Pré-carnaval do Nordeste entra na reta final

O Nordeste vive seus últimos momentos de prévias carnavalescas. Em Recife, acontece a sétima edição do Ubuntu, que este ano tem como tema “Deixando legado, pensando no futuro!”. São 28 grupos de afoxé reunidos que transformam a Avenida Rio Branco em um grande terreiro a céu aberto em pleno carnaval. A concentração começa às 16h, no Boulevard da Rio Branco, no bairro do Recife, e contará com as participações especiais dos cantores Altay Veloso e Zezé Motta. À noite, às 19h, acontece uma das tradições mais emblemáticas do carnaval de Recife. A Ponte Duarte Coelho receberá a escultura gigante do Galo da Madrugada, que este ano foi batizada de Galo Folião Fraterno e que presta homenagens ao religioso Dom Helder Câmara e a psiquiatra Nise da Silveira. A “Subida do Galo” contará com apresentações de Getúlio Cavalcanti, Bloco das Ilusões, Canindé do Recife, Clarins de Ouro de Pernambuco, da Companhia de Dança Perna de Palco e da Orquestra Som Brasil. João Pessoa Em João Pessoa, na Paraíba, é dia do tradicional bloco Muriçocas do Miramar, que neste ano comemora 40 anos e reúne milhões de foliões na chamada Quarta-feira de Fogo, uma alusão a de Cinzas. A concentração começa às 19h, na Praça das Muriçocas, e segue pela Avenida Epitácio Pessoa em direção à região da orla. O percurso é acompanhado pelo Grupo de Cultura Popular Urso Amigo da Batucada e de várias manifestações culturais, como grupos de maracatu e trios elétricos comandados por artistas como Mestre Fuba, Capilé e Alceu Valença. Salvador O encerramento do pré-carnaval em Salvador tem como destaque um circuito sem trios elétricos, com milhares de músicos no chão junto com os foliões. A partir das 19h, começa mais uma edição do Habeas Copos, que este ano completa 48 anos. O evento deste ano reúne 20 grupos, entre blocos de chão e fanfarras, que fazem o circuito Sérgio Bezerra, saindo da rua Marquês de Leão em direção ao Farol da Barra, terminando no Monumento do Cristo. A banda Habeas Copos, que dá nome ao festejo chamado de “carnaval acústico” de Salvador, deve fazer seu desfile entre os foliões por volta das 22h20. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/pre-carnaval-do-nordeste-entra-na-reta-final
Marquito vê retrocesso no veto do governador de Santa Catarina à Lei da Compostagem

Na sessão de terça-feira (10), na Assembleia Legislativa, o deputado e ambientalista Marcos José de Abreu – Marquito (Psol) lamentou a manutenção do veto do governador Jorginho Mello ao projeto da Lei da Compostagem, de sua autoria. “Quem não quis ter um projeto de um programa de compostagem em Santa Catarina, com certeza está de acordo com esses modelos de gestão de resíduos que têm nas cidades, que estão levando muitos prefeitos presos”, declarou o parlamentar, na tribuna da Alesc. “Nós tínhamos aqui um projeto de lei que iria melhorar a vida da população catarinense, que poderia diminuir o custo dos municípios”, disse Marquito. Também enfatizou que se Santa Catarina tivesse uma Lei da Compostagem, poderiam ser geradas mais oportunidades de trabalho e renda, além de melhorar as condições ambientais, sociais e econômicas nas cidades catarinenses. Marquito cobrou coerência dos deputados que não apoiaram a derrubada do veto, impedindo que haja uma boa gestão de resíduos sólidos nas cidades. “Preferem que a gente saia nas páginas dos noticiários com 30 prefeitos presos por conta de corrupção, com lixo”, disse Marquito. A crítica do deputado foi dirigida especialmente a integrantes do partido do governador do estado: “Inacreditável que a bancada do PL não tem uma posição definida, não tem compromisso com o povo catarinense, não tem responsabilidade do ponto de vista da importância do ato legislativo”. Marquito justificou que o projeto já havia sido analisado tecnicamente e que não havia nenhum impedimento constitucional para sua aprovação. O projetoO projeto apresentado por Marquito propôs organizar a compostagem como política pública em Santa Catarina, com foco em reduzir o descarte inadequado de resíduos orgânicos, incentivar a reciclagem e valorizar iniciativas de destinação final ambientalmente adequada. Tudo isso de forma integrada, participativa e descentralizada. Marquito é agrônomo e dedica sua vida à causa da agricultura urbana e a compostagem. (Reprodução Instagram pessoal) Na prática, a compostagem reduz a emissão de gases de efeito estufa, diminui os gastos públicos com aterros sanitários e fortalece a geração de trabalho e renda nas comunidades. A lei também colocaria Santa Catarina em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que orienta estados e municípios a adotarem soluções sustentáveis para o manejo do lixo. Desde 2019, Florianópolis tem legislação própria sobre compostagem, proposta por Marquito, no mandato como vereador. “Nossa lei, no município, mostra que é possível transformar resíduo em cuidado com o território”, argumentou. A votaçãoVotaram SIM pela manutenção do veto: Alex Brasil (PL), Ana Campagnolo (PL), Carlos Humberto (PL), Ivan Naatz (PL), Jesse Lopes (PL), Marcius Machado (PL), Oscar Gutz (PL), Sargento Lima (PL), Lucas Neves (Podemos) e Marcos da Rosa (União Brasil). FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/marquito-ve-retrocesso-no-veto-do-governador-de-santa-catarina-a-lei-da-compostagem/
Oficinas da CDL propõem grande retrofit urbano para devolver vitalidade às ruas Felipe Schmidt e Trajano
Com circulação média de 412 mil pessoas por mês, a rua Felipe Schmidt segue como um dos principais eixos de pedestres de Florianópolis. É nesse território de alto fluxo que a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis propõe mais um passo concreto na construção de uma nova agenda para o Centro da cidade, ao liderar uma série de oficinas e encontros estratégicos voltados à revitalização urbana das ruas Felipe Schmidt e Trajano. A proposta é desenvolver um amplo projeto de retrofit capaz de movimentar o comércio, estimular espaços de permanência, atrair novos lojistas e devolver vitalidade à região mais simbólica da Capital. O estudo, desenvolvido a partir de um mapeamento técnico, escuta ativa e análise de comportamento urbano, foi coordenado por Nara Schutz, especialista em placemaking, e apresentado nesta terça-feira (10) em reunião na sede da CDL. Participaram diretores da entidade, comerciantes, proprietários de imóveis e representantes do poder público. (Confira a matéria completa em CDL, 10/02/2026) Publicado em 11 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/oficinas-da-cdl-propoem-grande-retrofit-urbano-para-devolver-vitalidade-as-ruas-felipe-schmidt-e-trajano/
Câmara aprova redução de tributos para indústria química

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), o projeto de lei complementar que estabelece alíquotas de transição menores para as indústrias química e petroquímica participantes de regime fiscal especial até sua migração para um novo regime com vigência em 2027. Com a medida, o governo federal deve elevar de R$ 1 bilhão para R$ 3,1 bilhões o orçamento destinado ao Regime Especial da Indústria Química (Reiq) para este ano. A proposta será, agora, enviada para análise do Senado. Notícias relacionadas: 2025: indústria cresce mais que a média do Brasil em sete estados. Governo vai triplicar incentivo fiscal para socorrer indústria química. Câmara aprova urgência para votar quebra de patente do Mounjaro. Segundo o texto, as alíquotas referentes ao pagamento menor de tributos federais (PIS e Cofins) valerão de março a dezembro deste ano e substituem outras vetadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por falta de previsão de impacto orçamentário. O Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq) foi sancionado no fim do ano passado, com vetos, e visa reduzir custos de produção da indústria química por meio da redução das alíquotas. O projeto aprovado nesta terça-feira limita a renúncia fiscal este ano a R$ 2 bilhões, mas isenta a proposta de critérios para tramitação recém incluídos na Lei de Responsabilidade Fiscal e na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Outros R$ 1,1 bilhão bancarão créditos tributários adicionais previstos na legislação para as centrais petroquímicas e indústrias químicas participantes do Reiq. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Alíquotas O texto vetado pelo governo previa aplicação de alíquotas de 0,67% de PIS e 3,08% de Cofins nos meses de novembro e dezembro de 2025, baixando para 0,54% e 2,46%, respectivamente, em todo este ano. O projeto aprovado pela Câmara, além de limitar a renúncia, propõe alíquotas de 0,62% e 2,83% respectivamente de PIS e Cofins de março a dezembro deste ano, um meio termo. Isso valerá para indústrias participantes do Reiq, que será extinto no final do ano. Essas alíquotas se aplicam também à importação com incidência de PIS-Importação e Cofins- Importação. A renúncia abrange a compra de nafta petroquímica e parafina e vários outros produtos químicos utilizados como insumo pela indústria. O relator do texto, deputado Afonso Motta (PDT-RS), explicou que a proposta tem caráter transitório para evitar descontinuidade abrupta de política pública previamente instituída, preservando a previsibilidade regulatória e a estabilidade econômica do segmento durante o período de transição. Segundo o relator, a proposta somente gera impacto fiscal este ano, quando tem renúncia estimada em R$ 3,1 bilhões compensada por ganho de arrecadação e projeção de receita ao longo do ano. * Com informações da Agência Câmara de Notícias Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/camara-aprova-reducao-de-tributos-para-industria-quimica
Carnaval de Salvador: Carlinhos Brown inaugura novo trio elétrico

Carlinhos Brown, artista reconhecido pela mistura de ritmos, ideias e experimentações, apresenta mais um projeto que reforça a trajetória de inovação. Para o Carnaval de 2026, inaugura o novo trio elétrico batizado de Mister Brown 2. O projeto foi desenvolvido por arquitetos e engenheiros baianos com design contemporâneo, uso de materiais mais leves e tecnologia de ponta na sonorização. Além do trio, Brown terá um carro de apoio chamado de camarote andante, com capacidade para 150 pessoas. O veículo é 100% elétrico. Para o artista, a iniciativa representa um passo importante na transição energética do Carnaval com foco na sustentabilidade: “A transição energética é uma fase hoje que ela tá mais para transgressão energética, de dar um passo e a gente descarbonizar o Carnaval. É horrível para para quem vai tocando percussão atrás, sentir aquele bafo de gerador… Imagina isso para o público, não faz bem. E faz bem para a natureza, eu como um todo.” Atrações Entre as atrações confirmadas no trio de Carlinhos Brown, está o DJ sul-africano Black Coffee, considerado um dos maiores nomes da música eletrônica no mundo. A participação dialoga com a recente fase do artista que lançou o álbum “EletroCarnaBrown”. O trabalho traz remix de grandes sucessos em uma fusão entre a percussão afro-baiana e a música eletrônica, com a colaboração do DJ. Mesmo com essa pegada contemporânea, o artista reafirma a força da tradição. No Carnaval 2026, o tema é o samba. Brown vai receber no trio músicos que integraram a banda de Beth Carvalho, além da participação especial da cantora Simone. Para ele, a homenagem é uma forma de celebrar um gênero que atravessa gerações e une o país. “O samba nasceu no mar. Tanto o Rio, como Bahia, como Maranhão, como Recife, cada um traduz a sua forma e traz linguagens com os sotaques peculiares que nós temos ao samba. Mas a Bahia é especial. A Bahia também deu seus experimentos nesse longo do tempo. Então, cabe a gente homenagear o samba de roda do recôncavo, tudo que Betânia fez, que Simone fez, que grandes músicos vêm traduzindo. Jorge Portugal, o Roberto Mendes, o trabalho de Neguinho do Samba em fazer o samba reggae ou tudo que aconteceu com o que chama de pagode baiano, que é um tipo de samba muito novo, muito atual e que me sinto muito atuante assim dentro de uma linhagem, da maestria do tambor, da mensagem do tambor. O samba tem essa força, o samba tem esse esteio.” Trajetória Ao falar sobre a tragédia trajetória artística de mais de 40 anos, Carlinhos Brown destaca o samba como uma das bases da identidade artística, um caminho que contribuiu para o reconhecimento internacional de um trabalho marcado por prêmios e parcerias ao redor do mundo. “Eu sou muito feliz por ter ido para o Oscar com o samba. Lá fora eu sou conhecido como um autor de samba. Fiz o aquela canção Mãe de Samba, né? Fiz um um um álbum com a Timbalada chamado Botumbá. Mas minha grande comemoração de samba esse ano é Margarida Perfumada. Ela tá fazendo 30 anos. E quem pode rever nas nas matérias o que eu dizia: ‘Nós precisamos ter samba. Nós precisamos que o samba volte’. E Margarida Perfumada naquele ano ganhou o carnaval. O samba tá de parabéns e a Bahia acertou muito em rever.” Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/carnaval-de-salvador-carlinhos-brown-inaugura-novo-trio-eletrico
Mercado de trabalho pode absorver fim da escala 6×1, diz Ipea

Os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário mínimo no Brasil, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho. A conclusão é de estudo publicado nesta terça-feira (10) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisa os efeitos econômicos da eventual redução da jornada atualmente predominante de 44 horas semanais, associada à escala 6×1, que estabelece um dia de descanso a cada seis trabalhados. A redução da jornada de trabalho teria um custo de menos de 1% em grandes setores, como indústria e comércio, mas alguns setores de serviços que dependem de mais mão de obra podem precisar de políticas públicas, avalia o Ipea. Os pesquisadores citam, por exemplo, os reajustes históricos do salário mínimo, como os de 12%, em 2001, e 7,6% em 2012, que não reduziram o nível de empregos. A jornada geral de 40 horas semanais elevaria o custo do trabalhador celetista em 7,84%, mas, dentro do custo total da operação, o efeito é menor, diz o pesquisador Felipe Pateo. “Quando a gente olha para a operação de grandes empresas na área de comércio, da indústria, a gente vê que o custo com trabalhadores representa às vezes menos que 10% do custo operacional da empresa. Ela tem custo grande de formação de estoques, custo de investimento em maquinário”, explica. Já empresas de serviços para edifícios, como vigilância e limpeza, podem ter um impacto maior, de 6,5% no custo da operação. Nesses casos, seria necessária uma transição gradual para a nova jornada. O mesmo serviria para pequenas empresas, que podem ter até mais dificuldade para adaptar as escalas de trabalho, segundo Pateo. “A gente vê que esse tempo de transição também é muito importante para as empresas menores. E você precisa abrir possibilidades de contratação de trabalhadores em meio período, por exemplo, que possam suprir eventualmente um tempo de funcionamento num fim de semana, caso a redução de jornada possa dificultar esse processo”, observa. Combate a desigualdades O estudo também aponta que jornadas de 44 horas concentram trabalhadores de menor renda e escolaridade. Para o pesquisador, a redução da jornada pode reduzir desigualdades. “Quando a gente reduz a jornada máxima para 40 horas, a gente bota esses trabalhadores que estão nos empregos de menores salários, de menor duração do tempo de emprego, em pé de igualdade, pelo menos na quantidade de horas trabalhadas. E a gente acaba aumentando o valor da hora de trabalho desses trabalhadores. Então isso faz com que eles se aproximem das condições dos trabalhadores nas melhores situações trabalhistas”, argumenta. Segundo a pesquisa, a remuneração média para quem trabalha até 40 horas por semana é de R$ 6,2 mil. Já os trabalhadores de 44 horas recebem, em média, menos da metade. Esses trabalhadores com jornada maior também têm menor escolaridade. Segundo o estudo do Ipea, mais de 83% dos vínculos de pessoas com até o ensino médio completo estão nessa condição, proporção que cai para 53% entre aqueles com ensino superior completo. Diferentemente de outras características sociodemográficas, a incidência de jornadas estendidas mostra forte associação com o nível de escolaridade. A grande maioria dos 44 milhões de trabalhadores celetistas registrados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) em 2023 tinha jornada de 44 horas semanais. Ao todo, eles somam 31.779.457, o que equivale a 74% dos que tinham jornada informada. Em 31 dos 87 setores econômicos analisados, mais de 90% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40 horas semanais. A Rais é uma declaração obrigatória na qual empresas brasileiras informam ao Ministério do Trabalho dados sobre seus funcionários, vínculos empregatícios e salários. Empresas menores Um desafio apontado no estudo do Ipea é para as empresas de menor porte, pois elas têm, proporcionalmente, mais trabalhadores com jornadas superiores a 40 horas. Enquanto a média nacional indica que 79,7% dos trabalhadores têm jornadas superiores a 40 horas semanais, esse percentual sobe para 87,7% nas empresas com até quatro empregados e para 88,6% naquelas que empregam entre cinco e nove trabalhadores. Os trabalhadores atualmente submetidos a jornadas superiores a 40 horas somam 3,39 milhões nas empresas com até quatro empregados e 6,64 milhões quando se consideram aquelas com até nove trabalhadores. Esses setores incluem, por exemplo, segmentos da área de educação, atividades de organizações associativas e outros serviços pessoais, como lavanderias e cabeleireiros, nos quais predominam jornadas estendidas entre empresas com até quatro trabalhadores. Debate A redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas e o fim da escala 6×1 entraram de vez no radar político do país neste início de ano. Nesta terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que uma das prioridades da Casa neste ano é justamente votar esses direitos trabalhistas. Em suas redes sociais, Motta escreveu que a análise pelos deputados pode se dar em maio. Atualmente, duas propostas estão sendo discutidas na Casa sobre o assunto: uma da deputada Erika Hilton, a PEC 8/25, e outra pelo deputado Reginaldo Lopes, a PEC 221/19. Na mensagem enviada ao Congresso Nacional, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também colocou o tema entre as prioridades do governo para o semestre. Agência Brasil FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/mercado-de-trabalho-pode-absorver-fim-da-escala-6×1-diz-ipea/
Nova marina vai gerar ciclo virtuoso para Florianópolis, dizem especialistas
Da Coluna de Estela Benetti (NSC, 10/02/2026) Após espera por mais de quatro décadas por uma grande marina para Florianópolis, lideranças presentes no evento de assinatura da Licença Ambiental de Instalação (LAI) e da ordem de serviços para a construção do Parque Urbano e da Marina Beira-Mar estavam otimistas no evento de segunda-feira. Quem conhece economia do mar prevê um ciclo virtuoso para o setor. Um dos mais otimistas é o empresário Leandro Mané Ferrari, presidente da Acatmar (Associação Náutica Brasileira). Segundo ele, a nova marina vai dinamizar a economia do mar no município. Para cada embarcação atracada, são gerados de quatro a oito empregos diretos e indiretos. Para ele, é fundamental também implantar o transporte marítimo porque a cidade é uma das únicas ilhas do mundo a não ter esse serviço. Além disso, ele avalia que a cidade precisa preparar pessoas para a série de oportunidades de trabalho que vão se abrir. Especialistas no setor falam sobre oportunidades que se abrem: – Nós devíamos estar falando da quinta grande marina e não na primeira. Que a gente possa fazer muito mais marinas, muito mais estruturas. Nós estamos muito atrasados. O primeiro projeto para construir uma marina aqui nós entregamos para o então prefeito César Souza em 2013 – afirmou Mané Ferrari após o evento desta segunda-feira. Segundo ele, Florianópolis conta com 22 pequenas marinas, mas não tem uma de grande porte, como a que está planejada agora, a Marina Beira-Mar dentro do Parque Urbano, projeto que foi concedido para a iniciativa privada. – A primeira ideia para fazer essa marina veio de um arquiteto italiano. Ele me convidou para ir à Itália, cheguei no escritório dele e ele tinha um livro com a nossa costa toda desenhada. Ele disse: vocês têm ouro na mão e não sabem usar – revelou Mané Ferrari. Outro diferencial de marina é o cuidado com a limpeza do mar. Mané Ferrari diz que quem navega faz questão de ter a natureza muito bem cuidada, preservada. Esse é um destaque também do empresário Márcio Schaefer, fundador e presidente do estaleiro Schaefer, o maior fabricante de embarcações de lazer da América Latina que tem unidade produtiva abaixo da Ponte Hercílio Luz, que ficará próxima da nova marina. – Quem é marinheiro, gosta de estar no mar, sempre procura mar limpo, cuida do mar. Nós somos a favor da natureza, nós não queremos poluir o mar de jeito nenhum. O dia que o mar ficar poluído, nós vamos deixar de ter vontade de ir para o mar. Então pode ter certeza que quem usa barco tem interesse em manter o mar limpo, sempre. E nós, da Schaefer, usamos o que há de melhor em termos de motores, tudo com as regulamentações dos órgãos reguladores dos EUA e da Comunicade Europeia para proteção do mar – destacou Márcio Schaefer. O empresário é um dos que estão muito otimistas com a nova marina. Para ele, é um empreendimento de suma importância para a cidade. – Hoje é um dia especial para Florianópolis, vamos mudar a cara da cidade. Acho que das cidades turísticas viradas para o mar, é a única ainda a não ter uma marina. Toda cidade turística do mundo, a beira-mar, tem uma marina. Será o antes e o depois da marina. A cidade está maravilhosa, crescendo muito. O estado também está crescendo. Este é um dia muito feliz para nós – disse Schaefer. Publicado em 11 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/nova-marina-vai-gerar-ciclo-virtuoso-para-florianopolis-dizem-especialistas/
Carnaval e economia criativa impulsionam crescimento do Brasil

Enfim, o debate sobre o crescimento econômico brasileiro vem ganhando novos contornos, com a inclusão de setores para além da indústria e do agro. Pesquisas recentes mostram que cultura e artes, muitas vezes consideradas periféricas, têm capacidade significativa de gerar empregos, renda e benefícios sociais. O Carnaval é um exemplo emblemático do potencial da economia criativa no país. A economista ítalo-americana Mariana Mazzucato, em visita ao Brasil, afirmou à Agência Brasil que o retorno econômico do investimento público em cultura pode superar, em diversos casos, o de setores industriais consolidados, como o automobilístico. Economista Mariana Mazzucato está no Brasil para estudar a economia criativa do carnaval Foto: Joédson Alves/Agência Brasil “O investimento público em artes e cultura contribui muito mais para a economia do que grande parte da indústria manufatureira tradicional”, disse Mazzucato. “No entanto, os governos continuam investindo mais nesses setores tradicionais da indústria, mesmo que as evidências estejam aí. Não é verdade que não temos as evidências”. Segundo ela, os aportes em artes e cultura produzem efeitos multiplicadores mais expressivos, embora políticas públicas ainda priorizem indústrias tradicionais. Estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial mostram que cada real investido em cultura gera, em média, R$ 7,59 em retorno econômico para a sociedade. No setor de automóveis e caminhões, o impacto é estimado em R$ 3,76 por real investido, menos da metade do efeito observado na área cultural. Autora do livro O Estado Empreendedor, Mazzucato visitou Rio de Janeiro e Salvador para analisar o impacto econômico do Carnaval e pretende incluir Recife em futuras etapas do estudo. A pesquisa é conduzida pela University College London (UCL), em parceria com a Unesco, e investiga como artes e cultura contribuem para o desenvolvimento econômico. Para Mazzucato, os benefícios do Carnaval vão além do turismo, hotelaria e consumo. A festa envolve uma cadeia produtiva durante todo o ano, incluindo músicos, artesãos, costureiras, cenógrafos e técnicos. Escolas de samba funcionam como espaços de formação de habilidades, construção de redes de relacionamento e fortalecimento da autoestima, especialmente em comunidades vulneráveis. Além dos impactos econômicos, a economista ressalta ganhos sociais e culturais, como fortalecimento da coesão social, identidade e patrimônio cultural. O Carnaval é um exemplo de como a economia criativa articula capital intelectual, cultural e social, promovendo desenvolvimento inclusivo. Durante encontros em Brasília com gestores públicos federais, Mazzucato defendeu colocar o Carnaval no centro de uma estratégia nacional de expansão da economia criativa, baseada na criatividade, conhecimento e ativos culturais como motores de geração de trabalho e renda. Ela também refutou a ideia de que faltam recursos para investir no setor cultural, lembrando que os impactos positivos vão além da economia direta, podendo reduzir a criminalidade. Ao mesmo tempo, alertou para o risco de concentração de renda caso a festa seja excessivamente comercializada e enfatizou a importância de direcionar recursos para as comunidades que produzem a riqueza cultural. A visita integra uma parceria com o Ministério da Cultura para criar indicadores econômicos que orientem políticas públicas, fortalecendo a economia ligada ao Carnaval, às artes e à cultura em geral. Mazzucato conclui que o debate sobre desenvolvimento deve ir além de setores específicos, sendo guiado por “missões” sociais e econômicas — como saúde universal e sustentabilidade. Nesse contexto, o Carnaval exemplifica como cultura, inclusão social e dinamismo econômico podem convergir em estratégias de desenvolvimento integradas. Com informações da Agência Brasil FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/carnaval-e-economia-criativa-impulsionam-crescimento-do-brasil/
Haddad defende nova arquitetura para benefícios sociais

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na manhã desta terça-feira (10), na capital paulista, que a atual situação econômica do Brasil já permite que o país comece a pensar em uma nova arquitetura para as despesas sociais, sugerindo uma fusão dos benefícios. Segundo ele, ainda não é um projeto de governo e nem chegou a ser submetido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas é um tema que já vem se tornando objeto de estudo. “Olhando para o orçamento, talvez o Brasil esteja maduro para uma solução mais criativa”, admitiu o ministro, em entrevista durante o CEO Conference Brasil 2026, promovido pelo BTG Pactual. Notícias relacionadas: Classe dominante brasileira entende o Estado como dela, diz Haddad. Lula cria comitê gestor e lança plataforma da reforma tributária. BRB apresenta ao BC plano para recompor capital após perdas com Master. “Talvez nós estejamos numa situação que permita uma arquitetura nova do ponto de vista do dispêndio, sobretudo de natureza assistencial. A discussão sobre renda básica, por exemplo, vai nessa direção”, avaliou. Haddad comparou a ideia de se construir uma nova arquitetura ao projeto do Bolsa Família, lançado por Lula em 2003, e que acabou unindo diversos outros programas existentes. “Será que não seria o caso de fazer o que o presidente Lula fez em 2003, quando estava cheio de programa e o Bolsa Família nasceu como o grande guarda-chuva, tornando-se um programa que ganhou o mundo e reputação, inclusive perante todos os especialistas e organismos internacionais?”, questionou o ministro. Segundo Haddad, a ideia desse novo projeto não é diminuir o gasto, mas modernizar e tornar mais eficaz e sustentável os programas sociais. “Esse é o tipo de discussão que está sendo feita entre os técnicos, inclusive do Estado brasileiro, não necessariamente ligados ao governo, e que veem nessa conjuntura [econômica] uma oportunidade de repensar essa questão de uma forma mais moderna”. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Banco Central e Master O ministro disse ser importante “cuidar do Banco Central”, porque ele “pode efetivamente contribuir muito, ou prejudicar muito, os governos e o país”. “Eu sou muito atento a tudo que o Banco Central diz e faz”, ressaltou Haddad. Segundo o ministro, quando ele faz críticas à manutenção dos juros altos no país, é apenas uma reflexão sobre o assunto e não um comentário que poderia afetar a reputação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. “Quando eu digo que eu não vejo muita razão para o juro real continuar subindo como está, uma vez que a inflação está caindo e o juro nominal está estável em 15%, eu não estou querendo macular a reputação da autoridade, mas estou fazendo uma reflexão. Uma reflexão que qualquer pessoa pode fazer”, explicou. Haddad, inclusive, voltou a elogiar a atuação de Galípolo em relação às denúncias envolvendo o Banco Master. “O fato concreto é que o Banco Master, até 2024, teve um crescimento exponencial que foi estancado assim que o Galípolo tomou posse. Ele se deparou com uma situação muito preocupante em relação ao que se verificava ali”, afirmou. “Pior do que tudo, se descobriu uma fraude de R$ 12 bilhões. Diante disso, não havia muito o que fazer, à luz não apenas do patrimônio do próprio Master como do patrimônio do banco que comprou uma carteira fraudada”, acrescentou. Para o ministro da Fazenda, as investigações dos órgãos competentes sobre o caso deverão apontar as responsabilidades pela gestão fraudulenta. “Como é que esse banco atingiu essa dimensão? Alguém vai responder como é que essa coisa chegou nesse patamar”. Reforma tributária Ainda durante a entrevista, o ministro fez elogios à reforma tributária, afirmando que após sua aprovação o país vai figurar entre os melhores sistemas tributários do mundo. Segundo ele, esse é o principal legado que vai deixar ao país por sua atuação como ministro da Fazenda. “As pessoas ainda não têm condição de entender a profundidade da mudança que vai acontecer nos impostos sobre consumo no Brasil. Hoje nós temos um dos piores sistemas tributários do mundo atestado pelo Banco Mundial. A última avaliação nos colocava na posição 184 entre 190 países avaliados, uma posição vexaminosa. Mas eu acredito que nós vamos saltar para um dos melhores sistemas tributários do mundo”, avalia. Haddad destacou que a nova avaliação deve ocorrer por causa do nível de “digitalização e transparência” que foram dadas à reforma tributária brasileira. “A reforma tributária vai entrar para a história, e eu acredito que, a partir de 1º de janeiro do ano que vem, isso esteja já claro para todos nós”. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/haddad-defende-nova-arquitetura-para-beneficios-sociais
Chefe manezinho leva os sabores de Florianópolis para a China

Manezinho da Ilha, pescador por vocação e cozinheiro por destino, o chefe Narbal Correa prepara mais uma travessia internacional levando na bagagem aquilo que define sua trajetória: comida simples, identidade cultural e relação direta com o mar. Em março, ele desembarca em Macau, na China, para participar do Festival Gastronômico de Macau, um dos principais encontros mundiais da gastronomia. Esta será a quarta participação de Narbal no evento e, segundo ele, não há muito espaço para invenção quando o assunto é representar o Brasil e Florianópolis. “No que a gente ganha, não se mexe”, resume. No cardápio, símbolos que atravessam fronteiras: empadinha de camarão, coxinha de frango, brigadeiro, quindim e caipirinha de limão. Pratos conhecidos, afetivos, que despertam reconhecimento imediato tanto em estrangeiros quanto na grande comunidade brasileira que vive na região. No Festival de Macau, o chefe não representa apenas um restaurante, mas uma cidade que foi a primeira do Brasil a receber o título de Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco. Segundo ele, a gastronomia catarinense desperta atenção internacional pela qualidade dos frutos do mar, influenciada pela geologia e pela temperatura das águas do litoral. “Eles já esperam a gente. Querem ver o que vamos apresentar.” Natural de Florianópolis, Narbal carrega no discurso e na prática uma defesa firme da gastronomia como expressão cultural e econômica. Pescador há décadas, ele conhece o mar antes da panela. Essa relação direta com o alimento é também reflexo de um avanço importante na política pública catarinense: a permissão para que pescadores artesanais possam vender pescados e frutos do mar frescos diretamente a restaurantes, sem intermediários. Gastronomia reconhecida mundialmente A rede de Cidades Criativas da Gastronomia reúne municípios que utilizam a culinária como ferramenta de desenvolvimento cultural, social e econômico. No Brasil, Florianópolis foi a primeira a receber o reconhecimento, em 2014, abrindo caminho para outras cidades como Belém, Paraty e Barão de Cocais. A proposta vai além da promoção turística: envolve políticas públicas, valorização de saberes tradicionais, sustentabilidade e fortalecimento das economias locais a partir da comida. No cenário internacional, eventos como o Festival Gastronômico de Macau funcionam como vitrines estratégicas para essas cidades, estimulando intercâmbio cultural e projeção global. Para chefes como Narbal Correa, a participação vai além da experiência profissional: é uma forma de reafirmar a identidade da cidade no exterior, mostrando que a gastronomia de Florianópolis não se sustenta apenas em técnica, mas em território, história e modos de vida preservados. Qualidade incentivada por lei Em Santa Catarina, a chamada “Lei dos Pescados” autoriza a venda direta do pescado fresco, conservado apenas em gelo, desde que utilizado exclusivamente na preparação dos pratos do próprio estabelecimento. Em Florianópolis, a norma foi regulamentada por decreto municipal, reconhecendo oficialmente uma prática histórica da Ilha e fortalecendo a pesca artesanal local. Para Narbal, trata-se de uma conquista que impacta diretamente a qualidade da cozinha. “É isso que garante peixe fresco, identidade e respeito ao território”, costuma defender. (ND, 11/02/2026) Nota do Editor: Florianópolis foi oficialmente reconhecida como Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO em 2 de dezembro de 2014, tornando-se a primeira cidade brasileira a receber essa distinção. O título integra a Rede de Cidades Criativas e destaca a gastronomia como instrumento de desenvolvimento cultural, social e econômico. A candidatura foi coordenada pela Associação FloripAmanhã, em parceria com a Prefeitura Municipal e entidades da sociedade civil e acadêmica, com o objetivo de ampliar a visibilidade internacional da cidade e fortalecer o setor gastronômico como vetor estratégico de desenvolvimento. Publicado em 11 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/chefe-manezinho-leva-os-sabores-de-florianopolis-para-a-china/
