-noite-de-desfile-das-escolas-de-sp-celebra-figuras-femininas

Abertura do Ano Legislativo tem leitura da mensagem do prefeito e projeções para 2026

O prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto, participou da abertura do Ano Legislativo na Câmara Municipal nesta segunda-feira (09), com a leitura da tradicional mensagem anual aos vereadores e à sociedade, conforme previsto no artigo 74, inciso VIII, da Lei Orgânica do Município. No discurso, o chefe do Executivo relembrou as realizações de 2025, projetou as expectativas para 2026, apresentou as principais diretrizes da gestão, destacou ações em andamento e reforçou a importância do diálogo entre os poderes para o desenvolvimento da capital. Entre os principais avanços citados, Topázio destacou obras e programas estruturantes, como a Ponte da Lagoa, a implantação da terceira faixa da SC-401 em parceria com o Governo do Estado, e a criação do primeiro hospital veterinário público de Florianópolis. O prefeito também lembrou o programa de gratuidade do transporte Formiguinha, que já foi utilizado mais de um milhão de vezes, beneficiando especialmente as comunidades do Maciço do Morro da Cruz. Na área da saúde, o prefeito ressaltou os atendimentos do Multihospital e o funcionamento da Ótica Pública, que já entregou mais de 30 mil óculos gratuitos à população. Na educação, destacou a abertura de três novas unidades de ensino integral, duas no Norte da Ilha e uma no Centro, voltadas principalmente aos estudantes do Maciço do Morro da Cruz. Já na habitação social, lembrou a aprovação, pela Câmara, do maior programa habitacional da cidade, o Floripa Para Todos. Ao tratar das perspectivas para 2026, o prefeito Topázio destacou a licença definitiva para a construção do Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte, projeto aprovado pela Câmara em 2018. A área contará com um parque urbano público de convivência, com espaços para eventos, estacionamento, quiosques, áreas de lazer e ambientes voltados à prática de esportes ligados ao mar. As obras devem iniciar ainda em 2026. O prefeito também reconheceu que o ano é mais desafiador por conta do calendário eleitoral, mas afirmou que o cenário é positivo para a cidade. Segundo ele, a recuperação dos índices financeiros do município permite a contratação de financiamentos com garantia do Governo Federal e amplia a capacidade de investimento. O prefeito também destacou dois projetos prioritários em tramitação na Casa: a revisão da estrutura da Guarda Municipal, que possibilitará a abertura de concurso público para novos agentes, e a atualização do Código de Obras, alinhada ao novo Plano Diretor. “É um ano bastante positivo, de muito trabalho para os vereadores e para o Executivo. Sempre me dá prazer vir no início do Ano Legislativo para conversar com os parlamentares e apresentar o que está acontecendo na cidade”, disse. O vice-presidente da Câmara, vereador Bericó (PL), que presidiu a sessão, destacou a parceria entre o Legislativo e o Executivo. “A Câmara de Vereadores tem demonstrado, ao longo dos anos, que é parceira da cidade e da população de Florianópolis e que, junto com o Executivo, pensa no desenvolvimento e na qualidade de vida da nossa gente”, afirmou. (CMF, 09/02/2026) Publicado em 10 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/abertura-do-ano-legislativo-tem-leitura-da-mensagem-do-prefeito-e-projecoes-para-2026/

Ipea diz que mercado de trabalho pode absorver fim da escala 6×1

Ipea diz que mercado de trabalho pode absorver fim da escala 6x1

Os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário mínimo no Brasil, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho.  A conclusão é de estudo publicado nesta terça-feira (10) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisa os efeitos econômicos da eventual redução da jornada atualmente predominante de 44 horas semanais, associada à escala 6×1, que estabelece um dia de descanso a cada seis trabalhados. Notícias relacionadas: Proposta que acaba com jornada de trabalho 6×1 vai para a CCJ. Não há mais razão para manter escala 6×1 e jornada de 44h, diz senador. Fim da Escala 6×1 pode ser votado em maio, diz presidente da Câmara. A redução da jornada de trabalho teria um custo de menos de 1% em grandes setores, como indústria e comércio, mas alguns setores de serviços que dependem de mais mão de obra podem precisar de políticas públicas, avalia o Ipea.  Os pesquisadores citam, por exemplo, os reajustes históricos do salário mínimo, como os de 12%, em 2001, e 7,6% em 2012, que não reduziram o nível de empregos. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A jornada geral de 40 horas semanais elevaria o custo do trabalhador celetista em 7,84%, mas, dentro do custo total da operação, o efeito é menor, diz o pesquisador Felipe Pateo. “Quando a gente olha para a operação de grandes empresas na área de comércio, da indústria, a gente vê que o custo com trabalhadores representa às vezes menos que 10% do custo operacional da empresa. Ela tem custo grande de formação de estoques, custo de investimento em maquinário”, explica. Já empresas de serviços para edifícios, como vigilância e limpeza, podem ter um impacto maior, de 6,5% no custo da operação. Nesses casos, seria necessária uma transição gradual para a nova jornada. O mesmo serviria para pequenas empresas, que podem ter até mais dificuldade para adaptar as escalas de trabalho, segundo Pateo. “A gente vê que esse tempo de transição também é muito importante para as empresas menores. E você precisa abrir possibilidades de contratação de trabalhadores em meio período, por exemplo, que possam suprir eventualmente um tempo de funcionamento num fim de semana, caso a redução de jornada possa dificultar esse processo”, observa. Combate a desigualdades O estudo também aponta que jornadas de 44 horas concentram trabalhadores de menor renda e escolaridade. Para o pesquisador, a redução da jornada pode reduzir desigualdades. “Quando a gente reduz a jornada máxima para 40 horas, a gente bota esses trabalhadores que estão nos empregos de menores salários, de menor duração do tempo de emprego, em pé de igualdade, pelo menos na quantidade de horas trabalhadas. E a gente acaba aumentando o valor da hora de trabalho desses trabalhadores. Então isso faz com que eles se aproximem das condições dos trabalhadores nas melhores situações trabalhistas”, argumenta. Segundo a pesquisa, a remuneração média para quem trabalha até 40 horas por semana é de R$ 6,2 mil. Já os trabalhadores de 44 horas recebem, em média, menos da metade. Esses trabalhadores com jornada maior também têm menor escolaridade.  Segundo o estudo do Ipea, mais de 83% dos vínculos de pessoas com até o ensino médio completo estão nessa condição, proporção que cai para 53% entre aqueles com ensino superior completo. Diferentemente de outras características sociodemográficas, a incidência de jornadas estendidas mostra forte associação com o nível de escolaridade. A grande maioria dos 44 milhões de trabalhadores celetistas registrados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) em 2023 tinha jornada de 44 horas semanais. Ao todo, eles somam 31.779.457, o que equivale a 74% dos que tinham jornada informada. Em 31 dos 87 setores econômicos analisados, mais de 90% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40 horas semanais.  A Rais é uma declaração obrigatória na qual empresas brasileiras informam ao Ministério do Trabalho dados sobre seus funcionários, vínculos empregatícios e salários. Empresas menores Um desafio apontado no estudo do Ipea é para as empresas de menor porte, pois elas têm, proporcionalmente, mais trabalhadores com jornadas superiores a 40 horas. Enquanto a média nacional indica que 79,7% dos trabalhadores têm jornadas superiores a 40 horas semanais, esse percentual sobe para 87,7% nas empresas com até quatro empregados e para 88,6% naquelas que empregam entre cinco e nove trabalhadores.  Os trabalhadores atualmente submetidos a jornadas superiores a 40 horas somam 3,39 milhões nas empresas com até quatro empregados e 6,64 milhões quando se consideram aquelas com até nove trabalhadores. Esses setores incluem, por exemplo, segmentos da área de educação, atividades de organizações associativas e outros serviços pessoais, como lavanderias e cabeleireiros, nos quais predominam jornadas estendidas entre empresas com até quatro trabalhadores. Debate A redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas e o fim da escala 6×1 entraram de vez no radar político do país neste início de ano.  Nesta terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que uma das prioridades da Casa neste ano é justamente votar esses direitos trabalhistas. Em suas redes sociais, Motta escreveu que a análise pelos deputados pode se dar em maio.  Atualmente, duas propostas estão sendo discutidas na Casa sobre o assunto: uma da deputada Erika Hilton, a PEC 8/25, e outra pelo deputado Reginaldo Lopes, a PEC 221/19.  Na mensagem enviada ao Congresso Nacional, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também colocou o tema entre as prioridades do governo para o semestre. . Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/ipea-diz-que-mercado-de-trabalho-pode-absorver-fim-da-escala-de-trabalho-6×1